Materiais com informação sobre o Trabalho Infantil ou Exploração de Mão de Obra Infantil.
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O Apoio Social Brasil procura transmitir todo tipo de informação que sirva positivamente para a evolução humana, a violência é uns dos temas mais preocupantes para nós, e é um problema global que deve ser compreendido e debatido por todos.
Existe violência das mais diversas formas e graus, a física, a psicológica, sexual, no trânsito, no lar, às mulheres, e a mais cruel de todas é a violência contra crianças e animais, por serem seres praticamente indefesos e sucetíveis a praticamente todo tipo de pessoa.
Por isso apresentamos neste post, três cartilhas informativas que abordam a relação entre pais, responsáveis em geral, filhos, educadores, cuidadores, babás, etc. Para que possamos aprender a CRIAR, CUIDAR E RESPEITAR NOSSAS CRIANÇAS.
E mais outras três que tratam do incentivo dos pais à educação à leitura, educação para a vida, e paternidade responsável.
Acreditamos que este é o nosso presente a todas as crianças e o melhor presente que um pai e uma mãe podem dar ao filho: Respeito, Educação e Amor.
Feliz dia das Crianças!
| Queremos Respeito | Cuidar Respeitando | Criar Respeitando |
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| Pais Filhos Educação e Escola | Educação da Vida | Paternidade Responsável |
A reportagem do UOL levou o lutador de jiu-jítsu francês Nicolas Plessis, que é deficiente visual, para testar o Rock in Rio 2011 no quesito acessibilidade. Nicolas, que evita frequentar esse tipo de evento porque pode ser perigoso para seu cão-guia, aprovou os serviços e o acesso oferecido pelo festival.
Nicolas foi acompanhado por Esti, uma cadela guia da raça labrador, de dois anos de idade, e não teve problemas para passar pelas barreiras de acesso do Rock in Rio, nem na própria entrada do festival. O deficiente foi de táxi e andou o mesmo trajeto do público, cerca de 1,5 km, até a entrada do festival. Um segurança do festival o acompanhou e o orientou durante o trajeto.
Para entrar no Rock in Rio, Nicolas usou a mesma entrada que o público, mas precisou passar por uma roleta em separado. A única crítica fica para as lanchonetes do evento, que não tinham cardápio em braile para oferecer ao deficiente.
Das atrações do festival, Nicolas disse ter interesse em ouvir Shakira, Stevie Wonder e Lenny Kravitz no palco. "O importante na vida é a percepção. As pessoas 'normais' veem os shows com olhos, os cegos percebem com a orelha. Escutar um artista ao vivo é melhor do que curti-lo no rádio", acrescentou o lutador, que vive há 3 meses no Brasil e tem um sonho: abrir, no Rio de Janeiro, uma escola para treinar cães que servem de guia para deficientes.
Dilma Rousseff lança plano inédito para deficientes
O governo federal prepara um programa para as pessoas com deficiência que inclui projetos de saúde, educação, inclusão ao mercado de trabalho e acessibilidade. O investimento pode chegar a R$ 10 bilhões até 2014.
A informação é da reportagem de Natuza Nery e Johanna Nublat publicada na edição desta terça-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Há uma segunda versão do plano, com menor número de ações e gasto estimado de R$ 7 bilhões. A presidente Dilma Rousseff deve se reunir hoje com sua equipe para conhecer a proposta. O lançamento ocorre nos próximos dias.
O plano prevê a entrega de mais de mil veículos escolares adaptados nos próximos três anos, em uma parceria com Estados e municípios. Para o mercado de trabalho, a ideia é criar um banco nacional de profissionais, espécie de agência virtual de empregos.
Pessoas com deficiência terão ainda, conforme o texto preliminar obtido pela Folha, facilidades e garantia de acessibilidade no Minha Casa, Minha Vida.
Segundo o Censo 2000, 14,5% da população apresenta algum tipo de incapacidade ou deficiência.
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress
Carolina Garcia, iG São Paulo | 07/08/2011 08:00 - Atualizada em 08/08/2011 10:46
O motorista que parar sobre a faixa ou colocar os pedestres em situação de risco em São Paulo será multado em até R$ 191,53 a partir desta segunda-feira. As infrações não são novidade e constam no Código de Trânsito Brasileiro, porém continuam ignoradas pela população. A intensificação de multas é a terceira etapa da campanha da Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) que busca o respeito aos pedestres na cidade. Em São Paulo, 19 pessoas são atropeladas por dia e, além disso, segundo estudo da CET, 90% dos acidentes têm como principal causa o fator humano – ações dos condutores e pedestres.
O primeiro local a receber a alta fiscalização será a região central de São Paulo justamente por ter sido a pioneira a receber o conceito de Zona Máxima de Proteção ao Pedestre (ZMPP) – área que recebeu ações educativas e as “mãozinhas”, com orientadores de travessia, desde maio deste ano.
Segundo a CET, não houve um aumento no número de agentes na capital e isso não seria um problema “já que eles estão com atenção redobrada” para identificar ações que colocam em risco a vida dos pedestres.
A nova etapa atua com pelo menos cinco enquadramentos do código brasileiro. Não dar vez aos pedestres na faixa, não esperar a conclusão da travessia (mesmo com o semáforo aberto para os carros) e não dar preferência aos pedestres em vias transversais são as principais infrações cometidas pelos motoristas. A CET também afirma que foi intensificada a fiscalização contra motoristas que não dão seta ao entrar em uma rua e contra quem para sobre a faixa, quando o semáforo fecha.
Desrespeito
Um levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que 90,3% dos condutores dos veículos ainda ignoram as faixas, mesmo após três meses de campanha educativa da prefeitura. A notícia é ainda pior quando se leva em conta que o índice piorou neste levantamento, o último de três feitos pela CET em quatro cruzamentos da região central de São Paulo desde o início do ano. São eles: Rua Haddock Lobo com Luís Coelho, Rua Álvaro de Carvalho com João Adolfo e Alfredo Gagliotti, Rua Quintino Bocaiuva com Riachuelo e Rua Dona Maria Paula com Rua Francisca Miquelina.
A primeira pesquisa foi feita antes das campanhas educativas, que começaram em 11 de maio, e mostrou que 89,6% dos motoristas desrespeitavam os pedestres. O índice caiu um pouco após a chegada dos "mãozinhas" às ruas (86,1%) - orientadores que usam um cabo com o formato de uma mão na ponta, indicando que os motoristas devem parar para os pedestres.
Campanha
Para o presidente da Associação Brasileira de Pedestres, Eduardo Daros, a postura da CET foi correta, já que “antes da aplicação intensiva de multas a sociedade teve o período de ações educativas e chance de ser educada”. Ele explica ainda a importância da continuidade da etapa educatica da campnha e que as multas podem trazer diferença na postura dos motoristas. “Sabemos que quando o bolso é afetado, tudo muda. Porém, isso leva tempo e exige paciência. Não podemos esquecer a importância da sociedade se tornar uma aliada e é aí que entra a parte educativa”, diz.
Daros defende que todo o processo de reeducação de motoristas exige muito mais do que a atual campanha da Prefeitura de São Paulo tem executado. “Há questões estruturais que estão sendo esquecidas. As condições das faixas são muitas vezes ruins ou elas apenas não existem em ruas de grande fluxo para carros”.
Além de uma “reforma” em toda a cidade, ele cita a necessidade de um estudo destinado para reposicionar certos espaços de travessia. “É um absurdo obrigar um pedestre a caminhar cerca de 1 km para localizar uma faixa. Já em vias transversais, para evitar um cenário de estresse entre motoristas e pessoas, as faixas precisam sofrer um recuo de no mínimo 50 metros.”
Todas essas medidas são simples e de conhecimento das autoridades do trânsito. Com elas, poderia-se mudar radicalmente o cenário da cidade, segundo Daros. “A população tem que sentir que a Lei é para todos e na existe a Lei dos mais fortes. Todos são iguais no trânsito”, conclui.
Moradores de rua e de albergues, inscritos no Programa Operação Trabalho, auxiliam travessia em avenidas de São Paulo - Foto: AE
Programa de Proteção ao Pedestre
Diante dos altos índices de atropelamentos, a Prefeitura de São Paulo lançou, em maio deste ano, a campanha de respeito à faixa de pedestres, a "Dê preferência à vida". A meta é reduzir entre 40% e 50% os atropelamentos e mortes na cidade até 2012. Após o início da campanha, entre os dias 20 e 24 de maio, a CET divulgou os primeiros resultados de sua força-tarefa para a reeducação dos pedestres e condutores. A partir da contagem de 772 veículos, em quatro cruzamentos da cidade o órgão registrou uma "ligeira queda no desrespeito". Antes do programa, 89,6% dos veículos não respeitavam o direito de passagem do pedestre. Na última entrevista, o número caiu para 86,1%.
Zonas de Máxima Proteção
A primeira fase da campanha se baseou na criação de oito Zonas de Máxima Proteção ao Pedestre (ZMPPs) - avenida Paulista, Expansão, Santana, Brás, Penha, Lapa, Santo Amaro e Pinheiros. Embora representem apenas 1% do município de São Paulo, a CET acredita que essas regiões concentram aproximadamente 11% de todas as ocorrências. A primeira região a receber o programa foi a avenida Paulista, na região central da cidade. Nesta área, cerca de 100 agentes monitoram 14 quilômetros quadrados de vias com cerca de 300 cruzamentos com semáforos - sendo 76 com travessia compartilhada, onde o pedestre tem a preferência.
Sinal de Vida
Na edição do Diário Oficial, no dia 27 de maio, foi publicada a recomendação para o pedestre fazer um sinal com o braço para solicitar a parada dos veículos - sempre que a distância entre as partes for de até 50 metros. No entanto, deve-se levar em conta "a visibilidade, distância e velocidade" dos veículos, para evitar acidentes. Conhecida como "Sinal de Vida",
Mãozinhas
Na segunda fase do programa, implantada no dia 6 de junho, surgiram as "mãozinhas". As placas (que imitam uma mão gigante) são seguradas pelos “orientadores de travessia” - colocados nas ruas para orientar pedestres em cruzamentos críticos durante seis horas de segunda a sexta-feira. Atualmente, há 96 auxiliares atuando na capital. Segundo a Prefeitura de São Paulo, os orientadores, na maioria moradores de rua, participam do programa por três meses e recebem o auxílio mensal de R$ 572,25.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/
Assistência e orientação a alcoólatras, dependentes químicos (álcool e drogas) e para os familiares, por meio dos seguintes serviços:
· T e l e – Á l c o o l / D r o g a s
Orientação POR TELEFONE
· Reunião de Apoio ao Recuperando
Reuniões de conscientização e sustentação.
· Reunião de Apoio a Familiares
Reuniões de conscientização e sustentação.
· CAM – Comunidade de apoio Mútuo
Comunidade de Apoio Mútuo, localizada em Itapecerica da Serra; através da laborterapia, orientação e prevenção, atua na recuperação dos dependentes alcoólicos, químicos e seus familiares.
· Departamento de Psicologia
Atendimento e orientação psicológica para os dependentes químicos e seus familiares
· Departamento de Prevenção à dependência química (álcool e drogas)
Palestras sobre dependência química.
· Departamento de Cursos
Cursos ministrados por profissionais multidisciplinares (professores, psicólogos, assistentes sociais e outros) objetivando a formação de plantonistas voluntários
· Departamento Jurídico
Orientação jurídica gratuita, aos dependentes químicos e seus familiares.
Tele-Álcool / Drogas
Serviço de Orientação POR TELEFONE
Dias úteis ........................das10h00 às 21h30
Sábados ..........................das10h00 às 18h00
Domingos e Feriados ........das16h00 às 18h00
Telefone: (11) 3104.6707
E-mail: ifl@ifl.org.br
Site: http://www.ifl.org.br
O IFL possui, em sua estrutura profissionais e voluntários de diversas áreas de atuação, prestando serviços aos dependentes químicos, aos familiares, comunidades e empresas.
R. Santo Amaro, 244 Bela Vista São Paulo SP Tel.: 0(XX)11 3104-6707
Centro de Recuperação Coronel Edson Ferrarini
É um serviço ambulatorial, isto é, sem internação, prestado à sociedade com a finalidade de prevenir, orientar e recuperar dependentes do álcool, tabagismo e das drogas.
Reuniões todas as terças-feiras a partir das 19:30h, dirigidas aos dependentes e aos seus familiares. Gratuitamente.
Av. Jabaquara, 2669
São Paulo/SP - Defronte à igreja São Judas Tadeu.
Tel: 11 3886-6789
Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado – Pessoa com Surdez. Clique aqui para baixar
Caderno TV Escola – Deficiência Auditiva. Clique aqui para baixar
A Inclusão Escolar do Deficiente Auditivo – Contribuições para o Debate Educacional. Clique aqui para baixar
Limitações do Portador de Necessidades Especiais Auditivas. Clique aqui para baixar
Gestação e a Deficiência Auditiva. Clique aqui para baixar
08/09/2011 10h33 - Atualizado em 08/09/2011 14h28
A Secretaria municipal de Pessoas com Deficiência e a Guarda Municipal fizeram, na manhã desta quinta-feira (8), uma operação para fiscalizar o uso das vagas destinadas a pessoas com deficiência física em vias públicas do Rio. A operação aconteceu primeiro no Centro da cidade e depois os fiscais seguem para o Largo do Machado, na Zona Sul.
A intenção era multar os motoristas que estacionam nas vagas para deficientes. A secretaria Georgette Vidor, que é deficiente física, acompanhou a operação, que conta com três guardas municipais. "Precisamos fazer valer nossos direitos, é importante que a população entenda a necessidade de respeitar", disse.
A multa para quem estacionar em vagas de deficiente é de R$ 53,20 e o motorista perderá 3 pontos na carteira.
Segundo a secretaria, muitos deficientes não solicitam o credenciamento oficial para portadores de deficiência no Detran. "As pessoas acham que pode usar aquele adesivo com a figura de um cadeirante no carro e só aquilo basta. Mas o correto é ir ao Detran solicitar a credencial oficial", afirmou.
No Largo do Machado havia um veículo estacionado indevidamente em uma vaga preferencial. O dono do carro não era deficiente físico e o veículo estava ainda posicionado sobre as listras laterais, conhecidas como “zebra”, que delimitam o espaço que o cadeirante usa para entrar e sair do veículo. Os guardas municipais multaram o veículo.
Protesto de Marcelo Yuka em aeroporto
No dia 25 de agosto, o músico Marcelo Yuka, que é paraplégico, protestou no estacionamento do Aeroporto Santos Dumont, no Centro, contra o uso indevido de vagas para veículos de deficientes. Segundo a assessoria do músico, ele voltava de São Paulo, onde realizou shows e participou de fóruns e, ao chegar ao aeroporto, não conseguiu retirar seu carro da vaga porque outro veículo estava estacionado em frente.
A assessoria ainda informou que o músico se revoltou quando percebeu que a maioria das vagas no estacionamento está sendo usada por veículos que não possuem a identificação (credencial dada pelo Detran) que indica que estes motoristas possuem algum tipo de deficiência.
A tecnologia pode ser utilizada, e deve, para auxiliar no tratamento, na comunicação ou na educação de portadores de deficiência. Quando falo em tecnologia me refiro a tecnologia de ponta e não aos cacarecos que vemo por ai, onde pessoas pensam que os deficientes não tem capacidade ou que é muito sensivel para sua utilização.
Um pai britânico resolveu mostrar para todos que a alta tecnologia pode ser usada sim, quando o assunto é educação de crianças com necessidades especiais. Ele usou um Iphone para criar um aplicativo que auxilia sua filha de 5 anos que tem paralisia cerebral. A menina não anda, não tem controle sobre os movimentos do corpo e não fala, ou seja a única forma de expressão dela é o olhar.
Martin Brooks, o pai, que não é programador e nem é um especialista no problema da filha, mas na intenção de melhor a sua comunicação com ela. Com isso a qualidade de vida da menina melhorou segundo o pai, que avalia como um progresso para a filha.
O aplicativo funciona assim: as imagens representam as necessidades cotidianas, como comer, ir ao banheiro e beber água. Além disso, a criança ouve a voz dos pais todas as vezes que ela seleciona uma imagem. O programa está a venda na Apple Store e já foi baixado por mais de 1.300 usuários. Para baixar, clique aqui.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lança neste domingo (26/6), Dia Internacional de Combate às Drogas, campanha nacional de prevenção e combate ao uso do crack. As equipes dos jogos da Série A do Campeonato Brasileiro que serão transmitidos pela TV aberta entrarão em campo com uma faixa alusiva à campanha, em ação apoiada pela Rede Globo de Televisão. Até 31 de agosto, emissoras da televisão aberta vão exibir o vídeo que alerta as famílias sobre os perigos do consumo do crack, especialmente pelos jovens. A campanha tem o apoio do Instituto Crack, nem Pensar e do Conselho Nacional do Minsitério Público (CNMP).
O CNJ também vai distribuir aos tribunais brasileiros 10 mil exemplares de cartilha produzida por especialistas para a campanha. A ideia é disseminar as informações por meio das Coordenadorias da Infância e Juventude dos tribunais. O presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso, acredita que a prevenção é a melhor forma de combate ao uso do crack, “indiscutível fator de aumento das taxas de criminalidade, violência e outros problemas sociais”, diz no texto de apresentação da cartilha.
Baixe aqui a cartilha (arquivo em pdf)
Fonte: http://www.cnj.jus.br/campanhas-page/14856-crack-nem-pensar
Taz, o demonio da Tasmania, é considerado um dos personagens dos desenhos animados com TDAH.
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH – é um transtorno caracterizado por sintomas de desatenção (pessoa muito distraída com dificuldades em manter o foco da atenção) e hiperatividade (pessoa muito ativa, inquieta e agitada, bem além do comum). Embora essas características sejam normalmente encontradas em pessoas sem o transtorno, para acontecer o diagnóstico de TDAH a falta de atenção e a hiperatividade devem interferir significativamente na vida e no desenvolvimento normal tanto da pessoa que apresenta os sintomas, como das pessoas com quem ela convive.
Várias terapias oferecem tratamento para o TDAH e todas elas compartilham alguns objetivos, a exemplo de melhorar a qualidade de vida do cliente, obter mais satisfação com relacionamentos, com o trabalho e consigo mesmo. Contudo, há divergências grandes quanto ao que deve ser feito para alcançar estes objetivos.
As pessoas com TDAH perdem facilmente o foco da atenção, por isso costumam dizer que elas vivem no mundo-da-lua!
A Psicoterapia Comportamental é um tipo de terapia, que se diferencia das formas tradicionais que comumente se propõem a tratar do TDAH. Nela não há divã e o cliente não se deita e fala livremente sobre seus pensamentos, sentimentos, assim como o terapeuta não permanece numa posição passiva e silenciosa. A terapia comportamental parte do princípio que as queixas do cliente - que geram sofrimento e insatisfação - tem relação não apenas com características genéticas ou de funcionamento cerebral. Pelo contrário, parte do princípio que a forma da pessoa agir e pensar é um fator de fundamental importância, tanto para a compreensão das queixas atuais quanto para sua superação.
TDAH em crianças
Em crianças, o impacto maior do TDAH é sobre a vida escolar e familiar. Em casa, crianças com tipo hiperativo-impulsivo e desafiadoras são usualmente geradoras de muito estresse e conflitos. A dificuldade em seguir regras origina problemas com os pais, que, normalmente, tem dificuldades para conseguir que estas crianças adequem-se ao que é esperado delas.
Associado à baixa tolerância à frustração e controle de impulsos, estas crianças normalmente tem problemas também em relacionamentos interpessoais com colegas e professores. Na área escolar, a hiperatividade e a desatenção levam a prejuízos no desempenho, que podem facilmente tornarem-se crônicos.
TDAH em adolescentes
Mais da metade das pessoas que desenvolveram TDAH na infância manterão os sintomas até a idade adulta. Desta forma, cuidados especiais são necessários, para minimizar as consequências negativas em anos posteriores. No caso de adolescentes, além dos desafios próprios do TDAH, a fase atual do ciclo de vida coloca uma série de questões específicas, ligadas ao interesse pelo sexo, ampliação das amizades e interesses em grupos sociais e tribos urbanas, comportamentos opositivos mais frequentes, desafios às regras da família e maior intensidade emocional, dentre outros.
TDAH em Adultos
Nos casos de TDAH em Adultos, há três aspectos comuns: as queixas do TDAH estão associadas a co-morbidades (relação com sintomas de outros transtornos), forte rebaixamento da auto-estima e padrões comportamentais de auto-sabotagem, como adiamento crônico e não realização de objetivos que estão ao alcance da pessoa.
As co-morbidades mais comuns são ansiedade, depressão, preocupações crônicas e/ou excesso de pensamentos negativos tornam ainda mais difícil superar os déficits associados ao TDAH. O rebaixamento da auto-estima ocorre em função dos fracassos e do excesso de críticas acumulados ao longo da vida. Como isso reduz a auto-confiança, a pessoa pode deixar de tentar melhorar ou buscar outras alternativas - como forma de se proteger - o que é um fator de risco para o agravamento das situações incômodas.
Tratamento
O grande diferencial da Psicoterapia Comportamental é que ela é uma modalidade terapêutica muito ativa, tanto por parte do terapeuta quanto do cliente. Terapeuta e cliente discutem juntos quais são os objetivos, prioridades do tratamento e sobre as estratégias (as atividades, procedimentos e técnicas) que permitirão atingir estes objetivos. As sessões terapêuticas são altamente estruturadas. Há um conjunto de passos, atividades e conteúdos, ao longo dos quais o cliente desenvolve habilidades que ainda não possui, passa a enfrentar as situações críticas de formas mais positivas, desenvolve maior autonomia e capacidade de encontrar satisfação pessoal.
O foco do tratamento combina diversos elementos, de acordo com cada caso, de forma personalizada. O trabalho tem por objetivo o desenvolvimento da capacidade de seguir regras e aceitar limites, maior auto-controle e capacidade tolerar pressão, críticas e frustrações, além de maior equilíbrio emocional, capacidade para resolver seus problemas, organização e realização de tarefas até o final, sem as interrupções que são muito comuns durante o transtorno (começar algo e não conseguir terminar). Quando há presença de outros transtornos emocionais, como ansiedade e depressão, são igualmente tratados.
Elídio Almeida
Psicólogo| CRP 03/6773
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com