sábado, 18 de setembro de 2010

CONTRATAÇÃO DE PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA

Material em pdf, aborda em esquema de perguntas e respostas, os principais questionamentos sobre o deficiente como trabalhador dentro da sociedade.

  • Aborda os seguintes subtemas:
  • Contratação
  • Contrato de trabalho
  • Preconceito de chefes e colegas
  • Acompanhamento e avaliação
  • Outros aspectos
  • Dispensa

Segue abaixo um trexo do arquivo:

“A Contratação de Pessoa Portadora de Deficiência

O que a empresa deve observar na seleção de empregado com deficiência?
A equipe que efetua a seleção deve estar preparada para viabilizar a contratação desse segmento. Principalmente, precisa ter claro que as exigências a serem feitas devem estar adequadas às peculiaridades que caracterizam as pessoas com deficiência. Se isto não ocorrer vai ser exigido um perfil de candidato sem qualquer tipo de restrição, o que acaba por inviabilizar a contratação dessas pessoas. Como tal pode configurar uma espécie de fraude contra a Lei de Cotas, que foi criada justamente para abrir o mercado de trabalho para um segmento que não consegue competir em igualdade de condições com as demais pessoas (art. 36, alínea “c”, da Recomendação nº 168 da OIT, c/c item 4 do Repertório de Recomendações Práticas da OIT: Gestão de questões relativas à deficiência no local de trabalho).

Do candidato com deficiência pode ser exigida experiência?
Antes de ser instituída a obrigatoriedade de contratação de pessoas com deficiência, raras eram as empresas que as empregavam. Portanto, a elas não foram dadas oportunidades para terem em seu currículo experiência profissional. Assim, de uma forma geral, delas não deve exigir experiência. Quando a experiência for efetivamente necessária ao desempenho da função, a própria empresa deve oportunizar que a pessoa adquira internamente as habilidades, a postura de trabalho e os conhecimentos exigidos para o exercício de certos cargos (art. 36, alínea “c”, da Recomendação nº 168 da OIT, c/c item 4.4 do Repertório de Recomendações Práticas da OIT: Gestão de questões relativas à deficiência no local de trabalho).”

Para baixar para seu computador ou ler o material na íntegra clique aqui.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

AMBIENTE SEGURO PARA O PORTADOR DE ALZHEIMER

O texto abaixo foi transcrito fielmete do site: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/alzheimer_ambiente_seguro.htm

Prepare um ambiente seguro para o portador de Alzheimer

por Elisandra Vilella G. Sé

Já explicitei como que se configura o curso clínico da doença, que ela pode ser dividida por fases, de modo que numa fase inicial a pessoa pode levar uma vida independente e é capaz até de compensar suas perdas.
A pessoa é capaz de desempenhar suas atividades de forma satisfatória, mesmo com as falhas de memória bastante presentes. Ela pode também ter alterações de comportamento e que tem um impacto na convivência familiar, precisando o cuidador familiar ter um bom conhecimento da doença, seus sintomas, curso clínico e tratamento para poder lidar com as consequências dos sintomas.
Com tanta variabilidade de sintomas, de alterações e de comportamentos apresentados pelos pacientes, não é difícil imaginar as preocupações com segurança de acordo com cada estágio da doença.
Dessa forma, abordarei cuidados de segurança no ambiente que devem ser implantadas na medida que a família for percebendo sua necessidade. Embora todos os pacientes numa fase intermediária apresentem certo grau de dependência e não podem mais viver sós, a variabilidade das alterações de comportamento sugerem adaptações por parte da família.
É importante ressaltar que estar atento ao idoso quando esse se encontra em situação de riscos que muitas vezes fazem parte de seu cotidiano. Alguns hábitos no decorrer da vida, são mais difíceis de serem modificados. As modificações ambientais ou de hábitos que ocorrem bruscamente ou que forem impostas por outras pessoas, podem trazer consequências nos relacionamentos com a pessoa idosa. Portanto, deve-se demonstrar os riscos e adaptar o ambiente, solicitando a participação do idoso, fazendo com que a pessoa perceba os riscos e necessidades de tornar o ambiente mais seguro.
É importante lembrar que todas as medidas precisam ser adotadas tanto para os riscos e perigos no interior da casa e também no exterior. Para o ambiente externo é sempre bom manter a entrada da casa bem iluminada, isso evita quedas. Se o idoso for for lavar calçadas ou aguar plantas tomar precauções, como uso de botas de borracha para não escorregar em pisos escorregadios.
Mantenha material de jardinagem que forem perigosos, trancados. As pontas e cortes afiados em instrumentos grandes facilitam muito acidentes. Cerque a piscina e mantenha o portão fechado quando não estiver em uso. Mantenha pesticidas, defensivos e produtos para limpeza pesada trancados, isso não significa obrigatoriamente, instalar fechaduras em todas as portas de gavetas de armários. É que as pessoas com a doença de Alzheimer, devido à confusão mental estão mais sujeitas a ingerir produtos tóxicos.
Elimine todas as plantas tóxicas ou venenosas, ou cujas folhas podem ser irritativas ao contato, procure também evitar plantas com espinhos. Tome cuidados com degraus, de preferência utilize rampas no quintal e procure eliminar buracos ou saliências no acesso à casa ou ao quintal. Avalie a presença de animais domésticos no exterior da casa, como por exemplo cachorros grandes, pois esses poderão até mesmo numa bincadeira provocar uma queda do idoso.

Apartamento

Caso more em apartamento, esteja atento ao acesso às escadas e elevadores. Informar os funcionários do prédio sobre a condição do paciente e como poderá proceder no caso de o paciente pegar o elevador desacompanhado. Caso haja piscina, verifique como é o acesso. Verifique na portaria como é o controle de saída para a rua. Informar os funcionários que pode haver problemas de comunicação com o paciente. Se houver desorientação, explique que não pode deixar a pessoa sair desacompanhada. Coloque redes de proteção em janelas, sacadas e terraços. É muito comum as pessoas com doença de Alzheimer perambularem pela casa e na área externa e não calcularem adequadamente a distância, têm dificuldades para caminhar e distraem facilmente.
A perambulação é um sintoma bastante comum e manifesta-se como tendência a andar sem um objetivo definido. Esse sintoma é bastante variável e existe tratamento medicamentoso para isso, mas as precauções devem ser tomadas.
Alguns pacientes podem andar dentro de casa, no mesmo cômodo e outros tendem ir para a porta em direção à rua, e se não tomar cuidado, o paciente poderá abrir a porta, sair de casa e perder-se na rua. Então é preciso manter fechado as portas de saída e guardar as chaves onde não fiquem visíveis. Habitue que o paciente esteja sempre com uma pulseira de identificação, com seu nome e telefone ou cartão com informações na carteira ou bolsa.
Quanto às precauções no ambiente interno é importante que mantenha o mais livre possível, porque é muito comum explorarem o que estiver à vista. Coloque protetores nas quinas dos móveis. Coloque tampas de encaixe nos interruptores e tomadas elétricas. Mantenha objetos pequenos (ex. carretéis e bibelôs pequenos) fora do alcance. Mantenha equipamentos como ferro de passar, máquina de costura e ferramentas elétricas sempre em locais seguros e desconectados.
É aconselhável não encerar o chão para evitar que fique escorregadio. Pisos escorregadios podem ser melhorados colocando-se pequenas faixas de lixa de parede, com as partes ásperas voltadas para cima, nos locais de passagem, ou usando tintas antiderrapantes. Evite o uso de tapetes, principalmente com bordas salientes. Evitar ambientes escuros, verifique se a iluminação é suficiente. É preferível que coloque nos corredores luzes automáticas, os telefones de preferência sem fio.
Use corrimão em escadas e no banheiro. Evite o uso de chinelos soltos e solas lisas. Mantenha o ambiente ventilado com janelas abertas, mas com cuidados. Tenha em casa nos móveis portarretratos com fotografias nítidas da família e da pessoa que está com a doença. Mantenha calendários e relógio visíveis para a orientação do tempo.

Perigos na cozinha
Um ambiente perigoso da casa é a cozinha, por lidar com o fogão e guardar objetos cortantes. Portanto, as razões para a cozinha tornar um local de risco vão variar conforme a fase da doença. Mas as falhas de memória e alterações de comportamento podem ser um problema.
Numa fase inicial, algumas atividades podem ser mantidas, o que é desejável, mas podendo acarretar riscos, o que deve ser prevenido. A pessoa pode continuar cozinhando, mas é preciso que tenha sempre um cuidador junto na cozinha supervisionando como o paciente liga o gás, lida com os fósforos e acendedores, com as panelas no fogo, com as facas, etc...
Atualmente já existem fogões com timer e bloqueios no bico do fogão. Os fósforos ou acendedores devem ser mantidos fora do alcance caso o paciente não cozinhe mais. Deve-se sempre tomar cuidados também com eletrodomésticos. A pessoa idosa e com demência pode apresentar dificuldade para lidar com aparelhos novos.
Com relação aos alimentos, por uma combinação da alteração da função executiva e memória e de alterações do comportamento, a pessoa com doença de Alzheimer pode comprar alimentos em quantidade muito superior ao que necessita, ou economizar alimentos, podendo resultar em um excesso de comida que pode estragar. Pode haver confusão para distinguir o alimento estragado, vencido, o qual pode ser ingerido e provocar intoxicação ou infecção intestinal. É recomendável que sempre um cuidador familiar esteja presente quando os alimentos forem adquiridos e consumidos. Fique atento às quantidades e procure escolher os alimentos com prazo de validade mais longo.

Banheiro: fonte de riscos
O banheiro é outra parte da casa com diferentes modalidades de riscos. É muito comum ocorrer quedas de pessoas idosas ao se deslocarem no banheiro ou durante o banho, ou ao sentar-se e levantar-se do vaso sanitário. Sugere-se que a iluminação do banheiro seja adequada, por causa de evidências de desequilíbrio e coloque barras perto dos vasos sanitários e no box. Retire a chave do trinco para que o paciente não tranque a porta pelo lado de dentro ou então tenha sempre à mão uma chave que permita sua abertura pelo lado de fora. Retire tapetes de tecido que podem escorregar. Guarde em lugar seguro produtos de higiene pessoal e medicamentos. Verifique se a água do chuveiro está numa temperatura adequada. A pessoa com doença de Alzheimer pode não saber mais como fazê-lo e não perceber que a água está muito fria ou muito quente. Outra precaução é tomar cuidados com aquecedores a gás.
Tais dicas para tornar a casa mais segura e o convívio mais agradável são importantes para todas as famílias que possuem um familiar com o diagnóstico de doença de Alzheimer e também outro tipo de demência.
É importante ressaltar que muitas vezes se prevalece o bom senso. Uma mudança radical nos ambientes e na sua forma de agir com o paciente pode ser desastrosa para alguém que está com dificuldades de memória e orientação no tempo e no espaço.
A implementação de todas as medidas dever ser pensada, planejada e comunicada também aos outros familiares que convivem com o paciente. Faça as mudanças conforme as necessidades forem surgindo. Converse sobre as mudanças, explique o que está ocorrendo e quais os riscos. Faça as mudanças sempre no sentido de simplificar e facilitar o convívio. Mantenha o ambiente em equilíbrio quanto aos estímulos e o mais saudável possível.
O que caracteriza um lar não é só o ambiente físico, mas especialmente suas preferências colocadas em cada espaço e de forma segura, na forma de objetos, design, decoração, relacionamentos estabelecidos, identidade e funcionalidade. São atributos físicos, sensoriais, cognitivos, afetivos, espirituais, climáticos e funcionais que nos circundam o dia a dia e do qual fazemos parte.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ENTREVISTA SOBRE TDAH COM DR PAULO MATTOS

 

 

 

 

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ALUNOS SURDOS SOFREM COM A FALTA DE INTERPRETE - ES

De acordo com a secretaria de Educação de Vitória, a intérprete de uma das escolas está de licença médica. As mães reclamam do descaso e afirmam que os filhos querem estudar mas não recebem apoio. A cada dez crianças surdas no país apenas duas conseguem completar o ensino fundamental.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

MÉDIA SALARIAL DO TRABALHADOR COM DEFICIÊNCIA É SUPERIOR À MÉDIA GERAL

Diferencial está na remuneração dos trabalhadores reabilitados, deficientes auditivos e físicos.

Brasília, 10/08/2010 - Em 2009, o rendimento médio das pessoas com deficiência (R$ 1.670,46) foi superior à média de rendimento geral (R$ 1.595,22). O diferencial está na remuneração média dos trabalhadores reabilitados (R$ 1.866,29), com deficiência auditiva (R$ 1.765,20) e com deficiência física (R$ 1.680,98). Os assalariados com deficiência mental recebem os menores rendimentos (R$ 713,91). Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2009.

Os trabalhadores com deficiência auditiva apresentaram a maior diferença (58,3%) entre os rendimentos recebidos, segundo o gênero (R$ 2.048,25 para os homens e R$ 1.194,03 para as mulheres). Entre as pessoas com as demais deficiências, a disparidade entre os rendimentos médios recebidos por ambos os gêneros, foi menor, variando de 74,8% para os deficientes físicos a 87,2% para os assalariados com deficiência mental.

Do total de 41.207.546 milhões de vínculos trabalhistas ativos, registrados em 31 de dezembro de 2009, as pessoas declaradas com deficiência eram 288.593 mil (0,7% do total). Sendo que destas, as com deficiência física representavam (54.68%), auditiva (22,74%); visual (4,99%); mental (4,55%); múltiplas (1,21%) e reabilitados, (11,84%).

Escolaridade - Do total de 288.593 trabalhadores com deficiência, em 31 de dezembro do ano passado, 110.117 tinham Ensino Médio completo; 40.890l a oitava série completa do Ensino Fundamental; 32.663, ensino Superior Completo. Os trabalhadores com deficiência, analfabetos, eram apenas 3.007.

Gênero - Considerando-se o gênero, os homens tiveram uma maior representatividade em todos os tipos de deficiência, em relação à inserção no mercado de trabalho formal, no ano passado (65,57%), aumento de 64,32% em relação a 2008. Aqueles com deficiência física representavam (63,91%); com deficiência auditiva (66,78%); visual (65,21%); mental (72,86%); e múltiplas (69,74%).


Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537 - acs@mte.gov.br

quarta-feira, 28 de julho de 2010

XX ENCONTRO PAULISTANO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Evento será realizado em 21 de agosto, em São Paulo. Inscrições devem ser feitas até 3 de agosto.
Publicada em 26 de julho de 2010 - 17:30
A 20ª Edição do Encontro Paulistano de Pessoas com Deficiência, promovido pelo Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência - CMPD, será realizado em 21 de agosto, das 12h às 18h.
O objetivo do evento é reunir as pessoas com deficiência que lutam pela mesma causa, para discussão e elaboração das propostas e ações a serem implementadas.
Nesta ocasião, o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência estará comemorando 20 anos de existência e vai apresentar para a sociedade paulistana o resultado de suas ações a favor das pessoas com deficiência e seus familiares na cidade de São Paulo.

Serviço:
XX Encontro Paulistano de Pessoas com Deficiência
Realização: Conselho Municipal da Pessoa da Pessoa com Deficiência
Local: Memorial da America Latina - Prédio do Parlatino
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10 - Barra Funda - São Paulo / SP.
Horário: 12h às 18h
Credenciamento: das 12h às 13h
Público-alvo: Pessoas com Deficiências e interessados na causa das pessoas com deficiência.
Inscrições: Clique aqui para fazer sua inscrição.
O XX Encontro é aberto à participação de todas as pessoas desde que devidamente inscritas. As inscrições podem ser feitas até as 18h do dia 03 de agosto das seguintes formas:
- pessoalmente, no Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência - CMPD, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h;
- Pelo site do CMPD, enviando a ficha de inscrição para o seguinte e-mail:xxencontropaulistano@yahoo.com.br. O aviso de recebimento deverá ser apresentado no credenciamento do Encontro.
- nas reuniões e atividades do CMPD;
Programação:
12h às 13h - Credenciamento e Coffe Break
13h - Mesa de Abertura
Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida - SMPED
Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD) - CORDE
Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência - CONADE
Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência - CEAPCD
Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência - CMPD

13h - Hino Nacional
13h30 - "Resgatando o passado".
Juelina Nunes - Presidente da ABSW
Dora Simões - Fundadora da ABIS
14h - Homenagens
Sra. Luiza Erundina - Deputada Federal
Sra. Silvia Maluf
Ex- presidentes, conselheiros.
14h30 - Prestação de contas da gestão atual
Sra. Gersonita Pereira de Souza
15h - "Construindo o Futuro" - Planos e ações do CMPD
Sandra dos Santos Reis - Conselheira
16h - Considerações Finais
Apresentação de propostas de políticas públicas.
Avisos Gerais
18h00 - Encerramento.

Mais informações:
Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência - CMPD
Rua: Libero Badaró, nº 119 - 3º andar
(11) 3113-9672 // 9674 // 9675 FAX
Fonte:Clique aqui para acessar

segunda-feira, 26 de julho de 2010

MULHER CAI NA LINHA DO TREM

As imagens das câmeras de segurança da estação de trem na cidade de Sandy Springs no Estado americano da Geórgia, mostram uma mulher chegando à estação. Ela vai em direção aos trilhos, não percebe que a plataforma chegou ao fim e cai.

Por sorte, o maquinista do trem que se aproximava conseguiu frear a tempo.

A mulher, que sofreu apenas ferimentos leves informou aos funcionários da estação que é deficiente visual e não percebeu que já estava no final da plataforma da estação.

terça-feira, 20 de julho de 2010

PADARIAS DE SP TEM PROBLEMAS DE ACESSIBILIDADE

Fiscalização notifica 32 padarias de SP por problema de acessibilidade

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras notificou 32 padarias das zonas norte e leste de São Paulo após identificar problemas para o não terem instalações necessárias para atender pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Além disso, três estabelecimentos foram multados em R$ 3.800.

Ao todo, 54 padarias foram fiscalizadas nessa primeira fase de intensificação da fiscalização. Os estabelecimentos notificados terão um prazo de 30 dias para executar as adaptações. Já as padarias multadas, terão que pagar o valor mensalmente até a regularização das instalações. A multa foi aplicada porque os donos já tinham sido notificados em fiscalização anterior.

De acordo com a secretaria, os problemas encontrados nos estabelecimentos incluem sanitários inadequados, falta de acesso ao pavimento superior, presença de degraus em todas as entradas e vagas de estacionamento irregulares. Nas próximas semanas, a Subprefeitura Santana/Tucuruvi visitará outros 23 estabelecimentos que foram notificados e receberam prazo para adequações.

Segundo a secretaria, paralelamente às vistorias, também está sendo feito trabalho de conscientização junto aos empresários do setor, em parceria com o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo.

Fonte: Folha Uol

SONS EMITIDOS PELO BEBÊ PODEM AUXILIAR DIAGNÓSTICO DE AUTISMO

Cientistas americanos acreditam ser capazes de distinguir bebês autistas a partir dos sons que eles produzem.

Usando tecnologia para análise das vocalizações emitidas por 232 crianças com idades entre dez meses e quatro anos, os especialistas da University of Kansas identificaram diferenças nos sons emitidos pelas que foram diagnosticadas como sendo autistas.

A tecnologia permitiu diagnósticos corretos em 86% dos casos.

Estudos anteriores indicaram uma associação entre características vocais e autismo, mas, até hoje, o critério voz nunca foi usado no diagnóstico da condição.

O estudo americano foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Autismo é o nome dado a um grupo ou "espectro" de condições caracterizadas pela inabilidade de comunicação ou empatia com o outro, falta de traquejo social, traços obsessivos e comportamentos repetitivos.

Universal

Os cientistas americanos analisaram quase 1.500 gravações com um dia de duração feitas através de aparelhos fixados nas roupas das crianças.

Mais de três milhões de sons infantis foram usados na pesquisa, diz o estudo.

Os pesquisadores se concentraram em 12 parâmetros específicos associados ao desenvolvimento vocal do bebê.

Entre eles, o mais importante foi a habilidade da criança emitir sílabas bem formadas a partir de rápidos movimentos da mandíbula e língua.

Os especialistas acreditam que esses sons constituem as fundações das palavras.

Nas crianças autistas com até quatro anos de idade, o desenvolvimento nesse parâmetro é mais lento.

"Essa tecnologia poderia ajudar pediatras a fazer testes de autismo para determinar se o bebê deve ser examinado por um especialista para diagnóstico", disse o pesquisador Steven Warren, da University of Kansas, um dos envolvidos no estudo.

Ele explicou que a nova técnica pode identificar sinais de autismo aos 18 meses de idade. Atualmente, a média de idade das crianças diagnosticadas com a condição nos Estados Unidos é 5,7 anos.

E quanto mais cedo é feito o diagnóstico, mais eficazes são os tratamentos, acrescentou o especialista.

Outro ponto forte da tecnologia, ele explica, é que ela se baseia em padrões sonoros ao invés de palavras e pode ser usada para testar crianças de qualquer país.

"Pelo que sabemos, os aspectos físicos da fala humana são os mesmos em todas as pessoas", disse Warren.

Fonte: Folha Uol

segunda-feira, 19 de julho de 2010

PERNAS BIÔNICAS DEVOLVEM ANDAR A PARAPLÉGICOS

Pernas biônicas

Uma empresa da Nova Zelândia criou um par de pernas biônicas que permite que pessoas paraplégicas possam caminhar.
Durante o lançamento, nesta quinta-feira, o aparelho foi testado por Hayden Allen, que é paraplégico.
Com as pernas biônicas, Allen foi capaz de caminhar para o outro lado da sala para cumprimentar o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key.

Exoesqueleto

O aparelho, que tem o nome de Rex, pesa cerca de 38 kg e é feito sob medida.
Os inventores, Richard Little e Robert Irving, passaram sete anos desenvolvendo o projeto.
"Que eu saiba não existe outro aparelho que seja autônomo e que permita que as pessoas se levantem, caminhem, subam e desçam escadas sozinhas," diz Richard Little.
Na verdade, existem várias pesquisas e protótipos nesta área, equipamentos geralmente conhecidos como exoesqueletos.
Espera-se que o primeiro par seja vendido por cerca de US$ 150 mil, segundo o canal de TV neozelandês TVNZ.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

quinta-feira, 1 de julho de 2010

AUTISMO E PESQUISAS

Autismo: falta de informação motiva profissionais a pesquisar o tema

O autismo (ou transtorno do aspecto autista) é um transtorno que afeta uma em cada mil crianças em todo o mundo. Sem uma causa definida – não tem marcadores biológicos objetivos, como variações genéticas – o problema também não é facilmente reconhecido, pois não há traços físicos que indiquem o transtorno (ao contrário de outras síndromes, como a de Down). A falta de comunicação e de contato social são os maiores indicadores de que a criança possa sofrer desse transtorno.

466023 sxc Autismo: falta de informação motiva profissionais a pesquisar o tema“A avaliação normalmente é feita após os 36 meses de idade, pois é quando os pais notam alguma diferença no comportamento dos filhos e o encaminham para algum especialista, como fonoaudiólogas – pois observam o comprometimento da fala – ou neurologistas”, explica Julianna Matteo, psicóloga e pesquisadora do tema, que trabalha junto ao Grupo de Saúde Mental da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape), ligado ao Projeto Distúrbios do Desenvolvimento do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), e liderado por Francisco Asumpção, especialista no transtorno.

Comunicação afetada

As principais áreas afetadas nas crianças com autismo é a comunicação e a interação social. “As crianças autistas se isolam, não se comunicam efetivamente e têm grande dificuldade de manter contato visual com outras pessoas. O próprio nome ‘autismo’ quer dizer isso: em si mesmo, ou seja, uma pessoa que se isola no seu próprio mundo”, diz Julianna.

Outras características desses indivíduos são estereotipias – maneirismos – bastante conhecidas da maioria das pessoas: movimentos motores repetitivos sem função, como balançar o tronco ou as mãos. “Esses maneirismo causam algum bem-estar nesses indivíduos, que os repetem constantemente”, explica a especialista. Outras características apontadas por Julianna é a falta de medo – eles não pressentem o perigo de alguma ação iminente, assim como parecem não sentir dor –, a agressividade contra si mesmo ou contra terceiros e, dependendo do indivíduo, hiperatividade ou hipoatividade acentuada.

Nível intelectual também é afetado

“Cerca de 80% dos indivíduos com autismo também têm algum déficit intelectual”, observa Julianna. Em compensação, também há casos em que o nível intelectual é acima da média. Nesses casos a memória é excepcional, mas focada em assuntos de interesse específico. “Essa variação do espectro autista é chamada de Síndrome de Asperger”, explica. Mas mesmo com a inteligência acima da média, os problemas de comunicação ainda são presentes nesses indivíduos.

Desafio em pesquisar o assunto

A complexidade do assunto e a demanda desse público específico de pacientes com autismo, e seus cuidadores, levou os profissionais da Avape a reunir uma equipe multidisciplinar buscando uma melhor compreensão sobre o tema. A ideia é fomentar a pesquisa sobre o tema e, consequentemente, auxiliar a população. Um dos principais trabalhos é a validação – adaptação e avaliação – de escalas usadas em outros países para diagnosticar o transtorno.

“A principal ideia do grupo é estudar o autismo, um dos transtornos mais difíceis de serem diagnosticados, devido à inexistência de marcadores biológicos e à frequente combinação com outros diagnósticos, tanto na parte teórica quanto na prática”, afirma Claudio Gomes, médico assessor clínico da Avape.

Benefícios para a população

Para a população com autismo, o principal benefício desta parceria é obter um diagnóstico correto e precoce na medida em que se ampliam as possibilidades de aplicação de testes e inventários, além de um melhor direcionamento para o tratamento e prognóstico. Já para os profissionais envolvidos, a problemática proposta pelo grupo contribui com a divulgação do tema, pois o maior acesso às informações colabora com o aperfeiçoamento e conhecimento de instrumentais de avaliação, bem como de diretrizes para o tratamento.

Um dos resultados provenientes da parceria entre a Avape e a USP é uma cartilha para auxiliar pais e cuidadores no diagnóstico e entendimento do autismo. O manual expõe as principais características de diagnóstico do transtorno que podem ser observadas pelos pais e cuidadores desde a primeira infância. “A história aborda o que é o autismo e como diagnosticá-lo precocemente”, explica Gomes.

A cartilha será entregue para famílias e cuidadores de autistas atendidos pela Avape e também será disponibilizada na internet para download na página da Organização (www.avape.org.br). As próximas edições falarão dos modos de tratar, estimular e incluir o paciente com autismo na vida familiar e social.

por Enio Rodrigo - UOL

ARQUITETUR INCLUSIVA TRAZ AMBIENTES ACESSÍVEIS

Mostra com foco na arquitetura inclusiva traz ambientes acessíveis

UOL

O D&D Shopping em São Paulo firmou parceria com o Instituto Brasil Acessível para a realização da 1ª Mostra Casa e Corporativo Acessíveis, que acontece entre os dias 23 de junho e 25 de julho de 2010. O objetivo é divulgar o conceito de arquitetura inclusiva, possibilitando aos visitantes a experiência de usufruir ambientes totalmente acessíveis.

O conceito de arquitetura inclusiva é baseado no princípio do desenho universal, que cria espaços que possam ser usados pelo maior número de pessoas possível, propondo casas preparadas para qualquer limitação física, imposta pelo avanço da idade ou pela deficiência física.

No palco da praça de alimentação do shopping foi montada uma casa de um andar e 12 ambientes internos com estrutura metálica e vidros com vários espaços residenciais. Nos corredores foram construídos quatro ambientes corporativos, quatro ambientes residenciais e uma garagem.

Uma casa com o design universal é acessível para todo tipo de pessoa, tanto para crianças e idosos, que precisam de segurança, como para o cadeirante. “Além de adequações nos espaços de circulação de público, a mostra incentiva cada profissional a tornar seus ambientes inclusivos, colaborando para que a mostra se torne acessível a todos”, afirma Sandra Perito, curadora da mostra e diretora presidente do Instituto Brasil Acessível.

Participam da mostra os seguintes profissionais da arquitetura, design de interiores e paisagismo: Aquiles Nicolas Kílaris e Felipe Graciano Bignotto, Claudia Scheneider e Adriana Agostinho, Cristiane Schiavoni, Daniela Colnaghi, Daniela e Virgínia Velloza, Evelin Sayar, Gigi de Arruda Botelho, Glen Finch, Jorge Paulientti, Leandro Giordano, Marcos Jordão, Maria Fernanda Rodrigues, Marisa Garcia e Marli Assis, Melissa Lira e Ingrid Cincurá, Milena Pereira e Vanessa Fontes, Nelia Chinelly Fay e Rita Ramos, Robson Gonzales, Solange Marchezini e Cíntia Ema Padovan, Sueli Adorni e Zoe Gardini

Serviço
1ª Mostra Casa e Corporativo Acessíveis 2010 – Projeto & Estilo
Local: D&D Shopping - Avenida das Nações Unidas, 12.555, Brooklin, São Paulo (SP)
Horário: das 10h às 22h
Entrada: Gratuita
Informações: (11) 3043-9000 www.dedshopping.com.br

quarta-feira, 23 de junho de 2010

UNILEHU – UNIVERSIDADE LIVRE PARA EFICIÊNCIA HUMANA

Recebo muitas informações por e-mail de oportunidades de trabalho e notícias relacionadas ao conteúdo do blog, e recentemente postei uma informação errada, na verdade desatualizada era referente a um projeto de 2009, e corri para deletar a postagem. Isso me fez criar o hábito de averiguar a informação antes de posta-la.

Agora mesmo verificando uma informação me deparei com o site da UNILEHU, e fiquei muito contente! É uma universidade que surgiu de uma organização não governamental voltada para a inclusão de pessoas com deficiência. Tem sede no estado do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

O site é bem estruturado e de fácil navegação, oferece cursos e treinamentos gratuitos, cadastro de currículos, cadastro de vagas, prestação de serviços e desenvolve alguns projetos.

Convido todos a olhar o site: http://www.unilehu.org.br

UNILEHU - Universidade Livre para a Eficiência Humana Rua Visconde do Rio Branco, 888 - Mercês | Curitiba-PR | CEP: 80410-001
Telefone: (41) 3333- 6921 e (41) 3333-6464

DEFICIÊNCIA

ENCONTRO ONLINE PARA CUIDADORES DE PACIENTES COM ALZHEIMER

Encontro on-line oferece apoio a cuidadores de pacientes com Alzheimer

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer) está promovendo encontros na web com o objetivo de oferecer apoio aos cuidadores de pacientes com a doença de Alzheimer.

Após o primeiro, em abril, o segundo encontro acontece na próxima segunda-feira (28) com o tema "tratamento da doença de Alzheimer" e participação do professor de gerontologia da PUC-SP e membro da Abraz, Paulo Canineu.

Além do médico, especialistas abordarão diferentes formas de tratamento que beneficiam o cotidiano do paciente e do cuidador, e ainda ajudam a minimizar os prejuízos decorrentes da doença.

Os participantes também serão orientados sobre técnicas práticas, como colocar desenhos e etiquetas nos armários acessíveis ao idoso que represente seu conteúdo; escolher mesas com ângulos arredondados para evitar acidentes; não deixar os fios de telefone e computador na área de deslocamento; e utilizar a cama somente para o sono noturno.

Para participar do evento, basta acessar o site www.cuidadoresnaweb.com.br e se cadastrar.

SERVIÇO
Data: 28/06/2010
Horário: 21h
Portal:
www.cuidadoresnaweb.com.br

segunda-feira, 21 de junho de 2010

DECISÃO INÉDITA DA JUSTIÇA

19/06/2010-07h10

Homem contrai dívidas para estudar doença do filho, mas Justiça evita despejo em Curitiba

JULIANNA GRANJEIA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Uma decisão inédita da Justiça reverteu verba do fundo pecuniário --dinheiro recolhido de condenações judiciais-- para quitar a casa de um pai que abandonou o emprego para pesquisar a doença rara e incurável do filho. Ele seria despejado por falta de pagamento.

A história --que lembra a do filme "Óleo de Lorenzo" (George Miller, 1982)-- aconteceu em Curitiba (PR). O engenheiro mecânico Adolfo Celso Guidi, 52, deixou o cargo de gerente de uma concessionária em 2000, ao descobrir que o filho Vitor Giovani Thomaz Guidi, à época com dez anos, tinha gangliosidose GN1 tipo 2.

"A doença começou a se manifestar quando ele tinha quatro anos. Nenhum médico no Brasil conseguiu fazer o diagnóstico. Larguei tudo e fiquei uma semana em Buenos Aires com minha família, onde diagnosticaram a Gangliosidose. Quando eu retornei para o Brasil, um médico me disse que não tinha o que fazer", afirmou Guidi à Folha.

Divulgação/Justiça Federal de Curitiba

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Vitor e o pai Adolfo Guidi (dir.), em audiência de conciliação com o banco em Curitiba (PR)

O engenheiro, inconformado com a resposta, começou a estudar a doença na biblioteca da faculdade de medicina da UFPR (Universidade Federal do Paraná). "A gangliosidose impede a reprodução de neurônios, que degeneram. Por meio de um processo homeopático, que funciona como um antídoto de veneno de cobra, a gente fornece essa enzima e o organismo trabalha", explicou o pai, que encontrou a fórmula de um medicamento para o filho em 2001.

Para alcançar esse resultado, Guidi diz que gastou, na época, cerca de US$ 80 mil dólares (cerca de R$ 149 mil atualmente) e deixou de pagar as prestações de sua casa. "Tudo saiu do meu bolso, não pude mais pagar nada e minha casa foi a leilão", afirmou.

O processo da Caixa Econômica Federal, financiadora da casa, contra Guidi teve início na Justiça no dia 30 de março de 2001. Depois de vários recursos, o caso caiu nas mãos --abençoadas, segundo o pai-- da juíza federal Anne Karina Costa, 39, da Vara do Sistema Financeiro de Habitação de Curitiba (PR).

"O caso já estava tramitando em julgado e íamos fazer a liquidação, de acordo com a decisão judicial. Caso ele não pagasse o valor acordado, ele teria que sair do imóvel. Então, durante uma audiência de conciliação, após a representante da Caixa propor um acordo, ele disse que queria explicar o motivo de não ter pago a dívida e contou a história do filho dele. Falei para juntar toda a documentação e iniciar uma campanha para arrecadar dinheiro", afirmou a juíza.

O banco reduziu a dívida de Guidi de R$ 119.500 para R$ 48.500. Mesmo assim, ele não tinha possibilidade de pagar. "A única renda que eu tenho, vem do trabalho que faço quando dá tempo, na oficina mecânica que eu montei na minha casa", disse o engenheiro.

Mãe de três filhos, sensibilizada com a história de Guidi, Anne --que já foi juíza da Vara Criminal-- lembrou do fundo que a Justiça mantém com as penas pecuniárias. "Fiz uma solicitação para a juíza da 1ª Vara Criminal, Sandra Regina Soares, que é responsável pelo fundo, e para o Ministério Público Federal. O dinheiro arrecadado com as penas vão para entidades assistenciais, eu tive a ideia de inscrever Guidi como um projeto", afirmou a juíza.

Decisão inédita

Em uma decisão, que pelo conhecimento de Anne é inédita no Brasil, o Ministério Público e a Vara Criminal autorizaram que o fundo fosse utilizado para o pagamento da dívida de Guidi com a Caixa. A audiência final foi no dia 13 de novembro de 2009. "O que eu fiz foi algo que estava dentro da minha possibilidade. Eu me coloquei no lugar dele e ele optou pelo filho. Não teria como exigir dele outra atitude. Além disso, se retirássemos a casa, acabaríamos também com a única fonte de renda dele", disse a juíza.

Maria Teresa Maffia, 51, conciliadora da Caixa que atuou no caso, também diz que nunca ouviu falar de uma decisão como essa. "A Caixa é uma instituição financeira e nós fizemos tudo o que poderia ser feito, de acordo com o contrato dele. Na última audiência, todos nós ficamos muito emocionados. Nós não sabíamos dessa possibilidade de encaminhar o caso de uma pessoa física como um projeto", disse.

A juíza diz esperar que a decisão se repita e sensibilize as instituições financeiras. "Foi uma decisão judicial que abre precedentes para outros casos. Espero que as instituições, um dia, possam perdoar a dívida em casos excepcionais como esse".

Guidi cuida do filho sozinho, há três anos ele se separou da mulher. "Ela ficou mais doente que meu filho e eu não percebi. Até hoje ela não saiu da depressão. Se eu pudesse voltar atrás, teria agido de outra forma, mas, na época minha decisão era salvar a vida do meu filho e eu tinha muito trabalho", afirmou Guidi.

Hoje, o engenheiro auxilia duas outras crianças que têm a mesma doença do Vitor, 21. "Com a enzima produzida na farmácia de manipulação e com a alimentação que eu pesquisei e preparo para meu filho todos os dias, ele está muito melhor. Ele não tem mais dificuldades de engolir e a musculatura não é mais contraída como antes".

Vitor só caminha com auxílio, por isso usa uma cadeira de rodas. Ele frequenta a escola de educação especial 29 de Março, onde Guidi é tesoureiro e voluntário.

Para Guidi, sua história é uma "grande obra de Deus". "Eu sempre soube que não ia perder minha casa. Foi Deus quem colocou a juíza Anne e a Teresa da Caixa na minha vida. Se eu fosse para a rua, ninguém cuidaria do meu filho".

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terça-feira, 15 de junho de 2010

FILME DECISÕES EXTREMAS

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Vale a pena ver este filme, baseado em uma história real, que conta a determinação de um pai para salvar a vida de sua filha e de seu filho, ambos tem uma doença degenerativa chamada Pompe (doença do armazenamento glicogênico tipo II – informação que encontrei na wikipedia, clique aqui para saber mais sobre a doença).

A doença gera uma expectativa de vida até os nove anos, então John Crowley busca de forma determinada e incansável uma cura para seus filhos.

A história de John Crowley e sua família também está descrita na wikipedia (clique aqui para ler mais). Existe também um site sobre a família The Crowley Family onde encontramos mais informações e também podemos entender detalhadamente a história.

Um filme muito bonito, cheio de emoção e boas ações.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

PROJETO LIVRO FALADO

menina lendo para um menino cego

Nasceu com o objetivo de unir pessoas com deficiência visual e videntes através da literatura e do teatro. Somos apaixonados pelo livro e pela linguagem cênica. Acreditamos que a única coisa que podemos fazer nesta vida é nos humanizarmos, mas não se trata de humanidade por humanidade.

A base estrutural deste PROJETO é a qualificação tanto da pessoa com deficiência visual para a atuação na cena quanto do ledor voluntário para a feitura de livros falados. Nestes caminhos. buscamos criar encontros que primem pela riqueza artística onde o homem se eleve de sua condição básica. É disso que se trata este PROJETO: encontros que enriqueçam nossa humanidade.

Clique aqui para visitar o site Livro Falado

terça-feira, 8 de junho de 2010

INFORME-SE, APRENDA, ENTENDA, DIVULGUE!

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Manual de Convivência – Pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, em pdf.

 Clique aqui e baixe para seu computador ou leia online.

 

 

 

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Turismo e Acessibilidade – Manual de orientações, em pdf.

 Clique aqui e baixe para seu computador ou leia online.

 

 

 

 

 

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Viagem em aviões acessíveis – Guia para pessoas com deficiência, em espanhol, formato pdf.

Clique aqui e baixe para seu computador ou leia online.

 

 

 

 

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Regras de etiqueta frente a uma pessoa com deficiência. Em espanhol, formato pdf.

 Clique aqui e baixe para seu computador ou leia online.

sábado, 5 de junho de 2010

SESC LEVA A AUDIODESCRIÇÃO PARA SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

 

Mostra Melhores Filmes 2010 permite que as pessoas com deficiência visual e intelectual da região do Vale do Paraíba assistam a um filme com o recurso da audiodescrição, que permite significativa melhora no entendimento do enredo e da trama.

Publicada em 04 de junho de 2010 - 09:00

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O Sesc de São José dos Campos (SP) promove, a partir de quinta-feira (03), o Festival Melhores Filmes 2010, que exibe as produções audiovisuais, lançadas em 2009 e eleitas como favoritas do público e da crítica.

Visando promover a acessibilidade aos filmes, um dos destaques do Festival neste ano é a inclusão da audiodescrição, recurso que permite aos deficientes visuais compreender a narrativa por meio da tradução de imagens em palavras e pela descrição, em conjunto com as falas originais.

No Sesc São José, a sessão de "500 Dias com Ela (500 Days of Summer)" conta com o recurso da audiodescrição. Já a exibição do filme "É Proibido Fumar" inclui um bate-papo com a diretora Anna Muylaert, que marca o início das sessões de cinema no SESC, sempre às 18h, aos domingos.

Todas as exibições serão realizadas no Auditório da instituição e os interessados devem adquirir os ingressos com uma hora de antecedência. O Sesc fica na avenida Dr. Adhemar de Barros, 999, Jd. São Dimas. Mais informações pelo telefone (12) 3904-2000.

A exemplo de São Paulo, a produção do roteiro e a lucução audiodescritiva são de responsabilidade da IGUALE - Comunicação em Acessibilidade.

Programação:

Ervas daninhas

Dir. Alain Resnais | França-Itália | 2009 | 104 min | Drama.

Dia 03, quinta, às 18h. 126 lugares. 16 anos. Grátis.

Anticristo

Dir. Lars Von Trier | Alemanha-Dinamarca-França-Itália-Polônia-Suécia | 2009 | 109 min | Terror

Dia 4, sexta, às 20h. 126 lugares. 18 anos. Grátis.

A festa da Menina Morta

Dir. Matheus Nachtergaele | Brasil | 2008 | 110 min | Drama.

Dia 5, sábado, às 19h. 126 lugares. 18 anos. Grátis.

É proibido fumar

Dir. Anna Muylaert | Brasil | 2009 | 89 min | Romance.

Dia 6, domingo, às 18h. 126 lugares. 16 anos. Grátis.

Bate-papo com Anna Muylaert

Dia 06, domingo, logo após a exibição de É Proibido Fumar. Vagas limitadas. Grátis.

500 Dias com Ela

Dir. Marc Webb | Estados Unidos | 2009 | 95 min | Comédia Romântica.

Dia 13, domingo, às 18h. 40 lugares. 12 anos. Grátis.

Com audiodescrição para deficientes visuais.

Se nada mais der certo

Dir. José Eduardo Belmonte | Brasil | 2008 | 120 min | Drama.

Dia 20, domingo, às 18h. 126 lugares. 18 anos. Grátis.

Deixa ela entrar

Dir. Tomas Alfredson | Suécia | 2008 | 110 min | Terror.

Dia 27, domingo, às 18h. 126 lugares. 16 anos. Grátis.

Fonte: Agora Vale

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