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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Como ler para bebês cegos?

Alessandra Roscoe usa perfume para falar das flores durante a leitura sensorial (Adriana Franzin/EBC)

É pequena a oferta de livros impressos em braile ou com áudio. Além disso, a alfabetização no método é mais complexa e lenta que no modo convencional.  Mas não é preciso saber ler nem ter livros adaptados para se tornar um leitor. Crianças muito pequenas são capazes de ler histórias de outras maneiras e com outros sentidos, no caso das que não enxergam. Acreditando nessa potencialidade, a escritora Alessandra Roscoe promove leituras para bebês cegos ou com deficiências visuais severas.

Ela usa vários artifícios sonoros, como instrumentos musicais, caixinhas de música, chocalhos e outros instrumentos criados para imitar barulho de chuva, de sininhos; cria ambientes envolventes, espalhando perfume quando fala de flores, por exemplo; oferece objetos para serem manipulados com diferentes texturas e cores, tudo para atrair a atenção dos pequenos. Nas oficinas, esses acessórios saem de dentro de um livro gigante e bem colorido (que também impressiona o olhar de quem tem a visão reduzida).

A textura é um elemento muito importante na leitura sensorial (Adriana Franzin/EBC)

Além de fazer a leitura com as crianças, a autora de mais de vinte livros infantis, também orienta os pais/mães e professores a estimular o hábito entre as crianças. Segundo ela, as dicas servem tanto para crianças com deficiência quanto para as que não têm:

- atentar para os cinco sentidos: a leitura pode ser uma experiência sensorial quando se experimenta usar sons, objetos para serem tocados, aromas e sabores de dentro do livro;
- permitir que a criança “entre” na história: para isso, é preciso tirar os elementos do livro, fazendo com que ela sinta que faz parte daquele mundo imaginário;
- respeitar o tempo da criança: os bebês têm um tempo de concentração, de atenção, reduzido e não adianta forçar. A leitura tem que ser prazerosa para ambas as partes;
- criar um ambiente propício para a história: um lugar calmo, uma música de fundo, de preferência sentados no chão, sob um tapete e de bom humor;
- sempre ter um livro na mão: porque assim a criança associa aquele momento gostoso, de afeto, de atenção, de carinho dos pais ao prazer que o livro traz.

De acordo com Alessandra, também é muito importante que o adulto conheça a história e leia o livro antes: “Quem está lendo, tem que se apropriar da história porque esse sentimento de intimidade com a história é percebido pela criança”. Ela adiciona que não faz diferença se a leitura é feita à risca ou se há improvisações. “O importante é fazer com que a criança sinta que toda aquela magia está saindo das páginas do livro”, afirma.

Para “tirar” os personagens do livro, a dica é usar o que se tem em casa: “Eu sei que ninguém tem um livro gigante desses em casa. Mas você pode escolher um personagem de um livro e pegar uma meia colorida, por exemplo, para representá-lo. Esse simples recurso faz com que as crianças interajam com a história”.

Há livros que já trazem recursos impressionantes, como pop-ups ou texturas (Adriana Franzin/EBC)

A mãe do Miguel, de 1 ano e 2 meses, Mariana Pagotto, participou de uma oficina oferecida por Alessandra Roscoe no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais do Distrito Federal. A experiência a incentivou: “Lá em casa, a gente lê bastante, mas é mais uma brincadeira. Ele nunca tinha prestado atenção em uma história como fez aqui. Agora, eu fiquei com vontade de fazer um livrão desses lá em casa”.

As oficinas e as leituras fazem parte do projeto Festival de Leitura Itinerante do Uniduniler – Todas as Letras, coordenado por Alessandra Roscoe. O evento, que já teve duas edições no DF leva a leitura, com escritores conhecidos e de vários lugares do país, para creches, escolas, asilos, lugares públicos e da periferia de Brasília, tudo de graça, com o objetivo único de promover o hábito da leitura.

Fonte: http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2013/10/como-ler-para-bebes-cegos

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Deficiente visual entra na universidade

 

Jorge Neris completou o ensino médio já adulto e conquistou uma vaga na Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Aos 36 anos, o baiano Jorge Neris foi diagnosticado com glaucoma. Era a primeira vez que ia ao oftalmologista. Jorge passou por diversos exames, um tratamento doloroso e uma cirurgia para tentar conter a pressão do olho, primeiro em um deles, depois nos dois, até que perdeu totalmente a visão em 2010, pouco depois de ter retornado à sala de aula para completar o ensino médio.

O diagnóstico não o impediu de seguir os estudos, e três anos depois, passou no vestibular. A boa notícia chegou agora em setembro, com a lista de aprovados em primeira chamada para o segundo semestre de Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Assim que apareceram os primeiros sintomas da doença, Jorge procurou o Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual (CAP/SSA) de Salvador, por meio da Associação Baiana de Cegos (ABC). Foi no centro que decidiu voltar a estudar. De família humilde - a mãe não se alfabetizou -, Jorge deixou a escola aos 20 anos, em 1980, quando cursava o 1º ano do ensino básico, que corresponde atualmente ao 1º do ensino médio. “Sempre foi o sonho de minha mãe que eu continuasse estudando. Com o incentivo do pessoal do CAP, resolvi que tentaria realizar o sonho em memória dela, já falecida”, conta.

Na época da decisão, Jorge tinha deficiência visual parcial. No CAP, aprendeu o sistema de leitura braile, a caminhar usando a bengala e até o Soroban, técnica de cálculo que utiliza esferas.

Passados 25 anos desde que deixou a escola, e determinado a concluir os estudos, ele ingressou no curso gratuito de Educação de Jovens e Adultos do Colégio Antônio Vieira (Ejacav), na fase correspondente à 7ª série do ensino fundamental regular. Foi em meio a esse processo, em 2010, que ficou cego. Mas continuou firme na busca do sonho pela vaga na universidade. “Quando perdi totalmente a visão, foi fundamental o apoio de professores e colegas. Muitas vezes, colegas me esperavam no ponto de ônibus para ajudar, quando marcávamos grupos de estudos aos finais de semana”, lembra.

Jorge recorda com muito carinho os anos de estudo no Colégio Antônio Vieira. Na comemoração dos 100 anos da instituição, foi convidado a representar todos os alunos do EJACAV. “Percebi que todos os colegas eram exemplos de superação, cada um com sua história, o que se transformou em um ótimo incentivo para que eu nunca desistisse”, completa.

Paizão da turma

Após completar o ensino médio, não quis encerrar a busca por conhecimento e passou a frequentar o cursinho Pré-Vestibular Social da ONG Pierre Bourdieu. Na turma, adolescentes que partilhavam do mesmo sonho: entrar para a universidade. A diferença de idade e a deficiência de Jorge o fizeram sentir deslocado no início, mas logo a receptividade dos novos colegas fizeram sentir-se à vontade. “Quando percebi o respeito com que aqueles adolescentes me tratavam e o quanto queriam me ajudar, acabei virando o paizão da turma. Ao passar no vestibular, alguns prometeram me encontrar na universidade. Como poderia desistir depois dessa promessa?”, conta orgulhoso.

Quanto à escolha do curso, o estudante diz que foi no Ejacav que sua paixão pela área começou, em trabalhos feitos para a aula de sociologia. Aprender sobre o contexto histórico da sociedade e o desenvolvimento e comportamento da sociedade como um todo o fascina. “As relações sociais sempre me ajudaram e são importantíssimas para minha inserção no mundo acadêmico. Quero aumentar meu conhecimento nessa área”, diz o calouro.

O desafio do braile

A leitura braile é uma ferramenta importante na viabilização dos estudos a deficientes visuais. Cerca de 170 vezes mais lenta do que a leitura regular, demanda uma concentração grande. O estudante admite que se saía melhor quando liam para ele. “O braile foi, para mim, o início de tudo. Se não fosse ele, eu não teria a perspectiva de entrar nos meios escolar e acadêmico. Mas como é preciso uma concentração maior, eu assimilava melhor os conteúdos quando os escutava”, conta.

Atualmente, com o avanço da tecnologia, os estudos para deficientes visuais ficaram mais rápidos e fáceis, especialmente com a ajuda da plataforma NDVA (Non-visual Desktop Access), que possibilita a leitura de tela para cegos.

Adaptação

Para Jorge, a ajuda de colegas e professores foi essencial para sua reinserção na escola. “No dia a dia, preciso da ajuda das pessoas o tempo inteiro. Para atravessar a rua, para pegar um ônibus. Não é diferente na hora de estudar. Os grupos de estudo com meus colegas eram essenciais para que eu entendesse melhor a matéria”, conta.

O processo de adaptação à sua nova condição começou quando ainda possuía baixa visão, o que facilitou sua aceitação. Com a perda total da visão, sua maior dificuldade, conta, foi a utilização da bengala, pois tinha vergonha dos vizinhos o verem com ela. “Ralei muito a canela para aprender a usar a bengala. Tinha um pouco de resistência, mas precisei vencer essa barreira para ganhar mais independência na mobilidade, para não perder as atividades do CAP.”

Jorge vê os estudos como uma alavanca para que o deficiente visual se adapte à nova realidade com maior facilidade. “A melhor forma de conquistar objetivos é através dos estudos. A ciência avança surpreendentemente, mas precisa que alguém estude. Podemos descobrir instrumentos que facilitem a vida de deficientes visuais”, sonha. Determinado, Jorge combate a ideia de que a inclusão seja apenas uma forma assistencial de reinserção. Afirma que o deficiente tem de estar no meio acadêmico por querer adquirir o conhecimento com esforço e capacidade, não só porque é deficiente.

Preconceito

Jorge acredita que não existe preconceito pior do que o do próprio deficiente visual. “Quando o deficiente acredita que não pode levar uma vida normal, ele perde o estímulo. Esse preconceito é o primeiro que deve ser combatido. Independentemente de ser cego, sou vivo. Posso viver, posso estudar. Como homem e cidadão, contribuo para o desenvolvimento do país no qual nasci”, afirma.

Garante que prestou a prova como qualquer outro aluno. A única diferença é que tinha direito a um ledor, pessoa que lia a prova para que ele respondesse. Jorge faz questão de ressaltar que respondeu à mesma prova dos outros candidatos. A transcrição das respostas é feita exatamente como o candidato as fala. Se os acentos ou pontuação não forem falados, o ledor não os transcreve.

Para Jorge, ainda faltam cuidado e sensibilidade com os cegos de boa parte da sociedade. “Às vezes me pergunto se eu que estou cego ou as pessoas em geral. Uma vez estava subindo em um ônibus com a bengala e um moço me atropelou, quebrou minha bengala e nem sequer pediu desculpas. Por outro lado, já encontrei pessoas maravilhosas que chegavam a atravessar a rua para me ajudar”, cita.

Ávido de conhecimento, o novo universitário baiano não contém a alegria e ansiedade para que se iniciem logo as aulas. “Os desafios estão aí para ser encarados e superados. Terei de acordar às 4 da manhã para conseguir chegar na faculdade no horário da aula. Mas não me sinto no direito de desistir, pois muita gente não consegue chegar onde cheguei”.

Fonte: Terra

domingo, 1 de setembro de 2013

'Sou apaixonada por ensinar', diz professora de inglês deficiente visual

Josiele Lima dribla desafios da deficiência para dar curso de formação.
Turma foi formada há seis meses e utiliza livros e material em braile.

Josiele ensina inglês a estudantes com deficiência visual (Foto: Jéssica Balbino/ G1)

Josiele ensina inglês a estudantes com deficiência visual (Foto: Jéssica Balbino/ G1)“I help you to study. Eu te ajudo a estudar”. É assim, no esquema de tradução, que funcionam as aulas da professora de inglês da professora Josiele de Lima, de 26 anos em Poços de Caldas (MG). Mas quem vê a jovem ensinar a língua estrangeira não imagina os obstáculos que ela teve que superar para se tornar professora.

Prematura de seis meses, ela teve a retina queimada por excesso de oxigênio ainda na incubadora e perdeu 100% da visão, mas nunca desanimou por causa da deficiência. “Estou apaixonada por ensinar”, afirma ao ser questionada sobre a profissão que assumiu há seis meses. Duas vezes por semana, ela se desloca do bairro onde vive para o Centro da cidade para dar aulas em uma turma mista e “especial”, formada apenas por deficientes visuais.

Para Josi, como é conhecida, a oportunidade de lecionar não é apenas prazerosa, como desafiante. “Eu gosto bastante, mas também acho que é um desafio e tanto passar o que sei para outras pessoas. Estou muito feliz porque o conhecimento que passo está sendo absorvido pelos alunos e o fato de ser uma turma de deficientes visuais nos coloca no mesmo nível, no entanto, eu pretendo lecionar para turmas regulares também”, pontuou.

A ideia da escola é garantir o acesso ao ensino e por isso, em parceria com a Associação de Assistência aos Deficientes Visuais (AADV), que fornece livros em braile, montou uma turma com alunos bolsistas, conforme explicou a coordenadora da instituição, Michelle Franco. “Nós queremos garantir ao acesso das pessoas ao ensino e convidamos a Josi para dar estas aulas, já que ela e os estudantes estão na mesma condição e o ensino flui até melhor, mas nossa ideia é também que ela ministre aulas para turmas de alunos videntes, como são chamados os que enxergam normalmente”, comentou.

Aprender inglês vai abrir mais portas"

As aulas
Durante as aulas, os estudantes que possuem deficiência utilizam livros em braile e os que têm baixa visão utilizam o material ampliado. As correções das lições são feitas por e-mail e a expectativa é de que eles façam um módulo por semestre.

Para quem frequenta as aulas, essa é uma oportunidade de ampliar os conhecimentos e agregar valor ao currículo, como disse o estudante João Gabriel Lopes do Val. “Aprender inglês vai abrir mais portas na minha vida. Vou ter uma vantagem no mercado de trabalho para quem não fala inglês”, disse.

Quem também acredita nisso é a doceira Giane Cancian, de 38 anos. Ela confessa que antes não tinha tido vontade de cursar inglês. “Eu tinha uma resistência muito grande por causa do inglês da escola regular, mas agora, com uma turma específica, estou me sentindo muito a vontade e aprendendo rápido  também”, pontuou.

Aulas acontecem duas vezes por semana em Poços de Caldas (Foto: Jéssica Balbino/ G1)Aulas acontecem duas vezes por semana em Poços de Caldas (Foto: Jéssica Balbino/ G1)

Trajetória
As oportunidades nem sempre surgiram facilmente na vida de Josiele. Na infância, ela frequentou a AADV para ser alfabetizada em braile e a partir dos sete anos, entrou na escola regular. Em seguida, conseguiu uma bolsa de estudos de 100% na universidade, onde fez Letras. Para isso, precisava viajar diariamente cerca de 40 km, de Poços de Caldas a
São João da Boa Vista (SP), onde fica o campus.

“Era um pouco mais complicado do que hoje porque não tínhamos tanta tecnologia. A tecnologia ajuda muito quem tem deficiência visual. Mas, o mais difícil mesmo é quebrar a barreira do preconceito, já que muitas pessoas acham que os deficientes não são capazes, mas nós somos”, pontuou.

Prova disso é que a contrapartida para estudar na universidade era integrar um projeto de inclusão, onde ministrava aulas de braile e computação para deficientes visuais e também para pessoas que enxergam.

Atualmente, ela mora com os pais, vai até o trabalho de ônibus e pratica diferentes atividades, além de se preparar para cursar pós-graduação em educação especial.  “Eu costumo brincar que a única coisa que nós, deficientes visuais, não podemos fazer é dirigir, o restante, tudo é possível”, disse.

Por isso, Josi incentiva as pessoas a ‘enxergarem’ para além dos preconceitos e a lutarem pelo que desejam. “Se eu puder dizer algo para alguém, diria para que não fiquem trancafiados em casa, valorizando apenas os problemas e achando que a vida acabou. Tem que dar a volta por cima e ir à luta”, finalizou.

Fonte: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2013/09/sou-apaixonada-por-ensinar-diz-professora-de-ingles-deficiente-visual.html

domingo, 25 de agosto de 2013

UFMG lança curso gratuito sobre Dislexia

Dificuldade em ler frases simples, se atrapalhar com os sons ou significados das palavras. Em turmas numerosas, muitos professores talvez não consigam identificar que situações como essas podem ser muito mais do que um mero desnivelamento entre alunos, mas algumas das características da dislexia. Considerada um distúrbio e não uma doença, a dislexia é um transtorno manifestado na aprendizagem da leitura e escrita dos estudantes. Por ser invisível a muitos educadores, a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) em parceria com o Instituto ABCD lançaram uma plataforma de formação online gratuita para professores. O ambiente virtual vai oferecer desde conteúdos básicos sobre o tema, formas de identificar o distúrbio e de adquirir técnicas para ensinar leitura, soletração e escrita até apontar como melhorar o ambiente escolar, fazendo com que os estudantes lidem com suas dificuldades específicas em concentração, memória e organização.

O curso foi desenvolvido a partir da versão criada originalmente pela Dyslexia Internacional e autorizado pelo Ministério de Educação Superior, da Pesquisa Científica e das Relações Internacionais da comunidade francófona belga. O material foi financiado pela Unesco e lançado em quatro de suas seis línguas oficiais: árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.

No Brasil, o conteúdo direcionado ao treinamento dos professores foi trazido pela UFMG, que, em parceria com o Instituto ABCD, adaptou-o para a língua portuguesa e lançou a plataforma. Os conteúdos podem ser acessados no link http://dislexiabrasil.com.br.

Fonte: Porvir

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Pais de crianças autistas divergem sobre educação especial

Familiares de pessoas com autismo estão organizando, para daqui a duas semanas, um grande ato, em Brasília, para pressionar o governo pelo direito de educarem seus filhos em casa ou em instituições específicas.

O movimento encontra resistência dentro do próprio universo de pais com filhos autistas. Há associações que defendem que o caminho para a maior socialização é por meio da educação regular.

A divisão veio à tona após a presidente Dilma vetar, na lei que iguala direitos de autistas aos de demais pessoas com deficiência, trecho que deixava aberta a possibilidade de a educação do grupo ser realizada de acordo com necessidades específicas.

"O autismo se manifesta em diferentes graus, o que vai gerar demandas diferentes. Não é possível tratar tudo na mesma normativa", diz Berenice Piana, mãe de um jovem com autismo e uma das principais responsáveis pela aprovação da lei.

Entre as alegações dos que apoiam a educação segmentada estão a exposição dos filhos ao bullying, a falta de estrutura e capacitação de professores nas escolas regulares e a imprevisibilidade das ações das crianças, que podem inclusive ser violentas, dentro da sala de aula.

Apaes em todo o país dão fôlego ao pleito de quem defende a educação especial. A instituição é a mais tradicional do país no trato com pessoas com deficiência intelectual tanto em aspectos educacionais como em terapias.

RECURSOS

Pelo Plano Nacional de Educação, em avaliação no Congresso, instituição nenhuma poderá, a partir de 2016, receber recursos públicos para fornecer ensino exclusivo a grupos com deficiência como autistas, downs ou paralisados cerebrais, como no caso das Apaes.

"O mundo moderno exige toda criança na escola e o governo investiu em leis e procedimentos que levassem o país a esse patamar. Se a criança não puder ir à escola por motivos médicos sérios, a escola deve ir à criança", afirma o psicólogo Manuel Vazquez Gil.

Ele tem um filho com autismo em grau severo e que estuda no ensino regular.

O MEC (Ministério da Educação) defende que é inconstitucional a manutenção das escolas especiais, uma vez que o Brasil é signatário de convenção internacional que determina a educação inclusiva, fornecendo os governos as condições para isso.

"Os pais precisam ter o direito de escolha de onde querem educar seus filhos. Eles são os melhores especialistas, vivem o problema no dia a dia", declara Piana.

Na política de educação inclusiva do MEC estão previstas ações "intersetoriais" para atender os casos mais graves de pessoas com deficiência na escola, que envolvem auxílio de acompanhantes, atenção à saúde e ensino complementar.

Os contrários à obrigatoriedade do ensino regular afirmam que, na vida prática, a educação inclusiva não tem efeito para pessoas com autismo em grau severo, que não aprendem à contento e na escola ficam longe de cuidados da família ou de profissionais habilitados.

A secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Linamara Battistella, avalia que o debate em torno da educação de autistas não pode ser generalizado e precisa de mais espaço.

"O conceito da educação inclusiva é para o que trabalhamos, mas é preciso particularizar o que exige um cuidado diferenciado. Em caso de autistas com grave dependência, talvez a escola convencional não seja o melhor lugar."

Já a secretária municipal da mesma pasta, Marianne Pinotti, defende que a escola regular crie condições, com a ajuda dos pais e de especialistas, para o atendimento de qualquer criança, de acordo com suas necessidades.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/08/1328082-pais-de-criancas-autistas-divergem-sobre-educacao-especial.shtml

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

China impede crianças com deficiência de terem acesso à educação, informa organização de direitos humanos

De acordo com relatório, escolas estão barrando estudantes com autorização do governo

Leitura Braile

Segundo a organização, governo chinês passou diretrizes que permitem a instituições de ensino restringir ou barrar o acesso de estudantes com deficiências físicas ou mentais

Crianças com deficiência enfrentam obstáculos significantes no acesso à educação na China, e um número considerável delas sequer recebe instrução. É o que aponta relatório do Human Rights Watch, organização internacional independente voltada à defesa e à proteção dos direitos humanos.

De acordo com informações publicadas no site da organização, o governo chinês passou diretrizes que permitem às universidades restringir ou barrar o acesso de candidatos e estudantes com determinados tipos de deficiências físicas ou mentais.

Segundo apurou a organização junto ao governo local, existem pelo menos 83 milhões de pessoas na China com algum tipo de deficiência. Mais de 40% delas são analfabetas. Ainda de acordo com o relatório, enquanto o governo chinês tenta mostrar que todas as crianças estão matriculadas na escola primária, entre as  deficientes, segundo o relatório, 28% não têm acesso à educação à qual teriam direito.

O documento, de 75 páginas, informa quais são os problemas enfrentados por crianças e jovens com algum tipo de deficiência nas grandes escolas de suas comunidades. O material foi baseado em mais de 60 entrevistas, em sua maioria com crianças e jovens portadores de deficiência e seus pais, além de tomar como base dados do governo.

O governo chinês adotou regulamentações e regras para a educação de portadores de deficiência, prometeu aumentar a taxa de matrícula de crianças e cancelou mensalidades escolares para algumas delas. No entanto, segundo o relatório, algumas escolas estão negando a admissão desses estudantes, pressionando-os para sair ou até mesmo deixando de fornecer salas de aula apropriadas para ajudá-los a superar as barreiras relacionadas às suas deficiências.

Sophie Richardson, diretora da Human Rights Watch na China, confirmou que as escolas têm recusado o atendimento às crianças com deficiência.

— As crianças com deficiência têm direito de serem atendidas em escolas regulares como todas as outras crianças, e têm direito a suporte para suas necessidades específicas de aprendizagem. Mas em vez disso, algumas escolas falham ou simplesmente recusam providenciar a esses estudantes o que eles precisam.

Em uma decisão importante, o governo chinês confirmou A Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (ou CRPD, na sigla em inglês) em 2008, que obriga o desenvolimento de um sistema de educação inclusivo no qual o modelo é totalmente acessível a crianças com deficiência e no qual elas brincam e aprendem juntamente com outras crianas. Pesquisas revelaram que estudantes portadores ou não de deficiência obtêm melhores resultados acadêmicos em ambientes inclusivos, quando recebem suporte adequado.

Atualmente, crianças deficientes são excluídas das escolas regulares a menos que consigam demonstrar "habilidade para se adaptar" ao ambiente físico e ao modelo de ensino das instituições. Embora um modelo inclusivo não possa ser estabelecido da noite para o dia, o governo chinês não possui uma estratégia clara e consistente na direção da inclusão, e emprega poucos recursos para educar estudantes com deficiência nas escolas regulares.

O estudo revela também a falência da Federação Chinesa das Pessoas com Deficiência e do ministro da Educação local, em combater a discriminação, garantir acomodação razoável nas escolas regulares e informar pais e crianças com deficiências de seus direitos e opções educacionais.

A organização internacional afirma que a China descumpre o estabelecido na Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência) e pede que o governo local estabeleça uma política de acomodações em sala de aula de acordo com a convenção, que apresente um mecanismo de monitoramento e forneça uma reparação efetiva em casos de discriminação, além de desenvolver programas de extensão para apoiar os pais das crianças com deficiência para que sejam informados sobre os direitos de seus filhos e opções de educação.

Fonte: http://noticias.r7.com/educacao/noticias/china-impede-criancas-com-deficiencia-de-terem-acesso-a-educacao-informa-organizacao-de-direitos-humanos-20130717.html

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Alunos com deficiência continuam sem ir às aulas em Itapetininga, SP

23/06/2013 10h37 - Atualizado em 23/06/2013 10h37

Situação é enfrentada pelas famílias há dois meses.
Segundo prefeitura, processo de transporte está em licitação.

Do G1 Itapetininga e Região

Alunos  de alguns bairros da Zona Rural de Itapetininga (SP) estão sem frequentar as aulas desde abril de 2013. O estudantes especiais, que frequentam a Apae e o Centro de de Pesquisa e Reabilitação Visual, o Ceprevi, não contam mais com o transporte especial que era oferecido pela prefeitura.

De acordo com os pais dos alunos, o benefício foi cortado sem aviso prévio e voltaria a ser utilizado no dia 1 de maio, mas até o momento nada mudou.

Segundo a escriturária, Rita Almeida de Freitas, que é mãe de Marco Antônio e moradora do bairro Gramadinho,, o  jovem é portador de síndrome de down e frequentava a instituição há 19 anos. “Em todos esse anos ele nunca ficou sem frequentar. Ele sente muita falta”, explica.

Estudantes estão sem transporte escolar em Itapetininga (SP). (Foto: Reprodução TV TEM)

De acordo com a dona de casa, Joselene de Souza Souto, mãe de uma menina de 8 anos portadora de deficiência visual, ficar sem o transporte é prejudicial. A menina frequentava o Ceprevi  desde janeiro de 2013 e está perdendo o tratamento.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Itapetininga, a linha de transporte dos alunos da zona rural matriculados na Apae está em processo de licitação. Ainda segundo a assessoria, a Secretaria Municipal de Educação deve viabilizar temporariamente um veículo da prefeitura para atender aos alunos, mas a data não foi informada.

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Estudantes estão sem transporte escolar em Itapetininga (SP). (Foto: Reprodução TV TEM)

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2013/06/alunos-com-deficiencia-continuam-sem-ir-aulas-em-itapetininga-sp.html

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Aluna deficiente precisa de colo

2/06/2013 05:48

Elevador de escola foi depredado por vândalos que invadiram um colégio da Zona Sul, no início do ano ADRIANA CHAVES
especial para o diário

Um elevador quebrado se tornou um transtorno na vida de uma aluna com deficiência física da EE (Escola Estadual) Feitiço da Vila, no Capão Redondo, Zona Sul. Desde que o equipamento parou de funcionar, Yezza Sousa, de 16 anos, estudante do 2 ano do ensino médio, precisa ser carregada pelos colegas para subir ou descer algum dos três andares da escola.

Segundo Yezza, vândalos depredaram o elevador no início do ano. “Os meninos me levam no colo, correndo perigo de cair. Sem contar que é chato ficar dependendo dos outros. Se pelo menos tivesse rampas, seria mais tranquilo.”

Problema A aluna tem um problema congênito e usa próteses nas duas pernas desde bebê. Ela consegue caminhar, mas o movimento de dobrar as pernas é prejudicado. Yezza estuda no colégio há dois anos, desde que concluiu o ensino fundamental em um CEU da região. “Nunca tive problemas antes do elevador quebrar.”

Ela disse que estava estudando no 2 andar e anteontem, dia em que o DIÁRIO fez o primeiro contato com a escola, a turma foi transferida para o térreo. Mesmo assim, seu acesso a outras áreas da escola, como o laboratório, continua limitado. “Teríamos de ir às salas dos professores, mas eles vão na nossa por minha causa.”

Fonte: http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/51955/Aluna+deficiente+precisa+de+colo

Respeito ao diferente

Quinta feira, 13 de junho de 2013

A resistência de algumas escolas públicas em aceitar alunos portadores de deficiência, revela na verdade a grande dificuldade que muitos têm em olhar e aceitar o diferente. Isso é sempre um desafio para boa parte das pessoas, seja lá a diferença com que tenham que lidar, principalmente se isso diz respeito ao que entendem e aceitam como “normal”.

É sabido que há tempos atrás muitas famílias que tinham em seu meio pessoas deficientes, acabavam por torná-las reclusas, mais pelo fato da não aceitação dos outros – daqueles que consideram ‘normais’ – do que pela incapacidade de aprendizado e convivência dos deficientes, até porque sabe-se que eles não são incapacitados, têm apenas um ritmo diferente de aprendizado. Nessa época, alunos deficientes fora das escolas ditas ‘especiais’ era algo totalmente descartado; em escola pública, então, nem pensar. E nem todos podiam ter acesso às escolas especiais. Reflexo da dificuldade de se olhar e aceitar o diferente.

Hoje, o panorama é outro, mas a diferença está mais na forma como as famílias aprenderam a encarar e escancarar aquilo que muitas vezes era tratado como tabu. Elas aprenderam que os filhos deficientes são pessoas normais, apenas com algumas limitações. Pessoas que merecem respeito e que têm os mesmos direitos que qualquer cidadão. A sociedade também aprendeu a conviver com os que considera diferente, mas esse aprendizado ainda está apenas começando. Há muito por fazer. Exemplo disso é o despreparo e a falta de vontade de muitos diretores e professores de escolas públicas de promover a inclusão dos deficientes.

Causa revolta e tristeza essa situação, afinal os educadores deveriam ser os primeiros a batalhar por essa inclusão. É uma tarefa difícil, mas os resultados, com certeza, são compensadores. Optar pelo mais fácil, como muitas escolas estão fazendo ao não aceitar os deficientes, não demonstra somente despreparo, mas também preconceito em relação ao diferente.

Educar é antes de mais nada respeitar a individualidade de cada um, com todas as diferenças que possa ter. Talvez, esses diretores e professores que insistem na não inclusão dos deficientes, tenham que repensar os seus conceitos de educar, ou quem sabe trilhar caminho em outra profissão.

*TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião do Diário

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=433441

domingo, 9 de junho de 2013

Einstein lança cursos gratuitos na área de saúde

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O Hospital Albert Einstein lança, amanhã 15/5, uma plataforma de cursos on-line gratuitos na área de saúde. Inspirado em gigantes como o Coursera – que no ano passado ganhou destaque no mundo ao oferecer Moocs dessa área –, o centro médico, considerado um dos mais importantes da América Latina, passa a oferecer 30 cursos de capacitação profissional para médicos e enfermeiros, ministrados pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. A meta é chegar até 200 cursos, em 2014.

“Decidimos acabar com esse conceito de ensino proprietário, guardado entre quatro paredes. Percebemos que havia no hospital uma série de conteúdos de alta qualidade, que se restringiam ao público interno, mas que poderiam ser de interesse comum a vários profissionais e intuições do país”, afirma Felipe Spinelli, diretor de ensino do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa.

De acordo com Spinelli, ao longo do ano, o instituto, que desenvolveu mais de 400 cursos na área para formação interna de seus funcionários, irá disponilizar, gradativamente, 200 deles na plataforma. “A intenção é que esse conteúdo possa viralizar pelas instituições de ensino de saúde, escolas técnicas, entre outras, para que usem esses materiais de qualidade para treinar seus profissionais e alunos, para melhorar a assistência médica. E isso também vale para qualquer outro profissional interessado em aprender autonomamente”, diz.

A primeira leva contará com 30 cursos. Alguns deles, sobre amamentação, prevenção e controle de infecção, emergências obstétricas, dengue, sepse [tipo de infecção gerada por germes], protocolo de AVC (Acidente Vascular Cerebral), entre outros.

cursoseinstein

A plataforma terá cursos teóricos, que serão oferecidos a partir de animações e imagens, com indicações sobre procedimentos e práticas.

Segundo Júlio Cesar Martins Monte, gerente médico de ensino do Einstein, esses cursos ajudarão muitos profissionais a se atualizarem no diagnóstico precoce e a aprender como lidar com inúmeras doenças, como o AVC – que é considerada a primeira causa de morte no Brasil. “Cada minuto é decisivo. A abordagem depende do tempo e da sincronicidade entre os funcionários, para que haja sinergismos dentro de uma entrada de emergência até chegar ao setor de hemodinâmica”, afirma o médico.

A plataforma, que servirá como uma espécie de repositório de conteúdos, terá cursos teóricos, que serão oferecidos a partir de animações e imagens, com indicações sobre procedimentos e práticas. “Os conceitos são teóricos básicos, mas dão apoio aos estudantes para que eles verifiquem se estão, na prática, executando os procedimentos de maneira correta”, diz Spinelli. O projeto contempla também webconferências, como a UTI Compartilhada, que compartilha práticas e protocolos com profissionais de saúde de todo o país.

Os cursos poderão ser acessados sem nenhuma restrição, durante qualquer horário e período – seja um dia ou durante meses. Os estudantes também podem escolher ou não realizar as provas. Mas só recebe o atestado de conclusão do curso o estudante que passar nos testes e tiver um tempo mínimo de permanência no sistema. “O certificado, no entanto, não tem peso acadêmico que equivalha a horas de treinamento de cursos de graduação e pós-graduação”, pontua Spinelli, que espera galgar novos passos. “Nosso sonho é que esses cursos possam servir de crédito no futuro. Agora estamos dando o primeiro passo, que é abrir o conteúdo.”

Ainda segundo ele, a inspiração do projeto, que agora começa a ganhar corpo, vem das ações que acontecem em grandes universidades como MIT, Stanford, entre outras. Aqui no Brasil, no fim do mês passado, foi a vez da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) lançar sua plataforma de conteúdos abertos.

Acesse os cursos aqui.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Alunos surdos podem cursar ensino regular na rede pública de Imperatriz

12/04/2013 15h26 - Atualizado em 12/04/2013 15h27

 

No município existem cerca de 500 surdos, de acordo com a associação.
Escola bilíngue oferece cursos profissionalizantes e apoio às famílias.

Alunos surdos de Imperatriz vão ter oportunidade de cursar o ensino regular nas escolas da rede publica. Segundo a Associação dos Surdos de Imperatriz, no município existem cerca de 500 surdos, mas esse número pode ser maior, já que muitos deficientes auditivos vivem praticamente isolados, apenas no convívio familiar.

“Nós sabemos que os surdos são minoria linguística dentro da própria família, e se a família não aprende a língua de sinais, pode criar uma barreira com essa pessoa. Isso é péssimo”, diz a vice-presidente da Associação dos Surdos de Imperatriz, Maria Ivanilde de Oliveira.

Durante mais de duas décadas de atuação a Associação conseguiu firmar parcerias importantes com outros setores da sociedade. Mesmo assim, algumas metas ainda precisam ser alcançadas. Uma delas é conseguir que todos os surdos assistidos pela associação sejam bilíngues. Isso ocorre quando a comunicação é feita com a língua de sinais, quanto na modalidade escrita ou oralizada.

Uma das parcerias da Associação dos Surdos é com a escola bilíngue. Por meio da associação, a escola oferece cursos profissionalizantes e apoio às famílias. O objetivo é contribuir com a inclusão dos surdos na sociedade e no mercado de trabalho.

Na escola bilíngue de Imperatriz existem alunos matriculados desde a Educação Infantil até o quinto ano do Ensino Fundamental. Na escola, os alunos aproveitam o contra turno para participar das atividades oferecidas na sala de recursos.

A associação dos Surdos de Imperatriz oferece gratuitamente o curso de libras para familiares dos surdos buscando com isso promover a comunicação necessária também no ambiente familiar o que muitas vezes não acontece.

Fonte: http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2013/04/alunos-surdos-poderao-cursar-ensino-regular-na-rede-publica-de-imperatriz.html

terça-feira, 7 de maio de 2013

São Bernardo oferece escola para surdos

  segunda-feira, 15 de abril de 2013 18:45

A rede de ensino de São Bernardo inclui cada vez mais crianças, jovens e adultos com deficiência auditiva nas Escolas Municipais de Educação Básica (Emebs) da rede. Desde 2011, a Secretaria conta com três escolas polos, sendo uma na educação infantil e duas no ensino fundamental, além dos alunos do Centro de Qualificação Profissional (CQP), atendidos pelo programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Localizada na Vila Euro, a Emeb Professora Neusa Macellaro Moraes, é uma das unidades polo do ensino fundamental, com nove alunos surdos matriculados. Para a dirigente de ensino da unidade, Lucília Aparecida Rodrigues, a inclusão de crianças com deficiência auditiva no ensino regular transforma a vida de todos os envolvidos.

"Os ganhos são imensuráveis. Pais, professores e alunos convivem com uma constante troca de experiências. Desde cedo nossas crianças aprendem a viver com o diferente e multiplicam o conhecimento", explica a vice-diretora da Emeb.

Daniela Cezar de Oliveira, do 3º ano do ensino fundamental, é um exemplo dos benefícios dessa modalidade de educação. Foi graças a esse atendimento personalizado por parte de equipe da escola que a mãe da aluna, Marina Cezar de Oliveira, recebeu da professora um bilhete com o seguinte texto, "mãe, fala para Daniela parar de falar", um recado inusitado para uma menina surda.

De acordo com a mãe, foi um momento de grande alegria. "Não me contive de tanta felicidade e comecei a chorar. Graças ao ensino de Libras na escola e o esforço dos professores, tenho certeza que minha filha terá uma vida normal", ressalta dona Marina.

Já Fabiana Magalhães, de 31 anos e mãe da aluna Lohrana, lembra da resistência que tinha antes de conhecer o trabalho da escola Polo. Segundo ela, a convivência em sala de aula regular vem contribuindo para o desenvolvimento da filha. "Tive muita resistência em aceitar que minha filha estudasse nessa escola. Hoje, vejo o quanto a convivência com os alunos do ensino regular faz bem para minha filha", constata.

Fonte: http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/395121/sao-bernardo-oferece-escolas-polos-para-surdos/

domingo, 5 de maio de 2013

Surdo lembra obstáculos que enfrentou durante a vida acadêmica

30/04/2013 09h45 - Atualizado em 30/04/2013 11h04

 

Kléber Nascimento teve o primeiro intérprete na faculdade.
Hoje ele é pedagogo e professor de Libras.

Hoje como professor, Kléber é um exemplo para muitos (Foto: Hudson Pimentel/G1 RO)

“Na escola eu nunca tive intérprete e não conhecia nada de Libras”, diz Kléber Nascimento Santos sobre as dificuldades que passou na vida acadêmica por ser surdo. Hoje Kléber é pedagogo e professor de Língua Brasileira de Sinais em Ji-Paraná,RO.

Durante uma das aulas de Libras para mais de 20 alunos, Kleber Nascimento, de 33 anos contou ao G1 sua história de vida.

Segundo Kléber, os desafios começaram cedo pra ele. Logo depois do parto foi descoberto que o menino nasceu cego e surdo. A mãe dele, Ide Nascimento, atualmente com 63 anos, sofria de hipertensão arterial e o filho ficou com as sequelas de uma crise na hora do nascimento. A cegueira foi revertida e a criança recuperou a visão, mas a surdez permaneceria pela vida toda.

Hoje como professor, Kléber é um exemplo para muitos (Foto: Hudson Pimentel/G1 RO)

Aos sete anos Kléber teve que se adequar às aulas dadas pelos professores tradicionais da época. “A metodologia deles era dar aulas mais explicativas com texto no quadro. Eu tentava interagir com meus colegas observando como eles faziam os exercícios e assim fui aprendendo”, relembra.

Sofri muito porque eram 10 disciplinas, cada uma com um professor com um jeito diferente de lecionar, mas todos cobravam para estudar mais"

Kléber Nascimento Santos, pedagogo

Foi olhando e aprendendo que conseguiu chegar à quinta série. Kléber lembra que o desempenho escolar era cobrado pelos professores, mas ele não tinha possibilidade de um bom rendimento como as outras crianças. “Sofri muito porque eram 10 disciplinas, cada uma com um professor com um jeito diferente de lecionar, mas todos cobravam para estudar mais”, comenta.Olga, primeira intérprete de Kléber na faculdade (Foto: Hudson Pimentel/G1 RO)

A surdez na adolescência o fez deixar as brincadeiras com os amigos de lado e se aproximar mais dos familiares. Era em casa com a ajuda dos pais e dos irmãos que Kléber contava para rever o conteúdo das aulas. “Quando acabava a aula você acha que eu ia brincar com os amigos? Que nada, eu pedia aos meus pais e meus dois irmãos que me ajudassem, eram horas e horas de estudo”, diz.

O empenho do único garoto surdo da sala deu resultado. Com notas acima dos demais, o aluno se tornou referência e passou de ajudado para ajudante. “Acabei servindo de exemplo para os outros. Os professores me parabenizavam e perguntavam: vocês que são ouvintes estão perdendo para o Kléber que é surdo?”, comenta Kléber que completa: “eu questionava a mesma coisa, como posso estar melhor se eles ouvem?”.

Olga, primeira intérprete de Kléber na faculdade
(Foto: Hudson Pimentel/G1 RO)

Após dois vestibulares, sem intérpretes, ele ingressou em uma faculdade de pedagogia e passou o primeiro semestre como nas primeiras aulas quando era menino. “No primeiro dia de aula quando eu coloquei a mão na orelha pra demonstrar que era surdo, meu professor fez uma cara como quem dizia, e agora?”, brinca.

“No início do segundo semestre conheci a Olga, foi um alívio”, comenta Kléber se referindo à Olga Maria da Mota, professora de Libras que deixou de ensinar na rede pública para ajudá-lo. “Eu o acompanhei pelos três anos e meio da faculdade, eu meio que me formei novamente com ele”, diz Olga.

O começo, segundo a professora, não foi fácil porque a novidade acabava chamando mais a atenção do que as aulas. “No início era meio constrangedor porque era novidade ter um intérprete. Às vezes deixavam de ver o professor pra ficar me olhando”, lembra.

Segundo Olga, nas primeiras aulas os alunos duvidavam se aquilo que ela dizia era realmente o que Kléber expressava. “Quando tinha apresentação de algum trabalho é que a coisa ficava boa, ele me dizia por Libras e eu apresentava à classe que ficava boquiaberta”, explica.

Formado em pedagogia e professor na primeira escola bilíngue de Rondônia, Kléber dá aula de Libras para crianças surdas e para professores. “Hoje sou muito grato aos meus pais, irmão e aos meus professores que tiveram paciência e me ajudaram a ser o que sou hoje”, ressalta.

Kléber lembra que aula de Libras é muito importante e quem fizer poderá ajudar outras pessoas no futuro. “Da mesma forma que eu me esforcei pra ler e escrever gostaria que se esforçassem para aprender Libras, assim poderemos nos comunicar melhor”, finaliza.

Ao final da história interpretada por Olga, Kléber foi ovacionado sob os aplausos silenciosos da turma.

Fonte: http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2013/04/surdo-fala-dos-obstaculos-que-enfrentou-durante-vida-academica.html

sábado, 4 de maio de 2013

Alunos com surdez têm intérpretes em salas de aula na região

01/05/2013 16h58 - Atualizado em 01/05/2013 20h11

 

Profissionais traduzem as explicações didáticas para a língua de libras.
Número de profissionais licenciados para essa função ainda é insuficiente.

Na região de Itapetininga (SP), estudantes com surdez acompanham as aulas juntamente com os alunos sem deficiência. Para isso, um profissional em libras, a língua dos sinais para deficientes auditivos, também participa das aulas com o aluno especial para traduzir as explicações do professor.

Um dos estudantes beneficiados nesse programa de inclusão, desenvolvido em escolas estaduais, é Giovani Almeida Carriel, de 14 anos.  A surdez não o fez alguém diferente. O silêncio também não é mais considerado uma barreira. Na sala de aula, o estudante da Escola Estadual Fernando Prestes está entre os mais empenhados e comunicativos. Somente nesta unidade de ensino são cinco alunos com surdez. Já na região, são 15 estudantes da rede pública estadual de ensino com acompanhamento de intérpretes.

Há dois anos, Carriel conta com a ajuda do interlocutor. Com isso, consegue entender melhor o conteúdo das matérias, facilitando o trabalho do professor que não se especializou.

De acordo com o professor de Ciências e Biologia, Elizeu Monteiro de Souza, que não é especialista em libras, a presença do interprete é fundamental, pois permite que o aluno com deficiência tenha o mesmo desenvolvimento nos estudos do que os outros colegas de classe. “O intérprete aproxima bastante o aluno especial e consegue transmitir o que eu não consigo”, diz.

Os estudantes que convivem com Giovani afirma que não existe preconceito, mas eles também acabam aprendendo mais com o jovem. “A gente aprende com ele e com o professor de libras”, diz Bruno Alves Cavalcante, de 13 anos.

O professor que acompanha Giovani é Adelson Paulino da Silva que é pós-graduado em libras. Segundo ele, o trabalho voltado para este tipo de deficiência é essencial na rotina do estudante surdo. “A língua portuguesa entra como a segunda língua para ele. A primeira língua é a libras e a segunda língua é a língua portuguesa. Então, tudo o que envolve a língua portuguesa é uma dificuldade para esses alunos. Eu procuro justamente fazer o meio de campo entre locução ou a tradução do português para a libras”, diz.

De acordo com a diretoria regional de ensino, esse tipo de apoio profissional em sala de aula só não é mais frequente na rede pública porque Ao lado do professor, intérprete repassa as explicações ao aluno com surdez. (Foto: Reprodução TV TEM)faltam profissionais especializados. Em nove municípios da região são 17 professores, sendo que 12 deles estão em Itapetininga. De acordo com a coordenadora do núcleo pedagógico de educação especial, Gisele Terezinha Ramos Pinto, para atender a demanda nas escolas, seria necessário mais pessoas com formação para atuar. “Nós temos na cidade muitas pessoas que sabem libra, dominam a libra, mas não têm a licenciatura, então estão faltando profissionais habilitados para estarem ocupando esse espaço”, afirma.

Para alunos como Giovani, o interesse de profissionais em trabalhar na área é a garantia de um futuro melhor. Por meio do professor, em libras ele afirma que o português é difícil e para escrever e aprender precisa de ajuda. “O professor me ajuda muito”, afirma o jovem.

Ao lado do professor, intérprete repassa as explicações ao aluno com surdez. (Foto: Reprodução TV TEM)

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2013/05/alunos-com-surdez-tem-interpretes-em-salas-de-aula-na-regiao.html

quinta-feira, 2 de maio de 2013

MPF do Ceará quer reserva de vagas para pessoas com deficiência no Sisu

Com a ação, Oscar Costa Filho pretende alterar portaria do MEC.
Universidade Federal do Pará reserva vagas para pessoas com deficiência.

Do G1 CE

O Procurador da República, Oscar Costa Filho, do Ministério Público Federal do Ceará (MPF-CE) ingressou, nesta quinta-feira (2), com uma ação civil pública na Justiça Federal para garantir a reserva de vagas para pessoas com deficiência nas instituições de ensino superior que utilizam o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A portaria do Ministério da Educação (MEC) que trata da reserva de vagas no Sisu para estudantes de escolas públicas e para pretos, pardos e indígenas não contempla as pessoas com deficiência.

Na ação, o procurador pede que a portaria do MEC seja alterada para a inclusão de um percentual mínimo que deve ser reservado para deficientes. A reserva de vagas para pessoas com deficiência já está garantida em concursos públicos, conforme dispõe a Constituição Federal. "O referido dispositivo deve ser aplicado, por analogia, ao ingresso nos cursos de graduação através do Sistema de Seleção Unificada pelos portadores de deficiência, como forma de promover a igualdade de oportunidade para todos", defende o procurador.

De acordo com o MPF-CE, a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em 2007 e promulgada pelo Brasil em 2009, estabelece aos países signatários a obrigação de assegurarem sistema educacional inclusivo em todos os níveis, inclusive superior, para as pessoas com deficiência. "É uma forma de assegurar a essas pessoas o pleno exercício dos seus direitos individuais e sociais", ressalta Costa Filho.

Após recomendação do Ministério Público Federal, a Universidade Federal do Pará (UFPA) decidiu destinar cota de vagas a pessoas com deficiência. Pelo menos outras três instituições dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Sergipe também adotaram a mesma medida.

A ação civil pública proposta por Oscar Costa Filho está vinculada a procedimentos administrativos referentes ao Sisu que tramitam desde 2012 e que buscam a inclusão de pessoas com deficiência. Um deles foi instaurado após o recebimento de uma representação feita por um deficiente visual. Ele relatou que ao realizar inscrição no site do Sisu constatou que não havia a opção de vagas para pessoas portadoras de deficiência física.

Fonte: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/05/mpf-do-ceara-quer-reserva-de-vagas-para-pessoas-com-deficiencia-no-sisu.html

terça-feira, 19 de março de 2013

Dia da Pessoa com Deficiência discute mobilidade urbana, saúde e educação

terça, 19 de março de 2013 • 10:05

O Dia Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência será marcado por discussões, debates e reflexões em ato público que será realizado no dia 22 de março, às 8h, na Praça Rio Branco. A mobilização, que pretende levar mil pessoas à praça, é uma iniciativa do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE), que conta com o apoio da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e Assistência Social e o Instituto Comradio do Brasil. A proposta do encontro é reunir representantes de 13 entidades envolvidas e comprometidas com as lutas e conquistas de pessoas com deficiência para fomentar ações efetivas de políticas públicas como mobilidade urbana, saúde e educação.

“O Piauí é o terceiro estado brasileiro com maior proporção de população de pessoas com deficiência”, ressalta o presidente do CONADE, Antenilton Marques. “Ao todo, 17,63% dos piauienses possuem algum tipo de deficiência. Este ranking nos alerta a uma mobilidade intensa que nos leve a conquistar nossos direitos e que sejam reconhecidos e respeitados pela sociedade em geral”.

O Instituto Comrádio do Brasil parceiro do evento fará intervenções durante toda a programação que encerra às 11h30. Os 16 alunos com deficiência visual que concluíram o curso em rádio e internet dentro do Um Olhar Para a Cidadania, projeto apoiado pelo Oi Futuro através do programa Oi Novos Brasis serão os comunicadores que produzirão podcasts e spots a partir de entrevistas com representantes das entidades e demais autoridades presentes.

Todo material coletado que terá o cunho de disseminar mensagens de defesa da cidadania dos cegos vai ser publicado na internet e na rádio Pioneira AM. O trabalho de divulgação também vai se estender por toda programação do encontro, que contará com a apresentação do Coral Nova Visão, manifestações públicas e apresentações artísticas.

Fonte: ASCOM

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Jogo brasileiro ajuda na educação de crianças com autismo

O jogo é recomendado para crianças entre cinco e nove anos e está disponível no site www.jogoseducacionais.com. Foto: Jogos Educacionais/Reprodução
O jogo é recomendado para crianças entre cinco e nove anos e está
disponível no site
www.jogoseducacionais.com
Foto: Jogos Educacionais/Reprodução

Pais e educadores de crianças com autismo têm mais uma ferramenta a seu serviço. Um jogo criado por um mestre em ciências da computação pela PUC-RJ auxilia na alfabetização de estudantes nessa condição. Chamado Aiello, em homenagem a Santa Elena Aiello, a plataforma permite à criança associar nomes e imagens de objetos, ampliando seu vocabulário. "É um jogo simples que tem um personagem principal, um esquilo, que solicita uma palavra qualquer para a criança. Ele pede prato, então tem um prato lá e ela seleciona", explica o criador Rafael Cunha. Existe ainda a possibilidade de configurar o jogo para que, em vez de objetos, apareçam palavras, o que o faria útil também para auxiliar no aprendizado das palavras escritas.

O software foi criado por Rafael como parte da sua dissertação de mestrado, defendida em dezembro do ano passado. A novidade é que o programa, que estava disponível apenas para a realização da pesquisa, foi liberado para acesso do público geral e já conta com uma série de usuários.

A motivação para o desenvolvimento desse aplicativo veio da esposa de Rafael. Fonoaudióloga, ela estava atendendo uma criança com autismo que tinha dificuldade de socialização, mas se interessava muito por computadores. Logo, ele procurou uma maneira de usar o dispositivo para a alfabetização de crianças nessa condição.

Segundo o psicólogo especialista na área Robson Faggiani, o uso da informática pode ser de grande importância na educação de autistas, já que eles costumam gostar de mídias interativas, como vídeos e games. Faggiani acredita que, desde que usadas com moderação e como complemento ao ensino regular, essas ferramentas são muito úteis.

A professora do Departamento de Psicologia da PUC-RJ Carolina Lampreia auxiliou Cunha a entender as necessidades da criança com autismo. Ela realça que o método utilizado pelo jogo é interessante, pois trabalha de modo lúdico com o intuito de motivar a criança. Assim, ela se sente estimulada a seguir realizando as tarefas solicitadas. "O modelo que ele utilizou é muito interessante, chama-se escolha segundo a amostra. Você tem uma amostra e duas opções. Se escolhe a certa, a criança é recompensada de alguma forma, toca uma música ou o bonequinho se mexe", explica.

Outra vantagem apontada pelo psicólogo é que a maior parte desses programas de computador é desenvolvida em outros países, o que torna o uso por crianças brasileiras mais difícil. Faggiani elogia a iniciativa: "É bom que um brasileiro esteja fazendo isso em português. Sou completamente a favor do uso", diz.

O jogo é recomendado para crianças entre cinco e nove anos e está disponível no site www.jogoseducacionais.com, compatível com qualquer navegador de internet, tanto em dispositivos móveis quanto em computadores.

Fonte: http://creativeideias.blogspot.com.br/2012/07/jogo-brasileiro-ajuda-na-educacao-de.html

sábado, 1 de setembro de 2012

Aluno com deficiência auditiva defende dissertação sobre ambiente de EAD para surdos

Publicado em 28.08.2012, às 10h22

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Marcelo Amorim sugere melhorias no âmbito da acessibilidade e usabilidade no projeto Amadeus do CIn/UFPE

Do NE10

Quando um pesquisador convive, na prática, com a problemática do seu estudo, a apresentação dos resultados dessa pesquisa torna-se bem interessante; ainda mais, quando trata-se de um aluno com deficiência auditiva que se debruçou sobre o ambiente virtual de aprendizagem para surdos.

O mestrando Marcelo Lúcio Correia de Amorim defenderá sua tese "Estilos de interação web de navegação e ajuda contextual para usuários surdos em plataformas de gestão da aprendizagem", na próxima sexta-feira (31), às 10h, no Centro de Informática (CIn) da UFPE. A defesa é aberta ao público.

O problema de pesquisa surgiu a partir da dificuldade que Marcelo e seus colegas - todos surdos - da graduação na modalidade de Ensino à Distância (EAD) tiveram para utilizar o ambiente virtual nesta modalidade de ensino. Para as aulas do mestrado, Marcelo contou com a ajuda de um intérprete de Libras.

O mestrando, sob orientação do professor Fernando Fonseca, sugere melhorias no âmbito da acessibilidade e usabilidade no projeto Amadeus do CIn/UFPE, cuja próxima versão (1.0) terá recurso de acessibilidade para alunos surdos.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

As respostas para 20 dúvidas sobre inclusão

Dúvidas sobre inclusão na escola. Foto: Raoni Madalena

A professora Roberta Villaça e Isabely dos Santos, da EMEB Helena Zanfelici da Silva, em São Bernardo do Campo, SP

A revista Nova Escola deste mês traz um reportagem sobre a experiência de sete professoras que garantem a aprendizagem de seus alunos com deficiência em turmas regulares. Mas nós sabemos que incluir de verdade ainda é um desafio.

Por isso, respondemos às principais dúvidas sobre a legislação em relação à matrícula, ao currículo, à avaliação e aos recursos necessários para a inclusão. Também preparamos uma série de textos explicando as características das deficiências e síndromes mais conhecidas e listamos alguns livros e sites para você pesquisar e se aprofundar no tema.

Você também pode tirar suas dúvidas sobre inclusão de alunos com deficiência com a professora Rossana Ramos, da Universidade de Pernambuco (UPE). Basta enviar seu comentário para o nosso fórum. Boa leitura!

Legislação e prática pedagógica

1. Existem parâmetros curriculares nacionais para se promover a inclusão nas escolas?
2.
Que documentos a escola deve receber dos pais para matricular um aluno com deficiência?
3.
Alunos com deficiência devem ser matriculados de acordo com a faixa etária ou com o desenvolvimento intelectual?
4.
Crianças com deficiência intelectual cumprem a mesma carga horária que os colegas na escola regular?
5.
As escolas são obrigadas a manter um tradutor de Libras nas salas de aula para os alunos com deficiência auditiva? O que fazer se a escola não tiver esse profissional?
6.
Como avaliar as aprendizagens dos alunos com deficiência?
7.
A escola deve redigir documentos específicos de diagnóstico e avaliação de alunos com deficiência?

Orientações sobre as deficiências e síndromes

8. O que é e como lidar com a deficiência física?
9.
O que é como lidar com a deficiência visual?
10.
O que é e como lidar com a deficiência auditiva?
11.
O que é e como lidar com as deficiências intelectuais?
12.
O que é e como lidar com as deficiências múltiplas?
13.
O que é e como lidar com a surdo-cegueira?
14.
O que é o autismo?
15.
O que são os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)?
16.
O que é Síndrome de Down?
17.
O que é Síndrome de Rett?
18. O que é Síndrome de Asperger?
19.
O que é Síndrome de Williams?
20.
O que é e como lidar com a paralisia cerebral?

Quer saber mais?

Bibliografia
Caminhos Pedagógicos da Inclusão, Maria Teresa Eglér Mantoan, 243 págs., Ed. Memnon, tel. (11) 5575-8444, fora de catálogo.
Educar para a diversidade, Cláudia Regina de Paula, 138 págs., Ed. Ibpex, tel. (41) 2103-7306.
Inclusão na Prática, Rossana Ramos, 128 págs., Summus Editorial, tel. (11) 3872-3322, 32,90 reais.
Inclusão: Reflexões e Possibilidades, Maria Sirley dos Santos, Maria Regina Viana Pannuti e Herculano R. Campos, 144 págs., Edições Loyola, tel. (11) 3385-8500.
Inclusão: Um Guia para Educadores, Susan e William Stainback, 456 págs., Ed. Artmed, tel. 0800 703 3444, 79 reais.
Passos para a Inclusão, Rossana Ramos, 64 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3611-9616, 13 reais.
TDAH nas Escolas, George J Du Paul , 280 págs., Ed. M.Books, tel .(11) 3645-0409, 65 reais.
Internet
Em
ww.educacaoonline.pro.br, entre em Artigos, clique em Educação Inclusiva e digite na busca caminhos para ter acesso ao artigo "Caminhos Pedagógicos da Inclusão", Maria Teresa Eglér Mantoan.
Em
http://abr.io/mecinclusao, encontre as publicações produzidas pelo Ministério da Educação (MEC).
Em
http://abr.io/inclusiva, leia a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
Em
www.assistiva.com.br, conheça recursos da tecnologia assistiva.

terça-feira, 5 de junho de 2012

1º aluno com Down da UFG

Aprovado no vestibular, 1º aluno com Down da UFG rompe preconceito
23 de fevereiro de 2012 • 19h19

Kallil comemorou a aprovação ao lado da irmã, Kamilla Assis Tavares. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

ANGELA CHAGAS

Ser aprovado em uma faculdade pública é um sonho de muitos jovens que se tornou realidade para Kallil Assis Tavares, 21 anos, que na próxima segunda-feira começa a estudar geografia no campus de Jataí da Universidade de Goiás (UFG). Para a instituição, a conquista de Kallil é ainda mais importante e precisa ser reverenciada, já que ele é o primeiro aluno com Síndrome de Down a ingressar na universidade. "Isso demonstra que nós estamos conseguindo superar o preconceito, que infelizmente ainda existe em nossa sociedade", afirma a coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFG, professora Dulce Barros de Almeida.

Kallil não teve correção diferenciada, concorreu de igual para igual com todos os outros candidatos. "Apenas pedimos para que a universidade disponibilizasse um monitor para ler a prova e que as letras dos textos fossem maiores porque ele tem baixa visão", disse a mãe do jovem, Eunice Tavares Silveira Lima. Segundo ela, Kallil sempre foi estudioso e desde criança gostava de mapas.

"No segundo ano do ensino médio ele decidiu que iria fazer vestibular para geografia. Nós apoiamos a escolha, mas ficamos surpresos com a aprovação, era uma prova muito difícil", afirmou Eunice. Ela ainda disse que o filho estudou apenas dois anos em uma escola especial. Com 5 anos de idade ele foi para um colégio privado de ensino regular. "O colégio não tinha nenhum aluno com Down, mas quando há vontade de se trabalhar a inclusão, se dá um jeito. Foi disponibilizado um monitor e os professores sempre apoiaram meu filho", conta.

Ela acredita que o fato de Kallil ter estudado em uma escola regular vai contribuir com a adaptação na universidade. "Não sou contra as escolas especiais, mas elas devem servir como um apoio, um lugar para onde os alunos vão no contraturno", explica. A mãe ainda disse que não cria expectativas sobre como será o desempenho dele daqui em diante. "Não estamos programando nada especial para o Kallil quando começar as aulas. De acordo com as necessidades que ele apresentar, nós como família e a universidade teremos de nos adaptar", disse ao destacar que o filho pode precisar do auxílio de um monitor durante as atividades em aula.

A coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFG concorda sobre a importância de alunos com necessidades especiais frequentarem escolas regulares e diz que a universidade tem a obrigação de atender todas as exigências desses estudantes para que eles cumpram com o direito de fazer um curso superior. "Nós temos um aluno cego no curso de Ciência da Computação que recebe acompanhamento de um monitor. Se essa for a necessidade de Kallil, com certeza estaremos prontos para disponibilizar isso".

O núcleo para atender alunos com necessidades especiais na UFG foi criado em 2010. De lá para cá, a instituição ganhou 15 estudantes surdos, que fazem o curso de Letras, além do jovem cego. A professora Dulce espera que o caso de Kallil sirva de exemplo para que nas próximas seleções mais estudantes com necessidades semelhantes sintam-se motivados em fazer um curso superior. "Isso incentiva as famílias a acreditar no potencial que essas pessoas têm. E cabe a nós, como educadores, mostrar que o preconceito não pode existir mais", completa.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/

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