Dóro Brasamundo exibe suas habilidades em uma pequena cidade do norte de Minas Gerais. Deficiente visual, ele consegue tocar sanfona em várias posições, além de se destacar como mestre do improviso. Ele é repentista e se apresenta lado do violeiro Gesão do Vale. Veja!
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Deficiente será examinado por perícia social
Depois que a lei criou aposentadoria para pessoas portadoras de deficiência, todos imaginavam que os interessados deveriam ser submetidos ao crivo de médico-perito do INSS para o enquadramento da deficiência em grave, moderada ou leve. O que ninguém esperava, já que não há nada na lei sobre isso, é que o benefício só seria concedido também mediante avaliação social de assistente social. O Blog Espaço da Previdênciateve acesso ao instrumento preparado pelo instituto para análise de quem for até o posto do INSS reivindicar a aposentadoria.
A lei – que garante aos portadores de deficiência se aposentar até 10 anos mais cedo – foi criada em novembro do ano passado, mas o texto não ajudou muito a esclarecer os parâmetros para acesso ao benefício, pois o conceito de deficiência grave, moderada e leve ainda continua sendo muito vago.
Mesmo precisando de uma regulamentação que trouxesse critérios objetivos e esclarecedores, com atraso o INSS divulga a norma interna com requisitos que devem ser motivo de futuros questionamentos judiciais.
Para ganhar a aposentadoria, o interessado é avaliado por médico e por assistente social. A depender do questionário respondido, cada aspecto da vida do requerente ganha uma pontuação. Também ganha pontos a consideração sobre o nível de independência das atividades funcionais.
O interessado vai ser avaliado com base em identificações de idade, cor ou raça, diagnóstico médico (conforme formulário médico), tipo de impedimento e data do início do impedimento e data de alteração do impedimento se houver.
Também vai ser avaliada a “história social” a ser preenchida pelo serviço social, que tem o objetivo de produzir um parecer resumido os principais elementos relevantes de cada uma das pessoas com deficiência avaliadas.
O avaliador social vai investigar o nível de independência do indivíduo na sua atividade profissional e pessoal. O questionário procura fazer uma devassa da vida do deficiente. Chega a ter detalhes invasivos e pitorescos do interessado, como saber a capacidade de “regulação da micção”, se ele “prepara refeições tipo lanches”, se “realiza tarefas domésticas”, se consegue “fazer compras e contratar serviços”, como é a sua “vida política” o nível de “relacionamentos com estranhos” e se tem “relacionamentos íntimos”.
O instrumento de avaliação da Previdência Social leva em considerações detalhes da vida pessoal do segurado que não deveriam sequer ser cogitados. O benefício criado não é assistencialista, motivo pelo qual deveria ser desprezível a situação financeira e detalhes de ordem pessoal do interessado. Só tem acesso ao benefício quem recolher ao INSS e for deficiente. Portanto, a análise deveria se limitar ao aspecto da saúde, isto é, ao aspecto médico.
Ao invés de a análise se deter ao grau da deficiência do interessado e o início dela, o INSS procura encontrar maneiras de dificultar o acesso da população com deficiência ao benefício. O normativo interno vai além do que a própria lei dispõe. Pelo visto, o resultado das avaliações da perícia de avaliação de deficiência vai ser motivo de muita discussão na Justiça. Até a próxima.
Fonte: http://blogs.diariodepernambuco.com.br/espacodaprevidencia/?p=2114
Vídeo mostra agressão contra deficiente em Bernardino de Campos
Agressão ocorreu no ginásio de esportes de uma escola estadual.
Ainda na cidade, uma menina levou uma pedrada em escola municipal.
Um vídeo disponibilizado à TV TEM pela família de um adolescente de 13 anos mostra a agressão que ele sofreu dentro da Escola Estadual "Miguel Priante Calderaro", em Bernardino de Campos (SP). O garoto sofre de deficiência auditiva.
Vídeo mostra o adolescente no chão após levar
rasteira (Foto: Reprodução / TV TEM)
O vídeo mostra quando a agressão começa com o adolescente sentado em um banco do ginásio de esportes. As imagens foram gravadas pelos próprios alunos por meio de um celular. Um estudante começa a dar chutes contra a vítima que tenta se defender. Nervoso, levanta e reage, mas leva uma rasteira, cai e machuca a mão (veja vídeo acima).
Diversos alunos assistem a briga. Ninguém separa ou defende o deficiente auditivo. De acordo com a família, a briga começou minutos antes do início da aula. Mesmo com o fato sendo registrado dentro do colégio nenhum monitor ou funcionário teria presenciado a confusão.
A mãe, a dona de casa Roseli Dias, disse em entrevista ao TEM Notícias que só soube da agressão depois de ver o vídeo nas redes sociais. Ela então procurou a direção da escola, mas afirma que foi maltratada. "Quando falamos que iríamos procurar nossos direitos, a diretora gritou e perguntou se estávamos ameaçando. Eu perdi a confiança na escola. Como vou ficar sossegada aqui em casa sabendo o que aconteceu com o meu filho? Isso pode acontecer de novo com ele e com outros alunos também", comenta.
Assustado, o adolescente que está com a mão enfaixada e com hematomas pelo corpo não quer voltar para escola. Um amigo dele afirma que o garoto sofre bullyng devido à deficiência. "Quando a gente fica jogando bola na quadra, a molecada começa imitar e xingar ele. Fala com os amigos fingindo que não escuta também. Xingam eles de mudo e surto", diz o amigo que estuda na mesma escola.
Durante a agressão, adoelscente teve a mão
machucada (Foto: Cláudio Nascimento / TV TEM)
Em nota, a Diretoria de Ensino de Ourinhos disse que todas as providências foram tomadas pela direção e lamenta o fato ocorrido na escola. Nesta sexta-feira (14), em uma reunião com os responsáveis pelos alunos envolvidos na briga ficou acordado a transferência deles da escola. A mãe do aluno agredido também participou do encontro.
Ainda segundo a diretoria, o adolescente será acompanhado de perto pelo professor-coordenador de educação especial. A diretoria informa ainda, que o corpo docente vai intensificar o trabalho de prevenção já realizado na a escola, que não apresenta histórico de agressões e também está inserida nas campanhas de conscientização contra a violência.
Ferimento na cabeça da criança foi provocado por
uma pedrada (Foto: Cláudio Nascimento / TV TEM)
Outra vitima
Uma outra vítima de agressão em escola em Bernardino de Campos foi uma menina de oito anos. Estudante em uma unidade municipal, ela levou uma pedrada no pátio durante o intervalo. A mãe, a dona de casa Abigail Martins de Almeida, conta que soube do incidente por telefone.
Exames mostram que a menina ficou com o crânio levemente afundado. O pai, o vendedor Antônio Rogério da Silva, diz que se desesperou ao ver a filha ferida.
A diretora da escola municipal, Mirian Montes Castanho, confirmou a versão dos pais e mostrou que no pátio há pedras soltas devido ao desgaste do piso de concreto. Foi desse modo que um aluno pegou uma peça e atirou contra a cabeça da outra estudante. Ela afirma que a Secretaria Municipal já foi informada para realizar o conserto do pátio. "Mas tudo isso leva tempo. Precisa de licitação e tudo mais. Mas já vai ser refeito o calçamento do pátio", diz.
Os dois casos foram registrados como lesão corporal. Segundo a Polícia Civil, funcionários das escolas serão ouvidos para avaliar qual a responsabilidade das instituições de ensino. Os pais que tem filhos nas escolas da cidade estão preocupados.
TGD - Transtorno Global do Desenvolvimento
O que são os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)?
Paula Nadal (paula.nadal@fvc.org.br)
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida. Caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades.
Os TGD englobam os diferentes transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett.
Com relação à interação social, crianças com TGD apresentam dificuldades em iniciar e manter uma conversa. Algumas evitam o contato visual e demonstram aversão ao toque do outro, mantendo-se isoladas. Podem estabelecer contato por meio de comportamentos não-verbais e, ao brincar, preferem ater-se a objetos no lugar de movimentar-se junto das demais crianças. Ações repetitivas são bastante comuns.
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento também causam variações na atenção, na concentração e, eventualmente, na coordenação motora. Mudanças de humor sem causa aparente e acessos de agressividade são comuns em alguns casos. As crianças apresentam seus interesses de maneira diferenciada e podem fixar sua atenção em uma só atividade, como observar determinados objetos, por exemplo.
Com relação à comunicação verbal, essas crianças podem repetir as falas dos outros - fenômeno conhecido como ecolalia - ou, ainda, comunicar-se por meio de gestos ou com uma entonação mecânica, fazendo uso de jargões.
Como lidar com o TGD na escola?
Crianças com transtornos de desenvolvimento apresentam diferenças e merecem atenção com relação às áreas de interação social, comunicação e comportamento. Na escola, mesmo com tempos diferentes de aprendizagem, esses alunos devem ser incluídos em classes com os pares da mesma faixa etária.
Estabelecer rotinas em grupo e ajudar o aluno a incorporar regras de convívio social são atitudes de extrema importância para garantir o desenvolvimento na escola. Boa parte dessas crianças precisa de ajuda na aprendizagem da autorregulação.
Apresentar as atividades do currículo visualmente é outra ação que ajuda no processo de aprendizagem desses alunos. Faça ajustes nas atividades sempre que necessário e conte com a ajuda do profissional responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE). Também cabe ao professor identificar as potências dos alunos. Invista em ações positivas, estimule a autonomia e faça o possível para conquistar a confiança da criança. Os alunos com TGD costumam procurar pessoas que sirvam como 'porto seguro' e encontrar essas pessoas na escola é fundamental para o desenvolvimento.
NOS LINKS ABAIXO VOCÊ PODE BAIXAR MATERIAIS SOBRE O ASSUNTO:
Aula sobre TGD Psicologia da educação.ppt
Caracterização dos Transtornos Globais do Desenvolvimento.ppt
Los Transtornos Generales del Desarrolo - Uma aproximacion desde la práctica.pdf
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Pesquisa de cientista português descobre terapia contra tipo de cegueira
Iniciada há 20 anos, ela pode reverter perda de visão causada pela coroideremia; técnica pode ajudar em outros casos, mostram estudos
Uma pesquisa iniciada há 20 anos pelo médico português Miguel Seabra, 51, resultou na descoberta de uma terapia genética para reverter a perda de visão progressiva causada pela coroideremia, uma doença hereditária até o momento sem cura. Os resultados clínicos iniciais, publicados na prestigiosa Lancet, sugerem que o mesmo tipo de terapia poderia ser aplicada em casos mais comuns de cegueira – como a degeneração macular relacionada com a idade, a terceira principal causa de deficiência visual no mundo.
Cirurgia feita na Universidade de Oxford, em Londres, em paciente em tratamento com a terapia
O tratamento consiste em substituir os genes CHM, defeituosos em pessoas com coroideremia, por cópias saudáveis. O processo é feito por meio de uma cirurgia que descola a retina e introduz um vírus inofensivo portador das cópias genéticas. Uma vez na retina, o gene saudável produz proteína e impede o processo de deterioração das células fotorreceptoras. É a primeira vez que uma terapia genética é aplicada nas células humanas sensíveis à luz.
Para chegar a esse tratamento, foi preciso primeiro decodificar a função do gene responsável pela patologia e estudar seu mecanismo em ratos de laboratório – processo que rendeu a Seabra o prêmio “Seeds of Science” em 2012. “Os resultados superaram nossas expectativas”, comemorou Seabra em entrevista a Opera Mundi. “Em apenas vinte anos partimos da detecção do gene para o tratamento da doença, isso é encorajador”, afirmou. O português foi o líder científico da fase pré-clínica do projeto, cujos testes em humanos foram desenvolvidos na Universidade de Oxford, sob comando do oftalmologista Robert McLauren.
Todos os seis pacientes entre 30 e 63 anos que se submeteram à cirurgia apresentaram melhoras, sendo inclusive revertidos os danos à visão daqueles cuja doença estava mais avançada. Ainda não há certeza se os efeitos serão definitivos – mas têm permanecido estáveis há pelo menos dois anos, tempo em que o primeiro paciente começou a ser acompanhado.
O desafio em Portugal
Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Nova de Lisboa, Seabra desenvolveu sua carreira – e sua notória pesquisa – no exterior, e hoje tem mais de 100 artigos científicos publicados e 7.500 citações de trabalhos de sua autoria. Concluiu o doutorado na Universidade do Texas, onde também foi professor. Tornou-se docente titular no Imperial College de Londres -cotada entre as dez melhores universidades do mundo-, antes de regressar a Portugal.
[Miguel Seabra também preside agência de formento à pesquisa em Portugal]
Desde 2012 preside a agência nacional de fomento à pesquisa no país (na sigla, FCT). É precisamente no cargo que Seabra tem acumulado críticas da comunidade científica portuguesa, descontente com a fuga de cérebros do país e os cortes ao número de bolsas concedidas – que chega a 40% nos níveis de doutorado e 65% de pós-doutorado em relação a 2013. Não há informações oficiais sobre desemprego ou emigração científica.
“Queremos um sistema mais competitivo”, defende Seabra. A estratégia é diminuir a dependência dos cientistas do Estado e incentivar a competitividade e a busca de financiamento em empresas ou editais internacionais. Isso se reflete nas taxas de aprovação nos concursos nacionais para bolsas, que caiu de cerca de 40% para menos de 10%. De outro lado, pesquisadores e associação de bolsistas têm se contraposto a tal política, alegando ser penosa à ciência a médio e longo prazo, além de não resolver – e, em alguns casos, piorar – a burocracia.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
GT de Mulheres promove encontro sobre Saúde da Mulher
Encontro de trabalho acontece no dia 15 de fevereiro
O Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPD), por meio do seu GT de Mulheres, promove no dia 15 de fevereiro o encontro sobre Saúde da Mulher.
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Endereço: Viaduto Jacareí, 100
Funcionários da USP participam de curso sobre acessibilidade ministrado pela CPA
A USP convidou os engenheiros e arquitetos da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), órgão da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, para ministrarem curso de Certificação em Acessibilidade
A Universidade de São Paulo, através do programa USP-Legal, desenvolve um projeto que visa integrar pessoas com deficiência ao ambiente universitário dos campi. Há mais de 10 anos, foi iniciado o trabalho de mapeamento das barreiras arquitetônicas internas e externas.
Diversos problemas foram diagnosticados como pisos soltos e irregulares, desníveis, inexistência de acessibilidade nas moradias, presença de vegetação no calçamento, falta de sinalização visual e ausência de vagas exclusivas para automóveis.
Para que as melhorias possam continuar sendo feitas de forma a atenderem as legislações frequentemente atualizadas, a USP convidou os engenheiros e arquitetos da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), órgão da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), para ministrarem curso de Certificação em Acessibilidade. Participaram do curso profissionais ligados a projetos e execuções de obras, fiscais, estagiários da universidade e técnicos da prefeitura.
O curso de dois dias teve início quarta-feira (29) e terminará semana que vem com uma avaliação individual dos participantes.
Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/pessoa_com_deficiencia/noticias/?p=165833
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Benefício do INSS contempla deficientes de baixa renda
Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC
Não é de hoje que a Previdência Social oferece benefício para aqueles que possuem algum tipo deficiência. No entanto, o caminho para conquistar a ajuda financeira não é fácil.
O BPC-Loas (Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social), com valor de R$ 724, atende o deficiente que comprove que a renda familiar mensal per capita (ou seja, o valor total ganho pela família dividido pelo número de familiares) seja inferior a 25% do salário-mínimo (o que corresponde a R$ 181 atuais). Além disso, de acordo com a Previdência, a deficiência será avaliada por um perito do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para saber se de fato a limitação incapacita o requerente para a vida independente (sem a supervisão de outros) e para o trabalho.
“A avaliação é sempre necessária, mas, no quesito financeiro, acaba por beneficiar apenas as famílias de baixa renda, o que acaba não sendo justo. Todos aqueles que possuem um parente com necessidades especiais, consequentemente, têm gastos mensais muito maiores, por isso deveria ter o direito de receber o Loas, até para investir em tratamentos específicos”, avalia a superintendente do IBDD (Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência), Teresa Costa do Amaral. Apesar do processo bastante criterioso, o volume desse amparo assistencial no Grande ABC cresceu entre 2012 e 2013, passando de 1.298 para 1.350 concessões – alta de 4% –, o que totaliza 2.648 pessoas. Essa ajuda do INSS também contempla idosos, que possuem 65 anos de idade ou mais, que não recebam nenhum benefício previdenciário, ou de outro regime de previdência, e que a renda mensal familiar per capita seja inferior a 25% do salário-mínimo vigente. Para esse grupo, o INSS concedeu 2.015 benefícios em 2013, contra 1.694 em 2012, somando 3.709 beneficiários (diferença de 18,94% – veja arte).
De acordo com a constatação da equipe do Diário, para dar entrada no Loas é preciso, primeiramente, agendar dia e horário por meio do telefone 135 do INSS. Nesse momento, o atendente informa os documentos que devem ser levados no dia da entrevista: RG e CPF do beneficiário e do responsável (no caso de crianças deficientes, por exemplo, é comum que seja o da mãe), comprovante de residência, além de laudos e exames médicos. Já quando a pessoa chega à unidade do INSS agendada é dada uma senha, mas não há filas ou muita espera. A equipe foi atendida em 15 minutos. O problema inicial é que os documentos requisitados não são apenas os solicitados pelo telefone. É necessária a cópia de todos os documentos e da certidão de nascimento do requerente, além de RG e CPF de todas as pessoas que moram com o futuro beneficiário. Além disso, é preciso preencher formulário na hora. Quem quiser se antecipar pode imprimi-lo no site da Previdência.
Outra dica importante é que o laudo médico precisa estar assinado, carimbado e ter data de no máximo até 30 dias antes. Se tudo estiver certo, são marcadas a perícia e a entrevista com a assistente social. Na perícia, o deficiente ou o idoso devem estar presentes. O Loas, tanto para o idoso quanto para o deficiente, deixará de ser pago quando houver superação das condições que deram origem à concessão do benefício ou pelo falecimento do requerente. O amparo assistencial é intransferível e, portanto, não gera pensão aos dependentes.
BRECHA DA LEI
“O que muitas famílias que têm deficientes fazem, quando o benefício é negado pela assistência social mas concedido pelo perito, é entrar com processo na Justiça requerendo o direito de receber o Loas. Com o documento do INSS negando o mesmo, se dá entrada no processo. É longo, trabalhoso, mas, muitas vezes, dá certo. Se a família tem uma renda maior do que eles exigem, mas o orçamento familiar está bastante comprometido com necessidades básicas, o ganho é quase certo. É uma pena que tenha que ser assim”, diz a superintendente do IBDD.
Cartório se recusa a atender advogado deficiente visual
Alegação do órgão é de que “o deficiente pode não saber o que está assinando”; vítima registrou queixa na Polícia e no Ministério Público
Neyrimar Barreto é conhecido por ter sido o primeiro deficiente visual a compor um júri na Justiça amazonense (Clóvis Miranda)
O advogado Neyrimar Furukawa Barreto, 45 anos, conhecido por ter sido o primeiro deficiente visual a compor um júri na história da Justiça amazonense, em agosto do ano passado, teve um pedido de reconhecimento de assinatura recusado pelo Cartório Rabelo, antigo Cartório Leite, localizado na Av. Djalma Batista, Zona Centro-Sul de Manaus, na manhã desta terça-feira (28).
Segundo Neyrimar, o pedido foi recusado por preconceito. “Fui eleito presidente de uma instituição, e precisava fazer a mudança na Receita Federal. Para isso é necessário assinar um Documento Básico de Entrada (DBE), com reconhecimento em cartório. Eu já fiz outros documentos, tenho até um cartão de autógrafo registrado lá, mas, desta vez, o atendimento me foi negado”, afirma o advogado.
E prossegue: “O tabelião que me atendeu disse que eu sou ‘relativamente capaz’, e que por isso seria necessário constituir um procurador para poder reconhecer a assinatura. Isso é absurdo: um procurador para reconhecer a minha própria assinatura?”, questiona.
Neyrimar chegou a indagar do tabelião se o fato dele ter realizado procedimentos similares no mesmo cartório não seria suficiente para provar sua capacidade. “Ele me disse então que, se isso foi feito, está errado”, conta.
Documento em Braille
Procurado por A CRÍTICA, o tabelião substituto do Cartório Rabelo, Luiz Lima, afirmou que, em casos de deficientes visuais, é necessário que o documento seja em Braille, ou que seja feita uma leitura em voz alta antes de qualquer procedimento. Como nenhum dos rituais foi cumprido, não foi possível reconhecer a assinatura. “O princípio é que o deficiente pode não saber o que está assinando”, esclarece.
O advogado contesta: “Se o caso é só reconhecer a minha assinatura, o que há para ler em voz alta? E não conheço documento oficial redigido em Braille no Brasil”, afirma Neyrimar.
OAB explica
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Amazonas, Epitácio Almeida, informou que pessoas com deficiência visual têm direito a total acessibilidade e, como tal, não podem sofrer qualquer obstrução no acesso à Justiça. “Se há a necessidade de obter algum serviço do Judiciário, então o deficiente deve ter plenos meios de consegui-lo. Recusar, adiar, procrastinar o acesso do deficiente é ferir a igualdade das pessoas perante a Lei, o que é crime passível de punição”, explica Epitácio.
Fonte: http://acritica.uol.com.br/manaus/Deficiente-visual-atendimento-negado-cartorio_0_1074492586.html
Pastora diz que deficientes físicos ou amputados não pode pregar a Palavra
Pessoal repasso reportagem… para sua reflexão!
janeiro 16, 2014 Por (nome do autor) Fonte: inforgospel.com
Fundadora da Igreja de Deus Ministério de Jesus Cristo Internacional na Colômbia teve vídeos de depoimentos que causou polêmica no meio evangélicos e secular colombiano. A pastora aparece afirmando que deficientes físicos e amputados não podem pregar nem dirigir cultos. – Confira, assista e comente…
Maria Luisa Piraquive, pastora da Igreja de Deus Ministério de Jesus Cristo Internacional, que causou indignação na mídia ao fazer declarações em um vídeo de 3:45 minutos publicado na terça-feira dia (14/01), o qual não foi determinado pelo autor do post a data em que o vídeo foi gravado, mas aparece a pastora e alguns fieis da Igreja durante o programa “BLU – Manhãs com os ouvintes” na TV Colombiana, e durante fala dela afirmou que “não é certo” que uma pessoa que seja portadora de deficiência física ou não tem qualquer membro do seu corpo, por ter perdido em acidentes ou amputação pode pregar a Palavra de Deus ou dirigir um culto.
Assista o vídeo e no final do post um outro com diálogo entre a pastora e um homem.
A pastora justifica a posição dela e da denominação a qual é co-fundadora a Igreja de Deus Ministério de Jesus Cristo Internacional que tem mais de 850 templos em 45 países e 180 templos na Colômbia, citando a passagem bíblica no Livro de Levítico Cap. 21 vs. 16 ao 24, afirmando que na sua denominação não é concedido aos deficientes e amputados oportunidade:
16 -Disse mais o SENHOR a Moisés:
17 -Fala a Arão, dizendo: Ninguém dos teus descendentes, nas suas gerações, em quem houver algum defeito se chegará para oferecer o pão do seu Deus.
18 -Pois nenhum homem em quem houver defeito se chegará: como homem cego, ou coxo, ou de rosto mutilado, ou desproporcionado,
19 -ou homem que tiver o pé quebrado ou mão quebrada,
20 -ou corcovado, ou anão, ou que tiver belida no olho, ou sarna, ou impigens, ou que tiver testículo quebrado.
21 -Nenhum homem da descendência de Arão, o sacerdote, em quem houver algum defeito se chegará para oferecer as ofertas queimadas do SENHOR; ele tem defeito; não se chegará para oferecer o pão do seu Deus.
22 -Comerá o pão do seu Deus, tanto do santíssimo como do santo.23 -Porém até ao véu não entrará, nem se chegará ao altar, porque tem defeito, para que não profane os meus santuários, porque eu sou o SENHOR, que os santifico.
24 -Assim falou Moisés a Arão, aos filhos deste e a todos os filhos de Israel.
A polêmica continuou após o mesmo autor do post do vídeo de 3:45 minutos postar um outro vídeo de 1:45 minutos, sem mencionar a data da gravação, em que aparece a pastora Maria Luisa Piraquive que também é mãe da senadora colombiana Alexandra Moreno Piraquive, em atitude de descriminação.
Nas imagens, aparece um homem fazendo pergunta através de uma exposição de uma situação de dois “irmãos muito abençoados” que estão a espera para saber se eles podem realizar trabalhos na Igreja.
A pastora indaga após a exposição da situação – “A um falta a falange do dedo indicador e do outro o dedo anelar , eles não estão trabalhando mas esperando indicação “, diz ela - E o homem ao começar a formular a pergunta para a pastora dizendo: “Qual a gravidade da falta de um dedo para o púlpito… “, não conseguiu terminar e foi interrompido por María Luisa. Dizendo que “Infelizmente, você não pode subir no púlpito” em resposta.
Após este episódio revelado através do You Tube e que causou muita indignação pela atitude da então co-fundadora da Igreja nas redes sociais, por todos que não gostaram da posição da pastora.
O pastor Edgar Brown, presidente da Confederação Evangélica da Colômbia- que não pertence à igreja de Piraquive – disse em nota que “nas igrejas evangélicas portadores(as) de deficiência não são deficientes” e muito pelo contrário, é nosso “dever apoiá-los ” – em resposta ao posicionamento da pastora.
Os vídeo mostra a pastora Maria Luisa Piraquive aparência de mais nova do que as fotos atuais, dando o entender que já faz algum tempo que o vídeo foi gravado, mas revela, independente da idade da pastora, e se até hoje não mudou, um posicionamento o qual temos certeza que o Evangelho do Senhor Jesus não nos leva a ter com relação aos que são portadores de deficiência física ou amputados.
Veja vídeo do diálogo da pastora com o homem e comente…
post inforgospel.com.br – com informação BLU Radio y Diario El Tiempo – via Noticias Cristianas – 16/01/14
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Organização excessiva que atrapalha o dia a dia pode ser sintoma de TOC
Bem Estar desta terça-feira (7) explicou quando ser organizado é doença.
Médicos deram dicas ainda para evitar acúmulo de objetos dentro de casa.
Você se considera uma pessoa muito organizada ou muito bagunceira? Não consegue ver nada fora do lugar? Ou não se importa se a casa estiver toda bagunçada?
No Bem Estar desta terça-feira (7), o psiquiatra Daniel Barros e o neurologista Tarso Adoni explicaram como identificar se a organização ou bagunça excessivas são sinais de um problema mais sério e até mesmo uma doença.
A organização, por exemplo, se atrapalhar o dia a dia da pessoa e fugir do controle, pode ser que seja um transtorno obssessivo compulsivo, o TOC, como explicou o psiquiatra Daniel Barros. Se isso acontecer, é importante procurar ajuda para confirmar o diagnóstico. O paciente com TOC geralmente tem uma disfunção de julgamento em uma área do cérebro - segundo o neurologista Tarso Adoni, há uma região do cérebro que julga a necessidade de arrumar algo e, se houver, ela envia uma mensagem para outra região, responsável por executar a ação. Em pessoas com o transtorno, há um problema nessa região "julgadora", ou seja, mesmo com o ambiente limpo, elas continuam acreditando que há algo sujo e, por isso, acabam arrumando repetidamente.
Já a desorganização, se estiver associada a outros problemas, pode ser também um sintoma de algo maior. Na depressão, por exemplo, é comum as pessoas deixarem as coisas para a última hora e acabarem se desorganizando; no déficit de atenção, a desorganização também é um dos sinais, como lembrou o psiquiatra Daniel Barros.
No caso da dona de casa Isabelle Alves França, porém, a organização excessiva passou a ser uma preocupação - ela não consegue relaxar enquanto não estiver tudo limpo e arrumado na casa dela, como mostrou a reportagem do Fernando Moreira, de Maceió, em Alagoas (veja no vídeo ao lado).
Para se certificar de que as panelas estão limpas, por exemplo, ela chega a limpar de duas a três vezes. Fora isso, todos os objetos da casa da família são guardados em uma ordem específica, sempre organizados.
Apesar de se considerar um pouco exagerada, a Isabelle acha que não tem nenhum transtorno, mas segundo o psiquiatra Daniel Barros, quando ocorre essa obsessão, que é a ideia de fazer algo repetidamente, junto com uma compulsão, que é a realização disso, pode ser que a pessoa tenha TOC.
O mesmo acontece com o jovem Daniel, mostrado na reportagem da Natália Ariede - para ele, a organização também é uma parte fundamental no dia a dia.
Ao contrário da irmã gêmea Fernanda, de 13 anos, ele gosta de ver tudo sempre arrumado e ordenado; já ela não se importa com a desordem (veja no vídeo).
Fora a organização dos objetos, existe ainda a organização das tarefas do dia a dia, que muita gente também tem dificuldade. O psiquiatra explica que há ainda uma diferença na maneira com que as pessoas lidam com os problemas - enquanto uns são corajosos e enfrentam tudo, outros têm dificuldade em se organizar. A dica, portanto, é dividir o problema em partes e começar a encarar aos poucos.
Outro hábito que pode ajudar é fazer uma tabela com três informações - o quê, prazo e nota. Depois, é só fazer uma lista de todas as atividades que precisam ser feitas e colocar ao lado de cada uma delas a data limite e a prioridade.
Acumuladores
Além do problema da bagunça ou desorganização, tem gente ainda que tem dificuldade de se desapegar de algumas coisas.
Segundo o neurologista Tarso Adoni, isso acontece porque o cérebro precisa se apegar a objetos para lembrar e reviver certas emoções, mas isso pode ser também um sinal de algum problema maior, como lembrou o psiquiatra Daniel Barros. Isso é ainda mais perigoso se a casa acabar virando um depósito de objetos antigos.
Para se livrar dessa mania, existem algumas dicas: reserve 15 minutos por dia para dar uma organizada na casa; se você não vai usar revistas, jornais e cartas no futuro, jogue fora no dia que recebe; se você não usou algum objeto no último ano, como roupas e até eletrodomésticos, descarte; se você perceber que não consegue começar a organização sozinho, talvez seja o momento de buscar ajuda profissional.
Distração ou TDAH?
O Ronaldo e a Gabriela são pai e filha e têm uma coisa em comum: a distração. Esquecer o fogão ligado, viajar com o porta-malas do carro aberto e até errar o dia de uma festa são alguns dos exemplos do jeito desligado dos dois.
Mas mais do que apenas a distração, eles têm também o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, o TDAH - de acordo com o neuropediatra Mauro Muszkat, o diagnóstico desse problema é clínico e, no caso das crianças, os pais devem ficar sempre atentos.
Se houver dificuldade em finalizar tarefas, de saber horários, de se organizar, por exemplo, pode ser que seja um sinal de transtorno.
Exclusivo na web
No vídeo ao lado, o psiquiatra Daniel Barros responde perguntas dos internautas. Confira!
Crippa Elabora Requerimento Com Sugestão de Lei Sobre Dislexia
Requerimento foi o primeiro protocolado no início deste ano
Projeto seria voltado para alunos do ensino municipal
O presidente da Câmara, vereador Marcos Crippa (PTB) elaborou requerimento, o primeiro do ano, com uma sugestão de projeto para Secretaria Municipal de Educação. Trata-se de uma propositura voltada aos atendimentos de crianças com Dislexia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).
No documento Crippa faz considerações com relação aos transtornos. “Considerando o despreparo que muitas instituições de ensino têm em relação às particularidades dos alunos, e que muitas vezes, inclusive, cria e reforça estigmas, comportamento responsável por uma grande parcela de causas de evasão escolar; Considerando que se o poder público municipal desenvolver e manter programa de acompanhamento integral para educandos com DISLEXIA e TDAH estará promovendo a oportunidade do desenvolvimento das suas potencialidades através da riqueza de aprendizado que a escola poderá lhe oferecer, requeiro que a secretaria analise o projeto que encaminho”, consta.
No modelo encaminhado por Crippa, no requerimento consta a identificação do responsável técnico pelo projeto que seriam as secretarias de educação e saúde, a abrangência seria para estudantes do ensino infantil e fundamental matriculados na rede municipal de ensino. No regime de atendimento ficaria disponível para alunos encaminhados com queixa de dificuldade de aprendizagem pelas escolas municipais, com horário de atendimento 07h às 17 h de segunda a sexta-feira.
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Karla Konda
Da reportagem local
Foto: Divulgação
Deficiente visual dá lição de vida, se forma em Direito e passa na OAB
Jovem de São Lourenço realizou sonho mesmo com dificuldades.
Ao nascer, ele tinha apenas 5% de chances de ficar vivo; amigos ajudaram.
Lucas Soares Do G1 Sul de Minas
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Ano Novo é sinônimo de esperança. E para começar 2014 com o pé direito, nada melhor que um bom exemplo de superação. Em São Lourenço (MG), um jovem de 24 anos mostra que não há limites para quando você quer atingir um objetivo. Diego Corrêa se formou em Direito em 2013 e de quebra, passou de primeira no exame da OAB. Algo que seria comum, se o nosso personagem em questão não tivesse 100% de deficiência visual.
Com nascimento prematuro, aos 6 meses e meio de gestação, Diego precisou ficar dois meses internado em uma incubadora. Mas um excesso de oxigênio no equipamento queimou suas retinas. A deficiência visual só seria descoberta pela família quando o menino já tinha 6 meses de vida. Aos 3 anos, Diego entrou na escola e começou a ser alfabetizado com a ajuda de letras feitas em isopor. Na época, nenhuma escola da cidade oferecia a alfabetização em braile.
Estudante deficiente visual se forma em Direito e passa na OAB em São Lourenço (Foto: Arquivo Pessoal / Diego Corrêa)
"Só aos 6 anos comecei a ser alfabetizado em braile e iniciei o ensino fundamental. Às vezes tinha que recorrer a parentes e amigos para que pudessem ler o material pra mim. Mas sempre contei com os professores, que me ajudavam como podiam", conta Diego.
Nós precisamos acreditar em Deus, que nos dá força para prosseguir. Que as pessoas lutem por seus objetivos e que nunca desistam"
Diego Corrêa, Bacharel em Direito
Mesmo com as dificuldades, Diego foi conseguindo conciliar os estudos e a deficiência. O esforço que ele demonstrava resultou em uma bolsa de 100% que o fez estudar da 5ª série do fundamental até o Ensino Médio sem pagar nada.
"Nunca me senti prejudicado perante os meus colegas. Sempre fui incluído. Eles até 'brigavam' para sentar do meu lado e me ajudar. Os professores me ajudavam os materiais (especiais) me ajudavam. Foi tranquila esta parte", disse ele.
Nem o curso de Direito, que exige muito estudo por parte do aluno, assustou Diego. Para isso, ele contou com o que chama de "conjunto de fatores", que o ajudaram. Entre eles, está o uso de um programa de computador que traduz para ele em forma de áudio tudo o que está escrito na tela.
"Eu sempre li bastante, com o auxílio de livros em braile e esse programa, sempre estudei muito. Sempre gostei de história, de leis, de Ciências Humanas. Tive o mesmo material que os colegas tiveram. Competiu a mim sentar e estudar muito. Foi um conjunto de fatores que contribuíram. A internet ajudou muito também, já que através dela pude consultar leis e todo o conteúdo", conta Diego.
Diego e o amigo Fabiano Moutinho: limitação não
evitou superação
(Foto: Arquivo Pessoal / Fabiano Moutinho)
A força de vontade emociona amigos que acompanharam de perto a trajetória do estudante, como Fabiano Moutinho, amigo de Diego desde os 11 anos.
"Desde pequeno ele foi muito esforçado, nunca se abateu. O que ele tinha vontade fazia: andava de bicicleta, jogava bola, ele desenvolveu habilidades porque é muito dedicado e por isso conseguiu tudo. De primeira ele passou na OAB, Deus foi muito bom com ele. Outro dia ele me contou que tinha apenas 5% de chances de sobreviver. Ele é uma prova de que a gente sempre consegue o que quer. O exemplo dele é pra gente não desanimar com qualquer coisa não", diz Moutinho.
Agora, o objetivo de Diego é estudar para concursos e advogar. Para quem tem objetivos em 2014 e acha que terá dificuldades pela frente, o novo bacharel dá o recado.
"Nós precisamos acreditar em Deus, que nos dá força para prosseguir. Que as pessoas lutem por seus objetivos e que nunca desistam", diz Diego Corrêa.
Câmara poderá ganhar Comissão Permanente de Defesa da Pessoa Deficiente
FOTO: CYNTIA FREIAS
Tiago Forastieri diz que comissão visa promover políticas de cidadania
RESENDE
A Câmara de Vereadores poderá ganhar Comissão Permanente de Defesa da Pessoa Deficiente. Está tramitando o projeto de resolução número 040/2013, de autoria do primeiro secretário da mesa diretora, vereador Tiago Forastieri (PSC), que cria a nossa comissão. A matéria foi lida em plenário no último mês, estando atualmente à disposição dos parlamentares no Departamento Jurídico para a possível inclusão de emendas por parte dos vereadores. Em seguida, o texto vai ser enviado para a análise de duas comissões permanentes (Constituição e Justiça – Assistência Social e Saúde). A previsão é de que o projeto seja votado na primeira quinzena de fevereiro, quando os trabalhos nas sessões ordinárias serão reiniciados.
De acordo com a proposta, além de se manifestar e emitir parecer sobre todas as proposições relacionadas à sua área de atuação, caberá à Comissão de Defesa da Pessoa Deficiente opinar sobre assuntos referentes aos cidadãos deste segmento, receber e investigar denúncias e manter documentação atualizada sobre o tema para orientar e esclarecer a população. Também caberá à nova comissão colaborar e manter um canal de comunicação aberto com entidades ligadas à causa do deficiente.
Para o vereador Tiago Forastieri, uma das funções do poder público é garantir a igualdade plena entre os cidadãos, o que requer uma atenção diferenciada a alguns setores da sociedade. Segundo o parlamentar, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) já conta com a Comissão Permanente da Pessoa com Deficiência em sua estrutura, que, segundo ele, está entre as mais acionadas e atuantes daquela instituição parlamentar. “A medida tem se mostrado muito útil em nível estadual e está em plena consonância com as necessidades de Resende. Somente no ano passado, primeiro ano da atual legislatura da Câmara Municipal, os vereadores aprovaram uma série de leis voltadas à proteção da pessoa com deficiência”, disse Forastieri, autor também da lei municipal de políticas públicas para os autistas.
O vereador também explica que a inclusão da nova comissão no Regimento Interno da Casa visa atender aos anseios da população em geral por políticas de cidadania. “A proposição também tem o objetivo de atender um número significativo de pessoas com deficiência e suas famílias, que necessitam do apoio das instituições públicas visando ter acesso à igualdade entre as pessoas.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao Censo 2010 dão conta de que o Brasil tem 45,6 milhões de habitantes com deficiência (visual, auditiva, motora ou mental), o que representa em torno de 24 por cento da população. O estado do Rio de Janeiro, por sua vez, acompanha a média nacional, com cerca de 3,2 milhões de pessoas com algum grau de deficiência.
Fonte: http://www.avozdacidade.com/site/page/noticias_interna.asp?categoria=8&cod=30618
Projeto permite uso de fone para deficiente visual confirmar voto
Projeto que visa assegurar o direito ao sigilo do voto à pessoa com deficiência visual poderá ser votado em 2014 pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania). As informações são da Agência Senado.
De autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), a proposta determina a inserção de um artigo na Lei Geral das Eleições para garantir ao eleitor cego o uso de fone de ouvido ou outro instrumento capaz de lhe informar, reservadamente, a opção eleitoral efetuada, antes que confirme a sua escolha.
Na justificativa do projeto, Raupp argumenta que o Código Eleitoral assegura ao eleitor cego, no momento do voto, o direito de usar qualquer elemento mecânico que trouxer consigo ou lhe for fornecido pela mesa.
No entanto, quando o Código Eleitoral foi elaborado, observa o senador, os votos ainda eram em cédula.
Assim, informa ele, muitos desses eleitores têm reivindicado o direito ao uso de fone de ouvido para que possam confirmar o voto.
O projeto tem parecer favorável do relator, senador Clésio Andrade (PMDB-MG). Para ele, a proposição, além de constitucional, tem mérito incontestável, pois contempla o princípio da dignidade da pessoa humana e o direito do eleitor ao sigilo de seu voto. Por isso, afirma, a proposta merece elogio por atualizar e aperfeiçoar, seja no plano formal seja no plano material, a lei que regula essa matéria.
Se for aprovado pela CCJ, o projeto segue direto para a Câmara, a menos que haja recurso para sua votação em plenário.
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=372960
Discípulo do tio, deficiente visual dá trabalho ao guia e orgulha mãe
A família Matricardi de Oliveira tem relação íntima com a Corrida Internacional de São Silvestre. O veterano José Antônio levou o sobrinho Mário Renato pela primeira vez à prova em 1989, mas ficou de fora da 89ª edição devido a problemas no joelho. A ausência, porém, não impediu que o discípulo participasse da SS novamente para encarar os desafios da deficiência visual.
"Eu corro para participar e estar juntos dos atletas. Me preparo no Parque das Bicicletas, lá no Ibirapuera. É cansativo, mas é muito bom estar aqui mais uma vez. Espero que possa correr por muitos e muitos anos ainda", celebrou o atleta de 39 anos, que correrá acompanhado do guia Edmond Agopian e sob os olhares atentos e orgulhosos da mãe, Dona Bruna.
"A relação dele com a prova começou como brincadeira junto com meu irmão que era corredor de rua. É o sobrinho que virou corredor. O tio agora não corre mais, enquanto meu filho deixou de fazer por brincadeira, deixou de ser treininho e virou oficial, com guia acompanhando. Posso dizer que para ele é uma esperança, é a última corrida do ano depois de muitas provas", contou a mãe de Mário.
A disposição do deficiente visual não move apenas os familiares, mas também dá trabalho para os guias. Mário disputa, no mínimo, uma prova por mês entre corridas de 10km e 15km, além de maratonas. O forte ritmo do atleta obriga seus guias, como Edmond Agopian, a ter rotina de atleta olímpico durante todo o ano.
"Já perdi o número de vezes que viemos à São Silvestre. Para correr você só precisa da rua e de vontade, até descalço vc pode correr. Meu treinador, quando falei que o Mário era ligeirinho, me mandou correr no Pico do Jaraguá (ponto mais alto de São Paulo). Ele manda os atletas olímpicos lá para ter desafios lá, como a Keila Costa, do salto. Não viemos aqui para falar: ‘Ó que bonita a São Silvestre’. Viemos para encerrar um ano cheio de provas", sentenciou Agopian.
Isenção em impostos para deficientes físicos
Sou deficiente físico e soube que posso comprar um carro zero quilômetro mais barato. É verdade?
Roberto de Castro - São Gonçalo
As pessoas com alguma deficiência física ou mental tem garantido por lei a isenção de alguns impostos na aquisição de veículos novos ou zero quilômetro. Os descontos devem-se à diminuição do imposto sobre produtos industrializados (IPI) e o imposto sobre circulação de mercadoria (ICMS). Com estes descontos, o automóvel zero quilômetro pode chegar ao comprador com deficiência física com um preço 22% menor sobre o valor final do carro. Para cada tipo de limitação, há um forma de desconto.
Podem fazer jus ao desconto, pessoas que possuam as seguintes deficiências: amputações, artrite reumatóide, artrose, AVE (acidente vascular encefálico), autismo, alguns tipos de câncer, doenças degenerativas, deficiência visual, deficiência mental (severa ou profunda), doenças neurológicas, encurtamento de membros e más-formações, esclerose múltipla, esclerose acentuada, LER (lesão por esforço repetitivo), linfomas, lesões com seqüelas físicas, manguito rotador, mastectomia (retirada da mama), nanismo, neuropatias diabéticas, paralisia, paraplegia, parkinson, poliomielite, próteses internas e externas (exemplos: joelho, quadril e coluna), problemas na coluna, quadrantomia (relacionada a câncer de mama), renal crônico com uso de fístula, síndrome do túnel do carpo, talidomida, tendinite crônica e tetraparesia.
A aquisição do automóvel pode ser feita diretamente pelo deficiente ou através de seu representante legal, devidamente constituído. No entanto, em alguns casos de deficiência, o deficiente adquire o automóvel em seu nome mas não pode ser o seu condutor.
Formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense, Wallace Salgado de Oliveira tem curso de especialização pela Universidade de Coimbra, Portugal, premiação em Seminário no Canadá, onde apresentou projeto na área de Dependência Química. É pró-reitor administrativo da Universidade Salgado de Oliveira e um dos responsáveis pela implantação dos Núcleos de Práticas Jurídicas na instituição.
e-mail: wallace.salgado@jornalsg.com.br
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Ser diferente é normal
O Grupo Happy Down está lançando belíssimo calendário para 2014 com a criançada e seus ídolos.
Romário abre o calendário que tem Alexandre Pato em Janeiro, Paulo Henrique Ganso em Junho, Muricy Ramalho em Agosto, além de Roberto Rivellino, Mauro Silva, Adílio, Djalminha, Cafu etc.
Veja as expressões da criançada e não sorria se for capaz.
Mais informações e fotos você encontra em www.calendariohappydown.com.br
Biblioteca do TRT-2 disponibiliza material acessível para pessoas com deficiência visual.
Em conformidade com a política de inclusão social e acessibilidade para as pessoas com deficiência, o TST enviou à biblioteca do TRT-2 material acessível aos usuários com deficiência visual: livros e cartilhas em braile ou caracteres aumentados, e também CD’s, DVD’s e pendrives com textos e artigos, para serem utilizados com o auxílio de programas de leitura, desenvolvidos especialmente para deficientes com cegueira.
Os materiais recebidos são: pendrive com a versão escrita e em áudio da Cartilha de Acessibilidade na Justiça do Trabalho, bem como a legislação concernente à pessoa com deficiência; CLT impressa em braile; Cartilha de Acessibilidade na Justiça do Trabalho impressa em braile; Cartilha contendo o texto da Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência e de seu Protocolo facultativo, além da legislação que aprovou e promulgou a referida convenção; Livro com caracteres ampliados, CD com audiolivro, DVD com vídeo em Libras contendo esta mesma convenção, também disponível em braile, além de artigos, decretos e leis com versões em arquivo “pdf”.
A biblioteca Dr. Nebrídio Negreiros fica no 10º andar do Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, na Av. Marquês de São Vicente, 235 – Barra Funda, São Paulo/SP, e atende de segunda a sexta-feira, das 11h30 às 18h. Servidores lotados em prédios distintos da Biblioteca podem receber/devolver o material por malote.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 2ª Região São Paulo, por Alberto Nannini, 13.12.2013