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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Pessoas com deficiência: Fiscalização será intensificada em 2015, segundo MTE

Publicada em: SINAIT - 30/09/2014

A fiscalização de pessoas com deficiência no mercado de trabalho será intensificada em 2015. O Ministério do Trabalho e Emprego – MTE vai implantar a fiscalização da substituição do empregado com deficiência ou reabilitado demitido sem a contratação previa de um substituto em condições semelhantes.

De acordo com a Auditora-Fiscal do Trabalho, Fernanda Maria Pessoa di Cavalcanti, responsável pelo Projeto de Inserção de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho da DEFIT/SIT/MTE, a intenção é coibir os abusos cometidos pelos empregadores que infringem a Lei nº 8.213/1991. A lei trata dos Planos de Benefícios da Previdência Social, incluindo-se aí a questão da habilitação e reabilitação profissional de pessoas portadoras de deficiência.

Pela lei, a empresa só pode demitir trabalhador com deficiência ou beneficiário reabilitado nas seguintes situações: se estiver com a cota completa e a demissão não implicar em descumprimento da cota legal; por término de contrato por prazo determinado de noventa dias, por justa causa e por pedido de demissão.

“A nova modalidade de fiscalização vai evitar que as empresas dispensem os trabalhadores com deficiência ou beneficiário logo após o termino da fiscalização”, explica Fernanda di Cavalcanti.

Dados da RAIS-2013 mostram que houve um aumento de 8,33% de PcD/ reabilitado no mercado de trabalho, comparado com o ano de 2012, enquanto que para o mercado total de trabalhadores com deficiência esse aumento foi de 3,10%. “A expectativa da fiscalização trabalhista é que esse número aumente mais ainda depois da implantação da nova modalidade de fiscalização, em 2015”, informou Fernanda di Cavalcanti.

Dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho-SIT também revelam que nos últimos três anos os Auditores-Fiscais do Trabalho registraram aproximadamente 95 mil trabalhadores com deficiência durante as ações de fiscalização. Este valor representa quase um terço do total de trabalhadores com deficiência inseridos no mercado de trabalho brasileiro.

Fiscalização indireta eletrônica

O modelo de fiscalização indireta eletrônica implantado para o FGTS também está sendo adequado para a fiscalização deste benefício para a pessoa com deficiência. O novo serviço ainda não tem data prevista para ser implementado

“A ideia é alcançar um número maior de empresas que serão notificadas eletronicamente para comprovarem o cumprimento da cota legal para pessoas com deficiência e beneficiário reabilitado da Previdência Social”, explica Fernanda di Cavalcanti.

Segundo ela, as empresas encaminharão eletronicamente os documentos exigidos pela fiscalização, pois além dos Auditores-Fiscais do Trabalho terem competência para fiscalizar o cumprimento das cotas, têm a obrigação legal de verificar o enquadramento da PcD/beneficiário reabilitado na norma legal.

“Não é toda deficiência que é alvo da ação afirmativa do Estado brasileiro, daí a necessidade da atuação da fiscalização trabalhista para aquelas PcD que, sem essa “ajuda”, não teriam lugar no mercado de trabalho”.

Além de alcançar um número bem maior de empresas, a nova modalidade de fiscalização vai dar mais condições de os Auditores-Fiscais do Trabalho verificarem “in loco” as condições de trabalho da PcD

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Empresas buscam autistas por suas habilidades únicas.

Algumas empresas estão vendo o autismo cada vez mais como uma vantagem no trabalho, em vez de uma deficiência.

A empresa alemã de software SAP AG, por exemplo, tem procurado ativamente pessoas com autismo para certas posições, não como uma iniciativa de caridade, mas por acreditar que as características do autismo podem tornar algumas pessoas melhores para determinadas tarefas.

Segundo especialistas na deficiência, a iniciativa tem mérito: Estima-se que 85% dos adultos com autismo estejam desempregados. O programa, iniciado na Alemanha, Índia e Irlanda, também está sendo lançado em quatro escritórios da empresa na América do Norte.

A SAP pretende que, até 2020, 1% da sua mão-de-obra, de cerca de 650 pessoas, seja de pessoas com autismo, diz José Velasco, responsável pela iniciativa da SAP nos Estados Unidos.

Pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) - que têm como características um comportamento repetitivo e deficiência para interações sociais - tendem a prestar muita atenção a detalhes, o que pode torná-las muito indicadas para fazer testes de software e eliminar falhas, segundo Velasco, que tem dois filhos com a doença.

Além disso, essas pessoas trazem uma perspectiva diferente ao local de trabalho, o que pode contribuir para a eficiência e a criatividade, diz.

"Elas têm uma natureza muito estruturada" e apreciam resultados precisos e sem ambiguidade, diz. "Estamos olhando para esses pontos fortes e vendo onde eles teriam valor na organização."

Os funcionários autistas da SAP assumiram funções como a identificação de problemas de software e a distribuição de consultas feitas pelos clientes à central de atendimento, para membros da equipe responsável pela solução de problemas.

Um desses funcionários autistas trabalha em "marketing de talentos", enviando mensagens a outros empregados internamente. A empresa procura alguém para produzir vídeos e está considerando um candidato com autismo que tenha experiência em mídia.

A SAP também está cogitando oferecer outras funções para autistas, como a redação de manuais que deem a clientes instruções muito precisas sobre como instalar o software.

As pessoas com autismo podem se sobressair numa descrição passo a passo, por exemplo, sem omitir detalhes que outros podem deixar escapar, diz Velasco. O processo de compras, como a obtenção de notas fiscais ou a gestão da cadeia de suprimentos, é outra área em que um indivíduo com autismo pode se destacar, diz ele.

A SAP não é a única empresa a ter um programa desse tipo. Nos EUA, a agência de hipotecas Freddie Mac oferece estágios desde 2012, inclusive na área de TI, finanças e pesquisa.

A instituição contratou seu primeiro funcionário em tempo integral desse programa em janeiro, segundo uma porta-voz da Freddie Mac. Na área de TI, a empresa descobriu que os estagiários têm um bom desempenho em testes e modelagem de dados que exigem foco e grande atenção a detalhes, assim como uma maneira de ver as coisas que pode ter sido ignorada pelos desenvolvedores.

"Aproveitar as habilidades únicas de pessoas no espectro autista tem o potencial de fortalecer nosso negócio e nos tornar mais competitivos", diz a norma interna da Freddie Mac.

Assim como ocorre em qualquer grupo, pessoas com autismo têm uma gama de interesses e habilidades. A SAP está trabalhando com uma consultoria dinamarquesa de treinamento com foco no autismo, a Specialisterne. A firma faz uma seleção cuidadosa de candidatos para encontrar profissionais adequados, antes de enviá-los para serem avaliados pela SAP.

Patrick Brophy, de 29 anos, é bacharel em ciência da computação e fez pós-graduação em sistemas de multimídia, que inclui o desenvolvimento de sites e edição. Brophy diz ter a síndrome de Asperger, termo comumente usado para descrever uma forma mais branda do transtorno do espectro autista.

Ele estava procurando um emprego integral há alguns anos, mas diz que, nas entrevistas pelas quais passou, acabava gaguejando ou interpretando mal as perguntas, o que ela acha que prejudicou seu resultado.

Mas quando chegou à SAP para a entrevista, ele tinha as qualificações técnicas e parecia ter a capacidade de trabalhar num ambiente corporativo, diz Peter Brabazon, gerente de programas da Specialisterne. Brophy foi contratado pelo departamento de garantia de qualidade em julho, onde identifica falhas em software que ainda vai ser vendido.

"Quatro semanas antes de entrar [na empresa], comecei a ficar mais nervoso", diz Brophy, que se preocupava com sua adaptação a um novo ambiente. "Em um mês, [o trabalho] se tornou natural. Eu me encontrei."

Para Brophy, o trabalho traz desafios, especialmente quando tem que mudar a forma com que faz uma determinada tarefa. Do ponto de vista social, foi fácil se integrar à equipe, diz Brophy e David Sweeney, colega designado para ser seu mentor.

Estima-se que 1% da população dos EUA, cerca de três milhões de pessoas, tenha uma síndrome do espectro autista. Os dados mais recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, divulgados na semana passada, mostram que 1 em cada 68 crianças foi diagnosticada com alguma espécie de autismo nos EUA.

No Brasil, o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo estimou, em 2007, que há um milhão de casos de autismo no Brasil. Hoje, será inaugurada em Itaboraí, RJ, a primeira clínica-escola para autistas do Brasil, que também funcionará como centro de capacitação profissional.

Fonte: Valor Econômico / The Wall Street Journal, por Shirley S. Wang e Camila Viegas-Lee, 01.04.2014

quinta-feira, 27 de março de 2014

Falta qualificação para preenchimento de vagas de pessoas com deficiência

Das 800 vagas destinadas às pessoas com deficiência, em São Carlos (SP), 152 ainda não foram preenchidas, segundo levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT). As empresas alegam que falta qualificação profissional. Já os candidatos acreditam que falta disposição das empresas em adaptar os locais de trabalho às necessidades deles.


20140325162412_e1ad5As empresas com mais de 100 funcionários devem reservar vagas para deficientes físicos, de acordo com a lei. Em São Carlos, são 65 empresas e 28 cumprem a cota integral. As restantes cumprem somente parte da cota por dificuldades de qualificação.


Para o auxiliar de escritório Fábio de Lima, a maior barreira para encontrar uma vaga no mercado de trabalho não é a deficiência e sim a falta de preparação das empresas. “Pergunto onde será a entrevista, ai eu entro no lugar e observo que não é adaptado. É complicado”, relatou.


Qualificação
Os dados do MPT mostram que a situação também acontece em Rio Claro. Das 378 vagas destinadas a deficientes físicos, 151 continuam abertas, mas as empresas dizem que não conseguem encontrar candidatos.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Rio Claro (ACIRC), Antonio Carlos Beltrame a maioria das empresas está preparada, o que falta é capacitação profissional, além de uma série de outros fatores. “Depende da deficiência que a pessoa tem, depende da atividade que ele vai poder exercer, da vontade da família também de estar proporcionando isso para o deficiente, da acessibilidade do deficiente de chegar ao local de trabalho e a capacitação”, explicou.


Uma metalúrgica de Rio Claro, que tem 140 funcionários, precisaria contratar uma pessoa com algum tipo de deficiência, mas há dois anos a vaga está aberta. O emprego é para a área de fabricação e montagem de escapamentos para veículos.


A responsável pelo setor de recursos humanos Simone Hintze disse falta interesse por parte dos candidatos, porque a falta de qualificação não é um problema para a metalúrgica. “Nós estamos dispostos a capacitar sim e até treinar os funcionários para a convivência com essas pessoas, mas a dificuldade é que nós não conseguimos encontrar uma pessoa pelo meio de trabalho que nós desenvolvemos aqui”, contou.


O marceneiro Rogério Crioni, que sofreu um acidente vascular cerebral há quatros anos e perdeu parte dos movimentos da perna e da mão esquerda, está há muito tempo em busca de um emprego. Ele não vê nas empresas o interesse em se adaptar para receber um candidato com deficiência. “A gente é capaz de se adaptar a várias funções”, disse.


Para Rogério, a deficiência limita, mas não acaba com o sonho de estar empregado novamente. “Eu busco com empenho e com vontade”, relatou.


Penalidade
O gerente regional do Ministério Público do Trabalho, Antônio Valério Morillas Júnior, disse que a lei ajuda a inserção social, mas só ela não é suficiente. “Essa lei fixa a obrigatoriedade das empresas em contratar deficientes, acima de 1 mil empregados 5% das vagas devem ser preenchidas por deficientes. Caso não seja cumprido as empresas são chamadas no ministério para comprovar a contratação e um prazo é aberto para que ela possa contratar. Se isso não ocorrer ela sofre uma penalidade que varia de R$ 119 mil a R$ 1.191 milhão, além de serem denunciados podendo virar uma ação civil com penalidades maiores”, explicou.


Fonte: G1

terça-feira, 26 de novembro de 2013

MP entra com ação pedindo vaga para deficiente em concurso da PM-PI

 

Concurso não prevê reserva de vagas nos cargos de oficial e soldado.
Promotora quer reabertura do prazo de inscrição no concurso.

Do G1 PI

A 28ª Promotoria de Justiça de Teresina ingressou com ação civil pública solicitando a retificação do concurso da Polícia Militar do Piauí para o direito de pessoas com deficiência nesta terça-feira (19). Segundo a Vara que é responsável pela defesa dos direitos da pessoa com deficiência e do idoso, o edital do concurso público para a PM no estado não prevê reserva de vagas para pessoas com deficiência nos cargos de oficial e soldado.

Em outubro, o Ministério Público havia expedido uma recomendação solicitando mudanças no edital com a retirada do item 1.8 por considerá-lo ilegal e inconstitucional, além do pedido de reserva de 10% das vagas para cargos de oficial e soldado. Contudo, os pedidos não foram atendidos pelo comando da PM e pelo Núcleo de Concursos Promoção de Evento (NUCEPE) da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), responsável pela realização do processo seletivo.

De acordo com os órgãos, o item 1.8 do edital determina que eliminação sumária do candidato com deficiência, o que configura discriminação. “Conforme preceitua o art. 38 do Decreto nº 3298/99, de 20.12.1999, inciso II, não será reservado o percentual de vagas a pessoas com deficiência, visto que este concurso público destina-se à carreira que exige plena aptidão do candidato”, determina o edital.

A ação civil pública da 28ª Promotoria de Justiça determina que prova física e o curso de formação devem ser adaptados para o candidato com deficiência. Estabelecendo ainda que se for necessário, haja a presença de uma equipe multidisciplinar composta por médico especialista, educador físico e terapeuta ocupacional.

Para a promotora Marlúcia Evaristo o prazo para inscrição no concurso deve ser reaberto com o mesmo número de dias ao do primeiro edital, para viabilizar as inscrições dos candidatos de forma gratuita.

“Tem suporte no direito social a não discriminação no emprego, no tocante a salários e critérios de admissão do trabalhador com deficiência, assim como a garantia de reserva de vagas em cargos e empregos públicos”, afirma.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Deficiente ainda encontra dificuldade para entrar no mercado

Desde 1991, a lei determina que empresas com mais de 100 funcionários devem destinar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência

Yara Aquino, da

Mão na cadeira de rodas

A qualificação adequada não é o principal entrave para a contratação de pessoas com deficiência

Brasília – Na data em que se promove o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, 21 de setembro, a avaliação é que há desafios a serem enfrentados para garantir o acesso dos deficientes ao mercado de trabalho. De acordo com o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Antônio José Ferreira, nem 50% das vagas de trabalho que deveriam estar ocupadas por deficientes, de acordo com a Lei 8.213 de julho de 1991, estão preenchidas.

 

Desde 1991, a lei determina que empresas com mais de 100 funcionários devem destinar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência. Em 2011, um total de 325,3 mil pessoas com deficiência tinham vínculo empregatício, de acordo com a última Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. O número seria 700 mil se a lei fosse integralmente cumprida, de acordo com o presidente do Conade.

“Com a lei de cotas, temos conseguido que as pessoas com deficiência tenham participação no mercado de trabalho, mas a participação é tímida. Se tivéssemos todas as vagas ocupadas seriam 700 mil pessoas com deficiência empregadas e ainda são 325 mil. Temos mais vagas disponíveis do que pessoas com deficiência no mercado de trabalho”.

A renda média das pessoas com deficiência foi R$ 1.891,16 em 2011, de acordo com os dados da Rais. A maioria dos empregados tem ensino médio completo – são 136 mil. Os homens predominam.

A qualificação adequada não é o principal entrave para a contratação de pessoas com deficiência, na avaliação de Antônio José. “Isso se dá não apenas pela questão da capacitação. Isso se dá pelo desconhecimento que o empresário tem do que pode fazer uma pessoa com deficiência”, disse.

As ações para capacitação dos deficientes vem ganhando força. Com o lançamento do Programa Viver sem Limites pelo governo federal, em 2011, foram destinadas 150 mil vagas do Programa Nacional do Ensino Técnico às pessoas com deficiência. Nos últimos seis anos, o Senai formou 78,3 mil deficientes. Em 2007, foram 10 mil matrículas e, em 2012, chegou a 17 mil matrículas.

O presidente do Conade avalia que o cumprimento das leis que garantem direitos aos deficientes, seja em áreas com educação, acessibilidade e trabalho tem avançado. Ele observa, no entanto, que é preciso criar uma cultura de inclusão na sociedade brasileira. “No caso das pessoas com deficiência não temos leis que sejam punitivas, então, temos que fazer sensibilização, campanhas”, disse.

De acordo com dados o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 45,6 milhões de pessoas com pelo menos um tipo de deficiência, o que representa 23,92% da população.

Em MS, deficiente auditivo supera obstáculos para conseguir emprego

De acordo com a Funsat, 300 deficientes auditivos estão empregados.
Empresas com mais de 100 funcionários devem destinar vagas a surdos.

Do G1 MS

Comente agora

Uma lei garante que empresas com mais de 100 funcionários destinem um percentual de 2 a 5% das vagas para pessoas com deficiência. Nesta semana, em que é comemorado o dia nacional do surdo, a reportagem do Bom Dia MS mostra como os surdos enfrentam obstáculos no mercado de trabalho e de que maneira eles superam os desafios.

Neide Severina é uma das funcionárias mais antigas de uma editora em Campo Grande. Ela é surda e começou a trabalhar no local há 27 anos, quando ainda não existia a lei que garantia vaga para pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Zaqueu Ribeiro Braz é o responsável pelo setor onde Neide trabalha. Ao longo dos anos, ele percebeu a necessidade de aprender a linguagem de sinais para poder compreender a colega. “Eles não têm audição mas ficam com a visão e o tato bastante apurados, e a gente percebe o quanto eles são eficientes”, conta Zaqueu.

De acordo com a Fundação Social do Trabalho (Funsat), em Campo Grande existem 1,2 mil pessoas com 100% de deficiência auditiva, e desse total, cerca de 300 estão empregadas. Em todo estado, são mais de 100 mil deficientes auditivos. Segundo a coordenadora de promoção ao trabalho da pessoa com deficiência, Eliene Rodrigues de Souza, apesar da lei, há desafios a serem superados. "O que falta ainda é desmitificar a incapacidade da pessoa por conta da não acessibilidade de comunicação. O surdo tem capacidade intelectual fantástica, o que falta realmente é acreditar no potencial desse trabalhador", explica Eliene.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

PCD para área administrativa

A Cyberlynxx, empresa com mais de 14 anos de vivência no mercado de TI brasileiro, está selecionando PCD para área administrativa para compor sua equipe.

Os seguintes conhecimentos são exigidos para que seja selecionado:

- Ensino Médio Completo;

- Conhecimento em Windows e Pacote Office;

- Alguma experiência com área administrativa (assistente administrativo ou recepcionista ou compras ou contas a pagar, etc...)

Contratação: CLT

Benefícios: VT, VR (R$17,00), Plano de Saúde e Odontológico e Seguro de Vida.

Remuneração Compatível com o mercado

Interessados devem enviar currículo atualizado para rh@cyberlynxx.com informando CID. Currículos sem CID serão desconsiderados.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Pessoas com deficiência terão 13,7 mil vagas em cursos do SENAI pelo Pronatec

Fonte: Portal da Indústria - 20/08/2013

Matrícula, mensalidade, transporte, alimentação e material didático são custeados pelo governo federal.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) vai oferecer 13,7 mil vagas em cursos de formação inicial e continuada ou em cursos técnicos de nível médio para pessoas com deficiência. Os cursos são gratuitos e integram o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Além da matrícula e das mensalidades gratuitas, o Pronatec oferece aos estudantes transporte, alimentação e material didático.

Os interessados podem se inscrever pela internet na página pronatec.mec.gov.br, onde está a lista das opções disponíveis, ou procurar instituições como os Centro de Referência de Assistência Social (Cras), as secretarias municipais de direitos humanos e as agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine), responsáveis por encaminhar os pedidos de matrículas para o SENAI. Quem for estudante do ensino médio de escolas públicas deve procurar a secretaria das escolas.

De janeiro até agora, já foram realizadas cerca de 1,3 mil matrículas em cursos como costureiro industrial, padeiro/confeiteiro, operador de computador, eletricista industrial, entre outros, oferecidos nos 26 estados e no Distrito Federal. As aulas – em turmas inclusivas, das quais participam estudantes com deficiência e os outros alunos – contam com professores qualificados para lidar com diversos tipos de deficiência, além de material didático adequado à situação de cada estudante.

A coordenadora do Programa SENAI de Ações Inclusivas (PSAI), Adriana Barufaldi, lembra que a qualificação profissional tem importância não apenas por melhorar as condições para se conseguir emprego. “A formação abre possibilidades para que a pessoa com deficiência passe a investir em várias áreas da própria vida. Para a sociedade, conseguimos transformações culturais, na superação de preconceitos e de barreiras arquitetônicas, metodológicas e comunicacionais”, avalia.

EXPERIÊNCIA – Nos últimos seis anos, o SENAI formou 78,3 mil pessoas com deficiência. As matrículas anuais saíram de 10 mil, em 2007, para 17 mil no ano passado. Esse incremento é resultado do esforço do PSAI. Criado em 1999, o programa tem como objetivo qualificar as pessoas com deficiência e apoiá-las na inserção no mercado de trabalho. Além disso, promove o acesso a cursos de educação profissional e tecnológica para atender com recortes de gênero, etnia e maturidade, além de requalificação profissional.

Desse trabalho já resultaram quatro cursos de formação adaptados para pessoas com deficiências intelectual, física, auditiva ou visual: operador de microcomputador; montador e reparador de microcomputadores; mecânico de manutenção de motocicletas; e mecânico de manutenção de motores ciclo Otto (utilizados em carros de passeio). Trezentos docentes foram capacitados para atuarem nesses cursos e outros 300 para lidar com alunos com Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), como síndrome de Asperger, por exemplo, e deficiência intelectual. Há também 22 livros didáticos desenvolvidos nessas áreas.

As vagas oferecidas dentro do Pronatec, porém, não são restritas a esses cursos. Quando o interesse é por outras opções, grupos de apoio local – formados por equipes técnicas e pedagógicas do SENAI e de entidades parceiras – atuam para propiciar a inclusão nas aulas. Eles são responsáveis, por exemplo, por criar práticas pedagógicas que garantam a participação e o aproveitamento no curso.

De acordo com Adriana Barufaldi, a maior dificuldade ainda é informar as pessoas com deficiência sobre as vagas. Ela acredita que o plano do governo federal Viver sem Limites, que incluiu essa parcela da população como público do Pronatec, vai melhorar essa realidade. “Conseguimos aproximar entidades como o SENAI, responsável por oferecer cursos, de organizações governamentais ou não que reúnem a necessidade de formação das pessoas com deficiência”, diz.

Confira abaixo o número de vagas nos estados e pelo CETIQT:

Alagoas: 639

Amapá: 145

Amazonas: 73

Bahia: 100

Espírito Santo: 2.300

Goiás: 1.200

Maranhão: 352

Mato Grosso: 3.640

Mato Grosso do Sul: 38

Paraíba: 100

Paraná: 1.619

Rio de Janeiro: 78

Rio Grande no Norte: 150

Rio Grande do Sul: 101

São Paulo: 394

Santa Catarina: 2.225

Tocantins: 88

CETIQT: 697

TOTAL: 13.736 vagas

Por Ismalia Afonso

Do Portal da Indústria

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Funad divulga cronograma de cursos para inserção de deficientes no mercado de trabalho

Entre as capacitações, estão informática, desenho e marcenaria

A Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad) abre, na manhã desta segunda-feira (19), a programação de cursos do segundo semestre de 2013. A abertura constará de uma aula inaugural  no auditório Jimmy Queiroga, a partir das 9h. A aula inaugural tem o objetivo de explicar aos 150 inscritos, que são usuários da Funad e passam por processo de reabilitação, o conteúdo programático dos cursos e estimular a interação entre reabilitadores e usuários.

A Funad vai oferecer neste semestre sete cursos de iniciação profissional: informática, encadernação, marcenaria, depilação, manicure, desenho e artesanato. A carga horária é de 100 horas e as aulas acontecem na Coordenadoria de Treinamento, Produção e Apoio Profissionalizante (Corpu) até dezembro de 2013. Ao final, os alunos receberão certificação, e os que apresentam-se aptos são encaminhados ao mercado de trabalho.

No processo de inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a Funad realiza visitas às empresas, que são obrigadas pela Lei Federal 8.213/91, conhecida como Lei de Cotas, a absorver pessoas com deficiência. “O trabalho é muito importante porque a Funad não se configura como um órgão fiscalizador, mas como parceiro que tem contribuído para que as pessoas com deficiência tenham o direito ao trabalho respeitado, e também para as empresas que têm esse banco de dados à disposição delas. Basta contatar com a Funad, que faz o recrutamento e encaminhamento”, disse a  coordenadora Cynthia Menezes.

A partir de 2011, a Funad intensificou os indicadores de inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Enquanto em 2009 foram inseridas 87 pessoas, em 2011 o número pulou para 184. No primeiro semestre deste ano, a Funad inseriu 260 pessoas com deficiência no mercado de trabalho, e as perspectivas são de que até dezembro o número dobre. A atual gestão já conseguiu inserir quase 700 pessoas nas empresas.

Fonte: http://www.paraibatotal.com.br/

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

BRASILEIRO COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA É FINALISTA EM CONCURSO DE EMPREENDEDORISMO

 

THIERRY MARCONDES E SUA EQUIPE DA STARTUP GLORIOSOS DISPUTAM A ETAPA FINAL DO DESAFIO EM OUTUBRO, NOS ESTADOS UNIDOS

Thierry Marcondes, CEO da startup Gloriosos, finalista do Desafio Intel 2013 (Foto: Divulgação)THIERRY MARCONDES, CEO DA STARTUP GLORIOSOS, FINALISTA DO DESAFIO INTEL 2013 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Thierry Marcondes tem 25 anos e um currículo de fazer inveja a muita gente experiente. Estudante de engenharia mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ele já morou na Inglaterra e no México, se envolveu com projetos internacionais na área de meio ambiente, petróleo e carbono, foi estagiário da GE Energy e é o CEO da startup Gloriosos, representante brasileira na última etapa do Desafio Intel 2013, uma competição de soluções tecnológicas, da qual participam startups, que acontece em outubro nos Estados Unidos. Marcondes fala inglês, um pouco de espanhol e francês. E, além de todo o empenho acadêmico, o jovem também sabe cozinhar, bordar e tocar trompete.

Seria a história de mais um prodígio não fosse por um detalhe que torna o caso de Marcondes exceção: ele nasceu com surdez profunda. Então, pegue todo o esforço que você imaginou ali no início do texto e multiplique por algum número bem alto. Se ter sucesso já é difícil para quem tem os cinco sentidos tinindo, imagine quando falta um deles - especialmente em um mundo ainda pouco adaptado a deficiências. Ele reconhece mesmo que deu trabalho chegar aos 25 anos com toda essa experiência, fazendo leitura labial e sem conseguir falar ao telefone, mas faz questão de trocar a palavra "dificuldade" por outras, como "desafio" ou "aventura", quando fala sobre sua vida.

As aventuras começaram cedo na vida do estudante. Aos 11 anos, ele se mudou para a Inglaterra, quando sua mãe foi fazer uma pós-graduação em uma universidade do país. Na época, Marcondes sabia fazer leitura labial em português - o que já era uma vitória - mas teve de estudar tudo de novo, dessa vez, em inglês. Com a ajuda de uma professora canadense, ele aprendeu a entender e a falar não só o próprio inglês, mas também um pouco de espanhol e francês. "Foi um dos períodos mais incríveis que vivi. Aprendi também a cozinhar, a bordar, a tocar trompete. Cheguei até a tocar na orquestra de natal da escola no final do ano. Considero uma grande conquista, já que tiver de bolar estratégias para aprender a tocar pela vibração do instrumento".

Foi também na Inglaterra que o futuro engenheiro diz ter descoberto sua vocação. "Ficava até depois das aulas fazendo trabalhos de tecnologia, de projetos. Montava alguns objetos para suprir minhas necessidades. Se queria um carrinho para brincar, por exemplo, eu montava um. Isso foi despertando o meu interesse por tecnologia e construindo a minha curiosidade pela engenharia".

Assim, de volta ao Brasil, não é de se estranhar que ele tenha optado pelo curso de engenharia mecânica. Entrou na Unicamp, em 2007. No início da faculdade, se envolveu em diversos projetos, indo de tecnologia aeronáutica até a área ambiental. Fez inclusive um intercâmbio para o México, onde aprofundou seus conhecimentos em sustentabilidade. Em 2012 (ele adiou a formatura alguns semestres para aproveitar melhor a universidade), ele montou a equipe da startup Gloriosos e partipou do Desafio Unicamp daquele mesmo ano. Venceram a disputa com o projeto do Lux Sensor do Brasil, o mesmo a concorrer no Desafio Intel, um sensor de alta sensibilidade para detecção de combustível adulterado.

Thierry Marcondes e Wellington de Souza Filho, CTO da Lux Sensor e estudante de engenharia eletrica na Unicamp (Foto: Divulgação)THIERRY MARCONDES E WELLINGTON DE SOUZA FILHO, CTO DA LUX SENSOR E ESTUDANTE DE ENGENHARIA ELETRICA NA UNICAMP (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Na etapa da América Latina, o sistema ganhou o teceiro lugar, atrás de projetos da Venezuela e do Chile. A pontuação foi suficiente para que o grupo de Marcondes entrasse na competição mundial, que ocorre em outubro, em Berkeley. Ao lado de outras 30 startups, a Gloriosos concorre a um prêmio de US$ 100 mil.

"O projeto do Thierry é muito bom. Os juízes acreditaram que o projeto dele tem muito potencial, mas a gente não sabe como são os outros, não dá para dizer quais são as chances de o Lux Sensor ganhar", diz Rubem Saldanha, gerente de educação da Intel Brasil.  Para o executivo, no entanto, essa etapa final é apenas a cereja do bolo de um processo já bastante enriquecedor. "O Thierry ganhar ou não ganhar não é o mais importante. O que importa é o efeito que ele cria quando volta: as conversas que ele vai ter com seus amigos, as experiências que ele vai passar para as outras pessoas. Isso dissemina a cultura do empreendedorismo".

Para Marcondes, que passa a impressão de ser dessas pessoas que está sempre se desafiando, não é muito diferente. "Vejo que, a cada dia, venho descobrindo coisas novas, aprendendo coisas novas e superando obstáculos pessoais, profissionais e até aqueles referentes à minha necessidade especial. Estou bastante orgulhoso da equipe e até onde conseguimos chegar".

Nesse processo todo, o estudante afirma que a deficiência auditiva não foi muito mais do que um "desafio interessante". "Precisei enfrentar algumas situações. Por exemplo, todas as reuniões tinham de ser presenciais, pois não consigo falar ao telefone. Ao mesmo tempo, percebi que era preciso ter confiança nos sócios era essencial. Vi que era necessário unir forças e sempre trabalhar com pessoas que me complementem".

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2013/08/brasileiro-com-deficiencia-auditiva-e-finalista-em-concurso-de-empreendedorismo.html

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Deficientes superam desafios para ingressar no mercado de trabalho

Lei estabelece cota de 2 a 5% para contratação em empresas.
Percentual nem sempre é preenchido.

A lei nº 8.213 existe há mais de 20 anos e estabelece que as empresas com cem ou mais empregados preencham de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência capacitadas para a função. A legislação garante a inserção dessas pessoas ao mercado de trabalho, mas nem sempre elas conseguem se adequar às exigências dos empregadores.

Para Fernando Fernandes o apoio dos pais foi essencial para garantir seu espaço no mercado de trabalho (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

De acordo com a diretora do Sistema Nacional de Emprego em Palmas (Sine), Vânia Vidal, muitas vezes o portador de deficiência não procura o emprego porque tem direito ao Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social, que é assegurado por lei e pago pelo INSS. “Se a pessoa tem esse benefício, ela não pode ter um vínculo empregatício. Por isso, acreditamos que a falta de procura de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, também se dá através desta questão, de perder o benefício por causa do vínculo empregatício”, explica.

Fernando Fernandes, formado em contabilidade, não vive do benefício. Ele desempenha as tarefas no setor de compras de uma empresa da capital e se orgulha do trabalho que desempenha. “Meus pais sempre incentivaram a ser uma pessoa independente. Sempre batalhei muito por tudo que eu quis.”

André Vinícius é surdo e diz que não quer trabalhar, e não depender do INSS (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)André Vinícius é surdo e diz que quer trabalhar para
não depender do INSS

Como Fernando, André Vinícius, que é surdo mudo, também quer entrar no mercado de trabalho. Ele foi com o amigo Gilton Júnior ao Sine de Palmas em busca de uma das vagas para pessoa portadoras de deficiência. Mesmo não tendo se enquadrado no perfil exigido pelas empresas, ele disse que prefere trabalhar do que estar recebendo incentivo do INSS. "Todo surdo-mudo não tem intenção de viver do incentivo do governo, quer trabalhar”, diz André por meio da língua de sinais.

Na empresa em que Fernando Fernandes trabalha, o quadro funcional conta com 47 pessoas que possuem algum tipo de deficiência. Outras vagas são oferecidas, mas nem todas enquadram no perfil exigido, como explica a gerente de recursos humanos, Maria Duarte. “Precisa de profissionais que tenham conhecimento específico para atuar na área. Temos dificuldade porque encontramos profissionais com capacidade mais administrativa, onde a gente tem um número de vagas mais reduzido."

E na empresa todos são tratados igualmente. "Aqui não tem essa de banho-maria, tem que ralar como qualquer outro", enfatiza Fernando.

Fonte: http://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2013/08/pessoas-com-deficiencia-superam-desafios-do-mercado-de-trabalho.html

Deficientes ocupam só 1% do mercado

Dado faz parte de pesquisa realizada pelo Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência no ABCDMARCELO MELO
marcelo.melo@abcdbomdia.com.br

Lei que determina inclusão de deficientes no mercado completou 22 anos em julhoLei que determina inclusão de deficientes no mercado completou 22 anos em julho

Dos 805.858 trabalhadores empregados na região, apenas 10.791 são portadores de algum tipo de deficiência física, ou 1,33% do mercado de trabalho.

A informação faz parte de levantamento realizado pelo PADEF (Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência) e só não inclui Rio Grande da Serra.

Os dados demonstram que o resultado ainda está longe do esperado, já que a legislação determina que as empresas reservem até 5% do total de vagas para os portadores de necessidades especiais.

Segundo a coordenação do PADEF, a maior parte dos contratantes ainda não está preparada para receber o contingente de trabalhadores nestas condições, tanto pela acessibilidade dos prédios e instalações das empresas, quanto pela postura dos diretores, que muitas vezes optam em não dar chances aos deficientes fisícos.

Segundo informações do último censo, somente no estado de São Paulo são 9 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência e apenas 124 mil estão empregadas.

Legislação / A chamada Lei de Cotas  - Lei 8.213 - completou em julho 24 anos de a sua aprovação.

Sua criação teve como objetivo regulamentar e auxiliar os portadores de deficiência na busca por emprego, que antes disso era algo ainda mais complicado.

Entre as principais determinações da lei, está a condição de que toda empresa com 100 ou mais funcionários deve destinar de 2% a 5% (dependendo do total de empregados) dos postos de trabalho a pessoas com alguma deficiência.

A baixa escolaridade e a falta de qualificação profissional, provocadas pela falta de infraestrutura na educação e transporte público do país, são apontadas como as principais causas da não contratação de pessoas com deficiência pelas empresas, além da adaptação necessária na estrutura das organizações, para que os espaços possam ser adequados ao trabalho e ao deslocamento dos profissionais.

MAIS

Legislação  precisa oferecer chance

De acordo com a legislação, empresas que possuem de 100 a 200 empregados devem ter 2% de deficientes no quadro de funcionários.  As que empregam de 201 a 500, devem destinar 3% das vagas aos deficientes. Entre as que trabalham com 501 a 1000 funcionários, o porcentual deve ser de 4% . Acima de 1001, o toral reservado deve ser de 5%.

10.791 é número de trabalhadores com algum tipo de deficiência empregados no ABC.

Rio Grannde está fora da pesquisa

Os números não levam em consideração os dados de Rio Grande da Serra, que não entrou na pesquisa

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/55441/Deficientes+ocupam+so+1%25+do+mercado+

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho: Prevenção, Segurança e Saúde no Trabalho.

Objetivo:  Propiciar aprimoramento técnico-científico aos profissionais que trabalham na área de saúde sobre o tema de Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho.

Público:  Profissionais da área de saúde e segurança no trabalho, de empresas privadas e instituições públicas.

Data:  20/08/2013 à 17/09/2013

Horário:  09:00 hs. às 17:00 hs.

Importante:  As inscrições estarão disponíveis nesta página a partir do dia 01/08/2013 às 14h00min

Inscrições:  Taxa simbólica de 2 itens de Higiene Pessoal (desodorante spray masculino ou feminino e uma escova de dentes macia) a serem entregues no primeiro dia do curso na própria Fundacentro, os mesmos serão encaminhados para a instituição de caridade "Pequeno Cotolengo". A confirmação da inscrição será feita pelo e-mail cadastrado na ficha de inscrição. Informamos que o participante que se inscrever e não comparecer ao curso sem aviso prévio de desistência não participará dos próximos cursos previstos, mesmo que efetue a inscrição pelo site.

Endereço: Rua Capote Valente, 710

CEP: 05409-002

Bairro: Pinheiros

Cidade/Estado: São Paulo - SP

Telefone(s):  (11) 3066-6055 / (11) 3066-6337

Programa Completo

ECT é condenada a pagar mais de R$ 20 milhões de indenização por discriminar empregada com deficiência.

O juiz Alcir Kenupp Cunha, da Vara do Trabalho de Gurupi (TO), condenou a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ao pagamento de mais de R$ 20 milhões em indenizações por discriminar e demitir empregada com deficiência visual aprovada em concurso público de 2011, sob a alegação de que ela não teria condições de exercer as atribuições do cargo de agente de correios/atendente comercial.

Na sentença, o magistrado determinou o pagamento de R$ 188.550,00 a título de danos morais para a autora da ação; R$ 10 milhões de dano social em favor do Fundo de Amparo ao Trabalhador; e mais R$ 10 milhões por dano moral coletivo destinado à entidade filantrópica Associação dos Portadores de Deficiência do Estado do Tocantins (APODECETINS).

A decisão foi dada com base numa extensa transcrição de documentos, depoimentos de testemunhas, laudos técnicos, legislação, normas internas da ECT e manifestações de órgãos públicos.

De acordo com os autos, a autora da reclamação trabalhista, que é deficiente visual, concorreu à vaga destinada a pessoas com deficiência e foi aprovada em todas as fases do concurso público, inclusive, foi considerada apta a ocupar o cargo – após exames e perícia médica para avaliar a qualificação e compatibilidade entre as atribuições da vaga e a deficiência da funcionária concursada. Depois da contratação, ela participou de treinamento na cidade de Palmas (TO), junto com outros aprovados não deficientes.

Durante a fase de treinamento, a funcionária com deficiência disse que não foram oferecidas condições de acessibilidade compatíveis com sua condição, porque os computadores não eram adaptados e não recebeu apostila em Braile.

Segundo informações do processo, a empregada foi lotada na cidade de Marianópolis – distante 288 quilômetros de sua residência – e obrigada a tomar posse, sob pena de perder a vaga, mesmo depois de solicitar remanejamento devido sua condição física que a impedia de morar sozinha em outra localidade.

Sem alternativa, a trabalhadora tomou posse e se instalou na localidade, levando uma pessoa da família para auxiliá-la. Ao começar a trabalhar na agência dos Correios, percebeu que não tinham sido realizadas adaptações necessárias e compatíveis com sua deficiência.
No dia 30 de dezembro de 2011, a funcionária recebeu a informação de que, após avaliação de uma equipe multiprofissional, a ECT havia decidido demiti-la por não conseguir desempenhar suas atividades com êxito.

Em sua defesa, a empresa alegou que essa equipe multiprofissional era altamente especializada e preparada para atender às necessidades da empregada com deficiência visual, a qual nada requereu sobre impugnação à composição da equipe ou sobre a necessidade da presença de outros profissionais.

Como argumento, a ECT disse ainda que todas as atividades desempenhadas pelos Correios necessitam de leitura de objetos e que não houve ato ilegal ou discriminatório.

Desrespeito - Para o juiz do trabalho Alcir Kenupp Cunha, a ECT jamais quis contratar a autora da ação ou qualquer outra pessoa com deficiência. “A previsão constante do edital do concurso da reclamada é mero atendimento de exigência constitucional e legal, que é desrespeitada logo após as fases iniciais do certame, para o fim de, por meio de arremedo de ‘acompanhamento’ e ‘avaliações’, eliminar nas etapas seguintes as pessoas com deficiência que ‘ousaram’ ser aprovadas no concurso”, afirmou o magistrado na sentença.

Segundo ele, a Empresa de Correios, por meio de norma interna, chegou a institucionalizar a discriminação. “As pessoas com deficiência são tratadas primeiramente como doentes, pois são denominadas ‘portadoras de deficiência’. E, pior, são tratadas pela sigla ‘PD’, tratamento completamente voltado à exclusão”, avaliou.

Além disso, o magistrado considerou que não houve cumprimento das normas do edital do concurso, o qual dispõe sobre a avaliação e acompanhamento do trabalho da pessoa com deficiência, desde o início do processo de formação e durante o período de experiência, por equipe multidisciplinar composta por especialistas e funcionários que exerçam o mesmo cargo.

“O que ocorreu foi um procedimento sumário de ‘avaliação’ da autora em ambiente de trabalho não adaptado a sua deficiência, que durou apenas uma hora”, constatou o juiz do trabalho. Na opinião dele, a “avaliação” foi feita exigindo-se que a funcionária tivesse condições de realizar as atividades da mesma forma que uma pessoa sem deficiência.

“Note-se que o laudo pericial concluiu que os ambientes de trabalho não atendem às normas de acessibilidade para pessoas com deficiência, mas também, que não atendem às normas de proteção prevista para qualquer trabalhador, deficiente ou não”, observou o juiz Alcir Kenupp Cunha.

Segundo ele, ficou evidente nos autos que a ECT não tomou qualquer providência para adaptar o local de trabalho com as condições necessárias para que a empregada pudesse trabalhar.

“Em suma: a reclamada agiu de forma discriminatória, envidando todos os esforços para impedir que a autora fosse efetivada no cargo para o qual foi aprovada no concurso”, concluiu o magistrado.

Na decisão, o juiz determinou a nulidade da dispensa da empregada e o pagamento de todos os salários e demais direitos devidos no período de afastamento dela.

“Independentemente do trânsito em julgado, a reclamada deverá providenciar a regularização das condições ambientais de acessibilidade, conforto térmico, mobiliário, equipamentos, software etc. no prazo improrrogável de 30 dias após a intimação da decisão”, decidiu. Caso a ECT não cumpra a obrigação nesse prazo, será aplicada multa de R$ 500 mil e, a partir do vencimento, multa diária de R$ 10 mil.

Dano moral - Para aplicação da indenização por dano moral, o juiz da Vara de Gurupi levou em conta as ações e as omissões da ECT que implicaram em afronta à dignidade da autora, além do comportamento discriminatório, e o fato de se tratar de uma empresa pública com 350 anos de existência, com plena consciência da necessidade de atendimento das necessidades de pessoas com deficiência.

“As ações e omissões da reclamada violaram a dignidade humana da autora. Há provas consistentes e explícitas do tratamento degradante dado à autora no local de trabalho, além do menosprezo da reclamada à observância das normas básicas de higiene e segurança do trabalho, além da inobservância das normas específicas de acessibilidade para pessoas com deficiência. Claro o dano moral”, conclui.

Coletivo - O Ministério Público do Trabalho requereu a condenação da ECT por dano moral coletivo tendo em vista o interesse da sociedade e da ordem jurídica trabalhista.

“Os fatos apurados na presente ação demonstraram que há um comportamento institucional da reclamada que tem por finalidade impedir o exercício do direito fundamental ao trabalho para pessoas com deficiência.

Tal atitude se caracteriza como agressão aos direitos trabalhistas, não só da reclamante, mas de toda a sociedade”, ressaltou o juiz do trabalho Alcir Kenupp Cunha. A prática discriminatória, na opinião dele, deve ser reprimida, em especial quando institucionalizada, exigindo necessária reação do Judiciário trabalhista para corrigi-la.
( Processo 647-36-2012-5-10-0821 )

Fonte: http://www.granadeiro.adv.br/template/template_clipping.php?Id=12066

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Empresa em Portugal que emprega deficientes corre risco de fechar

Está em risco de fechar portas a empresa que em Ovar emprega quase na totalidade cidadãos portadores de deficiência. A DeficiProdut é uma fábrica de marroquinaria que funciona há 17 anos teve mais de 50 funcionários e chegou a facturar quase 1 milhão de euros ao ano. Neste momento conta apenas com 13 funcionários, e devido à crise está em risco de encerrar.

Fonte site de Portugal http://portocanal.sapo.pt/noticia/1913/

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Empregado com deficiência não tem direito à estabilidade

O Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (SP) negou provimento ao recurso de um trabalhador portador de deficiência física que pleiteava reintegração no quadro de funcionários. Ele argumentava que a empresa não comprovou o preenchimento da cota para deficientes prevista no artigo 93 da Lei 8.213/91. Segundo a 6ª Câmara do TRT-15, a obrigatoriedade de manter a proporção não dá direito à estabilidade aos empregados beneficiados.

O autor da ação também alegou que os documentos apresentados pela empresa, que comprovam a contratação de outra funcionária, não poderia servir de prova do cumprimento da lei. De acordo com o reclamante, a nova empregada foi admitida em dezembro de 2010, enquanto ele foi dispensado em 4 de janeiro daquele mesmo ano.

A desembargadora Ana Paula Pellegrina Lockmann ratificou o entendimento do Juízo da 2ª Vara do Trabalho de Jundiaí (SP), que julgou improcedente o pedido de reintegração. A corte entendeu que a empresa "comprovou que contratou outra pessoa, também portadora de deficiência, em substituição ao ora recorrente" e que o novo empregado "é portador de deficiência e foi admitido no período de aviso prévio cumprido pelo reclamante, na forma preconizada no § 1º do artigo 93 da Lei 8.213/91".

O acórdão concluiu, portanto, não haver previsão legal de estabilidade aos trabalhadores com deficiência física. A 6ª Câmara complementou que a lei exige apenas que o empregador mantenha "a proporção estabelecida" e que, quando o legislador conferiu direito à estabilidade, fez de modo expresso. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-15.

Fonte: http://www.conjur.com.br/2013-jun-10/empregado-cota-deficientes-nao-direito-estabilidade-trt-15

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

60 vagas destinadas a jovens aprendizes com deficiência

A Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape) anuncia a abertura de mais de 250 vagas de trabalho para atuação em São Paulo (capital), ABC e interior paulista.

Do total de oportunidades disponíveis, 60 são destinadas a jovens aprendizes com deficiência. Há ainda um grande número de vagas abertas para operadores de teleatendimento (30), escriturários (8), ajudantes de produção (15), operador comercial (5), auxiliar administrativo (20), ajudante de lanchonete (90 vagas), entre outras.

Para Marcelo Vitoriano, gerente nacional de capacitação e inclusão da Avape uma das principais justificativas das empresas para não contratar profissionais com deficiência é a falta de candidatos bem capacitados. “Se de fato as pessoas com deficiência tem dificuldade com relação ao seu preparo para o mercado de trabalho, e a nova norma permite que as empresas invistam em programas de capacitação segundo as suas necessidades, esta é uma parceria que acaba sendo boa para todos”, ressalta Vitoriano.

Todas as vagas são para contratação em regime CLT, com benefícios que variam de acordo com cada vaga, incluindo, convênio médico, vale transporte e alimentação. Para concorrer, os interessados devem encaminhar currículos para os e-mails, a seguir.

Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone (11) 4993-9205 ou pelos emails: cristiane.arruda@avape.org.br; rosana.figueiredo@avape.org.br; carina.romero@avape.or.br; cintia.moreira@avape.org.br ou jose.marconi@avape.org.br.

Veja os detalhes das vagas:
Assistente administrativo
2 vagas para atuar em Santos. Salário variável conforme a experiência administrativa de R$ 800 a R$ 1.500 mais benefícios. Necessário ensino médio completo, desejável superior completo ou cursando.

Operador de rádio
10 vagas para atuar em Itaquaquecetuba. Salário de R$ 1.200 mais benefícios. Necessário ensino médio completo, sexo masculino, com experiência com rádio/nextel. Disponibilidade para horário 6 x 2.

Operador comercial
2 vagas para atuar em Sorocaba. Salário de R$ 850 mais benefícios. Necessário ensino médio completo ou cursando. Disponibilidade para horário 6 x 1.

Aprendiz com deficiência
30 vagas para jovens a partir de 16 anos, ambos os sexos, com ensino médio cursando ou completo. Atuação na região do ABC e São Paulo.

Aprendiz
30 vagas para jovens a partir de 16 anos, ambos os sexos, com ensino médio cursando ou completo. Atuação na região do ABC e São Paulo.

Operador de teleatendimento
30 vagas para atuação no ABC, com faixa salarial de R$ 900 e benefícios, como convênio médico e vale-transporte. Pede-se ensino médio.

Ajudante de produção
15 vagas para atuação no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo. Salário inicial de R$ 700 mais benefícios. Necessário ser alfabetizado.

Escriturário
8 vagas para atuação na Liberdade, Centro de São Paulo. Salário inicial de R$ 1.000 mais benefícios. Necessário ensino médio completo mais conhecimentos de informática e experiência com atendimento ao público.

Operador comercial
5 vagas para atuação em shoppings da Grande São Paulo. Salário de R$ 852 mais benefícios. Necessário ensino fundamental completo e disponibilidade para trabalhar aos finais de semana. Disponibilidade para horário 6 x 1.

Auxiliar administrativo
20 vagas para atuação em São Paulo. Salário variável de R$ 800 a R$ 1.100 mais benefícios. Necessário ensino médio completo e informática.

Agente de atendimento
10 vagas para atuar na cidade de São Paulo. Salário de R$ 900 mais benefícios. Disponibilidade para horário 6 x 1. Necessário ensino médio completo ou cursando, boa comunicação e conhecimentos de informática.

Atendente de lanchonete
90 vagas para atuar na região de São Paulo e Campinas. Salário variável de R$ 629 a R$ 769 mais benefícios. Cargo horária de 7 horas diárias, de segunda a sexta-feira.

Auxiliar administrativo pleno com deficiência
1 vaga para atuação em Jundiaí, de segunda a sexta, das 8h às 17h. Salário de R$ 1.109,58. Ensino médio completo. Atividades são de atendimento ao público, leitura de documentos/memorandos e autuação de processo, elaboração de cálculos e planilhas, arquivamento de processos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Instituto Pró-Cidadania - Vagas

imageO Instituto Pró-Cidadania é uma organização não governamental, sem fins lucrativos.

Nosso principal objetivo é a inclusão social de Pessoas com Deficiência, através do desenvolvimento e capacitação profissional, facilitando a sua inclusão em vagas de empresas, e também preparar as empresas para receber este público especial, com alta capacidade produtiva.

Seguindo o princípio da igualdade entre os seres, o Instituto Pró-Cidadania trabalha para reduzir preconceitos e disseminar a ideia de que a limitação humana é algo normal e comum a todas as pessoas, mesmo as que não apresentam deficiências aparentes.

Acesse para se informar sobre vagas: https://www.vagas.com.br/PagEmpr.asp?e=ipc&t=3554

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Vagas PNE - Várias regiões de SP

imageVárias Regiões - Avape abre 193 vagas para pessoas com deficiência

A Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape) está com 193 oportunidades de emprego voltadas para pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social. A maioria das oportunidades para o mês de maio refere-se às funções de escriturário e teleatendentes. Os salários vão de R$ 650,00 a R$ 2.100,00, com benefícios que variam de acordo com o setor.

As vagas são abertas por empresas parceiras que, para cumprir a Lei de Cotas (Lei 8.213/91), contratam a instituição com o objetivo de mapear e/ou capacitar talentos para os seus quadros de funcionários.

No caso da procura por escriturário, são 30 oportunidades em que o contratado exerce atividades administrativas, como atendimentos presenciais, por telefone e conferência de documentos. Para se candidatar, é preciso ter ensino médico completo, conhecimento em informática e experiência em atendimento público. Já para operador de teleatendimento, são 50 vagas com pré-requisito apenas de ensino médio.

Para se candidatar às vagas de emprego, é preciso entrar em contato com a instituição pelo telefone (11) 4993-9205 ou enviar o currículo para os e-mails: cristiane.arruda@avape.org.br; rosana.figueiredo@avape.org.br; carina.romero@avape.or.br; cintia.moreira@avape.org.br ou jose.marconi@avape.org.br.

Confira a descrição das vagas abertas:

- Assistente Administrativo
2 vagas para atuar em Santos, Baixada Santista de São Paulo
Salário variável conforme a experiência administrativa de R$ 800 a R$ 1.500 mais benefícios Necessário ensino médio completo, desejável superior completo ou cursando

- Operador de Rádio
12 vagas para atuar em Itaquaquecetuba / São Paulo
Salário de R$ 1.200 mais benefícios.
Necessário ensino médio completo, sexo masculino, com experiência com rádio/nextel
Disponibilidade para horário 6 x 2.

- Operador Comercial
5 vagas para atuar em Sorocaba, interior de São Paulo
Salário de R$ 850 mais benefícios
Necessário ensino médio completo ou cursando
Disponibilidade para horário 6 x 1

- Aprendiz com deficiência
4 Vagas para jovens a partir de 16 anos, ambos os sexos, com ensino médio (cursando ou completo)
Atuação na região do ABC

- Aprendiz
6 Vagas para jovens a partir de 16 anos, ambos os sexos, com ensino médio (cursando ou completo)
Atuação na região do ABC

- Operador de Teleatendimento
50 Vagas para atuação no ABC, com faixa salarial de R$ 900 e benefícios, como convênio médico e vale-transporte
Pede-se ensino médio

- Ajudante de produção
15 Vagas para atuação no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo
Salário inicial de R$ 700 mais benefícios
Necessário ser alfabetizado.

- Escriturário
30 vagas para atuação na Liberdade, região central de São Paulo
Salário inicial de R$ 1.000 mais benefícios
Necessário ensino médio completo mais conhecimentos de informática e experiência com atendimento ao público

- Assistente administrativo
5 vagas para atuação na Avenida Paulista, em São Paulo
Salário com variação de R$ 1.200 a R$ 2.100 mais benefícios
Necessário ensino superior completo ou cursando, conhecimentos de informática e vivência na área administrativa

- Atendimento
15 vagas para atuação na Grande São Paulo e interior
Salário de R$ 650 mais benefícios
Necessário ensino médio completo e conhecimentos de informática e vivência com atendimento telefônico

- Auxiliar de depósito
10 vagas para atuação em shoppings da Grande São Paulo
Salário de R$ 852 mais benefícios
Necessário ensino fundamental completo e disponibilidade para trabalhar aos finais de semana
Disponibilidade para horário 6 x 1.

- Auxiliar administrativo
10 vagas para atuação em São Paulo. Salário variável de R$ 856 a R$ 1.100 mais benefícios
Necessário ensino médio completo

- Agente de atendimento
11 vagas para atuar na região do ABC e São Paulo
Salário de R$ 900 mais benefícios
Disponibilidade para horário 6 x 1
Necessário ensino médio completo ou cursando, boa comunicação e conhecimentos de informática

- Digitador
4 vagas para atuação em São Paulo
Salário de R$ 700 mais benefícios
Necessário ensino médio completo ou cursando

- Monitor de informática
1 vaga para atuação na região do ABC
Salário de R$ 1.300 mais benefícios
Necessário superior completo ou cursando

- Auxiliar de almoxarifado
6 vagas para atuar na região de São Paulo
Salário de R$ 1.276 mais benefícios
Necessário ensino médio completo e conhecimento de informática

- Ajudante de elétrica
4 vagas para atuar na região de São Paulo
Salário de R$ 968 mais benefícios
Necessário ensino médio e experiência na área

- Telefonista bilíngue
2 vagas para atuar em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo
Salário de R$ 1.200 mais benefícios
Necessário inglês fluente
Trabalhar 6 horas ao dia de segunda a sexta-feira

- Assistente de RH
1 vaga para atuar em Alphaville, em Barueri, SP
Salário de R$ 2.000 mais benefícios
Necessário ensino superior (cursando ou completo)

quarta-feira, 14 de março de 2012

INCLUSÃO - REALIDADE OU UTOPIA?

Repasso este texto que recebi por email – desconheço a fonte.

Hoje (11/03/2012) saiu um artigo meu sobre Inclusão de Pessoas com Deficiência na Folha de São Paulo no Caderno de Empregos com o título "Uma reflexão sobre a inclusão de Pessoas com Deficiência: realidade ou utopia".

O objetivo do artigo é refletir sobre o cenário da Inclusão no Brasil e convidá-lo para participar de um evento sobre o tema. Mais informações sobre o evento no final deste post. Disponibilizo seu conteúdo aqui. Leiam, reflitam e comentem:

Uma reflexão sobre a Inclusão de Pessoas com Deficiência: Realidade ou utopia?
Quando o tema sobre Inclusão de Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho vem à tona, algumas questões são comumente levantadas, por exemplo: a dificuldade que as empresas têm em encontrar um profissional qualificado e a alta rotatividade.

Segundo o IBGE, o Censo de 2010 demonstrou que o Brasil tem uma população de 190 milhões de habitantes, destes, 23,9% (45 milhões) com alguma deficiência e 60% em idade economicamente ativa. Excluindo destes números aqueles já contratados chegamos à cifra de 8 milhões de pessoas com deficiência que buscam uma recolocação profissional, um número elevado de pessoas á disposição.

Então, por que é tão difícil encontrá-las? A questão não é onde encontrá-las, mas, quem as empresas buscam, pois, em boa parte das organizações a prioridade é contratar pessoas com deficiência ditas “leves” restringindo o recrutamento a um pequeno grupo.

Uma pesquisa do Instituto Ethos, nas 500 maiores empresas do país, revela que uma das maiores queixas é a baixa qualificação. Considerando que o tema inclusão vem sendo debatido mais fortemente nos últimos 20 anos e as dificuldades impostas pelo deslocamento, superproteção familiar, entre outras, é natural que haja uma defasagem de qualificação, porém, isto não pode ser usado como justificativa. A solução é as empresas assumirem esta qualificação, assim como fariam para um profissional sem deficiência cientificamente definida.

Por último, tem a questão da alta rotatividade. Segundo relatos, a Pessoa com Deficiência muda de empresa se o salário for pouco maior. Posso afirmar que este não é o ponto central.

Como a inclusão ainda não é cultural, muitas empresas atuam simplesmente para cumprir a Lei e evitar a multa e invertem o processo de inclusão. Contratam e a preparação do ambiente, posto de trabalho, gestores e colegas de trabalho, quando acontece, é realizada após a contratação. O que implicará diretamente na rotatividade destes colaboradores.

Para diminuir a rotatividade é necessário a implantação de ações de retenção de talentos ou como prefiro chamar “conquista de talentos”. Criar um Programa de Inclusão e implementar antecipadamente a acessibilidade em todos os seus níveis: arquitetura, posto de trabalho, recursos de comunicação, relacionamento , métodos e instrumentais. Informar, sensibilizar e preparar os gestores e colegas para receber as pessoas com deficiência, de forma a enxergarem a pessoa e não a deficiência, além de acompanhar o andamento do programa.

Quando ações de retenção não são tomadas, R$100,00 não fará diferença, pois, a dignidade e o respeito são fatores muito mais relevantes do que o financeiro.

Tais ações são perfeitamente possíveis de serem aplicadas. A prova são algumas empresas que já perceberão o valor agregado de implementar programas de inclusão reais e consistentes.

É o caso da Drogaria São Paulo que através da Fabiana Bertuzzi, responsável pela área de inclusão, apresentará no GPD – Grupo de Gestão de Pessoas com Deficiência da AAPSA, o Case de Inclusão e é este convite que faço a você leitor. Para participar deste excelente evento e trocar experiências que serão riquíssimas para seu dia a dia e para a inclusão como um todo.

EVENTO AAPSA - GPD (Gestão de Pessoas com Deficiência)
Dia 15 de março de 2012 das 13h30 às 17h00
Local: Faculdade Impacta de Tecnologia
Rua Arabé, 71 - Vila Clementino
Associados AAPSA - Gratuito
Não associados - R$ 50,00

Inscrições: http://www.aapsa.com.br/eventos/gpd-palestra-inclusao/

Outra fonte sobre o assunto: http://www.simposioestadopoliticas.ufu.br/imagens/anais/pdf/BP07.pdf

 

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