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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Policiais do Senado barram entrada de deficientes convidados para cantar

A Polícia do Senado impediu nesta terça-feira que 28 jovens com deficiências físicas e mentais entrassem nas dependências da Casa para participar de uma audiência pública onde fariam uma apresentação musical, como convidados.

Os policiais fecharam duas entradas do Senado com o argumento de que havia a possibilidade de invasão por representantes de movimentos sociais, como quilombolas. Os jovens chegaram a uma dessas entradas no momento em que estavam fechadas e, mesmo após apelos de professores e responsáveis, os policiais não autorizaram o acesso.

O grupo ficou do lado de fora do Senado, na chuva, enquanto assessores do senador Cyro Miranda (PSDB-GO) tentavam negociar a entrada. O tucano foi autor do convite para que o coral formado pelos jovens deficientes se apresentasse na Comissão de Educação, que discutia uma das metas do PNE (Plano Nacional de Educação).

"Eu arrumei o ônibus para trazer os meninos, o nome de todos eles estavam na portaria do Senado numa lista. Como um cidadão é capaz de deixá-los na chuva? Alguns voltaram chorando porque foram impedidos de se apresentar", protestou Miranda.

Responsável pela ida do grupo ao Senado, a professora Sidnéia Veloso confirmou que os policiais impediram a entrada dos jovens --inclusive no momento em que uma aluna pediu para usar um dos banheiros da instituição.

"Todos ficaram sem lanche, sem banheiro e sem água. Ficamos uma hora esperando até as coisas se resolverem, mas nada se resolveu. Aí decidimos ir embora. Havia sete jovens cadeirantes no grupo. Todos voltaram chateados e muito tristes. Um deles disse que nunca vai esquecer essa situação", disse a professora.

Depois dos apelos de assessora de Miranda, a Polícia do Senado sugeriu que os jovens entrassem pela garagem --mas teriam que passar por uma longa escada, o que não foi possível por sete deles serem cadeirantes.

"Deram a alternativa de que viessem pela garagem. Ora, são cadeirantes, pessoas sem mobilidade nenhuma, naquela rampa. Por mais que se dialogasse, por mais que se tivesse o requerimento com o nome de todos eles na portaria, por mais que o Senado tivesse cedido um ônibus para trazer essas crianças, elas foram frustradas", disse Cyro Miranda.

Os jovens integram o coral do Centro de Ensino Especial de Taguatinga, cidade-satélite de Brasília que fica a cerca de 20 quilômetros do Senado.

SINDICÂNCIA

No plenário do Senado, Miranda cobrou explicações do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre a ação dos policiais. O senador disse que, se até esta quarta não receber informações a respeito do ocorrido, vai pedir abertura de sindicância e o afastamento do diretor-geral da Polícia do Senado, Pedro Araújo.

"É uma pessoa despreparada. O Senado está sendo mau exemplo. Eu não vou aceitar que as coisas fiquem como estão. Houve falta de bom senso. Esta é a Casa do povo, e nos sentimos, hoje, tremendamente ofendidos, inclusive pelo tipo de truculência e com quem foi feito", afirmou.

Renan disse que o Senado "não coonesta com esses equívocos" e prometeu encaminhar "providências" para reparar o ocorrido.

A Folha procurou Araújo para falar sobre a ação da Polícia do Senado, mas ele não atendeu as ligações. O Senado também não se manifestou oficialmente sobre a atuação dos policiais.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cientistas conseguem restaurar neurônio 'atrofiado' do autismo

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Pesquisadores da Universidade Brown, nos Estados Unidos, identificaram uma deficiência genética entre os neurônios e os circuitos cerebrais de pessoas com um tipo severo de autismo, chamado de síndrome de Christianson, e conseguiram restaurar o crescimento neuronal em camundongos para compensar esse deficit. Na sequência acima, as duas imagens superiores comparam um neurônio normal (à esquerda) com um que tem o defeito genético (à direita); enquanto as duas imagens de baixo mostram neurônios que receberam o tratamento, deixando o gene defeituoso (à direita) tão ramificado quanto o normal (à esquerda)

Cientistas da Universidade Brown, nos Estados Unidos, descobriram que a mutação de um gene, que é associado com alguns tipos de autismo em humanos, pode dificultar o crescimento e a conectividade de células cerebrais de camundongos.

O estudo publicado nesta quinta-feira (12) na revista especializada Neuron ressalta, ainda, que o grupo conseguiu restaurar o crescimento neuronal nas cobaias ao compensar o problema nos mecanismos moleculares que eles identificaram.

Essa mutação, que produz a proteína NHE6, está diretamente associada à síndrome de Christianson, um tipo raro e severo de autismo, mas os pesquisadores afirmam que esse gene pode estar ligado a casos mais comuns da doença.

A NHE6 ajuda a regular a acidez do endossomo nas células. Essas organelas transportam o material das células e também degradam proteínas, até mesmo as que são necessárias para que os neurônios cresçam seus braços, os axônios e os dendritos, para formar as conexões dentro do cérebro.

"No autismo generalizado essa proteína é desregulada. Isso significa, para nós, que a regulação baixa de NHE6 é relevante para um subgrupo considerável de autismo", explica Eric Morrow, professor da Universidade que liderou a pesquisa.

A equipe constatou menos sinapses nos camundongos que tinham essa proteína desregulada, além de uma maior degradação de um receptor de proteína, responsável pelo BDNF (ou fator neurotrófico derivado do cérebro), que regula a sobrevivência neuronal e a plasticidade das conexões do sistema nervoso.

Para reverter a falha genética, eles deram uma "carga extra" do BDNF, o que ajudou aumentou a ramificação dos neurônios mutantes, deixando-os com axônios e dendritos próximos aos de um neurônio normal.

"Neste trabalho, nós mostramos que a sinalização da BDNF é atenuada em camundongos mutantes, mas não está bloqueada. Você pode resgatar [o crescimento neuronal] transformando essa sinalização", conclui o pesquisador.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA PODERÃO TER PRIORIDADE NA RESTITUIÇÃO DO IR

O relator na comissão destacou que o texto concede às pessoas com deficiência um certo “alívio financeiro”

O relator na comissão destacou que o texto concede às pessoas com deficiência um certo “alívio financeiro”O relator na comissão destacou que o texto concede às pessoas com deficiência um certo “alívio financeiro”   

  A restituição do Imposto de Renda (IR) de pessoas com deficiência poderá ter prioridade. O projeto de lei (PLS 571/2011) do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), foi aprovado nesta terça-feira (20) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
O relator na comissão, senador Benedito de Lira (PP-AL), destacou que o texto concede às pessoas com deficiência, que costumam ter um gasto elevado com saúde, um certo “alívio financeiro”.
O substitutivo aprovado incorporou uma emenda da Comissão de Direitos Humanos que mudou a denominação dos beneficiários no texto original – de “portadores de deficiência física” para “pessoa com deficiência”. “O substitutivo aumenta a abrangência do incentivo, pois inclui outros tipos de deficiência, como a mental, que merecem atenção do Poder Legislativo”, ressaltou o relator.
Como foi aprovado o substitutivo, o projeto precisa de um turno suplementar de votação na CAE, antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
Agência Brasil

Leia Mais sobre a Notícia nesse Link: Pessoas com deficiência poderão ter prioridade na restituição do IR | UltimoInstante : Notícias de Hoje

RS: cadeirante morre ao cair de ônibus

Uma empresa de ônibus de Gravataí (RS), na região metropolitana de Porto Alegre, foi condenada a indenizar a mulher e a filha de um cadeirante que morreu após cair de um veículo da companhia. A 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou a empresa Sociedade de Ônibus Gigante LTDA (Sogil) a pagar R$ 135,6 mil às familiares do homem - R$ 67,8 mil para cada uma, por danos morais e materiais.

O incidente ocorreu em 2008 - o cadeirante tentava descer do ônibus com a ajuda de um acompanhante, mas caiu na via. Ele sofreu várias lesões e foi hospitalizado, mas morreu no dia seguinte.

A mulher e a filha da vítima entraram com uma ação contra a empresa Sogil pedindo indenização por danos morais e materiais, além do pagamento de uma pensão mensal. Elas alegaram que o motorista agiu contra as normas de segurança e não prestou socorro. A companhia, por sua vez, alegou que o incidente ocorreu por culpa do cadeirante e da pessoa que o acompanhava.

Em primeira instância, o juiz Rodrigo de Souza Allem, da Comarca de Gravataí, condenou a Sogil a indenizar as familiares da vítima, mas negou o pedido de pagamento de pensão. Tanto as autoras quanto a empresa recorreram da decisão ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, mas o desembargador Luiz Roberto Imperatore de Assis Brasil manteve a condenação determinada anteriormente.

O magistrado considerou que, "se a empresa não disponibilizou um veículo adaptado, deveria ter proporcionado, no veículo disponibilizado, segurança ao passageiro, mediante orientação e treinamento a seus prepostos". Além disso, testemunhas afirmaram que o ônibus ainda estava em movimento quando o motorista abriu a porta.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/rs-cadeirante-morre-ao-cair-de-onibus

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Romário critica Ronaldo e cobra ingressos da Copa a deficientes

23 de Junho de 2013•20h53 •atualizado em 23 de Junho de 2013 às 21h16

 

A troca de farpas entre Ronaldo e Romário continua. Depois de o Fenômeno ter sugerido no sábado que o Baixinho pode estar se aproveitando das manifestações para aparecer, o deputado federal emitiu uma carta aberta com críticas ao integrante do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014.

ng2618802"Ronaldo, meu camarada. Se tem alguém se aproveitando dessa situação de indignação popular, certamente, não sou eu. Desde 2011, quando assumi meu mandato, tenho me informado sobre tudo que acontece no Brasil na área de esporte para contribuir com minha experiência", escreveu o deputado.

Romário se tornou um dos mais ferrenhos críticos da realização dos grandes eventos esportivos no País. Com isso, as divergências com Ronaldo só aumentaram. Enquanto o Fenômeno evita declarações mais fortes ao desafeto, o Baixinho faz novas críticas ao pentacampeão e questiona sobre bilhetes que seriam destinados a torcedores portadores de necessidades especiais."Nós da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência ainda esperamos os 32 mil ingressos para a Copa do Mundo prometidos publicamente por você, em nome do COL, para as pessoas com deficiência de baixa renda", acrescentou.

O deputado ainda alegou que visitou todas as cidades que receberão partidas da Copa de 2014, participando também da discussão para tentar impedir regalias à Fifa por meio da Lei Geral da Copa. Além disso, Romário reiterou sua intenção de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Confederação Brasileira de Futebol.

Confira abaixo a carta na íntegra:

Carta aberta a Ronaldo:

Ronaldo, meu camarada

Se tem alguém se aproveitando dessa situação de indignação popular, certamente, não sou eu. Desde 2011, quando assumi meu mandato, tenho me informado sobre tudo que acontece no Brasil na área de esporte para contribuir com minha experiência. O primeiro impacto negativo que tive foi a Lei Geral da Copa, que dava poderes excessivos à FIFA. Trabalhei junto com outros deputados para tornar aquele texto mais favorável ao Brasil. Em um dos artigos, por exemplo, sugeri que a FIFA deixasse no Brasil 10% do seu lucro, de R$ 4 bilhões, para investimento no futebol de base e outros esportes praticados por pessoas com deficiência. Entre outros projetos que você, certamente, pode conferir posteriormente.

Como você também deve saber, estou tentando instalar um CPI da CBF na Câmara, para que possamos por fim aos desmandos daquela instituição e resgatar a verdadeira função do futebol, que é fortalecer este esporte tão amado por mim, por você e por milhões de brasileiros.

Uma coisa que você não deve saber, é que uma das funções de deputado é fiscalizar, além da CBF, entidades como a que você faz parte, o Comitê Organizador Local (COL). E ninguém pode dizer que não tenho feito isso. São incontáveis os relatórios divulgados por mim sobre o excesso de gastos. Visitei TODAS as cidades-sedes para fiscalizar obras de mobilidade, aeroportos, estádios e acessibilidade. Minha função não permite ações mais efetivas, fica a cargo do Executivo dar a canetada final.

Para finalizar, parceiro, não é só governo que contribui com o bem da população de seu país, empresários e cidadãos bem intencionados também compartilham desta inestimável generosidade.

Aliás, nós da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência ainda esperamos os 32 mil ingressos para a Copa do Mundo prometidos publicamente por você, em nome do COL, para as pessoas com deficiência de baixa renda.

Com apreço,

Romário

Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/romario-critica-ronaldo-e-cobra-ingressos-da-copa-a-deficientes,0ae09ec05cb6f310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Romero reduz tarifa de ônibus em CG e implementa Passe Livre para deficientes auditivos

20/06/2013 | 13h00min

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) anunciou na manhã desta quinta (20) a redução da passagem de ônibus e passe livre para deficientes auditivos.

A redução ocorre no dia em que a cidade adere ao movimento nacional de protestos. A manifestação está prevista para acontecer as 17h na Praça da Bandeira. Organizado pelo facebook, o evento já conta com mais de 16 mil pessoas confirmadas.

A coletiva de imprensa foi concedida no auditório da Vila do Artesão. O prefeito argumentou que foram feitos estudos através de uma tabela que relacionava a redução do ISS com o preço final da tarifa dos transportes. Ao fim chegou-se a conclusão de que para a tarifa ficar mais barata seria necessário zerar o imposto sobre o serviço.

O projeto já está pronto para o prefeito assinar e será enviado para a Câmara de João Pessoa que se reunirá de forma extraordinária para que a redução já seja implementada em primeiro de julho.  

Na prática a passagem ficará em R$ 2,10. O prefeito espera com essa medida, ao menos em parte, atender às reivindicações de grupos de manifestantes, estudantes e grupos não governamentais que pedem tarifas mais justas.

Essa discussão deve ser feita também pelas empresas de transporte público, Romero disse que a situação é bastante complicada e as empresas por si só não poderiam baixar. A outra notícia é a implementação do passe livre para portadores de deficiência auditiva.

http://www.paraiba.com.br/2013/06/20/36480-romero-reduz-tarifa-de-onibus-em-cg-e-implementa-passe-livre-para-deficientes-auditivos

Mãe deficiente mental e filha são escravizadas, em novo caso de terror nos EUA

Dois homens e uma mulher foram presos nesta terça-feira em Ohio, EUA, e serão processados por terem escravizado e mantido uma portadora de deficiência mental e sua filha reféns, anunciaram autoridades.

Após uma longa investigação, os três terminaram detidos por acusações de tráfico humano. As vítimas foram mantidas em cativeiro em uma casa em Ohio (norte).

A mãe deficiente conseguiu fugir em outubro de 2012, quando foi pega roubando um doce. Ela disse aos policiais que preferia ser presa a voltar para casa, porque seus companheiros eram "ruins" com ela, informou a promotoria.

Por dois anos, mãe e filha foram mantidas no porão, com cobras e pitbulls, alimentando-se apenas de enlatados, ou de restos de comida. A mãe era obrigada a fazer as tarefas domésticas e sofria maus-tratos.

Na casa, em Ashland, moravam outras duas mulheres, os quatro filhos de uma delas e um homem.

"Mais uma vez, nós nos vemos obrigados a admitir que a escravidão moderna existe", disse o promotor do distrito norte de Ohio, Steven Dettelbach.

"As vítimas nesse caso passaram por violência, ameaças, condições de vida subumanas e outros atos horrendos", afirmou.

A mulher, cuja identidade não foi divulgada, ouvia repetidas ameaças. Se não fizesse o que seus captores queriam, sua filha (hoje com cinco, ou seis anos) seria ferida, ou tirada dela.

Inicialmente, as duas foram obrigadas a dormir no chão, em um porão onde também vivia uma iguana. Ambas era repetidamente espancadas, ameaçadas com pitbulls e cobras e vigiadas por vídeo, por meio de uma babá eletrônica.

Em pelo menos três ocasiões, ela foi seriamente ferida para conseguir receita médica de analgésicos para Jordie Callahan, de 26, e Jessica Hunt, de 31, que moravam na mesma casa.

Jordie e Jessica também rasparam a cabeça da deficiente, no estilo moicano, e escreveram "slut", "whore" e outras palavras do gênero (vagabunda e prostituta, em português) em seu rosto e no peito, com um marcador permanente.

A menina só podia usar o banheiro depois que sua mãe terminasse a faxina na casa. Entre as tarefas domésticas, estava cuidar de cobras venenosas.

A mãe também era obrigada a entregar os cartões dos benefícios sociais oferecidos pelo governo e raramente recebia algum dinheiro, acrescentou a promotoria.

A vítima contou à polícia que era obrigada a esperar até as oito da noite para poder dar qualquer coisa para sua filha comer. Enquanto ambas eram proibidas de comer qualquer alimento que fosse fresco, a mãe era forçada a alimentar a iguana com frutas e vegetais.

Várias testemunhas confirmaram a história da mulher deficiente. Uma testemunha disse ter visto Jordie Callahan arrastar a mulher escada abaixo pelos cabelos e esfregar seu rosto nas fezes de um dos cachorros.

"As ruas estão muito mais seguras com essas pessoas presas", declarou o chefe de polícia de Ashland, David Marcelli.

Daniel Brown, de 33, também teria participado do abuso.

Esse caso de horror vem à tona um mês depois da descoberta de três jovens mantidas por mais de dez anos em cativeiro em Cleveland, período em que foram agredidas e violentadas sexualmente.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Após ser barrada em parque, criança deficiente ganha brinquedo e fichas

16/04/2013 07h00 - Atualizado em 16/04/2013 07h00

 

Após ser impedido de brincar, shopping determinou adaptação de parque.
Legislação pede que 5% de brinquedos sejam adaptados para deficientes.

Uma criança de 11 anos com deficiência física, acompanhado da mãe, foi impedido de brincar em um parque de diversão montado em um shopping de Juazeiro do Norte, no Ceará. Segundo a mãe de Pedro Lucas, ele não pôde brincar em nenhum dos brinquedos do local. O fato aconteceu em 7 de abril. Após o episódio, Arlene fotografou a placa e resolveu postar a indignação em uma rede social. O que surpreendeu a mãe da criança foi que, depois da repercussão na internet, representantes do shopping e do parque a procuraram para pedir desculpas. O menino ganhou um urso de pelúcia de presente e fichas para voltar ao parque e utilizar os brinquedos.

“Eu perguntei: 'Moça, eu queria saber onde eu compro as fichas para o Lucas brincar?' Aí, a moça respondeu: 'Não, ele não pode brincar porque ele é deficiente'”, conta a atriz Arlete Almeida. Pedro Lucas tem mobilidade reduzida. Quando nasceu, uma falta de oxigênio atingiu o desempenho físico da criança, que se locomove com cadeira de rodas.

A mãe disse que ficou incomodada quando a atendente informou que o filho não podia ter acesso a nenhum dos brinquedos do parque. “Me mostraram a placa dizendo que presença de deficientes físicos não era recomendada em um dos brinquedos. Mas, aí a placa passou de recomendado para o proibido quando ele não pode frequentar nenhum. A inclusão a gente vê na teoria, mas não na prática”.

Arlene conversou com os donos de shopping e do parque, mas ainda está com medo de levar o filho para o parque. “Estou meio receosa porque acho que não adianta ir agora. Minha preocupação é com o shopping também. Acho que tem responsabilidade. Fazer rampas e banheiro, não é inclusão, não é acessabilidade”.

O dono do parque foi procurado pela TV Verdes Mares Cariri, mas não quis comentar o assunto. Em nota, a gerência do shopping lamentou o que aconteceu e disse que já determinou adequações no local.

De acordo com lei federal Nº 10.098/2000, os parques de diversões, públicos e privados, devem adaptar no mínimo 5% de cada brinquedo e equipamento e identificá-lo para possibilitar sua utilização por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, desde que isso seja tecnicamente possível.

Fonte: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/04/apos-ser-barrada-em-parque-crianca-deficiente-ganha-brinquedo-e-fichas.html

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Mulher rouba dinheiro de portador de deficiência e depois o beija na boca

TRIBUNA LIVRE ONLINE 18/04/2013 17h30

foto

Um homem de 41 anos, portador de necessidades especiais, foi vítima de roubo na avenida Quedu Leal, no Jardim América, em Paranaíba. Após pegar o dinheiro da vítima, a mulher o puxou e beijou-o na boca. O fato ocorreu ontem.

De acordo com informações da vítima à polícia, ele passava pela avenida quando, em dado momento, um carro que ele disse ser um Celta ou Corsa branco, duas porta, parou ao lado dele e a condutora, uma mulher de cor morena clara, cabelo liso e comprido, pediu que ele lhe desse a quantia de R$ 10.

Ele disse que não tinha, porém ela insistiu. Ele tornou a negar. Foi então que a mulher desceu do veículo, enfiou a mão no bolso da vítima, retirou a sua carteira e se apoderou de R$ 24.

Em seguida a mulher devolveu a carteira para o homem, o puxou pelo pescoço, deu-lhe um beijo na boca, entrou no carro e fugiu.
Foram realizadas diligências pelas proximidades, porém a mulher não foi localizada pela polícia.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/mulher-rouba-dinheiro-de-portador-de-deficiencia-e-depois-o_179951/

terça-feira, 5 de junho de 2012

Site Movimento Down

1mdEntrevista com Maria Antônia Goulart, advogada e diretora do Movimento Down para CBN.

Ouça a entrevista aqui.

Lançado há dois meses já teve mais de 10 mil acessos e recebeu cerca de mil perguntas.

Estímulos a uma criança com Down devem começar desde o nascimento.

Sobre o site:

Reunindo dezenas de organizações públicas e da sociedade civil, brasileiras e do exterior, o Movimento Down surgiu para congregar informações e esforços dirigidos às pessoas com síndrome de Down e com deficiência intelectual, com o objetivo de otimizar as ações em prol da inclusão dessas pessoas em todos os espaços da sociedade. Seu objetivo é melhorar a qualidade de vida dos brasileiros com síndrome de Down e de suas famílias.

É muito desigual em nosso país o acesso à informação de famílias que possuem um filho com síndrome de Down. Em lugares remotos, e mesmo nos grandes centros, muitas noções ainda são antiquadas e muitas vezes a desinformação pode colocar em risco o desenvolvimento e até mesmo a vida de indivíduos com síndrome de Down.

Trabalhamos no sentido de socializar o conhecimento e ajudar as pessoas com síndrome de Down a desenvolver todo seu potencial através da divulgação de informação e, através de parcerias com diversas entidades, apoio a eles, suas famílias e profissionais.

http://www.movimentodown.org.br/

Fonte: http://cbn.globoradio.globo.com

domingo, 3 de junho de 2012

Japonesa posa nua em calendário para ir à Paralimpíada

Sem recursos para bancar treinamentos e próteses, corredora Maya Nakanishi resolveu posar nua para um calendário, vendido a 1,2 mil ienes

Contando apenas com um financiamento enxuto do governo japonês para custear seus treinamentos, a corredora paralímpica Maya Nakanishi, de 26 anos, resolveu buscar outras formas de arrecadar fundos para concretizar o sonho olímpico. A atleta lançou, em fevereiro deste ano, seu próprio calendário, onde aparece nua em várias fotos.

A japonesa perdeu a perna aos 21 anos, após sofrer um acidente de trabalho. Antes uma tenista iniciante, ela acabou entrando para o atletismo paralímpico, e tornou-se a recordista asiática dos 200m na categoria T44 – para amputados abaixo do joelho – e do salto em distância.

Nakanish se prepara, desde 2009, no Centro de Treinamento Olímpico dos Estados Unidos, situado na Califórnia. Com recursos exíguos para manter-se treinando e comprar as próteses necessárias para competir em Londres, a atleta produziu sete mil cópias de seu calendário, que está sendo vendido a 1,2 mil ienes. Cada prótese usada pela atleta custa R$ 29 mil, e ela precisa de duas para disputar os Jogos.

Em Pequim-2008, Maya Nakanishi foi a primeira japonesa a figurar numa final paralímpica dos 100m, prova em que é a recordista nacional.

Crianças desaparecidas

imageSP adota medidas para melhorar busca de crianças desaparecidas
02 de junho de 2012 • 19h08

O governo do Estado de São Paulo lançou, na última semana, uma campanha para melhorar o sistema de busca de crianças e adolescentes desaparecidos no Estado. Entre as medidas previstas, está a exigência de identificação por fotografia digitalizada de jovens que se matricularem ou renovarem a matrícula nas instituições de ensino.

A campanha, que envolve as secretarias de Segurança Pública, Justiça e Defesa da Cidadania; Educação; Saúde, Desenvolvimento Social; e dos Direitos das Pessoas com Deficiência, também pretende conscientizar a população sobre a importância da comunicação rápida do desaparecimento, sem a necessidade de aguardar o prazo de 24 horas.

"Muitas vezes, uma dificuldade que ocorre com relação a desaparecimento de crianças e adolescentes é que a família sequer tem uma foto atualizada da criança. Se todo ano isso for um requisito, e as escolas já tiverem uma foto da criança e esta foto estar sempre atualizada no banco de dados da escola, isso vai colaborar com relação às famílias que não têm fotos atualizadas das crianças", disse Ariel de Castro Alves, presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo e vice-presidente da Comissão Especial da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O governo paulista também anunciou que vai utilizar a tecnologia de progressão de idade ou de envelhecimento digital, que faz uma simulação de como estas crianças desaparecidas estariam nos dias atuais. É um processo semelhante ao que já vem sendo usado há alguns anos pela Polícia Civil no Paraná.

Apesar de elogiar estas ações, Alves disse ainda considerar as medidas insuficientes. Uma das reclamações é que a campanha deixou de lado a divulgação de fotos dos desaparecidos em locais públicos.

"Essa campanha não traz grande novidade. Nossa expectativa é que, além de divulgar o material no âmbito preventivo, como nas estações de metrô, por exemplo, fosse importante também divulgar fotos das crianças que estão realmente desaparecidas atualmente no Estado de São Paulo. E isso não está previsto. Gostaríamos que, em todas as edições do Diário Oficial do Estado e também nos próprios transportes públicos, essas fotos fossem divulgadas para poderem colaborar com a busca, localização e identificação de crianças e adolescentes desaparecidos", ressaltou.

imageAlém disso, Alves citou que a campanha não se preocupou em criar delegacias especializadas nos municípios paulistas para lidar com o problema. "Também gostaríamos que tivesse as delegacias especializadas da criança e do adolescente vinculada em cada delegacia seccional, para que elas pudessem atender adequadamente as famílias das crianças e adolescentes que desaparecem", disse.

Durante ato em solidariedade às pessoas desaparecidas ocorrido ontem na Assembleia Legislativa, entidades reclamaram da falta de preparo dos agentes públicos e de um sistema interligado de informações para lidar com o problema.

"Precisaríamos realmente ter um cadastro estadual de pessoas desaparecidas, o que ainda não foi lançado. Precisaríamos de um cadastro automático, ou seja, a partir do momento em que se fez o boletim de ocorrência e a família levou a foto da pessoa (desaparecida), isso imediatamente iria para um sistema, um cadastro estadual. Mas isso até agora não foi anunciado e não fez parte desse pacote que foi lançado pelo governo", alertou.

Em 2010, o governo federal criou um Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, mas ele também não está totalmente integrado com as delegacias de todo o País. "Nem o cadastro nacional ainda tem essa integração. E o governo federal justifica que os Estados não encaminham informações para que exista o sistema que integre todos", completou.

No Brasil, atualmente, cerca de 40 mil crianças e adolescentes desaparecem a cada ano. Desse total, nove mil são crianças e adolescentes que desaparecem em São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 16% dos casos são de jovens que apresentam algum tipo de deficiência.

Em caso de desaparecimento, a campanha orienta para que se acione imediatamente o telefone 190. Segundo o governo, é importante descrever todos os detalhes que identifiquem a pessoa. Se possível, com fotos recentes ou documentos que possam identificá-la. Não é necessário esperar o prazo de 24 horas para comunicar um desaparecimento. Mais informações podem ser obtidas no site do programa do governo de SP.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/SP+adota+medidas+para+melhorar+busca+de+criancas+desaparecidas.html

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Rato paralítico volta a andar

Técnica usa próteses e reabilitação para superar lesões na medula espinhal

Uma técnica revolucionária que une estimulação neuronal e reabilitação com auxílio de uma espécie de vestimenta cibernética permitiu que ratos que perderam os movimentos das patas por causa de lesões graves na medula voltassem a andar e até correr em pouco tempo, em uma nova esperança para pessoas com paralisia. O experimento mostrou que a parte lesionada da espinha pode se recuperar quando sua inteligência e capacidade regenerativa inatas são ativadas, em um tipo de “cérebro espinhal”, como definiu Grégoire Courtine, da Escola Politécnica Federal de Lausane (EPFL), na Suíça, e principal autor de artigo sobre o método, publicado na edição de hoje da revista “Science”. — Esta é a Copa da Mundo da neurorreabilitação — comemorou Courtine. — Nossos ratos viraram atletas quando poucos semanas antes estavam completamente paralisados. Estou falando de cerca de 100% de recuperação dos movimentos voluntários.

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Neuroplasticidade dormente

O estudo, iniciado há cinco anos na Universidade de Zurique, pode levar a uma mudança profunda na maneira como a ciência entende o funcionamento do sistema nervoso central. Sabe-se que o cérebro e a medula podem se adaptar e se recuperar de lesões moderadas, uma capacidade chamada de neuroplasticidade. Até agora, porém, a espinha havia demonstrado pouca plasticidade após sofrer lesões severas, impossibilitando sua regeneração.A pesquisa de Courtine, no entanto, provou que sob determinadas condições a recuperação é possível nestes casos, mas apenas se as capacidades “dormentes” da medula forem despertadas.

Para isso, Courtine e sua equipe injetaram nos ratos uma solução contendo antagonistas de monoaminas — uma família de neurotransmissores que inclui a norepinefrina, a serotonina e a dopamina. Estas substâncias provocam respostas dos neurônios ao se ligarem aos receptores dos neurotransmissores nestas células. O coquetel químico, então, substitui os neurotransmissores normalmente liberados pelos processos cerebrais de indivíduos saudáveis, preparando os neurônios para coordenarem o movimento dos membros quando necessário. Cinco a dez minutos após as injeções, os pesquisadores estimularam eletricamente a medula com eletrodos implantados na superfície do canal espinhal, conhecida como espaço epidural.

Depois de algumas semanas de neurorreabilitação com uma combinação de um suporte robótico e estimulação eletroquímica, nossos ratos não só começaram a andar voluntariamente como rapidamente estavam correndo, subindo escadas e desviando de obstáculos — contou Courtine.

Em um artigo anterior, publicado na revista “Nature Neuroscience” em 2009, Courtine já havia relatado que, quando estimuladas, as medulas de ratos totalmente isoladas do cérebro por lesões desenvolviam-se de maneira surpreendente, assumindo as funções de modular o movimento das patas quando os animais eram colocados sobre uma esteira. O andar, no entanto, era involuntário, com o rolar da esteira provocando uma resposta sensorial, que fazia o “cérebro espinhal” tomar o controle do processo sem a necessidade de ordens diretas do cérebro dos animais. Isso fez os pesquisadores especularem se bastaria apenas um sinal fraco do cérebro para que a movimentação fosse iniciada por vontade própria dos ratos.

Para testar essa hipótese, no novo experimento Courtine substituiu a esteira por um sistema robótico que sustentava os ratos e só entrava em ação se e quando os animais perdiam o equilíbrio, dando a eles a impressão de terem uma medula saudável. Isso encorajou os ratos a decidirem cruzar uma plataforma para alcançar uma isca de chocolate.

Este treinamento da vontade traduziu-se em uma quadruplicação do número de fibras nervosas entre o cérebro e a espinha, um crescimento que prova o tremendo potencial da neuroplasticidade mesmo após lesões severas no sistema nervoso central — disse Janine Heutschi, que também contribuiu para a pesquisa.

Desenvolvimento como na infância

Courtine batizou este crescimento de “nova ontogenia”, um tipo de duplicação do que acontece durante a fase de desenvolvimento de uma criança. Os pesquisadores descobriram que as novas fibras nervosas formaram um atalho em volta da lesão original na medula, permitindo que os sinais do cérebro alcançassem a espinha despertada pelo processo eletroquímico. Além disso, estes sinais eram fortes o suficientes para que os ratos começassem a se mover em direção à isca sobre uma superfície fixa, e não uma esteira, suportando todo o próprio peso nas suas patas, o que significa que andar era voluntário.

A princípio, a reação da medula espinhal dos ratos ao tratamento dá aos pesquisadores razões para acreditarem que pessoas com o mesmo tipo de lesão possam se beneficiar do processo. Courtine pretende começar testes clínicos com humanos em um prazo de um a dois anos, período no qual pesquisadores da EPFL, em conjunto com o projeto NeuWalk, que recebeu 9 milhões de euros em financiamento, esperam desenvolver um sistema de próteses robóticas neuronais similar ao implantado nos ratos para uso em seres humanos.

Veja este vídeo que mostra um pouco sobre a técnica

Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/nova-esperanca-na-luta-contra-paralisia-por-lesoes-na-medula-5083712

quarta-feira, 11 de abril de 2012

DEFICIENTE MULTADA

Cinco dias atrás, Esther Braescher Naveira e Silva passou por um constrangimento ao ser parada numa blitz da Lei Seca no Jardim Botânico. Apesar de ser deficiente — ela tem a metade esquerda do corpo paralisada — e não conseguir soprar o bafômetro, foi multada por ter supostamente ingerido bebida alcoólica e teve a carteira apreendida. Ontem à noite, após o EXTRA contar a história de Esther, ela recebeu a habilitação de volta, a suspensão da multa e anulação dos pontos na carteira. E não só isso. A analista de sistemas de 36 anos ganhou flores e um pedido de desculpas, em nome do governo do estado, do coordenador da Lei Seca, major Marco Andrade.

Com flores, coordenador da Lei Seca se desculpa por falhaCom flores, coordenador da Lei Seca se desculpa por falha Foto: Marcelo Theobald / Extra

— Em nome do governo, venho pedir desculpas pela avaliação que nossos agentes tiveram nesse caso, que precisava de medidas especiais — afirmou ele. — Não temos problemas em assumir nossos erros. O caso serve como aprendizado para o futuro.

Independência

Apesar de agradecer a medida tomada pelo governo, Esther afirma que ainda irá entrar com uma ação contra o Estado pelo constrangimento causado na blitz e os prejuízos sofridos durante os dias em que não pode dirigir.

Como deficiente, Esther afirma que o carro, mais do que um meio de locomoção, é a maneira de garantir sua independência.

— Não consigo fazer nada desde sexta-feira porque não posso dirigir. Não consegui nem ir ao supermercado, porque dependo de amigos para tudo — explica ela. — O carro era minha independência, e perdi isso por erro deles.

Agentes vão passar por treinamento

Segundo o coordenador da Lei Seca, os agentes que abordaram Esther agiram conforme manda a legislação. Foi a mesma posição de uma nota da Secretaria estadual de Governo. Mas o major afirmou que houve erro ao não avaliar o caso como uma abordagem especial.

— Nossos agentes fizeram uma avaliação errada. O caso era especial e precisava de uma avaliação especial e medidas específicas — assumiu o major.

O coordenador acredita que o país ainda não está preparado para lidar com esse tipo de caso.

— A sociedade ainda engatinha com relação aos deficientes — afirmou.

De acordo com o major, os agentes da Lei Seca passarão por um novo treinamento, para evitar erros durante abordagens de pessoas com deficiência. Ele fez questão de ressaltar que os agentes da Lei Seca têm como objetivo constranger os motoristas e, por isso, decidiu pedir desculpas pessoalmente a Esther:

— Queremos salvar vidas, mas também erramos.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/coordenador-da-lei-seca-assume-erro-de-agentes-em-multa-deficiente-4612326.html#ixzz1rnH41Rlz

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

JUSTIÇA OBRIGA RAFINHA BASTOS A RECOLHER DVDs

Justiça obriga Rafinha Bastos a recolher DVDs com piadas sobre deficientes; humorista comenta

Rafinha Bastos é obrigado a recolher DVD com piada sobre deficientes

  • Rafinha Bastos é obrigado a recolher DVD com piada sobre deficientes

A Justiça de São Paulo concedeu liminar que proíbe a venda do DVD "A Arte do Insulto", que contém piadas sobre pessoas com deficiência física e mental, confirmou ao UOL o advogado Paulo Ricardo Gois Teixeira, que representa a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo) e as pessoas com deficiência. Segundo Gois, Rafinha também está proibido de fazer esse tipo de piada em seus shows. Cabe recurso.

O advogado destaca que a ação corre em segredo de justiça, por isso não podem ser divulgadas mais informações sobre o caso. "O que posso dizer é que algumas lojas já foram notificadas a cancelar a comercialização do DVD, mas cabe ao Rafinha Bastos fazer o recolhimento do material pelas lojas do Brasil", afirmou Gois.

A Apae, que entrou com a ação cível contra o humorista no dia 9 de janeiro, ainda solicita que Rafinha se retrate publicamente pelos danos causados à imagem pública dos deficientes. O caso ainda se desenrola na justiça e pode trazer outros prejuízos a Rafinha Bastos. Se condenado, o humorista poderá pagar 100 mil reais para a Apae, 100 mil reais para fundo de defesa dos direitos difusos e 10 salários mínimos (cerca de 6 mil reais) a cada associado da Apae que se sentir ofendido pelas piadas.

O secretário municipal da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida, Marcos Belizário, autor intelectual da ação, entrou em contato com o UOL para esclarecer detalhes do processo. "Humor tem que ter limite, não pode ser uma coisa nojenta", afirmou. Por e-mail, Rafinha Bastos comentou a decisão, mas não disse se entrará com recurso. "Eu acho o material que lancei absolutamente reprovável. Se eu tivesse no lugar da justiça, também impediria a venda de um produto tão ofensivo. Achei a atitude rápida, afinal, criei as piadas agorinha entre 2004 e 2006. Aos 120 mil amigos que compraram o DVD, peço que queimem suas cópias".
"A propósito, já faço outro show desde o ano passado chamado 'Péssima Influência'. Quem quiser me processar, está convidado a pagar para assisti-lo", afirmou.

 

"Humor tem que ter limite, não pode ser uma coisa nojenta", diz secretário sobre piadas de Rafinha Bastos

O comediante Rafinha Bastos

  • O comediante Rafinha Bastos

Após Rafinha Bastos ser obrigado, através de liminar concedida pela Justiça de São Paulo, arecolher os DVDs de seu show, "A Arte do Insulto", por conter piadas sobre deficientes, o secretário municipal da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida, Marcos Belizário, autor intelectual da ação, entrou em contato com o UOL para esclarecer detalhes do processo, que ainda irá se desenrolar no tribunal. Diz que, se condenado, Rafinha ainda poderá pagar 100 mil reais para a Apae, 100 mil reais para fundo de defesa dos direitos difusos e 10 salários mínimos (cerca de 6 mil reais) a cada associado da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo) que se sentir ofendido pelas piadas. Cabe recurso. Leia a entrevista completa com Belizário:

UOL – Como tomou conhecimento das piadas feitas pelo humorista?

Marcos Belizário - Meu filho estava assistindo ao show pela internet e fiquei chocado ao ver o Rafinha fazer duas piadas bastante ofensivas contra os deficientes mentais e físicos. Em uma delas, ele citava diretamente a Apae. Em outra, ele dizia que os cadeirantes não deveriam furar a fila de bancos por passar a vida toda sentados.

Uma piada desse tipo pode colocar a perder um trabalho de 15 anos de inclusão

Marcos Belizário, secretário municipal da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida

UOL – De quem partiu a iniciativa para a ação?

MB - Após assistir ao show, entrei em contato com a presidência da Apae, que me informou que já tinha conhecimento das ofensas, mas não podia contratar um advogado, já que a instituição depende de doações e voluntários. Como tenho um escritório de advocacia, meu sócio, Paulo Ricardo Gois Teixeira, se ofereceu para cuidar do caso. Em 9 de janeiro, entramos com a ação.

UOL- O que o motivou entrar com a ação?

MB - Os órgãos que cuidam de pessoas com deficiência fazem um trabalho forte de inclusão há mais de 15 anos no Estado de São Paulo e, uma piada desse tipo, aplaudida por um grande números de pessoas, pode colocar todo esse trabalho a perder. Isso é muito preocupante. Acho que humor tem que ter limite, não pode ser uma coisa nojenta.

UOL- Por que o processo corre em segredo de Justiça?
MB - No início achamos que era porque muitos deficientes são crianças, mas depois descobrimos que o juiz achou que a divulgação do caso poderia provocar a curiosidade das pessoas e aumentar a venda dos DVDs. A liminar visa justamente o contrário: estancar o estrago que já foi feito, mas, claro, o humorista pode recorrer. Caso ele ganhe o processo, os DVDs podem ser vendidos novamente.

UOL- Como o processo caminhará daqui para frente?

MB -  No momento em que recebem a notificação, as grandes distribuidoras e revendedoras devem tirar imediatamente o produto de circulação. Após 20 dias, todas as lojas do Brasil, recebendo notificação ou não, devem parar de vender o material. Caso a ordem não seja cumprida, tanto Rafinha Bastos quanto a loja receberão multa.

Fonte: http://celebridades.uol.com.br/noticias/redacao/2012/02/02/justica-obriga-rafinha-bastos-a-recolher-dvds-com-piadas-sobre-deficientes.htm

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

CREDITO - CADEIRA DE RODAS E PRÓTESES

Governo regulamenta crédito para cadeiras de rodas e próteses

O CMN (Conselho Monetário Nacional) regulamentou nesta quinta-feira a concessão de crédito para a compra de bens por deficientes, como cadeiras de rodas e próteses.

No ano passado, o governo enviou ao Congresso Nacional medida provisória determinando que os bancos teriam que destinar 2% do dinheiro depositado para linhas de financiamento de microcrédito produtivo ou para a compra de equipamentos para portadores de deficiência, o que foi detalhado agora.

Segundo o Banco Central, as instituições financeiras têm R$ 1 bilhão disponível para esse tipo de empréstimo. Cada financiamento não poderá ultrapassar R$ 30 mil e só serão qualificados pessoas com renda de até dez salários mínimos (R$ 6.220, atualmente).

As linhas terão taxas de 2% ao mês e taxa de abertura de crédito de até 2% do total emprestado. O pagamento será feito em no mínimo 120 dias.

Nos próximos dias, o governo editará portaria definindo quais bens poderão ser comprados com esses recursos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1039952-governo-regulamenta-credito-para-cadeiras-de-rodas-e-proteses.shtml

domingo, 15 de janeiro de 2012

CARNAVAL SP JÚRI DEFICIENTE

Carnaval de SP terá deficientes visuais no júri do quesito bateria

O carnaval de São Paulo terá pela primeira vez um grupo de jurados de bateria composto por deficientes visuais.

Segundo a assessoria SPTuris (empresa municipal de promoção do turismo), os selecionados fizeram um curso preparatório e, neste domingo, passarão pela terceira e última fase de avaliação no Sambódromo do Anhembi.

Promovido pela Uesp (União das Escolas de Samba Paulistanas) em parceria com a SPTuris, o programa formou avaliadores que se concentrassem exclusivamente no som e no ritmo das escolas.

Desde agosto, os candidatos tiveram aulas teóricas e práticas de percussão e aprenderam técnicas de como avaliar o quesito durante o desfile.

A iniciativa foi inspirada no projeto "Carnaval Paulistano: Só Não Vê Quem Não Quer", de 2011, em que deficientes visuais acompanharam os ensaios, a concentração e os desfiles do Carnaval. O projeto contou com apoio da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Em uma iniciativa pioneira, o Carnaval de São Paulo em 2012 vai contar com pessoas com deficiência visual entre os jurados do quesito Bateria. No próximo domingo (15/01), às 17h30, a primeira turma do curso “Jurado dEficiente”, promovido pela União das Escolas de Samba Paulistanas (Uesp) em parceria com a SPTuris, passará pela última avaliação durante o ensaio técnico da escola de samba Tom Maior, noSambódromo do Anhembi.

O objetivo do projeto foi formar avaliadores que se concentrem exclusivamente no som e ritmo produzido pelas escolas, sem serem influenciados por atributos visuais, como fantasias, alegorias ou coreografias.

A capacitação, que teve início em agosto, contou com três etapas. Na primeira, os participantes receberam aulas teóricas de percussão. Na segunda, as aulas foram práticas. Na terceira, aprenderam técnicas para avaliação que serão usadas durante os desfiles. Ao final de cada fase, os alunos foram submetidos a uma avaliação.

A iniciativa foi inspirada no projeto “Carnaval Paulistano: Só Não Vê Quem Não Quer”, que levou pessoas com deficiência visual para acompanhar de perto os ensaios, a concentração e os desfiles do Carnaval de 2011.

O projeto foi uma parceria entre a SPTuris e o Complexo Educacional FMU, com apoio da Fundação Dorina Nowill para Cegos e escolas de samba do grupo especial.

“Mais do que aprimorar as avaliações das escolas de samba no Carnaval de São Paulo, essa ação busca tornar essa festa cada vez mais acessível. Essa preocupação que norteou o Carnaval 2011 será levada adiante pelas organizações ligadas à folia por meio de projetos como esse”, diz o presidente da SPTuris, Marcelo Rheder.

Fonte: http://promoview.com.br/promoverde/168729-carnaval-de-sao-paulo-inova-na-composicao-do-juri/ 

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1034618-carnaval-de-sp-tera-deficientes-visuais-no-juri-do-quesito-bateria.shtml

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

APAE DE LUTO

Dr. Clemente, médico e fundador da Apae

Por ser médico, Antonio dos Santos Clemente Filho percebeu rapidamente que seu segundo filho, Zeca, nascera com síndrome de Down. "Em 1961, quando o meu filho tinha 13 anos, fundei a Apae (Associação dos Pais e Amigos do Excepcional). Nosso objetivo era sair das mãos de um sem-número de ignorantes", Jô escreveu nesta Folha, em 2006. Antonio, conhecido como dr. Clemente, engajou-se na luta da mulher. Foi o impulso médico para a criação da Apae, conta o filho Cássio, diretor-presidente da associação. Em 1954, fundou com um sócio a URP Diagnósticos Médicos, pioneira em diagnósticos por imagens. Foi vendida para o laboratório Fleury. Duas vezes presidente da Apae, ajudou ainda a criar as federações paulista, nacional e internacional das Apaes. Aposentou-se em 2000. Há alguns anos, passou a sofrer de Alzheimer. Aos filhos ensinou que duas palavras movem a humanidade: "obrigado" e "por favor", lembra Cássio. Era culto e adorava viajar de navio. Dr. Clemente morreu ontem, aos 91, de insuficiência respiratória. Deixa três filhos, nove netos e cinco bisnetos.

Sobre a Organização

Fundada em 1961, a APAE DE SÃO PAULO é uma Organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que promove a prevenção e a inclusão da pessoa com Deficiência Intelectual produzindo e difundindo conhecimento. Atua em todas as fases da vida, da infância ao processo de envelhecimento. Pioneira em introduzir o Teste do Pezinho no Brasil, a Organização possui o maior laboratório do País especializado na área e credenciado pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Triagem Neonatal. Desde 2001, já foram realizados mais de 13 milhões de testes em bebês brasileiros. Ainda como prevenção da Deficiência Intelectual, a Organização promove e apoia pesquisas, produz e difunde conhecimento científico, trabalha pela defesa e garantia de direitos da pessoa com Deficiência Intelectual. Além disso, promove a inclusão social da pessoa com Deficiência Intelectual estimulando o desenvolvimento de habilidades e potencialidades que favoreçam e escolaridade e a vida produtiva laboral, bem como, oferecendo atendimento jurídico aos atendidos e familiares acerca dos direitos e deveres da pessoa com deficiência.

Prevenção
Temos uma equipe de profissionais altamente qualificados, equipamentos de última geração e conhecimento especializado, o que nos torna referência na prevenção da Deficiência Intelectual.

Inclusão

O artigo 19 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência assegura “vida independente e inclusão na sociedade” para todos. Por isso, a APAE DE SÃO PAULO busca a inclusão integral às pessoas com deficiência intelectual, garantindo a cidadania de cada indivíduo.

Difusão do conhecimento
A difusão do conhecimento é um importante meio de prestação de serviço à sociedade, sendo um instrumento de mudança para todos.
APAE Brasil e UniAPAE
A APAE DE SÃO PAULO participa de um movimento de mais de 2 mil unidades no Brasil, liderado pela Federação Nacional das APAEs.A missão da federação é promover e articular ações de defesa dos direitos das pessoas com Deficiência Intelectual e representar o movimento perante os organismos nacionais e internacionais para a melhoria da qualidade dos serviços prestados pelas APAEs, na perspectiva da inclusão social de seus usuários.

Mais informações pelo site www.apaebrasil.org.br.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

PLANO NACIONAL DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

A presidente Dilma Rousseff se emocionou hoje ao lançar, no Palácio do Planalto, o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

"Este é um momento em que vale a pena ser presidente", disse Dilma, se mostrando bastante emocionada, sob aplausos dos presentes. Logo em seguida, Dilma foi interrompida por uma mãe que pedia mais atenção aos autistas. "Sou mãe de um autista e peço ao governo pelo amor de Deus que dê mais atenção aos autistas", disse a mulher. A presidente, porém, não respondeu, e continuou seu discurso.

O plano nacional pretende promover a inclusão social e a autonomia da pessoa portadora de deficiência, ao eliminar barreiras e permitir o acesso a bens e serviços disponíveis a toda a população.

Com metas a serem cumpridas até 2014, o plano conta com previsão orçamentária de R$ 7,6 bilhões e as ações serão executadas em conjunto por 15 órgãos do governo federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ACESSIBILIDADE NO ROCK IN RIO 2011

Acompanhado por cão-guia, deficiente visual aprova acessibilidade do Rock in Rio 2011

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A reportagem do UOL levou o lutador de jiu-jítsu francês Nicolas Plessis, que é deficiente visual, para testar o Rock in Rio 2011 no quesito acessibilidade. Nicolas, que evita frequentar esse tipo de evento porque pode ser perigoso para seu cão-guia, aprovou os serviços e o acesso oferecido pelo festival.

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Nicolas foi acompanhado por Esti, uma cadela guia da raça labrador, de dois anos de idade, e não teve problemas para passar pelas barreiras de acesso do Rock in Rio, nem na própria entrada do festival. O deficiente foi de táxi e andou o mesmo trajeto do público, cerca de 1,5 km, até a entrada do festival. Um segurança do festival o acompanhou e o orientou durante o trajeto.

Para entrar no Rock in Rio, Nicolas usou a mesma entrada que o público, mas precisou passar por uma roleta em separado. A única crítica fica para as lanchonetes do evento, que não tinham cardápio em braile para oferecer ao deficiente.

Das atrações do festival, Nicolas disse ter interesse em ouvir Shakira, Stevie Wonder e Lenny Kravitz no palco. "O importante na vida é a percepção. As pessoas 'normais' veem os shows com olhos, os cegos percebem com a orelha. Escutar um artista ao vivo é melhor do que curti-lo no rádio", acrescentou o lutador, que vive há 3 meses no Brasil e tem um sonho: abrir, no Rio de Janeiro, uma escola para treinar cães que servem de guia para deficientes.

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Fonte: http://musica.uol.com.br/ultnot/2011/09/30/acompanhado-por-cao-guia-deficiente-visual-aprova-acessibilidade-do-rock-in-rio-2011.jhtm

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