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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

BRASILEIRO COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA É FINALISTA EM CONCURSO DE EMPREENDEDORISMO

 

THIERRY MARCONDES E SUA EQUIPE DA STARTUP GLORIOSOS DISPUTAM A ETAPA FINAL DO DESAFIO EM OUTUBRO, NOS ESTADOS UNIDOS

Thierry Marcondes, CEO da startup Gloriosos, finalista do Desafio Intel 2013 (Foto: Divulgação)THIERRY MARCONDES, CEO DA STARTUP GLORIOSOS, FINALISTA DO DESAFIO INTEL 2013 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Thierry Marcondes tem 25 anos e um currículo de fazer inveja a muita gente experiente. Estudante de engenharia mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ele já morou na Inglaterra e no México, se envolveu com projetos internacionais na área de meio ambiente, petróleo e carbono, foi estagiário da GE Energy e é o CEO da startup Gloriosos, representante brasileira na última etapa do Desafio Intel 2013, uma competição de soluções tecnológicas, da qual participam startups, que acontece em outubro nos Estados Unidos. Marcondes fala inglês, um pouco de espanhol e francês. E, além de todo o empenho acadêmico, o jovem também sabe cozinhar, bordar e tocar trompete.

Seria a história de mais um prodígio não fosse por um detalhe que torna o caso de Marcondes exceção: ele nasceu com surdez profunda. Então, pegue todo o esforço que você imaginou ali no início do texto e multiplique por algum número bem alto. Se ter sucesso já é difícil para quem tem os cinco sentidos tinindo, imagine quando falta um deles - especialmente em um mundo ainda pouco adaptado a deficiências. Ele reconhece mesmo que deu trabalho chegar aos 25 anos com toda essa experiência, fazendo leitura labial e sem conseguir falar ao telefone, mas faz questão de trocar a palavra "dificuldade" por outras, como "desafio" ou "aventura", quando fala sobre sua vida.

As aventuras começaram cedo na vida do estudante. Aos 11 anos, ele se mudou para a Inglaterra, quando sua mãe foi fazer uma pós-graduação em uma universidade do país. Na época, Marcondes sabia fazer leitura labial em português - o que já era uma vitória - mas teve de estudar tudo de novo, dessa vez, em inglês. Com a ajuda de uma professora canadense, ele aprendeu a entender e a falar não só o próprio inglês, mas também um pouco de espanhol e francês. "Foi um dos períodos mais incríveis que vivi. Aprendi também a cozinhar, a bordar, a tocar trompete. Cheguei até a tocar na orquestra de natal da escola no final do ano. Considero uma grande conquista, já que tiver de bolar estratégias para aprender a tocar pela vibração do instrumento".

Foi também na Inglaterra que o futuro engenheiro diz ter descoberto sua vocação. "Ficava até depois das aulas fazendo trabalhos de tecnologia, de projetos. Montava alguns objetos para suprir minhas necessidades. Se queria um carrinho para brincar, por exemplo, eu montava um. Isso foi despertando o meu interesse por tecnologia e construindo a minha curiosidade pela engenharia".

Assim, de volta ao Brasil, não é de se estranhar que ele tenha optado pelo curso de engenharia mecânica. Entrou na Unicamp, em 2007. No início da faculdade, se envolveu em diversos projetos, indo de tecnologia aeronáutica até a área ambiental. Fez inclusive um intercâmbio para o México, onde aprofundou seus conhecimentos em sustentabilidade. Em 2012 (ele adiou a formatura alguns semestres para aproveitar melhor a universidade), ele montou a equipe da startup Gloriosos e partipou do Desafio Unicamp daquele mesmo ano. Venceram a disputa com o projeto do Lux Sensor do Brasil, o mesmo a concorrer no Desafio Intel, um sensor de alta sensibilidade para detecção de combustível adulterado.

Thierry Marcondes e Wellington de Souza Filho, CTO da Lux Sensor e estudante de engenharia eletrica na Unicamp (Foto: Divulgação)THIERRY MARCONDES E WELLINGTON DE SOUZA FILHO, CTO DA LUX SENSOR E ESTUDANTE DE ENGENHARIA ELETRICA NA UNICAMP (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Na etapa da América Latina, o sistema ganhou o teceiro lugar, atrás de projetos da Venezuela e do Chile. A pontuação foi suficiente para que o grupo de Marcondes entrasse na competição mundial, que ocorre em outubro, em Berkeley. Ao lado de outras 30 startups, a Gloriosos concorre a um prêmio de US$ 100 mil.

"O projeto do Thierry é muito bom. Os juízes acreditaram que o projeto dele tem muito potencial, mas a gente não sabe como são os outros, não dá para dizer quais são as chances de o Lux Sensor ganhar", diz Rubem Saldanha, gerente de educação da Intel Brasil.  Para o executivo, no entanto, essa etapa final é apenas a cereja do bolo de um processo já bastante enriquecedor. "O Thierry ganhar ou não ganhar não é o mais importante. O que importa é o efeito que ele cria quando volta: as conversas que ele vai ter com seus amigos, as experiências que ele vai passar para as outras pessoas. Isso dissemina a cultura do empreendedorismo".

Para Marcondes, que passa a impressão de ser dessas pessoas que está sempre se desafiando, não é muito diferente. "Vejo que, a cada dia, venho descobrindo coisas novas, aprendendo coisas novas e superando obstáculos pessoais, profissionais e até aqueles referentes à minha necessidade especial. Estou bastante orgulhoso da equipe e até onde conseguimos chegar".

Nesse processo todo, o estudante afirma que a deficiência auditiva não foi muito mais do que um "desafio interessante". "Precisei enfrentar algumas situações. Por exemplo, todas as reuniões tinham de ser presenciais, pois não consigo falar ao telefone. Ao mesmo tempo, percebi que era preciso ter confiança nos sócios era essencial. Vi que era necessário unir forças e sempre trabalhar com pessoas que me complementem".

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2013/08/brasileiro-com-deficiencia-auditiva-e-finalista-em-concurso-de-empreendedorismo.html

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Mulheres cegas aprendem a se maquiar sozinhas no Amapá

Deficientes visuais também querem aprender dicas de etiqueta.Bernadete Isacksson, 40 anos, é professora de educação especial (Foto: Maiara Pires/G1)
Oficina de maquiagem encerrou neste sábado (10), no Senac-AP.

Bernadete Isacksson, 40 anos, é professora de educação especial (Foto: Maiara Pires/G1)

Bernadete Isacksson, 40 anos, é professora de educação especial. Ela aprendeu neste sábado (10) a se maquiar sozinha, o que não fazia há 28 anos por conta da deficiência visual adquirida. Ela participou de um projeto piloto do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-AP) em parceria com a Associação de Cegos e Amblíopes do Amapá (Acaap).

"O que eu sabia era só passar batom e o pó compacto", conta a educadora. "Agora já sei passar blush, sombra e lápis de olho, sendo que o lápis ainda é o mais difícil", relata, sobre a experiência que para ela "foi muito boa".

Para escolher as cores, os estojos estavam identificados em linguagem braile. Bernadete diz que teve dificuldades em passar o lápis de olho por conta da coordenação motora "que ainda está muito devagar". "Eu gosto de cores claras", disse a professora.

"E também senti como tivesse uma 'areiazinha' dentro dos olhos", lembra. "Mas acho que isso acontece com outras mulheres. Mesmo assim, tudo é uma questão de prática, treinamento. Com certeza daqui a pouco estarei profissional", brinca.

Mulheres cegas e amblíopes durante oficina no Senac-AP (Foto: Mulheres cegas e amblíopes durante oficina no Senac (Foto: Maiara Pires/G1)Maiara Pires/G1)

A professora de educação especial é amblíope, ou seja, não é totalmente cega, mas possui baixa visão. Ela conta que aos 12 anos de idade começou a fazer consultas oftalmológicas em Macapá (AP). E aos 20 anos foi diagnosticada em Belém (PA) com retinose pigmentar, doença hereditária que causa degeneração da retina, responsável pela formação das imagens visuais. "Tenho um irmão que nasceu cego. Somos os únicos casos na família", acrescenta.

Depois que adquiriu a doença, Bernadete Isacksson conta que passou 10 anos sem estudar. "Tive que parar porque não enxergava mais nada no quadro", diz, sobre o curso de Magistério que fazia. "Mas retornei depois de dois anos e não parei mais. Hoje, estou me formando em Pedagogia", conta, acrescentando que teve de se adaptar numa turma de ouvintes utilizando recursos para ampliação das letras para pode enxergar melhor, além da linguagem em braile.

Oficina
A iniciativa do projeto piloto é da Associação de Cegos e Amblíopes do Amapá, a partir da vontade das mulheres associadas de aprender a se maquiar sozinha, segundo o presidente da entidade, João Pereira. "Apresentamos essa demanda ao Senac que colocou seus instrutores à disposição para ministrar esta oficina de maquiagem a elas", informou Pereira.

Foram dois sábados de oficina. As mulheres cegas e amblíopes do Amapá também já manifestaram interesse em aprender como se comportar à mesa e como se vestir bem. "Já estamos conversando com a instituição para saber da viabilidade de mais destas oficinas", disse o presidente da associação.

A coordenadora técnico-pedagógica do Senac-AP, Obde Gadelha, disse que o trabalho valeu como experiência para a própria instituição saber como aprimorar o atendimento às pessoas com deficiência. "Já ministramos cursos para pessoas com deficiência auditiva trabalhando a inclusão social delas. Para os deficientes visuais foi uma novidade que experimentamos até mesmo para aprimorar esse atendimento", ressaltou.

Fonte: http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2013/08/mulheres-cegas-aprendem-se-maquiar-sozinhas-no-amapa.html

quarta-feira, 11 de abril de 2012

DEFICIENTE MULTADA

Cinco dias atrás, Esther Braescher Naveira e Silva passou por um constrangimento ao ser parada numa blitz da Lei Seca no Jardim Botânico. Apesar de ser deficiente — ela tem a metade esquerda do corpo paralisada — e não conseguir soprar o bafômetro, foi multada por ter supostamente ingerido bebida alcoólica e teve a carteira apreendida. Ontem à noite, após o EXTRA contar a história de Esther, ela recebeu a habilitação de volta, a suspensão da multa e anulação dos pontos na carteira. E não só isso. A analista de sistemas de 36 anos ganhou flores e um pedido de desculpas, em nome do governo do estado, do coordenador da Lei Seca, major Marco Andrade.

Com flores, coordenador da Lei Seca se desculpa por falhaCom flores, coordenador da Lei Seca se desculpa por falha Foto: Marcelo Theobald / Extra

— Em nome do governo, venho pedir desculpas pela avaliação que nossos agentes tiveram nesse caso, que precisava de medidas especiais — afirmou ele. — Não temos problemas em assumir nossos erros. O caso serve como aprendizado para o futuro.

Independência

Apesar de agradecer a medida tomada pelo governo, Esther afirma que ainda irá entrar com uma ação contra o Estado pelo constrangimento causado na blitz e os prejuízos sofridos durante os dias em que não pode dirigir.

Como deficiente, Esther afirma que o carro, mais do que um meio de locomoção, é a maneira de garantir sua independência.

— Não consigo fazer nada desde sexta-feira porque não posso dirigir. Não consegui nem ir ao supermercado, porque dependo de amigos para tudo — explica ela. — O carro era minha independência, e perdi isso por erro deles.

Agentes vão passar por treinamento

Segundo o coordenador da Lei Seca, os agentes que abordaram Esther agiram conforme manda a legislação. Foi a mesma posição de uma nota da Secretaria estadual de Governo. Mas o major afirmou que houve erro ao não avaliar o caso como uma abordagem especial.

— Nossos agentes fizeram uma avaliação errada. O caso era especial e precisava de uma avaliação especial e medidas específicas — assumiu o major.

O coordenador acredita que o país ainda não está preparado para lidar com esse tipo de caso.

— A sociedade ainda engatinha com relação aos deficientes — afirmou.

De acordo com o major, os agentes da Lei Seca passarão por um novo treinamento, para evitar erros durante abordagens de pessoas com deficiência. Ele fez questão de ressaltar que os agentes da Lei Seca têm como objetivo constranger os motoristas e, por isso, decidiu pedir desculpas pessoalmente a Esther:

— Queremos salvar vidas, mas também erramos.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/coordenador-da-lei-seca-assume-erro-de-agentes-em-multa-deficiente-4612326.html#ixzz1rnH41Rlz

quarta-feira, 19 de maio de 2010

CARTILHA DIREITOS E IGUALDADE ENTRE OS GÊNEROS

MTE lança Cartilha sobre direitos e igualdade entre os gêneros 

Publicação traz informações sobre trabalho doméstico e Lei Maria da Penha, entre outras informações. Ministro Lupi faz o lançamento nesta sexta-feira, em São Paulo

Brasília, 29/04/2010 - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, participa nesta sexta-feira, em São Paulo, do lançamento da cartilha 'Gêneros Diferentes, Direitos Iguais'. A publicação, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), traz uma série de textos sobre o trabalho doméstico, convenções já realizadas e Lei Maria da Penha.

A Cartilha foi elaborada para abastecer as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs) em todo o país. A publicação será distribuída nas Superintendências Regionais do Trabalho e, posteriormente, em eventos realizados voltados ao debate sobre gênero. A partir do lançamento, a Cartilha também estará disponível no site do MTE.

Comissão - O Ministério do Trabalho e Emprego instituiu, em agosto de 2004, a Comissão Tripartite de Igualdade de Oportunidades e Tratamento de Gênero e de Raça no Trabalho. Tal Comissão tem como objetivo, discutir e apresentar propostas para as políticas públicas de igualdade de igualdade de oportunidades e de tratamento, assim como combater todas as formas de discriminação de gênero e raça no emprego e na ocupação.

Serviço

Evento: Lançamento da Cartilha Gêneros Diferentes, Direitos Iguais
Hora: 10h
Local:  Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco
Endereço: Rua dos Bandeirantes, 388 - Bom Retiro (Metrô Tiradentes, próximo à Fatec).

Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537
(61) 3317-6537

acs@mte.gov.br

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