quarta-feira, 24 de abril de 2013

RJ: sem espaço e condições em calçada, cadeirante morre atropelado

Um cadeirante morreu após ser atropelado por um motociclista, nesta sexta-feira, em Rocha Miranda, subúrbio do Rio de Janeiro. José Henrique da Silveira Brun, 69 anos, era levado por um amigo pela rua, já que carros estacionados e buracos na calçada impossibilitavam o tráfego no local, e foi atingido pelo motociclista Jonathan da Rocha Silva. Ele morreu na hora, e seu amigo, José da Conceição Basílio, está internado no Hospital Salgado Filho. As informações são do RJTV.

O cadeirante ia para casa levado pelo amigo depois de deixar o local em que costumava jogar dominó, por volta de 20h30. O motociclista responderá por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/rj-sem-espaco-e-condicoes-em-calcada-cadeirante-morre-atropelado,f99a9f15cadbd310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

Em feira, tetraplégico escreve com os olhos e deficiente ouve via bluetooth

Empresas mostram tecnologias para melhorar a vida de deficientes.
Evento traz campainha para surdos e dispositivo que 'traduz' para o braille.

Helton Simões GomesDo G1, em São Paulo

Além de dar voz a multidões, a tecnologia também pode dar a chance de deficientes auditivos ouvirem melhor e tetraplégicos escreverem.

Algumas dessas inovações deram forma a produtos, que mostrados na Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), que começou na quinta-feira (18) e termina no sábado (20), em São Paulo.

“Em vez de usar a tecnologia para ficar falando mal dos outros no Facebook, a gente faz a vida das pessoas melhor”, disse Daniel Bronzeri, da empresa Métodos Soluções Inteligentes, um dos 300 expositores do evento. “A tecnologia tem esse poder", afirma.

Computador desenvolvido para pessoas com deficiências motoras executa tarefas ao rastrear o olhar dos usuários (Foto: Divulgação)

Computador desenvolvido para pessoas com deficiências motoras executa tarefas ao rastrear o olhar dos usuários (Foto: Divulgação)

Audiação via bluetooth
A companhia vai apresentar em primeira mão a campainha para surdos. Chamado de Vibra Bell, o aparelho acopla uma câmera instalada ao botão da campainha, funciona em conjunto com um aplicativo e é conectado à internet. Toda a estrutura foi desenvolvida sobre o sistema operacional Android, do
Google.

Quando tocado, o dispositivo dispara uma foto, que é enviada para o app do serviço instalado no smartphone do surdo. Com isso, diz Bronzeri, é possível saber não só que há alguém na porta, mas também identificar o indivíduo. Segundo ele, a empresa trabalha em uma nova função que abrirá a porta à distância. “O aplicativo tem maiores possibilidades, como para pessoas que têm mobilidade reduzida.”

Deficientes auditivos também são o foco da Oto-Sonic. A empresa é distribuidora da fabricante de aparelhos auditivos Bonafon, criadora de um dispositivo que daria inveja aos fãs dos fones mais modernos. É um aparelho auditivo que se conecta por bluetooth a aparelhos eletrônicos, como TVs, telefones fixo e móvel, tablets, computadores e GPS.

Aparelho da Linha Braille Brailliant traduz os caracteres de telas de computador, celula e tablets para o Braille. (Foto: Divulgação)Aparelho da Linha Braille Brailliant traduz os
caracteres de telas de computador, celula e tablets
para o Braille. (Foto: Divulgação)

Mesmo usando aparelhos, os deficientes auditivos possuem dificuldade para ouvir os sons emitidos pela televisão, computadores e GPS, conta Elizabetta Radini, fonoaudióloga responsável pelo Departamento de Audição da Oto-Sonic. “O som vai se propagando no ar e perdendo energia. Dependendo do tamanho da sala, o som chega baixo ou distorcido”, explica.

Já a complicação com celulares e telefones decorre porque o captador de áudio do aparelho auditivo fica em cima da orelha. “Não dá para ouvir e falar ao mesmo tempo.”

O aparelho funciona assim: um adaptador é ligado aos eletroeletrônicos que não possuem canal direto de bluetooth para conectá-los ao aparelho auditivo –celulares e tablets não precisam de intermediação. Por meio do bluetooth, o som vai direto ao ouvido. Para controlar o som e atender ligações, o usuário carrega uma espécie de controle, que também serve como microfone.

O aparelho começou a ser importado para o Brasil no ano passado e já é utilizado, conta Randini. “Temos um paciente que não atendia ligações. Hoje, ele brinca que é o telefonista da casa.” Outra paciente, uma médica, costumava assistir cirurgias no iPad, mas sem áudio. Agora, ela já pode ouvir os comentários dos cirurgiões durante o procedimento.

Homem utiliza aparelho auditivo com conexão via bluetooth a eletrônicos como TV e celular (Foto: Divulgação)

Outras tecnologias
A feira também apresenta produtos tecnológicos para tetraplégicos. A Civiam leva computadores e tablets para deficientes motores, que permitem digitar com os olhos. O sistema de rastreamento ocular identifica para qual tecla o usuário está olhando e a escreve na tela.

Deficientes visuais não foram esquecidos. Há aparelhos portáteis que leem textos por eles para depois lhes narrar o conteúdo e dispositivos traduzem os caracteres exibidos em telas de computador, celula e tablets para o Braille.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/04/em-feira-tetraplegico-escreve-com-os-olhos-e-deficiente-ouve-bluetooth.html

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cientistas buscam novo modelo para doenças mentais

31/03/2013 | 16h42min

A mesma revolução que vem acontecendo na oncologia, apoiada na genômica e no conhecimento da biologia do câncer, precisa acontecer agora na psiquiatria. O diagnóstico e o tratamento de doenças mentais - como bipolaridade, depressão maior, déficit de atenção (TDAH) e esquizofrenia - precisam se tornar mais personalizados, adaptados às características genéticas, biológicas e comportamentais de cada paciente.

É o que afirma o médico Bruce Cuthbert, do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH), e outros pesquisadores que participaram do Y-Mind, um encontro de especialistas sobre o tema realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na semana passada. Eles defendem mudanças significativas na maneira de se lidar com as doenças psiquiátricas, tanto no âmbito da ciência quanto da medicina.

A principal limitação atual, segundo Cuthbert, é que os sistemas de diagnóstico são baseados na observação de sintomas, que só se manifestam quando a pessoa já está doente e que fornecem informações limitadas - e frequentemente confusas - sobre o que está acontecendo no cérebro do paciente. Ou seja, sobre as causas do problema.

"Se quisermos falar em prevenção, se quisermos falar em cura, precisamos entender muito melhor os mecanismos da doença, para que possamos tratar a patologia em si, e não apenas os seus sintomas", diz o cientista americano, que dirige a Divisão de Pesquisa Translacional e Desenvolvimento de Terapias para Adultos do NIMH.

Em primeiro lugar, segundo os pesquisadores, é preciso rever a maneira como as doenças psiquiátricas são classificadas. A ideia seria passar de um modelo compartimentado, mais parecido com um gaveteiro, em que cada transtorno é descrito separadamente do outro, para um modelo mais parecido com o de uma árvore evolutiva (ou até de uma floresta), cheia de ramificações, em que cada galho representa uma combinação individual de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

Hoje, pelo modelo compartimentado, pacientes com sintomas parecidos são diagnosticados como tendo a mesma doença - esquizofrenia, por exemplo - o que não é necessariamente verdade. Assim como duas mulheres com câncer de mama podem ter doenças bastante diferentes, envolvendo tipos de células, genes e mutações distintas, duas pessoas com sintomas semelhantes de esquizofrenia podem sofrer de transtornos diferentes, envolvendo células, moléculas, genes e circuitos neuronais distintos, que exigem tratamentos igualmente diferenciados. Por isso é comum uma droga funcionar para um paciente, porém ser inócua para outro.

Da mesma forma, é possível que dois casos classificados como transtornos distintos tenham raízes genéticas comuns, envolvendo um mesmo circuito neuronal, permitindo que eles sejam tratados de forma semelhante. Há uma grande área cinzenta entre a bipolaridade e a esquizofrenia, por exemplo - razão pela qual há gêmeos idênticos que manifestam transtornos diferentes, apesar de terem o mesmo genoma.

Paradigmas. Um grande estudo publicado há cerca de um mês na revista médica Lancet revelou que há várias semelhanças genéticas entre cinco doenças mentais de grande prevalência na população: autismo, déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), bipolaridade, depressão maior e esquizofrenia.

"Essas doenças não existem isoladamente como pensamos nelas atualmente. O que existem são modelos teóricos que foram desenvolvidos para organizar as pesquisas", diz o pesquisador Jair Mari, coordenador do Programa de Pós-graduação do Departamento de Psiquiatria da Unifesp. "Esse modelo foi importante para chegar onde estamos hoje, mas ele já se esgotou. Precisamos de um novo paradigma."

Para Cuthbert, falar que alguém tem esquizofrenia hoje é o mesmo que dizer que alguém tinha câncer 30 anos atrás: "Não nos diz nada sobre as características da doença ou como ela deve ser tratada".

O ideal seria que os diagnósticos, como já ocorre na oncologia, fossem baseados em uma descrição dos fatores genéticos, biológicos e químicos que estão alterados no cérebro de cada paciente - e que o tratamento fosse definido com base nessas características individuais. "Não precisamos encaixar o paciente numa doença específica; precisamos caracterizar a doença do paciente", afirma Mari.

Nessa "psiquiatria personalizada" do futuro, a entrevista com o psiquiatra seria apenas parte de um processo de análise clínica, envolvendo uma série de testes de referência, desde exames de sangue (para medir o nível de certas proteínas) até exames de DNA (para identificar perfis genéticos), ressonâncias magnéticas e testes cognitivos.

"Os sintomas devem ser o ponto de partida para o diagnóstico, não o seu fator determinante", afirma Cuthbert.

Para colocar esse novo paradigma em prática, serão necessários ainda muitos anos de pesquisa sobre a genética e a neurobiologia das doenças mentais, e sobre como esses fatores biológicos interagem com fatores ambientais e comportamentais do paciente (como uso de drogas, estresse ou exposição a eventos traumáticos).

"Estamos falando do início de um grande experimento. Os resultados vão levar anos para aparecer, mas não podemos perder tempo; precisamos começar agora", pondera Cuthbert, que coordena desde 2009 um programa do NIMH chamado RDoC, com o objetivo de financiar pesquisas voltadas para esse tema.

Estadão

Cerca de 90% dos brasileiros com autismo não recebem diagnóstico

Julliane Silveira
Do UOL, em São Paulo

02/04/201307h05 > Atualizada 02/04/201313h59

A terapia com animais pode ser útil para autistas, pois estimula a criação de vínculo

A terapia com animais pode ser útil para autistas, pois estimula a criação de vínculo

"Fique tranquila, cada criança tem um padrão de desenvolvimento." Essa é a resposta ouvida por quase todos os pais de autistas na primeira vez em que questionam o médico sobre os diferentes comportamentos de seus filhos. Obter o diagnóstico de autismo no Brasil é difícil e demorado, porque muitas famílias e especialistas não conhecem os sintomas ou menosprezam os sinais.

1 em cada 50

Crianças sofre de autismo, segundo dados divulgados há menos de um mês pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA

"Estima-se que 90% dos brasileiros com autismo não tenham sido diagnosticados. Falta informação: nunca foi feita campanha de conscientização no país", diz o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do HC de São Paulo.

Enquanto nos Estados Unidos pediatras são treinados para identificar os transtornos do espectro autista até os três anos, no Brasil, o diagnóstico é feito, em média, entre os cinco e os sete anos de idade. E não porque se trata de um distúrbio raro: dados divulgados há menos de um mês pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA mostram que uma em cada 50 crianças tem o transtorno. Não há estatística oficial entre os brasileiros, mas especialistas acreditam que a proporção seja semelhante à encontrada em outras partes do mundo.

As famílias que procuram a AMA (Associação do Amigo do Autista) – uma das principais entidades do país - relatam com frequência que foi difícil obter o diagnóstico. "Os pais sofrem, porque o autismo está sendo mais conhecido só agora. Ainda há grande dificuldade de encontrar um profissional que conheça a síndrome. Percebemos que há insegurança do próprio médico", relata Carolina Ramos, coordenadora pedagógica de algumas unidades da associação.

2 de Abril: Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo14 fotos

Monumento é iluminado de azul em Nova Délhi, na Índia, para marcar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo AP/Altaf Qadri

A esteticista Michella Franca, 35, foi chamada de louca e preconceituosa por um psiquiatra infantil por suspeitar que seu filho era autista, já que ele manifestava atraso motor desde os primeiros meses de vida. Consultaram vários neurologistas em vão.  "Diziam que ele era mais atrasado por ter nascido prematuro. Mas, à medida que crescia, percebíamos que ele não atendia ao nome, não dava tchau, beijo, nem mesmo os bracinhos quando queria colo", conta. Só receberam o diagnóstico em um centro de apoio a autistas, depois de dois anos. "Eu e meu marido estudamos por conta própria e tínhamos certeza de que ele se encaixava nos transtornos do espectro autista", diz.

Sintomas

De fato, esses são os principais sintomas da síndrome em crianças com menos de três anos de idade.  Observa-se, ainda, um atraso na aquisição da linguagem ou uma grande dificuldade de se comunicar com palavras e por contato visual. Bebês com autismo, por exemplo, podem não olhar nos olhos da mãe quando são amamentados.   Espera-se que o bebê de um ano e meio consiga construir frases simples e pequenas – a maioria dos autistas não faz isso.

FILMES QUE ABORDAM O AUTISMO

A Mother"s Courage: Talking Back to Autism (Sólskinsdrengurinn) – 2009
Narrado por Kate Winslet, mostra a busca de uma mulher para desbloquear a mente de seu filho autista

Temple Grandin – 2010
Baseado no livro "Uma menina estranha", da própria Temple, uma mulher com autismo que acabou se tornando uma das maiores especialistas do mundo em manejo de gado e planejamento de currais e matadouros

Adam – 2009
Adam é um rapaz com Síndrome de Asperger apaixonado por astronomia, que passa a morar sozinho após a morte do pai

Loucos de Amor (Mozart and the Whale) – 2005
Donald Morton (Josh Hartnett) e Isabelle Sorenson (Radha Mitchell) sofrem da síndrome de Asperger

Mary e Max: Uma Amizade Diferente (Mary and Max) – 2009
Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle, uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz, um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York

Rain Man – 1988
O insensível Charlie Babbitt espera receber uma grande herança após a morte de seu pai, a quem ele não vê a anos. Mas Raymond (Dustin Hoffman), seu irmão mais velho, internado em uma instituição médica, alguém cuja existência Charlie ignorava até então, é quem recebe toda a fortuna

Muito Além do Jardim (Being There) – 1979
Chance (Peter Sellers), um homem ingênuo, passa toda a sua vida cuidando de um jardim e vendo televisão, seu único contato com o mundo. Ele nunca entrou em um carro, não sabe ler ou escrever, não tem carteira de identidade, resumindo: não existe oficialmente

"Num primeiro momento, a família acha que a criança é surda. Os pediatras pedem audiometria e outros exames", afirma Vadasz. Nessa fase, a criança também pode apresentar movimentos pendulares característicos: pessoa balança as mãos ou o tronco para frente e para trás.

Em crianças um pouco maiores, os sinais vão ficando mais evidentes: quadros mais graves levam a impulsividade, irritabilidade, intolerância à frustração, autoagressão. Elas também podem manifestar uma hiper-habilidade isolada, como ler precocemente, fazer cálculos em alta velocidade, decorar dados específicos. "Isso pode despistar o diagnóstico, porque os pais passam a achar que o filho é um gênio", pondera o psiquiatra Estevão Vadasz.

Esses sinais são cruciais para o diagnóstico do médico. Como complemento, alguns exames podem ser feitos para excluir a suspeita por outras doenças que causam sintomas parecidos. Se o médico da criança não parecer bem esclarecido e a família acreditar que há algo errado, o mais indicado é procurar grupos de apoio a crianças autistas para o diagnóstico e tratamento corretos.

Tratamento

Quanto antes os pais identificarem as características e buscarem ajuda, melhor. O tratamento precoce, iniciado antes dos três anos de idade, traz resultados mais expressivos no desenvolvimento da criança com autismo.

O transtorno se manifesta de diversas maneiras em cada criança e, por isso, a indicação de terapias pode variar. Em comum a todos os autistas está o fato de que alterações no crescimento, arquitetura, reações químicas e conexões dos neurônios em todas as áreas do cérebro levam à dificuldade de condução, transmissão e processamento de informações. Isso não tem cura, mas pode ser amenizado com métodos que envolvem as áreas de comunicação, comportamento e pedagogia.

A ABA (análise do comportamento aplicada, na sigla em inglês) é a terapia mais usada para ajudar a pessoa com autismo a driblar a dificuldade de se comunicar e a reduzir comportamentos indesejáveis. O método é baseado em ação e recompensa: a criança faz e ganha um mimo, que pode ser um brinquedo, o desenho na TV ou outro item que lhe interesse. "Algumas pessoas criticam a técnica, dizendo que se parece treino com animais. Mas o trabalho vai evoluindo, a criança aprende a fazer sem receber algo em troca, a esperar", explica Carolina Ramos, pedagoga da AMA.

Para trazer bons resultados, a terapia precisa ser aplicada todos os dias, por ao menos quatro horas. Como nem todas as famílias podem bancar o tratamento ou não têm acesso a centros especializados gratuitos, é comum (e indicado) que os pais aprendam as técnicas em cursos ministrados por associações de apoio e ONGs. "Dessa forma, é possível aplicar em casa e ajudar na estimulação", diz Vadasz.

Outro método bastante usado é o PEC (sistema de comunicação por figuras, na sigla em inglês). Como boa parte dos autistas tem muita dificuldade em se comunicar por palavras, imagens e frases são usadas por familiares e profissionais para entender e ensinar os pacientes a expressar vontades e sentimentos. Esse sistema serve de inspiração para diversos aplicativos usados em tablets, que vem servindo com ferramenta de comunicação para os autistas.

Fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta também auxiliam no processo de aquisição de linguagem e desenvolvimento motor. Cabe ao médico que acompanha a criança indicar outros tratamentos de acordo com as necessidades de cada uma.

O uso da pet-terapia também tem trazido bons resultados. O contato com cães de companhia treinados estimula a produção de ocitocina, hormônio responsável pela criação de vínculos. "Percebemos uma melhora na interação e socialização das crianças", diz Vadasz. Mas vale ressaltar que o cão precisa passar por treinamento antes de entrar em contato com a criança, para evitar ataques inesperados do animal.

Remédios são usados para tratar outros problemas que podem se manifestar e atrapalhar as atividades e o desenvolvimento da criança, como falta de concentração, insônia e hiperatividade.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/04/02/estima-se-que-90-dos-brasileiros-com-autismo-nao-tenham-sido-diagnosticados.htm

Aplicativo oferece gratuitamente um dicionário de português para libras.

 

Nesta primeira fase, a tecnologia está disponível somente para android.

Prodeaf Móvel foi um projeto desenvolvido por um grupo de ex-alunos da Universidade Federal de Pernambuco patrocinado pelo Grupo Bradesco Seguros.

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.Proativa.ProDeafMovel

aplic

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Marcelo Serrado estreia peça Rain Man em São Paulo e revela o impacto do autismo em sua vida

Se tem uma coisa que o ator Marcelo Serrado não tem é medo do risco. Deixou a Globo depois de 15 anos para fazer uma série na TV fechada e, logo depois, fechou contrato com a Record. Em 2011, voltou para a emissora carioca em grande estilo para viver o impagável personagem gay Crô, na novela Fina Estampa. Poucos atores com perfil de galã como ele topariam o papel. Por isso não chega a ser surpresa Serrado se jogar no mar revolto mais uma vez, desta vez no teatro. A partir de 05 de abril, ele viverá um autista no palco do Teatro Vivo, em São Paulo. E não é qualquer autista. O ator interpreta Raymond, em Rain Man, personagem que no cinema deu o Oscar a Dustin Hoffmanem 1988.

418600-802x495José Wilker dirige adaptação do filme para o teatro, que tem ainda Fernanda Paes Leme, Rafael Infante, Roberto Lobo, Jaime Leibovitch e Sara Freitas no elenco.

No Dia Mundial de Conscientização do Autismo - transtorno do desenvolvimento que afeta um em cada 50 seres humanos -, comemorado nesta terça-feira (02), Virgula Famosos conversou com Marcelo sobre o papel na peça e como o autismo impactou sua vida desde a infância.

Virgula Famosos - Como você recebeu o convite para o papel de Raymond?

Marcelo Serrado - O contato foi do produtor Sandro Chain. Quando me disse que seria esse papel, topei na hora. Adiei alguns projetos para poder fazer. Tenho uma ligação muito forte com esse tema.

Seu irmão mais velho é autista, você já falou dele em programas de TV recentemente. Isso influenciou?

Meu irmão tem um quadro de deficiência mais complexo do que o Raymond. Teve problemas no parto inclusive. Ele foi embora quando eu tinha 5 anos. Foi para uma clínica onde havia outros autistas. Eu visitava ele e então convivi com autismo durante muitos anos. É um assunto que me toca.

Você se inspirou no seu irmão de alguma forma para o papel?

Na verdade não. Eu e o preparador de elenco Sergio Penna visitamos várias entidades que tratam de autistas. Na Apae (Associação de Pais Amigos de Excepcionais), encontrei um cara que me inspirou muito. O que me interessava era saber o que o autista sente. Como ele se sente no mundo.

O que ele te contou?

Que balança o corpo, por exemplo, quando está nervoso, para se acalmar. Contou que não vai ao supermercado porque ouve todos os barulhos e é insuportável. Consegue ouvir o cara cortando a carne, uma mulher comendo biscoitos, todo mundo falando ao mesmo tempo. No dia em que estava falando com ele, tinha um ventilador de teto ligado e ele pediu para desligar. Disse que para ele aquilo para ele soava como uma hélice de avião. Me contou também o quanto um abraço era difícil para ele.

Você ficou inseguro de interpretar um papel que foi tão marcante com a atuação de Dustin Hoffman?

Eu não quis rever o filme, que tinha visto nos anos 80. Vi apenas algumas interpretações no Youtubede outros atores que estão vivendo o papel no teatro em outras partes do mundo (Rain Man está em cartaz em vários países). E vi que cada um tem a sua (maneira de interpretar). Eu usei o olhar de um menino que conheci, por exemplo.

Como a situação do seu irmão afetou você?

Eu era muito pequeno, não entendia aquilo direito. Mais tarde fui recuperar minha história com ele. Faço tudo o que posso para ajudar a divulgar o assunto, vou a programas, participo de campanhas.

Fonte: http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/famosos/2013/04/02/322815-marcelo-serrado-estreia-peca-rain-man-em-sao-paulo-e-revela-o-impacto-do-autismo-em-sua-vida#44

terça-feira, 2 de abril de 2013

Governo lança nesta 3ª política de atendimento a autista

370px-Autismo-fita3No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o Ministério da Saúde lança nesta terça-feira a primeira política de saúde pública voltada especificamente para esse grupo, com diretrizes especiais. Estima-se que 1% da população tenha algum grau de autismo.

Segundo o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, o documento com as diretrizes demorou quase dois anos para ser elaborado. O objetivo do ministério é capacitar profissionais de saúde - especialmente os da rede básica - para focar no diagnóstico precoce e na reabilitação desses pacientes.

O documento inclui uma lista com vários indicadores de desenvolvimento para serem observados em crianças de até 3 anos: interação social, linguagem, brincadeiras e alimentação. O material mostra como ocorre o desenvolvimento esperado e apresenta os sinais de alerta. Por exemplo: após os 3 meses de idade, a criança já identifica a fala de seu cuidador, mostrando reações corporais e atenção. Já a criança com transtorno do espectro autista pode ignorar ou apresentar pouca resposta aos sons de fala, o que é um sinal.

“Esse documento será distribuído para todas as unidades de saúde do País para que os profissionais aprendam a identificar os sinais de alerta. Um próximo passo será ‘traduzir’ essas orientações de forma mais didática para as famílias”, diz.

Segundo Magalhães, os pacientes mais graves serão tratados em Centros Especializados de Reabilitação (CER). Hoje existem 22 CER em construção, 23 em habilitação e 11 convênios de qualificação para que entidades que passarão a receber repasse do ministério para esse atendimento. Ao todo, serão investidos R$ 41,2 milhões ao ano para o custeio.

Marisa Fúrio Silva, presidente da Associação Brasileira de Autismo (Abra), diz que as entidades de pais de autistas esperaram por anos essa diretriz. “Até então, não havia uma política específica de atendimento no SUS para essas pessoas. Elas eram atendidas por ONGs ou serviços de saúde mental. Esse reconhecimento era nossa grande luta.”

Segundo Marisa, o diagnóstico precoce é fundamental para que essas crianças sejam incluídas no meio social com mais facilidade. “Um dos principais problemas dos autistas é a dificuldade de comunicação. E o tratamento era muito caro. Agora, com o governo reconhecendo, o SUS deve liberar verbas para isso.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/governo-lan%C3%A7a-nesta-3-pol%C3%ADtica-atendimento-autista-113000565.html

terça-feira, 19 de março de 2013

Dia da Pessoa com Deficiência discute mobilidade urbana, saúde e educação

terça, 19 de março de 2013 • 10:05

O Dia Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência será marcado por discussões, debates e reflexões em ato público que será realizado no dia 22 de março, às 8h, na Praça Rio Branco. A mobilização, que pretende levar mil pessoas à praça, é uma iniciativa do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE), que conta com o apoio da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e Assistência Social e o Instituto Comradio do Brasil. A proposta do encontro é reunir representantes de 13 entidades envolvidas e comprometidas com as lutas e conquistas de pessoas com deficiência para fomentar ações efetivas de políticas públicas como mobilidade urbana, saúde e educação.

“O Piauí é o terceiro estado brasileiro com maior proporção de população de pessoas com deficiência”, ressalta o presidente do CONADE, Antenilton Marques. “Ao todo, 17,63% dos piauienses possuem algum tipo de deficiência. Este ranking nos alerta a uma mobilidade intensa que nos leve a conquistar nossos direitos e que sejam reconhecidos e respeitados pela sociedade em geral”.

O Instituto Comrádio do Brasil parceiro do evento fará intervenções durante toda a programação que encerra às 11h30. Os 16 alunos com deficiência visual que concluíram o curso em rádio e internet dentro do Um Olhar Para a Cidadania, projeto apoiado pelo Oi Futuro através do programa Oi Novos Brasis serão os comunicadores que produzirão podcasts e spots a partir de entrevistas com representantes das entidades e demais autoridades presentes.

Todo material coletado que terá o cunho de disseminar mensagens de defesa da cidadania dos cegos vai ser publicado na internet e na rádio Pioneira AM. O trabalho de divulgação também vai se estender por toda programação do encontro, que contará com a apresentação do Coral Nova Visão, manifestações públicas e apresentações artísticas.

Fonte: ASCOM

Encontro debate implantação de serviços para pessoas com deficiência

Instituições e setores que atuam na atendimento e na defesa de direitos das pessoas com deficiência pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas) conheceram nesta terça-feira, dia 19, os serviços sociosassistenciais, Centro-Dia de Referência e Residência Inclusiva, do Plano Viver Sem Limites do governo federal. O encontro foi realizado pela Prefeitura de Maceió - através da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) - em parceria com parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

A ação, realizada nesta terça-feira (19) e coordenada pela Semas, visa é discutir com as instituições e apresentar as características para uma possível realização de convênio para que os serviços sejam disponibilizados na capital alagoana.

Os serviços são voltados para o atendimento às pessoas com deficiência em situação de dependência, incluídos no eixo do “Plano Viver Sem Limites” – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Instituído por meio do Decreto da Presidência da República nº 7.612, de 17/11/2011, o plano tem como finalidade promover, por meio da integração e articulação de políticas, programas e ações, nos três níveis de governo, o exercício pleno e equitativo dos direitos das Pessoas com Deficiência.

No encontro, representantes do MDS conduziram a apresentação sobre o Plano Viver Sem Limites e os serviços Centro Dia e Residência Inclusiva. Elias Vieira, coordenador geral do Plano Viver sem Limites, junto com o consultor que presta acompanhamento desses serviços nos estados de Alagoas, Pernambuco e Sergipe, Anderson Dias, explicou detalhes dessa iniciativa voltada a acessibilidade e a efetivação de ações integradas nas áreas de educação, saúde e assistência, visando assegurar autonomia e inclusão social a pessoa com deficiência.

De acordo com Deusina Lopes, técnica do MDS, a previsão é que no segundo semestre deste ano, Centro-Dia de Referência e Residência Inclusiva sejam implantados em Maceió. O Centro-Dia promove o acesso da pessoa com deficiência a tratamento terapêutico, com o acompanhamento de fisioterapeutas, psicólogos, dentre profissionais. Já o Residência Viva é uma proteção em regime de acolhimento, para deficientes sem vínculos familiares.

Estiveram presentes no encontro a secretária de assistência social, Juliana Vergetti, a diretora de proteção especial, Vânia Barros, além de representantes dos Centros de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), das diversas instituições que atendem pessoas com deficiência, do Governo do Estado, Conselhos Municipal e Estadual da Pessoa com Deficiência.

Fonte: http://primeiraedicao.com.br/noticia/2013/03/19/encontro-debate-implantacao-de-servicos-para-pessoas-com-deficiencia

sábado, 20 de outubro de 2012

As ‘invisibilidades’ das pessoas com deficiência

A “invisibilidade” na área da Deficiência já se tornou uma velha conhecida. As pessoas com deficiência a sentem na pele, nas mais diversas situações; os que estão perto delas ou trabalham na área têm muitas histórias dela para contar.

Autor: Marta Gil

Para Harry Potter e seus amigos, a invisibilidade trazia vantagens e, portanto, era desejável. Com a capa mágica, podiam se aventurar, descobrir segredos e identificar vilões. A capa os protegia, dava acesso a informações preciosas ou mesmo favorecia escapadelas. Não é esse o caso das pessoas com deficiência.

Porém, já que repetimos tantas vezes essa afirmação e até comprovamos sua ocorrência, vale a pena refletir sobre isso. Mas, por que usar o plural? Porque acho que há dois tipos de invisibilidade. A nossa velha conhecida é aquela que ignora as características das pessoas com deficiência, camuflando-as com frases como “Para mim, todos são iguais”; “O que me interessa são pessoas”; “Trato todos do mesmo jeito” ou variações parecidas.

Essas frases, que aparentemente traduzem sentimentos louváveis, podem esconder um perigo, embora as intenções de quem fala sejam as melhores e as mais nobres possíveis. Perigo? Como assim? Ele reside na não consideração de características que fazem parte da natureza da pessoa com deficiência.

Se os traços diferenciais são “pasteurizados” em nome desta igualdade que não respeita a diversidade – ao contrário, passa um trator sobre ela -, então essas características ficam, sim, “invisíveis”. Resultado: escolas - e demais espaços sociais - não têm materiais em braile, em português simplificado ou com audiodescrição; surdos não têm intérpretes de Libras; rampas, elevadores, softwares, pisos podotáteis nem são contemplados em orçamentos etc. etc.

Como alerta Reinaldo Bulgarelli: As pessoas não são “alminhas vagando por aí”; têm corpos, características, desejos e necessidades, que formam sua identidade. Quando esta não é sequer considerada em nome de uma suposta “igualdade”, elas se tornam “invisíveis”, porque algumas de suas características são solenemente ignoradas.

Aí, a presença nos espaços sociais se torna difícil ou até mesmo inviável, para muitas. Isso explica por que nem sempre são vistas por nós. Esse tipo de invisibilidade deve ser combatido, sempre. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que o Brasil ratificou com equivalência constitucional, é o instrumento mais potente que dispomos para garantir a visibilidade. A Convenção traz um novo olhar, tendo como base os Direitos Humanos. Um de seus pilares é a Acessibilidade, em todos os significados do termo.

A ausência de acessibilidade configura discriminação – e discriminar é crime. Simples assim. Ana Paula Crosara, que tinha uma deficiência física, costumava dizer que esperava o dia em que entrar e sair de um carro fosse algo corriqueiro, deixando de ser “um espetáculo”, que atraía olhares curiosos.

Esse outro tipo de “invisibilidade” é desejável, pois vem da naturalidade: indica que as condições para que as pessoas com deficiência possam participar da sociedade estão asseguradas. Assim, elas podem “aparecer” e todos podemos conviver com tranquilidade, segurança e respeito. A “invisibilidade desejável” beneficia a todos, porque considera a diversidade funcional de cada um.

Ela cria um círculo virtuoso: ao olhar de frente o diferente, a sociedade inventa alternativas e busca soluções; à medida que a acessibilidade aumenta, mais pessoas entram na roda e a diferença passa a ser percebida e celebrada como parte da riqueza da Vida. Para termos direitos iguais, nossas diferenças precisam ser vistas, reconhecidas e aceitas.

Marta Gil é socióloga, colaboradora do SENAI-SP e do portal Planeta Educação.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Juíz manda município empossar deficiente

T.N. de M. é deficiente visual e foi aprovada em concurso público para exercer o cargo de professora de educação infantil

O juiz titular da 5ª vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos de Campo Grande, Fernando Paes de Campos, julgou parcialmente procedente a ação declaratória que T.N. de M. move contra o Município de Campo Grande.

T.N. de M. é deficiente visual e foi aprovada em concurso público para exercer o cargo de professora de educação infantil em Campo Grande. Quando foi convocada para se submeter à equipe multiprofissional, passou por uma avaliação de capacidade física para o cargo, a qual foi considerada inapta.

A professora alega que, em recurso administrativo, a decisão foi revista, sendo nomeada para o cargo de professora. Com isso, ela foi notificada para comparecer à Escola de Governo do Município para receber as orientações sobre o processo de nomeação e posse, mas foi novamente avaliada por uma junta médica e declarada inapta para o cargo. Assim, T.N. de M. teve novamente seu decreto de nomeação anulado.

Diante destes fatos, a autora pediu a anulação do parecer que a considera inapta para o exercício de sua função e, como consequência, solicitou a determinação de sua posse para o cargo que prestou concurso e foi nomeada. Por fim, pleiteou a compensação financeira por danos morais.

O juiz determinou que o município dê à autora a posse no cargo para o qual foi aprovada em concurso e nomeada por decreto, mas indeferiu o pedido de indenização por danos morais.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Deficiente visual de 73 anos participa da 1ª Meia Maratona de Pernambuco

Aconteceu hoje, entre as cidades de Recife e Olinda, a 1ª Meia Maratona de Pernambuco. A prova, que teve largada às 8h da manhã deste domingo de feriadão, no Centro de Convenções, foi realizada pela Secretaria de Esportes do Estado e fez parte do ranking da Confederação Brasileira de Atletismo - CBAt. Principal atração do Pernambuco Multi Esportes, evento que ocorreu nos últimos dias 12, 13 e 14, a meia maratona entrará para o calendário brasileiro de corrida de rua como uma das mais charmosas pela beleza do roteiro, que inclui a orla marítima e pontos turísticos de Olinda e Recife, como o Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda, e o Marco Zero, no Recife.

Apoiada pela Federação Pernambucana de Atletismo (FEPA), a 1ª Meia Maratona de Pernambuco teve valor total de premiação de R$ 67 mil.

Geovane Paparazze

Estela Marinho e sua irmã, Eurina Ferreira Lima, na 1ª Meia Maratona de Pernambuco

A última colocada dos 21km foi a carioca e moradora de Paulista, PE, Estela Marinho. Corredora há 6 anos, Estela, 73, é deficiente visual e corre acompanhada da sua irmã, Eurina Ferreira Lima.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vitiligo

Vitiligo é uma doença não-contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele. Sua etiologia ainda não é bem compreendida, embora o fator autoimune pareça ser importante. Contudo, estresse físico, emocional, e ansiedade são fatores comuns no desencadeamento ou agravamento da doença. Patologicamente, o vitiligo caracteriza-se pela redução no número ou função dos melanócitos, células localizadas na epiderme responsáveis pela produção do pigmento cutâneo — a melanina. A doença pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em duas faixas etárias: 10 a 15 anos e 20 a 40 anos.

Essa despigmentação ocorre geralmente em forma de manchas brancas (hipocromia) de diversos tamanhos e com destruição focal ou difusa. Pode ocorrer em qualquer segmento da pele, inclusive na retina (olhos). Os locais mais comuns são a face, mãos e genitais. Os pêlos localizados nas manchas de vitiligo se tornam esbranquiçados. O local atingido fica bastante sensível ao sol, podendo ocorrer sérias queimaduras caso exposto ao sol sem protetor, conferindo um risco para o desenvolvimento de câncer de pele.

 

Prognóstico

A princípio, o vitiligo é um distúrbio crônico. Existem vários tipos clínicos de vitiligo, cada qual com prognóstico próprio. Porém, dependendo do seu tipo clínico, pode haver regressão espontânea ou a partir de tratamento médico. O vitiligo pode permanecer focal indefinidamente ou se generalizar.

 

Tratamento

Existem inúmeras opções terapêuticas para o vitiligo, a saber: corticosteróides, trioxsaleno, imunomoduladores, helioterapia, PUVA e enxertos cirúrgicos. Esteróides têm sido usados para remover as manchas brancas, porém não são muito eficientes. Outro tratamento mais radical é tratar quimicamente para remover todo o pigmento da pessoa para que a pele fique mais uniforme.

As terapias psicológicas também têm mostrado bons resultados, uma vez que há uma ligação intrínseca entre estresse e a saúde da pele.

 

Comunidade de Apoio

O vitiligo, doença de prevalência significante, conta com uma incipiente rede social para compartilhamento de experiência entre pacientes e profissionais da saúde, chamada sympa - unitedpatients.ning.com

 

Casos famosos

 

Jackson dois anos depois que ele foi diagnosticado com vitiligo, aqui nas fases iniciais da doença.

Um dos casos da ocorrência de vitiligo entre artistas famosos foi o do cantor pop norte-americano Michael Jackson. Jackson revelou que possuía a doença no início da década de 1990. Foi aconselhado por médicos a usar tratamentos para tornar a cor de pele mais uniforme e acabar com as manchas, já que a doença estava bastante avançada e afectava o corpo todo — isso contrariou a teoria dos tabloides, que afirmavam que o cantor teria feito cirurgias plásticas para mudar a cor de pele voluntariamente.

O apresentador norte-americano Lee Thomas, da TV de uma afiliada local da Fox Broadcasting Compan, também tem a doença do vitiligo.

No Brasil, o apresentador de televisão e rapper Rappin' Hood, apresenta a doença manifestada em pequenas manchas ao redor dos olhos. O jornalista Chico Lang também apresenta as manchas espalhada pelo corpo.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Meu filho era autista - Autismo atinge mais de dois milhões de brasileiros

Matéria sobre autismo feita pela Rede Record de televisão. A matéria descreve como o autismo pode ser tratável e, com a atenção devida, atingir qualidade de vida para o autista e para seus familiares.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Doenças mentais podem ser tratadas pela união da neurociência e psicanálise

Carolina Cotta - Estado de Minas

Publicação: 03/10/2012 16:04 Atualização:

Desde o fim do século 19, duas perspectivas disputam o título de abordagem mais adequada para compreender e tratar doenças mentais. Uma delas é biológica: as explicações para as patologias psiquiátricas estariam no funcionamento do sistema nervoso central, e as intervenções psicofarmacológicas seriam o recurso para tratá-las. A outra perspectiva, inaugurada e até hoje fortemente influenciada pela psicanálise de Sigmund Freud, é mentalista: a experiência subjetiva e a psicoterapia seriam mais eficientes.


Essas duas visões raramente dialogaram, até que, na visão do psiquiatra Frederico Graeff, a neurociência proporcionou uma visão intermediária entre as duas e trouxe progressos para a compreensão e o tratamento de vários distúrbios. Entusiasta desse equilíbrio entre mente e cérebro, o professor titular da Universidade de São Paulo (USP) aposta no conceito da complementaridade para solucionar tal impasse, como deixou claro durante sua participação no 6º Simpósio Internacional de Neurociências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), realizado na semana passada em Belo Horizonte. Com o conceito, Graeff tenta resolver o desacordo entre as duas modalidades de conhecimento: a objetiva e a subjetiva, a neurociência e a psicanálise.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/10/03/internas_cienciaesaude,400222/doencas-mentais-podem-ser-tratadas-pela-uniao-da-neurociencia-e-psicanalise.shtml

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mulher com paralisia cerebral faz pós-graduação em neurociência

Cícera Bruna teve problemas no parto e nasceu com limitações. Hoje, com 28 anos, é formada em psicologia e já escreveu um livro

27-09-2012 13:47

Psicóloga Cícera Bruna conta sua história de superação Psicóloga Cícera Bruna conta sua história de superação (Foto Rafael Barbosa, do G1)

"Uma luta incansável". O título da autobiografia da natalense Cícera Bruna Silva de Sousa resume a história de superação de uma mulher de 28 anos e que hoje trabalha numa clínica de reabilitação para pessoas com limitações físicas. A personagem poderia ser apenas uma entre tantas que buscam sobrepor seus próprios obstáculos, não fosse o fato dela própria ser portadora de paralisia cerebral. E mais: Bruna é psicóloga. Sozinha, ainda fez intercâmbio na Inglaterra, onde aprendeu a falar inglês básico. E, atualmente, cursa pós-graduação em neurociência.

Bruna sofreu a paralisia cerebral durante o parto, em razão de um prolapso de cordão umbilical. Isso ocorre quando o cordão umbilical sai pela vagina antes de o bebê ser retirado, o que impede a passagem do sangue pelo cordão. A complicação pode provocar a morte fetal ou mesmo problemas de saúde que afetam o desenvolvimento da criança. Bruna sobreviveu, mas herdou dificuldades na fala e limitações motoras. Ela anda e se movimenta lentamente.

Mesmo com as limitações, Bruna concluiu psicologia em 2010, numa universidade particular de Natal. E não pensa em parar. Hoje, ela cursa pós-graduação em neurociência em outra faculdade da capital potiguar.

Com um sorriso largo e bastante disposição, a psicóloga diz que é feliz com o que já conseguiu fazer e com o que ainda está produzindo. "A felicidade quem busca somos nós. Eu sou feliz demais", disse ela.

Mulher com paralisia cerebral faz pós-graduação em neurociência

A psicóloga

De 15 em 15 dias ela se reúne com um grupo de pessoas entre 18 e 30 anos que fazem tratamento de problemas semelhantes aos dela. O objetivo é debater a vivência e as dificuldades dos portadores de necessidades especiais.

É na clínica, agora trabalhando, que a psicóloga se apropria de sua experiência com as limitações para inspirar as pessoas a superarem suas dificuldades. "A sua vida pode acrescentar à minha. E a minha, à sua", ressaltou.

Cícera Bruna toca os projetos na clínica, continua fazendo terapia e vibra com cada conquista. "O simples fato de conseguir tocar os dedos para mim é uma vitória", celebrou.

A escritora

A autobiografia 'Uma luta incansável' reúne as anotações que Bruna fez em seu diário ao longo da adolescência. No livro, ela relata histórias de seu cotidiano. Como escritora, também faz planos para o futuro. A jovem está escrevendo um romance que deve ser publicado no próximo ano. Para ela, "o importante é olhar o lado positivo da vida, independente do que você tem".

Fonte: http://www.meionorte.com/noticias/geral/mulher-com-paralisia-cerebral-faz-pos-graduacao-em-neurociencia-182780.html

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Alguns filmes que abordam o termo "Deficiência"

Filme

Deficiência

Ammy

Visual/Auditiva

Gaby – Uma história verdadeira

Paralisia Cerebral

Meu pé esquerdo

Paralisia Cerebral

Nascido em quatro de julho

Paraplegia

Filhos do Silêncio

Auditiva

Rain Man

Autismo

Meu Filho Meu Mundo

Autismo

Nicky and Gino

Mental

Amargo Progresso

Paraplegia

Além dos meus olhos

Visual

A Força de um Campeão

Física

Feliz Ano Velho

Tetraplegia

O Piano

Auditiva

O Óleo de Lorenzo

Física

Perfume de Mulher

Visual

Mr. Holland – Adorável Professor

Auditiva

Uma Janela para o Céu

Física

Oitavo Dia

Síndrome de Down

Forrest Gump – O Contador de História

Mental

Carne Trêmula

Física

Anne Sulivan

Auditiva/Visual

Gilbert Grape

Mental

Nell

Autismo

Desafio sem Limites

Paraplegia e Deficiência Visual

Simples como o Amor

Mental

À Primeira Vista

Visual

Mentes que brilham

Integração da criança superdotada

O Silêncio dos Inocentes

Auditiva

O Enigma de Kasper Hauser

Jovem "escondido" por 25 anos

A escola da desordem

Tipos de escolas

Sempre amigos

Síndrome de Down

O pescador de ilusões

A questão do outro

O Hotel de Um Milhão de Dólares

A questão do outro

Amor à primeira vista

Visual

Hellen Keller

Visual/auditiva

O homem elefante

Monstros

O outro

A questão do outro

The Black Stork

Eugenia

The Science of Life

Eugenia

Tomorrow's Children

Eugenia

Birth

Eugenia

Parentage

Eugenia

» À Primeira Vista
Uma arquiteta está de férias em um hotel e apaixona-se pelo massagista cego. Convence-o a submeter-se a uma operação para que ele volte a enxergar. O filme é baseado em fatos reais e mostra as dificuldades do voltar a enxergar.

» À Procura de Mr. Goodbar
Baseado na história real de uma professora de deficientes auditivos.

» Amargo Regresso
Um capitão das forças armadas americanas vai lutar no Vietnam e sua mulher decide servir como voluntária em um hospital para veteranos. Lá ela encontra um antigo colega da faculdade, agora um soldado paraplégico, e apaixona-se por ele.

» Asas da Liberdade
Um ex-combatente do Vietnam é internado depois de um surto psicótico. Durante o transe, ele recorda sua vida pobre e sonha ser um pássaro. Ganhou Prêmio Especial do Júri em Cannes.

» Blink - Num Piscar de Olhos
Mulher faz cirurgia para recuperar a visão, porém passa a enxergar tudo com um dia de atraso.

» Carne Trêmula
Uma briga de casal acaba em troca de tiros com a polícia, um dos policiais é baleado e fica paraplégico. O homem que atirou é preso e o ex-policial torna-se um jogador de basquete famoso. Ao sair da prisão, o jovem quer vingança e aproxima-se da mulher do ex-policial.

» Cegos, Surdos e Loucos
Dois amigos, um cego e o outro surdo, são as únicas testemunhas de um assassinato. Enquanto a polícia acha que eles são os culpados, os verdadeiros assassinos os perseguem.

» Dançando no Escuro
Uma imigrante tcheca leva uma vida dura trabalhando em uma usina nos EUA. Descobre que está perdendo a visão dia após dia e tenta esconder isso de todos, principalmente de seu filho, geneticamente condenado a também desenvolver a doença. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes como melhor filme e melhor atriz.

» Dr. Fantástico
Um ataque nuclear acidental gera uma confusão entre EUA e União Soviética. O conselheiro do presidente americano, que dá nome ao filme, é paraplégico.

» E aí meu Irmão, cadê você?
Fugitivos da prisão estão acorrentados um ao outro. Na fuga encontram um profeta cego e um vendedor de bíblias com um só olho.

» Feliz Ano Velho
Adaptação do best-seller autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, conta a história de um universitário que fica tetraplégico após um mergulho. Vencedor de sete prêmios no Festival de Gramado, incluindo melhor roteiro.

» Filhos do Silêncio
Professor leciona linguagem dos sinais para deficientes auditivos. Apaixona-se por uma surda-muda que tem dificuldades para relacionar-se com os outros. Oscar e Globo de Ouro de melhor atriz e Urso de Prata no Festival de Berlim para direção.

» Forrest Gump - O Contador de Histórias
Quarenta anos da História dos EUA vistos pelos olhos de um rapaz com QI abaixo da média. Há também um amputado das pernas. Oscar de melhor filme, ator, diretor, roteiro, montagem e efeitos especiais.

» Gaby - Uma História Verdadeira
A história de Gaby Brimmer que, sem andar, falar nem mexer as mãos, escreveu um livro com o pé e uma maquina de escrever elétrica.

» Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador
Gilbert sustenta a família desde a morte do pai. Sua mãe é obesa e seu irmão deficiente mental. A chegada de uma jovem muda sua vida.

» Janela da Alma
Dezenove pessoas portadoras de deficiências visuais contam como se vêem, como vêem os outros e como se relacionam com o mundo.

» Johnny vai à Guerra
Um jovem retorna da primeira guerra mundial sem os braços, pernas e um pedaço do rosto.

» King Gimp
Vencedor do Oscar, esse documentário retrata a vida de um portador de paralisia cerebral.

» Lágrimas do Silêncio
Atriz surda-muda deixa a filha com seus pais enquanto recupera-se da morte do marido. Sua mãe apega-se à neta e pede sua guarda na justiça.

» Lua de Mel
Casal de ingleses embarca em um cruzeiro onde conhecem um casal formado por uma linda mulher e um cadeirante. Este, sádico, conta aos ingleses a trajetória de seu romance, da paixão ao desencanto.

» Luzes da Cidade
Carlitos apaixona-se por uma florista cega e se envolve nas maiores trapalhadas buscando dinheiro para recuperar a visão da moça.

» Meu Pé Esquerdo
A história real do escritor irlandês Christy Brown, portador de paralisia cerebral, que aprende a pintar e escrever com seu pé esquerdo. Oscar de melhor ator e atriz coadjuvante.

» Mr. Holland - Adorável Professor
Um homem que quer compor uma sinfonia trabalha como professor para sustentar a família. Ao descobrir que seu filho nascera surdo, sofre e decide organizar um concerto para deficientes auditivos.

» Nascido em 04 de Julho
Soldado americano é ferido no Vietnam e fica paraplégico. Torna-se um ativista político contrário à posição americana na guerra e é visto como um traidor. Baseado em história real e vencedor do Oscar de Direção e Montagem.

» Nell
Nell foi criada sem nenhum contato com o mundo. É descoberta por um médico e uma psicóloga que tentam descobrir como foi sua vida até então.

» O Colecionador de Ossos
Um brilhante investigador policial fica tetraplégico após sofrer um acidente. Isso não o impede de continuar seu trabalho, desvendando um assassino em série, com a ajuda de uma jovem e dedicada policial.

» O Despertar para Vida
A convivência de alguns lesados medulares em um centro de reabilitação.

» O Franco Atirador
Conta a história de três amigos, dois deles paraplégicos, e as conseqüências da guerra do Vietnam em suas vidas.

» O Grande Lebowski
Lebowski joga boliche, usa drogas e escuta rock o dia inteiro. A confusão começa quando ele é confundido com um milionário paraplégico e passa a ser perseguido por bandidos, seqüestradores, advogados e pela própria polícia.

» O Homem Elefante
Baseado em história real, um homem deformado por uma doença congênita trabalha em um circo de aberrações. Com a ajuda de um médico, tenta recuperar sua dignidade.

» O Oitavo Dia
Empresário estressado vaga sem rumo pelas estradas francesas. Quase atropela um portador de Síndrome de Down e acaba levando-o no carro. Uma forte amizade desenvolve-se entre os dois. Prêmio de melhores atores em Cannes.

» O Óleo de Lorenzo
Baseado em fatos reais, o filme conta a luta dos pais de Lorenzo para salvá-lo de uma doença rara diagnosticada como incurável.

» O Piano
Uma deficiente auditiva casa-se com um proprietário de terras. Ela comunica-se através de um piano.

» O Povo contra Larry Flynt
Biografia do criador da revista pornográfica Hustler e sua luta pela liberdade de expressão. Sofre atentado que o deixa paraplégico.

» Os Amantes do Pont-neuf
A história de amor de dois moradores de rua, ela cega de um olho.

» Perfume de Mulher
O filme relata a história de um ex capitão do exército, cego e amargo, e sua relação de amizade com um jovem contratado para acompanhá-lo.

» Prisioneiros do Silêncio
Mãe leva filho autista para uma instituição especializada e descobre maneiras de comunicar-se com ele.

» Quatro Casamentos e um Funeral
A história de Charles, solteirão convicto, que fica apaixonado por Carrie e passa a encontrá-la em casamentos e funerais. O irmão de Charles é um ator surdo.

» Rain Man
Rapaz vai buscar irmão autista em asilo a fim de herdar a fortuna do pai sozinho. Os dois desenvolvem amizade no caminho de casa. Oscar de melhor filme, ator, direção e roteiro.

» Ratos e Homens
George e Lennie buscam trabalho em uma fazenda da Califórnia. George cuida de Lennie, que tem grande força física mas o cérebro de uma criança.

» Sempre Amigos
A história da amizade dois meninos, um super dotado, porém com distrofia muscular e o outro grande e forte, mas pouco inteligente e sem amigos.

» Simples como amar
Jovem com leve problema mental volta de uma escola especial, porém entra em conflito com sua mãe superprotetora que não aceita sua recuperação.

» Sonata de Outono
A história de um pianista e a relação com suas filhas, uma delas portadora de uma doença neurológica degenerativa.

» Testemunha do Silêncio
Menino autista e sua irmã testemunham assassinato de seus pais.

» Tudo pela Vida
Atriz de novela sofre acidente e vai recuperar-se na casa dos pais. É terrível com as enfermeiras até desenvolver amizade com uma delas.

» Uma Segunda Chance
Um advogado arrogante perde a memória e tem que recomeçar a vida. Descobre como estava causando mal a seus familiares e resolve mudar.

domingo, 9 de setembro de 2012

Talento indica talento

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Você conhece como ninguém a nossa cultura e o perfil diferenciado dos nossos profissionais. Então, que tal indicar aquele amigo que tem o DNA do Itaú BBA?

Estamos lançando o programa TALENTO INDICA TALENTO, pelo qual os candidatos apontados por você serão considerados com prioridade nos nossos processos seletivos.

Como projeto piloto desta iniciativa, abrimos algumas oportunidades voltadas para Pessoas com Deficiência. Apoiadas por incentivos de formação e desenvolvimento profissional, as vagas abrangem os mais diversos perfis profissionais para as áreas de operações, apoio e negócios.

Se você conhece pessoas com deficiência que pensam e agem sempre à frente, convide para o nosso time! Basta que o profissional indicado cadastre o currículo no link www.vagas.com.br/v604339 ou envie um email para IBBA-AtracaoeSelecao@itaubba.com.

sábado, 8 de setembro de 2012

Acessibilidade digital para cegos

Capturar1Esta pesquisa visou o desenvolvimento de materiais acessíveis para cegos. O estudo foi realizado a partir de uma pesquisa exploratória e, posteriormente, pela interação dos sujeitos de pesquisa com os materiais desenvolvidos. Os cegos tiveram a oportunidade de testar os materiais por meio da metodologia criada, apresentando vários níveis de feedback, a qual possibilitou a validação desses materiais.

Além da exploração direta dos materiais os cegos foram entrevistados a partir de questionários semi-estruturados compondo dessa forma a avaliação dos mesmos. A investigação deixou evidente a necessidade da comunidade científica atentar para os requisitos de acessibilidade no momento de criação do projeto para o desenvolvimento de materiais digitais acessíveis. Neste sentido, o trabalho apresentou relevância por ter apresentado uma metodologia de construção de materiais digitais acessíveis. É importante destacar, que os testes efetuados com os materiais demonstraram atender as diretrizes internacionais de acessibilidade, na qual recebeu os selos que qualificam perante a comunidade de desenvolvedores.

Acessar conteúdo em PDF: Clique AQUI!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Jogo brasileiro ajuda na educação de crianças com autismo

O jogo é recomendado para crianças entre cinco e nove anos e está disponível no site www.jogoseducacionais.com. Foto: Jogos Educacionais/Reprodução
O jogo é recomendado para crianças entre cinco e nove anos e está
disponível no site
www.jogoseducacionais.com
Foto: Jogos Educacionais/Reprodução

Pais e educadores de crianças com autismo têm mais uma ferramenta a seu serviço. Um jogo criado por um mestre em ciências da computação pela PUC-RJ auxilia na alfabetização de estudantes nessa condição. Chamado Aiello, em homenagem a Santa Elena Aiello, a plataforma permite à criança associar nomes e imagens de objetos, ampliando seu vocabulário. "É um jogo simples que tem um personagem principal, um esquilo, que solicita uma palavra qualquer para a criança. Ele pede prato, então tem um prato lá e ela seleciona", explica o criador Rafael Cunha. Existe ainda a possibilidade de configurar o jogo para que, em vez de objetos, apareçam palavras, o que o faria útil também para auxiliar no aprendizado das palavras escritas.

O software foi criado por Rafael como parte da sua dissertação de mestrado, defendida em dezembro do ano passado. A novidade é que o programa, que estava disponível apenas para a realização da pesquisa, foi liberado para acesso do público geral e já conta com uma série de usuários.

A motivação para o desenvolvimento desse aplicativo veio da esposa de Rafael. Fonoaudióloga, ela estava atendendo uma criança com autismo que tinha dificuldade de socialização, mas se interessava muito por computadores. Logo, ele procurou uma maneira de usar o dispositivo para a alfabetização de crianças nessa condição.

Segundo o psicólogo especialista na área Robson Faggiani, o uso da informática pode ser de grande importância na educação de autistas, já que eles costumam gostar de mídias interativas, como vídeos e games. Faggiani acredita que, desde que usadas com moderação e como complemento ao ensino regular, essas ferramentas são muito úteis.

A professora do Departamento de Psicologia da PUC-RJ Carolina Lampreia auxiliou Cunha a entender as necessidades da criança com autismo. Ela realça que o método utilizado pelo jogo é interessante, pois trabalha de modo lúdico com o intuito de motivar a criança. Assim, ela se sente estimulada a seguir realizando as tarefas solicitadas. "O modelo que ele utilizou é muito interessante, chama-se escolha segundo a amostra. Você tem uma amostra e duas opções. Se escolhe a certa, a criança é recompensada de alguma forma, toca uma música ou o bonequinho se mexe", explica.

Outra vantagem apontada pelo psicólogo é que a maior parte desses programas de computador é desenvolvida em outros países, o que torna o uso por crianças brasileiras mais difícil. Faggiani elogia a iniciativa: "É bom que um brasileiro esteja fazendo isso em português. Sou completamente a favor do uso", diz.

O jogo é recomendado para crianças entre cinco e nove anos e está disponível no site www.jogoseducacionais.com, compatível com qualquer navegador de internet, tanto em dispositivos móveis quanto em computadores.

Fonte: http://creativeideias.blogspot.com.br/2012/07/jogo-brasileiro-ajuda-na-educacao-de.html

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