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terça-feira, 16 de junho de 2015

Apps brasileiros ajudam surdos a se comunicar e até a aprender música

 
 
Apps brasileiros ajudam surdos a se comunicar e até a aprender música
Zanone Fraissat/Folhapress



Sabine Schaade e Gilberto Lopes, pais de Guilherme, que usa app que traduz texto para língua de sinais
YURI GONZAGA
ENVIADO ESPECIAL A SAN FRANCISCO
15/06/2015 02h02
 
Depois de se conhecerem em um curso de criação de aplicativos, Raphael Silva, 23, e Ivan Ortiz, 29, decidiram unir a programação à paixão comum pela música em uma causa peculiar: ensinar teoria musical para surdos.
 
Do encontro, nasceu o Ludwig, projeto de um app ainda em elaboração que usa imagens e vibração para tentar transmitir a experiência de ouvir música para pessoas que têm deficiência auditiva.
 
O aplicativo foi exibido na semana passada pela Apple na abertura de seu congresso de desenvolvedores, em San Francisco (EUA), de forma a demonstrar como esses pequenos softwares têm potencial para mudar o mundo.
 
Ele não está sozinho: outras ferramentas brasileiras para pessoas com deficiência têm recebido distinções de grandes empresas como Microsoft e Google e de órgãos como a ONU. E o número de usuários não é desprezível.
 
"Foi o maior presente que poderíamos ter ganhado", diz Silva, que também recebeu da companhia, por meio de seu programa de bolsas, uma entrada para o evento realizado em San Francisco –o preço da participação é de US$ 1.599, cerca de R$ 4.900.
 
O Ludwig, cujo nome homenageia Beethoven (que compôs mesmo surdo em grande parte da vida), começará a ser oferecido gratuitamente até o final deste ano, com uma pulseira vibratória que será vendida por um preço ainda não definido.
 
Os protótipos do aparelho, que "treme" em frequências diferentes conforme a nota tocada na interface (um piano virtual), foram construídos manualmente pelos desenvolvedores, de Campinas (SP), e já testados por surdos.
 
"Um dos meninos, que é de uma família de músicos, mas não ouve desde os três anos, disse que a experiência era mesma de quando seu irmão tentou lhe ensinar violão", diz o idealizador Ortiz, que conta que a inspiração ocorreu a partir de um grupo de surdos da igreja de que faz parte.
 
"Sabia que eles tinham contato com a música por meio da vibração, então discuti a ideia com meu primo, um intérprete de Libras [língua brasileira de sinais]". A partir daí, começaram a fazer os primeiros testes.
 
Agora, Silva diz que está organizando o grande número de propostas de parceria e de investimento que recebeu durante o evento da Apple. "Ainda vamos decidir qual estratégia financeira vamos adotar."
 
Mãe de Guilherme, 5, que nasceu surdo e se comunica por Libras (Língua Brasileira de Sinais), a comerciante Sabine Schaade diz que seu filho interage com música a partir de estímulos táteis e visuais. Enquanto conversávamos pelo telefone, ele dançava com o game "Just Dance".
 
Arquivo Pessoal

 
Emanuel, filho de Marina Gaya, usa o aplicativo Livox, que sintetiza resposta de usuários
 
 
MERCADO CONSUMIDOR
A paulistana usa, junto com seu marido e os três irmãos de Guilherme, outro app brasileiro, o Hand Talk, que traduz texto para Libras. "As pessoas não dão importância, mas é uma língua como todas as outras."
 
Segundo o Censo de 2010, quase um quarto (23,9% ou 45,6 milhões) da população brasileira diz ter algum tipo de deficiência, dos quais 9,7 milhões (5,1%) são parcial ou totalmente surdos.
 
Ronaldo Tenório, cofundador do Hand Talk, diz que somam-se a esse já grande número as pessoas que precisam se comunicar com a pessoa com deficiência –isso inclui as empresas. "O surdo também é um consumidor", diz. O app, gratuito, venceu em 2014 o Prêmio Empreendedor Social de Futuro, promovido pela Folha, e já teve cerca de 400 mil downloads.
 
A empresa tem faturamento na venda da solução para a incorporação em sites ou sistemas. "Se oferecêssemos de graça, dependeríamos de um patrocinador, e provavelmente o desenvolvimento, que demanda tempo e recursos, não seria tão rápido."
Parecido, o aplicativo ProDeaf, também brasileiro, é patrocinado pelo Bradesco e pela Telefônica, e foi baixado 450 mil vezes, segundo o presidente-executivo Flávio Almeida.
 
Para ele, contudo, poucas organizações –públicas ou privadas– se interessam em incluir ferramentas de acessibilidade para surdos, que nem sempre sabem ler, mas que têm grande afinidade com a tecnologia.
 
"Se ensino básico é ruim para todos no Brasil, imagine para eles", diz. "As pesquisas, como da Feneis [Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos] mostram que 7% da comunidade surda é alfabetizada. Se ele entra num site e não há uma ferramenta para traduzir para Libras, tudo aquilo é grego para ele."
 
LIBERDADE
Outro contingente que precisa de uma ferramenta auxiliar para comunicação é o formado por pessoas com deficiência neurológica. Segundo Carlos Edmar Pereira, desenvolvedor do amplamente premiado app Livox ("Liberdade em Voz Alta"), o número de potenciais usuários do aplicativo no Brasil –não só os deficientes, mas também quem teve acidente vascular cerebral ou tem sequela por outros motivos– chega a 15 milhões.
 
No dia 4, o aplicativo ganhou uma competição internacional de start-ups realizada nos EUA, realizada pela Microsoft, logo depois de ter sido mencionado como exemplo de app transformador no congresso de desenvolvedores do Google. A ferramenta foi premiada pela ONU e pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
 
O app mostra, na tela do tablet, opções ilustradas para o usuário selecionar conforme a situação, que varia desde simples "sim" e "não" a "estou com frio" e opções que podem ser programadas. O programa, então, vocaliza o enunciado por uma ferramenta de sintetização de voz.
 
Apesar da proeminência mundial de seu programa, que criou para falar com a filha Clara (vítima de um erro médico no nascimento, do qual decorreu uma paralisia cerebral) e que já recebeu honras do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e da ONU, Pereira diz que há pouco incentivo para start-ups do tipo no Brasil.
 
"Na verdade, todo empreendedor brasileiro merece uma medalha, porque não há incentivo, além da burocracia", diz, citando o Reino Unido, onde empresas podem abater parte de seus impostos conforme o investimento em pesquisa e desenvolvimento. "Além disso, tablet é caro, toda tecnologia é cara. Nos países ricos, é mais fácil porque as pessoas já têm acesso."
 
Marina Gaya, consultora em segurança ocupacional, usa o Livox para falar com seu filho Emanuel, 10, que nasceu prematuro e teve paralisia cerebral em consequência –seu irmão gêmeo foi natimorto.
 
"O app foi um divisor de águas", conta. "Hoje, ele consegue responder a todas as perguntas na sala de aula [está na quarta série, em escola onde é o único aluno com deficiência, em Capão Bonito (SP)], seja de matemática, de alemão, de inglês."
 
Emanuel tem plena capacidade de absorver conhecimento, diz Gaya. "Ele tem a cognição perfeita, mas, antes dessa ferramenta, não conseguia se expressar. Agora, quando ele pressiona uma opção no app, ele fica radiante, porque cria voz."
 
O repórter viajou a convite da Apple
 
OS APLICATIVOS
Projeto Chivas/Reprodução
 
ProDeaf
Para pessoas que não sabem Libras
Tradutor de texto e som para a Língua Brasileira de Sinais
Downloads: 450 mil
Plataformas: App Store, Google Play
 
 
Hand Talk
Para quem deseja se comunicar com surdos
Traduz texto e voz para Libras
Downloads: 400 mil
Plataformas: App Store, Google Play, BlackBerry World
 
 
Ludwig
Para surdos
Pulseira vibra em frequências diferentes para cada nota e usa imagens para transmitir a experiência da canção
Plataforma: Apple Store (ainda não lançado)
 
Livox
Para pessoas com deficiência neurológica
Sintetiza voz de acordo com resposta escolhida pelo usuário
Usuários: 10 mil
Plataforma: para tablet

sábado, 15 de novembro de 2014

Deficiente auditivo cria projeto para ouvir “canção” dos sinais Wi-Fi

O projeto chamado tem como objetivo dar volume a algo que, apesar de estar sempre a nossa volta, está geralmente invisível aos nossos olhos e ouvidos

Deficiente auditivo cria projeto para ouvir “canção” dos sinais Wi-Fi

Deficiente auditivo cria projeto para ouvir “canção” dos sinais Wi-Fi

O poder da tecnologia realmente nos surpreende a cada dia. Prova disso foi a invenção do escritor de ciência Frank Swain, que começou a perder progressivamente a audição aos 20 anos. Foi então que se juntou ao engenheiro de software Daniel Jones para produzir uma ferramenta capaz de fazê-lo captar ainda mais sons: ouvir a melodia do Wi-Fi. E foi assim que tudo começou.

O projeto chamado de Phantom Terrains (Terrenos Fantasmas), tem como objetivo dar volume a algo que, apesar de estar sempre a nossa volta, está geralmente invisível aos nossos olhos e ouvidos.

A plataforma experimental traduz as ondas Wi-Fi para a linguagem sonora, atribuindo tons específicos a cada tipo de característica dessa tecnologia, como força do sinal, direção, nome de identificação e nível de segurança. Os dados são transferidos para o aparelho auditivo do usuário, que pode, então, “sentir” a rede através da música criada.

Para exemplificar o que é possível produzir com o experimento, o idealizador Swain caminhou em volta dos estúdios da BBC, captando o cenário Wi-Fi do local, moldando uma canção própria para aquela área.

Assim foi possível também criar um mapa visual do trajeto baseado nos sinais da vizinhança, com as cores, denotando cada um dos canais usados pelos roteadores ou a potência exercida por eles, com as marcas brancas indicando aparelhos funcionando na faixa dos 5 GHz.

Fonte: http://www.otempo.com.br/interessa/tecnologia-e-games/deficiente-auditivo-cria-projeto-para-ouvir-can%C3%A7%C3%A3o-dos-sinais-wi-fi-1.946636

sábado, 30 de novembro de 2013

Deficiente auditivo faz time se adaptar e vira destaque do Vasco Patriotas

Thiago Costão chega à terceira equipe na grama, obriga defesa cruz-maltina a fazer mudanças e é apontado como arma para semifinal do Touchdown neste sábado

Por Leo VelascoRio de Janeiro

Thiago Costão, Vasco Patriotas futebol americano (Foto: Reprodução / Facebook)Thiago Costão é deficiente auditivo desde os três anos (Foto: Reprodução / Facebook)

Ter que se adaptar sempre foi uma necessidade, mas nunca um problema na vida de Thiago Martins da Costa. Deficiente auditivo desde os três anos, ele é linebacker do Vasco da Gama Patriotas e garante que sempre teve uma vida normal. Ele precisa apenas de alguns ajustes, como os que a defesa cruz-maltina foi obrigada a fazer, mas nada que impeça que ele seja um destaque do time que disputa a semifinal do Torneio Touchdown neste sábado, às 18h, contra o Jaraguá Breakers em Santa Catarina.

- Eu tive uma meningite meningocócica com três anos de idade. Perdi a audição dos dois lados na época. Consegui recuperar a direita, entre 60% e 70%, e a esquerda é zero. Nunca tive dificuldade em relação ao meu problema auditivo. Sempre batalhei pelo que eu quis. No meu dia a dia nunca foi problema para mim, sempre estudei em colégio normal, todo mundo sabia do meu problema e sabia que se falasse do meu lado esquerdo ou pelas costas eu poderia não entender. Mas nunca foi um empecilho para nada – contou o jogador.

Costão começou a jogar futebol americano na praia em 2004, aos 16 anos. Parou por um tempo para se dedicar ao futebol da bola redonda, passando por Nova Iguaçu, Botafogo e Bangu. Voltou a se dedicar à bola oval, defendendo o Piratas de Copacabana nas areias cariocas.

- Jogar no campo é um pouco mais complicado porque o capacete tampa um pouco a nossa audição e às vezes eu tenho dificuldade de entender. Mas meus companheiros de equipe sabem do meu problema, então eles sempre chegam perto de mim, falam de frente para mim, porque eu faço leitura labial, e aí facilita bastante.

Thiago Costão, Vasco Patriotas futebol americano (Foto: Jayson Braga/Divulgação TTD)

Thiago Costão, camisa 50, derruba jogador do Corinthians nas quartas de final (Foto: Jayson Braga/Divulgação TTD)

O começo no futebol americano de grama foi em 2010, defendendo o Fluminense Imperadores. Nos dois anos seguintes, atuou pelo Botafogo, chegando ao Vasco, seu terceiro time, nesta temporada. A cada nova equipe, ele precisava que seus companheiros também se adaptassem.
- Nesses times que passei, tive que me adaptar a cada um deles, porque cada um joga de uma forma diferente. Mas nunca tive muita dificuldade. Já aconteceu de ter má comunicação. Aqui principalmente, porque sou novo na equipe, a defesa é mais entrosada, e eu sou uma peça nova. Não pegamos bem a comunicação no início do campeonato. Com o tempo eles foram entendendo melhor, isso foi se ajustando, e hoje em dia a comunicação não falha tanto como no começo – explicou Thiago.

Apesar das dificuldades iniciais para adaptar a defesa do Vasco às necessidades de Costão, a chegada do linebacker é muito elogiada por Roldan Júnior, presidente da equipe e capitão defensivo do time cruz-maltino.

- O Costão é um cara muito conhecido já na praia, é um destaque há muito tempo. Ele somou muito à nossa defesa. A vinda dele foi especial para a gente. Foi a melhor contratação do Vasco nesse ano, junto com o (running back) Rômulo – declarou Roldan.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Surdez pode levar à depressão, alerta médica

Redação Bonde com assessoria de imprensa

A história humana mostra conflitos no processo de compreensão do fenômeno da surdez, que já foi considerada como maldição, loucura, aberração, ou, mais atualmente – e corretamente, - como patologia congênita ou adquirida. Após anos de estudo, classificou-se surdez como a incapacidade de o cérebro processar e decodificar, parcial ou totalmente, os estímulos sonoros enviados por meio do nervo auditivo do ouvido, devido à falha no mecanismo de transmissão desses estímulos. Porém, com as tecnologias disponíveis e estudos recentes, é possível o surdo ter uma vida praticamente normal.

Doenças, muitas consideradas comuns, podem trazer sérios problemas auditivos se não cuidadas de forma correta. Entre elas estão o diabetes, a meningite, o sarampo, a caxumba e a rubéola materna.

Outra questão que pode fazer com que a audição piore é a exposição a barulho muito alto. Em setores industriais e no trânsito de veículos nas vias das grandes cidades, o ruído pode ultrapassar os 100 decibéis, ocasionando prejuízo à audição e à saúde de um modo geral.

Porém, a causa mais comum da perda auditiva é o envelhecimento natural. "A surdez é um dos problemas mais frequentes em idosos. Quem nunca presenciou as dificuldades enfrentadas pelos mais velhos para ouvir? Conhecida como presbiacusia, a deficiência auditiva nesses casos acontece devido ao desgaste provocado pelo envelhecimento das céluas auditivas, assim como em qualquer outra parte do corpo", explica a Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães, Otorrinolaringologista e Otoneurologista de Curitiba, PR.

A especialista comenta que, se não tratada a tempo, a perda auditiva, principalmente em idosos, pode causar sérias consequências, como a depressão e a exclusão social. "Para evitar esse problema, os familiares devem ficar atentos a alguns sinais, como a dificuldade no entendimento da fala, alterações psicológicas, como depressão, frustração, embaraço, raiva e medo, que podem ser causadas pela incapacidade de comunicação, e até problemas simples como atravessar a rua e não ouvir a buzina", diz Rita.

A surdez é uma experiência solitária para quem a sente, e para lidar com o paciente da melhor forma possível, é preciso que as pessoas mais próximas a ele aprendam a "trabalhar" da forma correta – e a primeira coisa a se fazer é procurar um médico especialista que possa indicar o melhor tratamento para cada caso.

Rita comenta que a limitação que a pessoa sente para fazer o que gosta em coisas simples, como assistir TV, ir ao cinema e participar de reuniões familiares por exemplo, ou a sensação de inutilidade perante a família são as principais causas da depressão e do isolamento por meio da surdez. "Por isso a ajuda profissional é tão importante. Muitas vezes pode ser preciso um trabalho multidisciplinar envolvendo otorrino, fonoaudiólogo e psicólogo para auxiliar o paciente", exalta.

Já existem, hoje em dia, soluções para quase todas as formas de surdez, que variam desde aparelhos auditivos, proteses implantáveis e até os implantes cocleares. "É preciso lembrar que o uso diário do aparelho e o apoio da família são essenciais para que o paciente resgate sua auto-estima e qualidade de vida, - mas somente o profissional especializado poderá fazer a indicação do melhor aparelho, de acordo com exames e demais testes que forem necessários ser feitos no paciente", conclui a médica.

Fonte: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27--322-20130829

sábado, 17 de agosto de 2013

Balé de surdo-mudos

DE 1000  MÃOS ...

Leia o parágrafo abaixo antes de você assistir o vídeo .

Há uma dança impressionante, chamada de Guanyin de Mil Mãos,que está fazendo as rondas em toda a rede. Considerando a coordenação estreita necessário, a sua realização não é nada menos que incrível, mesmo que eles não fossem todos surdos.

Sim, você leu corretamente. Todos os dançarinos são surdos-mudos. Contando apenas com os sinais das formadoras, nos quatro cantos do palco, estes dançarinos extraordinários oferecem um espectáculo visual que é ao mesmo tempo complicado e movimentado. Sua grande estréia internacional  foi em Atenas na cerimónia de encerramento da Paraolimpíada de 2004.

Mas tem sido há muito tempo o repertório dos chineses deficientes Trupe Arte Popular Execução e têm viajado para mais de 40 países. Seu bailarino principal de 29 anos de idade, Tai Lihua, tem um BA da Fina Hubei Instituto de Artes. O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera deste ano.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

BRASILEIRO COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA É FINALISTA EM CONCURSO DE EMPREENDEDORISMO

 

THIERRY MARCONDES E SUA EQUIPE DA STARTUP GLORIOSOS DISPUTAM A ETAPA FINAL DO DESAFIO EM OUTUBRO, NOS ESTADOS UNIDOS

Thierry Marcondes, CEO da startup Gloriosos, finalista do Desafio Intel 2013 (Foto: Divulgação)THIERRY MARCONDES, CEO DA STARTUP GLORIOSOS, FINALISTA DO DESAFIO INTEL 2013 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Thierry Marcondes tem 25 anos e um currículo de fazer inveja a muita gente experiente. Estudante de engenharia mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ele já morou na Inglaterra e no México, se envolveu com projetos internacionais na área de meio ambiente, petróleo e carbono, foi estagiário da GE Energy e é o CEO da startup Gloriosos, representante brasileira na última etapa do Desafio Intel 2013, uma competição de soluções tecnológicas, da qual participam startups, que acontece em outubro nos Estados Unidos. Marcondes fala inglês, um pouco de espanhol e francês. E, além de todo o empenho acadêmico, o jovem também sabe cozinhar, bordar e tocar trompete.

Seria a história de mais um prodígio não fosse por um detalhe que torna o caso de Marcondes exceção: ele nasceu com surdez profunda. Então, pegue todo o esforço que você imaginou ali no início do texto e multiplique por algum número bem alto. Se ter sucesso já é difícil para quem tem os cinco sentidos tinindo, imagine quando falta um deles - especialmente em um mundo ainda pouco adaptado a deficiências. Ele reconhece mesmo que deu trabalho chegar aos 25 anos com toda essa experiência, fazendo leitura labial e sem conseguir falar ao telefone, mas faz questão de trocar a palavra "dificuldade" por outras, como "desafio" ou "aventura", quando fala sobre sua vida.

As aventuras começaram cedo na vida do estudante. Aos 11 anos, ele se mudou para a Inglaterra, quando sua mãe foi fazer uma pós-graduação em uma universidade do país. Na época, Marcondes sabia fazer leitura labial em português - o que já era uma vitória - mas teve de estudar tudo de novo, dessa vez, em inglês. Com a ajuda de uma professora canadense, ele aprendeu a entender e a falar não só o próprio inglês, mas também um pouco de espanhol e francês. "Foi um dos períodos mais incríveis que vivi. Aprendi também a cozinhar, a bordar, a tocar trompete. Cheguei até a tocar na orquestra de natal da escola no final do ano. Considero uma grande conquista, já que tiver de bolar estratégias para aprender a tocar pela vibração do instrumento".

Foi também na Inglaterra que o futuro engenheiro diz ter descoberto sua vocação. "Ficava até depois das aulas fazendo trabalhos de tecnologia, de projetos. Montava alguns objetos para suprir minhas necessidades. Se queria um carrinho para brincar, por exemplo, eu montava um. Isso foi despertando o meu interesse por tecnologia e construindo a minha curiosidade pela engenharia".

Assim, de volta ao Brasil, não é de se estranhar que ele tenha optado pelo curso de engenharia mecânica. Entrou na Unicamp, em 2007. No início da faculdade, se envolveu em diversos projetos, indo de tecnologia aeronáutica até a área ambiental. Fez inclusive um intercâmbio para o México, onde aprofundou seus conhecimentos em sustentabilidade. Em 2012 (ele adiou a formatura alguns semestres para aproveitar melhor a universidade), ele montou a equipe da startup Gloriosos e partipou do Desafio Unicamp daquele mesmo ano. Venceram a disputa com o projeto do Lux Sensor do Brasil, o mesmo a concorrer no Desafio Intel, um sensor de alta sensibilidade para detecção de combustível adulterado.

Thierry Marcondes e Wellington de Souza Filho, CTO da Lux Sensor e estudante de engenharia eletrica na Unicamp (Foto: Divulgação)THIERRY MARCONDES E WELLINGTON DE SOUZA FILHO, CTO DA LUX SENSOR E ESTUDANTE DE ENGENHARIA ELETRICA NA UNICAMP (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Na etapa da América Latina, o sistema ganhou o teceiro lugar, atrás de projetos da Venezuela e do Chile. A pontuação foi suficiente para que o grupo de Marcondes entrasse na competição mundial, que ocorre em outubro, em Berkeley. Ao lado de outras 30 startups, a Gloriosos concorre a um prêmio de US$ 100 mil.

"O projeto do Thierry é muito bom. Os juízes acreditaram que o projeto dele tem muito potencial, mas a gente não sabe como são os outros, não dá para dizer quais são as chances de o Lux Sensor ganhar", diz Rubem Saldanha, gerente de educação da Intel Brasil.  Para o executivo, no entanto, essa etapa final é apenas a cereja do bolo de um processo já bastante enriquecedor. "O Thierry ganhar ou não ganhar não é o mais importante. O que importa é o efeito que ele cria quando volta: as conversas que ele vai ter com seus amigos, as experiências que ele vai passar para as outras pessoas. Isso dissemina a cultura do empreendedorismo".

Para Marcondes, que passa a impressão de ser dessas pessoas que está sempre se desafiando, não é muito diferente. "Vejo que, a cada dia, venho descobrindo coisas novas, aprendendo coisas novas e superando obstáculos pessoais, profissionais e até aqueles referentes à minha necessidade especial. Estou bastante orgulhoso da equipe e até onde conseguimos chegar".

Nesse processo todo, o estudante afirma que a deficiência auditiva não foi muito mais do que um "desafio interessante". "Precisei enfrentar algumas situações. Por exemplo, todas as reuniões tinham de ser presenciais, pois não consigo falar ao telefone. Ao mesmo tempo, percebi que era preciso ter confiança nos sócios era essencial. Vi que era necessário unir forças e sempre trabalhar com pessoas que me complementem".

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2013/08/brasileiro-com-deficiencia-auditiva-e-finalista-em-concurso-de-empreendedorismo.html

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Romero reduz tarifa de ônibus em CG e implementa Passe Livre para deficientes auditivos

20/06/2013 | 13h00min

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) anunciou na manhã desta quinta (20) a redução da passagem de ônibus e passe livre para deficientes auditivos.

A redução ocorre no dia em que a cidade adere ao movimento nacional de protestos. A manifestação está prevista para acontecer as 17h na Praça da Bandeira. Organizado pelo facebook, o evento já conta com mais de 16 mil pessoas confirmadas.

A coletiva de imprensa foi concedida no auditório da Vila do Artesão. O prefeito argumentou que foram feitos estudos através de uma tabela que relacionava a redução do ISS com o preço final da tarifa dos transportes. Ao fim chegou-se a conclusão de que para a tarifa ficar mais barata seria necessário zerar o imposto sobre o serviço.

O projeto já está pronto para o prefeito assinar e será enviado para a Câmara de João Pessoa que se reunirá de forma extraordinária para que a redução já seja implementada em primeiro de julho.  

Na prática a passagem ficará em R$ 2,10. O prefeito espera com essa medida, ao menos em parte, atender às reivindicações de grupos de manifestantes, estudantes e grupos não governamentais que pedem tarifas mais justas.

Essa discussão deve ser feita também pelas empresas de transporte público, Romero disse que a situação é bastante complicada e as empresas por si só não poderiam baixar. A outra notícia é a implementação do passe livre para portadores de deficiência auditiva.

http://www.paraiba.com.br/2013/06/20/36480-romero-reduz-tarifa-de-onibus-em-cg-e-implementa-passe-livre-para-deficientes-auditivos

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Alunos surdos podem cursar ensino regular na rede pública de Imperatriz

12/04/2013 15h26 - Atualizado em 12/04/2013 15h27

 

No município existem cerca de 500 surdos, de acordo com a associação.
Escola bilíngue oferece cursos profissionalizantes e apoio às famílias.

Alunos surdos de Imperatriz vão ter oportunidade de cursar o ensino regular nas escolas da rede publica. Segundo a Associação dos Surdos de Imperatriz, no município existem cerca de 500 surdos, mas esse número pode ser maior, já que muitos deficientes auditivos vivem praticamente isolados, apenas no convívio familiar.

“Nós sabemos que os surdos são minoria linguística dentro da própria família, e se a família não aprende a língua de sinais, pode criar uma barreira com essa pessoa. Isso é péssimo”, diz a vice-presidente da Associação dos Surdos de Imperatriz, Maria Ivanilde de Oliveira.

Durante mais de duas décadas de atuação a Associação conseguiu firmar parcerias importantes com outros setores da sociedade. Mesmo assim, algumas metas ainda precisam ser alcançadas. Uma delas é conseguir que todos os surdos assistidos pela associação sejam bilíngues. Isso ocorre quando a comunicação é feita com a língua de sinais, quanto na modalidade escrita ou oralizada.

Uma das parcerias da Associação dos Surdos é com a escola bilíngue. Por meio da associação, a escola oferece cursos profissionalizantes e apoio às famílias. O objetivo é contribuir com a inclusão dos surdos na sociedade e no mercado de trabalho.

Na escola bilíngue de Imperatriz existem alunos matriculados desde a Educação Infantil até o quinto ano do Ensino Fundamental. Na escola, os alunos aproveitam o contra turno para participar das atividades oferecidas na sala de recursos.

A associação dos Surdos de Imperatriz oferece gratuitamente o curso de libras para familiares dos surdos buscando com isso promover a comunicação necessária também no ambiente familiar o que muitas vezes não acontece.

Fonte: http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2013/04/alunos-surdos-poderao-cursar-ensino-regular-na-rede-publica-de-imperatriz.html

terça-feira, 7 de maio de 2013

São Bernardo oferece escola para surdos

  segunda-feira, 15 de abril de 2013 18:45

A rede de ensino de São Bernardo inclui cada vez mais crianças, jovens e adultos com deficiência auditiva nas Escolas Municipais de Educação Básica (Emebs) da rede. Desde 2011, a Secretaria conta com três escolas polos, sendo uma na educação infantil e duas no ensino fundamental, além dos alunos do Centro de Qualificação Profissional (CQP), atendidos pelo programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Localizada na Vila Euro, a Emeb Professora Neusa Macellaro Moraes, é uma das unidades polo do ensino fundamental, com nove alunos surdos matriculados. Para a dirigente de ensino da unidade, Lucília Aparecida Rodrigues, a inclusão de crianças com deficiência auditiva no ensino regular transforma a vida de todos os envolvidos.

"Os ganhos são imensuráveis. Pais, professores e alunos convivem com uma constante troca de experiências. Desde cedo nossas crianças aprendem a viver com o diferente e multiplicam o conhecimento", explica a vice-diretora da Emeb.

Daniela Cezar de Oliveira, do 3º ano do ensino fundamental, é um exemplo dos benefícios dessa modalidade de educação. Foi graças a esse atendimento personalizado por parte de equipe da escola que a mãe da aluna, Marina Cezar de Oliveira, recebeu da professora um bilhete com o seguinte texto, "mãe, fala para Daniela parar de falar", um recado inusitado para uma menina surda.

De acordo com a mãe, foi um momento de grande alegria. "Não me contive de tanta felicidade e comecei a chorar. Graças ao ensino de Libras na escola e o esforço dos professores, tenho certeza que minha filha terá uma vida normal", ressalta dona Marina.

Já Fabiana Magalhães, de 31 anos e mãe da aluna Lohrana, lembra da resistência que tinha antes de conhecer o trabalho da escola Polo. Segundo ela, a convivência em sala de aula regular vem contribuindo para o desenvolvimento da filha. "Tive muita resistência em aceitar que minha filha estudasse nessa escola. Hoje, vejo o quanto a convivência com os alunos do ensino regular faz bem para minha filha", constata.

Fonte: http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/395121/sao-bernardo-oferece-escolas-polos-para-surdos/

domingo, 5 de maio de 2013

Surdo lembra obstáculos que enfrentou durante a vida acadêmica

30/04/2013 09h45 - Atualizado em 30/04/2013 11h04

 

Kléber Nascimento teve o primeiro intérprete na faculdade.
Hoje ele é pedagogo e professor de Libras.

Hoje como professor, Kléber é um exemplo para muitos (Foto: Hudson Pimentel/G1 RO)

“Na escola eu nunca tive intérprete e não conhecia nada de Libras”, diz Kléber Nascimento Santos sobre as dificuldades que passou na vida acadêmica por ser surdo. Hoje Kléber é pedagogo e professor de Língua Brasileira de Sinais em Ji-Paraná,RO.

Durante uma das aulas de Libras para mais de 20 alunos, Kleber Nascimento, de 33 anos contou ao G1 sua história de vida.

Segundo Kléber, os desafios começaram cedo pra ele. Logo depois do parto foi descoberto que o menino nasceu cego e surdo. A mãe dele, Ide Nascimento, atualmente com 63 anos, sofria de hipertensão arterial e o filho ficou com as sequelas de uma crise na hora do nascimento. A cegueira foi revertida e a criança recuperou a visão, mas a surdez permaneceria pela vida toda.

Hoje como professor, Kléber é um exemplo para muitos (Foto: Hudson Pimentel/G1 RO)

Aos sete anos Kléber teve que se adequar às aulas dadas pelos professores tradicionais da época. “A metodologia deles era dar aulas mais explicativas com texto no quadro. Eu tentava interagir com meus colegas observando como eles faziam os exercícios e assim fui aprendendo”, relembra.

Sofri muito porque eram 10 disciplinas, cada uma com um professor com um jeito diferente de lecionar, mas todos cobravam para estudar mais"

Kléber Nascimento Santos, pedagogo

Foi olhando e aprendendo que conseguiu chegar à quinta série. Kléber lembra que o desempenho escolar era cobrado pelos professores, mas ele não tinha possibilidade de um bom rendimento como as outras crianças. “Sofri muito porque eram 10 disciplinas, cada uma com um professor com um jeito diferente de lecionar, mas todos cobravam para estudar mais”, comenta.Olga, primeira intérprete de Kléber na faculdade (Foto: Hudson Pimentel/G1 RO)

A surdez na adolescência o fez deixar as brincadeiras com os amigos de lado e se aproximar mais dos familiares. Era em casa com a ajuda dos pais e dos irmãos que Kléber contava para rever o conteúdo das aulas. “Quando acabava a aula você acha que eu ia brincar com os amigos? Que nada, eu pedia aos meus pais e meus dois irmãos que me ajudassem, eram horas e horas de estudo”, diz.

O empenho do único garoto surdo da sala deu resultado. Com notas acima dos demais, o aluno se tornou referência e passou de ajudado para ajudante. “Acabei servindo de exemplo para os outros. Os professores me parabenizavam e perguntavam: vocês que são ouvintes estão perdendo para o Kléber que é surdo?”, comenta Kléber que completa: “eu questionava a mesma coisa, como posso estar melhor se eles ouvem?”.

Olga, primeira intérprete de Kléber na faculdade
(Foto: Hudson Pimentel/G1 RO)

Após dois vestibulares, sem intérpretes, ele ingressou em uma faculdade de pedagogia e passou o primeiro semestre como nas primeiras aulas quando era menino. “No primeiro dia de aula quando eu coloquei a mão na orelha pra demonstrar que era surdo, meu professor fez uma cara como quem dizia, e agora?”, brinca.

“No início do segundo semestre conheci a Olga, foi um alívio”, comenta Kléber se referindo à Olga Maria da Mota, professora de Libras que deixou de ensinar na rede pública para ajudá-lo. “Eu o acompanhei pelos três anos e meio da faculdade, eu meio que me formei novamente com ele”, diz Olga.

O começo, segundo a professora, não foi fácil porque a novidade acabava chamando mais a atenção do que as aulas. “No início era meio constrangedor porque era novidade ter um intérprete. Às vezes deixavam de ver o professor pra ficar me olhando”, lembra.

Segundo Olga, nas primeiras aulas os alunos duvidavam se aquilo que ela dizia era realmente o que Kléber expressava. “Quando tinha apresentação de algum trabalho é que a coisa ficava boa, ele me dizia por Libras e eu apresentava à classe que ficava boquiaberta”, explica.

Formado em pedagogia e professor na primeira escola bilíngue de Rondônia, Kléber dá aula de Libras para crianças surdas e para professores. “Hoje sou muito grato aos meus pais, irmão e aos meus professores que tiveram paciência e me ajudaram a ser o que sou hoje”, ressalta.

Kléber lembra que aula de Libras é muito importante e quem fizer poderá ajudar outras pessoas no futuro. “Da mesma forma que eu me esforcei pra ler e escrever gostaria que se esforçassem para aprender Libras, assim poderemos nos comunicar melhor”, finaliza.

Ao final da história interpretada por Olga, Kléber foi ovacionado sob os aplausos silenciosos da turma.

Fonte: http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2013/04/surdo-fala-dos-obstaculos-que-enfrentou-durante-vida-academica.html

sábado, 4 de maio de 2013

Alunos com surdez têm intérpretes em salas de aula na região

01/05/2013 16h58 - Atualizado em 01/05/2013 20h11

 

Profissionais traduzem as explicações didáticas para a língua de libras.
Número de profissionais licenciados para essa função ainda é insuficiente.

Na região de Itapetininga (SP), estudantes com surdez acompanham as aulas juntamente com os alunos sem deficiência. Para isso, um profissional em libras, a língua dos sinais para deficientes auditivos, também participa das aulas com o aluno especial para traduzir as explicações do professor.

Um dos estudantes beneficiados nesse programa de inclusão, desenvolvido em escolas estaduais, é Giovani Almeida Carriel, de 14 anos.  A surdez não o fez alguém diferente. O silêncio também não é mais considerado uma barreira. Na sala de aula, o estudante da Escola Estadual Fernando Prestes está entre os mais empenhados e comunicativos. Somente nesta unidade de ensino são cinco alunos com surdez. Já na região, são 15 estudantes da rede pública estadual de ensino com acompanhamento de intérpretes.

Há dois anos, Carriel conta com a ajuda do interlocutor. Com isso, consegue entender melhor o conteúdo das matérias, facilitando o trabalho do professor que não se especializou.

De acordo com o professor de Ciências e Biologia, Elizeu Monteiro de Souza, que não é especialista em libras, a presença do interprete é fundamental, pois permite que o aluno com deficiência tenha o mesmo desenvolvimento nos estudos do que os outros colegas de classe. “O intérprete aproxima bastante o aluno especial e consegue transmitir o que eu não consigo”, diz.

Os estudantes que convivem com Giovani afirma que não existe preconceito, mas eles também acabam aprendendo mais com o jovem. “A gente aprende com ele e com o professor de libras”, diz Bruno Alves Cavalcante, de 13 anos.

O professor que acompanha Giovani é Adelson Paulino da Silva que é pós-graduado em libras. Segundo ele, o trabalho voltado para este tipo de deficiência é essencial na rotina do estudante surdo. “A língua portuguesa entra como a segunda língua para ele. A primeira língua é a libras e a segunda língua é a língua portuguesa. Então, tudo o que envolve a língua portuguesa é uma dificuldade para esses alunos. Eu procuro justamente fazer o meio de campo entre locução ou a tradução do português para a libras”, diz.

De acordo com a diretoria regional de ensino, esse tipo de apoio profissional em sala de aula só não é mais frequente na rede pública porque Ao lado do professor, intérprete repassa as explicações ao aluno com surdez. (Foto: Reprodução TV TEM)faltam profissionais especializados. Em nove municípios da região são 17 professores, sendo que 12 deles estão em Itapetininga. De acordo com a coordenadora do núcleo pedagógico de educação especial, Gisele Terezinha Ramos Pinto, para atender a demanda nas escolas, seria necessário mais pessoas com formação para atuar. “Nós temos na cidade muitas pessoas que sabem libra, dominam a libra, mas não têm a licenciatura, então estão faltando profissionais habilitados para estarem ocupando esse espaço”, afirma.

Para alunos como Giovani, o interesse de profissionais em trabalhar na área é a garantia de um futuro melhor. Por meio do professor, em libras ele afirma que o português é difícil e para escrever e aprender precisa de ajuda. “O professor me ajuda muito”, afirma o jovem.

Ao lado do professor, intérprete repassa as explicações ao aluno com surdez. (Foto: Reprodução TV TEM)

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2013/05/alunos-com-surdez-tem-interpretes-em-salas-de-aula-na-regiao.html

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Aplicativo oferece gratuitamente um dicionário de português para libras.

 

Nesta primeira fase, a tecnologia está disponível somente para android.

Prodeaf Móvel foi um projeto desenvolvido por um grupo de ex-alunos da Universidade Federal de Pernambuco patrocinado pelo Grupo Bradesco Seguros.

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.Proativa.ProDeafMovel

aplic

sábado, 1 de setembro de 2012

Aluno com deficiência auditiva defende dissertação sobre ambiente de EAD para surdos

Publicado em 28.08.2012, às 10h22

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Marcelo Amorim sugere melhorias no âmbito da acessibilidade e usabilidade no projeto Amadeus do CIn/UFPE

Do NE10

Quando um pesquisador convive, na prática, com a problemática do seu estudo, a apresentação dos resultados dessa pesquisa torna-se bem interessante; ainda mais, quando trata-se de um aluno com deficiência auditiva que se debruçou sobre o ambiente virtual de aprendizagem para surdos.

O mestrando Marcelo Lúcio Correia de Amorim defenderá sua tese "Estilos de interação web de navegação e ajuda contextual para usuários surdos em plataformas de gestão da aprendizagem", na próxima sexta-feira (31), às 10h, no Centro de Informática (CIn) da UFPE. A defesa é aberta ao público.

O problema de pesquisa surgiu a partir da dificuldade que Marcelo e seus colegas - todos surdos - da graduação na modalidade de Ensino à Distância (EAD) tiveram para utilizar o ambiente virtual nesta modalidade de ensino. Para as aulas do mestrado, Marcelo contou com a ajuda de um intérprete de Libras.

O mestrando, sob orientação do professor Fernando Fonseca, sugere melhorias no âmbito da acessibilidade e usabilidade no projeto Amadeus do CIn/UFPE, cuja próxima versão (1.0) terá recurso de acessibilidade para alunos surdos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

DEFICIENTES APRENDEM INGLÊS - SÃO CARLOS/SP

Alunos com deficiência auditiva aprendem inglês no interior de São Paulo

A prefeitura de São Carlos (SP) implantou na rede municipal de ensino o método bilíngue. Alunos do ensino básico e fundamental são alfabetizados em português e inglês, inclusive os estudantes que têm aulas na linguagem de libras.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CURSO GRATUITO EM LIBRAS ENSINA A FAZER OVOS DE PÁSCOA - Vitória/ES

A Loja da Garoto abre as inscrições para o curso gratuito “Aprenda a fazer seu primeiro ovo de Páscoa”, voltado especificamente para pessoas surdas. Os alunos aprenderão técnicas para produzir ovos de Páscoa, com a interpretação simultânea de Libras. As aulas acontecem no dia 13 de março, em dos horários, que são as 10 da manhã e às 15 horas. As inscrições podem ser feitas na Loja da Fábrica, das 9h às 18 horas ou pelo telefone (27) 3320-1706, com a Sheila.

Fonte: http://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/empregoseconcursos/2012/02/27/garoto-abre-curso-gratuito-para-surdos-sobre-como-fazer-ovos-de-pascoa/

domingo, 15 de janeiro de 2012

CARNAVAL SP JÚRI DEFICIENTE

Carnaval de SP terá deficientes visuais no júri do quesito bateria

O carnaval de São Paulo terá pela primeira vez um grupo de jurados de bateria composto por deficientes visuais.

Segundo a assessoria SPTuris (empresa municipal de promoção do turismo), os selecionados fizeram um curso preparatório e, neste domingo, passarão pela terceira e última fase de avaliação no Sambódromo do Anhembi.

Promovido pela Uesp (União das Escolas de Samba Paulistanas) em parceria com a SPTuris, o programa formou avaliadores que se concentrassem exclusivamente no som e no ritmo das escolas.

Desde agosto, os candidatos tiveram aulas teóricas e práticas de percussão e aprenderam técnicas de como avaliar o quesito durante o desfile.

A iniciativa foi inspirada no projeto "Carnaval Paulistano: Só Não Vê Quem Não Quer", de 2011, em que deficientes visuais acompanharam os ensaios, a concentração e os desfiles do Carnaval. O projeto contou com apoio da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Em uma iniciativa pioneira, o Carnaval de São Paulo em 2012 vai contar com pessoas com deficiência visual entre os jurados do quesito Bateria. No próximo domingo (15/01), às 17h30, a primeira turma do curso “Jurado dEficiente”, promovido pela União das Escolas de Samba Paulistanas (Uesp) em parceria com a SPTuris, passará pela última avaliação durante o ensaio técnico da escola de samba Tom Maior, noSambódromo do Anhembi.

O objetivo do projeto foi formar avaliadores que se concentrem exclusivamente no som e ritmo produzido pelas escolas, sem serem influenciados por atributos visuais, como fantasias, alegorias ou coreografias.

A capacitação, que teve início em agosto, contou com três etapas. Na primeira, os participantes receberam aulas teóricas de percussão. Na segunda, as aulas foram práticas. Na terceira, aprenderam técnicas para avaliação que serão usadas durante os desfiles. Ao final de cada fase, os alunos foram submetidos a uma avaliação.

A iniciativa foi inspirada no projeto “Carnaval Paulistano: Só Não Vê Quem Não Quer”, que levou pessoas com deficiência visual para acompanhar de perto os ensaios, a concentração e os desfiles do Carnaval de 2011.

O projeto foi uma parceria entre a SPTuris e o Complexo Educacional FMU, com apoio da Fundação Dorina Nowill para Cegos e escolas de samba do grupo especial.

“Mais do que aprimorar as avaliações das escolas de samba no Carnaval de São Paulo, essa ação busca tornar essa festa cada vez mais acessível. Essa preocupação que norteou o Carnaval 2011 será levada adiante pelas organizações ligadas à folia por meio de projetos como esse”, diz o presidente da SPTuris, Marcelo Rheder.

Fonte: http://promoview.com.br/promoverde/168729-carnaval-de-sao-paulo-inova-na-composicao-do-juri/ 

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1034618-carnaval-de-sp-tera-deficientes-visuais-no-juri-do-quesito-bateria.shtml

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