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sexta-feira, 30 de maio de 2014

MTE realiza "Dia D" para inclusão de deficientes e reabilitados do INSS.

O Ministério do Trabalho e Emprego realiza nos próximos dias 29 e 30 em todo o país o “Dia D” de Inclusão Social e Profissional das Pessoas com Deficiência e dos Beneficiários Reabilitados do INSS. A iniciativa tem a participação das Superintendências Regionais do Trabalho, do Sine e dos vários parceiros nos estados e municípios com o objetivo impulsionar a inclusão social e profissional das pessoas com deficiência.

A intenção é reunir num mesmo espaço empresas e trabalhadores candidatos a uma oportunidade de emprego, promovendo, neste dia, a articulação de parceiros, tanto em nível federal quanto local com a finalidade de ofertar oportunidades de trabalho ao público com alguma deficiência ou o cidadão que tenha cumprido o Programa de Reabilitação Profissional pelo Instituto Nacional de Seguro Social – INSS.

Na Agenda do Trabalho Decente e no Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, o MTE tem como um dos seus principais eixos de atuação a promoção da inclusão e da igualdade, desenvolvendo ações de qualificação e conscientização das empresas para a inserção público PcD no mercado trabalho.

Dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram que a população do Brasil é composta por 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que corresponde a quase 24% do total da população brasileira. De acordo com os dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS 2012, 330 mil estão no mercado formal de trabalho, o que corresponde a 0,70% do total de vínculos empregatícios.
Para dar visibilidade a esta significativa parcela da população, o Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, por meio de suas Superintendências Regionais – SRTE, em parceria com os executores locais do Sistema Nacional de Emprego – SINE, promovem um dia especial dedicado à Inclusão Social e Profissional das Pessoas com deficiência e dos beneficiários reabilitados do INSS.
A idéia partiu da experiência realizada em dois estados, Mato Grosso, em 2012, e replicada pelo Estado da Bahia em 2013, que apresentou excelentes resultados, em especial na mobilização e conscientização de atores locais. Com o sucesso da mobilização, o Ministério do Trabalho decidiu expandir a proposta a todos os executores do SINE no país com o “Dia D” ocorrendo em diversos postos de atendimento do Sine nas cinco regiões do país.
A principal estratégia do “Dia D” é dedicar um dia inteiro de atendimento para a inclusão da pessoa com deficiência (PcD) e do beneficiário reabilitado no mercado formal de trabalho, reunindo no mesmo espaço as empresas que vão disponibilizar vagas e  os trabalhadores candidatos a uma oportunidade de emprego.

“Somente com a articulação dos diversos órgãos, instituições e atores locais, se consegue a mobilização de pessoas e de esforços necessários à consecução do objetivo que, além da inclusão no mercado de trabalho, é também a conscientização e inclusão social”, avaliou o secretário de Políticas Públicas do MTE, Silvani Pereira.

Estão envolvidos no “Dia D”, além do MTE, Sine e secretarias de Trabalho, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS, Instituto Nacional de Seguro Social – INSS/MPS, Ministério das Cidades - MCidades, Ministério da Educação - MEC e Secretaria de Direitos Humanos – SDH.

Lei de Cotas

A inclusão das pessoas com deficiência já é realizada em várias unidades do SINE, entretanto, apesar de toda a sensibilização junto às empresas, ainda se observa uma grande resistência e preconceito em empregar essa mão de obra.

A Lei Federal nº 8.213/91 (Lei de Cotas) obriga as empresas com mais de 100 funcionários a incluírem pessoas com deficiência (PcD) ou beneficiário reabilitado no seu quadro de efetivos e o MTE atua para que essa contratação se dê da melhor maneira possível, incentivando e cobrando das empresas sua responsabilidade legal e social, de modo a proporcionar às pessoas com deficiência e aos beneficiários reabilitados o acesso a uma vaga no mercado de trabalho em igualdade de oportunidades.

Fonte: Ministério Público do Trabalho, 28.05.2014

http://www.granadeiro.adv.br/template/template_clipping.php?Id=13723

terça-feira, 20 de maio de 2014

Inclusão de pessoas com deficiência no mercado é discutida em Petrolina

20/05/2014 14h16 - Atualizado em 20/05/2014 14h17

 

Cidade representa 15% das vagas de todo o estado de Pernambuco.
Evento acontece no dia 29 de maio, das 9h às 11h30.

O 'Dia Nacional de Inclusão da Pessoa Com Deficiência ',comemorado no dia 29 de maio, terá uma programação diferente em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Na data, será organizado um evento para discutir o acesso destas pessoas aos empregos que são oferecidos na cidade, que representa uma índice positivo em relação ao estado.

No evento, pessoas com deficiência da região que conseguiram seu espaço no mercado de trabalho relatarão as dificuldades enfrentadas e suas conquistas. Também participarão os empresários que contrataram estes profissionais.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, Petrolina é a cidade pernambucana que mais emprega pessoas com deficiência e reabilitados. Em um levantamento feito pelo órgão, de janeiro a outubro de 2013, mais de 1,3 mil pessoas com deficiência estavam inseridas no meio profissional em Pernambuco. Petrolina e região empregou 187 pessoas, o que representa quase 15% de todo o estado.

“Queremos discutir as possibilidades de inclusão e de qualificação profissional para essas pessoas. O município tem cerca de 40 mil pessoas com deficiência, mas apenas mil estão aptas ao trabalho”, afirma a secretária-executiva de acessibilidade, Rosemary Andrade.

“A falta de qualificação é o maior problema, mas existe outro desafio que é conscientizar essas pessoas e suas famílias que elas podem se capacitar e buscar uma vaga de emprego. Muitos deles têm medo dos desafios da profissão, por isso acabam se acomodando”, ressaltou.

A Agência do Trabalho divulgou na última segunda-feira (19) as vagas disponíveis. Para as pessoas com deficiência, foram oferecidas 41 vagas para as funções de encanador, eletricista, oficial de serviços gerais na manutenção de edificações, pedreiro, pintor de alvenaria, recepcionista atendente, servente de obras. Semanalmente, há oferta de vagas exclusiva para deficientes na Agência do Trabalho do município.

Serviço
Local: Auditório da Justiça Federal, localizado na Praça Santos Dumont, nº 101, no centro da cidade.
Horário: 9h às 11h30

sábado, 30 de novembro de 2013

4ª Virada Inclusiva - Participação Plena!!!

4ª Virada Inclusiva - Participação Plena!!!

Site: http://viradainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/

"Quebrem Barreiras, Abram Portas: Por uma Sociedade Inclusiva para Todos". Este é o tema instituído pela ONU para 2013. A recomendação é Organizar, Incluir e Celebrar. E nós atendemos a esta recomendação há 4 anos com grande satisfação!

Nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro acontece a 4ª edição da "Virada Inclusiva - Participação Plena", em comemoração ao dia 3 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. O evento é coordenado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e organizado por parceiros entre órgãos públicos e instituições da sociedade civil.

A Virada Inclusiva promove atividades nas ruas, praças, parques, museus e teatros de todo o Estado e convidam pessoas com e sem deficiência a participarem juntas de todas as atrações. A programação é inclusiva, acessível e gratuita, e conta com atividades culturais, esportivas e de lazer.

A abertura do evento acontece no dia 30 de novembro, às 10h, na Praça Oswaldo Cruz, na capital paulista, com a já tradicional passeata até o Masp.

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Virada Inclusiva tem atividades em mais de 50 municípios de São Paulo

Terceira edição da Virada Inclusiva contou com atividades ao ar livre (Pedro Passos / CC)

São Paulo – A 4ª edição da Virada Inclusiva do estado de São Paulo oferece a partir de hoje (30) cerca de 800 atividades em mais de 50 municípios paulistas. As atrações – de cultura, esporte e lazer – terão acessibilidade física e de comunicação para que todas as pessoas possam participar em igualdade de condições. O evento, que ocorre até terça-feira (3), é realizado para marcar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado no dia 3.

Na capital paulista, um dos destaques é a Casa Sensorial, inspirada no presépio napolitano de São Paulo: uma instalação de uma casa napolitana na qual os participantes, ao entrar, terão estimulados os diferentes sentidos. Funcionará no Museu de Arte Sacra de São Paulo, das 10h às 16h de hoje e de amanhã, domingo. No Sesc Belenzinho haverá partidas de Golbol a partir das 11h de hoje, jogo praticado por atletas com deficiência visual, no qual o objetivo é arremessar a bola com as mãos e marcar o gol no adversário.

No Sesc Campinas haverá o Festival Inclusivo de Xadrez, uma parceria com a Federação Paulista de Desportos para Cegos. Serão realizados jogos a partir das 9h30 de hoje, na Rua Dom José I, 270, no Bonfim. No Sesc Rio Preto, ocorrerão partidas de basquete inclusivas, a partir das 19h do dia 3, na Avenida Francisco das Chagas Oliveira, 1.333, na Chácara Municipal.

A Virada Inclusiva é organizada em conjunto por órgãos públicos e instituições da sociedade civil, sob a coordenação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com a participação voluntária de pessoas e grupos do mundo artístico e esportivo. A programação completa pode ser conferida em http://viradainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Deficiente visual recebe computador adaptado

O equipamento irá auxiliar no desenvolvimento de Lucas dos Santos

Após seis anos de espera o deficiente visual Lucas dos Santos, 14 anos, conseguiu o tão desejado computador para realizar suas atividades e auxiliar no seu aprendizado. Sua mãe, Janaína dos Santos, procurou o deficiente visual Alcemar Lemos que com a ajuda de Rose Stecker realizaram uma parceria. Eles visitaram o comércio de Sobradinho e conseguiram doações para serem sorteadas em uma rifa.

Com o dinheiro arrecado foi possível adquirir um computador com dois programas de voz que irão possibilitar ao adolescente sua inclusão digital e seu desenvolvimento. Foram compradas ainda uma cadeira, rack e impressora multifuncional. Segundo Alcemar essa é uma conquista depois de tanto tempo de luta. Rose agradeceu a todas as pessoas que ajudaram de uma forma ou de outra para tornar o sonho em realidade. “Nosso objetivo é ajudar as pessoas e auxiliar no que for possível”, disse Rose.

ROBERTO TONELOTTO

redacao@gazetadaserra.com.br

Foto: Gazeta da Serra/Roberto Tonelotto

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Funad divulga cronograma de cursos para inserção de deficientes no mercado de trabalho

Entre as capacitações, estão informática, desenho e marcenaria

A Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad) abre, na manhã desta segunda-feira (19), a programação de cursos do segundo semestre de 2013. A abertura constará de uma aula inaugural  no auditório Jimmy Queiroga, a partir das 9h. A aula inaugural tem o objetivo de explicar aos 150 inscritos, que são usuários da Funad e passam por processo de reabilitação, o conteúdo programático dos cursos e estimular a interação entre reabilitadores e usuários.

A Funad vai oferecer neste semestre sete cursos de iniciação profissional: informática, encadernação, marcenaria, depilação, manicure, desenho e artesanato. A carga horária é de 100 horas e as aulas acontecem na Coordenadoria de Treinamento, Produção e Apoio Profissionalizante (Corpu) até dezembro de 2013. Ao final, os alunos receberão certificação, e os que apresentam-se aptos são encaminhados ao mercado de trabalho.

No processo de inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a Funad realiza visitas às empresas, que são obrigadas pela Lei Federal 8.213/91, conhecida como Lei de Cotas, a absorver pessoas com deficiência. “O trabalho é muito importante porque a Funad não se configura como um órgão fiscalizador, mas como parceiro que tem contribuído para que as pessoas com deficiência tenham o direito ao trabalho respeitado, e também para as empresas que têm esse banco de dados à disposição delas. Basta contatar com a Funad, que faz o recrutamento e encaminhamento”, disse a  coordenadora Cynthia Menezes.

A partir de 2011, a Funad intensificou os indicadores de inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Enquanto em 2009 foram inseridas 87 pessoas, em 2011 o número pulou para 184. No primeiro semestre deste ano, a Funad inseriu 260 pessoas com deficiência no mercado de trabalho, e as perspectivas são de que até dezembro o número dobre. A atual gestão já conseguiu inserir quase 700 pessoas nas empresas.

Fonte: http://www.paraibatotal.com.br/

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

BRASILEIRO COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA É FINALISTA EM CONCURSO DE EMPREENDEDORISMO

 

THIERRY MARCONDES E SUA EQUIPE DA STARTUP GLORIOSOS DISPUTAM A ETAPA FINAL DO DESAFIO EM OUTUBRO, NOS ESTADOS UNIDOS

Thierry Marcondes, CEO da startup Gloriosos, finalista do Desafio Intel 2013 (Foto: Divulgação)THIERRY MARCONDES, CEO DA STARTUP GLORIOSOS, FINALISTA DO DESAFIO INTEL 2013 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Thierry Marcondes tem 25 anos e um currículo de fazer inveja a muita gente experiente. Estudante de engenharia mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ele já morou na Inglaterra e no México, se envolveu com projetos internacionais na área de meio ambiente, petróleo e carbono, foi estagiário da GE Energy e é o CEO da startup Gloriosos, representante brasileira na última etapa do Desafio Intel 2013, uma competição de soluções tecnológicas, da qual participam startups, que acontece em outubro nos Estados Unidos. Marcondes fala inglês, um pouco de espanhol e francês. E, além de todo o empenho acadêmico, o jovem também sabe cozinhar, bordar e tocar trompete.

Seria a história de mais um prodígio não fosse por um detalhe que torna o caso de Marcondes exceção: ele nasceu com surdez profunda. Então, pegue todo o esforço que você imaginou ali no início do texto e multiplique por algum número bem alto. Se ter sucesso já é difícil para quem tem os cinco sentidos tinindo, imagine quando falta um deles - especialmente em um mundo ainda pouco adaptado a deficiências. Ele reconhece mesmo que deu trabalho chegar aos 25 anos com toda essa experiência, fazendo leitura labial e sem conseguir falar ao telefone, mas faz questão de trocar a palavra "dificuldade" por outras, como "desafio" ou "aventura", quando fala sobre sua vida.

As aventuras começaram cedo na vida do estudante. Aos 11 anos, ele se mudou para a Inglaterra, quando sua mãe foi fazer uma pós-graduação em uma universidade do país. Na época, Marcondes sabia fazer leitura labial em português - o que já era uma vitória - mas teve de estudar tudo de novo, dessa vez, em inglês. Com a ajuda de uma professora canadense, ele aprendeu a entender e a falar não só o próprio inglês, mas também um pouco de espanhol e francês. "Foi um dos períodos mais incríveis que vivi. Aprendi também a cozinhar, a bordar, a tocar trompete. Cheguei até a tocar na orquestra de natal da escola no final do ano. Considero uma grande conquista, já que tiver de bolar estratégias para aprender a tocar pela vibração do instrumento".

Foi também na Inglaterra que o futuro engenheiro diz ter descoberto sua vocação. "Ficava até depois das aulas fazendo trabalhos de tecnologia, de projetos. Montava alguns objetos para suprir minhas necessidades. Se queria um carrinho para brincar, por exemplo, eu montava um. Isso foi despertando o meu interesse por tecnologia e construindo a minha curiosidade pela engenharia".

Assim, de volta ao Brasil, não é de se estranhar que ele tenha optado pelo curso de engenharia mecânica. Entrou na Unicamp, em 2007. No início da faculdade, se envolveu em diversos projetos, indo de tecnologia aeronáutica até a área ambiental. Fez inclusive um intercâmbio para o México, onde aprofundou seus conhecimentos em sustentabilidade. Em 2012 (ele adiou a formatura alguns semestres para aproveitar melhor a universidade), ele montou a equipe da startup Gloriosos e partipou do Desafio Unicamp daquele mesmo ano. Venceram a disputa com o projeto do Lux Sensor do Brasil, o mesmo a concorrer no Desafio Intel, um sensor de alta sensibilidade para detecção de combustível adulterado.

Thierry Marcondes e Wellington de Souza Filho, CTO da Lux Sensor e estudante de engenharia eletrica na Unicamp (Foto: Divulgação)THIERRY MARCONDES E WELLINGTON DE SOUZA FILHO, CTO DA LUX SENSOR E ESTUDANTE DE ENGENHARIA ELETRICA NA UNICAMP (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Na etapa da América Latina, o sistema ganhou o teceiro lugar, atrás de projetos da Venezuela e do Chile. A pontuação foi suficiente para que o grupo de Marcondes entrasse na competição mundial, que ocorre em outubro, em Berkeley. Ao lado de outras 30 startups, a Gloriosos concorre a um prêmio de US$ 100 mil.

"O projeto do Thierry é muito bom. Os juízes acreditaram que o projeto dele tem muito potencial, mas a gente não sabe como são os outros, não dá para dizer quais são as chances de o Lux Sensor ganhar", diz Rubem Saldanha, gerente de educação da Intel Brasil.  Para o executivo, no entanto, essa etapa final é apenas a cereja do bolo de um processo já bastante enriquecedor. "O Thierry ganhar ou não ganhar não é o mais importante. O que importa é o efeito que ele cria quando volta: as conversas que ele vai ter com seus amigos, as experiências que ele vai passar para as outras pessoas. Isso dissemina a cultura do empreendedorismo".

Para Marcondes, que passa a impressão de ser dessas pessoas que está sempre se desafiando, não é muito diferente. "Vejo que, a cada dia, venho descobrindo coisas novas, aprendendo coisas novas e superando obstáculos pessoais, profissionais e até aqueles referentes à minha necessidade especial. Estou bastante orgulhoso da equipe e até onde conseguimos chegar".

Nesse processo todo, o estudante afirma que a deficiência auditiva não foi muito mais do que um "desafio interessante". "Precisei enfrentar algumas situações. Por exemplo, todas as reuniões tinham de ser presenciais, pois não consigo falar ao telefone. Ao mesmo tempo, percebi que era preciso ter confiança nos sócios era essencial. Vi que era necessário unir forças e sempre trabalhar com pessoas que me complementem".

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2013/08/brasileiro-com-deficiencia-auditiva-e-finalista-em-concurso-de-empreendedorismo.html

Professora potiguar faz sua estreia na literatura com fábulas de inclusão

Débora Araújo Seabra de Moura lança 'Débora Conta Histórias'

16 de agosto de 2013 | 21h 43

Maria Fernanda Rodrigues - Enviada especial a Natal - O Estado de S. Paulo

Aos 32 anos, Débora Araújo é também educadora e atriz - Maria Fernanda Rodrigues/Estadão

Maria Fernanda Rodrigues/Estadão

Aos 32 anos, Débora Araújo é também educadora e atriz

Nas fábulas criadas por Débora Araújo Seabra de Moura, que resultaram em sua estreia na literatura com o infantil Débora Conta Histórias (Alfaguara), vivem um passarinho de asa quebrada, uma galinha surda, um sapo que não sabia nadar, um gato e um coelho preto, um cachorro e um papagaio que não se davam e um pato gay. Algumas dessas histórias remetem a cenas concretas que a autora presenciou na infância e adolescência. Outras foram inventadas. Juntas, ajudam a contar a história da própria Débora e do ambiente em que cresceu – ainda que, ela diz, não tenha sido essa a sua intenção.

“Usei animais para mostrar como eles se sentem na própria pele”, explica a autora. Para ela, as histórias mostram exatamente o que ali está escrito. Em Passarinho de Asa Quebrada Também Voa, por exemplo, ela fala sobre um pássaro que depois de quebrar a asa não consegue acompanhar o bando, que questiona se o amigo não estaria mais seguro se ficasse numa gaiola. A garota que mora na fazenda onde Débora situa suas fábulas entra em ação e pede aos passarinhos que aceitem o jeito dele, já que ele é capaz de chegar no mesmo lugar, mas um pouco depois. Resultado: eles ficam envergonhados pela proposta que fizeram e alguns passam a voar mais atrás, fazendo companhia para o amigo de uma asa só. “Quis mostrar que tem que incluir”, comenta.

Nos seus 32 anos, Débora passou, firme, por poucas e boas e sabe o valor de uma boa amizade e de ser aceita num grupo. Ela nasceu com síndrome de Down numa época em que seus portadores eram conhecidos pejorativamente como mongoloides. Foi rejeitada, e depois amada. Fez parte da primeira geração estimulada precocemente. Estudou em escola regular. Em alguns momentos, foi discriminada e excluída, mas nunca abaixou a cabeça. Conquistou o respeito, bons amigos e seu espaço na sociedade. Sua determinação a levou ao curso de magistério, e ela se tornou a primeira brasileira com a síndrome a se formar na profissão. Tudo em seu ritmo, com suas próprias pernas, o empurrão da família, o olhar sempre adiante e disposição para realizar novos sonhos.

Na ficção ou na vida real, o que Débora nos conta é uma história de aceitação e de inclusão. Seu livro não traz simples fábulas com uma moral no final. É diferente. Bonito e gracioso. É a expressão do que ela sente na própria pele, para usar suas palavras, e mesmo que ela não consiga simbolizar isso é a expressão de sua postura diante da vida.

Débora Conta Histórias, com ilustrações de Bruna Assis Brasil, tem tudo para ser adotado em escolas e os convites para que a autora participe de feiras e eventos literários já estão chegando. É o começo de uma nova carreira, que ela terá de conciliar com sua rotina profissional. Há nove anos, é professora auxiliar na Escola Doméstica, em Natal. “É uma experiência riquíssima para mim”, diz, sobre seu trabalho. Hoje, acompanha crianças entre seis e sete anos – são seus alunos mais velhos –, mas já teve turmas de diversas faixas etárias. “Gostei mais de trabalhar com crianças de três e quatro anos, mas não faço diferença.” Não faz mesmo, de nada. É firme em seus princípios e não tolera injustiça e discriminação.

Quando soube que dois amigos de sua mãe eram um casal, disse a eles que ficava feliz, mas que tinham de estar preparados porque poderiam sofrer preconceito. A homenagem ao casal está no livro, em O Pato Que Não Queria Namorar Com a Pata.

A obra foi escrita despretensiosamente, às escondidas. Foi um presente de Natal de Débora aos pais. A versão em sulfite e espiral circulou pela festa da família até chegar às mãos de um amigo, que se ofereceu em levar o volume para a Saraiva, que editava suas obras de Direito. Dias depois veio a resposta negativa. Foi feita uma nova edição caseira mais profissional que a apostila, mas a advogada Margarida já estava convencida de que valia a pena lutar por mais essa causa da filha.

Este não foi o primeiro livro escrito por Débora. Margarida comenta que todos os portadores de síndrome de Down, quando chegam a uma maturidade, querem contar sua história. “Débora fez isso e seu relato ficou restrito à nossa família. Mas este é diferente.” Depois de muito relutar, perguntou se um amigo escritor não daria uma olhada e, se gostasse, se não mandaria para sua editora. O livro chegou então até Roberto Feith, presidente do grupo Objetiva, que topou a edição no mesmo dia. “O que me chamou atenção foi o encanto da história contada por Débora e o exemplo de valor que ela personifica na forma de viver”, diz Feith, agora que os 3.500 exemplares da primeira tiragem estão nas livrarias. Uma grande festa de lançamento está marcada para o dia 5 de setembro, em Natal, e Débora, farrista como se apresenta, está animadíssima com os preparativos.

O amigo que deu o pontapé inicial na edição prefere ficar no anonimato. E o primeiro livro publicado de Débora vem com o endosso de João Ubaldo Ribeiro, prêmio Camões e cronista do Caderno 2. “Raramente me emocionei tanto quanto ao ler pela primeira vez as histórias criadas por Débora”, escreve.

Ela já trabalha num novo livro, que tratará de sua experiência profissional. No entanto, não tem grandes aspirações literárias. Prefere ler histórias para seus alunos do que inventá-las na hora. Mas tem aspirações artísticas. Em casa, sempre teve contato com literatura, música erudita e outras formas de arte. Mas foi com o teatro que encontrou a melhor forma de se expressar. Para voltar aos palcos, depende da reabertura do Centro Experimental de Formação e Pesquisa Teatral. É sua nova bandeira.

DÉBORA CONTA HISTÓRIAS
Autora: Débora Araújo Seabra de Moura
Editora: Alfaguara (32 págs., R$ 34,90)

TRECHOS

Passarinho Com Asa Quebrada Também Voa

"Um dia desses, a menina Sandra foi passear pela fazenda e encontrou um passarinho perdido.

Ele estava com uma asa quebrada e gemia muito. Então, ela pegou o passarinho, levou-o com carinho para casa e fez um curativo em sua asa. Quando o passarinho se curou, ficou voando com uma asa só. A menina Sandra ficou triste quando ele foi embora, mas ela sabia que o passarinho tinha o direito de se libertar para fazer parte da natureza, cuidar da sua vida.

Só que o passarinho gostou da fazenda, da menina Sandra e dos seus amigos. Ele sentiu saudades e voltou."

O Pato Que Não Queria Namorar Com a Pata

”Um pato gostava de namorar outro pato. Ele gostava dele, por isso, ele era discriminado pelos outros animais, pois existe a lei dos patos na fazenda.

Os pais do pato reagiram e falaram:

- Meu filho, por que você está namorando um pato e não uma pata?

Aí ele falou:

- Eu decidi namorar outro pato.

Então, os pais dos patos decidiram fazer o seminário Novos Arranjos Familiares dos Patos."

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Mulheres cegas aprendem a se maquiar sozinhas no Amapá

Deficientes visuais também querem aprender dicas de etiqueta.Bernadete Isacksson, 40 anos, é professora de educação especial (Foto: Maiara Pires/G1)
Oficina de maquiagem encerrou neste sábado (10), no Senac-AP.

Bernadete Isacksson, 40 anos, é professora de educação especial (Foto: Maiara Pires/G1)

Bernadete Isacksson, 40 anos, é professora de educação especial. Ela aprendeu neste sábado (10) a se maquiar sozinha, o que não fazia há 28 anos por conta da deficiência visual adquirida. Ela participou de um projeto piloto do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-AP) em parceria com a Associação de Cegos e Amblíopes do Amapá (Acaap).

"O que eu sabia era só passar batom e o pó compacto", conta a educadora. "Agora já sei passar blush, sombra e lápis de olho, sendo que o lápis ainda é o mais difícil", relata, sobre a experiência que para ela "foi muito boa".

Para escolher as cores, os estojos estavam identificados em linguagem braile. Bernadete diz que teve dificuldades em passar o lápis de olho por conta da coordenação motora "que ainda está muito devagar". "Eu gosto de cores claras", disse a professora.

"E também senti como tivesse uma 'areiazinha' dentro dos olhos", lembra. "Mas acho que isso acontece com outras mulheres. Mesmo assim, tudo é uma questão de prática, treinamento. Com certeza daqui a pouco estarei profissional", brinca.

Mulheres cegas e amblíopes durante oficina no Senac-AP (Foto: Mulheres cegas e amblíopes durante oficina no Senac (Foto: Maiara Pires/G1)Maiara Pires/G1)

A professora de educação especial é amblíope, ou seja, não é totalmente cega, mas possui baixa visão. Ela conta que aos 12 anos de idade começou a fazer consultas oftalmológicas em Macapá (AP). E aos 20 anos foi diagnosticada em Belém (PA) com retinose pigmentar, doença hereditária que causa degeneração da retina, responsável pela formação das imagens visuais. "Tenho um irmão que nasceu cego. Somos os únicos casos na família", acrescenta.

Depois que adquiriu a doença, Bernadete Isacksson conta que passou 10 anos sem estudar. "Tive que parar porque não enxergava mais nada no quadro", diz, sobre o curso de Magistério que fazia. "Mas retornei depois de dois anos e não parei mais. Hoje, estou me formando em Pedagogia", conta, acrescentando que teve de se adaptar numa turma de ouvintes utilizando recursos para ampliação das letras para pode enxergar melhor, além da linguagem em braile.

Oficina
A iniciativa do projeto piloto é da Associação de Cegos e Amblíopes do Amapá, a partir da vontade das mulheres associadas de aprender a se maquiar sozinha, segundo o presidente da entidade, João Pereira. "Apresentamos essa demanda ao Senac que colocou seus instrutores à disposição para ministrar esta oficina de maquiagem a elas", informou Pereira.

Foram dois sábados de oficina. As mulheres cegas e amblíopes do Amapá também já manifestaram interesse em aprender como se comportar à mesa e como se vestir bem. "Já estamos conversando com a instituição para saber da viabilidade de mais destas oficinas", disse o presidente da associação.

A coordenadora técnico-pedagógica do Senac-AP, Obde Gadelha, disse que o trabalho valeu como experiência para a própria instituição saber como aprimorar o atendimento às pessoas com deficiência. "Já ministramos cursos para pessoas com deficiência auditiva trabalhando a inclusão social delas. Para os deficientes visuais foi uma novidade que experimentamos até mesmo para aprimorar esse atendimento", ressaltou.

Fonte: http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2013/08/mulheres-cegas-aprendem-se-maquiar-sozinhas-no-amapa.html

sábado, 11 de maio de 2013

Piauiense lança livro sobre inclusão social da pessoa com deficiência

O escritor Salvador de Castro lançará o livro "Adaptação, A Força do Amor", na próxima quinta-feira (09), às 19h30, no BNB Clube, em São Raimundo Nonato.

A obra é um romance, baseado em fatos reais, com uma forte mensagem de apoio à inclusão social da pessoa com deficiência e luta contra o preconceito. Segundo Castro, o livro pretende despertar uma crítica pessoal em cada leitor, sobre o tamanho da contribuição que cada ser humano pode dar à própria vida, a fim de contribuir para melhoria da qualidade de vida.

Sobre o autor

Salvador de Castro é piauiense de São Raimundo Nonato e São Lourenço do Piauí. Acometido por uma doença genética neurológica, ele é cadeirante desde 2002. Sempre enfrentou de cabeça erguida todos os problemas consequentes de sua deficiência física e vem passando as rodas de sua cadeira sobre as dificuldades, porque entende que veio ao mundo para ser feliz e, portanto, nada vai impedi-lo de conseguir isso. O autor já escreveu de mais três romances: “A Vida é uma Constante Luta” (2000); “Amor Infrator” (2004); e “Contraste Perfeito” (2007). Seus livros são marcados pela denúncia ao preconceito social, sobretudo contra a pessoa com deficiência.

Com informações Saoraimundo.com

cidades@cidadeverde.com

sábado, 4 de maio de 2013

CMJP instala frente parlamentar da pessoa com deficiência nesta sexta na Estação Ciência

02/05/2013 | 11h16min

O vereador Bira está convocando a sociedade para participar da instalação da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência, que acontecerá nesta sexta-feira (03), durante a realização da I Jornada Inclusiva da Pessoa com Deficiência, na Estação Ciência, às 10h30. Dentro da programação, o procurador federal da Fazenda, Genésio Fernandes Vieira, será homenageado com a Comenda Cidade de João Pessoa.

“Genésio é um dos cidadãos mais lutadores que eu já conheci em minha vida. Veio do Rio de janeiro e conseguiu se submeter ao concurso de procurador federal da fazenda, sendo aprovado, mesmo com todas as dificuldades impostas por sua deficiência visual. Antes, inclusive, da legislação que estabeleceu cotas para as pessoas com deficiência. Além disso, Genésio sempre contribuiu na criação do Conselho Municipal da Pessoa com deficiência”, ressaltou Bira.

O parlamentar explica ainda que a frente parlamentar terá o objetivo de unificar todas as ações legislativas que diz respeito às pessoas com deficiência, desde o campo da saúde, mobilidade, educação inclusiva, esporte, lazer e cultura. E na reafirmação dos direitos que envolvem este segmento.

As entidades que compõem o Fórum de Luta da Pessoa com Deficiência, que será lançado durante a Jornada Inclusiva, consideram que, com o desenvolvimento de programas federais como o Viver Sem Limite, esse é o momento de ampliar ainda mais as discussões que vêm sendo desenvolvidas em nível municipal e estadual.

“De acordo com dados do IBGE, a Paraíba e o Rio Grande do Norte são os Estados que tem maior percentual de pessoas com deficiência, cada um com 27,7% da população com algum tipo de deficiência. Tantas pessoas com deficiência em um Estado tão pequeno precisam, urgentemente, de uma discussão pública ampla sobre políticas de acessibilidade e cidadania,” afirmou Douraci Vieira, assistente social da Asdef, entidade integrante do Fórum de Luta da Pessoa com Deficiência. 

O lançamento do Fórum de Luta da Pessoa com Deficiência e a instalação da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência são atividades gratuitas, abertas ao público, que acontecem no dia 3 de maio, pela manhã. O Seminário de Políticas Públicas, que ocorre na tarde do dia 3 e na manhã do dia 4 de maio, também é gratuito, mas os interessados devem inscrever-se pelo telefone (83) 3021-5094 (Asdef).

Fórum de Luta da Pessoa com Deficiência

Cerca de sessenta entidades de todo o Estado participam do Fórum de Luta da Pessoa com Deficiência, entre elas a Asdef, Apae, Adefe-SOL (Associação de Deficientes de Soledade), FDC (Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes), Acadef (Associação campinense de Deficientes), AMA (Associação de Pais e Amigos dos Autistas), ASAS (Associação de Pais, Amigos e Simpatizantes dos Autistas), ASJP (Associação dos Surdos de João Pessoa) e Instituto dos Cegos.

O Fórum pretende expandir as discussões sobre o direito da pessoa com deficiência e políticas públicas de tecnologia assistiva e acessibilidade junto à sociedade paraibana e ao poder público.

Seminário

O Seminário Inclusão das Pessoas com Deficiência, Avanços e Desafios na Luta por Cidadania ocorre na tarde do dia 3 de maio e na manhã do dia 4, com palestras com representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), do Governo do Estado e da Prefeitura de João Pessoa.

Haverá ainda debates e discussões em grupos de trabalho para deliberação em plenária no próprio evento. A programação cultural inclui apresentação da Banda Acredite, formada por integrantes de diversas entidades de pessoas com deficiência, no Anfiteatro da Estação, no final da tarde do dia 3. 

Redação com assessoria

Fonte: http://www.paraiba.com.br/2013/05/02/43115-cmjp-instala-frente-parlamentar-da-pessoa-com-deficiencia-nesta-sexta-na-estacao-ciencia

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Tecnologia aumenta inclusão de portadores de deficiência

Novidades que facilitam a vida e aumentam a independência foram apresentadas na segunda maior feira de acessibilidade do mundo

Elioenai Paes , iG São Paulo | 23/04/2013 06:00:00

Cadeira de rodas para terrenos acidentados, aparelho auditivo com bluetooth e um aplicativo que dá voz a quem perdeu essa habilidade por conta de um acidente ou já nasceu sem ela.

Estas são algumas das novidades apresentadas na 12ª edição da Reatech, a segunda maior feira de acessibilidade do mundo, encerrada no último fim de semana, em São Paulo. Com o lema “Desperte para a inclusão”, o evento mostrou a profissionais e gestores de saúde e ao público em geral, tecnologias e novas propostas para aumentar a inclusão de portadores das mais variadas deficiências.

Um dos principais destaques da feira foi a cadeira de rodas apresentada pela empresa brasileira Vemex. Batizada de Strix, ela foi projetada para diminuir a trepidação em terrenos acidentados – isso inclui as ruas esburacadas e as calçadas irregulares das grandes cidades brasileiras.

João Horta, 29, estudante de engenharia mecânica e um dos idealizadores do projeto, conta que o diferencial está no sistema de amortecimento da cadeira.

“O sistema funciona com um fluido e um software de leitura do terreno, ou seja, quando ele sente uma vibração que não era pra prevista, em milésimos de segundo o software lê o problema e manda um sinal pra bateria, que envia uma carga ao amortecedor aumentando a viscosidade do óleo dentro do sistema de amortecimento”, explica Horta. Isso faz com que o amortecedor se adapte à necessidade apresentada e trabalhe mais lento ou rapidamente, podendo até mesmo travar o amortecimento completamente.

Outra tecnologia que agradou aos visitantes foi um aparelho auditivo com conectividade bluetooth. Com ele, o usuário não precisa mais se preocupar com os ruídos externos ao atender ao celular ou assistir a um filme: ele se conecta diretamente a celular, TV e outros aparelhos e, caso solicitado, isola qualquer outro som ambiente, atendendo justamente a uma das maiores reclamações dos deficientes auditivos.

“Dependendo do tipo do aparelho usado, os pacientes tinham dificuldades para escutar a voz de alguém ao telefone e, muitas vezes, a proximidade do aparelho auditivo com o telefone gerava microfonia, como um apito forte no ouvido”, esclarece a fonoaudióloga e coordenadora do Departamento de Audição da Oto-Sonic, Elisabetta Radini.

Veja a seguir algumas das novidades apresentadas na feira:

 image   image 

Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-04-23/tecnologia-aumenta-inclusao-de-portadores-de-deficiencia.html

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

LARAMARA e FUMCAD facilitam a inclusão social de pessoas com deficiência visual e com deficiências associadas

Sandra Tacla NOTÍCIAS - Saúde

As pessoas com deficiência visual possuem necessidades específicas para sua educação e inclusão. Necessitam estímulos diferenciados para seu desenvolvimento e socialização, que irão ajudá-las a superar os obstáculos e a usar adequadamente os órgãos sensoriais.

Dentre as principais dificuldades da pessoa cega e com baixa visão, encontra-se a falta desses estímulos, que poderão ser supridos com materiais de tecnologia assistiva que propiciam seu desenvolvimento, seja no âmbito educacional, profissional ou social. Para fomentar o acesso, gratuitamente, aos recursos que facilitam a participação efetiva dessas pessoas na sociedade, a Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual em parceria com o FUMCAD (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente) lançam o projeto Inclusão Social e Tecnologia Assistiva, que visa beneficiar cerca de 350 crianças e adolescentes de baixa renda, cegos, com baixa visão e com deficiências adicionais (entre 0 a 17 anos e 11 meses), atendidos na instituição ou indicadas por outras parceiras, no município de São Paulo, com recursos variados.

Os beneficiados pelo projeto serão pré-selecionados pela equipe técnica e multidisciplinar da Associação que determinará os recursos a serem doados de acordo com a necessidade de cada um, importantes para a alfabetização, inclusão escolar, autonomia e independência das crianças e adolescentes com deficiência visual associada ou não a múltipla deficiência. A instituição disponibilizará para esta ação: máquinas de escrever em braille; softwares de ampliação, com recurso de voz e de acesso a livros e revistas; bengalas; lupas com e sem iluminação; telelupas; brinquedos pedagógicos, livros e DVDs instrucionais, além de diversos produtos tecnológicos de acessibilidade.

O FUMCAD, Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da Cidade de São Paulo, beneficia entidades que apóiam as crianças e adolescentes, através de doações da Renúncia Fiscal do Imposto de Renda.

Esta iniciativa não onera o doador e traz grandes benefícios para a sociedade.

“Faça você também sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida das crianças com deficiência visual” diz Mara Siaulys – presidente e fundadora da Laramara

As indicações já podem ser direcionadas para a associação Laramara, assim como todos os interessados nas ações do projeto e patrocinadores (doações dedutíveis do Imposto de Renda Devido - IRD). Mais informações pelos telefones (11) 3660-6433 ou 3660-6434 e pelo e-mail lara...@laramara.org.br

Sobre a Laramara

Laramara é uma das mais atuantes instituições especializadas em deficiência visual do Brasil e um centro de referência na América Latina na inclusão social da pessoa com deficiência visual. Realiza atendimento educacional especializado, com ações complementares e atividades específicas essenciais à aprendizagem e desenvolvimento das pessoas com deficiência visual e com deficiências associadas. As atividades socioeducativas são realizadas em grupos, organizados por faixa etária e os usuários dispõem ainda de atendimentos específicos de Braille, Soroban, Desenvolvimento da Eficiência Visual (Baixa Visão) e Orientação e Mobilidade. Disponibiliza recursos humanos para a inclusão, colabora para o aperfeiçoamento e a capacitação de profissionais e divulga suas experiências e aquisições para todo o Brasil, por meio de 30 recursos instrucionais produzidos por sua equipe, como livros, manuais e DVD's, contribuindo para que todas as crianças brasileiras possam ser educadas e beneficiadas. Laramara trouxe para o Brasil a fabricação da máquina Braille e da bengala, indispensáveis para a educação e a independência da pessoa cega. Buscando a inclusão profissional de jovens e adultos com deficiência visual, ampliou seu projeto educacional incluindo a preparação para o mundo do trabalho e vem desenvolvendo um programa para os jovens maiores de 17 anos. Laramara, desde sua fundação, acreditou no valor do brincar e do brinquedo para a interação com a criança e para facilitar o desenvolvimento infantil; defende o direito da criança com deficiência visual a um aprendizado alegre e prazeroso, com brincadeiras e otimismo e continua cada vez mais unida em torno deste ideal. O trabalho da Laramara, que agora completa 21 anos, atua efetivamente no estado de São Paulo e procura colaborar também para a inclusão das pessoas com deficiência visual em todo o Brasil.

Associação Laramara

Endereço: Rua Conselheiro Brotero, 338 – Barra Funda – SP/SP

Telefone: (11) 3660-6400 e Fax: (11) 3662-0551

www.laramara.org.br

Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

As respostas para 20 dúvidas sobre inclusão

Dúvidas sobre inclusão na escola. Foto: Raoni Madalena

A professora Roberta Villaça e Isabely dos Santos, da EMEB Helena Zanfelici da Silva, em São Bernardo do Campo, SP

A revista Nova Escola deste mês traz um reportagem sobre a experiência de sete professoras que garantem a aprendizagem de seus alunos com deficiência em turmas regulares. Mas nós sabemos que incluir de verdade ainda é um desafio.

Por isso, respondemos às principais dúvidas sobre a legislação em relação à matrícula, ao currículo, à avaliação e aos recursos necessários para a inclusão. Também preparamos uma série de textos explicando as características das deficiências e síndromes mais conhecidas e listamos alguns livros e sites para você pesquisar e se aprofundar no tema.

Você também pode tirar suas dúvidas sobre inclusão de alunos com deficiência com a professora Rossana Ramos, da Universidade de Pernambuco (UPE). Basta enviar seu comentário para o nosso fórum. Boa leitura!

Legislação e prática pedagógica

1. Existem parâmetros curriculares nacionais para se promover a inclusão nas escolas?
2.
Que documentos a escola deve receber dos pais para matricular um aluno com deficiência?
3.
Alunos com deficiência devem ser matriculados de acordo com a faixa etária ou com o desenvolvimento intelectual?
4.
Crianças com deficiência intelectual cumprem a mesma carga horária que os colegas na escola regular?
5.
As escolas são obrigadas a manter um tradutor de Libras nas salas de aula para os alunos com deficiência auditiva? O que fazer se a escola não tiver esse profissional?
6.
Como avaliar as aprendizagens dos alunos com deficiência?
7.
A escola deve redigir documentos específicos de diagnóstico e avaliação de alunos com deficiência?

Orientações sobre as deficiências e síndromes

8. O que é e como lidar com a deficiência física?
9.
O que é como lidar com a deficiência visual?
10.
O que é e como lidar com a deficiência auditiva?
11.
O que é e como lidar com as deficiências intelectuais?
12.
O que é e como lidar com as deficiências múltiplas?
13.
O que é e como lidar com a surdo-cegueira?
14.
O que é o autismo?
15.
O que são os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)?
16.
O que é Síndrome de Down?
17.
O que é Síndrome de Rett?
18. O que é Síndrome de Asperger?
19.
O que é Síndrome de Williams?
20.
O que é e como lidar com a paralisia cerebral?

Quer saber mais?

Bibliografia
Caminhos Pedagógicos da Inclusão, Maria Teresa Eglér Mantoan, 243 págs., Ed. Memnon, tel. (11) 5575-8444, fora de catálogo.
Educar para a diversidade, Cláudia Regina de Paula, 138 págs., Ed. Ibpex, tel. (41) 2103-7306.
Inclusão na Prática, Rossana Ramos, 128 págs., Summus Editorial, tel. (11) 3872-3322, 32,90 reais.
Inclusão: Reflexões e Possibilidades, Maria Sirley dos Santos, Maria Regina Viana Pannuti e Herculano R. Campos, 144 págs., Edições Loyola, tel. (11) 3385-8500.
Inclusão: Um Guia para Educadores, Susan e William Stainback, 456 págs., Ed. Artmed, tel. 0800 703 3444, 79 reais.
Passos para a Inclusão, Rossana Ramos, 64 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3611-9616, 13 reais.
TDAH nas Escolas, George J Du Paul , 280 págs., Ed. M.Books, tel .(11) 3645-0409, 65 reais.
Internet
Em
ww.educacaoonline.pro.br, entre em Artigos, clique em Educação Inclusiva e digite na busca caminhos para ter acesso ao artigo "Caminhos Pedagógicos da Inclusão", Maria Teresa Eglér Mantoan.
Em
http://abr.io/mecinclusao, encontre as publicações produzidas pelo Ministério da Educação (MEC).
Em
http://abr.io/inclusiva, leia a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
Em
www.assistiva.com.br, conheça recursos da tecnologia assistiva.

sábado, 14 de abril de 2012

CENSO INCLUSÃO

A PREFEITURA DE SÃO PAULO QUER SABER ONDE ESTÃO E COMO VIVEM AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E MOBILIDADE REDUZIDA DE NOSSA CIDADE

Participe do Programa Censo-Inclusão de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo

imageSegundo a Lei nº 15.096, de 5 de janeiro de 2010, regulamentada pelo Decreto Nº 52.241, de 14 de abril de 2011, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, está promovendo – pela primeira vez na história da cidade – um amplo levantamento das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida residentes no município.

Se você, ou alguém de sua família, possui algum tipo de deficiência ou restrição de mobilidade, é fundamental que preencha este formulário, para que possamos melhorar e ampliar os serviços públicos oferecidos nas áreas da saúde, transporte, educação, cultura, lazer, entre outras.

O CENSO

O Censo-Inclusão é um programa da Prefeitura de São Paulo para identificar, mapear e cadastrar o perfil socioeconômico das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, no âmbito do Município de São Paulo. Instituído pela Lei nº. 15.096 de 05 de janeiro de 2010, e regulamentado pelo Decreto nº. 52.241 de 14 de abril de 2011, tem como objetivo facilitar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao atendimento das necessidades das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

O Censo-Inclusão deverá conter informações quantitativas sobre os tipos e graus de deficiência encontrados e informações necessárias para contribuir para a qualificação, quantificação e localização das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Conforme a lei, a cada período de 4 (quatro) anos o Censo-Inclusão deverá ser atualizado.

A coordenação desse programa é responsabilidade da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

Se você, ou alguém da sua família, possui alguma dessas características, é fundamental que preencha esse formulário, para que possamos melhorar e ampliar os serviços públicos oferecidos nas áreas da saúde, transporte, educação, cultura, lazer entre outras.

Dúvidas Frequentes:

Quais recursos de acessibilidade o site disponibiliza?O site disponibilizará vários recursos, como ampliação de texto e contraste para pessoas com baixa visão e idosos, compatibilidade com os principais leitores de tela para as pessoas com deficiência visual, possibilidade de navegação com mouse, teclado ou outro dispositivo, o site ainda disponibilizará vídeos contendo a tradução de todos os textos para a Língua Brasileira de Sinais.

Não recebi o formulário em casa, posso preencher pela internet? Sim. O formulário apresentado neste site é exatamente igual ao enviado pelo correio. Então você também estará participando do Censo-Inclusão se responder pela internet. O site também permite fazer mais de um cadastro, caso exista mais de uma pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida em sua residência.

Não possuo RG e CPF, posso participar do CENSO-INCLUSÃO mesmo assim? Pode. RG e CPF não são campos obrigatórios no formulário.

O e-mail é um campo obrigatório? Sim, o e-mail é um campo de preenchimento obrigatório do formulário pela internet. Se você não possui um e-mail, instruímos a fazer um em qualquer portal da internet e depois continuar seu cadastro.

É possível alterar as informações do meu cadastro depois que eu já enviei pelo correio ou pela internet? Não. Uma vez enviado, o formulário não pode ser alterado. Leia atentamente as questões antes de preenchê-las, e responda com veracidade. Para quem preferir responder pela internet o formulário ficará disponível até 21 de maio de 2012.

Quem tem acesso aos meus dados? Conforme descrito no Art. 6º do Decreto nº52. 241 de 14 de Abril de 2011, sobre o PROGRAMA CENSO-INCLUSÃO, as informações terão caráter sigiloso e serão usadas exclusivamente para fins estatísticos, objetivando assegurar a confidencialidade e o respeito à privacidade das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Durante meu cadastro o sistema caiu, como devo proceder? Você deve atualizar a página do site, inserir seus dados e responder novamente o formulário. Seus dados, só serão salvos quando ao término do formulário, você clicar em "Finalizar".

Eu recebo algum protocolo depois de preencher o formulário? Após preenchê-lo, você pode imprimir seu formulário, assim você garante que respondeu o Censo-Inclusão.

Não recebeu seu formulário pelo correio? Se você não recebeu seu formulário, pode se dirigir até as praças de atendimento das subprefeituras, e retirar o seu. Ou se preferir, você também pode responder pela internet, através do endereço www.censoinclusao.sp.gov.br.

Como preencher o formulário impresso? O formulário deverá ser preenchido de maneira clara, observando as seguintes recomendações:

- O formulário foi enviado para o morador do imóvel, contudo poderá ser preenchido por qualquer outra pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida (residente ou não);

- Leia atentamente as questões antes de preenchê-las, pois seu formulário não poderá ser alterado;

- Assinale suas respostas com um "x";

- Todas as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida poderão participar deste programa, sejam elas crianças (por meio do preenchimento dos pais e/ou responsáveis), jovens, adultos e idosos.

Como devo enviar o formulário impresso? Após o preenchimento de todos os dados, você deverá dobrar e colar nos locais sinalizados, e depositar em qualquer uma das agências ou caixas de correio espalhadas pela cidade. O ENVIO DO FORMULÁRIO É GRATUITO!

Quanto tempo eu tenho para enviar este formulário? Quanto mais rápido melhor! Contudo, você tem até o dia 21 de maio de 2012para enviá-lo.

Mais informações:
Mande um e-mail:
censoinclusao@prefeitura.sp.gov.br ou entre em contato através do nosso SAC: (11) 3913- 4025 / 4026 / 4027. De segunda a sexta das 09h00 às 18h00.

https://www.censoinclusao.sp.gov.br/PaginasPublicas/Default.aspx

quarta-feira, 14 de março de 2012

INCLUSÃO - REALIDADE OU UTOPIA?

Repasso este texto que recebi por email – desconheço a fonte.

Hoje (11/03/2012) saiu um artigo meu sobre Inclusão de Pessoas com Deficiência na Folha de São Paulo no Caderno de Empregos com o título "Uma reflexão sobre a inclusão de Pessoas com Deficiência: realidade ou utopia".

O objetivo do artigo é refletir sobre o cenário da Inclusão no Brasil e convidá-lo para participar de um evento sobre o tema. Mais informações sobre o evento no final deste post. Disponibilizo seu conteúdo aqui. Leiam, reflitam e comentem:

Uma reflexão sobre a Inclusão de Pessoas com Deficiência: Realidade ou utopia?
Quando o tema sobre Inclusão de Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho vem à tona, algumas questões são comumente levantadas, por exemplo: a dificuldade que as empresas têm em encontrar um profissional qualificado e a alta rotatividade.

Segundo o IBGE, o Censo de 2010 demonstrou que o Brasil tem uma população de 190 milhões de habitantes, destes, 23,9% (45 milhões) com alguma deficiência e 60% em idade economicamente ativa. Excluindo destes números aqueles já contratados chegamos à cifra de 8 milhões de pessoas com deficiência que buscam uma recolocação profissional, um número elevado de pessoas á disposição.

Então, por que é tão difícil encontrá-las? A questão não é onde encontrá-las, mas, quem as empresas buscam, pois, em boa parte das organizações a prioridade é contratar pessoas com deficiência ditas “leves” restringindo o recrutamento a um pequeno grupo.

Uma pesquisa do Instituto Ethos, nas 500 maiores empresas do país, revela que uma das maiores queixas é a baixa qualificação. Considerando que o tema inclusão vem sendo debatido mais fortemente nos últimos 20 anos e as dificuldades impostas pelo deslocamento, superproteção familiar, entre outras, é natural que haja uma defasagem de qualificação, porém, isto não pode ser usado como justificativa. A solução é as empresas assumirem esta qualificação, assim como fariam para um profissional sem deficiência cientificamente definida.

Por último, tem a questão da alta rotatividade. Segundo relatos, a Pessoa com Deficiência muda de empresa se o salário for pouco maior. Posso afirmar que este não é o ponto central.

Como a inclusão ainda não é cultural, muitas empresas atuam simplesmente para cumprir a Lei e evitar a multa e invertem o processo de inclusão. Contratam e a preparação do ambiente, posto de trabalho, gestores e colegas de trabalho, quando acontece, é realizada após a contratação. O que implicará diretamente na rotatividade destes colaboradores.

Para diminuir a rotatividade é necessário a implantação de ações de retenção de talentos ou como prefiro chamar “conquista de talentos”. Criar um Programa de Inclusão e implementar antecipadamente a acessibilidade em todos os seus níveis: arquitetura, posto de trabalho, recursos de comunicação, relacionamento , métodos e instrumentais. Informar, sensibilizar e preparar os gestores e colegas para receber as pessoas com deficiência, de forma a enxergarem a pessoa e não a deficiência, além de acompanhar o andamento do programa.

Quando ações de retenção não são tomadas, R$100,00 não fará diferença, pois, a dignidade e o respeito são fatores muito mais relevantes do que o financeiro.

Tais ações são perfeitamente possíveis de serem aplicadas. A prova são algumas empresas que já perceberão o valor agregado de implementar programas de inclusão reais e consistentes.

É o caso da Drogaria São Paulo que através da Fabiana Bertuzzi, responsável pela área de inclusão, apresentará no GPD – Grupo de Gestão de Pessoas com Deficiência da AAPSA, o Case de Inclusão e é este convite que faço a você leitor. Para participar deste excelente evento e trocar experiências que serão riquíssimas para seu dia a dia e para a inclusão como um todo.

EVENTO AAPSA - GPD (Gestão de Pessoas com Deficiência)
Dia 15 de março de 2012 das 13h30 às 17h00
Local: Faculdade Impacta de Tecnologia
Rua Arabé, 71 - Vila Clementino
Associados AAPSA - Gratuito
Não associados - R$ 50,00

Inscrições: http://www.aapsa.com.br/eventos/gpd-palestra-inclusao/

Outra fonte sobre o assunto: http://www.simposioestadopoliticas.ufu.br/imagens/anais/pdf/BP07.pdf

 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SEMINARIO REDES COMUNITÁRIAS - TIJUCA/RJ

Gratuito: Seminário Redes Comunitárias, dias 24 e 25 de novembro, no Sesc Tijuca

imageO programa Redes Comunitárias foi lançado pelo Sesc Rio há dez anos com uma proposta básica e eficiente: reunir mensalmente moradores de comunidades em situação de vulnerabilidade social, dar voz a todos, identificar o que estão procurando e o que têm a oferecer, juntando forças e buscando soluções, levantando ofertas e demandas e oferecendo mediação técnica para a efetivação de parcerias. Agora, o Redes Comunitárias chega aos dez anos de existência com números grandiosos: 400 comunidades beneficiadas, 14.500 participantes, mais de 1.500 organizações envolvidas e reuniões mensais em 11 unidades do Sesc Rio em todo o estado (Madureira, Tijuca, Santa Luzia, Niterói, Nova Iguaçu, Barra Mansa, Duque de Caxias, São João de Meriti, Ramos, Teresópolis e Nova Friburgo). Para comemorar a década de atividade, será realizado o Seminário Redes Comunitárias, nos dias 24 e 25 de novembro, no Sesc Tijuca.

O evento vai reunir lideranças, voluntários e organizações sociais que se articulam através das Redes Comunitárias. O ponto alto da programação são as palestras com convidados como o escritor, professor e criador da Escola de Redes Augusto de Franco; a mestre em engenharia de produção e criadora do Modelo Cultural de Cooperatividade Camila Santo, pela Coppe/UFRJ; o economista Sérgio Besserman; a empreendedora social Alice Freitas, criadora da Rede Asta; o jovem líder comunitário Rene Silva, criador do jornal “A Voz da Comunidade”, do Complexo do Alemão; e o presidente da Associação Brasileira de Captação de Recursos, Marcelo Estraviz. A mediação é da jornalista Sônia Araripe, editora de Plurale em revista e Plurale em site.

O seminário será uma celebração dos dez anos do Programa Redes Comunitárias, com o objetivo de trazer visibilidade e reforçar a identidade do Sesc Rio como o principal contribuinte para desenvolvimento comunitário do estado. Além de servir de referência para o terceiro setor, o programa foi objeto de estudo de uma pesquisa da Coppe/UFRJ baseada na ergonomia cognitiva, na Teoria das Redes Sociais e da Cooperação e no método de análise argumentativa. Queremos, agora, dar um passo à frente e disponibilizar o programa como uma excelente ferramenta de mediação entre as necessidades das comunidades e o investimento social privado – comenta a gerente de Responsabilidade Social Corporativa do Sesc Rio, Helen Pedroso.

Ao longo dos encontros, o Redes Comunitárias reuniu representantes de comunidades como Maré, Vila Cruzeiro, Alemão, Piscinão de Ramos e Manguinhos, entre outras, com atuação, também, na Baixada Fluminense, São Gonçalo, Niterói e interior. Durante o seminário, que será aberto ao público, haverá uma feira solidária com produtos de instituições que freqüentam as reuniões das Redes Comunitárias Sesc Rio. Espera-se um público entre 200 e 400 pessoas.

O seminário é voltado para lideranças, voluntários, ONGs, instituições comunitárias e do terceiro setor, órgãos públicos de assistência social e empresas com responsabilidade social. As metas do programa Redes Comunitárias para os próximos anos são aumentar a capilaridade de atuação no estado, fortalecer iniciativas sociais e comunitárias e contribuir para a sustentabilidade das iniciativas sociais.
O projeto Redes Comunitárias Sesc Rio.

Surgido em 2001, a partir do Seminário Ações Sociais Parcerias em Ramos, as Redes Comunitárias vêm promovendo encontros mensais em 11 unidades do Sesc Rio. Um dos seus méritos é ampliar articulações e parcerias sociais com metodologia simples e de fácil replicação. Em encontros mensais, o participante se apresenta e fala o que veio procurar e o que pode oferecer. O compartilhamento da lista de presença e dos classificados sociais (onde se divulgam as ofertas e procuras dos últimos encontros) amplia a possibilidade de parcerias, assim como o café oferecido aos presentes ao final dos encontros. Estima-se que o projeto tenha alcançado mais de 1.500 instituições ao longo de sua duração.


Seminário Redes ComunitáriasProgramação
24 de NOVEMBRO
9h – 9h30
Credenciamento - lanche
9h30 – 10h
Feira de Integração
10h – 12h30
Palestra de Abertura “Redes Sociais: Desafios à Cooperação”
Augusto de Franco e Camila Santo; mediadora Sonia Araripe
12h30 – 14h
Almoço
14h– 16h
Painel: Redes e Organização Comunitária
Samuca do CCHC / Vila Aliança e Lucinha do Banco Comunitário CDD
16h – 16h30
Café
16h30 – 18h
Painel: Jovens, Redes Sociais e Comunicação
Rene Silva - Voz da Comunidade e Silvana Vale - Banco da Providência
18h – 18h30
Apresentação musical Grupo Toque de Prima
25 de NOVEMBRO
9h00 – 10h
Feira de Integração
10h – 12h30
Palestra Plenária “Economia Solidária”
Sérgio Besserman e Alice Freitas rede ASTA; mediadora Sonia Araripe
12h30 – 14h
Almoço
14h – 16h
Encontro de Redes
1. Redes Comunitárias
2. Rede Comunicação
3. Desenvolvimento Comunitário
16h– 16h 30
Café
16h30 – 18h
Workshop - Captação de Recursos: cenários e fontes
Marcelo Estraviz - Presidente da ABCR e Ana Flávia Godoi - Núcleo ABCR Rio
18h – 18h30
Apresentação musical Grupo Jongo da Serrinha

SERVIÇO
Seminário Redes ComunitáriasDias 24 e 25 de novembro de 2011Sesc Tijuca: Rua Barão de Mesquita 539. Tel.: 3238-2100O evento é gratuito e aberto ao público.

http://www.redescomunitarias.org.br/

image

terça-feira, 17 de maio de 2011

ALBINISMO NO CINEMA

"Analuz": novo filme de Guilherme Motta trará protagonista albino

O ator Flávio André vive um catador de material reciclável.

Foto

O longa é baseado em fatos ocorridos na cidade de São Paulo, em 2008

O novo filme do diretor e roteirista Guilherme Motta, “Andaluz”, é o primeiro da história do cinema a ter um protagonista albino, o ator Flávio André. O longa é baseado em fatos ocorridos na cidade de São Paulo, em 2008. No elenco, estão os atores: Luciana Vendramini e João Signorelli.

A história fala de Andaluz (Flávio André), um carroceiro catador de material reciclável, albino, e solitário. Ele testemunha acontecimentos assombrosos no Mosteiro da Luz, quando uma parede interna do Museu de Arte Sacra é demolida para uma descoberta surpreendente.
Perturbado com sua descoberta, faz de tudo para desvendar o mistério, mas ninguém acredita em um simples morador de rua. O único que pode ajudá-lo é Marino (João Signorelli), misto de artista e jornalista, que compra de corpo de alma a briga do catador de materiais recicláveis.
Enquanto luta para desvendar o mistério do Mosteiro, ele mergulha em dúvidas e pesadelos que o fazem perceber que há uma verdade ainda maior que ele terá de enfrentar: a história de suas próprias origens, de sua própria vida.

Albinismo no cinema

Até onde foi possível pesquisar, nunca um albino foi protagonista de um filme. Em “Andaluz”, abre-se a possibilidade para a discussão das dificuldades especiais desse grupo, como visão subnormal e a necessidade de uso de filtro solar, deixando-os altamente propensos a problemas de pele. Tramita inclusive no Congresso lei que obriga o Estado a distribuição gratuita de filtro solar entre os portadores de albinismo.
Outro aspecto decorrente da doença é que muitos são afro-descendentes, o que cria um duplo preconceito, no lar e na sociedade, pois é comum o fato de rejeição paterna ao nascimento de um portador.

O Diretor

Guilherme Motta é formado em Comunicação Social, tendo atuado como editor de jornais e revistas e também como locutor. Tem em seu currículo participações nos longas metragens “Bahia de Corpo e Alma” e “Revoada”. Atua hoje como roteirista, diretor e editor e atualmente está montando o documentário “Sambenê”, produzindo a série “Aubiografia Digital” e escrevendo diversos roteiros para cinema e televisão.

Explicitando característica multimídia, tem ainda envolvimento com teatro e composição musical.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

CARTILHA DA INCLUSÃO

DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

“Esta cartilha trata das idéias e direitos relativos à inclusão. Traz também uma relação de serviços gratuitos da Região Metropolitana de Belo Horizonte, voltados para as pessoas com deficiência.

Tendo surgido da preocupação e da necessidade de estimular e divulgar os direitos das pessoas com deficiência, o texto pretende ser claro e de fácil consulta.

A inclusão é uma proposta, um ideal. Se quisermos que nossa sociedade seja acessível, que dela todas as pessoas com deficiência possam participar em igualdade de oportunidades, é preciso fazer desse ideal uma realidade a cada dia. A ação de cada um de nós, das instituições e dos órgãos, deve ser pensada e executada no sentido de divulgar os direitos, a legislação e implementar ações que garantam o acesso de todos.

Sabemos que mudar o contexto atual de uma hora para outra é impossível. Desejar uma sociedade acessível e se empenhar pela sua construção não pode significar o impedimento de acesso das pessoas com deficiência aos serviços atualmente oferecidos. Pelo contrário. Enquanto temos nossos pés na realidade, mantemos nosso olhar no ideal. Queremos, o quanto antes, inclusão! Igualdade de oportunidades para todos. Para que esta cartilha seja assunto do passado!

Informações no e-mail socincl@pucminas.br ou na Pró-reitoria de Extensão da PUC Minas, Av. Dom José Gaspar, 500, Bairro Coração Eucarístico, Belo Horizonte, Minas Gerais, Cep 30535-610 (Fones: (31) 3319-4975  /3319-4977)

A Comissão Organizadora”

O texto acima foi retirado na íntegra do material citado.

Para fazer o download do material clique aqui.

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