sexta-feira, 15 de junho de 2012

O ácido fólico importante para reduzir o risco de autismo

O ácido fólico importante para reduzir o risco de autismo

12 jun 2012

Um novo estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, mostram que as mães de crianças com autismo referem ter tido menos de ácido fólico durante a gravidez.

As atuais recomendações são cerca de 600 microgramas por dia. Se tomado corretamente, o risco no primeiro mês de gravidez caiu 38% de ter filhos com autismo ou síndrome de Asperger.

Ácido fólico Atualmente é recomendado para mulheres porque este reduz o risco de formação de defeitos do tubo neural ou espinha bífida. Mas os pesquisadores afirmam que a relação entre autismo e ácido fólico seria ainda controversa. Aparentemente, o estudo mostra que o primeiro mês de gravidez seria a mais importante. O governo dos Estados Unidos decidiu fortificar a maioria de seus cereais com esta vitamina para minimizar o impacto para a saúde.

O ácido fólico também é encontrada em cereais enriquecidos ou grãos integrais, legumes, nozes, beterraba, frutas e sucos.

Dr. Arnaldo Hurtado | Especialista em Nutrição Clínica

O ácido fólico, folacina ou ácido pteroil-L-glutâmico, também conhecido como vitamina B9 ou vitamina M, é uma vitamina hidrossolúvel pertencente ao complexo B necessária para a formação de proteína sestruturais e hemoglobina.

 

Benefícios

O ácido fólico é efetivo no tratamento de certas

  • Pode manter espermatozóides saudáveis.
  • É um dos componentes indispensáveis para uma gravidez saudável.
  • Reduz risco de mal de Alzheimer.
  • Pode ajudar a evitar doenças cardíacas e derrame.
  • Ajuda a controlar a hipertensão.

Encontrado em vísceras de animais, verduras de folha verde, legumes, frutos secos, grãos integrais e levedura de cerveja. Ele se perde nos alimentos conservados em temperatura ambiente e durante o cozimento. Ao contrário de outras vitaminas hidrossolúveis, é armazenado no fígado e sua ingestão diária não é necessária. Sua insuficiência nos seres humanos é muito rara.

No Brasil, há uma lei que determina que a farinha de trigo seja enriquecida com ferro e ácido fólico (e produtos derivados, como o pão) para diminuir a ocorrência de anemia principalmente em crianças.

Se a mulher tem ácido fólico suficiente durante a gravidez, essa vitamina pode prevenir defeitos de nascença no cérebro e na coluna vertebral do bebê, como a espinha bífida. Pois o ácido fólico participa na formação do tubo neural no feto.

 

Sinais e sintomas de níveis anormais do nutriente

Hipovitaminose: anemias, anorexia, apatia, distúrbios digestivos, cansaço, dores de cabeça, problemas de crescimento, insônia, dificuldade de memorização, aflição das pernas e fraqueza.

Hipervitaminose: euforia, excitação e hiperatividade.

A fórmula molecular do ácido fólico é C19H19N7O6.

 

Prevenção na gravidez

O ácido fólico atua na prevenção de anomalias congênitas no primeiro trimestre da gestação. Ele é recomendado na prevenção primária da ocorrência de defeitos do fechamento do tubo neural, que entre os dias 18 e 26 do período embrionário transforma-se na espinha. Defeitos do tubo neural são malformações que ocorrem no início do desenvolvimento fetal, sendo os principais: anencefalia e espinha bífida. As doses diárias recomendadas são de 0,4 a 0,8 mg no período de no mínimo um mês antes da concepção até três meses ou 12 semanas de gravidez (1º trimestre).

O principal problema desta prevenção reside no fato de cerca de metade das gestações não serem planejadas e, assim, quando as mulheres descobrem que estão grávidas já é tarde para se fazer a suplementação com o ácido fólico. Por este motivo o principal foco é que as mulheres em idade reprodutiva tenham uma alimentação balanceada que contenha alimentos ricos em ácido fólico. As principais fontes deste nutriente são as vísceras, o feijão e os vegetais de folhas verdes como o espinafre, aspargo e o brócolis, além de abacate, abóbora, carne de vaca, carne de porco, cenoura, couve, fígado, laranja, leite, maçã, milho, ovo e queijo.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

As respostas para 20 dúvidas sobre inclusão

Dúvidas sobre inclusão na escola. Foto: Raoni Madalena

A professora Roberta Villaça e Isabely dos Santos, da EMEB Helena Zanfelici da Silva, em São Bernardo do Campo, SP

A revista Nova Escola deste mês traz um reportagem sobre a experiência de sete professoras que garantem a aprendizagem de seus alunos com deficiência em turmas regulares. Mas nós sabemos que incluir de verdade ainda é um desafio.

Por isso, respondemos às principais dúvidas sobre a legislação em relação à matrícula, ao currículo, à avaliação e aos recursos necessários para a inclusão. Também preparamos uma série de textos explicando as características das deficiências e síndromes mais conhecidas e listamos alguns livros e sites para você pesquisar e se aprofundar no tema.

Você também pode tirar suas dúvidas sobre inclusão de alunos com deficiência com a professora Rossana Ramos, da Universidade de Pernambuco (UPE). Basta enviar seu comentário para o nosso fórum. Boa leitura!

Legislação e prática pedagógica

1. Existem parâmetros curriculares nacionais para se promover a inclusão nas escolas?
2.
Que documentos a escola deve receber dos pais para matricular um aluno com deficiência?
3.
Alunos com deficiência devem ser matriculados de acordo com a faixa etária ou com o desenvolvimento intelectual?
4.
Crianças com deficiência intelectual cumprem a mesma carga horária que os colegas na escola regular?
5.
As escolas são obrigadas a manter um tradutor de Libras nas salas de aula para os alunos com deficiência auditiva? O que fazer se a escola não tiver esse profissional?
6.
Como avaliar as aprendizagens dos alunos com deficiência?
7.
A escola deve redigir documentos específicos de diagnóstico e avaliação de alunos com deficiência?

Orientações sobre as deficiências e síndromes

8. O que é e como lidar com a deficiência física?
9.
O que é como lidar com a deficiência visual?
10.
O que é e como lidar com a deficiência auditiva?
11.
O que é e como lidar com as deficiências intelectuais?
12.
O que é e como lidar com as deficiências múltiplas?
13.
O que é e como lidar com a surdo-cegueira?
14.
O que é o autismo?
15.
O que são os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)?
16.
O que é Síndrome de Down?
17.
O que é Síndrome de Rett?
18. O que é Síndrome de Asperger?
19.
O que é Síndrome de Williams?
20.
O que é e como lidar com a paralisia cerebral?

Quer saber mais?

Bibliografia
Caminhos Pedagógicos da Inclusão, Maria Teresa Eglér Mantoan, 243 págs., Ed. Memnon, tel. (11) 5575-8444, fora de catálogo.
Educar para a diversidade, Cláudia Regina de Paula, 138 págs., Ed. Ibpex, tel. (41) 2103-7306.
Inclusão na Prática, Rossana Ramos, 128 págs., Summus Editorial, tel. (11) 3872-3322, 32,90 reais.
Inclusão: Reflexões e Possibilidades, Maria Sirley dos Santos, Maria Regina Viana Pannuti e Herculano R. Campos, 144 págs., Edições Loyola, tel. (11) 3385-8500.
Inclusão: Um Guia para Educadores, Susan e William Stainback, 456 págs., Ed. Artmed, tel. 0800 703 3444, 79 reais.
Passos para a Inclusão, Rossana Ramos, 64 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3611-9616, 13 reais.
TDAH nas Escolas, George J Du Paul , 280 págs., Ed. M.Books, tel .(11) 3645-0409, 65 reais.
Internet
Em
ww.educacaoonline.pro.br, entre em Artigos, clique em Educação Inclusiva e digite na busca caminhos para ter acesso ao artigo "Caminhos Pedagógicos da Inclusão", Maria Teresa Eglér Mantoan.
Em
http://abr.io/mecinclusao, encontre as publicações produzidas pelo Ministério da Educação (MEC).
Em
http://abr.io/inclusiva, leia a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
Em
www.assistiva.com.br, conheça recursos da tecnologia assistiva.

terça-feira, 5 de junho de 2012

1º aluno com Down da UFG

Aprovado no vestibular, 1º aluno com Down da UFG rompe preconceito
23 de fevereiro de 2012 19h19

Kallil comemorou a aprovação ao lado da irmã, Kamilla Assis Tavares. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

ANGELA CHAGAS

Ser aprovado em uma faculdade pública é um sonho de muitos jovens que se tornou realidade para Kallil Assis Tavares, 21 anos, que na próxima segunda-feira começa a estudar geografia no campus de Jataí da Universidade de Goiás (UFG). Para a instituição, a conquista de Kallil é ainda mais importante e precisa ser reverenciada, já que ele é o primeiro aluno com Síndrome de Down a ingressar na universidade. "Isso demonstra que nós estamos conseguindo superar o preconceito, que infelizmente ainda existe em nossa sociedade", afirma a coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFG, professora Dulce Barros de Almeida.

Kallil não teve correção diferenciada, concorreu de igual para igual com todos os outros candidatos. "Apenas pedimos para que a universidade disponibilizasse um monitor para ler a prova e que as letras dos textos fossem maiores porque ele tem baixa visão", disse a mãe do jovem, Eunice Tavares Silveira Lima. Segundo ela, Kallil sempre foi estudioso e desde criança gostava de mapas.

"No segundo ano do ensino médio ele decidiu que iria fazer vestibular para geografia. Nós apoiamos a escolha, mas ficamos surpresos com a aprovação, era uma prova muito difícil", afirmou Eunice. Ela ainda disse que o filho estudou apenas dois anos em uma escola especial. Com 5 anos de idade ele foi para um colégio privado de ensino regular. "O colégio não tinha nenhum aluno com Down, mas quando há vontade de se trabalhar a inclusão, se dá um jeito. Foi disponibilizado um monitor e os professores sempre apoiaram meu filho", conta.

Ela acredita que o fato de Kallil ter estudado em uma escola regular vai contribuir com a adaptação na universidade. "Não sou contra as escolas especiais, mas elas devem servir como um apoio, um lugar para onde os alunos vão no contraturno", explica. A mãe ainda disse que não cria expectativas sobre como será o desempenho dele daqui em diante. "Não estamos programando nada especial para o Kallil quando começar as aulas. De acordo com as necessidades que ele apresentar, nós como família e a universidade teremos de nos adaptar", disse ao destacar que o filho pode precisar do auxílio de um monitor durante as atividades em aula.

A coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFG concorda sobre a importância de alunos com necessidades especiais frequentarem escolas regulares e diz que a universidade tem a obrigação de atender todas as exigências desses estudantes para que eles cumpram com o direito de fazer um curso superior. "Nós temos um aluno cego no curso de Ciência da Computação que recebe acompanhamento de um monitor. Se essa for a necessidade de Kallil, com certeza estaremos prontos para disponibilizar isso".

O núcleo para atender alunos com necessidades especiais na UFG foi criado em 2010. De lá para cá, a instituição ganhou 15 estudantes surdos, que fazem o curso de Letras, além do jovem cego. A professora Dulce espera que o caso de Kallil sirva de exemplo para que nas próximas seleções mais estudantes com necessidades semelhantes sintam-se motivados em fazer um curso superior. "Isso incentiva as famílias a acreditar no potencial que essas pessoas têm. E cabe a nós, como educadores, mostrar que o preconceito não pode existir mais", completa.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/

Estimulação precoce do down

1estprecEnquanto sua criança cresce e se desenvolve, você provavelmente entrará em contato com uma série de profissionais que podem oferecer ajuda e apoio.

A estimulação essencial ou precoce simplesmente significa ajuda de profissionais como fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, por exemplo, que vão analisar em que áreas seu filho pode estar passando por dificuldades para criar um programa de apoio.

Se o seu filho precisar de muito apoio, poderá parecer que sua vida se tornou uma maratona de avaliações e sessões de terapia. Pode ser muito difícil lidar com isso, mas tente mater um espírito positivo pois isso beneficiará seu filho no futuro.

(Fonte: Downs Syndrome UK)

Veja no site do Movimento Down uma série de informações de como ajudar seu filho: http://www.movimentodown.org.br/nodequeue/4

Site Movimento Down

1mdEntrevista com Maria Antônia Goulart, advogada e diretora do Movimento Down para CBN.

Ouça a entrevista aqui.

Lançado há dois meses já teve mais de 10 mil acessos e recebeu cerca de mil perguntas.

Estímulos a uma criança com Down devem começar desde o nascimento.

Sobre o site:

Reunindo dezenas de organizações públicas e da sociedade civil, brasileiras e do exterior, o Movimento Down surgiu para congregar informações e esforços dirigidos às pessoas com síndrome de Down e com deficiência intelectual, com o objetivo de otimizar as ações em prol da inclusão dessas pessoas em todos os espaços da sociedade. Seu objetivo é melhorar a qualidade de vida dos brasileiros com síndrome de Down e de suas famílias.

É muito desigual em nosso país o acesso à informação de famílias que possuem um filho com síndrome de Down. Em lugares remotos, e mesmo nos grandes centros, muitas noções ainda são antiquadas e muitas vezes a desinformação pode colocar em risco o desenvolvimento e até mesmo a vida de indivíduos com síndrome de Down.

Trabalhamos no sentido de socializar o conhecimento e ajudar as pessoas com síndrome de Down a desenvolver todo seu potencial através da divulgação de informação e, através de parcerias com diversas entidades, apoio a eles, suas famílias e profissionais.

http://www.movimentodown.org.br/

Fonte: http://cbn.globoradio.globo.com

domingo, 3 de junho de 2012

Japonesa posa nua em calendário para ir à Paralimpíada

Sem recursos para bancar treinamentos e próteses, corredora Maya Nakanishi resolveu posar nua para um calendário, vendido a 1,2 mil ienes

Contando apenas com um financiamento enxuto do governo japonês para custear seus treinamentos, a corredora paralímpica Maya Nakanishi, de 26 anos, resolveu buscar outras formas de arrecadar fundos para concretizar o sonho olímpico. A atleta lançou, em fevereiro deste ano, seu próprio calendário, onde aparece nua em várias fotos.

A japonesa perdeu a perna aos 21 anos, após sofrer um acidente de trabalho. Antes uma tenista iniciante, ela acabou entrando para o atletismo paralímpico, e tornou-se a recordista asiática dos 200m na categoria T44 – para amputados abaixo do joelho – e do salto em distância.

Nakanish se prepara, desde 2009, no Centro de Treinamento Olímpico dos Estados Unidos, situado na Califórnia. Com recursos exíguos para manter-se treinando e comprar as próteses necessárias para competir em Londres, a atleta produziu sete mil cópias de seu calendário, que está sendo vendido a 1,2 mil ienes. Cada prótese usada pela atleta custa R$ 29 mil, e ela precisa de duas para disputar os Jogos.

Em Pequim-2008, Maya Nakanishi foi a primeira japonesa a figurar numa final paralímpica dos 100m, prova em que é a recordista nacional.

Crianças desaparecidas

imageSP adota medidas para melhorar busca de crianças desaparecidas
02 de junho de 2012 19h08

O governo do Estado de São Paulo lançou, na última semana, uma campanha para melhorar o sistema de busca de crianças e adolescentes desaparecidos no Estado. Entre as medidas previstas, está a exigência de identificação por fotografia digitalizada de jovens que se matricularem ou renovarem a matrícula nas instituições de ensino.

A campanha, que envolve as secretarias de Segurança Pública, Justiça e Defesa da Cidadania; Educação; Saúde, Desenvolvimento Social; e dos Direitos das Pessoas com Deficiência, também pretende conscientizar a população sobre a importância da comunicação rápida do desaparecimento, sem a necessidade de aguardar o prazo de 24 horas.

"Muitas vezes, uma dificuldade que ocorre com relação a desaparecimento de crianças e adolescentes é que a família sequer tem uma foto atualizada da criança. Se todo ano isso for um requisito, e as escolas já tiverem uma foto da criança e esta foto estar sempre atualizada no banco de dados da escola, isso vai colaborar com relação às famílias que não têm fotos atualizadas das crianças", disse Ariel de Castro Alves, presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo e vice-presidente da Comissão Especial da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O governo paulista também anunciou que vai utilizar a tecnologia de progressão de idade ou de envelhecimento digital, que faz uma simulação de como estas crianças desaparecidas estariam nos dias atuais. É um processo semelhante ao que já vem sendo usado há alguns anos pela Polícia Civil no Paraná.

Apesar de elogiar estas ações, Alves disse ainda considerar as medidas insuficientes. Uma das reclamações é que a campanha deixou de lado a divulgação de fotos dos desaparecidos em locais públicos.

"Essa campanha não traz grande novidade. Nossa expectativa é que, além de divulgar o material no âmbito preventivo, como nas estações de metrô, por exemplo, fosse importante também divulgar fotos das crianças que estão realmente desaparecidas atualmente no Estado de São Paulo. E isso não está previsto. Gostaríamos que, em todas as edições do Diário Oficial do Estado e também nos próprios transportes públicos, essas fotos fossem divulgadas para poderem colaborar com a busca, localização e identificação de crianças e adolescentes desaparecidos", ressaltou.

imageAlém disso, Alves citou que a campanha não se preocupou em criar delegacias especializadas nos municípios paulistas para lidar com o problema. "Também gostaríamos que tivesse as delegacias especializadas da criança e do adolescente vinculada em cada delegacia seccional, para que elas pudessem atender adequadamente as famílias das crianças e adolescentes que desaparecem", disse.

Durante ato em solidariedade às pessoas desaparecidas ocorrido ontem na Assembleia Legislativa, entidades reclamaram da falta de preparo dos agentes públicos e de um sistema interligado de informações para lidar com o problema.

"Precisaríamos realmente ter um cadastro estadual de pessoas desaparecidas, o que ainda não foi lançado. Precisaríamos de um cadastro automático, ou seja, a partir do momento em que se fez o boletim de ocorrência e a família levou a foto da pessoa (desaparecida), isso imediatamente iria para um sistema, um cadastro estadual. Mas isso até agora não foi anunciado e não fez parte desse pacote que foi lançado pelo governo", alertou.

Em 2010, o governo federal criou um Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, mas ele também não está totalmente integrado com as delegacias de todo o País. "Nem o cadastro nacional ainda tem essa integração. E o governo federal justifica que os Estados não encaminham informações para que exista o sistema que integre todos", completou.

No Brasil, atualmente, cerca de 40 mil crianças e adolescentes desaparecem a cada ano. Desse total, nove mil são crianças e adolescentes que desaparecem em São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 16% dos casos são de jovens que apresentam algum tipo de deficiência.

Em caso de desaparecimento, a campanha orienta para que se acione imediatamente o telefone 190. Segundo o governo, é importante descrever todos os detalhes que identifiquem a pessoa. Se possível, com fotos recentes ou documentos que possam identificá-la. Não é necessário esperar o prazo de 24 horas para comunicar um desaparecimento. Mais informações podem ser obtidas no site do programa do governo de SP.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/SP+adota+medidas+para+melhorar+busca+de+criancas+desaparecidas.html

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Rato paralítico volta a andar

Técnica usa próteses e reabilitação para superar lesões na medula espinhal

Uma técnica revolucionária que une estimulação neuronal e reabilitação com auxílio de uma espécie de vestimenta cibernética permitiu que ratos que perderam os movimentos das patas por causa de lesões graves na medula voltassem a andar e até correr em pouco tempo, em uma nova esperança para pessoas com paralisia. O experimento mostrou que a parte lesionada da espinha pode se recuperar quando sua inteligência e capacidade regenerativa inatas são ativadas, em um tipo de “cérebro espinhal”, como definiu Grégoire Courtine, da Escola Politécnica Federal de Lausane (EPFL), na Suíça, e principal autor de artigo sobre o método, publicado na edição de hoje da revista “Science”. — Esta é a Copa da Mundo da neurorreabilitação — comemorou Courtine. — Nossos ratos viraram atletas quando poucos semanas antes estavam completamente paralisados. Estou falando de cerca de 100% de recuperação dos movimentos voluntários.

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Neuroplasticidade dormente

O estudo, iniciado há cinco anos na Universidade de Zurique, pode levar a uma mudança profunda na maneira como a ciência entende o funcionamento do sistema nervoso central. Sabe-se que o cérebro e a medula podem se adaptar e se recuperar de lesões moderadas, uma capacidade chamada de neuroplasticidade. Até agora, porém, a espinha havia demonstrado pouca plasticidade após sofrer lesões severas, impossibilitando sua regeneração.A pesquisa de Courtine, no entanto, provou que sob determinadas condições a recuperação é possível nestes casos, mas apenas se as capacidades “dormentes” da medula forem despertadas.

Para isso, Courtine e sua equipe injetaram nos ratos uma solução contendo antagonistas de monoaminas — uma família de neurotransmissores que inclui a norepinefrina, a serotonina e a dopamina. Estas substâncias provocam respostas dos neurônios ao se ligarem aos receptores dos neurotransmissores nestas células. O coquetel químico, então, substitui os neurotransmissores normalmente liberados pelos processos cerebrais de indivíduos saudáveis, preparando os neurônios para coordenarem o movimento dos membros quando necessário. Cinco a dez minutos após as injeções, os pesquisadores estimularam eletricamente a medula com eletrodos implantados na superfície do canal espinhal, conhecida como espaço epidural.

Depois de algumas semanas de neurorreabilitação com uma combinação de um suporte robótico e estimulação eletroquímica, nossos ratos não só começaram a andar voluntariamente como rapidamente estavam correndo, subindo escadas e desviando de obstáculos — contou Courtine.

Em um artigo anterior, publicado na revista “Nature Neuroscience” em 2009, Courtine já havia relatado que, quando estimuladas, as medulas de ratos totalmente isoladas do cérebro por lesões desenvolviam-se de maneira surpreendente, assumindo as funções de modular o movimento das patas quando os animais eram colocados sobre uma esteira. O andar, no entanto, era involuntário, com o rolar da esteira provocando uma resposta sensorial, que fazia o “cérebro espinhal” tomar o controle do processo sem a necessidade de ordens diretas do cérebro dos animais. Isso fez os pesquisadores especularem se bastaria apenas um sinal fraco do cérebro para que a movimentação fosse iniciada por vontade própria dos ratos.

Para testar essa hipótese, no novo experimento Courtine substituiu a esteira por um sistema robótico que sustentava os ratos e só entrava em ação se e quando os animais perdiam o equilíbrio, dando a eles a impressão de terem uma medula saudável. Isso encorajou os ratos a decidirem cruzar uma plataforma para alcançar uma isca de chocolate.

Este treinamento da vontade traduziu-se em uma quadruplicação do número de fibras nervosas entre o cérebro e a espinha, um crescimento que prova o tremendo potencial da neuroplasticidade mesmo após lesões severas no sistema nervoso central — disse Janine Heutschi, que também contribuiu para a pesquisa.

Desenvolvimento como na infância

Courtine batizou este crescimento de “nova ontogenia”, um tipo de duplicação do que acontece durante a fase de desenvolvimento de uma criança. Os pesquisadores descobriram que as novas fibras nervosas formaram um atalho em volta da lesão original na medula, permitindo que os sinais do cérebro alcançassem a espinha despertada pelo processo eletroquímico. Além disso, estes sinais eram fortes o suficientes para que os ratos começassem a se mover em direção à isca sobre uma superfície fixa, e não uma esteira, suportando todo o próprio peso nas suas patas, o que significa que andar era voluntário.

A princípio, a reação da medula espinhal dos ratos ao tratamento dá aos pesquisadores razões para acreditarem que pessoas com o mesmo tipo de lesão possam se beneficiar do processo. Courtine pretende começar testes clínicos com humanos em um prazo de um a dois anos, período no qual pesquisadores da EPFL, em conjunto com o projeto NeuWalk, que recebeu 9 milhões de euros em financiamento, esperam desenvolver um sistema de próteses robóticas neuronais similar ao implantado nos ratos para uso em seres humanos.

Veja este vídeo que mostra um pouco sobre a técnica

Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/nova-esperanca-na-luta-contra-paralisia-por-lesoes-na-medula-5083712

terça-feira, 29 de maio de 2012

Arthur e o Infinito - Um olhar sobre o autismo

 

http://www.facebook.com/arthureoinfinito

O vídeo apresenta em 3 minutos e 30 segundos o projeto do filme curta metragem Arthur e o Infinito - Um olhar sobre o Autismo, da diretora Julia Rufino.

Marina e César são os pais de duas crianças, Sofia de 10 anos e Arthur, de 6 anos. Quando Arthur tinha um ano e meio de idade, começou a apresentar um comportamento diferente das outras crianças, como por exemplo a sua comunicação era precária, parecia não ouvir quando seus pais o chamavam e quase não tinha contato visual. Essas características levaram os pais a procurarem médicos e especialistas. A longa busca dos pais só terminou quando Arthur completou seis anos, e foi diagnosticado como autista. Marina sente maior responsabilidade sobre o menino e decide se dedicar unicamente a tentar desenvolve-lo o máximo possível. A família passará por momentos difíceis e desafiadores, onde Marina colocará em questão a sua capacidade de lidar com seu filho.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Evento São Bernado

Direito das pessoas com deficiência em foco

imageUm olhar através da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, da ONU: Novas perspectivas e desafios” é o tema da III Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, promovida pela Prefeitura de São Bernardo.

O conselheiro Sebastião de Souza, o Cabelo, membro do CSE na Mercedes-Benz, convida a todos para participar deste debate, que acontece na próxima segunda-feira, dia 28, às 8h, no auditório Sigma do Campus Rudge Ramos, da Universidade Metodista de São Paulo. O Campus fica na Rua do Sacramento, 230, Rudge Ramos, São Bernardo.

Fonte: http://www.smabc.org.br/smabc/materia.asp?id_CON=29390&id_SUN=94

Vagas PNE - Várias regiões de SP

imageVárias Regiões - Avape abre 193 vagas para pessoas com deficiência

A Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape) está com 193 oportunidades de emprego voltadas para pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social. A maioria das oportunidades para o mês de maio refere-se às funções de escriturário e teleatendentes. Os salários vão de R$ 650,00 a R$ 2.100,00, com benefícios que variam de acordo com o setor.

As vagas são abertas por empresas parceiras que, para cumprir a Lei de Cotas (Lei 8.213/91), contratam a instituição com o objetivo de mapear e/ou capacitar talentos para os seus quadros de funcionários.

No caso da procura por escriturário, são 30 oportunidades em que o contratado exerce atividades administrativas, como atendimentos presenciais, por telefone e conferência de documentos. Para se candidatar, é preciso ter ensino médico completo, conhecimento em informática e experiência em atendimento público. Já para operador de teleatendimento, são 50 vagas com pré-requisito apenas de ensino médio.

Para se candidatar às vagas de emprego, é preciso entrar em contato com a instituição pelo telefone (11) 4993-9205 ou enviar o currículo para os e-mails: cristiane.arruda@avape.org.br; rosana.figueiredo@avape.org.br; carina.romero@avape.or.br; cintia.moreira@avape.org.br ou jose.marconi@avape.org.br.

Confira a descrição das vagas abertas:

- Assistente Administrativo
2 vagas para atuar em Santos, Baixada Santista de São Paulo
Salário variável conforme a experiência administrativa de R$ 800 a R$ 1.500 mais benefícios Necessário ensino médio completo, desejável superior completo ou cursando

- Operador de Rádio
12 vagas para atuar em Itaquaquecetuba / São Paulo
Salário de R$ 1.200 mais benefícios.
Necessário ensino médio completo, sexo masculino, com experiência com rádio/nextel
Disponibilidade para horário 6 x 2.

- Operador Comercial
5 vagas para atuar em Sorocaba, interior de São Paulo
Salário de R$ 850 mais benefícios
Necessário ensino médio completo ou cursando
Disponibilidade para horário 6 x 1

- Aprendiz com deficiência
4 Vagas para jovens a partir de 16 anos, ambos os sexos, com ensino médio (cursando ou completo)
Atuação na região do ABC

- Aprendiz
6 Vagas para jovens a partir de 16 anos, ambos os sexos, com ensino médio (cursando ou completo)
Atuação na região do ABC

- Operador de Teleatendimento
50 Vagas para atuação no ABC, com faixa salarial de R$ 900 e benefícios, como convênio médico e vale-transporte
Pede-se ensino médio

- Ajudante de produção
15 Vagas para atuação no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo
Salário inicial de R$ 700 mais benefícios
Necessário ser alfabetizado.

- Escriturário
30 vagas para atuação na Liberdade, região central de São Paulo
Salário inicial de R$ 1.000 mais benefícios
Necessário ensino médio completo mais conhecimentos de informática e experiência com atendimento ao público

- Assistente administrativo
5 vagas para atuação na Avenida Paulista, em São Paulo
Salário com variação de R$ 1.200 a R$ 2.100 mais benefícios
Necessário ensino superior completo ou cursando, conhecimentos de informática e vivência na área administrativa

- Atendimento
15 vagas para atuação na Grande São Paulo e interior
Salário de R$ 650 mais benefícios
Necessário ensino médio completo e conhecimentos de informática e vivência com atendimento telefônico

- Auxiliar de depósito
10 vagas para atuação em shoppings da Grande São Paulo
Salário de R$ 852 mais benefícios
Necessário ensino fundamental completo e disponibilidade para trabalhar aos finais de semana
Disponibilidade para horário 6 x 1.

- Auxiliar administrativo
10 vagas para atuação em São Paulo. Salário variável de R$ 856 a R$ 1.100 mais benefícios
Necessário ensino médio completo

- Agente de atendimento
11 vagas para atuar na região do ABC e São Paulo
Salário de R$ 900 mais benefícios
Disponibilidade para horário 6 x 1
Necessário ensino médio completo ou cursando, boa comunicação e conhecimentos de informática

- Digitador
4 vagas para atuação em São Paulo
Salário de R$ 700 mais benefícios
Necessário ensino médio completo ou cursando

- Monitor de informática
1 vaga para atuação na região do ABC
Salário de R$ 1.300 mais benefícios
Necessário superior completo ou cursando

- Auxiliar de almoxarifado
6 vagas para atuar na região de São Paulo
Salário de R$ 1.276 mais benefícios
Necessário ensino médio completo e conhecimento de informática

- Ajudante de elétrica
4 vagas para atuar na região de São Paulo
Salário de R$ 968 mais benefícios
Necessário ensino médio e experiência na área

- Telefonista bilíngue
2 vagas para atuar em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo
Salário de R$ 1.200 mais benefícios
Necessário inglês fluente
Trabalhar 6 horas ao dia de segunda a sexta-feira

- Assistente de RH
1 vaga para atuar em Alphaville, em Barueri, SP
Salário de R$ 2.000 mais benefícios
Necessário ensino superior (cursando ou completo)

domingo, 20 de maio de 2012

Grávida e paraplégica

imageGrávida e Paraplégica é o novo documentário que será exibido pela Discovery Home & Health, infelizmente não foi possível encontrar mais informações, nem no prório site do canal, veja os horários e dia de exibição .

Claudia fazia compras de Natal como marido e o filho de 4 meses quando seu carro foi atingido por um caminhão. O bebê morreu na hora e Claudia ficou paralítica. No inverno de 2009, ela descobriu que estava grávida e que esperava gêmeos!

Os horários são fornecidos pelas emissoras e estão sujeitos a alterações Discovery Home & Health

27/05 - 23:00 e 28/05 - 04:00

Tetraplégico alcança o sonho olímpico

Bruno, com a parceira Elaine (ao fundo), em treino na represa de Guarapiranga20/05/2012 - 08h35

Tetraplégico, ex-goleiro do São Paulo alcança, na vela, o sonho olímpico

Seis anos depois de sofrer um acidente de carro que o deixou tetraplégico, Bruno, 26, ex-goleiro do São Paulo, estará na Paraolimpíada, em Londres, daqui a três meses, para alcançar o sonho de poder disputar os Jogos.

A informação está na matéria assinada por Lucas Reis, publicada neste domingo. Aíntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Bruno tinha acabado de completar 20 anos quando sofreu o acidente na rodovia Régis Bittencourt, em 2006. Na época, ele era o terceiro goleiro do São Paulo. O atleta passou oito meses internado, três deles sem falar e mais outros três sem comer.

Começou então a fazer fisioterapia ainda no hospital, três vezes por dia. E foi assim, um dia de cada vez. Primeiro mexeu um dedo, depois uma mão, o pescoço já não doía tanto, até que conseguiu mexer os braços para frente e para trás. O suficiente para sentar em um barco adaptado e velejar. Hoje ele treina vela de quinta a domingo, de três a cinco horas por dia. Marisa Cauduro/Folhapress

Bruno, com a parceira Elaine (ao fundo), em treino na represa de Guarapiranga

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1092870-tetraplegico-ex-goleiro-do-sao-paulo-alcanca-na-vela-o-sonho-olimpico.shtml

SAMU X BOMBEIROS

SAIBA QUANDO CHAMAR O SAMU 192 OU OS BOMBEIROS 193

samu

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Chips no cérebro fazem cegos comerçarem a enxergar

Médicos na Inglaterra implantam chips no cérebro de cegos, que começam a enxergar

08/05/12 da BBC Brasil

Dois britânicos que eram completamente cegos por muitos anos tiveram a visão parcialmente recuperada após terem se submetido a uma cirurgia pioneira.

Eles tiveram chips eletrônicos instalados na parte de trás de suas retinas, o que permitiu que eles pudessem enxergar a luz e o contorno de algumas formas.

Os chips eletrônicos contêm pixels fotossensíveis que enviam sinais para o nervo ótico e, em seguida, para o cérebro.

Um dos que se submeteram à cirurgia pioneira foi o músico Robin Millar, que disse que agora é capaz de “sonhar em cores”.

Fonte: http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/05/medicos-na-inglaterra-implantam-chips-no-cerebro-de-cegos-que-comecam-a-enxergar/

Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista

Mara Gabrilli é relatora de projeto de lei sobre autismo

Ter, 24 de Abril de 2012 17:26

PL institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Deputada pede ajuda da sociedade para discussão do projeto.

A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) foi designada relatora do Projeto de Lei nº 1.631/2011, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. O projeto de lei, de autoria do Senado Federal, já foi aprovado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, da Câmara dos Deputados.

Escolhida pela Comissão de Seguridade Social e Família, da qual é integrante, para relatar o projeto, Mara diz que se sente honrada e que vai relatar esse PL de uma forma especial. “O processo ainda não chegou em meu gabinete, mas, desde já, minha equipe e eu estamos cuidando do assunto com muito carinho. Já estou conversando com entidades e pais de pessoas com autismo, e peço a contribuição da sociedade, mandando ideias e sugestões que possam contribuir”.

Para ela, a sociedade ainda desconhece o tema. “Conheço autistas que trabalham, estudam e contribuem para a sociedade, mas esta, por sua vez, ainda teima em fingir que essas pessoas fazem parte de outro universo”.

Em maio de 2011, durante a sketch “Casas dos Autistas”, apresentada pelo Canal MTV, Mara escreveu uma carta criticando a veiculação do programa e participou, junto a entidades representantes da causa, de reunião na emissora (saiba mais clicando aqui).

Quem quiser entrar em contato com a deputada, pode fazê-lo através do e-mail maragabrilli@maragabrilli.com.br .

“Prezados,
Boa noite.
Eu assumi a relatoria do Projeto de Lei nº 1.631/2011 que institui a política nacional de proteção dos direitos das pessoas com autismo. Isso significa que fiquei responsável por oferecer aos demais membros da Comissão de Seguridade Social e Família, onde o projeto está em avaliação na Câmara Federal, uma opinião sobre o projeto de Lei, sugerindo alterações ou ainda a aprovação do projeto como foi apresentado.
Por esse motivo preciso do apoio das organizações e familiares de pessoas com autismo na avaliação desse projeto de lei.
Para isso convido você a participar da reunião para discussão do Projeto de Lei nº 1.631/2011, como segue:
Evento: Discussão do PL nº 1.631/2011
Data: 14/05/2012 (segunda-feira)
Horário: 14h às 17h
Local: Câmara Municipal de São Paulo - Sala Oscar Pedroso Horta - 1º subsolo - Viaduto Jacareí, 100 - São Paulo-SP
O projeto de lei segue em anexo.
Conto com a sua participação.
Cordialmente,
Mara Gabrilli
Deputada Federal”

domingo, 6 de maio de 2012

Neurofeedback: depressão, isquemia e autismo

06.05.2012 | Atualizado em 06.05.2012 - 08:48

Treinamento de neurônios: técnica permite tratar depressão, isquemia e autismo. A técnica ensina a desenvolver a concentração, a aprendizagem, a memorização e o equilíbrio emocional

Carmen Vasconcelos carmen.vasconcelos@redebahia.com.br

imageQuem encontra Felippo Bello conversando ao lado da mãe, participando das atividades escolares ou interagindo com outras colegas pode imaginar estar diante de uma criança como outra qualquer. Desde cedo, no entanto, a família luta para vencer o autismo, uma disfunção geral do desenvolvimento, que compromete a capacidade de comunicação, a socialização e o comportamento, ameaçando a convivência da criança com o mundo.

Além do amor abdicado de Adriana, Felippo contou com o auxílio do neurofeedback. A técnica – desenvolvida há 50 anos - consiste numa espécie de treinamento neurológico do cérebro, que ensina a desenvolver a concentração, a aprendizagem, a memorização e o equilíbrio emocional. O processo não utiliza medicamentos, apenas os estímulos.

Com apenas um ano e meio, em meio aos telefonemas diários, a avó de Felippo percebeu que algo havia de estranho com o pequeno. A experiência com a educação de crianças especiais ajudou a identificar o isolamento do mundo. Em seguida, a família percebeu a fala desconexa e  a dificuldade de construir frases.
Desde então, a mãe de Felippo, a empresária Adriana Nogueira, travou uma luta pessoal em busca de mecanismos e tratamentos que facilitassem e emprestassem mais qualidade à vida do filho.

Mesmo diante de diagnósticos confusos que, por vezes, apontavam para a Síndrome de Asperger (que consiste num espectro autista que se diferencia do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo, os portadores são também conhecidos como autistas de alta performance), ela não perdeu a fé de encontrar uma forma de reconectar Felippo.

“Sempre soube que não havia cura para o autismo, mas, através do neurofeedback, descobri que é possível que o portador se desenvolva por meio da interação social e cognitiva, regredindo total ou parcialmente alguns sintomas e comportamentos”, diz Adriana Nogueira.

Neurofeedback
imageO psicólogo especializado em neurofeedback nos Estados Unidos e Mestre em Neurociência pela Universidade de São Paulo(USP), Leonardo Mascaro explica que, na prática, o tratamento consiste, inicialmente, na realização de exames com o tomográfo, que descreve as bases neurológicas de cada paciente.

A partir da leitura eletroencefalográfica, são identificados as estruturas profundas do comprometimento que acomete o cérebro do paciente e, melhor ainda, viabilizam o treinamento destas estruturas cerebrais. “Com o resultado da leitura do mapa, condicionamos os neurônios através de estímulos diversos”, explica.

Leonardo esclarece que, embora clinicamente e do ponto de vista dos sintomas, muitas doenças de cunho neurológico -  como déficit de atenção e TOC, ou dislexia e quadros de anóxia – imitem umas as outras, o exame permite que haja uma diferenciação clara, evitando erros no diagnóstico e, conseqüentemente no tratamento, inclusive, o medicamentoso.

O resultado do tratamento por neurofeedback é demonstrado através de mapas obtidos no início e no final do tratamento de cada paciente, evidenciando cada condição de sua evolução. O tratamento é válido não só para os casos de autismo, mas também no tratamento da dislexia, déficit de atenção, ansiedade, depressão e pânico, além de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), estresse pós-traumático, fadiga crônica e fibromialgia, insônia, bem como quadros iniciais de Alzheimer, traumatismo crânio-encefálico e de isquemia ou derrame.

“Cada vez mais é possível desenvolver as potencialidades do cérebro. Na última década, a tecnologia permitiu o alcance de uma evolução sem precedentes, fazendo com que o tratamento não medicamentoso dessas diversas condições seja uma realidade”, esclarece Mascaro.

O especialista revela que o neurofeedback não possui contra indicações, nem mesmo para aqueles pacientes portadores de deficiência visual ou auditiva. “Conforme o trabalho acontece, novos mapeamentos são feitos e ajustes no tratamento são destacados”, diz .

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/treinamento-de-neuronios-tecnica-permite-tratar-depressao-isquemis-e-autismo/

sexta-feira, 4 de maio de 2012

PROJETO CÃO-GUIA - SESI/SP

Sesi abre inscrições para trabalhadores candidatos a receber cão-guia

O SESI-SP iniciou na semana passada, no Dia Internacional do Cão-Guia (25/4), as inscrições para deficientes visuais da Indústria de São Paulo se candidatarem a receber gratuitamente um cão-guia.  A seleção será realizada via site por cerca de 30 dias. O objetivo do projeto é proporcionar a estes cidadãos mobilidade autônoma para o trabalho e o desenvolvimento de suas atividades diárias com maior independência e segurança. De acordo com a RAIS 2010 (Relação Anual de Informações Sociais), 1.170 pessoas cegastrabalham na indústria de São Paulo.

São requisitos básicos para integrar o processo de seleção: trabalhar na indústria paulista; morar no estado de São Paulo; ser totalmente cego; ter entre 18 e 65 anos; capacidade de orientação e mobilidade em ambientes urbanos; e condições de arcar com os custos de manutenção do animal. Os habilitados passarão por avaliação multiprofissional com psicólogo, médico, assistente social e um técnico em orientação e mobilidade para iniciar a adaptação com o cão-guia. As inscrições devem ser feitas no site www.sesisp.org.br/caoguia

Atualmente, 19 cães retornaram ao centro de treinamento e 13 filhotes ainda permanecem com as famílias acolhedoras. No treinamento específico, com duração aproximada de seis meses, o cão aprenderá os comandos para ser um cão-guia, desviando de obstáculos como buracos, orelhões, galhos de árvores, dentre outros, e procurando soluções seguras para o usuário. Será ensinado como encontrar entradas e saídas de locais, ponto de ônibus, táxi, metrô e até atravessar na faixa de pedestre. Serão entregues 32 filhotes das raças Labrador e Golden Retriever. Em dois anos, a meta é entregar 100 cães-guia para deficientes visuais industriários, ampliando sua independência e permitindo a inclusão no mercado de trabalho.

Fonte: http://www.smabc.org.br/smabc/materia.asp?id_CON=29262&id_SUB=97

quarta-feira, 2 de maio de 2012

SIMPÓSIO: MECANISMOS DE EXCLUSÃO,ESTRATÉGIAS DE INCLUSÃO

DERD02112-0018_CartazSimposioA3O V Simpósio DERDIC: Mecanismos de Exclusão, Estratégias de Inclusão elege um tema de extrema importância para o Brasil e visa a desenvolver um debate que envolverá algumas áreas do conhecimento (Educação, Lingüística, Saúde, Psicologia, Ciências Sociais, Sociologia, Economia e Direito). Abordar questões relevantes, a partir de diferentes ângulos, é uma característica e a riqueza dos Simpósios promovidos pela Derdic/PUCSP. O V Simpósio tem como objetivos centrais debater formas atuais de abordagem da problemática daexclusão epromover discussões conceituais sobre o assunto que permitam vislumbrar novos caminhos e soluções inusitadas para a reflexão a respeito dos mecanismos de exclusão e seus efeitos sobre o homem. Tem, ainda, como meta, aprofundar o entendimento e movimentar a reflexão sobre ações voltadas para a inclusão social, profissional, política e educacional no Brasil. Nesse sentido, procura apreender relações vigentes e possíveis entre raízes da exclusão e possibilidades de inclusão. Espera-se, a rigor, propiciar a abertura de espaço de debate que sirva como solo para a emergência de um raciocínio crítico que possa subsidiar ações prospectivas eficazes.

No que concerne a Derdic – PUCSP, o benefício maior será o de, ao promover e participar efetivamente das discussões, realizar a ultrapassagem de limites conceituais e ideológicos decorrentes de práticas localizadas e cristalizadas. Em outras palavras, importa cruzar discursos instituídos, abalar certezas estáticas/cronificadas e criar, com isso, um desconforto produtivo. Tendo em vista a natureza do assunto a ser contemplado, que pretende abranger aspectos da exclusão-inclusão que ocorrem no país, o V Simpósio DERDIC deve ser compreendido como um evento nacional. Os convidados para as mesas plenárias e mesas-redondas são pesquisadores nacionalmente reconhecidos em suas áreas de reflexão e atuação, representantes de órgãos governamentais e/ou do Terceiro Setor, profundamente envolvidos com a questão em foco no V Simpósio.

A Derdic-PUCSP sente-se à vontade e preparada para a realização deste evento científico, dadas a tradição interdisciplinar impressa na sua constituição e a natureza inequívoca de sua missão acadêmica e social, qual seja: “educar surdos, prestar atendimento e tratamento a pessoas com alterações de audição, voz e linguagem, formar profissionais e realizar pesquisas para que todos os envolvidos nas atividades institucionais possam assumir o papel de agentes transformadores na sociedade”. Educadores, médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, lingüistas e assistentes sociais formam a base interdisciplinar das atividades que ali são desenvolvidas. Setores, Serviços e Programas debatem e promovem ações inclusivas nas esferas da Saúde, Educação e Trabalho. Pode-se afirmar que a relevância do tema proposto e a discussão interdisciplinar/interinstitucional que o evento promoverá, constituem as justificativas maiores para sua realização.

Inscrições: http://www.pucsp.br/simposioderdic/inscricao.html

Site: http://www.pucsp.br/simposioderdic/index.html

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