sexta-feira, 30 de maio de 2014

Pesquisa da Unicamp obtém pó que vira osso, para substituir implantes

O engenheiro mecânico e pesquisador da Unicamp Hugo Cardoso desenvolveu um material puro que poderá ser usado em próteses e substituir as ligas de aço nos implantes de face e pescoço. A tese de doutorado, defendida em fevereiro, comprovou que a substância, em pó e diluída em um líquido específico, é 100% adaptável ao corpo e se transforma em osso, além de ser mais leve que os materiais tradicionais, como o titânio. Agora, a segunda fase da pesquisa busca produzir próteses personalizadas em três dimensões.

O material utilizado pelo pesquisador de 27 anos foi o alfa-fosfato tricálcico, composto de fosfato e cálcio que já tinha sido obtido por outros estudiosos, mas sem a pureza necessária para não ser rejeitado pelo organismo. “Não tinha consenso sobre a pureza do material, sempre havia algum contaminante que impedia que o composto chegasse a 100% do rendimento”, explica Cardoso.

“Já se sabia que esse material se converte em osso, o que não tinha era ele puro, que foi o que consegui”, comentou o pesquisador. Ele explica que estudou as variáveis que influenciam sobre o composto e, a partir da análise, eliminou os fatores que impediam a pureza. “Com base nas variáveis de tempo, temperatura do forno e formas de resfriamento, obtive a pureza do material”.

Segundo Cardoso, o invento é destinado a implantes nas regiões da cabeça e pescoço, já que a resistência do composto é baixa para ser utilizada no quadril ou joelho, por exemplo. “O peso de todo o corpo recaí sobre o joelho, por exemplo, e isso danificaria o implante”. Ele apresentou a tese junto à Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp e, por sete meses, conduziu a pesquisa no Instituto de Cerâmica e Vidro de Madri, na Espanha.

Vantagens sobre as ligas de aço – Cardoso explica que o alfa-fosfato tricálcico, se utilizado para implantes, não precisará ser removido, já que é incorporado pelo osso. “Quando o implante é feito com titânio, por exemplo, em 15 anos a próteses tem de ser trocada e, normalmente, a segunda cirurgia é mais complicada”. Além disso, o peso do composto é comparável ao dos ossos, enquanto que as ligas metálicas são mais pesadas e os pacientes podem ter dificuldades na adaptação.

Outro ponto apontado pelo pesquisador é que a substância pode ser produzida em tamanhos reduzidos e dimensões exatas. As ligas de aço, ele explica, são difíceis de serem limadas para modelação. “Prótese de titânio, por exemplo, são modeladas com mais dificuldade, e isso é uma vantagem do meu material”, argumenta.

Comercialização – O cirurgião plástico e vice-presidente do Hospital Sobrapar, Cassio Eduardo Raposo do Amaral, explicou que o cimento ósseo desenvolvido pelo engenheiro precisa ser testado em animais de laboratório antes de ser inserido em humanos de forma segura.

Hugo Cardoso ressalta, ainda, que uma empresa precisa mostrar interesse na comercialização para que o produto seja inserido no mercado. “O que falta é isso, uma empresa que tenha a intenção em produzir”. Segundo ele, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária tem averiguações e testes específicos para que aceitar o composto.

Ainda de acordo com o pesquisador, a segunda fase das pesquisas, que tem como objetivo conseguir produzir as próteses personalizadas, serão desenvolvidas por outros estudiosos. “Estou trabalhando em uma empresa do ramo e, infelizmente, não terei como desenvolver a pesquisa, mas irei orientar durante um tempo e já há uma equipe para assumir”. (Fonte: G1)

Após passagem pela cadeia, ex-Twister lança carreira solo e dá aula para crianças autistas

Sander Mecca foi uma criança prodígio. Cresceu cantando na televisão e tornou-se famoso com a boy band Twister. Hoje, aos 31 anos, após passar uma temporada na cadeia, por tráfico de drogas, ele aposta em uma carreira solo.

De quarta-feira (28) a 4 de junho, ele faz uma temporada no Tom Jazz, em São Paulo, com o show O Lado A da Canção, em que interpreta músicas de compositores como Edu Lobo, Chico Buarque, Tim Maia, Ismael Silva, Francisco Alves, Zé Rodrix, Sá e Guarabira, entre outros.

O músico também vem fazendo um trabalho voluntário com crianças autistas. "Foi uma das melhores e mais gratificantes ações no qual me envolvi. Já estou há uns dois meses fazendo um trabalho que me surpreende e ilumina à cada aula que passa. Estou encantado realmente... É um trabalho muito especial, diferente, ousado, e tenho aprendido muito com eles. Já estou com três alunos, estou amando", afirma.

No show, Sander se apresenta com Peo Fiorin, Márcio Guimarães, Fábio "Sá" Sameshimae Júnior Gaz. Leia a conversa dele com o Virgula em que ele falou de boy bands, como a temporada impactou a sua música e que prepara um crowdfunding para lançar seu primeiro álbum solo.

Quando você ouve uma boy band hoje em dia e a música que faz sucesso, pensa que a música pop retrodeceu ou melhorou dos anos 2000 para cá?

Acho que retrocedeu. O conteúdo das letras é próximo ao zero, poesia nunca existiu. Porém, atualmente, além do conteúdo e poesia "nulos", as letras são na sua grande maioria, agressivas, machistas, apelativas. E pior: colocam a imagem da mulher na sociedade como objeto de satisfação, contribuindo para o retrocesso total do pensamento humano. Voltando à era do fogo.

O que de positivo você tirou do tempo do Twister?

Minha experiência com o Twister foi fundamental!  Me sinto muito iluminado por essa chance,  afinal de contas. Acredito que são ínfimos os adolescentes como eu, que aos 17 anos tiveram oportunidades como eu tive. Participar do mainstream pra valer, com tudo que se tem direito,  tour por todo o Brasil,  México e Estados Unidos.  Tudo isso me trouxe um intenso aprendizado e muito "tempo de jogo".

De que maneira a experiência que teve na prisão impactou a sua música?

Minha experiência na prisão impactou minha vida por completo,  em todos aspectos. Ao mudar meu modo de ver e viver o mundo, automaticamente influenciou minha música e forma de interpretar. Intensidade e maturidade.

Como foi que você começou a trabalhar com crianças autistas. O que isso representa para você e como começou?

Esse trabalho que comecei de musicalização com autistas, nasceu através de uma oficina de teatro que trabalha com musicais, voltados para projetos sociais, lá existem turmas de portadores de down, autistas, cadeirantes e deficientes físicos, projeto maturidade, deficientes visuais e auditivos.
Lá eu sou um dos cantores da banda responsável pela trilha sonora de todas as peças e projetos. A partir deste eventos, me aproximei de dois irmãos gêmeos autistas, que se mostraram fãs do meu trabalho. Um dia conversávamos eu os garotos de 19 anos e seus pais, muito queridos por sinal, toda a família, e surgiu esse assunto. Perguntaram se eu dava aulas de música, canto, guitarra, violão.
Eu disse que sim, mas com alunos autistas nunca havia trabalhado, e aceitei o desafio de imediato. Foi uma das melhores e mais gratificantes ações no qual me envolvi.  Já estou há uns dois meses fazendo um trabalho que me surpreende e ilumina à cada aula que passa. Estou encantado realmente... É um trabalho muito especial, diferente, ousado, e tenho aprendido muito com eles. Já estou com três alunos, estou amando!

Você tem músicas e planos para lançar um trabalho autoral?

Eu componho, mas enxergo isso de forma muito pessoal, quase um exercício poético e musical. Prefiro assumir a posição de intérprete. Estou com um projeto, já em andamento, de gravar um disco de composições inéditas de parceiros compositores que escrevem belas canções que me identifico a ponto de me "apropriar" através da minha interpretação.
Vou lançar nas próximas semana uma campanha de crownfunding no Kickante a fim de viabilizar a produção deste trabalho. Hoje, o artista precisa ser também o seu agente, empresário, correr atrás, literalmente. Este é o meu momento.

http://virgula.uol.com.br/musica/apos-passagem-pela-cadeia-ex-twister-lanca-carreira-solo-e-da-aula-para-criancas-autistas

MTE realiza "Dia D" para inclusão de deficientes e reabilitados do INSS.

O Ministério do Trabalho e Emprego realiza nos próximos dias 29 e 30 em todo o país o “Dia D” de Inclusão Social e Profissional das Pessoas com Deficiência e dos Beneficiários Reabilitados do INSS. A iniciativa tem a participação das Superintendências Regionais do Trabalho, do Sine e dos vários parceiros nos estados e municípios com o objetivo impulsionar a inclusão social e profissional das pessoas com deficiência.

A intenção é reunir num mesmo espaço empresas e trabalhadores candidatos a uma oportunidade de emprego, promovendo, neste dia, a articulação de parceiros, tanto em nível federal quanto local com a finalidade de ofertar oportunidades de trabalho ao público com alguma deficiência ou o cidadão que tenha cumprido o Programa de Reabilitação Profissional pelo Instituto Nacional de Seguro Social – INSS.

Na Agenda do Trabalho Decente e no Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, o MTE tem como um dos seus principais eixos de atuação a promoção da inclusão e da igualdade, desenvolvendo ações de qualificação e conscientização das empresas para a inserção público PcD no mercado trabalho.

Dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram que a população do Brasil é composta por 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que corresponde a quase 24% do total da população brasileira. De acordo com os dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS 2012, 330 mil estão no mercado formal de trabalho, o que corresponde a 0,70% do total de vínculos empregatícios.
Para dar visibilidade a esta significativa parcela da população, o Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, por meio de suas Superintendências Regionais – SRTE, em parceria com os executores locais do Sistema Nacional de Emprego – SINE, promovem um dia especial dedicado à Inclusão Social e Profissional das Pessoas com deficiência e dos beneficiários reabilitados do INSS.
A idéia partiu da experiência realizada em dois estados, Mato Grosso, em 2012, e replicada pelo Estado da Bahia em 2013, que apresentou excelentes resultados, em especial na mobilização e conscientização de atores locais. Com o sucesso da mobilização, o Ministério do Trabalho decidiu expandir a proposta a todos os executores do SINE no país com o “Dia D” ocorrendo em diversos postos de atendimento do Sine nas cinco regiões do país.
A principal estratégia do “Dia D” é dedicar um dia inteiro de atendimento para a inclusão da pessoa com deficiência (PcD) e do beneficiário reabilitado no mercado formal de trabalho, reunindo no mesmo espaço as empresas que vão disponibilizar vagas e  os trabalhadores candidatos a uma oportunidade de emprego.

“Somente com a articulação dos diversos órgãos, instituições e atores locais, se consegue a mobilização de pessoas e de esforços necessários à consecução do objetivo que, além da inclusão no mercado de trabalho, é também a conscientização e inclusão social”, avaliou o secretário de Políticas Públicas do MTE, Silvani Pereira.

Estão envolvidos no “Dia D”, além do MTE, Sine e secretarias de Trabalho, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS, Instituto Nacional de Seguro Social – INSS/MPS, Ministério das Cidades - MCidades, Ministério da Educação - MEC e Secretaria de Direitos Humanos – SDH.

Lei de Cotas

A inclusão das pessoas com deficiência já é realizada em várias unidades do SINE, entretanto, apesar de toda a sensibilização junto às empresas, ainda se observa uma grande resistência e preconceito em empregar essa mão de obra.

A Lei Federal nº 8.213/91 (Lei de Cotas) obriga as empresas com mais de 100 funcionários a incluírem pessoas com deficiência (PcD) ou beneficiário reabilitado no seu quadro de efetivos e o MTE atua para que essa contratação se dê da melhor maneira possível, incentivando e cobrando das empresas sua responsabilidade legal e social, de modo a proporcionar às pessoas com deficiência e aos beneficiários reabilitados o acesso a uma vaga no mercado de trabalho em igualdade de oportunidades.

Fonte: Ministério Público do Trabalho, 28.05.2014

http://www.granadeiro.adv.br/template/template_clipping.php?Id=13723

terça-feira, 20 de maio de 2014

Inclusão de pessoas com deficiência no mercado é discutida em Petrolina

20/05/2014 14h16 - Atualizado em 20/05/2014 14h17

 

Cidade representa 15% das vagas de todo o estado de Pernambuco.
Evento acontece no dia 29 de maio, das 9h às 11h30.

O 'Dia Nacional de Inclusão da Pessoa Com Deficiência ',comemorado no dia 29 de maio, terá uma programação diferente em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Na data, será organizado um evento para discutir o acesso destas pessoas aos empregos que são oferecidos na cidade, que representa uma índice positivo em relação ao estado.

No evento, pessoas com deficiência da região que conseguiram seu espaço no mercado de trabalho relatarão as dificuldades enfrentadas e suas conquistas. Também participarão os empresários que contrataram estes profissionais.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, Petrolina é a cidade pernambucana que mais emprega pessoas com deficiência e reabilitados. Em um levantamento feito pelo órgão, de janeiro a outubro de 2013, mais de 1,3 mil pessoas com deficiência estavam inseridas no meio profissional em Pernambuco. Petrolina e região empregou 187 pessoas, o que representa quase 15% de todo o estado.

“Queremos discutir as possibilidades de inclusão e de qualificação profissional para essas pessoas. O município tem cerca de 40 mil pessoas com deficiência, mas apenas mil estão aptas ao trabalho”, afirma a secretária-executiva de acessibilidade, Rosemary Andrade.

“A falta de qualificação é o maior problema, mas existe outro desafio que é conscientizar essas pessoas e suas famílias que elas podem se capacitar e buscar uma vaga de emprego. Muitos deles têm medo dos desafios da profissão, por isso acabam se acomodando”, ressaltou.

A Agência do Trabalho divulgou na última segunda-feira (19) as vagas disponíveis. Para as pessoas com deficiência, foram oferecidas 41 vagas para as funções de encanador, eletricista, oficial de serviços gerais na manutenção de edificações, pedreiro, pintor de alvenaria, recepcionista atendente, servente de obras. Semanalmente, há oferta de vagas exclusiva para deficientes na Agência do Trabalho do município.

Serviço
Local: Auditório da Justiça Federal, localizado na Praça Santos Dumont, nº 101, no centro da cidade.
Horário: 9h às 11h30

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Movimento EU ME AMO

Amigos recebi este email e gostaria de compartilhar com vocês, quem puder por favor compartilhe!!

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Movimento ajuda mulheres a recuperar a autoestima

Maquiadora cria página específica na rede social Facebook para ajudar mulheres que passaram pela quimioterapia a sentirem-se novamente belas. O que iniciou com uma fanpage, começa a tomar forma e proporção de um movimento nacional em prol da saúde e da paz interior

A vida é feita de surpresas. Boas e boas... Pensar positivo diante de uma situação aflitiva pode ajudar na cura. Pensar negativo não ajuda em nada, então o caminho é pensar positivo e acreditar que a ‘beleza cura’. Essa é a filosofia adotada pela maquiadora Cice Hiromi Dalla Ru, 36 anos, que começou 2014 com a confirmação de um câncer no seio esquerdo.

Como tudo começou

Cice trabalhava e estudava em Bauru, até que uma oportunidade de emprego, há muito sonhada, surgiu na capital. Deixando a vida monótona do interior para trás, ela seguiu, buscando o futuro de sonhos.

Tudo começou bem, mas a pressão da capital e o perfil do novo emprego, aliado à faculdade de jornalismo, recém começada, trouxeram peso demais para uma alma tão sensível. Em alguns meses de trabalho, Cice começou a sentir um stress se instalando, o que resultou em uma depressão. Sozinha e sem alternativa para conciliar o tratamento da enfermidade com o trabalho e os estudos, ela decidiu voltar para Bauru. O objetivo era recuperar a saúde.

Chegando aqui, Cice percebeu que a depressão havia se agravado e os amigos, sentindo a tristeza da moça, começaram a contribuir para aliviar seu sentimento tão abatido. Uma dessas contribuições, caídas do céu, foi um presente de um amigo: a matrícula no curso de maquiagem no SENAC. Até então, Cice não havia experimentado as alegrias da produção cosmética: ela nem usava batom. Abraçando a oportunidade com unhas e dentes, a estudante passou a frequentar o curso e, aos poucos, foi sentindo uma motivação surgir em seu interior.

Em pouco tempo, a maquiagem foi tomando conta de sua vida e a depressão começou a ir embora. Em meio às cores e sombras, a variedade de batons e esmaltes, Cice percebeu que podia iniciar uma vida nova, partindo dessa profissão tão generosa com as mulheres. Prestes a ser formar, um curioso convite chegou até ela: “O que acha de ser uma voluntária no Dia da Autoestima?”.

A pergunta veio da organizadora do evento, Luciana Gonçalves, incentivada por um amigo em comum, Julio Kosaka que insistiu em apresentar Cice para contribuir com o evento, que aconteceu em novembro de 2.013, no Nipo Clube de Bauru. A primeira reunião entre as duas se deu na casa de Luciana que, sem saber a história de Cice, revelou o quanto acreditava no poder da maquilagem para restaurar a autoestima perdida das mulheres. Animada com a proposta, Cice se envolveu completamente no evento, realizando no dia do acontecimento, mais de 80 maquilagens, junto com duas amigas, também formandas do curso.

O sucesso foi tão grande que, motivada pelo resultado estampado na face de tantas mulheres felizes com a própria beleza, Cice revelou: - Quero fazer um projeto social com a maquilagem que eu amo. Nesse dia, ela tinha planos superiores, mas nem sequer imaginava que, dois meses após, receberia um diagnóstico estarrecedor. O destino havia lhe preparado uma prova de fogo: Cice estava com câncer de mama.

Após a descoberta, veio o susto, a choradeira que, segundo ela, durou apenas 3 dias. Como uma reação do coração, a resposta do corpo de Cice veio sob o formato de uma ideia: - “E se eu transformar o meu dom de maquilar em dom de superação para mulheres que, como eu, perderam cabelos, sobrancelhas e cílios?”

No dia em que começou a perder os cabelos, Cice saiu as ruas disposta a raspar a cabeça e colocar um lencinho. Foi nesse dia que os cabeleireiros Sebastião e Luzia entraram em cena e aplicaram uma peruca bem estilosa na maquiadora. Linda e reinventada, ela começou, então, a fazer vídeos de auto maquiagem para mulheres com câncer. Dentro do próprio guarda roupa, ela fazia maquiagem, passo a passo, explicando as “carequinhas” (como ela chama suas colegas de tratamento) como fazer para produzir efeitos saudáveis no rosto adoecido ou combalido pelo tratamento. Os vídeos, postados no youtube, foram a porta de entrada para o movimento EUMEAMO.

Cice e jornalO movimento EuMeAmo

Diante da dificuldade, Cice se alimentou de energias positivas e criou uma Fanpage “Eumeamo”. A autoestima cura e ajuda as mulheres com autoestima baixa a se embelezar e enfrentar a doença de cabeça erguida.

O movimento tem dois meses e conta com mais de 600 seguidores do Brasil, do Japão e de toda a América Latina. O sucesso da página na rede social é fácil de entender, segundo a sua criadora. Depois da quimioterapia o doente não tem vontade de ver e nem de fazer muitas coisas, se sente sugado fisicamente. Nesses momentos difíceis o computador ou mesmo o celular pode ser um bom aliado. O acesso à página pode ser um conforto, um apoio, uma força a mais.

A fanpage traz de maneira objetiva e positiva, todos os passos enfrentados pela maquiadora na busca da cura. Em foto quase diária, Cice mostra como é possível enfrentar os momentos mais difíceis, como o pós químio, compartilhando mensagens, fotos e filosofias. “Procuro mostrar de forma mais amena como foi ficar careca,” diz.

Um aliado no exercício diário de lutar, Cice adotou o livro “O Código Divino da Vida” de Kazuo Murakami, um dos profissionais que participaram do projeto genoma. E ela explica por-que? “Ele é um médico japonês que está estudando o código genético de cada ser humano. A forma como o pensamento positivo influi sobre cada célula sobre cada gene do seu corpo é uma das abordagens.”

No estudo de Murakami, segundo a maquiadora, cada célula tem uma mente. “Que temos que direcionar o nosso pensamento a essa mente das células. Temos que jogar informações positivas. Agradecer essas células por desempenharem o papel que lhes foi atribuído na mama. Assim, de acordo com a tese, a células vão trabalhar o que tem que ser trabalhado na mama e a favor do corpo. Estou agradecendo essas células. Acredito que isso vai ajudar muitas mulheres, por isso tem que ser divulgado,” diz Cice.

Nisso, a maquiadora tem razão. Dados do Instituto do Câncer de São Paulo apontam que 52% dos pacientes do Icesp são do sexo feminino. Dessas mulheres, 28% têm diagnóstico de câncer de mama e aproximadamente 22% apresentam tumores em órgãos digestivos. A neoplasia da mama continua sendo a principal vilã dentro e fora do instituto. No Brasil, segundo o Inca, corresponde a 22% dos novos casos de tumores por ano. No Icesp, o grupo de mastologia realiza mais de 1,2 mil atendimentos por mês, entre consultas médicas e cirurgias.

Chorar só por três dias, relembra Cice

Cice Hiromi quando teve que cortar o cabelo para químio Foi durante o banho que Cice Hiromi Ru percebeu o nódulo na mama esquerda, em novembro de 2013. Em janeiro veio a confirmação seguida de três dias de choro. “Foi muito difícil receber a notícia no câncer. Eu estava com minha mãe no consultório. Chegando a casa corri para o meu quarto e chorei, desabei. Minha mãe entrou no quarto e disse que era para eu chorar, mas que iríamos sair juntas da situação. No terceiro dia decidimos sentar e traçar metas,” lembra.

Mãe e filha resolveram ajudar as pessoas que passam pelo mesmo problema. “Ela disse chorar é comum entre aqueles que recebem essa notícia. Vamos fazer diferente. Temos de acreditar, ver o lado positivo. Comentei com uma amiga e com ela decidimos iniciar o movimento, a Fanpage.”

Cice e sua mãe decidiram tentar levantar a autoestima das mulheres também na sala de espera da quimioterapia. “O clima é pesado. A psicóloga entra na sala conosco e conversa com todos aqueles que vão receber o tratamento. Eu e minha mãe fizemos cerca de 40 origamis de Tsuru com mensagens de saúde e entregamos. Nem todos estão a fim de receber a mensagem, estão muito para baixo. Nós fazemos a nossa parte. Na última vez entreguei cartões para acessarem a Fanpage.”

A página tem conseguido dar apoio a muita gente. Há casos que a pessoa se fecha para os familiares e amigos e consegue desabafar no inbox (caixa de mensagem privada do Facebook). “Recebo muitas mensagens deste tipo. A pessoa confessa suas dificuldades, seu drama. É muito bacana poder ajudar, especialmente quem não pode contar com a família. No meu caso conto com esse apoio total.” A maquiadora pretende, mesmo depois de superar a doença, continuar com o Fanpage. “Estou lutando em várias vertentes para chegar à cura. Depois de ficar bem, vou continuar ajudando as pessoas que forem surpreendidas com a doença.”

Cice Hiromi Dalla Ru 1Cabelo é a moldura do rosto

Cabeleireiro há 50 anos o salão Sebastião & Luzia fazem a tarefa de casa quando o assunto é peruca. Prestam assistências, recebem doação e encaminham à Associação Bauruense de Combate ao Câncer.

“Eu recebo cabelo de alguns salões de Bauru e região. Mando fazer as perucas e doo para a associação. Qualquer tipo de cabelo pode ser doado. A pessoa recebe na hora uma peruca para doar para a associação. O cabelo é uma moldura do rosto. A mulher quando perde o cabelo perde um pouco da sensibilidade dela.”

O cabeleireiro lembra que atendeu recentemente uma mulher que ficou três meses fechada no quarto quando começou a cair o cabelo. “Ela veio aqui e não quis se ver careca. Raspei a cabeça dela e coloquei uma peruca. Ela saiu daqui outra pessoa. A peruca da uma esperança de vida para a mulher que enfrenta a quimioterapia.”

Entusiasmado com a possibilidade de ajudar, o cabeleireiro lança uma ideia. “Tem muita gente que quer doar o cabelo e não sabe como. A associação pode receber o cabelo e me encaminhar que eu mando confeccionar a peruca para serem doadas ou emprestadas. Depois quando a pessoa se cura, leva de volta para que outra pessoa possa ser beneficiada. Mensalmente lavamos e arrumamos uma média de 10 perucas encaminhadas pela associação. “Eu faço esse trabalho com o coração.”

Cice Hiromi Dalla Ru 2Fiquei careca

O primeiro mês do ano estava no fim quando Cice Hiromi Ru enfrentou a 1ª aplicação de quimioterapia. “Eu estava em meu quarto com o cabelo amarrado quando o elástico afrouxou e eu fui amarar o cabelo novamente. Nesse momento eu puxei o cabelo e um punhado deles ficou em minha mão. Foi horrível. Caiu a ficha nessa hora. O médico tinha me avisado, mas foi uma sensação muito estranha. De repente perder o cabelo e as sobrancelhas. Consegui relembra da meta... vou ajudar outras pessoas que estão passando por isso.”

A mãe da maquiadora entrou no quarto e juntas elas decidiram que Cice iria raspar a cabeça. “Minha mãe me falou: os cabelos estão indo embora e com ele tudo o que há de ruim. Eles nascem de novo. Fui procurar o Sebastião& Luzia no dia seguinte.” No salão do casal cabeleireiro uma surpresa. “Ele raspou meu cabelo e me ofereceu duas perucas. O meu cabelo vai virar uma peruca para alguém que como eu está em tratamento com quimioterapia. Não deu tempo de ficar triste, logo me vi com outro cabelo. A peruca me dá segurança. Com o lenço ou chapéu as pessoas nos olham diferente.”

Um novo rosto

A maquiagem é um recurso que disfarça imperfeições do rosto e um item que pode ajudar as mulheres a aumentar a autoestima. Se sentir bonita é tudo o que elas querem. Pensando nisso, a maquiadora resolveu usar suas habilidades para ajudar as pessoas que como ela atravessam momentos difíceis fisicamente.

“Eu vi um vídeo francês e me inspirei. Lá, eles levam os pacientes de câncer para um dia em que aprendem a cuidar da maquiagem e do cabelo. É emocionante, mostra a reação das pessoas no momento que elas se vêem maquiadas e com cabelo produzido. Conversando com uma amiga, percebemos que isso estava diretamente ligado a autoestima e a cura. Estando com o seu emocional saudável, você consegue fazer com que as células ruins trabalhem no sentido da cura.”

Cice decidiu postar um vídeo orientando as pessoas a usarem a maquiagem a seu favor. “Isso incentiva as pessoas a adotarem uma postura em relação ao câncer. Se não fazemos nada para se sentir melhor, vamos entrar no negativo.”

Os contatos da Cice:

https://www.facebook.com/movimentoeumeamo

https://www.facebook.com/cicehiromimakeup

FIU oferece ajuda a crianças com déficit de atenção

A Florida Internacional University (FIU) irá oferecer, durante as férias de verão, tratamento para crianças que sofrem de Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA). O tratamento será realizado pelo Centro de Crianças e Famílias da universidade e inclui atividades em sala de aula e esportivas que têm o objetivo de ajudar no processo de inserção de crianças com esse comportamento. As inscrições estão abertas e o programa será realizado entre os dias 16 de junho e 8 de agosto. A expectativa é atender 200 crianças.


“O Programa de Tratamento de verão é importante não só para melhorar os sintomas de DDA e os fundamentos de esportes, como basquete e futebol, mas também para fomentar a confiança das crianças, a proficiência motora e do seu funcionamento social e esportivo adequado”, disse William E. Pelham, Jr., diretor da FIU.


Até agora 625 crianças já foram tratadas nesse programa de verão que foi reconhecido pela Associação Americana de Crianças e Adultos com DDA como um programa modelo. Para mais informações sobre o Programa de Tratamento de Verão 2014, ligar para (305) 348-0477.

FONTE

Inquérito do MP apura dificuldade do deficiente físico em obter a CNH

Apenas uma autoescola de Manaus conta com carro adaptado para atender motoristas especiais

Carro adaptado para deficientes possuem equipamentos que contam com comandos manuais, que exercem as mesmas funções dos pedais de um veículo convencional: freio, embreagem e acelerador

Manaus - O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) abriu inquérito civil para investigar a dificuldade dos portadores de necessidades especiais em obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo a Associação dos Deficientes Físicos do Amazonas (Adefa), somente 10% das autoescolas de Manaus disponibilizam carros adaptados.

Conforme a publicação no Diário Oficial do MP-AM, a investigação partiu das denúncias de portadores de necessidades especiais sobre a dificuldade em conseguir obter a CNH junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM). A 59ª Promotoria Especializada na Defesa dos Direitos do Cidadão (Prodedic), informou que o inquérito civil está em fase inicial.

Segundo o presidente da Adefa, Isaac Benayon, o portador de deficiência física tem o direito à acessibilidade assegurado pela Lei 5296 de 2004.

A habilitação especial qualifica os condutores com paraplegia (paralisia de ambos os membros inferiores e, geralmente, da região dorsal inferior), paraparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo dos membros inferiores que não perderam inteiramente a sensibilidade e o movimento), monoplegia (paralisia de um só membro ou grupo muscular), monoparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de um só membro que não perdeu inteiramente a sensibilidade e o movimento), triplegia (paralisia de três membros), tetraparesia (paralisia parcial dos quatro membros), triparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de três membros que não perderam inteiramente a sensibilidade e o movimento), hemiplegia (paralisia de uma parte do corpo; exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho da função), hemiparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de um dos lados do corpo que não perdeu inteiramente a sensibilidade e o movimento), amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita adquirida e câncer de mama (nos casos comprovados por médicos que a pessoa perdeu a força nos membros).

Benayon afirmou que o portador de deficiência física cumpre o trâmite normal para obtenção da CNH, com o diferencial de fazer as aulas de direção no carro especial, e ser examinado por um médico que atesta a extensão da deficiência e desenvoltura do candidato. “Em Manaus, falta o Poder Público cobrar que as autoescolas cumpram a lei e disponibilizem os carros adaptados”, reclamou”.

O presidente informou que o custo para fazer a adaptação em um carro hidramático gira em torno de R$ 1000, e nos modelos de câmbio manual é R$ 1200. “O processo é bem simples, o que falta é interesse. Essa questão não deve ser avaliado pelo tamanho da demanda, e sim pela garantia de um direito civil”.

Estacionamento

Além da dificuldade em conseguir a CNH, os portadores de deficiência física precisam disputar as vagas de estacionamento reservadas para deficientes físicos com condutores infratores. “O entrave está na falta de conscientização de muitos seres humanos”, disse Benayon.

O diretor do Detran, Leonel Feitoza, informou que o órgão está comprando seis carros adaptados para o treinamento dos portadores de necessidades especiais, que devem ser disponibilizados no segundo semestre deste ano. “Como os carros serão do Detran, as auto-escolas serão obrigadas a cobrar mais barato dos portadores de necessidades especiais”.

Conheça Caio Stinchi e a maior lição que Lance lhe ensinou

"Filho" de brasileiros, o dachshund Super Lance é um herói em Miami com direito a mural em sua homenagem no Miami Children's Hospital. Mas a história desse cãozinho tinha tudo para ser bem diferente: de uma hora para outra, aos quatro anos de idade, ele ficou paraplégico. Um dia, simplesmente acordou e não conseguiu mais andar. Chegou até a passar por uma cirurgia, mas jamais recuperou a mobilidade nas patas traseiras.

Só que hoje, com o apoio dos donos Caio Stinchi e Claudia Machado, o "salsicha" Super Lance se tornou um exemplo de superação e sucesso para muita gente. Sensibilizados pela paralisia repentina de Lance - a quem consideram um filho -, Caio e Claudia logo lhe providenciaram uma "cadeira de rodas" adaptada, o que permitiu ao cachorro voltar a se locomover e também a se tornar um animal para ser aproveitado em terapias.

Assim, durante quatro anos, Lance passou a visitar semanalmente diversos hospitais do Sul da Flórida, como o Miami Children's Hospital, para levar alegria a crianças internadas. "Para nós foi uma lição que não tem preço", diz Caio.

Hoje, com 10 anos e praticamente aposentado, Lance ainda participa de alguns eventos, como o programa anual Ventilation Assisted Children's Center (VAAC), que recebe crianças com problemas respiratórios e pulmonares do mundo inteiro para uma semana de diversão e passeios em Miami. Há poucos dias, em um parque que recebeu o evento, a presença de Lance causou euforia e admiração entre as crianças.

Ali, a ideia de ter um cachorro como Lance parecia povoar os sonhos do menino Joshua Flores, de 11 anos, que há sete participa do VAAC. Portador da Síndrome de Pfeiffer, Joshua passou bons minutos brincando com Lance, que impressiona pela desenvoltura e calma na interação com as crianças, aparentando estar cumprindo uma missão, um dever de sua honra canina.  "Trazer o Joshua aqui sempre torna o seu dia mais feliz", disse a mãe do garoto, Maria Flores. "Ele adora vir e toda vez sai querendo adotar um cachorrinho".

Como tudo começou - Lance foi um presente do piloto Tony Kanaan, em 2004, de quem Caio administrou a carreira durante seis anos. Apesar de apaixonado por automobilismo desde criança, quando frequentava com o pai o autódromo de Interlagos, o esporte -- como profissão -- só entrou na vida de Caio em 2001.

Até então, ele tinha uma carreira empresarial de sucesso no Brasil e nunca tinha pensado em morar fora. Até que um dia, em 2000, durante uma visita à empresa que fornecia seus produtos, uma telefonista atendeu um cliente em inglês. "Pensei: essa mulher, que não tinha tido 10 % das oportunidades que eu tive, respondeu em inglês.

Estou com 34 anos, tive todo acesso do mundo para aprender e não fiz'". Foi o suficiente. Naquele momento, Caio percebeu que o avanço da sua carreira dependia do idioma. Arrumou as malas e se mudou para Miami para ficar apenas alguns meses. "Não queria morrer sem falar inglês", conta. Mas nunca mais voltou ao Brasil.

De lá para cá foram muitas conquistas na sua vida profissional e pessoal. Em Miami, ele conheceu Claudia, que veio a se tornar sua mulher. Caio administrou a carreira de Kanaan até 2006, mas suas prioridades começaram a mudar quando o casal decidiu ter um filho. Com este cenário, a vida de administrador de um piloto não seria mais compatível. "Comecei a achar que, da maneira que gostaria de criar meu filho, participar do automobilismo seria difícil. Não queria ficar longe dele 25 fins de semana por ano", diz o empresário.

Hoje, Felipe está com 3 anos e meio. Caio se dedica 24 horas a ele, à esposa e às necessidades de Lance, o "filho mais velho" que precisa de cuidados especiais até para fazer xixi. Há seis meses, com a mesma capacidade de adaptar o seu modelo de negócio, ele abriu o Pronto Pasta, um empreendimento no centro de Miami. É um conceito novo de "fast-food" de massa, feita em apenas três minutos. E assim como na busca pelo idioma, na sua carreira no automobilismo, no amor ao Lance e à família, Caio está se dedicando de corpo e alma ao novo negócio.

O empresário acorda cedo para abrir o restaurante e atender aos clientes. Veste a camisa da empresa como qualquer funcionário, trabalha no caixa e opera até a máquina de fazer macarrão. "Você veste a camisa e faz direito ou não faz", diz Caio, que hoje está com 47 anos.

Para não se afastar totalmente do mundo dos automóveis, ele também administra uma empresa de exportação de carros antigos, a Vintage Hunters (http://www.vintagehunters.com), que é mais um passo no caminho da realização de seu grande sonho de vida: abrir uma oficina especializada em restauração de carros antigos. E, como ele correu atrás de tudo o que quis, com certeza esse projeto também vai sair do papel.

Afinal, como explica Claudia, uma das maiores lições que aprenderam com o Lance é que não vale a pena sofrer pelo que não é possível. "Cães só focam no que eles podem fazer, não no que não podem. Eles não racionalizam suas limitações."Lição muito bem aprendida por essa família. /Colaborou Caio Ferraz

Twitter @chrisdelboni

Serviço:
* VAAC - Ventilation Assisted Children's Center (
http://www.vacccamp.com)
O programa em Miami é gratuito, mas a família arca com custos da viagem e hospedagem. A família interessada em participar, precisa ter uma recomendação médica e preencher todos os requisitos. O programa aceita entre 10 e 15 crianças anualmente. Para mais informações:
http://www.vacccamp.com/camperApplication/index.asp

* Para um almoço rápido em Downtown Miami, Pronto Pasta (http://prontopastausa.com) fica na 27 North Miami Ave., Miami, FL 33128 (cuidado que o GPS às vezes manda para outra parte da cidade.). Tel.: 305-358-7070.

Drica Moraes traz a BH peça teatral para público com deficiência

Projeto leva acessibilidade com recursos de audiodescrição, legendas e LIBRAS

Audiodescrição é feita de uma cabine no teatroFernando Pozzobon/Divulgação

A programação cultural de uma cidade não pode desprezar as pessoas com algum tipo de deficiência. Com essa proposta, o Oi Futuro Klaus Viana estreia em BH sessões de teatro com audiodescrição, legendas em closed caption e LIBRAS para levar acessibilidade aos palcos.

A primeira experiência acontece neste domingo (13), com a peça "A Primeira Vista”, de Daniel MacIvor, com Drica Moraes e Mariana Lima e direção de Enrique Diaz. A realização é da Lavoro Produções.

O espetáculo é aberto a qualquer pessoa eficiência auditiva, visual (cegos e pessoas com baixa visão), intelectual, com síndrome de Down, autistas e disléxicos. A cada mês, um espetáculo será preparado especialmente para este público.

O deficiente auditivo Jairo Fernando se anima com a possibilidade que se abre para deficientes.

— Quando e fala de acessibilidade no teatro, o pensamento é sobre as rampas de acesso e o espaço reservado para o deficiente físico posicionar sua cadeira. Não há acessibilidade para cegos e surdos. O cego pode ouvir toda a peça, mas não terá ideia do que está sendo encenado. O surdo pode ver toda a peça, mas não terá ideia do enredo. Isto começa a mudar.

“A Primeira Vista” narra a amizade comovente e divertida entre duas mulheres. Os profissionais de audiodescrição, legendagem e LIBRAS estudaram o roteiro e assistiram a vídeos para identificar nuances das atrizes, copmo detalhes e entonações, para tornar a "tradução" mais completa.

Estrangeira deficiente residente no país tem direito a benefício assistencial

O desembargador federal Baptista Pereira, da 10ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em decisão publicada em 01/04, no Diário Eletrônico da Justiça Federal, assegurou a uma estrangeira de nacionalidade portuguesa, deficiente, residente no país, o recebimento do benefício assistencial popularmente conhecido por “LOAS”.

 

Segundo o relator, de acordo com o Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988, a assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, tendo por objetivos a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei. Sua regulamentação deu-se pela Lei 8.742/93 (Lei Orgânica da Assistência Social - LOAS), que, no Art. 20, § 3º, estabeleceu que faz jus ao benefício a pessoa, deficiente ou idoso maior de sessenta e cinco anos, cuja renda familiar per capita seja inferior a ¼ (um quarto) do salário mínimo.


Baptista Pereira destacou que, no TRF3, é entendimento pacífico que a condição de estrangeiro não impede a concessão do benefício assistencial ao idoso ou deficiente, em razão do disposto no Art. 5º da Constituição Federal, que assegura ao estrangeiro residente no país o gozo dos direitos e garantias individuais em igualdade de condição com o nacional.


No caso verificado, o laudo médico pericial atesta que a autora, portuguesa, nascida em 1948, é portadora de sequela de infarto cerebral desde 10/09/2008, com hemiplegia desproporcionada à direita, não se locomove sem apoio e necessita de auxílio para as atividades cotidianas.
Por sua vez, foi comprovado que a parte autora não possui meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provido por sua família.
No TRF3, a ação recebeu o número 0038445-24.2012.4.03.9999/SP.

Tecnologia facilita a vida dos deficientes visuais

 

 

A tecnologia assistiva – aquela que transforma a vida de pessoas com necessidades especiais – é uma área que avança a passos largos e contínuos; sempre há novidade e gente inteligente quebrando a cabeça para melhorar a vida de quem realmente precisa.
Entre os deficientes visuais, uma ferramenta muito popular é o leitor de tela para computadores. O software de interação via áudio com o micro permite que o cego tenha uma vida online completa, mas essa inclusão digital promete ganhar uma nova realidade com a linha braile.

A linha braile é a conexão direta e completa do deficiente visual com o mundo digital; claro, em braile.
"É bem mais importante porque a gente tem acesso à grafia e ela nos dá autonomia porque tudo na tela está em braile", afirma Wilcler Vieira, analista de suporte / Tecassistiva.
"Avançando ou retrocedendo, você tem acesso a todo o texto que está ali no computador, com várias linhas de atalho, que são facilmente compreensíveis", conta Alessandro Augusto, diretor comercial / Tecassistiva.

De volta ao mundo offline, outros equipamentos também já disponíveis no Brasil contribuem bastante para uma maior autonomia dos deficientes visuais. Um bom exemplo é este leitor autônomo...

"Você coloca o documento em cima do equipamento. Ele nem tem tampa, então é muito fácil de utilizar, passando a ler o arquivo automaticamente", afirma Augusto, diretor comercial / Tecassistiva.

Através de uma microcâmera e um software de reconhecimento de texto, o equipamento fotografa o documento e o transforma em áudio para que o usuário possa ouvir o que está escrito.

"Fica muito difícil ler as correspondências que chegam em sistema comum sem uma pessoa para ler para a gente. Com o scanner, nós passamos a ter autonomia".

Todos esses equipamentos são importados (e caros), mas já contam com um incentivo do governo para a redução de impostos e diminuição dos custos. As linhas brailes e os leitores autônomos já podem ser encontrados em algumas redes de ensino e até em instituições, como é exemplo o Sesc de Sorocaba, no interior de São Paulo.

Aqui a biblioteca está equipada com um scanner com as mesmas funções do leitor autônomo. O equipamento é capaz de reconhecer e ler qualquer texto...

"Esse equipamento facilitou muito o acesso porque eles podem vir à biblioteca e utilizar qualquer livro através do equipamento", diz Tatiana Amorim, bibliotecária / SESC Sorocaba

Outro novo dispositivo que chama a atenção é esta máquina fusora. A máquina oferece uma experiência tátil para o cego além do braile. Com ela, o deficiente visual é capaz de, por exemplo, reconhecer um desenho, uma planta de um apartamento e até uma assinatura.

"É a reação deste papel especial com a tinta preta - que contém muito carbono - e na temperatura correta, dá este alto relevo. Isso dá a possibilidade de uma pessoa com deficiência visual aprender geografia e geometria", afirma Augusto, diretor comercial / Tecassistiva.

Segundo o IBGE, no Brasil são mais de sete milhões de cegos e outros 21 milhões de pessoas com baixa visão. A tecnologia, na medida em que se populariza e se torna acessível à essa população, é uma ferramenta indispensável para devolver a autonomia e oferecer uma nova realidade ao deficiente visual.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Deficiente mantida presa pela própria mãe por 19 anos morre no RJ

Daiana de Souza Lima, de 19 anos, mantida em cárcere privado desde o nascimento pela própria mãe, morreu nesta quinta-feira (10) na UTI do Hospital Municipal Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Daiana tem problemas mentais e teria sido mantida isolada desde o nascimento por Marlucia Rodrigues de Souza. Vizinhos sequer sabiam que a jovem morava na casa com a mãe, mas decidiram invadir a residência em função do mau-cheiro, na quarta-feira (9).

Alarmados, os moradores chamaram a polícia. Houve uma tentativa de linchamento de Marlucia.

Segundo os agentes que a encontraram, a jovem estava em estado de subnutrição (pesando cerca de 25 kg) e com diversas feridas necrosadas pelo corpo, inclusive com larvas de insetos.

Marlucia foi presa ainda na quarta-feira pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Duque de Caxias e pode responder pelos crimes de cárcere privado e maus tratos, além de homicídio.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/04/1439024-deficiente-mantida-presa-pela-propria-mae-por-19-anos-morre-no-rj.shtml

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Paralíticos movem pernas pela 1ª vez após estímulo elétrico

Quatro paralíticos conseguiram mover suas pernas pela primeira vez após receber estímulos elétricos na coluna vertebral.

O experimento, realizado por médicos das universidades de Louisville e da Califórnia, nos Estados Unidos, possibilitou que os pacientes flexionassem, além das pernas, os dedos dos pés, tornozelos e joelhos.

No entanto, eles não foram capazes de andar sozinhos.

Os resultados do trabalho, divulgados na publicação científica "Brain", sugere que a eletricidade torna a coluna mais receptiva aos poucos impulsos que ainda chegam do cérebro à área lesionada.

Conheça as peças do projeto 'Andar de Novo'17 fotos

Exoesqueleto BRA-SANTOS DUMONT I, que será usado por um paraplégico para caminhar e dar o primeiro chute da Copa do Mundo de 2014, é mostrado pelo pesquisador Miguel Nicolelis. Segundo ele, o exoesqueleto já está pronto para uso e os voluntários já o vestem e estão se acostumando com ele Leia mais

Segundo os cientistas, a coluna atua como uma ferrovia de alta velocidade que transporta mensagens elétricas do cérebro até o resto do corpo. Se há danos no trilho, a mensagem se perde.

Há três anos, os mesmos cientistas divulgaram que Rob Summers, um jogador de beisebol que ficou paralítico do tórax para baixo após um acidente de carro, foi capaz de mover suas pernas sustentado sobre uma esteira.

Agora mais três pacientes, que estão paralíticos há pelo menos dois anos, foram submetidos aos estímulos elétricos e retomaram alguns movimentos.

Eles foram capazes de movimentar as pernas e todos, com exceção de um, puderam controlar a força do movimento.

Sentir-se 'vivo'

A experiência confirma que certos movimentos podem ser retomados após a paralisia e que o caso de Summers não é isolado.

 

Soldado tem de reaprender a andar após perder as duas pernas no Afeganistão

O sargento Matt Krumwiede aponta arma ao lado do sargento Jesse McCart, que usa próteses, durante caça em um rancho nos arredores de San Antonio, no Texas, em 2 de Novembro de 2013. O oficial de 22 anos, que já passou por 40 cirurgias, perdeu as duas pernas ao pisar em um IED (dispositivo explosivo improvisado, em inglês) quando fazia patrulha no sul do Afeganistão, em 12 de junho de 2012. O artefato arrancou as suas duas pernas, danificou o seu braço esquerdo e rasgou a sua cavidade abdominal. Apesar do que viveu, ele diz estar ansioso para se juntar à infantaria, assim que seus ferimentos permitirem. As tropas norte-americanas estão no Afeganistão desde 2001Jim Urquhart/Reuters

Claudia Angeli, uma das pesquisadoras da Universidade de Louisville, disse à BBC que poder enviar o estímulo e praticar os movimentos faz com que os pacientes se sintam "vivos" novamente.

"A massa muscular aumenta significativamente e todos eles também viram mudanças em suas funções urinárias e intestinais".

Ainda não está claro como o estímulo funciona. Os pesquisadores explicam que alguns estímulos voluntários alcançam a região lesionada, mas não são fortes o suficiente para desencadear o movimento. Com o impulso elétrico, a coluna lombar ficaria mais sensível e reage ao receber as mensagens do cérebro.

"É como se a coluna ficasse pronta para ouvir", acrescenta Angeli.

Os especialistas esperam que a técnica possa se tornar um tratamento para lesões na coluna.

Roderic Pettigrew, diretor do Instituto Nacional Americano de Imagens Biomédicas e Bioengenharia, disse que agora que o estímulo vertebral foi bem-sucedido nos quatro pacientes, acredita-se que um grande número de pessoas, anteriormente com pouca esperança de recuperação significativa, possa se beneficiar da nova técnica.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Analgésico indicado para grávidas pode prejudicar cérebro do bebê

Estudo científico publicado na revista de pediatria do Jornal da Associação Médica Americana (Jama) questiona a segurança do paracetamol (acetaminofeno)

Fonte Uol

Estudo científico publicado na revista de pediatria do Jornal da Associação Médica Americana (Jama) questiona a segurança do paracetamol (acetaminofeno), presente em muitos analgésicos comuns, para mulheres grávidas. Seu uso na gestação poderia afetar o cérebro do bebê em formação.

É a primeira vez que a substância, comercializada em medicamentos desde a década de 1950 e indicada frequentemente para gestantes, aparece relacionada a um risco aumentado de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) em crianças cujas mães fizeram uso do remédio durante a gestação.

O relatório é assinado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Fielding, da Universidade da Califórnia (UCLA), e por cientistas da Universidade de Aharus, na Dinamarca. O estudo levou em conta 64.322 mães e filhos que haviam participado de um levantamento entre 1996 e 2002. Mais da metade dessas mulheres tomou paracetamol ao menos uma vez na gravidez.

Os pesquisadores descobriram que as mulheres grávidas que tomaram o medicamento tiveram um risco 37% maior de ter filhos com uma forma severa de TDAH (transtorno hiperquinético), em comparação com as mulheres grávidas que não usaram o analgésico. Além disso, as que foram medicadas tiveram 29% mais probabilidades de ter filhos aos quais foram prescritos remédios para o TDAH e 13% mais risco de ter filhos com sintomas similares aos do TDAH aos 7 anos.

Quanto maior o tempo durante o qual o paracetamol foi tomado (nos segundo e terceiro trimestres da gestação), mais forte a associação com o TDAH. O risco de transtorno hiperquinético subiu mais de 50% em crianças cujas mães tinham usado a medicação por mais de 20 semanas na gravidez.

Acesso para cadeirantes é bloqueado por carros e mato, flagra internauta

26/03/2014 18h34 - Atualizado em 26/03/2014 18h49

 

Cadeirantes têm dificuldades em ter acesso à rampa.
Seminfra assegura que está fazendo limpeza de vias.

Manoel Geraldo CantoInternauta, Santarém, PA

Fonte G1

Calçada e rampa Cerest (Foto: Manoel Geraldo Canto/VC no G1)

Internauta diz que rampa fica 'bloqueada' quase todos os dias (Foto: Manoel Geraldo Canto/VC no G1)

O internauta Manoel Geraldo Canto enviou para o VC no G1 o flagrante de uma rampa que deveria ser utilizada por cadeirantes em frente ao Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) em Santarém, no oeste do Pará. Como a própria imagem mostra, o acesso à rampa está bloqueado por mato e carros, que dificultam a mobilidade tanto para ter acesso ao local, quanto para retornar à rua.

A rampa fotografada pelo internauta fica na Avenida Presidente Vargas e, segundo o empresário, quase nunca consegue dar acessibilidade aos cadeirantes. "Um órgão de saúde ter um acesso desse para cadeirantes é irresponsabilidade com a mobilidade e a saúde pública em Santarém", destaca Manoel Geraldo.

O empresário ressalta ainda a falta de fiscalização de veículos estacionados na calçada e em frente ao órgão, bloqueando o acesso de quem precisa de acesso diferenciado. "Esses veículos parados ali bem na frente da rampa e nas calçadas atrapalham a mobilidade, precisa de fiscalização", completa o internauta.

Ele conta que a situação se repete diariamente. "Isso acontece direto, todo dia. Sem espaços na calçada para trafegar, as pessoas são obrigadas a trafegar pela rua, correndo risco de acidentes", conclui.

Nota da Redação: A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) informa que nesta quarta-feira (26) a equipe de roçagem e limpeza de vias atuando nas Avenidas Elinaldo Barbosa, Moaçara, Rua 24 de outubro, Avenida Marechal Rondon e Avenida Cuiabá e no início da próxima semana deve ser atendida a demanda citada. O G1 entrou em contato com a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) e aguarda um posicionamento.

Autismo é resultado de anomalias nas estruturas cerebrais, mostra estudo

A descoberta faz parte de estudo que mostra uma desorganização na estrutura cerebral das crianças autistas

27/03/2014 09:09:00Atualizado em 27/03/2014 09:10:31

O autismo resulta de anomalias no desenvolvimento de certas estruturas cerebrais do feto, revelaram hoje (27) neurologistas americanos. A descoberta faz parte de estudo que mostra uma desorganização na estrutura cerebral das crianças autistas.

"Se for confirmada por outras investigações, poderemos deduzir que isso reflete um processo que se produz bem antes do nascimento", explicou Thomas Insel, diretor do Instituto Americano da Saúde Mental (Iasm), que financiou o trabalho publicado na revista New England Journal of Medicine. "Esses resultados mostram a importância de uma intervenção precoce para tratar o autismo, que atinge uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos", acrescentou.

O autismo é "geralmente considerado um problema do desenvolvimento do cérebro, mas as investigações não permitiram ainda identificar a lesão responsável", disse Insel.
"O desenvolvimento do cérebro de um feto durante a gravidez inclui a criação do córtex - ou córtex cerebral – composto por seis camadas distintas de neurónios", precisou Eric Courchesne, diretor do Centro de Excelência em Autismo da Universidade da Califórnia (San Diego), principal coautor da pesquisa. "Nós descobrimos anomalias no desenvolvimento dessas camadas corticais na maioria das crianças autistas", acrescentou.

Os médicos analisaram amostras de tecido cerebral de 11 crianças autistas, com idade entre 2 e 15 anos, no momento da sua morte, e compararam com amostras de um grupo de 11 crianças não autistas.

Os investigadores analisaram uma série de 25 genes que servem de marcadores para certos tipos de células cerebrais que formam as seis camadas do córtex e constataram que esses marcadores estavam ausentes em 91% dos cérebros de crianças autistas, contra 9% no grupo de controle (crianças não autistas).

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Empresas buscam autistas por suas habilidades únicas.

Algumas empresas estão vendo o autismo cada vez mais como uma vantagem no trabalho, em vez de uma deficiência.

A empresa alemã de software SAP AG, por exemplo, tem procurado ativamente pessoas com autismo para certas posições, não como uma iniciativa de caridade, mas por acreditar que as características do autismo podem tornar algumas pessoas melhores para determinadas tarefas.

Segundo especialistas na deficiência, a iniciativa tem mérito: Estima-se que 85% dos adultos com autismo estejam desempregados. O programa, iniciado na Alemanha, Índia e Irlanda, também está sendo lançado em quatro escritórios da empresa na América do Norte.

A SAP pretende que, até 2020, 1% da sua mão-de-obra, de cerca de 650 pessoas, seja de pessoas com autismo, diz José Velasco, responsável pela iniciativa da SAP nos Estados Unidos.

Pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) - que têm como características um comportamento repetitivo e deficiência para interações sociais - tendem a prestar muita atenção a detalhes, o que pode torná-las muito indicadas para fazer testes de software e eliminar falhas, segundo Velasco, que tem dois filhos com a doença.

Além disso, essas pessoas trazem uma perspectiva diferente ao local de trabalho, o que pode contribuir para a eficiência e a criatividade, diz.

"Elas têm uma natureza muito estruturada" e apreciam resultados precisos e sem ambiguidade, diz. "Estamos olhando para esses pontos fortes e vendo onde eles teriam valor na organização."

Os funcionários autistas da SAP assumiram funções como a identificação de problemas de software e a distribuição de consultas feitas pelos clientes à central de atendimento, para membros da equipe responsável pela solução de problemas.

Um desses funcionários autistas trabalha em "marketing de talentos", enviando mensagens a outros empregados internamente. A empresa procura alguém para produzir vídeos e está considerando um candidato com autismo que tenha experiência em mídia.

A SAP também está cogitando oferecer outras funções para autistas, como a redação de manuais que deem a clientes instruções muito precisas sobre como instalar o software.

As pessoas com autismo podem se sobressair numa descrição passo a passo, por exemplo, sem omitir detalhes que outros podem deixar escapar, diz Velasco. O processo de compras, como a obtenção de notas fiscais ou a gestão da cadeia de suprimentos, é outra área em que um indivíduo com autismo pode se destacar, diz ele.

A SAP não é a única empresa a ter um programa desse tipo. Nos EUA, a agência de hipotecas Freddie Mac oferece estágios desde 2012, inclusive na área de TI, finanças e pesquisa.

A instituição contratou seu primeiro funcionário em tempo integral desse programa em janeiro, segundo uma porta-voz da Freddie Mac. Na área de TI, a empresa descobriu que os estagiários têm um bom desempenho em testes e modelagem de dados que exigem foco e grande atenção a detalhes, assim como uma maneira de ver as coisas que pode ter sido ignorada pelos desenvolvedores.

"Aproveitar as habilidades únicas de pessoas no espectro autista tem o potencial de fortalecer nosso negócio e nos tornar mais competitivos", diz a norma interna da Freddie Mac.

Assim como ocorre em qualquer grupo, pessoas com autismo têm uma gama de interesses e habilidades. A SAP está trabalhando com uma consultoria dinamarquesa de treinamento com foco no autismo, a Specialisterne. A firma faz uma seleção cuidadosa de candidatos para encontrar profissionais adequados, antes de enviá-los para serem avaliados pela SAP.

Patrick Brophy, de 29 anos, é bacharel em ciência da computação e fez pós-graduação em sistemas de multimídia, que inclui o desenvolvimento de sites e edição. Brophy diz ter a síndrome de Asperger, termo comumente usado para descrever uma forma mais branda do transtorno do espectro autista.

Ele estava procurando um emprego integral há alguns anos, mas diz que, nas entrevistas pelas quais passou, acabava gaguejando ou interpretando mal as perguntas, o que ela acha que prejudicou seu resultado.

Mas quando chegou à SAP para a entrevista, ele tinha as qualificações técnicas e parecia ter a capacidade de trabalhar num ambiente corporativo, diz Peter Brabazon, gerente de programas da Specialisterne. Brophy foi contratado pelo departamento de garantia de qualidade em julho, onde identifica falhas em software que ainda vai ser vendido.

"Quatro semanas antes de entrar [na empresa], comecei a ficar mais nervoso", diz Brophy, que se preocupava com sua adaptação a um novo ambiente. "Em um mês, [o trabalho] se tornou natural. Eu me encontrei."

Para Brophy, o trabalho traz desafios, especialmente quando tem que mudar a forma com que faz uma determinada tarefa. Do ponto de vista social, foi fácil se integrar à equipe, diz Brophy e David Sweeney, colega designado para ser seu mentor.

Estima-se que 1% da população dos EUA, cerca de três milhões de pessoas, tenha uma síndrome do espectro autista. Os dados mais recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, divulgados na semana passada, mostram que 1 em cada 68 crianças foi diagnosticada com alguma espécie de autismo nos EUA.

No Brasil, o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo estimou, em 2007, que há um milhão de casos de autismo no Brasil. Hoje, será inaugurada em Itaboraí, RJ, a primeira clínica-escola para autistas do Brasil, que também funcionará como centro de capacitação profissional.

Fonte: Valor Econômico / The Wall Street Journal, por Shirley S. Wang e Camila Viegas-Lee, 01.04.2014

quinta-feira, 27 de março de 2014

Falta qualificação para preenchimento de vagas de pessoas com deficiência

Das 800 vagas destinadas às pessoas com deficiência, em São Carlos (SP), 152 ainda não foram preenchidas, segundo levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT). As empresas alegam que falta qualificação profissional. Já os candidatos acreditam que falta disposição das empresas em adaptar os locais de trabalho às necessidades deles.


20140325162412_e1ad5As empresas com mais de 100 funcionários devem reservar vagas para deficientes físicos, de acordo com a lei. Em São Carlos, são 65 empresas e 28 cumprem a cota integral. As restantes cumprem somente parte da cota por dificuldades de qualificação.


Para o auxiliar de escritório Fábio de Lima, a maior barreira para encontrar uma vaga no mercado de trabalho não é a deficiência e sim a falta de preparação das empresas. “Pergunto onde será a entrevista, ai eu entro no lugar e observo que não é adaptado. É complicado”, relatou.


Qualificação
Os dados do MPT mostram que a situação também acontece em Rio Claro. Das 378 vagas destinadas a deficientes físicos, 151 continuam abertas, mas as empresas dizem que não conseguem encontrar candidatos.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Rio Claro (ACIRC), Antonio Carlos Beltrame a maioria das empresas está preparada, o que falta é capacitação profissional, além de uma série de outros fatores. “Depende da deficiência que a pessoa tem, depende da atividade que ele vai poder exercer, da vontade da família também de estar proporcionando isso para o deficiente, da acessibilidade do deficiente de chegar ao local de trabalho e a capacitação”, explicou.


Uma metalúrgica de Rio Claro, que tem 140 funcionários, precisaria contratar uma pessoa com algum tipo de deficiência, mas há dois anos a vaga está aberta. O emprego é para a área de fabricação e montagem de escapamentos para veículos.


A responsável pelo setor de recursos humanos Simone Hintze disse falta interesse por parte dos candidatos, porque a falta de qualificação não é um problema para a metalúrgica. “Nós estamos dispostos a capacitar sim e até treinar os funcionários para a convivência com essas pessoas, mas a dificuldade é que nós não conseguimos encontrar uma pessoa pelo meio de trabalho que nós desenvolvemos aqui”, contou.


O marceneiro Rogério Crioni, que sofreu um acidente vascular cerebral há quatros anos e perdeu parte dos movimentos da perna e da mão esquerda, está há muito tempo em busca de um emprego. Ele não vê nas empresas o interesse em se adaptar para receber um candidato com deficiência. “A gente é capaz de se adaptar a várias funções”, disse.


Para Rogério, a deficiência limita, mas não acaba com o sonho de estar empregado novamente. “Eu busco com empenho e com vontade”, relatou.


Penalidade
O gerente regional do Ministério Público do Trabalho, Antônio Valério Morillas Júnior, disse que a lei ajuda a inserção social, mas só ela não é suficiente. “Essa lei fixa a obrigatoriedade das empresas em contratar deficientes, acima de 1 mil empregados 5% das vagas devem ser preenchidas por deficientes. Caso não seja cumprido as empresas são chamadas no ministério para comprovar a contratação e um prazo é aberto para que ela possa contratar. Se isso não ocorrer ela sofre uma penalidade que varia de R$ 119 mil a R$ 1.191 milhão, além de serem denunciados podendo virar uma ação civil com penalidades maiores”, explicou.


Fonte: G1

quarta-feira, 26 de março de 2014

Deficiente físico terá veículo isento de IPVA

20/03/2014 14h05

Redação SRZD

O governo do Estado aceitou indicação do deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB) e está alterando a lei que regula a cobrança do IPVA abrangendo veículos adquiridos para o transporte de deficientes, ainda que eles não sejam os condutores dos carros. A indicação, que passou pela aprovação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foi inspirada no caso relatado por uma TV local em uma reportagem que destacava um avô que não conseguia a isenção do imposto mesmo tendo adquirido o veículo para o deslocamento do neto para tratamento.

Bernardo Rossi | Foto: Divulgação"Agora, com a mudança, a lei vai valer para todo o Estado e para todos os deficientes seja qual for seu tipo de limitação. A iniciativa vai dar mobilidade para o acesso a tratamento médico, trabalho e estudos", analisa Rossi. A população de pessoa com deficiência no país chega hoje a 24 milhões de brasileiros. São 2,4 milhões no Estado do Rio e cerca de 60 mil em Petrópolis que sofrem de alguma limitação.

A indicação para que a lei passasse a incluir esses casos foi feita a partir da situação de um jovem, portador de paralisia cerebral. Menor de idade e com condição limitada em função da doença, ele não pode adquirir, nem guiar o veículo. O carro foi comprado por seu avô justamente para o transporte do paciente para tratamento. Eles moram em uma rua de difícil acesso, em Corrêas, e tiveram de recorrer à Defensoria Pública que ingressou com ação garantindo o benefício de isenção do IPVA com a comprovação de que o veículo estaria beneficiando o rapaz.

"O caso foi levado à vereadora Gilda Beatriz, presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência na Câmara e encaminhado a meu gabinete para que pudessemos pedir a alteração da lei", explica Bernardo Rossi. "O Estado está reformulando a lei que regula a cobrança do IPVA e essa alteração está garantida no novo texto beneficiando a quem mais precisa de facilidade no deslocamento", completa.

O parlamentar defende todos os meios disponíveis para o tratamento da pessoa com deficiência. "Fisioterapia, fonoaudiologia, terapias ocupacionais, tudo é importante na vida de um deficiente. E de acordo com sua condição, o transporte facilita a vida de uma família inteira. Sabemos que cuidar, ajudar um deficiente envolve todo um núcleo familiar", completa.

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/226493+deficiente+fisico+tera+veiculo+isento+de+ipva

Deficiente visual surpreende por habilidade com sanfona e improviso musical

Dóro Brasamundo exibe suas habilidades em uma pequena cidade do norte de Minas Gerais. Deficiente visual, ele consegue tocar sanfona em várias posições, além de se destacar como mestre do improviso. Ele é repentista e se apresenta lado do violeiro Gesão do Vale. Veja!

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