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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O QUE MEU FILHO ME ENSINOU



Por: Maybelle Wilkes

Ele nunca disse uma palavra durante sua vida,
mas me ensinou mais do que todos os livros que já li.
Ele nunca deu um passo, mas me elevou a patamares
que jamais teria alcançado sozinha.
Ele viveu apenas poucos anos, mas vive eternamente
em todas as crianças que encontro.
Quem pode dizer que ele foi um peso, quando me enriqueceu tanto?

Naquela distante manhã, esperava tensa para que o famoso pediatra comunicasse os resultados dos exaustivos exames feitos em Robert, meu filho de um ano de idade. Ele segurou bondosamente minhas mãos e falou sem pressa: "Senhora Wilkes, este é o tipo de coisa que odiamos dizer para a mãe. Robert tem paralisia cerebral; o dano no cérebro é intenso; a coordenação muito pobre. Ele não poderá fazer muita coisa por si mesmo, sua digestão é falha, ele poderá sofrer muita dor."

Perdi o fôlego. "Ele é inteligente. Ele sorri para mim. Ele tem de ser normal...Ele é tudo que tenho; eu não suportaria." Chorei desesperadamente. "Ele está cansado, cansado, cansado." Minha histeria aumentou.

O médico me abraçou e disse com carinho: "Ele nasceu com inteligência, mas por favor, não conte com nenhuma recuperação. Tente não se destruir. Meu conselho seria colocar seu filho em uma instituição onde ele será bem cuidado."

Entretanto, levei meu filho para casa e comecei a longa e difícil tarefa de cuidar de uma criança desamparada e angustiada. Eu era uma jovem viúva e não tinha recursos para obter ajuda.

No início eu não admitia que meu lindo filho fosse diferente. Desgastei-me de tão inconformada.

Depois começaram as lições que ele me ensinou — as longas, longas lições.

Após as exaustivas noites, repletas de dor e infelicidade, olhava para meu filho e sobre seu rostinho cansado aparecia um radiante sorriso. Se ele podia sorrir, pensei, eu poderia também. Era tão pouco para dar, quando isso para ele significava o mundo. Então sorrimos juntos — minha primeira lição.

Depois aprendi que ele reagia a uma voz alegre. Lia histórias alegres para ele, falava dos pássaros e trazia pequeninos animais para ele ver e tentar manusear. E ele adorava cores. Ríamos juntos, a amargura se dissolveu e a vida melhorou.

No começo, eu havia me afastado das outras pessoas pelo choque e pelo orgulho. Meus jovens e animados amigos se distanciaram, mas descobri que atraíamos pessoas com coração especial — cujo olhar e sorriso diferente são sinais de quem carrega, ou já carregou, uma pesada cruz com muita coragem.

Médicos eram bondosos, sempre dispostos a ajudar. Carregavam Robert nos braços e eram muito amorosos quando viam em seus olhos a gratidão pelo carinho. Então aprendi a aceitar e a ser humilde. As lições continuavam.

Um reitor numa pequena paróquia — que nunca pôde ter uma paróquia maior porque sua esposa era uma incorrigível alcoólatra — durante algumas noites ficou cuidando de Robert comigo. Quando viu a angústia, disse: "O inferno aparece de várias maneiras." Com sua ajuda encontramos uma casinha com jardim, onde podia deixar Robert ao sol enquanto trabalhava.

Depois percebi como ele atraía as pessoas. Elas vinham devagarinho e pareciam sentir o seu espírito. Apesar de fraco, ele compreendia o infinito.

Havia o dono de uma fábrica, um homem alto de aparência orgulhosa. Me incomodava cada vez que ele cruzava com arrogância a nossa estreita rua.

Uma manhã o vi olhar para meu filho. No dia seguinte, ele acenou. Robert sorriu. Eles esperavam um pelo outro. Por fim, ele entrava em nosso jardim, na ponta dos pés, e falava com Robert suavemente e sorria carinhosamente.

Robert inclinava sua cabeça para receber uma carícia ou um beijo. Quem diz que eles não sabem? Uma vez fui até o jardim e o senhor me disse humildemente: "Acho que ele me ama."

Um dia, ele se ajoelhou ao lado da cadeira de rodas, abriu um cesto e tirou um lindo cachorrinho branco. Ao ver a expressão de êxtase no rosto de Robert, o senhor se voltou para mim com os olhos cheios de lágrimas e disse: "O que eu não daria para ajudá-lo como ele tem me ajudado."

Então aprendi a não julgar, mas a olhar dentro do coração da pessoa.

Porque Robert amava música, continuei minha prática e tocava e cantava para ele. Fizemos amigos. Depois, finalmente encontrei Deus. Ele caminhou conosco pelos vales mais escuros. Nunca mais estivemos sós. Aprendi a ter paciência e confiança.

Os anos se passaram. Robert tinha seis anos. Ele começou a definhar e estava ficando mais difícil levantá-lo e carregá-lo. Fiquei cansada demais para continuar. O médico insistiu para que ele fosse internado em uma instituição. Não queria torná-lo tão infeliz nos dias que lhe restavam. Temia a separação. Pedi a Deus que não nos separasse durante a vida. Deixei em Suas mãos.

Antes que a internação fosse realizada, Deus abriu o portal de uma vida maior para meu pequeno filho.

As lições terminaram.
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sábado, 31 de outubro de 2009

VIAJE COM SEU FILHO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA


A família está em férias? Você está pensando em como tornar sua viagem tranqüila, divertida e segura para todos? Vá em frente. Não deixe que pequenos obstáculos atrapalhem seus planos.

O portador de deficiência já está incluído nessa viagem e com um pouco de organização e criatividade na arrumação da mala, medicamentos, cuidados com a higiene e lazer é “muito possível” que você e sua família se divirtam e descansem. Aproveite!

   1. A escolha do lugar
          * Existem vários hotéis com quartos adaptados e acessos com rampa para facilitar a locomoção do usuário de cadeiras de rodas. O espaço entre as camas é maior, favorecendo a transferência da cadeira para a cama. O banheiro também é adaptado com barras, pisos antiderrapantes e portas mais largas.
          * Observe se o hotel fica numa região plana ou se o terreno é muito acidentado, com subidas e decidas que dificultam o passeio a pé. O portador de deficiências, assim como as pessoas de idade, se locomove mais devagar. É muito mais gostoso se o grupo caminhar no mesmo ritmo.
          * Escolha um quarto ou chalé próximo da área onde tudo acontece, lazer atividades e movimentação dos hóspedes. Os portadores de deficiência também abrem portas, conquistam pessoas e fazem amizades.
          * Relaxe, você está em férias e ele também, qualquer comportamento inadequado você saberá como agir, mas espere algum sinal, não antecipe nem fique ansiosa, solte a mão dele. As pessoas que não o conhecem precisam conhecê-lo.

   2. Transporte (aéreo, rodoviário, navio ou carro próprio)
          * Viagens longas ou curtas passam mais rápidas se você se distrai. Leve sempre uma maleta de mão com algumas guloseimas, bolachas e algo para beber.
          * Converse, mostre a paisagem, faça jogos, cante. Você sabe a idade e o que seu filho ou o portador de deficiência que está com você gosta de conversar ver ou ouvir.
          * Música é fundamental e é o recurso que mantém a tranqüilidade por mais tempo, o segredo é a seleção delas. Lembre-se que a viagem é da família e todos estão no mesmo carro, ouvir rap o tempo inteiro não dá.


   3. Preparação da mala
          * Organize a mala fazendo rolinhos com os conjuntos de camiseta e bermuda e camiseta e calça. Assim fica bem mais fácil e rápido para escolher o que vestir.
          * Os rolinhos também ocupam menos espaço na mala, sendo possível levar mais roupas, e o mais importante, facilitam a independência do portador de deficiência.
          * Peças íntimas e meias podem ser colocadas em envelopes de tecido (TNT) ou em saquinho plásticos separados.
          * Calças jeans e outras calças podem ser dobradas em três partes e colocadas no fundo da mala.

   4. Roupa de cama e banho
          * O hotel normalmente fornece a roupa de cama e banho.
          * No caso da pessoa portadora de deficiências não controlar esfíncteres (urina), é prudente proteger o colchão onde for dormir, para evitar constrangimento ou ter de pagar ao hotel o custo do colchão.
          * Proteger o colchão com aquele protetor impermeável de um lado e tecido do outro, é muito prático para ser usado em casa, mas não resolve muito em hotel, pois molha do mesmo jeito e não existe um local para lavá-lo e secá-lo.
          * Leve na mala um plástico resistente, como aqueles transparentes que não fazem ruído ao deitar-se.
          * Faça lençóis descartáveis com elástico, feito com tecido TNT, pois você não terá como lavá-lo nem guardá-lo para ser lavado na volta da viagem.

   5. Arrumação do nécessaire
          * Separe dentro da frasqueira pequenas embalagens com produtos para o banho (xampu, condicionador, saboneteira, etc.).
          * Coloque em outra embalagem produtos para serem utilizados para a higiene bucal. Assim não será necessário levar a frasqueira toda ao banheiro.

   6.Medicação
          o Organize antes. Pode parecer desnecessário, mas é muito prático durante a viagem. Não é preciso levar todas as caixas de remédios que ocupam muito espaço.
          o Separe toda medicação por dias e horário, existe no mercado embalagens plásticas para organizar os remédios por dias e semanas.
          o Você pode também utilizar saquinhos plásticos, separar os remédios e etiquetar os saquinhos. Por exemplo, 2ª feira à noite, 3ª feira de manhã e assim por diante.

   7.  Não se esqueça
          o Nécessaire de primeiros socorros.
          o Sacos plásticos para roupa suja.
          o Mochila extra.
          o Cabides de arame para pendurar roupas de banho, elas secarão mais rápido dentro do quarto.
          o Jogos e brinquedos.
          o Um aparelho de som com os CDs favoritos irá entretê-lo por algum tempo.

Fonte: http://www.organizesuavida.com.br
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

EU BRINCO TU BRINCAS E AS CRIANÇAS ESPECIAIS TAMBÉM BRINCAM


Este estudo tem como objetivo compreender o brincar de uma criança com paralisia cerebral no âmbito familiar. O interesse pela temática surgiu da minha experiência como mãe de uma criança especial, de uma menina especial. Esta experiência trouxe inúmeras indagações, mobilizou toda a família, fazendo com que nos informássemos e procurássemos alternativas para melhor cuidá-la e educá-la.

Brincar é gostoso
Brincando a gente aprende muitas coisas também.
Por exemplo, brincando a gente aprende a brincar!
A gente pode brincar pulando, correndo e até sentado.
A gente pode brincar com um anel ou com uma pedrinha no chão.
E com outras coisas mais.
Usando a cabeça a gente pode inventar uma brincadeira.
Usando as mãos a gente pode construir um brinquedo.
E usando os pés - o que a gente pode fazer? E as palavras?Será que a gente pode brincar com elas?
Eu brinco, você brinca, as galinhas brincam, as minhocas brincam..?...bem as minhocas, eu não sei se brincam, mas devem brincar ,sim, do jeito delas.
Luiz Camargo


Baixe aqui

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

CRIANÇAS ESPECIAIS


Este termo é muito genérico, abrange as mais diferentes síndromes infantis . Todas as crianças são muito especiais, mas algumas precisam de um apoio, de um olhar, de uma atenção especial, de um acompanhamento e acima de tudo muito carinho.

É sobre estas crianças que vamos tentar falar um pouco e chamar sua atenção. A criança portadora de necessidades especiais, além do direito, tem a necessidade de cursar uma escola normal, de ser tratada com muito carinho e respeito por todos nós.


Autismo      
Deficiência mental
Obesidade Infantil
Sindrome de Down
Síndrome do Usher
Síndrome de Williams
Esclerose tuberosa
Deficiência auditiva
Deficiência visual
Depressão na Infância e Adolescência
Transtorno Obsessivo Compulsivo Infantil
Síndrome de Rubinstein-Taybi
Síndrome de Angelman
Síndrome de Prader-Willi
Síndrome de West
Síndrome de Hutchinson-Gilford
Deficiência em X-Frágil
Eplepsias

terça-feira, 13 de outubro de 2009

CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA E DIREITO À EDUCAÇÃO


"... as estatísticas demonstram a falta de acesso das pessoas com deficiência à educação, até mesmo ao ensino fundamental, etapa obrigatória de ensino escolar".

É função institucional do Ministério Público a defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Nesta última categoria se insere, com absoluta prioridade, o direito de crianças e adolescentes à educação. E, ainda, se formos admitir uma espécie de hierarquia entre valores protegidos no ordenamento jurídico brasileiro, vamos verificar que os direitos de crianças e adolescentes com deficiência estão no topo dessa lista de prioridades para que o Ministério Público exerça seus deveres constitucionais.

Assim, temos estudado e trabalhado o tema objeto deste artigo com grande afinco, pois as estatísticas demonstram a falta de acesso das pessoas com deficiência à educação, até mesmo ao ensino fundamental, etapa obrigatória de ensino escolar. Verificamos que ninguém, conscientemente, nega às pessoas com deficiência tal direito. Acontece que, diante de uma omissão histórica do Estado, e não só o brasileiro, muitas pessoas imaginam que esse direito estaria cumprido se crianças e adolescentes com deficiência fossem educados exclusivamente em ambientes especializados e segregados. A partir da década de 1990, porém, se intensificaram, mundialmente, as conclusões de especialistas de que a educação não pode ser feita apenas de forma segregada e isso tem total respaldo no âmbito jurídico.

Mesmo com esse respaldo jurídico, as resistências a essa educação, que tem sido chamada de 'inclusiva', são enormes. As justificativas mais comuns dessa resistência se baseiam nas dificuldades práticas em se ter, na mesma sala de aula, alunos com e sem deficiência, apesar de muitas escolas já estarem fazendo isso, com sucesso. Diante desse cenário e de reconhecermos que a educação inclusiva é ainda uma novidade no Brasil nos 'atrevemos' a participar da redação de uma cartilha explicando como e por que fazer inclusão educacional de pessoas com deficiência. Dissemos 'atrevimento' porque essa cartilha - da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do Ministério Público Federal, e não do governo federal/MEC, que apenas deu seu apoio - tem sido duramente criticada e distorcida.

Nosso atrevimento pode não ser em vão. Houve tempos em que se via 'total impossibilidade prática' em receber mulheres e homens, ou pessoas de diferentes raças e religiões, na mesma sala de aula. Tudo foi superado em nome do direito à igualdade e à dignidade da pessoa humana. Esperamos que os argumentos apoiados nas 'dificuldades práticas' cedam lugar à consciência de que as crianças e os adolescentes com deficiência também têm esse direito indisponível, que deve ser exercido sem diferenciações que levem a exclusões e restrições no âmbito escolar. 


Basta que as escolas comuns, sem dispensar as parcerias com as escolas especiais, conforme insistentemente sugerido na referida cartilha, se tornem cada vez mais includentes nas suas práticas pedagógicas, o que beneficiará a totalidade dos alunos. A escola que se organiza para receber apenas alunos que atingem um determinado nível de desenvolvimento intelectual é uma escola que exclui até mesmo alunos sem nenhum tipo de deficiência. Que família nunca enfrentou a difícil situação de ver um de seus filhos ou filhas rotulados por não acompanharem sua turma como a escola esperava? A escola de ensino fundamental que recebe e mantém matrículas só de alunos que 'acompanham a turma' demonstra que privilegia a transmissão de conhecimentos em detrimento do desenvolvimento humano, acabando por prejudicar o futuro pessoal e profissional dos educandos. Acaba também por não cumprir os objetivos constitucionais, segundo os quais a educação deve visar ao pleno desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania.

Finalmente, vale frisar que, em relação à deficiência mental, o reconhecimento da titularidade do direito indisponível ao ensino fundamental é ainda mais delicado. No entanto, está comprovado, cientificamente, que pessoas com deficiência mental são seres inteligentes e capazes de aprender. Quanto mais lhes é dada a oportunidade de aprender, principalmente na convivência com alunos sem deficiência mental, mais surpreendem a todos com o seu desenvolvimento, que não precisa ser igual ao de ninguém.

A admissão de diferentes níveis de desenvolvimento deve aplicar-se a todos os alunos. SÃO ENORMES AS RESISTÊNCIAS À EDUCAÇÃO CHAMADA DE ´INCLUSIVA´ Nesse sentido, a insistência das escolas em nivelar o aprendizado tem sido apontada como indevida há décadas. E para que não pairem dúvidas: a inclusão educacional, bem feita, jamais implicará o fechamento das escolas especiais. Ao contrário, elas têm um importante papel para uma inclusão educacional bemsucedida. Papel que lhes é próprio e não substitui, mas complementa, as escolas comuns.

O discurso palatável de que 'há casos em que a inclusão não é possível' tem sido muito aplicado, especialmente, no tocante à deficiência mental. Casos extremamente graves, de crianças sem interação com o ambiente externo, não são admitidos em muitas escolas especiais. A maioria do alunado dessas escolas é composta por crianças e adolescentes, com e sem deficiência, que não poderiam estar fora das escolas comuns, e este conceito deve ser revisto prioritariamente. 

Eugênia Augusta Gonzaga Fávero 
Jornal O Estado de S. Paulo
11/06/2005
 * Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, procuradora da República, é autora do livro Direitos das pessoas com deficiência: garantia de igualdade na diversidade, pela WVA Editora, e co-autora da cartilha, O acesso de alunos com deficiência às classes e escolas comuns da rede regular de ensino, pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.

O VERÃO E AS CRIANÇAS ESPECIAIS


Com a chegada do verão vemos a grande movimentação das famílias para descansar e se divertir com seus filhos e parentes.

O contato social é importante para todos, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento das crianças, de todas as idades. Crianças portadoras de necessidades especiais também precisam desse contato, pois através dele amplia seus conhecimentos e suas vivências prazerosas com o outro.

Porém, os pais não devem se esquecer que devido ao calor e à exposição ao sol, os cuidados devem ser dobrados.

Vários são os casos em que crianças sofrem queimaduras graves por terem sido esquecidas ao sol.

Para que isso não ocorra passe um filtro solar fator máximo e registre o horário em que foi usado, lembrando que deve ser retocado por todo o período em que a criança estiver exposta ao sol. Além disso, procure mudar a posição da criança para que não fique sempre com a mesma parte à mostra.




A praia também é uma diversão
para a criança com necessidades especiais

Outro cuidado necessário é quanto à exposição dos olhos ao excesso de luz. Colocar uns óculos de qualidade nos pequenos também é fundamental, pois a falta deste pode acarretar problemas graves à retina do olho. Se a criança não consegue manter os óculos no rosto, estes poderão ser presos com o auxilio de uma borracha própria, ou então, a criança poderá ficar debaixo de um guarda-sol, fazendo o uso de uma viseira para evitar que os raios atinjam diretamente seus olhos.

Os líquidos também devem ser lembrados, pois conservar a hidratação do corpo é fundamental para se manter a saúde da criança. Procure oferecer sucos, refrigerantes, água de coco, sorvetes e picolés a todo momento, mesmo que em pequenas quantidades, a fim de evitar uma possível desidratação.

Devido ao calor e à exposição ao sol juntamente com a maresia, a pele da criança pode manifestar algumas erupções de alergia. Um banho com água doce é necessário para evitar que isso aconteça. As trocas das roupas e das fraldas também devem ser maiores, pois caso a criança fique molhada de suor ou com a urina, poderá sofrer assaduras.

Por isso, antes de sair de casa para uma viagem de férias com uma criança especial, lembre-se que estes cuidados serão necessários e organize-se para aproveitar bem o passeio. O bom mesmo é se divertir com os familiares e amigos.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A DANÇA COMO MOTIVAÇÃO PARA CRIANÇAS ESPECIAIS


INTRODUÇÃO
Tendo em vista o caráter dialógico, a pesquisa está sendo realizada numa abordagem qualitativa tendo como instrumentos observação com o público alvo às crianças especiais que participam do projeto da prefeitura municipal na cidade de Santa Maria/RS. O estudo está sendo realizado com a participação de 8 pessoas. Serviram como fonte de dados, a observação do desempenho inicial dos sujeitos e as mudanças ocorridas, a partir do desenvolvimento de atividades com dança. Assim, comprova-se por meio dos resultados dos instrumentos aplicados, que a dança tem caráter de motivação para os praticantes do projeto, pois a dança traz benefícios para a saúde como melhora na lateralidade, coordenação, ritmo e integração das crianças participantes.

OBJETIVO
Esta pesquisa busca verificar os benefícios à dança traz para as crianças especiais.

METODOLOGIA
No desenvolvimento deste trabalho investigativo utilizamos à abordagem qualitativa, que busca conhecer os benefícios da dança (motivação) no cotidiano das pessoas que ali convivem durante a realização de suas atividades. Convém ressaltar que a investigação foi feita a partir de pesquisa bibliográfica realizada e de campo. Alguns instrumentos foram empregados para a coleta de dados: diário de campo, observação participante e sistemática. Nesse sentido na análise de dados foi possível confrontar a realidade observada com os referenciais teóricos estudados. Participaram como amostra da pesquisa 8 crianças que partcipam do projeto de atividades físicas adaptadas no centro desportivo municipal. Sendo dos participantes 3 meninas e 5 meninos.



RESULTADOS
Durante as observações e entrevistas realizadas com os alunos que participam do projeto no centro desportivo municipal, pode-se perceber que a dança é fator de motivação nas aulas realizadas pelo projeto, sendo considerada a atividade que os alunos mais gostam , e tambem fator de desenvolvimento de capacidades físicas e integração das crianças que participam. Apenas um menino não se demonstrou interessado nas atividades realizadas com música, dança, etc. Porem, as meninas demonstram-se mais interessadas por musicas coreagrafadas e atividades ludicas com música. Assim pode-se perceber que a dança traz beneficios para as crianças especiais do projeto realizado no centro desportivo municipal.

CONCLUSÃO
Pode-se concluir através deste estudo que a dança desenvolve as qualidades físicas dos alunos especiais do projeto realizado no centro desportivo municipal, como a lateralidade, ritmo, coordenação, sendo fator de motivação e integração entre os alunos; como também parte importante da aula como relaxamento. 


Evelise Marconatto ¹, Maria Cristina Chimelo Paim 2
Licenciada em Educação Física – ULBRA, Santa Maria, RS
e-mail:evelisemx@hotmail.com,
Professora do Curso de Educação Física – ULBRA, Santa Maria, RS
e-mail: crichimelo@bol.com.br

ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS



Constatações, recomendações, sobre os requisitos para o desenvolvimento de interfaces para a alfabetização de crianças portadoras de necessidades especiais, para suprir os objetivos educacionais nesta questão.


Faça o download do artigo aqui.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

CRIANÇAS ESPECIAIS E A DIFICULDADE NA FORMAÇÃO DAS PALAVRAS



O processo de ensino-aprendizagem cria muitas expectativas nas crianças. A aquisição da habilidade de ler e escrever é ansiosamente esperada pelos pais e pela sociedade. Estas expectativas pesam nas crianças que não apresentam um desempenho esperado, reduzindo sua auto-estima e contribuindo para que ela desista de aprender. Este trabalho apresenta um jogo de computador para auxiliar o letramento de crianças especiais com dificuldades na formação de palavras. Desta forma, através do jogo pretendemos transformar o lúdico em uma atividade útil, facilitando o aprendizado.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CRIANÇAS ESPECIAIS - REFLEXÕES


Quando uma criança nasce com problemas inevitavelmente passa a ser um estranho na família, até que se assimile a situação. Fazer o luto pelo filho ideal significa que todo aquele investimento imaginário em relação a uma pessoa que está a caminho cai por terra! Uma decepção! Neste processo de entender que aquela criança não atenderá o desejo dos pais e familiares é que se estruturam fantasmas. É preciso refazer a vida acolhendo este novo ser. O problema não é exatamente ser deficiente ou ter alguma síndrome, mas sim a fantasmática que se constrói em torno disto.


No entanto , as crianças especiais a exemplo das que possuem síndrome de Down, ou com retardo mental são crianças amáveis e que possuem um lugar definido na sociedade, nas adaptações curriculares, na cultura em geral. À parte o preconceito de alguns, não há mistério em trabalhar e incluí-los, já que há um número imenso de técnicos e técnicas capazes de orientar os familiares e acolher estes pequenos. Assim, as síndromes não apresentam maiores problemas além da lentidão na aprendizagem e de serem crianças diferentes, uma vez que possuem um lugar definido na cultura. A dificuldade maior, segundo estudiosos do assunto, é quando estas crianças apresentam uma psicose associada ao problema genético.

A criança que apresenta psicose possui atitudes radicalmente diferentes associadas a uma incontrolável agressividade. Diante destes quadros, equipes de profissionais e pais caem numa perplexidade paralisante. Se já é difícil elaborar um luto de um filho ideal, pior ainda quando a elaboração do mesmo fica interditada por alguma razão. Inúmeras vezes, os pais prostrados diante dos diagnósticos catastróficos, ficam impedidos de elaborar o luto do filho idealizado, de aceitá-lo como ele é , e então sem poder falar do afeto, estabelece-se a psicose. O caos familiar se instala!.Quantas famílias se desestruturam neste momento! O sentimento de fracasso e impotência impedem o acesso afetivo ao filho deficiente e vice-versa. Construída a fantasmática aterrorizante e persecutória, o mundo parece pesado demais !


É comum na nossa cultura valorizar os técnicos e o diagnóstico, dando um peso exagerado a isto e desvalorizando os pais enquanto seres humanos. Os pais passam a ser pais de manual. Perdem a capacidade de acessar os sentimentos e deixar circular o amor entre eles e o filho que nasceu com dificuldades. Assim, faz parte da luta pensar em quais são os efeitos nos pais em relação ao confronto constante com uma realidade que ao mesmo tempo atordoa e surpreende? Quais os efeitos na criança do olhar que por vezes denuncia os sentimentos dos adultos? O que significa mesmo a inclusão? A inclusão na vida deve obedecer a lei fundamental da alteridade ou seja, deve assegurar o direito que regulariza a convivência das diferenças.


Não se pode perder as possibilidades de criar alternativas para incluir este sujeito que impõe a diferença por si só. Abrir espaço dentro de nós mesmos para entender e aceitar! Aí está a verdadeira inclusão: dentro do coração!


Dra. Magda Mello
Supervisora do Núcleo de Estudos Sigmund Freud

CRIANÇAS ESPECIAIS - PERCEPÇÃO VISUAL E DO GRAFISMO


O contato com a literatura especializada e os aspectos controvertidos sobre a criação, manutenção e desenvolvimento das chamadas “classes especiais”, foram os principais motivadores para a realização deste estudo.

Vivemos atualmente em meio a uma grande discussão sobre qual deve ser a melhor forma de atendimento educacional a crianças portadoras de deficiências e que demandam atendimento especial. As conhecidas classes de educação especial são criticadas por muitos autores que as vêem como um meio que, paradoxalmente, acaba por induzir a segregação de seus freqüentadores.

Segundo Celso Oliveira (1998), estabelecendo uma comparação entre os alunos que freqüentam escolas especiais e outros alunos que, embora tendo problemas idênticos, permaneceram nas classes de ensino regular, observamos que os primeiros sofrem as mesmas agressões verbais que outras crianças, não progridem mais do que estas e, ainda, apresentam níveis de auto-estima muito inferiores, fato que concorre para dificultar ainda mais a sua adaptação ao meio social.

As classes especiais surgiram para "proporcionar ao educando meios para desenvolver habilidades e atitudes escolares e também, conhecimentos preliminares das matérias acadêmicas do ensino regular" (Queiroz, 1976, p. 115), porém estas classes podem estar sendo mal utilizadas, resultando daí o seu caráter segregativo, pois nenhum recurso pode ser considerado eminentemente segregativo ou integrador. (Omote, 1999 citado por Manzinni, Brancatti, 1999).


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