sábado, 31 de outubro de 2009

SEMANA NACIONAL DO EXCEPCIONAL (DE 21 A 28 DE AGOSTO)


Não estamos na semana comemorativa mas vale a pena ver o vídeo.

MATERIAIS PARA DOWNLOAD SOBRE CONSTITUIÇÃO DE UMA APAE


Constituição de uma APAE - Baixe aqui

Criação APAE Fundação e Documentação - Baixe aqui

Estatuto APAE - Baixe aqui

Fluxograma Utilidade Pública Federal APAE - Baixe aqui

Programa de Educação Profissional e Colocação no Trabalho - APAE - Baixe aqui

Utilidade Pública Estadual Critérios APAE - Baixe aqui

Utilidade Pública Estadual Modelo Relatório Anual APAE - Baixe aqui

Utilidade Pública Federal Documentação necessária para concessão do título APAE - Baixe aqui

Utilidade Pública Federal Endereço APAE - Baixe aqui

Utilidade Pública Federal Modelo de Requerimento APAE - Baixe aqui

MATERIAIS PARA DOWNLOAD SOBRE GESTÃO E SUSTENTABILIDADE


Cooperação entre Organizações do Terceiro Setor como Estratégia de Sustentabilidade - Baixe aqui

As Diferentes Dimensões da Sustentabilidade em Uma Organização da Sociedade Civil - Baixe aqui

Gestão Empresarial no Terceiro Setor: Entrevista - Baixe aqui

O Desempenho nas Organizações Sem Fins Lucrativos - Baixe aqui

Gestão e Sustentabilidade: Um Estudo Multicasos em ONGs Ambientalistas - Baixe aqui

Utilização do Planejamento Estratégico em Organizações sem Fins Lucrativos - Baixe aqui

Terceiro Setor Algumas Reflexoes sobre a Intensa Corrida pela Sustentabilidade - Baixe aqui

Definindo a Sustentabilidade no Âmbito da Gestão Social: Reflexões - Baixe aqui

Organização do Terceiro Setor: Práticas contábeis nas entidades voluntárias - Baixe aqui

Gestão e Sustentabilidade: Os Novos Rumos para o Serviço Social - Baixe aqui

A Eficiência Operacional e as Organizações sem Fins Lucrativos - Baixe aqui

Caminhos para Sustentabilidade nas Organizações Sociais sem Fins Lucrativos - Baixe aqui

Mantendo a Documentação em Dia - Baixe aqui

Captação de Recursos da Teoria à Prática - Baixe aqui
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

RECADO DE UM DEFICIENTE VISUAL


José Carlos Tanque

Eu perdi um pouco de minha visão aos quatro anos. Bastante visão aos dezesseis e praticamente tudo do pouco que me restava uns três anos depois.

Vou ser muito franco e sincero. Tive momentos difíceis na hora de estudar, na hora de querer namorar, na hora de querer dançar em uma festa.

Não é fácil se adaptar ao mundo quando não se enxerga, mas é importante entender que poucas coisas realmente valiosas são fáceis.

Rapidamente, percebi que tinha só duas opções. Eu podia ficar fechado em casa, chorando, porque era uma vítima, ou podia sair e viver a vida.

Foi fácil entender isso intelectualmente. Emocionalmente, demorei um pouco para aceitar esta simples lógica.

Ficando em casa, eu estaria garantindo que nada do que eu queria jamais seria possível.

Eu queria trabalhar, ter responsabilidade, ser produtivo, ser amado, casar, ser independente. Nada disso me seria garantido se eu não me arriscasse e não fosse à luta.

Mas, se eu ficasse me sentindo uma vítima, era certo que nunca teria nada do que queria. A decisão era fácil, embora a luta não fosse.

Acredito que algo que sempre incomoda quando se está enfrentando um desafio, como a cegueira, é que acreditamos que tudo isso é injusto. Por que eu? Por que eu estou ficando cego?

Com certeza, outras pessoas se perguntam outras coisas como: por que eu tenho câncer? Por que não tenho dinheiro? Por que não sou o homem mais bonito ou popular?

O interessante, nisso tudo, é que sempre achamos que o nosso problema é o mais sério. Quando um jovem faz o maior drama, porque não tem a roupa da última moda ou um carro legal, temos vontade de rir.

Com certeza, não rimos de alguém mais maduro que está com uma doença séria. Mas pensamos, silenciosamente, pelo menos ele viveu uma vida feliz. Ou, pelo menos ele enxergou a vida inteira e viu coisas lindas. E eu?

O certo é que não damos valor a nada do que temos. Então, sempre parece que não temos nada. Só damos valor a coisas que perdemos, que antes nunca demos atenção.

Quando estava fazendo mestrado em Washington, triste por algum motivo, nem sei se era porque, como cego, estava tendo dificuldades ou se meu computador estava com problemas, escutei, através do rádio, as notícias de um professor universitário na Califórnia que era tetraplégico.

Como não podia usar seus braços e pernas, ele precisava pegar um lápis com sua boca e escrever no seu computador, apertando uma tecla de cada vez.

Imagine: eu me sentindo a maior vítima. No entanto, eu podia andar por todo o campus, sem ajuda de ninguém, podia escrever mais rápido à máquina do que qualquer pessoa na minha sala.

Aquele professor me ajudou a valorizar muitas coisas que eu não estava dando importância. Perguntei-me: o que é justo? O que é injusto?

É justo eu ter pernas quando não as utilizo para ganhar medalhas nas olimpíadas? Ou não as uso para ajudar o próximo e nem sequer as valorizo?

É justo eu ter um cérebro e não utiliza-lo ao máximo? É justo eu ter braços fortes e não usa-los para abraçar, demonstrar meu amor a quem, todos os dias, me dá tanto?

É justo eu ter uma vida e não me lembrar de agradecer aos meus pais por me terem permitido nascer?

Afinal, sabe-se de tantos que são mortos enquanto ainda são embriões ou fetos.

É justo eu ter uma esposa, um curso universitário, um coração que pulsa, rins que funcionam, pulmões fortes, mãos rijas, e não me recordar de dizer ao meu Criador: obrigado, Deus, por me teres criado?

***
A carta que acabamos de ler é de um jovem brasileiro, que trabalha em nova Iorque há quatro anos.

Sua filosofia pessoal, com certeza, não alentará somente aqueles que estão enfrentando a cegueira física, mas também a todos aqueles de nós, portadores da cegueira espiritual, que não nos permite enxergar as bênçãos que recebemos diariamente.

Pensemos nisso e mudemos o foco das nossas vidas de lutas, dissabores e dificuldades para vidas de oportunidades, testes e aprendizado.

Fonte: recebido por email. 

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE DEFICIENTES


O que é a deficiência?
A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema ósteo-articular, o sistema muscular e o sistema nervoso. As doenças ou lesões que afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis, segundo o(s) segmento(s) corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida.

Quais os tipos de deficiência?
Lesão cerebral (paralisia cerebral, hemiplegias); Lesão medular (tetraplegias, paraplegias); Miopatias (distrofias musculares); Patologias degenerativas do sistema nervoso central (esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica); Lesões nervosas periféricas; Amputações; Seqüelas de politraumatismos; Malformações congênitas; Distúrbios posturais da coluna; Seqüelas de patologias da coluna; Distúrbios dolorosos da coluna vertebral e das articulações dos membros; Artropatias; Reumatismos inflamatórios da coluna e das articulações; Lesões por esforços repetitivos (L.E.R.); Seqüelas de queimaduras.

Quais os fatores que levam a deficiência?
Violência urbana; Acidentes desportivos; Acidentes do trabalho; Acidentes automobilísticos; Tabagismo; Maus hábitos alimentares; Uso de drogas; Sedentarismo; Epidemias/Endemias; Agentes tóxicos; Falta de saneamento básico.

Quais os tipos de exames existentes?
Barositometria (Lesados Medulares); Avaliações Complementares por Especialidades Afins; Avaliação Isocinética; Eletroneuromiografia; Potencial Evocado; Urodinâmica; Ergoespirometria; Baropodometria; Avaliação Clínica Fisiátrica; Teste de Propriocepção - Reactor; Avaliações Complementares por Equipe Multiprofissional; Laboratório de Análise Tridimensional do Movimento.

Quando você encontrar uma pessoa com deficiência, o que fazer?
Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com alguma deficiência. Isso é natural, pois a nossa cultura não está acostumada com essa situação. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente", do "fora do normal". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não-deficientes. Nunca faça de conta que a deficiência não existe, trate-a normalmente. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real. Não é para fazer perguntas sobre a deficiência, e sim encará-la, e aceitá-la.

Pode o homem deficiente ter relações sexuais?
Pode. Devemos esclarecer que será uma relação diferente, mais lenta, e com muito mais carinho. Pois o lado psicológico é muito importante. O homem, dependendo da deficiência, de "ativo" passará para "passivo", Mas isso não significa que ele não dará prazer para sua mulher, pelo contrário, dizem que os homens deficientes são melhores amantes, do que os ditos "homens normais".

E a mulher deficiente, pode ter relação sexual?
Pode. A mulher, em geral, deficiente, ou não, é parte "passiva" numa relação. Por conta dessa condição, a mulher deficiente não encontra barreiras em se relacionar sexualmente. Mas devo esclarecer, que para ela ter êxito nas suas relações, é preciso encontrar um homem que seja cuidadoso e carinhoso. Pois em certos casos, a mulher tem pouca sensibilidade ou nenhuma nos membros inferiores. Então o cuidado é para não machucá-la, e o carinho, é porque as mulheres merecem.

O homem deficiente pode ter filhos?
Depende. Isso varia muita da deficiência de cada um. Mas devo esclarecer que não poder ter filhos não significa ser impotente. O que acontece é que derepente o número de espermatozóides não é suficiente para engravidar uma mulher. Pode acontecer com qualquer homem, deficiente, ou não.

E a mulher deficiente, pode ter filhos?
Pode. Em geral todas, até as que tem uma deficiência mental. A mulher só não engravidará se ocorrer algum problema clínico.

O deficiente é um inválido?
Nunca. O que acontece é que tem algumas deficiências que dificultam a locomoção do deficiente, fazendo com que ele fique mais tempo dentro de casa. Mas a mente, a sua capacidade de pensar e produzir, sempre estão presentes, em total atividade.

O deficiente sofre preconceitos?
Claro. Como qualquer pessoa que não se encaixem no perfil de "normal". Apesar de ter melhorado um pouco, ainda falta muito.

O que devemos fazer para isso melhorar?
É simples. Basta que as pessoas encarem o deficiente como uma pessoa, e não como deficientes. Claro que não é para ignorar a deficiência da pessoa, mas encará-la como uma limitação, e não uma aberração. Uma deficiência pode acontecer com qualquer um, ninguém está livre.

O deficiente sofre discriminação por parte da própria família?
Às vezes sim. Isso acontece porque dependendo de como a pessoa se tornou deficiente, a família é pega de surpresa, e não está preparada para essa mudança, e quase sempre não há um esclarecimento por parte do médico, da real situação da pessoa que ficou deficiente. Diante do desconhecido, por medo, as pessoas acabam agindo errôneamente, e com isso, magoando outras pessoas.

E a família do namorado(a) não deficiente aceita bem essa relação?
Depende. Tem pessoas que são bem esclarecidas, e sabem que o que vale é o conteúdo da pessoa. Mas há pessoas que valorizam muito o físico, a matéria. Essas pessoas não aceitariam nunca, que um filho(a) namorasse um deficiente, esse tipo de pessoa tem aquela idéia ultrapassada de que o deficiente é um inválido, que ele não tem condições de realizar, seja financeiramente, seja sexualmente outra pessoa.

Fonte: http://www.deficiente.hpgvip.com.br/perguntas.html


LAZER E DEFICIENTE


Muitas pessoas acham que a vida de um deficiente é só tristeza ou lamúrio, o que não é verdade. Os deficientes tem limitações, dificuldades, mas mesmo assim, a cada dia, vão superando os seus próprios limites.E é essa determinação, essa superação, que fazem eles serem especiais.

Apesar das limitações, das barreiras arquitetônicas e etc, nada o impedi de se distrair, de se divertir, de se comunicar e se relacionar com outras pessoas. O deficiente gosta e pode usufruir de cinema, piscina, praia e muito mais.
O deficiente não pode ficar condenado a uma vida vegetativa, a uma prisão sem muros.

AVIÃO
Sempre comunique a companhia aérea o seu estado físico, a sua deficiência, e peça um atendimento especial;
Procure fechar com uma companhia que tenha esse tipo de serviço. Hoje somente a Varig não cobra por esse atendimento especial;
Marque a passagem com algumas horas de antecedência, pois se deixar pra marcar em cima da hora, você pode ficar sem embarcar;
Comunique a aéro-moça a sua falta de equilíbrio, porque aquele sinto de barriga não segura tetraplégicos, e a pessoa pode se machucar numa freada mais brusca;
Se você não tem problemas de alergia, vá usando fralda ou com uma sonda de demora. Com certeza você se sentirá mais seguro, e como conseqüência, ficará mais calmo;
Existe um regulamento entre as companhias aéreas em que o acompanhante de um deficiente tem 80% (por cento) de desconto na sua passagem, mas só vale se for tarifa cheia.
Lembre-se, não tenha vergonha de pedir ajuda. Qualquer pessoa, mesmo sem deficiência, se precisar, pede.

ÔNIBUS
É bem simples, basta ter alguém para entrar com o deficiente no ônibus, e outra para retirá-lo;
Se você não tem problemas de alergia, vá usando fralda ou com uma sonda de demora. Com certeza você se sentirá mais seguro, e como conseqüência, ficará mais calmo;
Leve água, biscoitos ou frutas, pois você estará sozinho e não terá como descer do ônibus;
Leve seu dinheiro, e coisas pessoais junto com você, pois se você precisar usá-las, elas estarão a mão;
Se precisar de ajuda, peça, não tenha vergonha;
Lembre-se de pedir para alguém lhe buscar, ou lhe esperar na rodoviária.

CARRO (sozinho)
Primeiro, verifique o carro muito bem;
Lembre-se, qualquer pane com o carro, é você que terá de resolver:
Leve tudo a mão. Dinheiro, comida, água, etc.;
Avise a alguém que você está indo viajar:
Programe-se bem, saiba quais os postos de gasolina próximos, coisas assim.

CARRO (acompanhado)
Não tem muita diferença de viajar de ônibus. Siga as dicas de viagem de ônibus, que vai dar tudo certo.

Fonte: http://www.deficiente.hpgvip.com.br/lazer.html

BRAILE NO DINHEIRO


Cédulas e Moedas de Dinheiro com Código Braille para identificação dos valores monetários pelos portadores de necessidades especiais (PNE) - Deficientes Visuais

A presente invenção elaborada por Leonardo Gontijo refere-se à disposição do Código Braille nas faces de moedas e cédulas representativas de valores, possibilitando assim a indetificação visual táctil do real e exato valor do dinheiro manuseado e negociado por todos os portadores de necessidades especiais - deficientes visuais , garantindo-lhes visualização táctil com viabilidade , segurança e confiança em todas as relações monetárias perpetradas.

Em que pese a relativa difusão do Código Braille em inúmeros segmentos, serviços e produtos facilitando sobremaneira o desenvolvimento pleno dos portadores de necessidades especiais - deficientes visuais no empreendimento de qualquer atividade; inexiste o fluxo corrente de moedas e cédulas representativas de valores com a estampa do código braille, fator que possibilitaria aos portadores de necessidades especiais - deficientes visuais - identificação total e plena dos valores representados nas cédulas e moedas. É óbvio, legal e moral que por possuir necessidades especiais, os deficientes visuais não podem ser segregados da vida normal da coletividade, excluídos de atividades profissionais, educacionais, de entretenimento, culturais, esportivas e outras, para tanto há o Código Braille que viabiliza a tão propalada inclusão social. Todavia, no manuseio do dinheiro pela moeda e cédula corrente em nosso país ou do estrangeiro os portadores de necessidades especiais - deficientes visuais - são alijados da negociação segura e confiavel pela impossibildade de identificação plenas dos valores expressos nas cédulas e moedas, tornando-se,portanto e infelizmente, alvos fáceis de oportunistas e vigaristas.

Com o intuito de solucionar tal inconveniente,desenvolveu-se a presente invenção,onde com a disposição do Código Braille nas faces das moedas e cédulas representativas de valores viabilizar-se-á a identificação visual táctil plena e total pelos portadores de necessidades especiais - deficientes visuais - do exato e real valor inscrito nas cédulas e moedas,facilitando e principalmente assegurando a confiabilidade no manuseio e negociação monetária.


Imagem (exemplo): dinheiro em braile

Leia mais em: http://braillenodinheiro.com/
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PROMOTORIAS DE DEFESA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA E IDOSOS


Aracaju - Sergipe
Núcleo de Defesa da Cidadania e Promotoria de Justiça dos Direitos do Cidadão
Pç. Fausto Cardoso, 327 - Centro
Edifício Walter Franco - Ministério Público
Tel: (79) 3216-2400 Fax: 3211-7472 | 3211-7479
http://www.mp.se.gov.br
cao@mp.se.gov.br

Belém - Pará
Promotoria de Justiça de Defesa do Idoso e da Pessoa com Deficiência
Rua Ângelo Custódio, 36 - Anexo do Ministério Público - Cidade Velha
Tel: (91) 4008-0410
http://www.mp.pa.gov.br
deficiente@mp.pa.gov.br

Belo Horizonte - Minas Gerais
Centro de Apoio Operacional - Pessoas com Deficiência e Idosos - CAO-PPDI
Av. Raja Gabaglia, 615 - Térreo - Cidade Jardim
CEP 30180-090
Tel: (31) 3295-2838 / 3295-1727 (fax)
http: www.mp.mg.gov.br
caoppdi@mp.mg.gov.br

Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Idosos de Belo Horizonte
Rua dos Timbiras, 2928 - 7º andar - Barro Preto
CEP: 30140-062
Tel: (31) 3295-2045 / 3295-3935 (fax)
pj.idoso@mp.mg.gov.br
pj.deficiente@mp.mg.gov.br

Boa Vista - Roraima
Promotoria de Defesa do Consumidor e da Cidadania
Ministério Público do Estado de Roraima
Av. Santos Dumont, 710 - São Pedro
Tel: (95) 3621-2900 | 2917
http://www.mp.rr.gov.br/promotorias

Brasília - Distrito Federal
Promotoria de Defesa do Idoso e do Portador de Deficiência - PRODIDE
Edifício do Ministério Público do Distrito Federal
Eixo Monumental 1º andar, Salas 125 e 127
Tel: (61) 3343-9414 | 9960
Disque-idoso: 0800-6441401
http://www.mpdft.gov.br

Ministério Público do Trabalho
Procuradoria Geral do Trabalho
SAS Quadra 4, Bloco L, Sala 803
CEP: 70070-900
Tel: (61) 3314-8533

Campo Grande - Mato Grosso do Sul
Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania
Rua Padre João Crippa, 753 - Centro
Tel: (67) 3321-3250
http://www.nppd.ms.gov.br

Curitiba - Paraná
Promotoria dos Direitos do Idoso
Av. Marechal Floriano Peixoto, 1251
Tel: (41) 3219-5254
http://www.mp.pr.gov.br

Cuiabá - Mato Grosso
Promotoria de Justiça em Defesa da Cidadania
Rua 08, s/nº - Edifício das Promotorias de Justiça - Térreo
Centro Político Administrativo, Cuiabá-MT
CEP 78050-070
Tel: (65) 3613-5280 | 3613-5267 | Fax: 3613-5219
Disque- cidadania: 0800-6471700
http://www.mp.mt.gov.br

Fortaleza - Ceará
Promotoria do Idoso e do Deficiente
Rua Assunção, 1100 - José Bonifácio
Tel: (85) 3452-3756
Disque-denúncia: 0800-850022
http://www.mp.ce.gov.br

Florianópolis - Santa Catarina
30ª Promotoria de Justiça de Florianópolis
Av. Othon Gama d'Eça, 611, 3º andar, Edifício Palas - Centro
Tel: (48) 3229-7507 | 3229-7508
http://www.mp.sc.gov.br

Goiânia - Goiás
Promotoria do Idoso e do Deficiente
Rua 23, esquina com a Av. B, Quadra A-6, Lote 15/24 - Jardim Goiás
Tel: (62) 3243-8070
esmp@mp.go.gov.br
http://www.mp.go.gov.br

65ª Promotoria de Justiça de Defesa do Cidadão
Tel: (62) 3243-8130
65promotoria@mp.go.gov.br

João Pessoa - Paraíba
Procuradoria de Defesa dos Direitos do Cidadão
Rua 13 de maio, 677 - Centro
Tel: (83) 2107-6112

Macapá - Amapá
Promotoria da Cidadania de Macapá
Rua Paraná, 336 - Santa Rita
CEP: 68.900-000
Tel: (96) 3212-1850
http://www.mp.ap.gov.br
mp@mp.ap.gov.br

Maceió- Alagoas
Promotoria de Justiça Coletiva Especializada de Defesa da Saúde, do Idoso e do Deficiente
Rua Dr. Pedro Jorge Melo e Silva, 79, 1º andar - Poço
Tel: (82) 3326-2529
http://www.mp.al.gov.br
helder@ofm.com.br

Manaus - Amazonas
Promotorias Especializadas na Proteção e Defesa dos Direitos Constitucionais do Cidadão - PRODEDIC
Av. Coronel Teixeira, 7955 - Nova Esperança
Tel: (092) 3655-0500
Disque-denúncia: 0800-920500
http://www.mp.am.gov.br

Natal - Rio Grande do Norte
Centro de Apoio a Pessoa com Deficiência e Idoso
Rua Manoel Alves Pessoa Neto, 97, Candelária
CEP 59.065-555
Tel: (84) 3232-5103
http://www.mp.rn.gov.br
caopminorias@yahoo.com.br

9ª, 30ª e 42ª Promotorias de Justiça em defesa dos Direitos dos Idosos e das Pessoas com Deficiência da Comarca de Natal- Estado do Rio Grande do Norte
Endereço: Av. Engenheiro Roberto Freire, 8790,
Bairro de Ponta Negra, Central do Cidadão-Praia Shopping
CEP: 59.090-000
Tel: (84) 3232-7244 e 3232-7245

Palmas - Tocantins

Promotoria do Idoso
Praça dos Girassóis, s/nº
Tel: (63) 3218-3586
http://www.mp.to.gov.br

Porto Alegre - Rio Grande do Sul
Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos
Rua Santana, 440, 7º andar - Santana
CEP: - 90040371
Tel: (51) 3288-8916 | 3288- 8912
http://www.mp.rs.gov.br/promotorias
dhumanos@mp.rs.gov.br

Porto Velho - Rondônia
Centro de Apoio Operacional Cível
Rua Jamari, 1555, bairro Olaria
CEP 78903-037 - Porto Velho - RO
Tel 69 3216-3850 | 3216-3762 | 3216-3989 (fax)
http://www.mp.ro.gov.br/web/caocivel

Recife - Pernambuco
Av. Visconde Suassuna, 99 - Santo Amaro
Tel: (81) 318-27417
Disque-idoso: 0800 2812280
http://www.mp.pe.gov.br

Rio Branco - Acre

Promotoria Especilizada de Defesa da Cidadania e da Saúde
Av. Getúlio Vargas, 2061 - Bosque
Tel: (89) 3212-2088
http://www.mp.ac.gov.br

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro
Promotorias de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa Portadora de Deficiência
Av. Marechal Câmara, 186, 4º andar - Centro
Tel: (21) 2550-9050
Ligue-idoso: (21) 2299-5700
http://www.mp.rj.gov.br
cao3@mp.rj.gov.br

Salvador - Bahia
Promotoria de Justiça da Cidadania
Av. Joana Angélica, 1312 - Nazaré
Tel: (71) 3324-6406 | 3324-6408
http://www.mp.ba.gov.br
caoci@mp.ba.gov.gr
cidadania@mp.ba.gov.br

São Luís - Maranhão
11a. e 18a. Promotoria Especializada dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Av. Daniel de La Touche, 2800, Elevado da Cohama (Garden Shopping), salas 78 e 79
CEP: 65061-022
Tel: (98) 3219-1904 | 3219-1836 e 3219-1816 | 3219-1314
Fax: (98) 3219-1880
Disque-denúncia: 0800-981600
http://www.mp.ma.gov.br/pid/index.htm
pid@pgj.ma.gov.br

São Paulo - São Paulo
Núcleo de Atenção ao Idoso
Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Cíveis e de Tutela Coletiva
Rua Riachuelo, 115, 7º andar, sala 720, Centro
CEP 01007-904 - São Paulo-SP
Tel: 11 3119-9844 | 3119-9525 | 3119-9590 (fax)
http://www.mp.sp.gov.br
caocivel@mp.sp.gov.br

Promotoria de Justiça da Pessoa com Deficiência de Presidente Prudente
Av. Cel. José Marcondes, 2.201 - Vila São Jorge
Presidente Prudente - SP
Tel/Fax: (018) 3221-3144 ramal: 207
Site: www.pjpp.sp.gov.br
E-mail: luiz.ferreira@mp.sp.gov.br


Teresina - Piauí
Promotoria do Idoso
Rua Álvares Mendes, 2294 - Centro
CEP: 64.000-060
Tel: (86) 3216-4550
Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência - CADD
Tel: (86) 3216-4550
http://www.mp.pi.gov.br
cadd@mp.pi.gov.br

Vitória - Espírito Santo
Centro de Apoio Operacional Cível e de Defesa da Cidadania
Rua Humberto Martins Paula, 350 - Edifício Promotor Edson Machado - Enseada do Suá
Tel: (27) 3224-4517
http://www.mp.es.gov.br
cacc@mpes.gov.br

JOVEM SEM OS BRAÇOS DÁ PALESTRAS DE MOTIVAÇÃO




Carol Tanaka, 24 anos, é formada em educação física.
Ela nasceu sem os membros superiores e usa os pés para quase tudo.

Do G1, em São Paulo

Ela se formou em educação física, trabalha como assistente administrativa, adora artesanato e, sempre que pode, dá palestras sobre motivação em empresas. Carol Tanaka, 24 anos, não tem os dois braços, mas nunca deixou que a deficiência fosse um obstáculo para seus objetivos. Ao contar a história de sua vida em suas apresentações, Carol ensina sobre o valor da vida, e prova que não vale a pena perder o humor por causa dos pequenos problemas do dia a dia.

A jovem já nasceu sem os membros superiores e desde criança a habilidade com os pés é natural, surgiu por instinto. “Era engraçado porque, quando eu tinha uns 3 ou 4 anos, as crianças me viam fazendo tudo com os pés e tentavam imitar, mas não conseguiam. Eu sempre tive essa habilidade, e nem entendia minha deficiência como um problema”, diz ao G1. Hoje, Carol tem os pés como ferramenta para usar o computador, digitar, escrever e até para pentear os cabelos. “Precisa de muito alongamento e elasticidade, mas é possível.”

No clima da atual novela das oito, "Viver a Vida", a Rede Globo está promovendo uma campanha para lembrar que a vida vale a pena, apesar das dificuldades e dos obstáculos cotidianos. Venha Viver a Vida dá nome a uma série de reportagens que mostra histórias de superação, em que momentos de tristeza dão lugar à esperança. Venha Viver a Vida reúne casos exemplares, vividos por gente famosa e por anônimos. Essas reportagens são publicadas no G1 , nos sites EGO , GloboEsporte.com , Vídeo Show e na página oficial da novela Viver a Vida .
            
Apesar de uma infância tranquila, Carol passou por uma adolescência conturbada. “Foi um pouco complicado, com olhares diferentes, preconceito e brincadeiras de mau gosto. Minha família foi fundamental nessa e em outras fases da minha vida, porque sempre me colocou para o mundo, falando a verdade sobre minha deficiência, mas incentivando todos os meus projetos. Sou muito bem resolvida quanto a isso”, afirma.
 
As dificuldades foram superadas com a quebra de mais uma barreira: o gosto pelo esporte. Em dois anos de competições regionais, Carol ganhou sete medalhas de ouro de natação. “Eu adoro nadar, mas nunca quis seguir carreira como atleta. Mesmo assim, essa etapa foi importante porque eu via pessoas que tinham deficiências mais complicadas e percebi que não ter dois braços não era tão ruim. Convivi com tetraplégicos que nadavam só com a força do pescoço e da cabeça, e pessoas que não tinham nem os braços e nem as pernas”, diz. Mais do que um incentivo à prática esportiva, o amor pela natação levou Carol a escolher a educação física como profissão.
          
No começo, conta, não foi fácil. “Foi a quebra de um paradigma. As pessoas acham que a educação física é para quem tem um corpo perfeito, e eu provei como é importante que o deficiente esteja incluído”, diz. Carol estagiou em academias durante a faculdade, mas não conseguiu emprego na área e hoje trabalha com administração. “Eu sempre fui muito otimista em tudo na minha vida. Então, como não estava conseguindo emprego, fiz alguns cursos na área de gestão empresarial e administração para abrir o leque. E adoro.”

Ela leva uma vida normal. Dirige, com os pés, um carro completamente adaptado. Aliás, essa foi, segundo Carol, a superação de que mais se orgulha. "Eu via meus amigos completando 18 anos e tirando carta, e não sabia se ia conseguir. Mas corri atrás das aulas e consegui a doação do carro adaptado e dirijo desde os 20 anos", diz.

Como grande parte das meninas de sua idade, Carol tem o sonho de se casar com o noivo, com quem está há nove anos, ter filhos e assumir sua própria casa. “Sei que não será fácil, mas cada etapa da minha vida é uma superação, e esse é o meu sonho agora.”

CARDÁPIO EM BRAILE - PORTO ALEGRE


Cardápios em braile chegam a restaurantes de Porto Alegre
Serviço é oferecido gratuitamente por secretaria.
Estabelecimentos comerciais devem ceder papel para impressão.

Do G1, em São Paulo

Deficientes visuais já podem solicitar o cardápio em braile em restaurantes de Porto Alegre. De acordo com a Agência de Notícias de Porto Alegre, a confecção do cardápio em braile é um serviço gratuito oferecido à comunidade pela Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis).

A secretaria informa que a procura ainda é pequena e os interessados devem encaminhar a solicitação para elaboração dos cardápios.

A única exigência é de que os estabelecimentos comerciais cedam o papel para uso na impressora.

Qualquer estabelecimento comercial pode solicitar a confecção dos cardápios. O contato pode ser feito pelo e-mail: seacis@seacis.prefpoa.com.br.
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UM BELO EXEMPLO



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SITE ACESSIBILIDADE BRASIL



Procurando informações sobre acessibilidade encontrei este site: http://www.acessobrasil.org.br

A Acessibilidade Brasil é uma sociedade constituída por especialistas da área de educação especial, professores, engenheiros, administradores de empresas, arquitetos, desenhistas industriais, analistas de sistemas e jornalistas, que têm como interesse comum o apoio, ações e projetos que privilegiem a inclusão social e econômica de pessoas com deficiência, idosos e pessoas com baixa escolaridade.

Além de disponibilizar diversas feramentas, no link: http://www.dasilva.org.br encontramos uma relação de sites acessíveis conforme as regras WCAG e E-GOV, e também um avaliador de sites acessíveis, existe disponível também um programa para baixar para o computador para auxiliar a deixar seu blog ou site acessível.


COOPERATIVA DE TÁXIS ESPEICAIS - RJ


Cooperativa de Táxis Especiais para Portadores de Necessidades Especiais do Rio de Janeiro (Especial Coop Táxi).

Serviço de táxi adaptado para pessoas com *deficiência física* e *idosos*, que dependem de cadeira de rodas para locomoção*. São 11 carros Fiat Dobló adaptados com plataforma elevatória acondicionada aos veículos, com previsão de aquisição de mais 70 veículos nos próximos meses.

As cores são diferentes, *azul marinho com faixa amarela*, mas os preços são os mesmos dos táxis comuns.

Funciona 24 horas.

Os usuários poderão solicitar o serviço através do telefone *21 - 3295-9606*.

ACREDITAR NA VIDA

Acreditar na vida é ter esperança no amanhã.
Saber que após a noite vem o dia.
Viver intensamente as emoções.
Ser espontâneo.
Apreciar o nascer e o por do sol.
Amar as pessoas incondicionalmente.
Aproveitar todos os momentos.
Vencer a depressão.
Fazer trabalho voluntário.
Confiar na voz da intuição.
Perdoar...
Estimular a criatividade.
Não se prender a detalhes.
Chorar de felicidade.. .
Deixar para lá.
Ter pensamento positivo.
Respeitar os sentimentos dos outros.
Rir sozinho.
Saber trabalhar em equipe.
Ser sincero.
Encontrar a felicidade nas pequenas coisas.
Entender que somos pessoas únicas.
É dançar sem medo.
Não se apegar a bens materiais.
Respirar a brisa do mar.
Ouvir a melodia suave de uma fonte.
Observar a natureza.
Adorar um dia de chuva.
Ter motivação.
Enxergar além das aparências.
Descobrir que precisamos dos outros.
Esquecer o que já passou.
Buscar novos horizontes.
Perceber que somos humanos.
Vencer a nós mesmos.
Ver a beleza da alma.
Sair da passividade.
Saber que a vida é consequência de nossas atitudes...
Não adiar decisões.
Mimar a criança interior.
Deixar acontecer...
Praticar a humildade.
Curtir as pequenas vitórias.
Viver apaixonado pela vida!
Entender que há limites.
Ter auto estima.
Ver a vida com outros olhos...
Só se arrepender do que não fez.
Fazer parcerias com os amigos.
Dormir Feliz.
Amar...
Saber que estamos só de passagem.
Aproveitar as oportunidades.
Ouvir o coração...
Acreditar na Vida!

Nelson Paim 


A POLÍCIA EM PROTEÇÃO AO CIDADÃO IDOSO


*Archimedes Marques

“A comunidade não pode se acostumar à decadência e a estagnação como o peixeiro se acostuma ao mau cheiro da peixaria." (Gilberto Lems)

A atual Polícia, a Polícia cidadã que fora plantada com a Constituição Federal em vigor, nasceu, cresceu, floresceu e já dá bons frutos para toda a sociedade brasileira cumprindo sua função de bem proteger a população contra as ações criminosas diversas e lutar pela cidadania geral.

Dentre todas as classes sociais, dentre todos os grupos de pessoas, encontram-se os grupos dos vulneráveis que carecem de uma maior atenção e proteção por parte da Polícia e das demais organizações constituídas para bem zelar pelo Estado Democrático de Direito estabelecido no nosso País.

Os considerados vulneráveis são aquelas pessoas que por condições diversas têm as diferenças estabelecidas entre eles e a sociedade que os envolve e que em conseqüência os transformam em desiguais. A desigualdade, entre outras determinantes, torna a pessoa em incapaz ou pelo menos, dificulta enormemente a sua faculdade de livremente expressar a sua vontade própria.

Dentre os vulneráveis que necessitam de proteção especial por parte da Polícia, fará o presente texto somente menção ao idoso que também urge de tratamento adequado abrangente a toda a sociedade que o cerca.

A Organização Mundial da Saúde classificou cronologicamente como idosa no nosso País e em outros em desenvolvimento, a pessoa com mais de 60 anos de idade, e assim as nossas Leis seguiram tal classificação e orientação para estabelecerem os seus direitos inerentes, cuja obrigação de cumprimento é da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público em todas as suas esferas, órgãos e instituições.
A enciclopédia virtual Wikipédia nos ensina que: “As pessoas idosas têm habilidade regenerativas limitadas, mudanças físicas e emocionais que expõe a perigo a qualidade de vida dos idosos. Podendo levar à Síndrome da Fragilidade, conjunto de manifestações físicas e psicológicas de um idoso onde poderá desenvolver doenças.”

O Advogado RAEL ROGOWSKI no seu artigo intitulado “No crepúsculo da existência” tece considerações quanto ao fim do ciclo da existência humana que, por si só, já traz seus infortúnios, como as limitações físicas, as perdas anatômicas como a audição, acuidade visual dentre outros não melhores que levam o idoso a uma maior fragilidade e desigualdade de condições no âmbito da sociedade em que se vive.

A Constituição Federal em 1988, chamada carinhosamente de Constituição cidadã, configurou os direitos do cidadão dentre os quais o do cidadão idoso que eram pouco respeitados, entretanto, somente 15 anos depois é que foi promulgada a Lei nº 10.741 em 1º de outubro de 2003, ganhando a denominação de Estatuto do Idoso que é um instrumento de garantias básicas desse grupo e estabelece todos os seus direitos fundamentais com proteção integral do Poder Público, contudo, o distanciamento entre a Lei e a realidade dos idosos no Brasil ainda é enorme e preocupante.

É triste ter que constatarmos, que apesar dos avanços sociais, apesar de seis anos de vigência do Estatuto, uma grande parte da sociedade ainda trata o idoso como se fosse ele um “traste qualquer, sem mais utilidade alguma, um simples objeto descartável, um fardo pesado e inútil, um resto de ser humano, uma coisa imprestável. Para muitos envelhecer é passar do ativo ao passivo, ou seja, deixar de fazer para que façam por ele, é deixar de ter valor, deixar de ter habilidade, deixar de ter opinião própria, deixar de ser cidadão e, passar a ser limitado em tudo. Isso em todos os setores da vida é assim, inclusive nos locais de trabalho. Envelheceu, se aposentou, logo a sua larga folha de serviço prestados ao povo é colocada num canto e só lembrada pós-morte. Esquecendo-se de valorizar em vida a sua sabedoria adquirida na pratica da sua trajetória. Esquecendo-se de enaltecer a riqueza da experiência acumulada ao longo dos anos da sua existência. Esquecendo-se que o idoso pode trazer de volta, pode resgatar muitos valores perdidos pela violência da sociedade que em desabalada correria deixou-se cair pelo caminho, tais quais: A honra, a dignidade e a honestidade, trina valoração maior dos tempos idos, dos velhos tempos”

A questão da humilhação, dos maus tratos e crimes diversos praticados contra os idosos continua sendo sério problema no seio da nossa sociedade apesar de todos os órgãos de denúncia, ajuda e proteção, criados a partir da Lei especifica em vigor. O idoso continua sendo vítima dos mais diversos tipos de violência, tanto no âmbito social e familiar quanto na área das entidades públicas e privadas diversas que agem como se estivessem acima das Leis, quando na verdade, por conta disso, encontram-se à margem dessas.

As Delegacias Especializadas em Proteção ao Idoso que já se fazem presentes nas principais cidades do País, e quando não, as demais unidades da Policia Civil fazem as suas vezes, continuam recebendo diariamente diversas ocorrências de fatos negativos e criminosos praticados contra o idoso em todas as áreas de transgressões possíveis.

O ser humano, único ente supostamente racional, é responsável por todos os atos que pratica. Todos aqueles que são imputáveis penalmente sabem perfeitamente que tem que enfrentar a força das Autoridades superiores em caso da infração das Leis do País, estabelecidas para bem da ordem comum. Alguns procedem corretamente para com o idoso graças a um impulso instintivo de retidão, amor recíproco, concordância e respeito absoluto às normas. Outros andam no caminho da legalidade apenas por temor à Justiça. Outros, porém, não pensam nem agem, nem de uma maneira nem de outra, somente querem levar vantagem em tudo, ultrapassando todas as barreiras da dignidade e praticando todas as espécies de transgressões em nome da sua irracionalidade e inconseqüência.

A mídia mostra de quando em vez, reportagens com filmagens de idosos sendo maltratados pelos chamados “tratadores” dentro das suas próprias residências e, também por funcionários ou enfermeiros de clinicas, casas especializadas nos seus acompanhamentos ou mesmo asilos. O idoso é também vítima fácil para todas as espécies de marginais. Constantemente sofre lesões corporais, injúrias, homicídios, latrocínios, roubos, furtos e golpes de estelionatos ou fraudes diversas.

Tornaram-se praxe em todas as partes do País os golpes que as quadrilhas de estelionatários ou falsários freqüentemente aplicam nos idosos visando as suas ínfimas aposentadorias. Pessoas sem o mínimo escrúpulo, aproveitando-se da boa vontade, da inocência ou da falta de discernimento ou raciocínio lógico de muitos idosos, os enganam facilmente até mesmo por telefone com falsas promessas ou vantagens miraculosas, fazendo empréstimos e compras em seus nomes ou por vezes tomando-lhes os seus proventos.

No âmbito familiar não é diferente. Por vezes os próprios filhos ou parentes próximos, usando de artifício, ardil, fraude ou de posse de procurações, passam a administrar os seus proventos ou realizam empréstimos na mais alta condição possível dos idosos para usar o dinheiro em benefícios próprio, deixando os mesmos a passar necessidades e privações, diminuindo ainda mais a suas mínimas pensões por longos e intermináveis anos.

Crítica maior é  a situação em que se acham muitos idosos da classe pobre no nosso País e, pior ainda quando são eles também deficientes físicos ou visuais que parece fugir-lhes toda perspectivas de dias melhores. Além de tentarem sobreviver com pensões irrisórias paga pelo Estado, fazendo verdadeiros malabarismos com o seu minguado dinheiro, quase sempre ainda sofrem da irracionalidade dos seus próprios familiares que lhes tomam todos os bens materiais possíveis.

A problemática se arrasta pela área social, difícil de resolução, quando por vezes, um idoso apesar de provedor da família por conta da sua aposentadoria, é maltratado e humilhado dentro da sua própria casa pelos seus filhos a quem sustenta, e por receio, medo de represálias ou resquícios de amor, não os denuncia, preferindo viver o resto dos seus dias em constante inferno à espera da morte verdadeiramente dita.

De quando em vez a Polícia age a partir de denúncias anônimas ou telefônicas dando conta de maus tratos praticados contra idosos em determinados locais. Comparece nas residências suspeitas, comprova a veracidade dos fatos através de investigação social preliminar em que vizinhos afirmam categoricamente que constantemente ouvem gritos, impropérios, palavras de baixo calão ou frases altamente ameaçadoras e agressivas, barulho de vidros quebrados, pancadas diversas além de choros e gemidos advindos daqueles supostos lares, ao passo que, quando se traz aos autos dos procedimentos instaurados nas Delegacias, as próprias vítimas idosas, desmentem tudo e afirmam viverem em harmonia, em paz, bem e adequadamente com os seus familiares, prejudicando assim o objetivo primordial do Inquérito Policial que é arrecadar o maior número de provas possíveis em busca da verdade absoluta e, que por certo, quando no Judiciário, restarão inócuas com a conseqüente saída ilesa dos criminosos.

A rotina Policial sofre imensamente, de quando em vez, ao constatar verdadeiros cúmulos do absurdo diante ao mais alto grau de maus tratos aliados a ausência de qualquer sentimento de compaixão para com o idoso enfermo, debilitado ou impotente de reação. Já houvera casos comprobatórios dessa miséria absoluta em que a Policia encontrou em barracos feitos de restos de tábuas e papelão situados em invasões, palafitas ou favelas, pessoas idosas enfermas ou debilitadas em condições sub-humanas, prostradas em cima de camas imundas, com aparências esqueléticas, cheias de feridas pustulentas ou enormes chagas a eivar malefícios, em ambiente totalmente insalubres, horríveis, fedentinos, impregnados de urina, fezes, ratos e baratas por todo canto, além das verdadeiras nuvens de moscas a forçarem a existência das suas tristes, deprimentes e horrendas morte em vida. Por vezes são idosos também doentes mentais, que moram sozinhos, que foram abandonados pela família ou que teimam em não procurar apoio dos órgãos estatais competentes, de outras, são idosos que residem com filhos drogados ou alcoólatras inveterados que na verdade são também mortos-vivos nefastos, irresponsáveis, inconseqüentes e desprovidos de quaisquer sentimentos.

É aí que o Policial protetor da sociedade, protetor do idoso, também ser humano, também sensível, também filho, também pai, também futuro idoso... Tem que se conter, tem que saber reter as suas lágrimas, tem que se fazer de forte para não se complicar ao querer ser um carrasco da Lei de Talião contra os culpados por aquelas situações insanas e agressivas a qualquer olhar sentimentalista.

As agressões, as humilhações, as fraudes e outros delitos praticados contra os idosos não são privilégios somente de muitos delinqüentes da classe pobre. Por vezes, com menos freqüência, também a classe média e a rica sofre da mesma inconseqüência, só que em casos bem diferentes, menos agressível e menos sofrível, embora em proporções maiores em termos de confusão pela partilha da “herança em vida” ou pela mantença ou troca de guarda dos idosos, principalmente quando aquele por quem se briga possui boa aposentadoria, rendimentos outros, gorda conta bancaria ou valorizados bens materiais.

Irmãos denunciam irmãos alegando maus tratos contra seus pais que estão sob a guarda dos outros e, de quando em vez, a Polícia constata no final das investigações, indícios fortes da não probabilidade das acusações, muito pelo contrário, caminham os autos, para restarem provados crimes de denunciação caluniosa por conta da ganância dos acusadores em quererem estar a qualquer custo na gerencia do patrimônio dos idosos. É o vil metal falando mais alto para as pessoas inescrupulosas.

Em contra partida há  muitos casos adversos de briga entre irmãos, uns jogando a obrigação da guarda dos pais para outros, principalmente quando o idoso recebe pensão irrisória que não dá para o seu sustento próprio. É a insensibilidade falando mais alto para as pessoas nefastas.

E então se rasgam o Estatuto do Idoso, se desmerecem o Código Penal, se ultrajam a Constituição Federal, se esquecem ou pouco se importam que sejam regidos por Leis.

A trina força da linha de frente do Poder Publico trabalha a contento para fazer valer os direitos do cidadão idoso. A Polícia, o Ministério Público e o Judiciário agem em defesa do idoso e da própria ordem constitucional para fazer cumprir as Leis e punir os seus infratores.

A Polícia na qualidade de guardiã das Leis e protetora da sociedade age preventivamente e repressivamente, evitando ou investigando os crimes para entregar os infratores à Justiça.

O Ministério Público na qualidade de fiscal e defensor das Leis e da sociedade age interferindo nas ações Policiais para denunciar os crimes ao Judiciário.

O Judiciário na qualidade de órgão processante, conciliador e julgador pune os infratores quando da comprovação das culpabilidades dos seus atos criminosos.

Neste contexto não podemos deixar de destacar a atuação da Polícia, em especial, da Policia Judiciária que age no calor dos fatos, na versão da voz trêmula dos ofendidos, na emoção e trepidação moral causadas pelos crimes, na emergência e constância das problemáticas e do tumulto das ocorrências e, através dos procedimentos e Inquéritos Policiais, quase sempre entrega ao Judiciário bons autos recheados de provas técnicas e testemunhais, além das configurações de autorias, materialidades e motivações dos crimes, para que assim se façam Justiça depois dos devidos Processos Legais.

Continuemos então todos nós, as pessoas de bom senso, consciência, racionalidade e equilíbrio, na constante luta pelos nossos idosos... Continuemos a debater essa grave problemática que ainda ocorre hodiernamente com os nossos idosos... Continuemos reivindicando melhoras para os nossos idosos... Continuemos nos mobilizando em prol dos nossos idosos... Continuemos denunciando as arbitrariedades praticadas contra os nossos idosos... Continuemos a exigir os direitos dos nossos idosos... Continuemos protegendo os nossos idosos... Continuemos respeitando os nossos idosos... Continuemos honrando e dignificando os nossos idosos!...

Só uma luta constante, vigilante e permanente da grande parte racional da sociedade brasileira é capaz de configurar um novo olhar, um olhar dignificante e merecedor para os nossos queridos idosos que são os nossos irmãos, pais, tios, avós, parentes, amigos, cidadãos e, seremos nós num futuro próximo, se tivermos sorte, caso a morte não antes nos leve.

(*Delegado de Polícia. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela U.F.S. Atualmente lotado na Delegacia de Apoio e Defesa do Idoso, em Aracaju- SE)

archimedes-marques@bol.com.br

Baixe aqui o artigo em pdf



EVENTO DISCUTE A RELAÇÃO DA MÍDIA COM A DEFICIÊNCIA



A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) participa do Seminário Internacional Comunicação & Exclusão: Pessoas com Deficiência, Invisibilidade e Emergência, que será realizado, de 27 a 29 de outubro, com promoção do SESC São Paulo e do Instituto MID para a Participação Social das Pessoas com Deficiência.

O seminário discutirá a formação dos profissionais da área de Comunicação, o papel da mídia e das artes, a importância das tecnologias assistivas e a responsabilidade do Estado e dos governos em torná-las acessíveis por meio de políticas públicas.

A abertura acontece dia 27 de outubro de 2009, às 19h, seguida de conferência com Julia Hoffmann, orientadora no Departamento de Ciências da Comunicação na Universidade de Amsterdã – Holanda.

O Seminário Internacional Comunicação & Exclusão: Pessoas com Deficiência, Invisibilidade e Emergência acontece no Ginásio LUDUS do SESC Vila Mariana, à Rua Pelotas, 141.

Informações no site: www.sescsp.org.br

 26/10/2009 - SMPED

terça-feira, 27 de outubro de 2009

MUNDANÇA NO LAYOUT


Olá a cada dia pensamos em mais inovações para o blog Apoio Social Brasil, simplesmente para deixa-lo mais fácil e agradável de se "navegar", e também tornar nossas postagens mais atrativas.

Por esse motivo, trocamos o layout do blog, também disponibilizamos no topo direito a possibilidade do visitante alterar a o tipo e o tamanho da fonte, possibilitando uma leitura mais agradável para quem tem ou não problemas de visão.

Aos poucos na medida do possível, e com as ferramentas disponíveis na internet, vamos inserir mais e mais ferramentas para tornar o acesso ás informações aqui postadas mais acessíveis.

Um grande abraço

Apoio Social Brasil


PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS ESTREIA NA STOCK CAR


Para Sérgio Vida, a competição é mais do que uma corrida de carros, é uma prova de superação. Com um veículo totalmente adaptado, ele dirige, troca a marcha, acelera e freia com as mãos.



Vídeo com Sergio Vida,dirigindo pela primeira vez um carro, ele é portador de necessidades especiais estréia na categoria de acesso da Stock Car nesse domingo em Curitiba -PR , desejamos muito sucesso e que abra as portas para mais deficientes.

CONSELHO MUNICIPAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA - CMPD



O que é o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência?

O Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência - CMPD é o órgão de representação das pessoas com deficiência perante a Prefeitura de São Paulo. Sua função é elaborar, encaminhar e acompanhar a implementação de políticas públicas de interesse do deficiente na saúde, na educação, no trabalho, na habitação, no transporte, na cultura, no lazer, na acessibilidade ao espaço público e nos esportes.

O CMPD ainda promove atividades de integração dos deficientes, além de fazer e receber denúncias de discriminação.

A Coordenação do Conselho é composta por sete membros assim distribuídos: um deficiente auditivo, um deficiente físico, um deficiente visual, um deficiente mental ou seu representante legal, um deficiente múltiplo ou seu representante legal e dois outros escolhidos entre todas as deficiências. O presidente é eleito pelos conselheiros.

Atendimento

Horário de atendimento ao público: 08h às 17h
Telefones: 3113-9672, 3113-9673, 3113-9676
TDD (Telefone para surdos): 3113-9674
FAX 3113-9675
cmpd@prefeitura.sp.gov.br

Plantões:

Segunda-feira - das 09h00 às 17h00
Conselheiros: Silvana Souza do Nascimento, Paulo Rogério Moreira, Maria Aparecida Moura e Terezinha Sant'anna

Terça-feira - das 09h00 às 17h00
Conselheira Marly dos Santos

Quarta-feira - das 09h00 às 17h00
Conselheira Maria de Fátima S. Lima

Quinta-feira - das 12h00 às 17h00
Conselheiras: Maria Lindacy Alves e Mariana Pereira de Souza

Sexta-feira - das 09h00 às 17h00
Conselheira Neuraci de Souza Moreno

A presidente do Conselho, Dora Simões, está presente todos os dias, salvo compromissos de agenda. Na ausência da presidente, respondem os conselheiros eleitos.

Para mais informações acesse: http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/deficiencia_mobilidade_reduzida/cmpd

UM VÍDEO MUITO INTELIGENTE SOBRE RACISMO


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