quinta-feira, 11 de março de 2010

CONSELHO ESTADUAL PARA ASSUNTOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

O Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência (CEAPcD) foi criado em 1984. É vinculado à Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do governo de São Paulo. É um órgão consultivo, autônomo, com a responsabilidade de assessorar o governo nas questões da pessoa com deficiência.

O Conselho é composto por 20 conselheiros representantes da sociedade civil e dez representantes da área governamental – mais dez suplentes da sociedade e do governo – além de um representante do Ministério Público.

Em todo o estado, o Conselho conta com dez Núcleos Regionais, na capital, em Osasco, Limeira, Sorocaba, Araraquara, São José do Rio Preto/Araçatuba, São José dos Campos, Bauru/Marília/Presidente Prudente, Franca/Barretos e Baixada Santista/Registro. Os núcleos regionais podem desenvolver ações conjuntas com os demais conselhos de cidadania e setoriais organizados.

Composição
Atualmente o presidente do Conselho é José Oliveira Justino, do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Ribeirão Pires. O vice-presidente é Dejair Gonçalves de Andrade, do Conselho Municipal de Promoção e Integração da Pessoa co Deficiência de Ribeirão Preto. Carlos Roberto Perl, do Instituto Nacional de Inclusão Social de Pessoas com Deficiência, é o 1º Secretário. E a Secretaria Executiva fica a cargo de Ida Célia Palermo, do Centro de Vida Independente (CVI).

Os Conselheiros titulares da Sociedade Civil são: Maria José do Prado, José Oliveira Justino, Ida Célia Palermo, Antônio José Camargo Fontes, Dejair Gonçalves de Andrade, Márcia Paes Gori, Wanderley Marques de Assis, Luciano Marques de Souza, Doralice Pereira Simões, Willian Paulo da Silva, Carlos Roberto Perl, Edgar Venâncio, Josefa Aparecida Neri Guido, Carlos Botelho, César Augusto Ferreira, Iranilson Alves da Silva, Eurico Fernandes, Waldir Thereza, Rogério Soares Augusto, Carlos Eugênio Bakos. Os suplentes da Sociedade Civil são: Malcom César Ramos, Ricardo de Oliveira Pedroso, Paulo Toledo Lima, Vera Lúcia Rodrigues Oliveira, Bruno Roberto Macedo, Sonia Maria Montesino da Silva, Claudia Sofia Indalécio Pereira, Rosa Maria Pompeu Ferreira e Eliane da Silva Pavret.

Os Conselheiros Governamentais titulares são: Magali Terezinha da Silva, Talma Bernardo Ribeiro, Martha de Paula Cintra, Patrícia Bittencourt Pereira, Guilherme Assis de Almeida, Cássia Marinho Tubone, Yara Savine, Sarah Regina White, Silvana Paula Pereira e Bruno Sendra de Assis. Os suplentes são: Telma Ferreira dos Santos, Marinei Alves de Lima, Tânia Sheila Griecco, Mariana de Sylos Rudge, Cíntia Regina Béo, Mirsa Elisabeth Dellosi, Luciana de Abreu Nascimento, Chafic Buchaim Filho, Alan Pereira de Oliveira e Elizabete Maria de Aguiar Azevedo.

Reuniões Ordinárias
Mensalmente, o CEAPcD realiza reuniões ordinárias para discutir assuntos levantados por conselheiros para a pauta mensal. As reuniões reúnem os 50 conselheiros de todo o estado, que têm direito a voto. O espaço é aberto a qualquer pessoa que queira participar não necessitando agendamento prévio, porém, para sugerir assuntos para a pauta, pessoas da sociedade civil, ONGs, governo e empresas devem realizar solicitação até quinze dias antes da reunião desejada. Confira abaixo o calendário de reuniões ordinárias para 2010.

Reuniões ordinárias do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência


Data: Última quinta-feira do mês (ver calendário abaixo)
Horário: Das 10h às 16h
Local: Sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10 – Barra Funda – São Paulo – SP – próximo à estação do Metrô e da CPTM
Calendário de reuniões para 2010
Março: 25
Abril: 29
Maio: 27
Junho: 24
Julho: 29
Agosto: 26
Setembro: 30
Outubro: 28
Novembro: 25
Dezembro: 16

Fonte: Secretaria do Direitos da Pessoa com Deficiência
http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=561&c=31

quarta-feira, 10 de março de 2010

SAÚDE DA MULHER COM DEFICIÊNCIA

É inaugurado o “Saúde da Mulher com Deficiência”, no Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo.

O projeto consiste em instalações de equipamentos para atendimento médico, tais como camas especiais para exames ginecológicos, um mamógrafo que permite a realização do exame sem que a paciente precise sair da cadeira de rodas, leitos que mudam de altura por comando eletrônico e lifters – espécie de guindaste para transferir a paciente para o leito.

O secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário, ressaltou no evento que é necessário a adaptação de hospitais para as mulheres com deficiência que têm a vida sexual ativa e precisa cuidar da saúde e prevenir doenças ginecológicas como endometriose, câncer de mama e útero, infecções pelos vírus HPV, HIV, entre outras.

“O projeto visa a qualidade de vida e esse programa vai beneficiar muitas mulheres com deficiência”, afirma o prefeito Gilberto Kassab, que visitou as instalações do Hospital acompanhado pelo diretor Carlos Alberto Ruiz.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, as adaptações serão implantadas em mais 4 unidades de saúde ainda neste ano, e até 2012 será concluído a capacitação de toda a rede municipal.

Serviço:
Hospital Municipal Maternidade Escola Vila Nova Cachoeirinha
Av. Deputado Emílio Carlos, 3100
Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo – SP
(11) 3986-1000

Fonte: Blog Sentidos

terça-feira, 9 de março de 2010

YOUTUBE COM LEGENDAS PARA SURDOS

O YouTube está a colocar legendas automáticas em milhões de vídeos, tornando-os acessíveis aos surdos e às pessoas com pouca audição.
Até agora apenas uma pequena percentagem de vídeos continham legendagem (Peter Jones/Reuters)
A Google, que comprou o YouTube em 2006, indicou que este uso de uma tecnologia de reconhecimento de voz é provavelmente a maior experiência online do género.

294441 Até agora apenas uma pequena percentagem de vídeos continham legendagem.

O Youtube referiu ainda que a abertura do conteúdo a todos aqueles que, até agora, não conseguiam realmente aceder a ele marca o início de um processo de democratização da informação.

Inicialmente esta nova aplicação irá estar disponível apenas nos vídeos falados em Inglês, com as restantes linguagens a serem acrescentadas nos meses seguintes.

Em Novembro do ano passado, o YouTube disponibilizou legendas automáticas a uma série de parceiros, incluindo a Universidade da Califórnia, Berkeley, Yale e National Geographic.

Tecnologia de reconhecimento de voz

A tecnologia que está por detrás do reconhecimento de voz já existe há 50 anos, indicou, citado pela BBC, o engenheiro da Google Mike Cohen, explicando que, finalmente, ela se massificou.

“Há já 25 anos que trabalho com a tecnologia de reconhecimento de voz”, indicou Cohen à BBC.

“Tem havido grandes desenvolvimentos e este é o culminar de muitos anos de trabalho. Tivemos que trabalhar numa série de problemas, como as diferenças de sotaque, o barulho de fundo e as variações na linguagem, na pronunciação”, estimou.

A equipa frisou, porém, que o produto não é perfeito. Numa demonstração da tecnologia, o engenheiro de software Ken Harrenstien mostrou como a ferramenta confunde as palavras “sim card” com “salmon” [salmão].

“Esta não é a solução final, mas é um passo no caminho para uma solução real”, disse.

“É difícil fazer com que cada palavra fique exactamente correcta, mas por vezes isso não tem interesse e noutros casos é simplesmente divertido”.

Ken Harrenstien trabalhou neste projecto nos últimos cinco anos. Surdo desde os cinco anos, o lançamento desta tecnologia é para este engenheiro uma grande vitória pessoal. “Isto é incrível. É aquilo que eu sonhei durante vários anos. O facto de agora podermos ir a qualquer video online e ver as legendas é inacreditável e o facto de eu ter feito parte deste processo é óptimo”.

As reacções a esta mudança têm sido muito positivas. Alunos da California School for the Deaf (Escola Californiana para os Surdos), em Freemont, fizeram um vídeo em que explicam a grande diferença que esta nova ferramenta representa para as suas vidas. “Sentíamos que não fazíamos parte do mundo. Sentíamo-nos excluídos”, indicou Angel Harrington.

Fonte: http://www.publico.pt/Tecnologia/youtube-com-legendas-para-os-surdos_1425696?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+(Publico.pt)

ACESSIBILIDADE NA INTERNET

domingo, 28 de fevereiro de 2010

CAMPEONATO BRASILEIRO DE BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS

Entre os dias 25 de fevereiro e 4 de março, o Clube dos Paraplégicos de São Paulo (CPSP) realiza o Campeonato Brasileiro de Basquetebol em Cadeira de Rodas. O evento marca os 50 anos do Basquetebol em Cadeira de Rodas no Brasil. O objetivo principal desse Campeonato é homenagear e relembrar o início das competições de basquetebol em cadeira de rodas no Brasil.

BASQ  No evento serão homenageados atletas veteranos do Rio de Janeiro e de São Paulo, alguns dos quais participaram da primeira partida da modalidade. Disputada em junho de 1959, entre as equipes Azes da Cadeira de Rodas (SP) e Clube do Otimismo (RJ). No dia 26 de fevereiro às 20h no Clube Escola Ibirapuera, haverá uma partida simbólica entre os veteranos dessas duas equipes. A Cerimônia de Abertura da Competição acontecerá no Ginásio do Clube Escola Ibirapuera, na Rua Pedro de Toledo 1.651, Vila Clementino, São Paulo – SP.

Para participar do campeonato, foram convidadas 16 equipes de Goiás, Distrito Federal, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. Os times serão divididos em duas séries de oito, segundo a classificação no Ranking Nacional. As competições acontecem no Clube Escola Ibirapuera e no Ipê Clube (R. Ipê, 103 – a duas quadras do Clube Escola Ibirapuera).

Serviço
Campeonato Brasileiro de Basquetebol em Cadeira de Rodas
Data: 25 de fevereiro a 4 de março
Horário: Das 9h às 18h
Locais: Clube Escola Ibirapuera e Ipê Clube
Endereço: R. Pedro de Toledo, 1651 – Vila Clementino – São Paulo – SP (Clube Escola Ibirapuera) e R. Ipê, 103 – Vila Clementino – São Paulo – SP (Ipê Clube)

Mais informações:
Site:
http://www.cpsp.com.br/index2.html
E-mail: cpsp.sp@terra.com.br
Telefone: (11) 5575.6675

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência
http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=549

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

NORMA SOBRE TRABALHO DE MOTORISTAS DEFICIENTES

Justiça dá 15 dias para sair norma sobre trabalho de motoristas deficientes

Denatran deve regulamentar atuação de deficientes como motoristas.
Motoristas profissionais deficientes poderiam usar veículos adaptados.

Do G1, com informações da Agência Estado

A Justiça Federal deu prazo de 15 dias para que o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) edite norma para que pessoas com deficiência possam dirigir profissionalmente. A decisão é do juiz Rogério Volpatti Polezze, da 10ª Vara Federal Cível de São Paulo, com base numa outra decisão, liminar, datada de 2007.

O prazo de 15 dias começa a valer a partir do dia em que os servidores responsáveis forem notificados da decisão da Justiça Federal. Em caso de descumprimento, os servidores podem responder por desobediência.

Em 4 de dezembro de 2007, o juiz da 10ª Vara Federal Cível de São Paulo ordenou que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em 30 dias, publicasse uma resolução para regulamentar as adaptações a serem feitas em veículos de categorias profissionais (categorias "C", "D" e "E", da Carteira Nacional de Habilitação). As adaptações  possibilitariam o exercício da profissão de motorista por pessoas com deficiência que necessitassem de veículos adaptados, após uma análise de suas limitações.

HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO - LÚPUS

Apresentadora de TV, Juliana Santos aprendeu a viver com limitações causadas pelo lúpus

DENISE MENCHEN
da Folha de S.Paulo, no Rio

A náusea que acometeu a então estudante de publicidade Juliana Carvalho dos Santos em maio de 2001 foi inicialmente vista como consequência de uma festa da véspera. À época com 19 anos, ela tinha exagerado na bebida e não estranhou quando não conseguiu conter o vômito após o jantar.

Jefferson Bernardes/Folha Imagem
Juliana Santos, 28, que recebeu diagnósticos errados até descobrir sua doença 

A suposta ressaca, porém, foi sucedida por febre e fraqueza, que se agravaram nos dias seguintes. Cerca de uma semana mais tarde, era internada sob suspeita de meningite. Trinta e sete dias depois, deixava o hospital paraplégica. O diagnóstico era de mielite transversa, uma inflamação na medula espinhal causada por lúpus eritematoso sistêmico, doença que desconhecia ter.

Hoje adaptada à nova condição, Juliana, 28, apresenta o programa "Faça a Diferença", da TV Assembleia do Rio Grande do Sul, sobre pessoas com deficiência. Escreveu, também, um livro em que conta sua história, com lançamento previsto para este semestre.

Entre as memórias está o período de internação. Isolada devido à suspeita de meningite, ela desenvolveu síndrome do pânico. Viu também os membros perderem força até não conseguir sair da cama. Por alguns dias, ficou tetraplégica --mexia apenas a cabeça.

Sem diagnóstico preciso, recebeu antibióticos, corticoides e imunossupressores. Foi submetida ainda à plasmaferese, filtragem do plasma sanguíneo para a remoção de elementos que podem ocasionar doenças. O tratamento surtiu efeito e, com o recuo da inflamação e a ajuda da fisioterapia, ela voltou a mexer os braços.

A cadeira de rodas saiu do hospital com ela. A lesão remanescente na medula, prolongamento do sistema nervoso central que conduz os impulsos do cérebro para o corpo e vice-versa, deixou-a sem movimentos nas pernas e sem sensibilidade dos seios para baixo.

A casa onde morava com os pais e os quatro irmãos em Porto Alegre, repleta de escadas, virou obstáculo. Sem conhecer as mudanças possíveis para tornar a vida mais fácil, esperançosa com a recuperação e em dificuldades financeiras, passou a morar na sala de estar. Durante três anos, dependeu de ajuda para acessar o lavabo, distante três degraus.

A volta à faculdade também foi complicada. Com o movimento das mãos debilitado, levava um gravador para o curso. Em casa, tentava passar as informações para o caderno. "Tive que reaprender a escrever, a digitar, a cortar as unhas", lista.

Outro desafio foi retomar o convívio com os amigos em atividades típicas da idade. Ela já nem lembra quantas vezes teve que ser carregada escada acima para participar de festas. "Eu nem ligava para o acesso."

Os remédios também entraram em sua rotina. De perfil autoimune, o lúpus é caracterizado por um desequilíbrio no sistema imunológico: os anticorpos, produzidos para proteger contra infecções, se fixam em alguns órgãos, provocando inflamações. A causa é desconhecida, mas acredita-se que haja relação com fatores genéticos, hormonais e ambientais.

Quando a doença está ativa, os problemas mais comuns ocorrem na pele, articulações, rins e membranas que envolvem pulmão e coração. A inflamação na medula é rara.

Ao longo dos anos, porém, também foram cogitados os diagnósticos de síndrome mista de colágeno e neuromielite óptica. Em comum com o lúpus, o caráter autoimune que pode levar a lesões medulares.

LUP "É comum os médicos discordarem, principalmente nas paraplegias agudas. As hipóteses são diversas e os exames muitas vezes são dúbios", diz o neurologista Ricardo Novis, da Clínica São Vicente, do Rio.

No início, a divergência de opiniões incomodou a apresentadora. "Quando vi que o prognóstico não mudava muito, isso perdeu importância", diz. Hoje, faz o acompanhamento com o reumatologista Henrique Staub, que está convicto de que ela tem lúpus. "A paciente apresentou, no início da doença, dores articulares e anticorpos anti-DNA, compatíveis com o diagnóstico."

O tratamento inclui o uso de imunossupressores e de corticoides para controlar a produção de anticorpos e o processo inflamatório, além de fisioterapia. Juliana toma ainda medicamento para evitar resíduos de urina na bexiga, antidepressivo e anticoagulante. O último foi incluído depois que uma trombose a levou novamente ao hospital --a formação do coágulo ocorreu em 2005 e, segundo Staub, também é uma manifestação do lúpus.

"A trombose me deu uma rasteira. Eu tinha acabado de começar a trabalhar, estava recomeçando a vida e tive que voltar para o hospital. Naquela hora, bateu a revolta do "Por que eu?", não queria mais existir, só pensava em acabar com aquela dor", lembra ela, que tinha sido aprovada em concurso da Assembleia Legislativa.

A crise a motivou a tentar uma vaga na Rede Sarah de reabilitação, em Brasília. Foi internada no fim daquele ano. Quando voltou para a casa, o avanço era visível.

"Voltei a ter privacidade. Antes, tinha que chamar colegas de trabalho que acabara de conhecer para me ajudar a colocar as calças cada vez que ia ao banheiro. O momento em que consegui fazer isso sozinha de novo foi muito marcante."

A internação colaborou para outra redescoberta: a da sexualidade. "Isso sempre foi muito importante para mim, mas de uma hora para outra mudou tudo. Eu estava sem movimento, sem sensibilidade e com a cara do Fofão por causa dos corticoides", brinca ela, que ganhou 20 kg depois da lesão.

A reabilitação na cama veio com o envolvimento com outro paciente. Em uma noite livre, os dois foram a um motel.

"Vê se visualiza a cena, um manco ajudando uma paraplégica a entrar na banheira. Traçamos estratégias, algumas tentativas, e, no final, deu tudo certo. Mas, para sair, outro parto. Pensei até em chamar uma camareira para dar uma força. Como tanto ele quanto eu somos brasileiros e não desistimos nunca, vencemos a porra da banheira! Se eu perder para uma Jacuzzi, vou ganhar de quem?", escreve Juliana no livro, intitulado "Na Minha Cadeira ou na Tua?".

Fonte: Folha Online

PRIMEIRA JANGADA ACESSÍVEL DO BRASIL

A primeira jangada acessível do Brasil partiu para o mar da Pajuçara nesta quarta-feira (dia 3), às 11h, rumo às piscinas naturais. A bordo da embarcação, os alagoanos Luiz Cavalcante e José Batista, cadeirantes que, pela primeira vez, tiveram a oportunidade de conhecer o maior cartão postal da capital alagoana, com segurança e conforto.

janga “Estou emocionado em conhecer as piscinas naturais, e mais ainda porque os portadores de necessidades especiais agora contam com uma jangada adaptada para acesso ao lazer”, explicou Batista.

O projeto da Jangada Acessível, desenvolvido pelo o arquiteto Jorge Luiz, foi idealizado dentro da disciplina de Ergonomia, que disponibiliza ferramentas metodológicas para o desenvolvimento do projeto, que também conta com apoio logístico da Secretaria Municipal de Promoção do Turismo (Semptur), da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) e da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal).

O presidente da Adefal, Luiz Carlos Santana, considerou que o projeto é uma conquista de cidadania. “As piscinas naturais são conhecidas nacionalmente, e agora, com esse equipamento, tornam-se acessíveis também para os portadores de necessidades especiais, que têm mais essa opção de lazer”, disse Luiz Carlos. Segundo ele, o apoio da Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, foi essencial para dar o suporte legal ao projeto. “Nossa próxima tarefa é conseguir novos parceiros para construir mais três jangadas”, disse ele.

A turista carioca Luiza Cantuário, que fazia o passeio às piscinas pela terceira vez com seus filhos, considerou o projeto da jangada fantástico. “Quando chegar ao Rio de Janeiro, vou mostrar fotos da jangada acessível de Maceió na escola. Seria ótimo que na minha cidade também tivesse uma jangada assim para democratizar o lazer”, disse Luíza.

Foi o pescador e carpinteiro Sidney Cícero da Silva, conhecido como Dinho, quem construiu a jangada, e ele levou a família para conferir o resultado. “Antes, muitos deficientes tinham medo de fazer o passeio. Em alguns casos era preciso amarrar a cadeira no barco. Agora eles fazem o passeio na sua própria cadeira, com segurança”, diz ele.

Para a secretária Claudia Pessôa, da Semptur, a jangada acessível é uma conquista para os portadores de necessidades especiais. “Estão de parabéns todos os que contribuíram com esse projeto, pelo sucesso da jangada acessível, que foi noticia até em sites nos EUA”, disse ela.

A jangada acessível tem 1,90 de comprimento e 2,50 de largura e pode comportar até dois deficientes físicos com a cadeira de rodas, com acompanhante. Na construção da jangada foram utilizadas as madeiras de pequi, jaqueira, maçaranduba e igapó.

Fonte: Prefeitura de Maceió

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CUIDADO COM O IDOSO - MACEIÓ

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Coordenação do Programa de Atenção à Saúde do Idoso, realizou segunda-feira (8) a palestra “Cuidado com o Idoso”, ministrada pela médica geriatra Fátima Pedrosa, que orientou os cuidadores sobre as funções e cuidados com os pacientes.

Mensalmente, os cuidadores se reúnem na sede da SMS para assistirem a palestras e receber materiais para curativos. O objetivo das reuniões é orientar e capacitar os responsáveis pelo auxílio aos pacientes idosos acamados em seu domicílio. Este ano, as orientações seguirão o Guia Prático do Cuidador, do Ministério da Saúde.

Para Fátima Pedrosa, os idosos não devem ser vistos como inúteis, mas sim estimulados à prática de atividades de lazer e ocupacionais. “É costume vermos as pessoas fazendo tudo para o idoso, mas atividades simples, como debulhar o feijão, integra o idoso à família. O cuidador deve observar e identificar o que a pessoa pode fazer por si, avaliar as condições e ajudá-lo”, disse.

A médica também destacou que alguns hábitos costumam passar despercebidos e precisam ser evitados. “Deixar que o idoso durma até tarde perdendo o sol da manhã ou colocá-lo na frente da TV por horas não devem virar rotina nem serem aceitos como alternativas de lazer. Passear ou mesmo conversar são mais prazerosos que assistir à televisão”, aconselha.

O Programa de Atenção à Saúde do Idoso existe desde 2006 e conta com cerca de 170 cuidadores cadastrados, em sua maioria familiares. Segundo Denyse Lima, coordenadora do programa, o Serviço de Atendimento Domiciliar ao Idoso Acamado acaba sendo um grupo de apoio onde os cuidadores podem trocar experiências e dividir os seus problemas.

“Muitos chegam aqui estressados e sem saber como lidar com certas situações, mas encontram apoio com outros cuidadores que podem ter passado por situações semelhantes”, afirmou a coordenadora.

Fonte: Prefeitura de Maceió

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ESPORTE PARA DEFICIENTES


O Projeto, que oferece caratê para pessoas com síndrome de Down e tae kwon do para jovens com deficiência intelectual, fez um ano de atividades com comemoração no Clube Escola Ibirapuera. Cerca de 100 pessoas se apresentaram.
No último sábado (6/2) o Projeto de Inclusão pelo Esporte encerrou seu primeiro ano de atividade com comemoração no Clube Escola Ibirapuera. O projeto oferece caratê para pessoas com síndrome de Down e tae kwon do para jovens com deficiência intelectual, por meio do Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, com o apoio do Ministério do Esporte e em parceria com o Lira Taekwondo, a Associação Ken-in-Kan de caratê e a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo. No evento, cerca de 100 pessoas apresentaram movimentos e golpes de caratê e tae kwon do, fascinando o público presente.
Durante os treinamentos, os alunos foram acompanhados por uma equipe de profissionais especializados, composta por professores de educação física adaptada, médicos esportivos e psicólogos. Sidney Gomes, professor de tae kwon do, trabalha com crianças há mais de 20 anos e diz que o esporte é uma esperança de vida para essas pessoas. “O esporte traz igualdade e inclusão”, define.
O Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural atua nacionalmente desde 2007, contribuindo com a educação, inclusão social, cultural e geração de renda de jovens com síndrome de Down e outras deficiências intelectuais. O Projeto de Inclusão pelo Esporte existe desde 2009. “Trabalhamos com artes marciais porque, além dos benefícios para a saúde e qualidade de vida, existe toda uma filosofia comportamental, que traz para essas pessoas autoconfiança, equilíbrio, flexibilidade, amizade, disciplina, coordenação motora e força, fazendo com que tenham mais acesso à integração social e à cidadania”, explica a presidente da instituição, Olga Kos.
Fonte: Portal da Prefeitura de São Paulo

HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO




Você sabia que no Aché nós trabalhamos para melhorar a qualidade de vida das pessoas? 

Desenvolver medicamentos é uma das formas de aumentar nossa possibilidade de viver mais e melhor!
Mas essa não é a única maneira.
Por isso, investimos também na educação voltada à saúde, em informações que ajudem as pessoas a conhecer seus direitos e deveres, a tomar decisões e fazer escolhas.

Assim, surgiu este gibi, que é uma edição extra de um programa do Aché denominado Coleção Aché de Educação para a Saúde.
Quando a equipe do Aché começou a desenvolver um medicamento para tratar de disfunções da tireóide, entre elas o Hipotireoidismo Congênito, pensou como seria bom se todos pudessem saber mais sobre essa doença, pois, quanto mais cedo ela é detectada e tratada, maiores são as
chances de a criança crescer saudável.

O Hipotireoidismo Congênito é uma doença causada pela falta de função da glândula tireóide desde o nascimento. Os seus sintomas, muitas vezes, passam despercebidos, mas suas conseqüências não!

O Hipotireoidismo Congênito é a causa mais comum de retardo mental evitável. Sim, evitável! Com um exame muito simples (o teste do pezinho) a doença pode ser descoberta bem cedo, e, assim, é possível começar o tratamento imediatamente.

No Brasil, esse teste é obrigatório para todos os recém-nascidos em todas as maternidades. Nosso objetivo é divulgar essas informações por meio de uma história em quadrinhos, colocando à disposição dos médicos um agradável instrumento para orientar as famílias.

Acreditamos que a prevenção e o tratamento precoce de doenças começa no conhecimento e continua nas ações que cada um de nós pode realizar.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

BIBLIOTECA DE SÃO PAULO COM ITENS DE ACESSIBILIDADE


A partir de março, o Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha contará com equipamentos especiais para exames ginecológicos e de mamografia. O projeto será pioneiro no estudo da sexualidade e a saúde geral da mulher com deficiência.

biblioteca019 A rede municipal de saúde, em uma iniciativa inédita no País, vai oferecer infra-estrutura para atendimento especializado às mulheres com deficiência. A partir de março, o Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha contará com camas especiais para exames ginecológicos, um mamógrafo que permite a realização do exame sem que a paciente precise sair da cadeira de rodas, leitos que mudam de altura por comando eletrônico e lifters - espécie de guindaste para transferir a paciente para o leito.

O secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida destaca que, ao contrário do que alguns ainda podem pensar, a mulher com deficiência também exerce sua sexualidade e necessita dos mesmos cuidados para prevenir e combater problemas ginecológicos como a endometriose, câncer de mama e útero, infecções pelos vírus HPV, HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. “Mais que isso, elas têm o direito de engravidar e receber um acompanhamento médico adequado”, afirma.

O projeto tem um aporte de R$ 250 mil, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), e um de seus objetivos é ser pioneiro na geração de conhecimento em um campo de estudo ainda pouco explorado dentro e fora do país: a sexualidade e a saúde geral da mulher com deficiência.

Para o médico Diretor de Assistência do hospital, os médicos em geral ainda têm certa dificuldade na abordagem e no trato de pacientes com deficiência. “Equipamentos adequados ajudam a lidar com esse público de forma apropriada, garantindo mais conforto”, explica.

Na prática, os recursos colocados à disposição do hospital também devem beneficiar outra parte de sua clientela, composta por pacientes obesas, idosas e pacientes com mobilidade reduzida devido a problemas oncológicos.

Depois da unidade de Cachoeirinha, o projeto completo – equipamentos, manual e treinamento – será levado a outros hospitais da rede municipal.

Estima-se que 25 milhões de brasileiros tenham algum tipo de deficiência (projeções com base no Censo 2000 do IBGE). E, desse total, 27% apresentem deficiência física. Não há informações sobre o número de mulheres com deficiência.

Pesquisa
Além dos equipamentos já instalados no hospital, a SMPED vai elaborar – com apoio do corpo clínico do hospital e outros especialistas – um manual de procedimentos que será utilizado para treinar os profissionais de saúde envolvidos no atendimento.

A proposta é que esse manual aborde desde aspectos comportamentais até características morfológicas decorrentes da deficiência, encampando ainda ações capazes de prevenir a presença de algum tipo de deficiência no feto.

Etapas
- Adequação do espaço físico
- Treinamento do corpo clínico (acolhimento, aconselhamento pré-gestacional e técnicas específicas/adaptadas)
- Aquisição de equipamentos

Cronograma
•    Março 2010 - projeto em operação no HM Nova Cachoeirinha
•    Final de 2010 - projeto implantado em mais quatro hospitais
•    Até 2012 - capacitação de toda a rede municipal

Fonte: Portal da Prefeitura de São Paulo

Veja a matéria e o vídeo

SAÚDE DA MULHER COM DEFICIÊNCIA


MULHER A partir de março, o Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha contará com equipamentos especiais para exames ginecológicos e de mamografia. O projeto será pioneiro no estudo da sexualidade e a saúde geral da mulher com deficiência.

A rede municipal de saúde, em uma iniciativa inédita no País, vai oferecer infra-estrutura para atendimento especializado às mulheres com deficiência. A partir de março, o Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha contará com camas especiais para exames ginecológicos, um mamógrafo que permite a realização do exame sem que a paciente precise sair da cadeira de rodas, leitos que mudam de altura por comando eletrônico e lifters - espécie de guindaste para transferir a paciente para o leito.

O secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida destaca que, ao contrário do que alguns ainda podem pensar, a mulher com deficiência também exerce sua sexualidade e necessita dos mesmos cuidados para prevenir e combater problemas ginecológicos como a endometriose, câncer de mama e útero, infecções pelos vírus HPV, HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. “Mais que isso, elas têm o direito de engravidar e receber um acompanhamento médico adequado”, afirma.

O projeto tem um aporte de R$ 250 mil, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), e um de seus objetivos é ser pioneiro na geração de conhecimento em um campo de estudo ainda pouco explorado dentro e fora do país: a sexualidade e a saúde geral da mulher com deficiência.

Para o médico Diretor de Assistência do hospital, os médicos em geral ainda têm certa dificuldade na abordagem e no trato de pacientes com deficiência. “Equipamentos adequados ajudam a lidar com esse público de forma apropriada, garantindo mais conforto”, explica.

Na prática, os recursos colocados à disposição do hospital também devem beneficiar outra parte de sua clientela, composta por pacientes obesas, idosas e pacientes com mobilidade reduzida devido a problemas oncológicos.

Depois da unidade de Cachoeirinha, o projeto completo – equipamentos, manual e treinamento – será levado a outros hospitais da rede municipal.

Estima-se que 25 milhões de brasileiros tenham algum tipo de deficiência (projeções com base no Censo 2000 do IBGE). E, desse total, 27% apresentem deficiência física. Não há informações sobre o número de mulheres com deficiência.

Pesquisa
Além dos equipamentos já instalados no hospital, a SMPED vai elaborar – com apoio do corpo clínico do hospital e outros especialistas – um manual de procedimentos que será utilizado para treinar os profissionais de saúde envolvidos no atendimento.

A proposta é que esse manual aborde desde aspectos comportamentais até características morfológicas decorrentes da deficiência, encampando ainda ações capazes de prevenir a presença de algum tipo de deficiência no feto.

Etapas
- Adequação do espaço físico
- Treinamento do corpo clínico (acolhimento, aconselhamento pré-gestacional e técnicas específicas/adaptadas)
- Aquisição de equipamentos

Cronograma
•    Março 2010 - projeto em operação no HM Nova Cachoeirinha
•    Final de 2010 - projeto implantado em mais quatro hospitais
•    Até 2012 - capacitação de toda a rede municipal


Fonte: Portal da Prefeitura de São Paulo

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

COMO AGIR QUANDO ENCONTRAR UM PESSOA COM DEFICIÊNCIA


Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.

Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.

Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela.

Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.

Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.

Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.

Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.

Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.

Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas for preciso para que sejam entendidas.

Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.

Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.


PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MENTAL

Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoas com deficiência mental.

Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.

Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa.

Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido.

Não superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.

Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais

As pessoas com deficiência mental, geralmente, são muito carinhosas. .

Deficiência mental não deve ser confundida com doença mental.
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

NOTAS DE R$50 E R$100 TERÃO NOVOS MODELOS


Notas de R$ 50 e R$ 100 terão novos modelos ainda no 1º semestre.

Cédulas terão diferentes tamanhos, para ajudar deficientes visuais.

As notas da “segunda família” do real seguirão um padrão internacional que dificultará a falsificação, afirmou nesta quarta-feira (3) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante o lançamento dos novos modelos das notas de real. Para ele, os novos modelos de notas também auxiliam na “internacionalização” da moeda brasileira.
As cédulas de R$ 50 e R$ 100 serão modificadas ainda no primeiro semestre de 2010, enquanto as demais serão substituídas até 2012, conforme as notas ficarem velhas e terem de sair de circulação. A meta é iniciar a substituição dos atuais modelos de R$ 10 e R$ 20 no primeiro semestre de 2011.

As novas notas custam de 25% a 28% a mais do que os modelos antigos, segundo o BC. Somente em 2010, a autoridade monetária estima gastar R$ 300 milhões com o processo de substituição das cédulas.


As mudanças são tecnológicas e de design, mas o BC afirmou que todos os animais representados nas notas atuais continuarão a figurar nas novas versões. “O objetivo é que sejam muito seguras. Estaremos emitindo cédulas de última geração, que são compatíveis com as cédulas mais modernas em circulação no mundo, como o euro [e] a nova família de dólares”, afirmou o ministro Mantega.


Por conta do fortalecimento da moeda brasileira, Mantega diz que o país também tem de se preparar para que o real seja mais utilizado no mercado internacional. “Já começa a haver demanda para que [a moeda brasileira] possa ser utilizada fora do país”, disse.


De acordo com o ministro, o real já é considerado uma moeda forte. “Hoje o real é uma moeda forte. Às vezes, alguns empresários reclamam que a moeda é tão forte, valorizada, mas a vida é assim. Temos de nos preparar para que o real seja uma moeda de curso [circulação] internacional. Hoje é uma moeda de curso mais limitado.”

Para guardar em casa
Segundo o presidente do BC, Henrique Meirelles, o real está se tornando cada vez mais uma moeda que uma parcela da população guarda em casa, uma vez que a inflação está sob controle. “Não haverá mudanças de aparência. Não se discutiu uma nova apresentação; foram mudanças necessãrias do ponto de vista tecnológico.”


Conforme Meirelles, foi importante inaugurar uma nova familia de cédulas por conta da evolução tecnológica. “A tecnologia de segurança evolui, como também evoluem os mecanismos de tentativa de imitação. Todos países estão trabalhando por uma modernização tecnológica de suas moedas”, disse ele.


Ele lembrou que, em 1994, quando a primeira família do real foi lançada, em consequência do plano de estabilização econômica que debelou a inflação alta, os projetos foram feitos de “forma rápida”. “Um projeto agora de consolidação e de emissão de uma moeda com característica de longo prazo é um passo natural. Isso demandou muito tempo de estudo e de trabalho.”


Tamanho da cédula aumentará conforme o valor nela representado

Tamanhos
O Banco Central informou ainda que as novas cédulas atenderão a uma demanda dos deficientes visuais, que tinham dificuldades em identificar os valores nas notas atualmente em circulação.

“Com tamanhos diferenciados e marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às atuais, a nova família de cédulas facilitará a vida dessa importante parcela da população”, informou a instituição.

Substituição gradual
Segundo o  BC, apesar de as novas notas de R$ 100 começarem a circular ainda neste semestre, as antigas continuarão a valer, devendo ser totalmente substituídas em até dois anos. “Esse é o tempo de substituição por conta do desgaste das cédulas”, explicou Anthero Meirelles, diretor do BC.

O Banco Central informou que a nova família das cédulas vem sendo desenvolvido desde 2003, em conjunto com a Casa da Moeda. De acordo com a instituição, a nova família vai manter a diferenciação por cores predominantes, de modo a facilitar a “rápida identificação dos valores” por parte da população.

A autoridade monetária informou ainda que, para produzir as novas cédulas com recursos gráficos e novos elementos de segurança, a Casa da Moeda modernizou seu parque fabril. ”Com as aquisições, [a Casa da Moeda] se equipara às empresas mais modernas do mundo no ramo da impressão de segurança”, disse o BC.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

DIA MUNDIAL DAS DOENÇAS RARAS


Caminhada em SP celebrará Dia Mundial das Doenças Raras
 
11/2/2010 12:40:00
Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos portadores de doenças raras por meio da troca de informações e experiências, será realizada no dia 28, a partir das 8h30, no Parque da Juventude, em São Paulo, uma caminhada para marcar o Dia Mundial das Doenças Raras. Haverá também diversas atividades no local até as 15 horas. Os visitantes vão poder assistir a shows musicais, participar de oficinas de pintura, palestras e colaborar com as entidades na feira de artesanato das organizações não-governamentais (ONGs).

O evento na capital paulista - que também será celebrado em mais de 25 países - está sendo organizado pelo Grupo de Estudos de Doenças Raras, com o apoio de associações que congregam pacientes e familiares envolvidos com as doenças. A ideia dos organizadores é sensibilizar os políticos e autoridades de saúde sobre a importância de tratar o assunto como uma prioridade dentro das políticas públicas do País.
 
Fonte : Agência Estado

domingo, 7 de fevereiro de 2010

ESTUDO CÉLULAS TRONCO EMBRIONÁRIAS


Brasil ganha primeiro laboratório voltado para estudo de células-tronco embrionárias


O primeiro Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias do Brasil - LaNCE, inaugurado no final do ano passado, começa 2010 em boa forma. Ele já está funcionando com a promessa de trazer inovações para o campo de estudos da terapia celular. Contando com os equipamentos mais modernos do mundo e criado com apoio de R$ 446 mil da FINEP, o LaNCE fica no Rio de Janeiro e é uma parceria da USP e da UFRJ.


A Universidade Federal do Rio de Janeiro abriga parte do laboratório em um complexo de 250 metros quadrados que fica dentro do Hospital Universitário e apresenta uma infraestrutura de ponta. A outra parte fica sediada no Instituto de Biociências da USP. O LaNCE foi uma das propostas selecionadas pelo edital voltado para a criação de Centros de Tecnologia Celular, lançado em conjunto pela FINEP e pelos Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Saúde em 2008, com R$11 milhões em recursos não reembolsáveis (que não precisam ser devolvidos). Foram aprovados oito projetos no total, em cinco estados.


A principal função do laboratório é produzir células-tronco humanas pluripotentes, ou seja, aquelas que possam se transformar em qualquer tecido do corpo humano. Serão produzidos dois tipos: as embrionárias, originadas de embriões humanos congelados que seriam descartados pelas clínicas de reprodução, e as pluripotentes induzidas, obtidas a partir de amostras de outras células comuns que recebem material genético de embriões humanos. Segundo o coordenador do laboratório, Stevens Kastrup Rehen, a expectativa para esse ano é muito boa e as pesquisas caminham bem, mas é necessário esperar seu tempo de maturação.


O LaNCE tem como objetivo distribuir essa produção a grupos brasileiros interessados em realizar pesquisas relacionadas ao tema, suprindo assim a demanda por essas células, que normalmente são importadas a altos custos. A parceria feita entre o Instituto de Biociências da USP e a UFRJ permite a divisão de tarefas do LaNCE. “Enquanto o laboratório na USP é responsável pelo isolamento da massa interna dos embriões, na UFRJ é feita a produção em grande escala para sua distribuição”, afirma Stevens.


Além disso, o laboratório deve oferecer cursos para habilitar pesquisadores a trabalhar com terapia celular. O primeiro deve acontecer no segundo semestre de 2010 e terá como objetivo ensinar técnicas de manipulação e cultivo de células-tronco embrionárias pluripotentes.


Polêmica
Vale lembrar que a utilização de células-tronco em estudos foi permitida pela Lei de Biossegurança, de 24 de março de 2005. Aprovada pelo Senado, ela permite que células-tronco de embriões obtidos por fertilização in vitro e congelados há mais de três anos possam ser utilizadas em pesquisas mediante autorização dos pais. A validade desses embriões acaba ao final de quatro anos de congelamento, quando então são descartados.

Mesmo trabalhando com um assunto polêmico, Stevens afirma que as pesquisas do LaNCE vêm sendo bem recebidas. “Nós recebemos mensagens de pacientes que querem saber mais sobre os estudos, e nós vamos informando e educando quanto ao trabalho que estamos fazendo aqui”, diz o coordenador.





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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

APARELHO IDENTIFICADOR DE CÉDULAS



Um aparelho open source portátil identificador de cores e cédulas de dinheiro de baixo custo.

Nossa solução é um aparelho portátil identificador de cores e cédulas de dinheiro de baixo custo. Esse aparelho lê a cor do objeto ou o valor da cédula de dinheiro e fala o nome em voz alta. O software do nosso identificador será de código aberto e o hardware terá seu projeto aberto.

As pessoas com deficiência visual dependem de alguém para ajudá-las no reconhecimento de cor ou compram um dispositivo similar no mercado. Há alguns identificadores vendidos no Brasil com preços variando de R$600 (somente para cores) a R$1200 (somente para cédulas). No entanto, este é um custo elevado para a maioria dos deficientes brasileiros e não há um dispositivo integrado para identificar cores e dinheiro.


Temos solicitações de ONGs parceiras sobre um produto como o AUIRE identificador de cores e dinhero. Além disso, nós desenvolvemos um protótipo e o publicamos no site da universidade. Desde então temos recebido emails com pedidos de compra do aparelho. O protótipo foi desenvolvido durante o curso de graduação. No final do projeto, nós o apresentamos numa exposição para diversas ONGs que nos deram vários feedbacks sobre a usabilidade do dispositivo. Também, as ONGs demonstraram um grande interesse em levá-lo ao mercado.

Clique aqui e saiba mais.
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