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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Movimento EU ME AMO

Amigos recebi este email e gostaria de compartilhar com vocês, quem puder por favor compartilhe!!

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Movimento ajuda mulheres a recuperar a autoestima

Maquiadora cria página específica na rede social Facebook para ajudar mulheres que passaram pela quimioterapia a sentirem-se novamente belas. O que iniciou com uma fanpage, começa a tomar forma e proporção de um movimento nacional em prol da saúde e da paz interior

A vida é feita de surpresas. Boas e boas... Pensar positivo diante de uma situação aflitiva pode ajudar na cura. Pensar negativo não ajuda em nada, então o caminho é pensar positivo e acreditar que a ‘beleza cura’. Essa é a filosofia adotada pela maquiadora Cice Hiromi Dalla Ru, 36 anos, que começou 2014 com a confirmação de um câncer no seio esquerdo.

Como tudo começou

Cice trabalhava e estudava em Bauru, até que uma oportunidade de emprego, há muito sonhada, surgiu na capital. Deixando a vida monótona do interior para trás, ela seguiu, buscando o futuro de sonhos.

Tudo começou bem, mas a pressão da capital e o perfil do novo emprego, aliado à faculdade de jornalismo, recém começada, trouxeram peso demais para uma alma tão sensível. Em alguns meses de trabalho, Cice começou a sentir um stress se instalando, o que resultou em uma depressão. Sozinha e sem alternativa para conciliar o tratamento da enfermidade com o trabalho e os estudos, ela decidiu voltar para Bauru. O objetivo era recuperar a saúde.

Chegando aqui, Cice percebeu que a depressão havia se agravado e os amigos, sentindo a tristeza da moça, começaram a contribuir para aliviar seu sentimento tão abatido. Uma dessas contribuições, caídas do céu, foi um presente de um amigo: a matrícula no curso de maquiagem no SENAC. Até então, Cice não havia experimentado as alegrias da produção cosmética: ela nem usava batom. Abraçando a oportunidade com unhas e dentes, a estudante passou a frequentar o curso e, aos poucos, foi sentindo uma motivação surgir em seu interior.

Em pouco tempo, a maquiagem foi tomando conta de sua vida e a depressão começou a ir embora. Em meio às cores e sombras, a variedade de batons e esmaltes, Cice percebeu que podia iniciar uma vida nova, partindo dessa profissão tão generosa com as mulheres. Prestes a ser formar, um curioso convite chegou até ela: “O que acha de ser uma voluntária no Dia da Autoestima?”.

A pergunta veio da organizadora do evento, Luciana Gonçalves, incentivada por um amigo em comum, Julio Kosaka que insistiu em apresentar Cice para contribuir com o evento, que aconteceu em novembro de 2.013, no Nipo Clube de Bauru. A primeira reunião entre as duas se deu na casa de Luciana que, sem saber a história de Cice, revelou o quanto acreditava no poder da maquilagem para restaurar a autoestima perdida das mulheres. Animada com a proposta, Cice se envolveu completamente no evento, realizando no dia do acontecimento, mais de 80 maquilagens, junto com duas amigas, também formandas do curso.

O sucesso foi tão grande que, motivada pelo resultado estampado na face de tantas mulheres felizes com a própria beleza, Cice revelou: - Quero fazer um projeto social com a maquilagem que eu amo. Nesse dia, ela tinha planos superiores, mas nem sequer imaginava que, dois meses após, receberia um diagnóstico estarrecedor. O destino havia lhe preparado uma prova de fogo: Cice estava com câncer de mama.

Após a descoberta, veio o susto, a choradeira que, segundo ela, durou apenas 3 dias. Como uma reação do coração, a resposta do corpo de Cice veio sob o formato de uma ideia: - “E se eu transformar o meu dom de maquilar em dom de superação para mulheres que, como eu, perderam cabelos, sobrancelhas e cílios?”

No dia em que começou a perder os cabelos, Cice saiu as ruas disposta a raspar a cabeça e colocar um lencinho. Foi nesse dia que os cabeleireiros Sebastião e Luzia entraram em cena e aplicaram uma peruca bem estilosa na maquiadora. Linda e reinventada, ela começou, então, a fazer vídeos de auto maquiagem para mulheres com câncer. Dentro do próprio guarda roupa, ela fazia maquiagem, passo a passo, explicando as “carequinhas” (como ela chama suas colegas de tratamento) como fazer para produzir efeitos saudáveis no rosto adoecido ou combalido pelo tratamento. Os vídeos, postados no youtube, foram a porta de entrada para o movimento EUMEAMO.

Cice e jornalO movimento EuMeAmo

Diante da dificuldade, Cice se alimentou de energias positivas e criou uma Fanpage “Eumeamo”. A autoestima cura e ajuda as mulheres com autoestima baixa a se embelezar e enfrentar a doença de cabeça erguida.

O movimento tem dois meses e conta com mais de 600 seguidores do Brasil, do Japão e de toda a América Latina. O sucesso da página na rede social é fácil de entender, segundo a sua criadora. Depois da quimioterapia o doente não tem vontade de ver e nem de fazer muitas coisas, se sente sugado fisicamente. Nesses momentos difíceis o computador ou mesmo o celular pode ser um bom aliado. O acesso à página pode ser um conforto, um apoio, uma força a mais.

A fanpage traz de maneira objetiva e positiva, todos os passos enfrentados pela maquiadora na busca da cura. Em foto quase diária, Cice mostra como é possível enfrentar os momentos mais difíceis, como o pós químio, compartilhando mensagens, fotos e filosofias. “Procuro mostrar de forma mais amena como foi ficar careca,” diz.

Um aliado no exercício diário de lutar, Cice adotou o livro “O Código Divino da Vida” de Kazuo Murakami, um dos profissionais que participaram do projeto genoma. E ela explica por-que? “Ele é um médico japonês que está estudando o código genético de cada ser humano. A forma como o pensamento positivo influi sobre cada célula sobre cada gene do seu corpo é uma das abordagens.”

No estudo de Murakami, segundo a maquiadora, cada célula tem uma mente. “Que temos que direcionar o nosso pensamento a essa mente das células. Temos que jogar informações positivas. Agradecer essas células por desempenharem o papel que lhes foi atribuído na mama. Assim, de acordo com a tese, a células vão trabalhar o que tem que ser trabalhado na mama e a favor do corpo. Estou agradecendo essas células. Acredito que isso vai ajudar muitas mulheres, por isso tem que ser divulgado,” diz Cice.

Nisso, a maquiadora tem razão. Dados do Instituto do Câncer de São Paulo apontam que 52% dos pacientes do Icesp são do sexo feminino. Dessas mulheres, 28% têm diagnóstico de câncer de mama e aproximadamente 22% apresentam tumores em órgãos digestivos. A neoplasia da mama continua sendo a principal vilã dentro e fora do instituto. No Brasil, segundo o Inca, corresponde a 22% dos novos casos de tumores por ano. No Icesp, o grupo de mastologia realiza mais de 1,2 mil atendimentos por mês, entre consultas médicas e cirurgias.

Chorar só por três dias, relembra Cice

Cice Hiromi quando teve que cortar o cabelo para químio Foi durante o banho que Cice Hiromi Ru percebeu o nódulo na mama esquerda, em novembro de 2013. Em janeiro veio a confirmação seguida de três dias de choro. “Foi muito difícil receber a notícia no câncer. Eu estava com minha mãe no consultório. Chegando a casa corri para o meu quarto e chorei, desabei. Minha mãe entrou no quarto e disse que era para eu chorar, mas que iríamos sair juntas da situação. No terceiro dia decidimos sentar e traçar metas,” lembra.

Mãe e filha resolveram ajudar as pessoas que passam pelo mesmo problema. “Ela disse chorar é comum entre aqueles que recebem essa notícia. Vamos fazer diferente. Temos de acreditar, ver o lado positivo. Comentei com uma amiga e com ela decidimos iniciar o movimento, a Fanpage.”

Cice e sua mãe decidiram tentar levantar a autoestima das mulheres também na sala de espera da quimioterapia. “O clima é pesado. A psicóloga entra na sala conosco e conversa com todos aqueles que vão receber o tratamento. Eu e minha mãe fizemos cerca de 40 origamis de Tsuru com mensagens de saúde e entregamos. Nem todos estão a fim de receber a mensagem, estão muito para baixo. Nós fazemos a nossa parte. Na última vez entreguei cartões para acessarem a Fanpage.”

A página tem conseguido dar apoio a muita gente. Há casos que a pessoa se fecha para os familiares e amigos e consegue desabafar no inbox (caixa de mensagem privada do Facebook). “Recebo muitas mensagens deste tipo. A pessoa confessa suas dificuldades, seu drama. É muito bacana poder ajudar, especialmente quem não pode contar com a família. No meu caso conto com esse apoio total.” A maquiadora pretende, mesmo depois de superar a doença, continuar com o Fanpage. “Estou lutando em várias vertentes para chegar à cura. Depois de ficar bem, vou continuar ajudando as pessoas que forem surpreendidas com a doença.”

Cice Hiromi Dalla Ru 1Cabelo é a moldura do rosto

Cabeleireiro há 50 anos o salão Sebastião & Luzia fazem a tarefa de casa quando o assunto é peruca. Prestam assistências, recebem doação e encaminham à Associação Bauruense de Combate ao Câncer.

“Eu recebo cabelo de alguns salões de Bauru e região. Mando fazer as perucas e doo para a associação. Qualquer tipo de cabelo pode ser doado. A pessoa recebe na hora uma peruca para doar para a associação. O cabelo é uma moldura do rosto. A mulher quando perde o cabelo perde um pouco da sensibilidade dela.”

O cabeleireiro lembra que atendeu recentemente uma mulher que ficou três meses fechada no quarto quando começou a cair o cabelo. “Ela veio aqui e não quis se ver careca. Raspei a cabeça dela e coloquei uma peruca. Ela saiu daqui outra pessoa. A peruca da uma esperança de vida para a mulher que enfrenta a quimioterapia.”

Entusiasmado com a possibilidade de ajudar, o cabeleireiro lança uma ideia. “Tem muita gente que quer doar o cabelo e não sabe como. A associação pode receber o cabelo e me encaminhar que eu mando confeccionar a peruca para serem doadas ou emprestadas. Depois quando a pessoa se cura, leva de volta para que outra pessoa possa ser beneficiada. Mensalmente lavamos e arrumamos uma média de 10 perucas encaminhadas pela associação. “Eu faço esse trabalho com o coração.”

Cice Hiromi Dalla Ru 2Fiquei careca

O primeiro mês do ano estava no fim quando Cice Hiromi Ru enfrentou a 1ª aplicação de quimioterapia. “Eu estava em meu quarto com o cabelo amarrado quando o elástico afrouxou e eu fui amarar o cabelo novamente. Nesse momento eu puxei o cabelo e um punhado deles ficou em minha mão. Foi horrível. Caiu a ficha nessa hora. O médico tinha me avisado, mas foi uma sensação muito estranha. De repente perder o cabelo e as sobrancelhas. Consegui relembra da meta... vou ajudar outras pessoas que estão passando por isso.”

A mãe da maquiadora entrou no quarto e juntas elas decidiram que Cice iria raspar a cabeça. “Minha mãe me falou: os cabelos estão indo embora e com ele tudo o que há de ruim. Eles nascem de novo. Fui procurar o Sebastião& Luzia no dia seguinte.” No salão do casal cabeleireiro uma surpresa. “Ele raspou meu cabelo e me ofereceu duas perucas. O meu cabelo vai virar uma peruca para alguém que como eu está em tratamento com quimioterapia. Não deu tempo de ficar triste, logo me vi com outro cabelo. A peruca me dá segurança. Com o lenço ou chapéu as pessoas nos olham diferente.”

Um novo rosto

A maquiagem é um recurso que disfarça imperfeições do rosto e um item que pode ajudar as mulheres a aumentar a autoestima. Se sentir bonita é tudo o que elas querem. Pensando nisso, a maquiadora resolveu usar suas habilidades para ajudar as pessoas que como ela atravessam momentos difíceis fisicamente.

“Eu vi um vídeo francês e me inspirei. Lá, eles levam os pacientes de câncer para um dia em que aprendem a cuidar da maquiagem e do cabelo. É emocionante, mostra a reação das pessoas no momento que elas se vêem maquiadas e com cabelo produzido. Conversando com uma amiga, percebemos que isso estava diretamente ligado a autoestima e a cura. Estando com o seu emocional saudável, você consegue fazer com que as células ruins trabalhem no sentido da cura.”

Cice decidiu postar um vídeo orientando as pessoas a usarem a maquiagem a seu favor. “Isso incentiva as pessoas a adotarem uma postura em relação ao câncer. Se não fazemos nada para se sentir melhor, vamos entrar no negativo.”

Os contatos da Cice:

https://www.facebook.com/movimentoeumeamo

https://www.facebook.com/cicehiromimakeup

Conheça Caio Stinchi e a maior lição que Lance lhe ensinou

"Filho" de brasileiros, o dachshund Super Lance é um herói em Miami com direito a mural em sua homenagem no Miami Children's Hospital. Mas a história desse cãozinho tinha tudo para ser bem diferente: de uma hora para outra, aos quatro anos de idade, ele ficou paraplégico. Um dia, simplesmente acordou e não conseguiu mais andar. Chegou até a passar por uma cirurgia, mas jamais recuperou a mobilidade nas patas traseiras.

Só que hoje, com o apoio dos donos Caio Stinchi e Claudia Machado, o "salsicha" Super Lance se tornou um exemplo de superação e sucesso para muita gente. Sensibilizados pela paralisia repentina de Lance - a quem consideram um filho -, Caio e Claudia logo lhe providenciaram uma "cadeira de rodas" adaptada, o que permitiu ao cachorro voltar a se locomover e também a se tornar um animal para ser aproveitado em terapias.

Assim, durante quatro anos, Lance passou a visitar semanalmente diversos hospitais do Sul da Flórida, como o Miami Children's Hospital, para levar alegria a crianças internadas. "Para nós foi uma lição que não tem preço", diz Caio.

Hoje, com 10 anos e praticamente aposentado, Lance ainda participa de alguns eventos, como o programa anual Ventilation Assisted Children's Center (VAAC), que recebe crianças com problemas respiratórios e pulmonares do mundo inteiro para uma semana de diversão e passeios em Miami. Há poucos dias, em um parque que recebeu o evento, a presença de Lance causou euforia e admiração entre as crianças.

Ali, a ideia de ter um cachorro como Lance parecia povoar os sonhos do menino Joshua Flores, de 11 anos, que há sete participa do VAAC. Portador da Síndrome de Pfeiffer, Joshua passou bons minutos brincando com Lance, que impressiona pela desenvoltura e calma na interação com as crianças, aparentando estar cumprindo uma missão, um dever de sua honra canina.  "Trazer o Joshua aqui sempre torna o seu dia mais feliz", disse a mãe do garoto, Maria Flores. "Ele adora vir e toda vez sai querendo adotar um cachorrinho".

Como tudo começou - Lance foi um presente do piloto Tony Kanaan, em 2004, de quem Caio administrou a carreira durante seis anos. Apesar de apaixonado por automobilismo desde criança, quando frequentava com o pai o autódromo de Interlagos, o esporte -- como profissão -- só entrou na vida de Caio em 2001.

Até então, ele tinha uma carreira empresarial de sucesso no Brasil e nunca tinha pensado em morar fora. Até que um dia, em 2000, durante uma visita à empresa que fornecia seus produtos, uma telefonista atendeu um cliente em inglês. "Pensei: essa mulher, que não tinha tido 10 % das oportunidades que eu tive, respondeu em inglês.

Estou com 34 anos, tive todo acesso do mundo para aprender e não fiz'". Foi o suficiente. Naquele momento, Caio percebeu que o avanço da sua carreira dependia do idioma. Arrumou as malas e se mudou para Miami para ficar apenas alguns meses. "Não queria morrer sem falar inglês", conta. Mas nunca mais voltou ao Brasil.

De lá para cá foram muitas conquistas na sua vida profissional e pessoal. Em Miami, ele conheceu Claudia, que veio a se tornar sua mulher. Caio administrou a carreira de Kanaan até 2006, mas suas prioridades começaram a mudar quando o casal decidiu ter um filho. Com este cenário, a vida de administrador de um piloto não seria mais compatível. "Comecei a achar que, da maneira que gostaria de criar meu filho, participar do automobilismo seria difícil. Não queria ficar longe dele 25 fins de semana por ano", diz o empresário.

Hoje, Felipe está com 3 anos e meio. Caio se dedica 24 horas a ele, à esposa e às necessidades de Lance, o "filho mais velho" que precisa de cuidados especiais até para fazer xixi. Há seis meses, com a mesma capacidade de adaptar o seu modelo de negócio, ele abriu o Pronto Pasta, um empreendimento no centro de Miami. É um conceito novo de "fast-food" de massa, feita em apenas três minutos. E assim como na busca pelo idioma, na sua carreira no automobilismo, no amor ao Lance e à família, Caio está se dedicando de corpo e alma ao novo negócio.

O empresário acorda cedo para abrir o restaurante e atender aos clientes. Veste a camisa da empresa como qualquer funcionário, trabalha no caixa e opera até a máquina de fazer macarrão. "Você veste a camisa e faz direito ou não faz", diz Caio, que hoje está com 47 anos.

Para não se afastar totalmente do mundo dos automóveis, ele também administra uma empresa de exportação de carros antigos, a Vintage Hunters (http://www.vintagehunters.com), que é mais um passo no caminho da realização de seu grande sonho de vida: abrir uma oficina especializada em restauração de carros antigos. E, como ele correu atrás de tudo o que quis, com certeza esse projeto também vai sair do papel.

Afinal, como explica Claudia, uma das maiores lições que aprenderam com o Lance é que não vale a pena sofrer pelo que não é possível. "Cães só focam no que eles podem fazer, não no que não podem. Eles não racionalizam suas limitações."Lição muito bem aprendida por essa família. /Colaborou Caio Ferraz

Twitter @chrisdelboni

Serviço:
* VAAC - Ventilation Assisted Children's Center (
http://www.vacccamp.com)
O programa em Miami é gratuito, mas a família arca com custos da viagem e hospedagem. A família interessada em participar, precisa ter uma recomendação médica e preencher todos os requisitos. O programa aceita entre 10 e 15 crianças anualmente. Para mais informações:
http://www.vacccamp.com/camperApplication/index.asp

* Para um almoço rápido em Downtown Miami, Pronto Pasta (http://prontopastausa.com) fica na 27 North Miami Ave., Miami, FL 33128 (cuidado que o GPS às vezes manda para outra parte da cidade.). Tel.: 305-358-7070.

sábado, 20 de outubro de 2012

As ‘invisibilidades’ das pessoas com deficiência

A “invisibilidade” na área da Deficiência já se tornou uma velha conhecida. As pessoas com deficiência a sentem na pele, nas mais diversas situações; os que estão perto delas ou trabalham na área têm muitas histórias dela para contar.

Autor: Marta Gil

Para Harry Potter e seus amigos, a invisibilidade trazia vantagens e, portanto, era desejável. Com a capa mágica, podiam se aventurar, descobrir segredos e identificar vilões. A capa os protegia, dava acesso a informações preciosas ou mesmo favorecia escapadelas. Não é esse o caso das pessoas com deficiência.

Porém, já que repetimos tantas vezes essa afirmação e até comprovamos sua ocorrência, vale a pena refletir sobre isso. Mas, por que usar o plural? Porque acho que há dois tipos de invisibilidade. A nossa velha conhecida é aquela que ignora as características das pessoas com deficiência, camuflando-as com frases como “Para mim, todos são iguais”; “O que me interessa são pessoas”; “Trato todos do mesmo jeito” ou variações parecidas.

Essas frases, que aparentemente traduzem sentimentos louváveis, podem esconder um perigo, embora as intenções de quem fala sejam as melhores e as mais nobres possíveis. Perigo? Como assim? Ele reside na não consideração de características que fazem parte da natureza da pessoa com deficiência.

Se os traços diferenciais são “pasteurizados” em nome desta igualdade que não respeita a diversidade – ao contrário, passa um trator sobre ela -, então essas características ficam, sim, “invisíveis”. Resultado: escolas - e demais espaços sociais - não têm materiais em braile, em português simplificado ou com audiodescrição; surdos não têm intérpretes de Libras; rampas, elevadores, softwares, pisos podotáteis nem são contemplados em orçamentos etc. etc.

Como alerta Reinaldo Bulgarelli: As pessoas não são “alminhas vagando por aí”; têm corpos, características, desejos e necessidades, que formam sua identidade. Quando esta não é sequer considerada em nome de uma suposta “igualdade”, elas se tornam “invisíveis”, porque algumas de suas características são solenemente ignoradas.

Aí, a presença nos espaços sociais se torna difícil ou até mesmo inviável, para muitas. Isso explica por que nem sempre são vistas por nós. Esse tipo de invisibilidade deve ser combatido, sempre. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que o Brasil ratificou com equivalência constitucional, é o instrumento mais potente que dispomos para garantir a visibilidade. A Convenção traz um novo olhar, tendo como base os Direitos Humanos. Um de seus pilares é a Acessibilidade, em todos os significados do termo.

A ausência de acessibilidade configura discriminação – e discriminar é crime. Simples assim. Ana Paula Crosara, que tinha uma deficiência física, costumava dizer que esperava o dia em que entrar e sair de um carro fosse algo corriqueiro, deixando de ser “um espetáculo”, que atraía olhares curiosos.

Esse outro tipo de “invisibilidade” é desejável, pois vem da naturalidade: indica que as condições para que as pessoas com deficiência possam participar da sociedade estão asseguradas. Assim, elas podem “aparecer” e todos podemos conviver com tranquilidade, segurança e respeito. A “invisibilidade desejável” beneficia a todos, porque considera a diversidade funcional de cada um.

Ela cria um círculo virtuoso: ao olhar de frente o diferente, a sociedade inventa alternativas e busca soluções; à medida que a acessibilidade aumenta, mais pessoas entram na roda e a diferença passa a ser percebida e celebrada como parte da riqueza da Vida. Para termos direitos iguais, nossas diferenças precisam ser vistas, reconhecidas e aceitas.

Marta Gil é socióloga, colaboradora do SENAI-SP e do portal Planeta Educação.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vitiligo

Vitiligo é uma doença não-contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele. Sua etiologia ainda não é bem compreendida, embora o fator autoimune pareça ser importante. Contudo, estresse físico, emocional, e ansiedade são fatores comuns no desencadeamento ou agravamento da doença. Patologicamente, o vitiligo caracteriza-se pela redução no número ou função dos melanócitos, células localizadas na epiderme responsáveis pela produção do pigmento cutâneo — a melanina. A doença pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em duas faixas etárias: 10 a 15 anos e 20 a 40 anos.

Essa despigmentação ocorre geralmente em forma de manchas brancas (hipocromia) de diversos tamanhos e com destruição focal ou difusa. Pode ocorrer em qualquer segmento da pele, inclusive na retina (olhos). Os locais mais comuns são a face, mãos e genitais. Os pêlos localizados nas manchas de vitiligo se tornam esbranquiçados. O local atingido fica bastante sensível ao sol, podendo ocorrer sérias queimaduras caso exposto ao sol sem protetor, conferindo um risco para o desenvolvimento de câncer de pele.

 

Prognóstico

A princípio, o vitiligo é um distúrbio crônico. Existem vários tipos clínicos de vitiligo, cada qual com prognóstico próprio. Porém, dependendo do seu tipo clínico, pode haver regressão espontânea ou a partir de tratamento médico. O vitiligo pode permanecer focal indefinidamente ou se generalizar.

 

Tratamento

Existem inúmeras opções terapêuticas para o vitiligo, a saber: corticosteróides, trioxsaleno, imunomoduladores, helioterapia, PUVA e enxertos cirúrgicos. Esteróides têm sido usados para remover as manchas brancas, porém não são muito eficientes. Outro tratamento mais radical é tratar quimicamente para remover todo o pigmento da pessoa para que a pele fique mais uniforme.

As terapias psicológicas também têm mostrado bons resultados, uma vez que há uma ligação intrínseca entre estresse e a saúde da pele.

 

Comunidade de Apoio

O vitiligo, doença de prevalência significante, conta com uma incipiente rede social para compartilhamento de experiência entre pacientes e profissionais da saúde, chamada sympa - unitedpatients.ning.com

 

Casos famosos

 

Jackson dois anos depois que ele foi diagnosticado com vitiligo, aqui nas fases iniciais da doença.

Um dos casos da ocorrência de vitiligo entre artistas famosos foi o do cantor pop norte-americano Michael Jackson. Jackson revelou que possuía a doença no início da década de 1990. Foi aconselhado por médicos a usar tratamentos para tornar a cor de pele mais uniforme e acabar com as manchas, já que a doença estava bastante avançada e afectava o corpo todo — isso contrariou a teoria dos tabloides, que afirmavam que o cantor teria feito cirurgias plásticas para mudar a cor de pele voluntariamente.

O apresentador norte-americano Lee Thomas, da TV de uma afiliada local da Fox Broadcasting Compan, também tem a doença do vitiligo.

No Brasil, o apresentador de televisão e rapper Rappin' Hood, apresenta a doença manifestada em pequenas manchas ao redor dos olhos. O jornalista Chico Lang também apresenta as manchas espalhada pelo corpo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

PE registra quase 2 mil denúncias de maus-tratos contra deficientes

28/08/2012 09h25- Atualizado em 28/08/2012 09h26

Maioria dos crimes é cometida dentro das próprias casas.
Vizinhos e familiares devem procurar delegacias.

Do G1 PE

Em Pernambuco, foram registradas 1.894 denúncias sobre crimes como maus tratos e agressão física e verbal contra crianças e adultos com deficiência física. Os números, preocupantes, levam o alerta à população: a maioria dos casos acontece dentro das próprias casas das pessoas com necessidades especiais; vizinhos e familiares precisam ficar atentos para denunciar.

De acordo com números divulgados pelo Disque Denúncia, em 59% dos casos, as mães são as principais agressoras das crianças. As agressões feitas por avós, tios e primos chegam a 11%; o pai aparece em 8% dos registros. Entre os adultos com deficiência, as agressões cometidas pelas mães chegam a 26%. Em 25% dos casos, as agressões são dos irmãos. Os filhos aparecem em 12% das agressões aos pais.

Para realizar a denúncia não existe delegacia específica. A orientação da polícia é procurar a delegacia mais perto de casa, pois será a responsável pela investigação. A população ainda pode procurar ajuda no Ministério Público ou na Defensoria Pública.

Dentre os casos mais comuns apontados pela polícia, estão a falta de cuidados, como banho, a agressão física e a não ministração de medicamentos. “A experiência demonstra que maior parte dos crimes são praticados no âmbito doméstico. As próprias testemunhas são a família ou vizinhos. A proteção aos deficientes é dever de todos”, contou o delegado Paulo Berenguer, da delegacia de Boa Viagem, no Recife. A punição para quem comete crime contra deficientes é agravada em um terço.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Filme sobre Dislexia

Divido com vocês uma postagem do blog Prática Pedagógica sobre dislexia, na verdade é sobre um filme que aborda o tema, chamado: Como Estrelas na Terra.

Leia na íntegra o texto da Ana Paula Pacheco autora do blog.

“Assisti esse filme e considerei muito bom, por isso gostaria de dividir com vocês. Vale a pena conferir.

Taare Zameen Par – conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida.Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma.Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida…”

Assista ao filme agora

quarta-feira, 11 de abril de 2012

GOOD MORNING SÃO PAULO MIXTUREBA

Você já viu uma rádio no teatro? Durante boa parte do século passado, o rádio brasileiro foi transmitido direto dos grandes teatros do país. Mesmo sem voltar no tempo, a companhia “Oficina dos Menestréis” apresenta o espetáculo “Good Morning São Paulo Muxtureba”, a partir deste fim de semana, no teatro Dias Gomes, na Capital paulista.

A rádio fictícia “ZY Bem Bom” tem dois locutores que acordam os moradores da maior metrópole brasileira, com muita irreverência e contam pequenas histórias inusitadas. Segundo a produção do espetáculo, quem for assistir à peça vai se divertir com muita música e dança no palco. As músicas da peça são executadas pela banda “Exculaxo”.

Quem já acompanha há alguns anos o espetáculo “Noturno Cadeirantes”, também da companhia “Oficina dos Menestréis”, terá uma novidade nesta peça. Além de atores cadeirantes, o “Good Morning São Paulo Mixtureba” conta com atores com deficiência visual. Eles compõem o grupo “Menestréis Mix”.

Outra novidade é a estreia da atriz Tabata Contri, que faz o “Noturno Cadeirantes”, como assistente de direção e cenografia.Segundo ela, os ensaios começaram em setembro do ano passado e confessa: “É muito louco estar do outro lado”.

O espetáculo não tem previsão de sair em turnê, entretanto, se alguma empresa estiver interessada em patrocinar uma apresentação, pode entrar em contato com o setor de projetos sociais da “Oficina dos Menestréis” pelo e-mail: vendas@oficinadosmenestreis.com.br (Evelyn).

Serviço

Good Morning São Paulo Mixtureba
Data: Todos os sábados (21h) e domingos (20h) de abril
Nos dias 22 e 28, o espetáculo terá interpretação em Libras

Local: Teatro Fias Gomes – Rua Domingos de Moraes, 348
Preço: Bilheteria R$50,00 (inteira) R$ 25,00 (meia)
Preço promocional com o elenco da peça: R$ 20,00

Sobre

Em 2003, após um curso de teatro da Oficina dos Menestréis, Deto Montenegro  juntou uma galera cadeirante e no final de um curso tinham montado o NOTURNO Cadeirantes.

   Essa versão do musical de Oswaldo Montenegro tem sido sucesso de público. Já realizamos 31 apresentações, sendo cinco delas na versão que apelidamos de Noturno  MIX, pois reúne o elenco do NOTURNO Andante com o elenco do NOTURNO Cadeirantes.

  Deto Montenegro decidiu, então, dar continuidade ao projeto e montar com a galera cadeirante e mais alunos da turma de deficientes visuais uma versão do musical Good Morning São Paulo, que apelidamos de Mixtureba. O elenco do Good Morning São Paulo Mixtureba é composto pelos cadeirantes do NOTURNO, pelos deficientes visuais e ainda pelos atores da Companhia da Oficina dos Menestreis.

  A peça é uma grande festa e tem como tema a alegria. Dois locutores anômalos apresentam  atrações de uma rádio muuuuuuuuito louca com anunciantes pirados. Tudo permeado por hilárias cenas de humor e coreografias com uma galera muito bonita, animada e cheia de talento.

   Quem já viu e curtiu o NOTURNO Cadeirantes vai gostar ainda mais do Good Morning São Paulo Mixtureba. Vá nos assistir preparado pra se mijar de tanto rir.

   Veja algumas fotos desse musical aqui.

Fonte: http://menestreis.campogeral.com.br/good2004.htm

 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

COMO SE REFERIR A UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Acessibilidade: “ Pessoa com deficiência ” em vez de “portador de deficiência”
Qual é a linguagem ou o melhor termo a ser utilizado para se referir a essa ou àquela condição humana?

SÃO LUÍS - O uso atual de terminologias corretas para tratar de assuntos como deficiência e acessibilidade é uma das preocupações na construção de uma sociedade acessível. Mas, qual é a linguagem ou o melhor termo a ser utilizado para se referir a essa ou àquela condição humana? O uso de determinadas terminologias é motivo de dúvidas e é preciso cautela para não vacilar na hora de interagir com o outro. Formas como “excepcional”, “especial”, “pessoas portadoras de deficiência”, “portadores de necessidades especiais”, “deficiente” são denominações que devem entrar em desuso e ser abolidas frente a uma sociedade inclusiva.

Nessa direção, mesmo o rotineiro uso do termo “portador de deficiência” é equivocado. “Quem porta algo a qualquer momento pode não portar mais, pelo menos é isso que a expressão remete, e com a deficiência isso não acontece”, explica o coordenador do Núcleo de Acessibilidade da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), professor doutor Evandro Guimarães, que exemplifica e alerta para o mau uso de denominações ainda usadas, inclusive, por determinados públicos.

Alguns desses termos apresentam o preconceito de forma velada, observado principalmente na construção de frases que traduzem o pensamento de parcelas da população. Assim, na frase “ela é portadora de deficiência, mas é uma ótima aluna”, o termo conjuntivo utilizado na frase “mas” provoca uma discordância do primeiro pensamento, o correto seria, por exemplo: “ela tem deficiência visual e é uma ótima aluna” em uma aglutinação de informações: deficiência visual + condição de excelência como aluna.

Assim, o termo correto que deve ser empregado é “pessoa com deficiência”, terminologia aprovada na Convenção Internacional para Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidades das Pessoas com Deficiências e pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). “O uso do termo correto mostra que a sociedade conhece e entende a pessoa com deficiência”, finaliza o professor Evandro Guimarães.

Revisão: Carol Veloso

Fonte: http://www.ufma.br/noticias/noticias.php?cod=12181

sexta-feira, 1 de julho de 2011

CRACK NEM PENSAR

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lança neste domingo (26/6), Dia Internacional de Combate às Drogas, campanha nacional de prevenção e combate ao uso do crack. As equipes dos jogos da Série A do Campeonato Brasileiro que serão transmitidos pela TV aberta entrarão em campo com uma faixa alusiva à campanha, em ação apoiada pela Rede Globo de Televisão. Até 31 de agosto, emissoras da televisão aberta vão exibir o vídeo que alerta as famílias sobre os perigos do consumo do crack, especialmente pelos jovens. A campanha tem o apoio do Instituto Crack, nem Pensar e do Conselho Nacional do Minsitério Público (CNMP).

O CNJ também vai distribuir aos tribunais brasileiros 10 mil exemplares de cartilha produzida por especialistas para a campanha. A ideia é disseminar as informações por meio das Coordenadorias da Infância e Juventude dos tribunais.  O presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso, acredita que a prevenção é a melhor forma de combate ao uso do crack, “indiscutível fator de aumento das taxas de criminalidade, violência e outros problemas sociais”, diz no texto de apresentação da cartilha.

Baixe aqui a cartilha (arquivo em pdf)

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Fonte: http://www.cnj.jus.br/campanhas-page/14856-crack-nem-pensar

quarta-feira, 22 de junho de 2011

NOVA PORTARIA PARA DOAÇÃO DE SANGUE

14/06/2011

 

Saiba o que diz a nova portaria com regras sobre doação de sangue
  Nova portaria foi publica no 'Diário Oficial da União' nesta terça (14).
  Faixa etária para doação foi ampliada; é possível doar entre 16 e 67 anos.

Documentos para doar
Para doar sangue, é preciso apresentar documento de identificação com fotografia, emitido por órgão oficial, e se cadastrar no registro de hemoterapia.

Doador
A doação deve ser voluntária e o doador não pode receber remuneração ou benefício. O sigilo das informações prestadas pelo doador deve ser preservado.

Faixa etária
Antes, apenas pessoas entre 18 e 65 anos podiam doar sangue. Agora, é possível doar entre 18 e 67 anos, 11 meses e 29 dias. Pessoas de 16 e 17 anos podem doar com consentimento dos responsáveis. No caso de pessoas abaixo de 16 anos e acima de 68 anos, o médico pode analisar em casos
"tecnicamente justificáveis". O limite para a primeira doação é 60 anos, 11 meses e 29 dias.

Peso
O peso mínimo para doação de sangue se mantém em 50 quilos. No entanto, agora é possível que pessoas abaixo do peso doem após avaliação médica.
Não pode ser aceito como doador quem perdeu mais do que 10% do peso nos três meses que antecederem a doação.

Condição sexual
A portaria estabelece que a orientação sexual não pode ser usada como critério na seleção de doadores.

Frequência de doação
O homem pode doar sangue até quatro vezes por ano e a mulher até três vezes por ano, sendo que circustâncias especiais devem ser avaliadas por profissionais. O intervalo mínimo de doações é de dois meses para homens e de três meses para mulheres.

Condições momentâneas
- A menstruação não é contraindicação para a doação de sangue;
- Quem pratica esportes ou tem ocupação que ofereça risco para si ou outros precisa interromper as atividades 12 horas antes da doação. Entre as atividades estão pilotar avião ou helicóptero e prática de paraquedismo ou mergulho;
- Não pode doar sangue quem estiver com a temperatura corporal superior a 37ºC. O candidato com sintoma de gripe e temperatura superior a 38ºC precisa aguardar duas semanas após o desaparecimento dos sintomas;
- Não pode doar sangue quem fez refeição gordurosa nas últimas três horas;
- Não pode doar quem ingeriu bebida alcoolica nas últimas doze horas;
- Quem consumiu maconha, não pode doar sangue por 12 horas.

Impedimentos temporários
- Gestantes e mulheres até 12 semanas após o partido são impedidas de doar sangue. No caso de mãe que tenha que doar sangue para o filho recém-nascido a doação pode ocorrer se houver consentimento médico;
- Quem teve malária nos 12 meses antes da doação ou candidato com suspeita de malária nos últimos 30 dias;
- Fica inapto por 12 meses à doação quem: "tenha feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas"; tenha sido vítima de violência sexual ou seus respectivos; homens que tiveram relações sexuais com outros homens; que tenha feito tatuagem ou maquiagem definitiva;
- Quem tiver piercing na cavidade oral ou na região genital não pode ser doador devido ao risco permanente de infecção. Poderá doar 12 meses após a
retirada do piercing;
- Quem usa crack ou cocaína por via nasal não pode doar sangue até 12 meses após o consumo;
- Quem tomou vacina contra rubéola precisa esperar duas semanas. No caso de vacinas contra sarampo ou tuberculose, é preciso esperar um mês.

Impedimentos definitivos
- Quem teve hepatite viral após os 11 anos de idade;
- Quem teve doença de Chagas não pode doar sangue;
- Quem permaneceu no Reino Unido ou na Irlanda por mais de 3 meses, de forma cumulativa, após 1980 até 31 de dezembro de 1996;
- Quem viveu cinco anos ou mais na Europa após 1980 até os dias atuais;
- No caso de drogras injetáveis, a presença de sinais determina a inaptidão definitiva do doador;
- Alcoolismo crônico é motivo de inaptidão;
- Portadores de asma brônquica grave não podem doar sangue.

Recomendações
- Após a doação, o doador deve ingerir líquido e aguardar 15 minutos no local de doação;
- O doador deve aguardar 60 minutos após a coleta para fumar.

Fonte: Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos (Portaria 1.353, publicada no "Diário Oficial da União" em 14/06/2011)

domingo, 19 de junho de 2011

DOAÇÃO DE SANGUE

POR QUE DOAR?

A ciência avançou muito e fez várias descobertas. Mas ainda não foi encontrado um substituto para o sangue humano. Por isso, sempre que precisa de uma transfusão de sangue, a pessoa só pode contar com a solidariedade de outras pessoas. Doar sangue é simples, rápido e seguro. Mas, para quem o recebe, esse gesto não é nada simples: vale a vida. Seja doador voluntário. Faz bem também para você. Porque a satisfação de salvar vidas é a maior recompensa.

Porque, quem doa sangue, doa vida.

REQUISITOS BÁSICOS PARA DOAÇÃO DE SANGUE

  • Estar em boas condições de saúde.
  • Ter entre 18 e 65 anos.
  • Pesar no mínimo 50kg.
  • Estar descansado e alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação).
  • Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social e Passaporte).

imagem ilustrativa - o que é preciso para doar sangue

DOAÇÃO DE PLAQUETAS

imagem retrata doação de sangue

O sangue é composto de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma e plaquetas. As plaquetas ajudam no controle de sangramentos. O sangue contém grande quantidade de plaquetas e parte delas pode ser doada sem causar prejuízo algum à saúde do doador. O processo que permite a separação e a coleta específica de plaquetas chama-se aférese.

Através de uma agulha colocada na veia do braço do doador, o sangue é bombeado para o interior de um equipamento o qual irá separar o sangue nos seus constituintes. O equipamento irá reter apenas parte das plaquetas, devolvendo para o doador as células restantes. Todo o processo dura cerca de 90 minutos.
A doação de plaquetas ajuda a muitas pessoas, principalmente as que sofrem de leucemia e outros tipos de câncer. E pode ser realizada a cada semana. A reposição é rápida; é feita em apenas 72 horas.
Quem pode doar plaquetas
Os mesmos requisitos exigidos para doação de sangue também são aplicados para a doação de plaquetas por aférese.
Outras informações e agendamento: 3061-5544, nos ramais 318 e 321 ou 0800-55-0300. Se preferir, envie uma mensagem para
doadores.especiais@prosangue.sp.gov.br

ONDE DOAR

Posto Clínicas

Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155 - 1º andar - Cerqueira César
De segunda a sexta-feira, das 7hs às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h.
* Estacionamento gratuito por até duas horas - Garagem Subterrânea Clínicas.

Posto Dante Pazzanese

Av. Dante Pazzanese, 500 - Ibirapuera
De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Sábados, das 8h às 16h.

Posto Regional de Osasco

R. Ari Barroso, 355 - Osasco
De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Sábados, das 8h às 16h.

Posto Mandaqui

R. Voluntários da Pátria, 4227
De segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

Posto Barueri

R. Angela Mirella, 354
De segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

 

EM QUAIS SITUAÇÕES VOCÊ NÃO PODERÁ DOAR SANGUE

Obs.: Estão relacionadas abaixo as principais causas de inaptidão à doação de sangue. Entretanto, esta relação não esgota o assunto. Algumas situações não estão inclusas nesta lista e serão definidas no ato da triagem clínica pela enfermeira ou pelo médico que realizarão o seu questionário.

Você não poderá doar sangue se:

  • Tiver idade inferior a 18 anos ou superior a 65 anos 11 meses e 29 dias.
  • Tiver peso inferior a 50 kilos.
  • Estiver com anemia no teste realizado imediatamente antes da doação.
  • Estiver com hipertensão ou hipotensão arterial no momento da doação.
  • Estiver com aumento ou diminuição dos batimentos cardíacos no momento da doação.
  • Estiver com febre no dia da doação.
  • Estiver grávida.
  • Estiver amamentando, a menos que o parto tenha ocorrido há mais de 12 meses.

Obs.: O doador não poderá doar se vier acompanhado de crianças menores de 10 anos sem a presença de um outro adulto para cuidar dela

CUIDADOS PÓS-DOAÇÃO

  • Evitar dobrar o braço puncionado por aproximadamente 30 minutos.
  • Evitar esforços físicos exagerados no dia, por pelo menos 12 horas.
  • Aumentar a ingestão de líquidos.
  • Não fumar por cerca de 2 horas e evitar bebidas alcóolicas por 12 horas.
  • Manter o curativo no local da punção por pelo menos de 4 horas.
  • No caso de dúvidas, contatar o posto de coleta ou ligar para 0800-55-0300.

Mais informações: http://www.prosangue.sp.gov.br/doacao-de-sangue/doacao-de-plaquetas.htm

terça-feira, 17 de maio de 2011

ALTOS E BAIXOS DE UMA VIDA BIPOLAR

image“Sei exatamente como é querer morrer, como dói sorrir, como você tenta se ajustar e não consegue, como você se fere por fora tentando matar o que tem dentro”. A frase, proferida por Winona Ryder no filme “Garota Interrompida”, reflete com exatidão os sentimentos de um portador de uma doença crônica e sem cura: o transtorno bipolar.

O transtorno afetivo bipolar do humor (TAB) é caracterizado pela variação brusca e extrema de temperamento, na qual uma hora a pessoa está eufórica, feliz e satisfeita, e, no momento seguinte, em depressão profunda. Muito se engana quem acha que o distúrbio é relativamente recente. Segundo o psiquiatra José Alberto Del Porto, professor titular da Unifesp, os primeiros relatos referentes à doença bipolar remontam há muitos séculos. “Na realidade, há descrições sobre a doença desde o século I d.C., feitos por Araeteus da Capadócia, sobre a unidade da doença maníaco depressiva”.

A bipolaridade é caracterizada pela ocorrência das fases maníacas, depressivas e pelos estados mistos (sintomas de mania e depressão ao mesmo tempo). As classificações oficiais incluem o transtorno bipolar do tipo I (mania plena e depressão maior) e o transtorno bipolar do tipo II (depressão maior alternada com hipomania – pequena mania -, ou mania mitigada, de menor intensidade e duração). O transtorno bipolar do tipo II é o mais prevalente na população geral, porém ainda pouco diagnosticado.

Fases do Transtorno Bipolar

  • Humor excessivamente animado, exaltado, eufórico, alegria exagerada e duradoura;
  • Extrema irritabilidade, impaciência ou “pavio muito curto”;
  • Aumento de energia, da atividade, começando muitas coisas ao mesmo tempo sem conseguir terminá-las;
  • Otimismo e confiança exageradas;
  • Pouca capacidade de julgamento, incapacidade de discernir;
  • Crenças irreais sobre as próprias capacidades, acreditando possuir muitos dons ou poderes especiais;
  • Comportamento inadequado, provocador, intrometido, agressivo ou de risco;
  • Aumento do impulso sexual;
  • Insônia e pouca necessidade de sono;
  • Uso de drogas, em especial cocaína, álcool e soníferos. Humor melancólico, depressivo;
  • Perda de interesse ou prazer em atividades habitualmente interessantes;
  • Sentimentos de tristeza, vazio, ou aparência chorosa/melancólica;
  • Inquietação ou irritabilidade;
  • Perda ou aumento de apetite/peso, mesmo sem estar de dieta;
  • Excesso de sono ou incapacidade de dormir;
  • Sentir-se ou estar agitado demais ou excessivamente devagar (lentidão);
  • Fadiga ou perda de energia;
  • Sentimentos de falta de esperança, culpa excessiva ou pessimismo;
  • Dificuldade de concentração, de se lembrar das coisas ou de tomar decisões;
  • Pensamentos de morte ou suicídio, planejamento ou tentativas de suicídio.

De acordo com Del Porto, a prevalência do transtorno bipolar, em suas formas típicas (I e II), chega a 1,4% da população geral (Dados baseados em estudos epidemiológicos realizados nos Estados Unidos, por Kessler). “No entanto, ao incluir nas estatísticas as formas mais brandas da doença – o chamado ‘espectro bipolar’-, a prevalência chega a 4,5% da população geral, o que faz do transtorno bipolar um verdadeiro problema de saúde pública”, alerta.

Possuidora de uma carga genética amplamente reconhecida, a doença pode ocorrer não só na fase adulta, mas em qualquer fase na vida. “Embora se inicie geralmente no adulto jovem, o TAB pode começar também na infância e na adolescência. Nessa faixa etária, os episódios podem apresentar oscilações muito rápidas do humor, entre depressão e mania, muitas vezes no mesmo dia”. Nesses casos, o diagnóstico deve ser realizado por psiquiatras em conjunto com psicopedagogos. “A enfermidade também acomete os idosos, motivada, na maioria das vezes, por causas orgânicas como as várias formas de demência comuns com o avanço da idade”.

A detecção do transtorno bipolar exige tempo, investigação cuidadosa e, muitas vezes, entrevistas com os familiares do paciente. O diagnóstico precoce é importante, pois pode prevenir recorrências futuras e deterioração da qualidade de vida. “O diagnóstico não pode ser feito de forma ampla. É preciso levar em consideração uma série de critérios, como a duração dos sintomas, alteração no funcionamento do organismo, mudanças no relacionamento social, entre outros. Apesar de não ter cura, é possível prevenir os episódios com o tratamento adequado, que inclui medicamentos estabilizadores do humor e acompanhamento psicoterápico”, orienta Del Porto.

Atualmente, existem no mercado opções de tratamento do transtorno bipolar capazes de reduzir os efeitos colaterais normalmente causados por este tipo de medicamentos. Incluem-se entre elas o Geodon (cloridrato de ziprasidona), que teve uma nova indicação para o controle da mania bipolar aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. Indicado também para controle da fase aguda, prevenção de recorrência em pacientes bipolares e para portadores de esquizofrenia, o produto tem a vantagem de não apresentar alguns dos efeitos adversos associados aos demais antipsicóticos atípicos, como ganho de peso excessivo e indução à síndrome metabólica (aumento do colesterol, triglicérides e da glicemia).

Aprender a viver com uma condição crônica não é impossível. O psiquiatra ressalta a importância da adoção de alguns hábitos que os portadores de transtorno afetivo bipolar podem adotar no seu cotidiano para ajudá-los a conviver com a doença. “É muito importante a educação do paciente e de seus familiares quanto à necessidade da adesão ao tratamento. Dormir e acordar em horários regulares e evitar os trabalhos em turnos é recomendável, uma vez que o bipolar costuma trocar o dia pela noite. Também é indicado evitar o consumo de álcool, cafeína, cigarros e drogas, como maconha e cocaína, que podem precipitar crises. Outra sugestão é participar de grupos de psicoeducação, que auxiliam e ensinam o paciente a lidar com a doença e prevenir suas recorrências”, orienta Del Porto.

ALBINISMO NO CINEMA

"Analuz": novo filme de Guilherme Motta trará protagonista albino

O ator Flávio André vive um catador de material reciclável.

Foto

O longa é baseado em fatos ocorridos na cidade de São Paulo, em 2008

O novo filme do diretor e roteirista Guilherme Motta, “Andaluz”, é o primeiro da história do cinema a ter um protagonista albino, o ator Flávio André. O longa é baseado em fatos ocorridos na cidade de São Paulo, em 2008. No elenco, estão os atores: Luciana Vendramini e João Signorelli.

A história fala de Andaluz (Flávio André), um carroceiro catador de material reciclável, albino, e solitário. Ele testemunha acontecimentos assombrosos no Mosteiro da Luz, quando uma parede interna do Museu de Arte Sacra é demolida para uma descoberta surpreendente.
Perturbado com sua descoberta, faz de tudo para desvendar o mistério, mas ninguém acredita em um simples morador de rua. O único que pode ajudá-lo é Marino (João Signorelli), misto de artista e jornalista, que compra de corpo de alma a briga do catador de materiais recicláveis.
Enquanto luta para desvendar o mistério do Mosteiro, ele mergulha em dúvidas e pesadelos que o fazem perceber que há uma verdade ainda maior que ele terá de enfrentar: a história de suas próprias origens, de sua própria vida.

Albinismo no cinema

Até onde foi possível pesquisar, nunca um albino foi protagonista de um filme. Em “Andaluz”, abre-se a possibilidade para a discussão das dificuldades especiais desse grupo, como visão subnormal e a necessidade de uso de filtro solar, deixando-os altamente propensos a problemas de pele. Tramita inclusive no Congresso lei que obriga o Estado a distribuição gratuita de filtro solar entre os portadores de albinismo.
Outro aspecto decorrente da doença é que muitos são afro-descendentes, o que cria um duplo preconceito, no lar e na sociedade, pois é comum o fato de rejeição paterna ao nascimento de um portador.

O Diretor

Guilherme Motta é formado em Comunicação Social, tendo atuado como editor de jornais e revistas e também como locutor. Tem em seu currículo participações nos longas metragens “Bahia de Corpo e Alma” e “Revoada”. Atua hoje como roteirista, diretor e editor e atualmente está montando o documentário “Sambenê”, produzindo a série “Aubiografia Digital” e escrevendo diversos roteiros para cinema e televisão.

Explicitando característica multimídia, tem ainda envolvimento com teatro e composição musical.

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