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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Como ler para bebês cegos?

Alessandra Roscoe usa perfume para falar das flores durante a leitura sensorial (Adriana Franzin/EBC)

É pequena a oferta de livros impressos em braile ou com áudio. Além disso, a alfabetização no método é mais complexa e lenta que no modo convencional.  Mas não é preciso saber ler nem ter livros adaptados para se tornar um leitor. Crianças muito pequenas são capazes de ler histórias de outras maneiras e com outros sentidos, no caso das que não enxergam. Acreditando nessa potencialidade, a escritora Alessandra Roscoe promove leituras para bebês cegos ou com deficiências visuais severas.

Ela usa vários artifícios sonoros, como instrumentos musicais, caixinhas de música, chocalhos e outros instrumentos criados para imitar barulho de chuva, de sininhos; cria ambientes envolventes, espalhando perfume quando fala de flores, por exemplo; oferece objetos para serem manipulados com diferentes texturas e cores, tudo para atrair a atenção dos pequenos. Nas oficinas, esses acessórios saem de dentro de um livro gigante e bem colorido (que também impressiona o olhar de quem tem a visão reduzida).

A textura é um elemento muito importante na leitura sensorial (Adriana Franzin/EBC)

Além de fazer a leitura com as crianças, a autora de mais de vinte livros infantis, também orienta os pais/mães e professores a estimular o hábito entre as crianças. Segundo ela, as dicas servem tanto para crianças com deficiência quanto para as que não têm:

- atentar para os cinco sentidos: a leitura pode ser uma experiência sensorial quando se experimenta usar sons, objetos para serem tocados, aromas e sabores de dentro do livro;
- permitir que a criança “entre” na história: para isso, é preciso tirar os elementos do livro, fazendo com que ela sinta que faz parte daquele mundo imaginário;
- respeitar o tempo da criança: os bebês têm um tempo de concentração, de atenção, reduzido e não adianta forçar. A leitura tem que ser prazerosa para ambas as partes;
- criar um ambiente propício para a história: um lugar calmo, uma música de fundo, de preferência sentados no chão, sob um tapete e de bom humor;
- sempre ter um livro na mão: porque assim a criança associa aquele momento gostoso, de afeto, de atenção, de carinho dos pais ao prazer que o livro traz.

De acordo com Alessandra, também é muito importante que o adulto conheça a história e leia o livro antes: “Quem está lendo, tem que se apropriar da história porque esse sentimento de intimidade com a história é percebido pela criança”. Ela adiciona que não faz diferença se a leitura é feita à risca ou se há improvisações. “O importante é fazer com que a criança sinta que toda aquela magia está saindo das páginas do livro”, afirma.

Para “tirar” os personagens do livro, a dica é usar o que se tem em casa: “Eu sei que ninguém tem um livro gigante desses em casa. Mas você pode escolher um personagem de um livro e pegar uma meia colorida, por exemplo, para representá-lo. Esse simples recurso faz com que as crianças interajam com a história”.

Há livros que já trazem recursos impressionantes, como pop-ups ou texturas (Adriana Franzin/EBC)

A mãe do Miguel, de 1 ano e 2 meses, Mariana Pagotto, participou de uma oficina oferecida por Alessandra Roscoe no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais do Distrito Federal. A experiência a incentivou: “Lá em casa, a gente lê bastante, mas é mais uma brincadeira. Ele nunca tinha prestado atenção em uma história como fez aqui. Agora, eu fiquei com vontade de fazer um livrão desses lá em casa”.

As oficinas e as leituras fazem parte do projeto Festival de Leitura Itinerante do Uniduniler – Todas as Letras, coordenado por Alessandra Roscoe. O evento, que já teve duas edições no DF leva a leitura, com escritores conhecidos e de vários lugares do país, para creches, escolas, asilos, lugares públicos e da periferia de Brasília, tudo de graça, com o objetivo único de promover o hábito da leitura.

Fonte: http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2013/10/como-ler-para-bebes-cegos

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

China impede crianças com deficiência de terem acesso à educação, informa organização de direitos humanos

De acordo com relatório, escolas estão barrando estudantes com autorização do governo

Leitura Braile

Segundo a organização, governo chinês passou diretrizes que permitem a instituições de ensino restringir ou barrar o acesso de estudantes com deficiências físicas ou mentais

Crianças com deficiência enfrentam obstáculos significantes no acesso à educação na China, e um número considerável delas sequer recebe instrução. É o que aponta relatório do Human Rights Watch, organização internacional independente voltada à defesa e à proteção dos direitos humanos.

De acordo com informações publicadas no site da organização, o governo chinês passou diretrizes que permitem às universidades restringir ou barrar o acesso de candidatos e estudantes com determinados tipos de deficiências físicas ou mentais.

Segundo apurou a organização junto ao governo local, existem pelo menos 83 milhões de pessoas na China com algum tipo de deficiência. Mais de 40% delas são analfabetas. Ainda de acordo com o relatório, enquanto o governo chinês tenta mostrar que todas as crianças estão matriculadas na escola primária, entre as  deficientes, segundo o relatório, 28% não têm acesso à educação à qual teriam direito.

O documento, de 75 páginas, informa quais são os problemas enfrentados por crianças e jovens com algum tipo de deficiência nas grandes escolas de suas comunidades. O material foi baseado em mais de 60 entrevistas, em sua maioria com crianças e jovens portadores de deficiência e seus pais, além de tomar como base dados do governo.

O governo chinês adotou regulamentações e regras para a educação de portadores de deficiência, prometeu aumentar a taxa de matrícula de crianças e cancelou mensalidades escolares para algumas delas. No entanto, segundo o relatório, algumas escolas estão negando a admissão desses estudantes, pressionando-os para sair ou até mesmo deixando de fornecer salas de aula apropriadas para ajudá-los a superar as barreiras relacionadas às suas deficiências.

Sophie Richardson, diretora da Human Rights Watch na China, confirmou que as escolas têm recusado o atendimento às crianças com deficiência.

— As crianças com deficiência têm direito de serem atendidas em escolas regulares como todas as outras crianças, e têm direito a suporte para suas necessidades específicas de aprendizagem. Mas em vez disso, algumas escolas falham ou simplesmente recusam providenciar a esses estudantes o que eles precisam.

Em uma decisão importante, o governo chinês confirmou A Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (ou CRPD, na sigla em inglês) em 2008, que obriga o desenvolimento de um sistema de educação inclusivo no qual o modelo é totalmente acessível a crianças com deficiência e no qual elas brincam e aprendem juntamente com outras crianas. Pesquisas revelaram que estudantes portadores ou não de deficiência obtêm melhores resultados acadêmicos em ambientes inclusivos, quando recebem suporte adequado.

Atualmente, crianças deficientes são excluídas das escolas regulares a menos que consigam demonstrar "habilidade para se adaptar" ao ambiente físico e ao modelo de ensino das instituições. Embora um modelo inclusivo não possa ser estabelecido da noite para o dia, o governo chinês não possui uma estratégia clara e consistente na direção da inclusão, e emprega poucos recursos para educar estudantes com deficiência nas escolas regulares.

O estudo revela também a falência da Federação Chinesa das Pessoas com Deficiência e do ministro da Educação local, em combater a discriminação, garantir acomodação razoável nas escolas regulares e informar pais e crianças com deficiências de seus direitos e opções educacionais.

A organização internacional afirma que a China descumpre o estabelecido na Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência) e pede que o governo local estabeleça uma política de acomodações em sala de aula de acordo com a convenção, que apresente um mecanismo de monitoramento e forneça uma reparação efetiva em casos de discriminação, além de desenvolver programas de extensão para apoiar os pais das crianças com deficiência para que sejam informados sobre os direitos de seus filhos e opções de educação.

Fonte: http://noticias.r7.com/educacao/noticias/china-impede-criancas-com-deficiencia-de-terem-acesso-a-educacao-informa-organizacao-de-direitos-humanos-20130717.html

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Alunos com deficiência continuam sem ir às aulas em Itapetininga, SP

23/06/2013 10h37 - Atualizado em 23/06/2013 10h37

Situação é enfrentada pelas famílias há dois meses.
Segundo prefeitura, processo de transporte está em licitação.

Do G1 Itapetininga e Região

Alunos  de alguns bairros da Zona Rural de Itapetininga (SP) estão sem frequentar as aulas desde abril de 2013. O estudantes especiais, que frequentam a Apae e o Centro de de Pesquisa e Reabilitação Visual, o Ceprevi, não contam mais com o transporte especial que era oferecido pela prefeitura.

De acordo com os pais dos alunos, o benefício foi cortado sem aviso prévio e voltaria a ser utilizado no dia 1 de maio, mas até o momento nada mudou.

Segundo a escriturária, Rita Almeida de Freitas, que é mãe de Marco Antônio e moradora do bairro Gramadinho,, o  jovem é portador de síndrome de down e frequentava a instituição há 19 anos. “Em todos esse anos ele nunca ficou sem frequentar. Ele sente muita falta”, explica.

Estudantes estão sem transporte escolar em Itapetininga (SP). (Foto: Reprodução TV TEM)

De acordo com a dona de casa, Joselene de Souza Souto, mãe de uma menina de 8 anos portadora de deficiência visual, ficar sem o transporte é prejudicial. A menina frequentava o Ceprevi  desde janeiro de 2013 e está perdendo o tratamento.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Itapetininga, a linha de transporte dos alunos da zona rural matriculados na Apae está em processo de licitação. Ainda segundo a assessoria, a Secretaria Municipal de Educação deve viabilizar temporariamente um veículo da prefeitura para atender aos alunos, mas a data não foi informada.

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Estudantes estão sem transporte escolar em Itapetininga (SP). (Foto: Reprodução TV TEM)

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2013/06/alunos-com-deficiencia-continuam-sem-ir-aulas-em-itapetininga-sp.html

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Aluna deficiente precisa de colo

2/06/2013 05:48

Elevador de escola foi depredado por vândalos que invadiram um colégio da Zona Sul, no início do ano ADRIANA CHAVES
especial para o diário

Um elevador quebrado se tornou um transtorno na vida de uma aluna com deficiência física da EE (Escola Estadual) Feitiço da Vila, no Capão Redondo, Zona Sul. Desde que o equipamento parou de funcionar, Yezza Sousa, de 16 anos, estudante do 2 ano do ensino médio, precisa ser carregada pelos colegas para subir ou descer algum dos três andares da escola.

Segundo Yezza, vândalos depredaram o elevador no início do ano. “Os meninos me levam no colo, correndo perigo de cair. Sem contar que é chato ficar dependendo dos outros. Se pelo menos tivesse rampas, seria mais tranquilo.”

Problema A aluna tem um problema congênito e usa próteses nas duas pernas desde bebê. Ela consegue caminhar, mas o movimento de dobrar as pernas é prejudicado. Yezza estuda no colégio há dois anos, desde que concluiu o ensino fundamental em um CEU da região. “Nunca tive problemas antes do elevador quebrar.”

Ela disse que estava estudando no 2 andar e anteontem, dia em que o DIÁRIO fez o primeiro contato com a escola, a turma foi transferida para o térreo. Mesmo assim, seu acesso a outras áreas da escola, como o laboratório, continua limitado. “Teríamos de ir às salas dos professores, mas eles vão na nossa por minha causa.”

Fonte: http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/51955/Aluna+deficiente+precisa+de+colo

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Alunos surdos podem cursar ensino regular na rede pública de Imperatriz

12/04/2013 15h26 - Atualizado em 12/04/2013 15h27

 

No município existem cerca de 500 surdos, de acordo com a associação.
Escola bilíngue oferece cursos profissionalizantes e apoio às famílias.

Alunos surdos de Imperatriz vão ter oportunidade de cursar o ensino regular nas escolas da rede publica. Segundo a Associação dos Surdos de Imperatriz, no município existem cerca de 500 surdos, mas esse número pode ser maior, já que muitos deficientes auditivos vivem praticamente isolados, apenas no convívio familiar.

“Nós sabemos que os surdos são minoria linguística dentro da própria família, e se a família não aprende a língua de sinais, pode criar uma barreira com essa pessoa. Isso é péssimo”, diz a vice-presidente da Associação dos Surdos de Imperatriz, Maria Ivanilde de Oliveira.

Durante mais de duas décadas de atuação a Associação conseguiu firmar parcerias importantes com outros setores da sociedade. Mesmo assim, algumas metas ainda precisam ser alcançadas. Uma delas é conseguir que todos os surdos assistidos pela associação sejam bilíngues. Isso ocorre quando a comunicação é feita com a língua de sinais, quanto na modalidade escrita ou oralizada.

Uma das parcerias da Associação dos Surdos é com a escola bilíngue. Por meio da associação, a escola oferece cursos profissionalizantes e apoio às famílias. O objetivo é contribuir com a inclusão dos surdos na sociedade e no mercado de trabalho.

Na escola bilíngue de Imperatriz existem alunos matriculados desde a Educação Infantil até o quinto ano do Ensino Fundamental. Na escola, os alunos aproveitam o contra turno para participar das atividades oferecidas na sala de recursos.

A associação dos Surdos de Imperatriz oferece gratuitamente o curso de libras para familiares dos surdos buscando com isso promover a comunicação necessária também no ambiente familiar o que muitas vezes não acontece.

Fonte: http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2013/04/alunos-surdos-poderao-cursar-ensino-regular-na-rede-publica-de-imperatriz.html

terça-feira, 7 de maio de 2013

São Bernardo oferece escola para surdos

  segunda-feira, 15 de abril de 2013 18:45

A rede de ensino de São Bernardo inclui cada vez mais crianças, jovens e adultos com deficiência auditiva nas Escolas Municipais de Educação Básica (Emebs) da rede. Desde 2011, a Secretaria conta com três escolas polos, sendo uma na educação infantil e duas no ensino fundamental, além dos alunos do Centro de Qualificação Profissional (CQP), atendidos pelo programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Localizada na Vila Euro, a Emeb Professora Neusa Macellaro Moraes, é uma das unidades polo do ensino fundamental, com nove alunos surdos matriculados. Para a dirigente de ensino da unidade, Lucília Aparecida Rodrigues, a inclusão de crianças com deficiência auditiva no ensino regular transforma a vida de todos os envolvidos.

"Os ganhos são imensuráveis. Pais, professores e alunos convivem com uma constante troca de experiências. Desde cedo nossas crianças aprendem a viver com o diferente e multiplicam o conhecimento", explica a vice-diretora da Emeb.

Daniela Cezar de Oliveira, do 3º ano do ensino fundamental, é um exemplo dos benefícios dessa modalidade de educação. Foi graças a esse atendimento personalizado por parte de equipe da escola que a mãe da aluna, Marina Cezar de Oliveira, recebeu da professora um bilhete com o seguinte texto, "mãe, fala para Daniela parar de falar", um recado inusitado para uma menina surda.

De acordo com a mãe, foi um momento de grande alegria. "Não me contive de tanta felicidade e comecei a chorar. Graças ao ensino de Libras na escola e o esforço dos professores, tenho certeza que minha filha terá uma vida normal", ressalta dona Marina.

Já Fabiana Magalhães, de 31 anos e mãe da aluna Lohrana, lembra da resistência que tinha antes de conhecer o trabalho da escola Polo. Segundo ela, a convivência em sala de aula regular vem contribuindo para o desenvolvimento da filha. "Tive muita resistência em aceitar que minha filha estudasse nessa escola. Hoje, vejo o quanto a convivência com os alunos do ensino regular faz bem para minha filha", constata.

Fonte: http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/395121/sao-bernardo-oferece-escolas-polos-para-surdos/

sábado, 4 de maio de 2013

Alunos com surdez têm intérpretes em salas de aula na região

01/05/2013 16h58 - Atualizado em 01/05/2013 20h11

 

Profissionais traduzem as explicações didáticas para a língua de libras.
Número de profissionais licenciados para essa função ainda é insuficiente.

Na região de Itapetininga (SP), estudantes com surdez acompanham as aulas juntamente com os alunos sem deficiência. Para isso, um profissional em libras, a língua dos sinais para deficientes auditivos, também participa das aulas com o aluno especial para traduzir as explicações do professor.

Um dos estudantes beneficiados nesse programa de inclusão, desenvolvido em escolas estaduais, é Giovani Almeida Carriel, de 14 anos.  A surdez não o fez alguém diferente. O silêncio também não é mais considerado uma barreira. Na sala de aula, o estudante da Escola Estadual Fernando Prestes está entre os mais empenhados e comunicativos. Somente nesta unidade de ensino são cinco alunos com surdez. Já na região, são 15 estudantes da rede pública estadual de ensino com acompanhamento de intérpretes.

Há dois anos, Carriel conta com a ajuda do interlocutor. Com isso, consegue entender melhor o conteúdo das matérias, facilitando o trabalho do professor que não se especializou.

De acordo com o professor de Ciências e Biologia, Elizeu Monteiro de Souza, que não é especialista em libras, a presença do interprete é fundamental, pois permite que o aluno com deficiência tenha o mesmo desenvolvimento nos estudos do que os outros colegas de classe. “O intérprete aproxima bastante o aluno especial e consegue transmitir o que eu não consigo”, diz.

Os estudantes que convivem com Giovani afirma que não existe preconceito, mas eles também acabam aprendendo mais com o jovem. “A gente aprende com ele e com o professor de libras”, diz Bruno Alves Cavalcante, de 13 anos.

O professor que acompanha Giovani é Adelson Paulino da Silva que é pós-graduado em libras. Segundo ele, o trabalho voltado para este tipo de deficiência é essencial na rotina do estudante surdo. “A língua portuguesa entra como a segunda língua para ele. A primeira língua é a libras e a segunda língua é a língua portuguesa. Então, tudo o que envolve a língua portuguesa é uma dificuldade para esses alunos. Eu procuro justamente fazer o meio de campo entre locução ou a tradução do português para a libras”, diz.

De acordo com a diretoria regional de ensino, esse tipo de apoio profissional em sala de aula só não é mais frequente na rede pública porque Ao lado do professor, intérprete repassa as explicações ao aluno com surdez. (Foto: Reprodução TV TEM)faltam profissionais especializados. Em nove municípios da região são 17 professores, sendo que 12 deles estão em Itapetininga. De acordo com a coordenadora do núcleo pedagógico de educação especial, Gisele Terezinha Ramos Pinto, para atender a demanda nas escolas, seria necessário mais pessoas com formação para atuar. “Nós temos na cidade muitas pessoas que sabem libra, dominam a libra, mas não têm a licenciatura, então estão faltando profissionais habilitados para estarem ocupando esse espaço”, afirma.

Para alunos como Giovani, o interesse de profissionais em trabalhar na área é a garantia de um futuro melhor. Por meio do professor, em libras ele afirma que o português é difícil e para escrever e aprender precisa de ajuda. “O professor me ajuda muito”, afirma o jovem.

Ao lado do professor, intérprete repassa as explicações ao aluno com surdez. (Foto: Reprodução TV TEM)

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2013/05/alunos-com-surdez-tem-interpretes-em-salas-de-aula-na-regiao.html

quinta-feira, 14 de junho de 2012

As respostas para 20 dúvidas sobre inclusão

Dúvidas sobre inclusão na escola. Foto: Raoni Madalena

A professora Roberta Villaça e Isabely dos Santos, da EMEB Helena Zanfelici da Silva, em São Bernardo do Campo, SP

A revista Nova Escola deste mês traz um reportagem sobre a experiência de sete professoras que garantem a aprendizagem de seus alunos com deficiência em turmas regulares. Mas nós sabemos que incluir de verdade ainda é um desafio.

Por isso, respondemos às principais dúvidas sobre a legislação em relação à matrícula, ao currículo, à avaliação e aos recursos necessários para a inclusão. Também preparamos uma série de textos explicando as características das deficiências e síndromes mais conhecidas e listamos alguns livros e sites para você pesquisar e se aprofundar no tema.

Você também pode tirar suas dúvidas sobre inclusão de alunos com deficiência com a professora Rossana Ramos, da Universidade de Pernambuco (UPE). Basta enviar seu comentário para o nosso fórum. Boa leitura!

Legislação e prática pedagógica

1. Existem parâmetros curriculares nacionais para se promover a inclusão nas escolas?
2.
Que documentos a escola deve receber dos pais para matricular um aluno com deficiência?
3.
Alunos com deficiência devem ser matriculados de acordo com a faixa etária ou com o desenvolvimento intelectual?
4.
Crianças com deficiência intelectual cumprem a mesma carga horária que os colegas na escola regular?
5.
As escolas são obrigadas a manter um tradutor de Libras nas salas de aula para os alunos com deficiência auditiva? O que fazer se a escola não tiver esse profissional?
6.
Como avaliar as aprendizagens dos alunos com deficiência?
7.
A escola deve redigir documentos específicos de diagnóstico e avaliação de alunos com deficiência?

Orientações sobre as deficiências e síndromes

8. O que é e como lidar com a deficiência física?
9.
O que é como lidar com a deficiência visual?
10.
O que é e como lidar com a deficiência auditiva?
11.
O que é e como lidar com as deficiências intelectuais?
12.
O que é e como lidar com as deficiências múltiplas?
13.
O que é e como lidar com a surdo-cegueira?
14.
O que é o autismo?
15.
O que são os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)?
16.
O que é Síndrome de Down?
17.
O que é Síndrome de Rett?
18. O que é Síndrome de Asperger?
19.
O que é Síndrome de Williams?
20.
O que é e como lidar com a paralisia cerebral?

Quer saber mais?

Bibliografia
Caminhos Pedagógicos da Inclusão, Maria Teresa Eglér Mantoan, 243 págs., Ed. Memnon, tel. (11) 5575-8444, fora de catálogo.
Educar para a diversidade, Cláudia Regina de Paula, 138 págs., Ed. Ibpex, tel. (41) 2103-7306.
Inclusão na Prática, Rossana Ramos, 128 págs., Summus Editorial, tel. (11) 3872-3322, 32,90 reais.
Inclusão: Reflexões e Possibilidades, Maria Sirley dos Santos, Maria Regina Viana Pannuti e Herculano R. Campos, 144 págs., Edições Loyola, tel. (11) 3385-8500.
Inclusão: Um Guia para Educadores, Susan e William Stainback, 456 págs., Ed. Artmed, tel. 0800 703 3444, 79 reais.
Passos para a Inclusão, Rossana Ramos, 64 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3611-9616, 13 reais.
TDAH nas Escolas, George J Du Paul , 280 págs., Ed. M.Books, tel .(11) 3645-0409, 65 reais.
Internet
Em
ww.educacaoonline.pro.br, entre em Artigos, clique em Educação Inclusiva e digite na busca caminhos para ter acesso ao artigo "Caminhos Pedagógicos da Inclusão", Maria Teresa Eglér Mantoan.
Em
http://abr.io/mecinclusao, encontre as publicações produzidas pelo Ministério da Educação (MEC).
Em
http://abr.io/inclusiva, leia a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
Em
www.assistiva.com.br, conheça recursos da tecnologia assistiva.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

DEFICIENTES APRENDEM INGLÊS - SÃO CARLOS/SP

Alunos com deficiência auditiva aprendem inglês no interior de São Paulo

A prefeitura de São Carlos (SP) implantou na rede municipal de ensino o método bilíngue. Alunos do ensino básico e fundamental são alfabetizados em português e inglês, inclusive os estudantes que têm aulas na linguagem de libras.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

EDUCAÇÃO ESPECIAL – SÍNDROME DE DOWN

image

Texto em arquivo PDF, trata sobre a educação especial sob diversos aspectos.

Para ler online ou baixar para seu computador clique aqui.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ALUNOS SURDOS SOFREM COM A FALTA DE INTERPRETE - ES

De acordo com a secretaria de Educação de Vitória, a intérprete de uma das escolas está de licença médica. As mães reclamam do descaso e afirmam que os filhos querem estudar mas não recebem apoio. A cada dez crianças surdas no país apenas duas conseguem completar o ensino fundamental.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO DO GOVERNO


27/01/2010 - 15:51
Governo tem programas na Educação para alunos diferenciados

Déficit de aprendizagem, superdotação, deficiência visual estão entre os casos atendidos

Uma das preocupações do Governo de São Paulo é atender a todo tipo de aluno nas escolas do Estado. São vários os programas voltados a estudantes superdotados, com déficit de aprendizagem, deficiência visual e outros casos. Em todos eles, a Secretaria da Educação prepara profissionais para cuidar especificamente dessas situações em sala de aula.

Um levantamento da própria Secretaria aponta que o número de alunos superdotados identificados na rede estadual de ensino continua crescendo. Em 2009, foram 1.022 casos identificados pelo projeto “Um Olhar para as Altas Habilidades”. O crescimento chega a 61% em comparação a 2008, quando os professores relataram a existência de 397 estudantes nas mesmas condições. Desde o ano do lançamento do programa, em 2007, foram capacitados 270 professores para identificar alunos que se destacassem dos demais. Leia mais sobre o estudo realizado aqui.

Comunidade GLBT

Procurando atender ainda mais e melhor essa diversidade de alunos, o projeto mais recente do Governo é voltado à comunidade GLBT. Com recursos do Estado de São Paulo e do Ministério da Cultura, a ONG E-Jovem irá abrir a primeira unidade da escola em março, na cidade de Campinas, no interior. A escola não oferecerá ensino regular, mas sim cursos gratuitos de dança, canto, TV-Web e produção de fanzines, entre outros.

Cape

O Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape) é também o órgão da Secretaria da Educação responsável por capacitar professores para a identificação de alunos com superdotação (com altas habilidades), com autismo, com déficit de atenção ou hiperatividade. Sua equipe é formada por psicólogos, fonoaudiólogos e professores especializados.Oitenta e três mil professores da rede estadual de ensino do Estado já foram capacitados para identificar, lidar e ensinar alunos com algum tipo de deficiência.

O Cape também oferece cursos de orientação de ensino de língua portuguesa para pessoas com deficiência auditiva. Em 2009, cerca de 2 mil professores também foram capacitados sobre a Linguagem Brasileira de Sinais.

Materiais Adaptados

Outro investimento na Educação é na produção de materiais adaptados às necessidades especiais dos alunos, como livros em braile. Os alunos com deficiência têm outros materiais à disposição na rede. Para os estudantes sem visão ou com visão subnormal, a Secretaria oferece o Soroban, espécie de ábaco para fazer contas; a máquina de assinatura, utilizada para aprender a assinar o nome; e estante para leitura em braile.

Além disso, os alunos com deficiência na visão acompanham as aulas com material didático específico. Os cadernos, que fazem parte da Proposta Curricular da Secretaria de Educação, estão disponíveis no formato de livro digital. Por meio de um software chamado DosVox, os estudantes conseguem ouvir o que está sendo mostrado no computador. Por meio desse software também é possível navegar na internet e fazer trabalhos da escola.

Além das salas de recursos, a Secretaria da Educação apoia entidades assistenciais que educam pessoas com deficiência mental e isso beneficiou cerca de 33 mil crianças em 2009.

Fonte:  Portal do Governo do Estado
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=207396
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ONG ATEAC


        Instituto para Atividades, Terapias e Educação Assistidas por Animais de Campinas, que oferece atendimento à portadores de necessidades especiais, hospitais, e centros de referência de saúde, através do uso de CÃES como ponte para a terapia.

Projeto CRIANÇA E CÃO EM AÇÃO

       O Projeto Criança e Cão em Ação surgiu em março de 2005, em Campinas, com a idéia inicial de trabalhar algo inédito, na cidade, na área da saúde humana. Por meio da interação Homem-Animal, introduz a Atividade Assistida por animais (AAA) e Terapia Assistida por animais (TAA), que apresentam comprovações científicas de sua eficácia em diversos lugares do mundo, incluindo o Brasil.

      O cão, por suas características peculiares de inteligência, percepção e amabilidade, foi o elo escolhido para a realização de AAA/ TAA. O animal é um ser catalisador que atrai, modifica e faz conexão entre paciente e profissional.

       Em 1996, ”Delta Society” (USA), um organismo internacional sem fins lucrativos, objetivou promover a melhoria da saúde humana, sua independência e qualidade de vida, com a ajuda dos animais. Baseado nesta organização e nos trabalhos de Projeto Cão Idoso (São Paulo - SP), Projeto Zooterapia (São Roque - SP) e Projeto Dr. Scargot (USP-Pirassununga), fundou-se o Projeto Criança e Cão em Ação.

VISÃO DO PROJETO

       O Projeto Criança e Cão em Ação busca se consolidar e ampliar sua atuação, sempre de forma gratuita, interagindo com a comunidade e beneficiando crianças e adultos provenientes de populações com necessidades especiais, disponibilizando os benefícios da Atividade e Terapia Assistida por Animais para um maior número de pessoas e incorporando as atualizações e progressos técnicos desenvolvidos na área.

OBJETIVO

       O Projeto Criança e Cão em Ação tem por objetivo desenvolver atividades assistidas por animais e terapia assistida por animais. O público atendido é formado por indivíduos provenientes de populações com necessidades especiais (crianças e adultos), sendo todos os trabalhos realizados gratuitamente e de forma voluntária. Os benefícios proporcionados pelo projeto são a melhora das condições terapêuticas, emocionais e de sociabilização dos indivíduos atendidos, bem como a promoção da interação harmônica entre homem e animal.

PRINCÍPIOS

  -Trabalhar com conceitos éticos.
  -Valorizar o ser humano e o animal, em suas necessidades, respeitando-os em qualquer situação.
  -Proporcionar o bem estar dos indivíduos e animais na interação homem-animal.
  -Manter a privacidade e a confidencialidade de informações e assuntos relativos à vida pessoal de pessoas atendidas e colaboradores.
  -Desenvolver a prática de Atividade e Terapia Assistida por Animais sempre em hospitais, clínicas, instituições, entidades assistenciais, escolas, casas de repouso, abrigos e centros de recuperação, ou em qualquer outro local que possibilite e permita sua aplicação.
  -Incentivar a ação do voluntariado em todos os programas a serem desenvolvidos.
Prestar assistência sempre de forma gratuita.

PERFIL DO PUBLICO ATENDIDO

       O público-alvo do projeto é formado sempre por indivíduos, crianças e adultos, provenientes de populações com necessidades especiais. Como necessidades especiais, podem ser citadas situações de doenças ou limitações de censura física e ou psicológico, exposição anterior à violência e abandono, situação de afastamento da convivência com a família, necessidade de apoio para sociabilização e desenvolvimento da auto-estima.
Situações onde a Atividade e Terapia Assistida por Animais têm se mostrado benéfica no auxílio a estes indivíduos.



ONG ATEAC - Campinas/SP
Projeto Criança e Cão em Ação
Entre em contato conosco,
através do E-mail  ateac@ateac.org.br 

Coordenação:  Silvia Jansen
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A IMPORTANCIA DO BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA MENTAL OU AUTISMO



Nossa sociedade mudou, temos uma inversão de papeis e valores, mais informação do que podemos absorver, a mulher trabalha fora, o avanço tecnológico é grande, a família mudou, a criança mudou, o aluno e a escola também mudaram.

Tanta mudança gera confusão e expectativas, por isso, a escolha por este tema que trata da importância do brincar, ou ainda, como o lúdico interfere no desenvolvimento de uma criança com deficiência mental/intelectual ou autismo. Este desenvolvimento se dá através de uma interação entre ambientes físicos e sociais, sendo que os membros desta cultura, como pais, avós, educadores e outros, ajudam a proporcionar à criança participar de diferentes atividades, promovendo diversas ações, levando a criança a um saber construído pela cultura e modificando-se através de suas necessidades biológicas e psicosociais. Por isso, a importância da brincadeira, pois é a criação de uma nova relação entre situações do pensamento e situações reais.

Brincar é coisa muito séria. Toda criança deveria poder brincar. A brincadeira contribui para o processo de socialização das crianças, oferecendo-lhes oportunidades de realizar atividades coletivas livremente, além de ter efeitos positivos para o processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de habilidades básicas e aquisição de novos conhecimentos.

As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estímulo ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança com deficiência mental/intelectual ou autismo e também é uma forma de auto-expressão. Talvez poucos pais saibam o quanto é importante o brincar para o desenvolvimento físico e psíquico do seu filho. A idéia difundida popularmente limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções mais importantes que entreter a criança em atividades divertidas.

A partir de muitos referenciais teóricos, é possível observar uma série de conceitos importantes, visando o bom desenvolvimento da aprendizagem da criança de 0 a 6 anos e o papel de pais e educadores nesta função tão importante que é educar uma criança com necessidades especiais.

A maioria dos pensadores e educadores que trabalham com este tema ressalta a importância da brincadeira no processo de aprendizagem e socialização. A criança concebe o grupo em função das tarefas que o grupo pode realizar, dos jogos a que pode entregar-se com seus colegas de grupo, e também das contestações, dos conflitos que podem surgir nos jogos onde existem duas equipes antagônicas.

O brinquedo permite o estabelecimento de relações entre os objetos do mundo cultural e a natureza. A idéia de um ensino despertado pelo interesse do aluno acabou transformando o sentido do que se entende por material pedagógico. Seu interesse passou a ser a força que comanda o processo da aprendizagem, suas experiências e descobertas, o motor de seu progresso e o professor um gerador de situações estimuladoras e eficazes.
 
Autor: Marianna Desgualdo
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sábado, 5 de dezembro de 2009

O CUIDAR DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL SOB A ÓTICA DAS PROFESSORAS



Esse estudo é um recorte da pesquisa intitulada “O cuidar da criança com deficiência física na educação infantil: perfil e conhecimento dos professores”. O objetivo do trabalho foi identificar como as crianças com deficiência física são cuidadas no contexto da Educação Infantil e qual é a importância do profissional de saúde, segundo a visão dos professores. O estudo realizado adotou uma abordagem qualitativa utilizando o método Estudo de Caso. A coleta de informações realizou-se através de entrevistas semi-estruturadas com oito professoras de crianças com deficiência física, alunos de uma escola de Educação Infantil pública do município de Natal/RN, como também de observações livres. Os dados foram analisados qualitativamente tomando por base duas categorias: o cuidar da criança com deficiência física e a contribuição do profissional de saúde nesse contexto.

Concluiu-se nesse estudo que há uma necessidade de se incluir na formação de pedagogos conteúdos específicos que possibilitem aos professores saber lidar com as particularidades que envolvem o cuidar da criança com deficiência física, particularmente, daquelas que apresentam seqüelas neurológicas, como os aspectos relacionados ao manuseio, transferências, auxilio a locomoção, posicionamento corporal adequado, entre outros. Além disso, evidenciou-se também na fala dos professores a importância atribuída aos profissionais da saúde, especificamente do fisioterapeuta, na equipe escolar, quanto às informações e orientações específicas que esses profissionais podem dar acerca da condição da deficiência física apresentada pela criança, ajudando assim, para a promoção e efetivação da inclusão escolar dessas crianças no ensino regular.
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ÉTICA, ESTIGMA E DISCRIMINAÇÃO DE GRUPOS VULNERÁVEIS NO PROCESSO EDUCACIONAL


Este trabalho teve como objetivo analisar o estigma e a discriminação de grupos vulneráveis no processo educacional inserido no contexto sócio-político e cultural vigente, respaldando-se nos fundamentos da ética como forma de compreender e transformar a própria condição de vulnerabilidade. Portanto, o presente artigo faz uma reflexão sobre o processo de estigmatização durante os contatos sociais presentes no cotidiano escolar. Evidencia, em conseqüência disso, a necessidade de uma abordagem ética durante as situações de tensão geradas pela existência dos estigmas. Nesse sentido, a escola, como colaboradora no processo de construção de identidade de cada um dos educandos, torna-se o espaço ideal para a efetiva prática de valores éticos, haja vista a necessidade de enfrentamento e busca de soluções para os conflitos gerados no contato com o outro.

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

CONCEITO SOBRE A EDUCAÇÃO DA CRIANÇA DEFICIENTE



O presente trabalho objetivou verificar os indicativos sobre o conceito de educação da criança deficiente na faixa etária de 3 a 6 anos, junto a professores de educação infantil, que quanto à prática educativa atual, diferem em relação à presença de alunos com deficiências em seus ambientes de trabalho. 

Para consecução do objetivo proposto foram aplicados um protocolo de informações pessoais e profissionais e um questionário, com questões abertas e fechadas, junto a 70 professores: 35 que trabalham com crianças nesta faixa etária, em classes regulares sem a inserção de crianças deficientes na escola; 31 responsáveis por classes regulares com crianças deficientes inseridas e 4 que lecionam em escolas especiais. Os resultados foram analisados através de estatística descritiva e análise de conteúdo e revelaram que os professores acreditam que a aprendizagem sofre maior interferência na criança deficiente mental, e menor, na deficiente física.

Para eles, os fatores que dificultam a educação da criança deficiente incluíram aqueles inerentes ao indivíduo deficiente, à pessoa do professor e à estrutura escolar atual, sendo estes os mais destacados. Não foram observadas diferenças significativas nas respostas dos diferentes grupos de professores. 

Pode-se concluir que para que haja real inclusão da criança deficiente na rede regular de ensino, há que se propiciar condições de mudança estrutural na rede educacional, ou seja, possibilitar formação que contemple conteúdos referentes às deficiências e às diferenças individuais, formas de adaptação e adequação do material pedagógico, adaptação do espaço físico, além de apoio técnico específico.


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