quinta-feira, 30 de junho de 2011

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE TDAH

TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

tdah01 - O que é TDAH?

É um transtorno neuropsicológico com base biológica, que afeta 10% da população mundial, de caráter hereditário, onde observamos a nível de lobo frontal do cérebro, uma baixa concentração de dopamina e/ou noradrenalina em regiões sinápticas das conexões neuronais das vias dopaminérgicas e noradrenérgicas, levando a uma tríade sintomatológica clássica de falta de atenção sustentada e/ou hiperatividade e impulsividade, levando a uma série de alterações comportamentais e de relacionamento, com graves conseqüências caso não seja detectado e tratado precocemente entre os 6 e os 12 anos, pois o TDAH não tratado vai resultar em problemas na vida de relações das crianças e adultos (com pais, colegas, amigos, chefes, autoridades, etc.) comprometendo muitas vezes também o aprendizado.

OBS: alertamos que o TDAH não é simples transtorno como se apresentava inicialmente, mas sim, um grave problema de saúde, dos mais estudados hoje nos países desenvolvidos.

02 - Quais são as complicações mais freqüentes do TDAH não tratado?

O TDAH não tratado serve de substrato para o desenvolvimento de várias comorbidades, que segundo trabalhos do Dr. Bierderman e colaboradores, ocorrem em 51% das crianças e 77% dos adultos com TDAH, dentre elas, podemos citar a ansiedade generalizada, depressão, síndrome de pânico, transtorno do comer compulsivamente, jogar compulsivamente, hiper-sexualidade (40% das meninas americanas vão para a gravidez precoce e 15% para as doenças sexualmente transmissíveis), transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno opositor desafiador (TOD), transtorno de conduta (TC) com pequenos furtos e mentiras, podendo evoluir para personalidade ante-social e dependência química, tendo ainda como conseqüência a evasão escolar precoce, delinqüência infanto-juvenil, relacionamentos amorosos conturbados, acidentes de trânsito onde são os motoristas os culpados, acidentes em esportes radicais etc.

"A TDAH não tratado vai resultar em problemas na vida de relações das crianças e adultos"

03 - Como diagnosticar o TDAH?

O diagnóstico é eminentemente clínico, baseando-se em critérios operacionais clínicos, claros e bem definidos, proveniente de sistemas classificatórios confiáveis, executados por equipe multidisciplinar (médicos, psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, psiquiatras, neurologistas etc.)

04 - Quais são os tipos de TDAH?

Vamos encontrar 04 tipos de TDAH com ou sem comorbidades.

a) TDAH do tipo predominante desatento.

Sintomas: falta de atenção sustentada, distrabilidade.

Obs: Geralmente crianças dóceis, fáceis de se lidar, porém com dificuldade de aprendizagem desde o início de sua vida escolar, pois sua falta de atenção sustentada não deixa que ela mostre seu potencial.

b) TDAH do tipo Hiperativo/Impulsivo.

Obs: Geralmente não apresentam dificuldade a nível de aprendizagem nos primeiros anos de vida escolar, podendo aparecer problemas de aprendizagem, com evolução do grau de dificuldade geralmente por volta da 5ª série ou mesmo, posteriormente. Desenvolvem um padrão de comportamento disfuncional tumultuando as aulas, são resistentes à frustração, imediatista e com dificuldade de seguir regras e instruções, por isso apresentam altas taxas de impopularidade e de rejeição pelos colegas.

c) TDAH do tipo combinado.

Sintomas: Falta de atenção sustentada, hiperatividade e impulsividade.

Obs: Apresenta maior prejuízo no funcionamento global. Quando comparado aos outros 2 tipos é o que apresenta também maior número de comorbidades.

d) Tipo inespecífico.

Quando não apresentam o número de sintomas suficientes para serem classificados em nenhum dos tipos acima, porém alguns dos sintomas estão presentes e prejudicando seu desempenho escolar, familiar e profissional, o critério passa a ser então mais dimensional do que quantitativo.

"Um padrão de comportamento disfuncional que tumultua as aulas é um tipo de sintoma do TDAH"

5 - O TDAH desaparece na adolescência?

Não, o paciente não tratado em sua maioria absoluta leva para a adolescência e idade adulta o TDAH, sendo que no início da adolescência o quadro hiperativo desaparece e surge em seu lugar uma energia nervosa e uma inquietação cognitiva, permanecendo a impulsividade, e se não tratado leva o individuo a enfrentar uma série de dificuldades e o agravamento das comorbidades.

6 - Qual a relação do TDAH com a dificuldade de aprendizagem?

O TDAH representa 80% de todas as causas de dificuldade no aprendizado. Contudo, outras patologias devem ser investigadas, tais como: debilidade mental, síndrome do X frágil, epilepsias, síndrome de Tourette e outras patologias neurológicas e sistêmicas.

"O TDAH representa 80% de todas as causas de dificuldade no aprendizado"

7 - Qual o tipo de abordagem terapêutica mais eficaz para o tratamento do TDAH?

A abordagem terapêutica é feita de forma multidisciplinar, envolvendo tanto o diagnóstico quanto o tratamento onde, profissionais médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, psiquiatras, neurologistas, neuropediatras, pediatras etc., são envolvidos no processo, com técnicas específicas como a terapia cognitivo comportamental (TCC) aos cuidados dos Psicólogos e Psiquiatras, e o uso de medicações neuroestimulantes e medicamentos específicos no tratamento das comorbidades. As patologias neuropsicológicas com base biológica não respondem bem a outros tipos de terapias.

8 - Qual a situação atual dos países desenvolvidos em relação ao tratamento da TDAH?

Todos sabemos, que nos países de 1° mundo, a educação e saúde são primordiais, o que justifica em parte ser um país de 1°mundo. Nos Estados Unidos, numa população alvo em torno de 25 milhões de pacientes, mais de 10 milhões encontra-se em tratamento. No Canadá, numa população alvo, de aproximadamente 13 milhões, 8 milhões encontram-se em tratamento.

Na Alemanha, numa população alvo, de 25 milhões de habitantes, aproximadamente 8 milhões encontram-se em tratamento, comparados ao Brasil, com uma população alvo em torno de 17 milhões, para 30 mil pacientes em tratamento, observamos que a nossa situação é grave, de perspectivas sombrias, se as autoridades de saúde publica e educacional não tomarem conhecimento e medidas efetivas para tratar os pacientes com TDAH.

"No Brasil de uma população alvo em torno de 17 milhões, 30 mil pacientes estão em tratamento"

9 - Qual as maiores dificuldades para o tratamento do TDAH?

Falta de centros de referência com pessoal treinado, capacitado e habilitado para diagnóstico e tratamento e a educação no sistema de saúde pública e nas escolas. Outro entrave grave inerente aos países do 3° mundo e a ignorância de um modo geral, isto é, o desconhecimento das instituições e das pessoas em relação às conseqüências de um TDAH não tratado. Não podemos deixar de citar o preconceito, resultado da ignorância, como um dos fatores que entravam e dificultam o tratamento do paciente com TDAH.

É preciso educar, educar e educar para se chegar com maior facilidade a recuperação da saúde do paciente com TDAH.

Na finalização desse processo é fundamental que haja uma avaliação adequada e objetiva da gravidade dos sintomas e/ou qualidade de vida do paciente.

É importante que a família e a escola aprendam a lidar com esta criança, que responde muito melhor, ao reforço positivo do que a punição.

A criança com TDAH na escola, na família e na sociedade, está sempre "fora do contexto", é como se tentássemos encaixar um prego redondo num buraco quadrado.

Esta criança tem que ser envolvida, motivada, para que ela mostre todo o seu potencial, pois são crianças inteligentes, criativas e intuitivas, na realidade esta criança não tem déficit de atenção, ela tem sim, uma inconstância na atenção e são capazes de uma hiperconcentração quando houver motivação.

O sucesso do tratamento está diretamente ligado ao suporte terapêutico, com diagnóstico técnico e a terapia cognitiva comportamental, onde a participação da escola, na figura do professor, da família como um todo e da equipe interdisciplinar que envolve um número de profissionais específicos para cada caso é que levarão ao sucesso do tratamento. 

Devemos alertar que a interferência de pessoas que não conhecem o TDAH, mesmo sendo às vezes profissionais de áreas afins, funciona como um agravante no tratamento do TDAH, por retardar o tratamento e agravar as comorbidades.

Irineu Dias

Clínica Médica

DÁ PRA CONVIVER COM O DÉFICIT DE ATENÇÃO?

Os sintomas ao longo do tempo podem até reduzir ou sumir, mas, segundo os especialistas, não há cura definitiva para o TDAH. Apesar disso, é possível conviver com o déficit de atenção e hiperatividade. Principalmente, se o tratamento for multimodal

imagem crianças em sala de aulaNão há cura para TDAH, mas há tratamento. Medicação e acompanhamento psicológico trazem qualidade de vida ao portador do transtorno (MAURI MELO)

Não há cura definitiva para o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Mesmo que os sintomas se reduzam e até deixem de se manifestar, com o passar dos anos, os especialistas orientam o acompanhamento. Apesar de não haver cura, existe a possibilidade de ter qualidade de vida e conviver bem com o TDAH. O tratamento, chamado de multimodal, envolve medicação, intervenções psicopedagógicas e psicoterapêuticas, além de orientação psicossocial aos pais e professores e ao próprio portador.

O tratamento farmacológico, de acordo com a psiquiatra Maria Conceição do Rosário, professora adjunta do departamento de Psiquiatria da Unifesp, é feito com medicação à base de metilfenidatos ou anfetaminas, prescrita por um médico. As substâncias são estimulantes que agem na produção de dopamina e noradrenalina, substâncias que funcionam como neurotransmissores (levam informação de um neurônio ao outro). A ação dos estimulantes devolve à região do lobo pré-frontal do cérebro a capacidade de agir de forma organizada.

Apesar de alguns efeitos colaterais, como perda de apetite e insônia, os especialistas acreditam que, até o momento, os estimulantes são a melhor opção no tratamento de TDAH. “Os efeitos são transitórios. E dependendo do horário que a medicação é tomada podem até nem aparecer”, explica a psiquiatra. Existem outros medicamentos usados no tratamento que não são estimulantes, mas, de acordo com ela, “o efeito cai muito”. “São usados apenas em pacientes que não se dão bem ou tem comorbidade (outros transtornos associados)”.

As intervenções psicopedagógicas e psicoterapêuticas, junto com a orientação psicossocial aos pais e à escola, têm o objetivo de “tirar o peso do transtorno”, de acordo com o psicólogo Fernando Bryt. “Não somos todos perfeitos. Temos diferentes dificuldades. No caso do TDAH, o que existem são dificuldades específicas. Conhecendo, aceitando e trabalhando essas dificuldades, existe a possibilidade do tratamento se tornar positivo”. Ele lembra ainda que é necessário uma mudança de ambiente, por isso a importância do acompanhamento dos pais e da escola. “Os pais e professores vão aprender a conviver com a criança com TDAH. Antes disso, os professores têm que saber identificar quem são essas crianças”.

Na Capital

Em Fortaleza, existe atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes com TDAH no Hospital de Saúde Mental de Messejana. O Núcleo de Atenção à Infância e Adolescência (Naia) tem psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e terapeutas ocupacionais que fazem atendimentos de diagnósticos psiquiátricos. De acordo com o coordenador técnico, o psiquiatra Alexandre de Aquino, cerca de 80 pacientes são atendidos por semana. Nas tardes de quinta-feira, o atendimento multimodal é exclusivo para portadores de TDAH.

Existe ainda o Núcleo de Inovação e Pesquisa do Transtorno por Déficit de Atenção, Hiperatividade e Problemas de Conduta (NIP/TDAH) da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Com a coordenação do psicólogo Fernando Bryt, o núcleo, além de fazer pesquisas sobre o tema, junto ao Naia, pretende movimentar a sociedade na luta para melhorar a qualidade de vida dos portadores de TDAH. “Queremos ajudar a sociedade a se organizar. Para haver uma ajuda mútua entre as famílias e os portadores e a cobrança de direitos”, explica o psicólogo Fernando Bryt. (Gabriela Meneses)

SERVIÇO

O atendimento gratuito a crianças e adolescentes com TDAH no Núcleo de Atenção à Infância e Adolescência (Naia) do Hospital de Saúde Mental de Messejana é realizado às quintas-feiras, das 14 às 17 horas.

Mais informações: (85) 3101 4317

PARA LER

No Mundo da Lua.

Paulo Mattos. Lemos

Editorial, 2001

Melhorando a Atenção e Controlando a Agitação.

Maria Isabel Vicari.

Editora Thot, 2006

Levados da Breca. Marco
A. Arruda. 2ª edição.

Ribeirão Preto, 2008

TDA/TDAH - Sintomas, Diagnósticos e Tratamentos: Crianças e Adultos. Phelan, Thomas W. M.Books do Brasil

Editora, 2005

MULTIMÍDIA

Associação Brasileira do Déficit de Atenção

www.tdah.org.br

TDAH Fortaleza

www.tdah-fortaleza.blogspot.com

DÉFICIT DE ATENÇÃO - MATERIAIS

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Transtorno de Déficit de Atenção no Adulto - clique aqui para baixar ou ler online

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imagem Albert Einstein portador de TDA

 

 

Transtorno de Déficit de Atenção – TDA - clique aqui para baixar ou ler online 

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imagem com o texto Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

 

 

Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade - clique aqui para baixar ou ler online

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Imagem do documento escrito Transtorno de Déficit de Atenção

 

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – Terapia - clique aqui para baixar ou ler online

(Arquivo em PPT)

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Transtorno de Déficit de Atenção - clique para baixar ou ler online

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Um olhar psicopedagógico sobre o TDAH e o sintoma na aprendizagem da escrita - clique aqui para baixar ou ler online

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Tratamento do TDA - clique aqui para baixar ou ler online

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TDAH – El control de las emociones - clique aqui para baixar ou ler online

(Arquivos em PDF em espanhol)

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TDAH: Meu mundo é diferente - clique aqui para baixar ou ler online

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TDAH: Uma conversa com educadores - clique aqui para baixar ou ler online

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Cartilha Direitos dos Portadores de TDAH - clique aqui para baixar ou ler online

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Cartilha ABDA TDAH - clique aqui para baixar ou ler online

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DIAGNÓSTICO INADEQUADO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO

Sexta-feira, 6 de maio de 2011 – 09h04      

Brasileiros têm diagnóstico inadequado de déficit de atenção

imagem de uma criança estudando

Maioria das crianças com o distúrbio é agitada e tem dificuldade de concentração na sala de aula

Dificuldade de concentração e hiperatividade são as características do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade), distúrbio psiquiátrico que atinge 5% das crianças em todo o mundo.

Para controlar os sintomas, é necessário fazer uso de medicamentos psicoterápicos que agem sobre o sistema nervoso central, aumentando a capacidade de concentração. No entanto, cerca de 75% dos brasileiros que fazem uso desse tipo de remédio não preenchiam aos critérios internacionais de diagnóstico da doença.

Esse foi um dos dados do estudo realizado por especialistas da USP, da Unicamp, do Instituto Glia e do Albert Einstein College of Medicine, nos Estados Unidos. A pesquisa colheu dados de seis mil crianças e adolescentes em 18 Estados do Brasil.

“Alguns médicos prescrevem o medicamento, mas não conhecem bem a doença”, diz Eduardo Perin, psiquiatra da Unifesp. Outro fator que explica o diagnóstico inadequado é a pressão social em relação ao desempenho escolar da criança.

Para o diagnóstico correto, os pais devem procurar especialistas de confiança e que sigam os critérios internacionais para avaliar os sintomas da doença. Também é importante verificar a necessidade do uso do remédio.

O que você deve saber sobre o TDAH e como o distúrbio atua em cada etapa da vida


- Características: o TDAH é um distúrbio psiquiátrico caracterizado pela constante falta de atenção, hiperatividade e impulsividade.


- Infância: o TDAH pode ser percebido em crianças a partir dos seis anos. Na maioria dos casos, elas são agitadas e têm dificuldade de concentração na sala de aula e em outras atividades.


- Adolescência: adolescentes que não tratam o TDAH correm risco de usar drogas e virar dependentes químicos.


- Juventude: o distúrbio dificulta o desempenho do jovem na universidade. Repetência ocorre com frequência em casos sem tratamento.


- Adultos: a probabilidade de depressão e suicídio em adultos que não buscam tratamento para TDAH é maior.


- Tratamento: à base de medicamentos psicoterápicos e terapia comportamental. O tratamento para crianças e adolescentes também deve contar com a ajuda da família e da escola.


- Escola e família: na sala de aula, a criança deve sentar-se na primeira fila e o professor deve ajudá-la sempre que necessário e chamar sua atenção. A família deve ajudar o estudante com a lição de casa, ou seja, certificar-se de sua concentração nos estudos e organização.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

CÃO BIÔNICO

Cachorro biônico tem próteses nas quatro patas

imageNaki'o é o primeiro cão a ser equipado com um conjunto completo de pernas biônicas que trabalham naturalmente para lhe permitir correr, saltar e até nadar. As próteses foram projetadas e montadas em um procedimento pioneiro.

Abandonado e sem mãe, Naki'o e seus irmãos mal sobreviveram ao inverno rigoroso de Nebraska (EUA). Subnutrido, o cãozinho pisou em uma poça de gelo e ficou com as quatro patas presas em água gelada.
Com apenas cinco semanas de vida, ele foi levado para um centro de resgate de animais. O pobre cãozinho acabou perdendo as patas e ficou apenas com quatro toquinhos no lugar. Christie Tomlinson, uma veterinária, resolveu adotá-lo.

Com medo da dor que poderia sentir, Naki'o resignou-se a rastejar de barriga pelo chão da casa. Sua nova dona então compadeceu-se da situação e resolveu arrecadar fundos para que o cachorro tivesse as duas pernas traseiras equipadas com próteses. A empresa responsável pela implantação também se compadeceu e resolveu dar as quatro próteses para o cãozinho.

Portanto, ele tornou-se o primeiro animal com um conjunto completo de pernas novas. A primeira vez que levantou-se nas patas biônicas foi um desafio para Naki'o, mas ele adaptou-se rapidamente e aprendeu a usar os dispositivos como se fossem patas naturais.

Depois de apenas alguns dias, ele já estava correndo e saltando. As próteses são construídas para imitar os músculos e ossos de membros de cães, permitindo-lhes fazer tudo que um animal normal faria.

Tomlinson está maravilhada com a motivação e alegria de seu cão. "Naki'o pode não só correr atrás de uma bolinha com outros cães, como, inclusive, chegar antes deles para apanhá-la", comemora a dona em entrevista ao site "Incredible Features".

Toda essa história bonitinha fez o Editor do UOL Tabloide lembrar-se de "Cyborg: o Homem de Seis Milhões de Dólares", série de TV americana dos anos 70, em que um homem é totalmente reconstruído com próteses após um grave acidente. A série deu origem também a "Mulher Biônica", com uma história no mesmo tom. Parece até mesmo que rolou um cachorro biônico em alguns episódios.

Agora temos o cão biônico da vida real! Isso é que a vida imitando a arte.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/tabloide/tabloideanas/2011/06/23/cachorro-bionico-tem-proteses-nas-quatro-patas.jhtm

quarta-feira, 22 de junho de 2011

NEUROCIÊNCIA - EM BENEFÍCIO DA ACESSIBILIDADE

Entrevista Programa do Jô - 22/06/11

Miguel Nicolelis, falou sobre a Neurociência e a Robótica juntos...ele foi considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo no começo da década passada. Lidera um grupo de pesquisadores da área de Neurociência da Universidade (Durham, Estados Unidos), no campo de fisiologia de órgãos e sistemas, na tentativa de integrar o cérebro humano com máquinas (neuropróteses ou interfaces cérebro-máquina). O objetivo das pesquisas é desenvolver próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal. Nicolelis e sua equipe foram responsáveis pela descoberta de um sistema que possibilita a criação de braços robóticos controlados por meio de sinais cerebrais.

NOVA PORTARIA PARA DOAÇÃO DE SANGUE

14/06/2011

 

Saiba o que diz a nova portaria com regras sobre doação de sangue
  Nova portaria foi publica no 'Diário Oficial da União' nesta terça (14).
  Faixa etária para doação foi ampliada; é possível doar entre 16 e 67 anos.

Documentos para doar
Para doar sangue, é preciso apresentar documento de identificação com fotografia, emitido por órgão oficial, e se cadastrar no registro de hemoterapia.

Doador
A doação deve ser voluntária e o doador não pode receber remuneração ou benefício. O sigilo das informações prestadas pelo doador deve ser preservado.

Faixa etária
Antes, apenas pessoas entre 18 e 65 anos podiam doar sangue. Agora, é possível doar entre 18 e 67 anos, 11 meses e 29 dias. Pessoas de 16 e 17 anos podem doar com consentimento dos responsáveis. No caso de pessoas abaixo de 16 anos e acima de 68 anos, o médico pode analisar em casos
"tecnicamente justificáveis". O limite para a primeira doação é 60 anos, 11 meses e 29 dias.

Peso
O peso mínimo para doação de sangue se mantém em 50 quilos. No entanto, agora é possível que pessoas abaixo do peso doem após avaliação médica.
Não pode ser aceito como doador quem perdeu mais do que 10% do peso nos três meses que antecederem a doação.

Condição sexual
A portaria estabelece que a orientação sexual não pode ser usada como critério na seleção de doadores.

Frequência de doação
O homem pode doar sangue até quatro vezes por ano e a mulher até três vezes por ano, sendo que circustâncias especiais devem ser avaliadas por profissionais. O intervalo mínimo de doações é de dois meses para homens e de três meses para mulheres.

Condições momentâneas
- A menstruação não é contraindicação para a doação de sangue;
- Quem pratica esportes ou tem ocupação que ofereça risco para si ou outros precisa interromper as atividades 12 horas antes da doação. Entre as atividades estão pilotar avião ou helicóptero e prática de paraquedismo ou mergulho;
- Não pode doar sangue quem estiver com a temperatura corporal superior a 37ºC. O candidato com sintoma de gripe e temperatura superior a 38ºC precisa aguardar duas semanas após o desaparecimento dos sintomas;
- Não pode doar sangue quem fez refeição gordurosa nas últimas três horas;
- Não pode doar quem ingeriu bebida alcoolica nas últimas doze horas;
- Quem consumiu maconha, não pode doar sangue por 12 horas.

Impedimentos temporários
- Gestantes e mulheres até 12 semanas após o partido são impedidas de doar sangue. No caso de mãe que tenha que doar sangue para o filho recém-nascido a doação pode ocorrer se houver consentimento médico;
- Quem teve malária nos 12 meses antes da doação ou candidato com suspeita de malária nos últimos 30 dias;
- Fica inapto por 12 meses à doação quem: "tenha feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas"; tenha sido vítima de violência sexual ou seus respectivos; homens que tiveram relações sexuais com outros homens; que tenha feito tatuagem ou maquiagem definitiva;
- Quem tiver piercing na cavidade oral ou na região genital não pode ser doador devido ao risco permanente de infecção. Poderá doar 12 meses após a
retirada do piercing;
- Quem usa crack ou cocaína por via nasal não pode doar sangue até 12 meses após o consumo;
- Quem tomou vacina contra rubéola precisa esperar duas semanas. No caso de vacinas contra sarampo ou tuberculose, é preciso esperar um mês.

Impedimentos definitivos
- Quem teve hepatite viral após os 11 anos de idade;
- Quem teve doença de Chagas não pode doar sangue;
- Quem permaneceu no Reino Unido ou na Irlanda por mais de 3 meses, de forma cumulativa, após 1980 até 31 de dezembro de 1996;
- Quem viveu cinco anos ou mais na Europa após 1980 até os dias atuais;
- No caso de drogras injetáveis, a presença de sinais determina a inaptidão definitiva do doador;
- Alcoolismo crônico é motivo de inaptidão;
- Portadores de asma brônquica grave não podem doar sangue.

Recomendações
- Após a doação, o doador deve ingerir líquido e aguardar 15 minutos no local de doação;
- O doador deve aguardar 60 minutos após a coleta para fumar.

Fonte: Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos (Portaria 1.353, publicada no "Diário Oficial da União" em 14/06/2011)

domingo, 19 de junho de 2011

DOAÇÃO DE SANGUE

POR QUE DOAR?

A ciência avançou muito e fez várias descobertas. Mas ainda não foi encontrado um substituto para o sangue humano. Por isso, sempre que precisa de uma transfusão de sangue, a pessoa só pode contar com a solidariedade de outras pessoas. Doar sangue é simples, rápido e seguro. Mas, para quem o recebe, esse gesto não é nada simples: vale a vida. Seja doador voluntário. Faz bem também para você. Porque a satisfação de salvar vidas é a maior recompensa.

Porque, quem doa sangue, doa vida.

REQUISITOS BÁSICOS PARA DOAÇÃO DE SANGUE

  • Estar em boas condições de saúde.
  • Ter entre 18 e 65 anos.
  • Pesar no mínimo 50kg.
  • Estar descansado e alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação).
  • Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social e Passaporte).

imagem ilustrativa - o que é preciso para doar sangue

DOAÇÃO DE PLAQUETAS

imagem retrata doação de sangue

O sangue é composto de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma e plaquetas. As plaquetas ajudam no controle de sangramentos. O sangue contém grande quantidade de plaquetas e parte delas pode ser doada sem causar prejuízo algum à saúde do doador. O processo que permite a separação e a coleta específica de plaquetas chama-se aférese.

Através de uma agulha colocada na veia do braço do doador, o sangue é bombeado para o interior de um equipamento o qual irá separar o sangue nos seus constituintes. O equipamento irá reter apenas parte das plaquetas, devolvendo para o doador as células restantes. Todo o processo dura cerca de 90 minutos.
A doação de plaquetas ajuda a muitas pessoas, principalmente as que sofrem de leucemia e outros tipos de câncer. E pode ser realizada a cada semana. A reposição é rápida; é feita em apenas 72 horas.
Quem pode doar plaquetas
Os mesmos requisitos exigidos para doação de sangue também são aplicados para a doação de plaquetas por aférese.
Outras informações e agendamento: 3061-5544, nos ramais 318 e 321 ou 0800-55-0300. Se preferir, envie uma mensagem para
doadores.especiais@prosangue.sp.gov.br

ONDE DOAR

Posto Clínicas

Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155 - 1º andar - Cerqueira César
De segunda a sexta-feira, das 7hs às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h.
* Estacionamento gratuito por até duas horas - Garagem Subterrânea Clínicas.

Posto Dante Pazzanese

Av. Dante Pazzanese, 500 - Ibirapuera
De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Sábados, das 8h às 16h.

Posto Regional de Osasco

R. Ari Barroso, 355 - Osasco
De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Sábados, das 8h às 16h.

Posto Mandaqui

R. Voluntários da Pátria, 4227
De segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

Posto Barueri

R. Angela Mirella, 354
De segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

 

EM QUAIS SITUAÇÕES VOCÊ NÃO PODERÁ DOAR SANGUE

Obs.: Estão relacionadas abaixo as principais causas de inaptidão à doação de sangue. Entretanto, esta relação não esgota o assunto. Algumas situações não estão inclusas nesta lista e serão definidas no ato da triagem clínica pela enfermeira ou pelo médico que realizarão o seu questionário.

Você não poderá doar sangue se:

  • Tiver idade inferior a 18 anos ou superior a 65 anos 11 meses e 29 dias.
  • Tiver peso inferior a 50 kilos.
  • Estiver com anemia no teste realizado imediatamente antes da doação.
  • Estiver com hipertensão ou hipotensão arterial no momento da doação.
  • Estiver com aumento ou diminuição dos batimentos cardíacos no momento da doação.
  • Estiver com febre no dia da doação.
  • Estiver grávida.
  • Estiver amamentando, a menos que o parto tenha ocorrido há mais de 12 meses.

Obs.: O doador não poderá doar se vier acompanhado de crianças menores de 10 anos sem a presença de um outro adulto para cuidar dela

CUIDADOS PÓS-DOAÇÃO

  • Evitar dobrar o braço puncionado por aproximadamente 30 minutos.
  • Evitar esforços físicos exagerados no dia, por pelo menos 12 horas.
  • Aumentar a ingestão de líquidos.
  • Não fumar por cerca de 2 horas e evitar bebidas alcóolicas por 12 horas.
  • Manter o curativo no local da punção por pelo menos de 4 horas.
  • No caso de dúvidas, contatar o posto de coleta ou ligar para 0800-55-0300.

Mais informações: http://www.prosangue.sp.gov.br/doacao-de-sangue/doacao-de-plaquetas.htm

segunda-feira, 13 de junho de 2011

FORMAÇÃO DE DEFICIENTES PARA MERCADO DE TRABALHO

Rio oferece 400 vagas para formação de deficientes

imageA Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) da prefeitura do Rio de Janeiro assinou na última sexta-feira contrato para criação de 400 vagas para formação de pessoas com deficiência no município. O Instituto Muito Especial será responsável pelos cursos oferecidos gratuitamente à população.

De acordo com a subsecretária de Proteção Social Básica do Rio de Janeiro, Maria de Fátima Nascimento Gomes, novos investimentos em iniciativas que atendam pessoas com necessidades especiais são necessários e importantes para que a falta de oportunidades não seja um empecilho ao seu desenvolvimento.

Conforme divulgado pela SMAS, os cursos  terão carga horária de 45 horas, divididas em duas ou três aulas semanais, para formação nas seguintes áreas: arquivista, porteiro, promotor e repositor de vendas para o varejo, técnicas de vendas e negociação, informática, telemarketing, auxiliar de serviços gerais e auxiliar administrativo.

As aulas do Instituto Muito Especial em parceria com a prefeitura serão ministrados no Centro de Referência da Assistência Social Nelson Mandela, em Bonsucesso, com quem o Executivo também firmou parceria.

Para participar o aluno tem que ter mais de 16 anos, morar na cidade do Rio de Janeiro e ser portador de qualquer tipo de deficiência, informou a secretaria. No ato da inscrição, será necessária a apresentação de carteira de identidade, CPF e comprovante de residência.

Os interessados podem se inscrever na 4ª Coordenadoria de Assistência Social (CAS) do município, à Rua da Regeneração, 654, em Bonsucesso, zona norte. Mais informações por meio da ouvidoria da SMAS, pelo telefone 3973-3800

Fonte: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2011/06/13/rio-oferece-400-vagas-para-formacao-de-deficientes/

sábado, 11 de junho de 2011

CAPACITAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIENCIAS

Curso gratuito capacita pessoas com deficiência física ou auditiva

O curso é direcionado às pessoas com deficiência física ou com mobilidade reduzida, e deficientes auditivos, que tenham concluído o ensino fundamental.

Estão abertas até o dia 15 de junho as inscrições para o Curso de Capacitação para inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O curso é gratuito e direcionado às pessoas com deficiência física ou com mobilidade reduzida, e deficientes auditivos, que tenham concluído o ensino fundamental.

A iniciativa tem por objetivo oferecer qualificação profissional adequada, de modo a promover a inclusão desses profissionais no mercado de trabalho em geral e - em particular - no segmento de transporte de passageiros. O curso é composto por sete módulos, distribuídos em oito dias, com carga horária de cinco e seis horas por módulo. Entre os temas abordados estão: atendimento ao cliente, educação financeira, redação empresarial, qualidade de vida no trabalho, inclusão digital, comunicação, operação e funcionamento de empresas que atuam no transporte rodoviário de passageiros.

Ao final, os participantes receberão certificados de participação e terão os seus currículos divulgados no mercado de trabalho. Há, ainda, a possibilidade de contratação dos profissionais pelas empresas participantes do projeto.

Iniciativa
O curso será promovido pelo SETPESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de São Paulo em parceria com o STERIIISP- Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Ônibus Rodoviários Internacionais, Interestaduais, Intermunicipais e setor diferenciado de São Paulo, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Itaquaquecetuba, sob a orientação do Instituto Cultural de Integração, Desenvolvimento e Cidadania – Grupo O Resgate. As aulas, que têm inicio em 27 de junho e término em 5 de julho de 2011, serão realizadas no Instituto Resgate , que fica na Rua da Abolição, 117 – Bela Vista – São Paulo ( próximo a Câmara Municipal de São Paulo).

As matrículas são gratuitas e devem ser feitas até o dia 15 de junho pelos seguintes e-mails:
elaine.nakashima@viacaocometa.com.br
rhselecao@translitoral.com.br
lmoliveira@reunidaspaulista.com.br
noliveira@passaromarron.com.br

Fonte: Deficiente Alerta

FILMES ADAPTADOS PARA DEFICIENTES VISUAIS

TV Brasil passará a exibir filmes brasileiros com texto adaptado para deficientes visuais

11/06/2011 – 11h09

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Logo da TV BrasilBrasília - A TV Brasil escolheu o cinema nacional para dar início à sua programação adaptada para deficientes visuais. A medida visa a atender à portaria do Ministério das Comunicações que estabelece que as emissoras de TV já licenciadas para transmitir com o sinal digital deverão, a partir de 1º de julho, exibir ao menos duas horas semanais de programas com o recurso da audiodescrição.

Esta, porém, não é a primeira experiência da emissora pública vinculada à Empresa Brasil de Comunicação(EBC) com a tecnologia. Segundo o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Moisés Bauer Luiz, a TV Brasil foi o primeiro canal do país a colocar no ar um programa audiodescrito, o Programa Especial, (http://www.programaespecial.com.br/) dedicado à inclusão social de deficientes físicos e exibido às sextas-feiras, às 19h30, e aos sábados, às 15h. De acordo com a empresa (à qual pertence também a Agência Brasil), o programa está no ar desde 2007.

Segundo o diretor de Produção e superintendente de Programação da TV Brasil, Rogério Brandão, a opção pelos filmes exibidos às sextas-feiras e aos sábados à noite, no Programa de Cinema, é estratégica.Imagem do site do Programa Especial

“Consideramos o cinema como o programa mais pertinente para iniciarmos a audiodescrição. Oferecendo às pessoas com alguma deficiência a oportunidade de acompanhar e compreender um filme nacional, nós possibilitamos que elas conheçam a produção cultural de seu próprio país e, assim, entendam melhor nossa história”, disse Brandão à Agência Brasil.

Com a adaptação dos filmes, ele afirma que a emissora não só vai dar conta de cumprir o que determina a portaria ministerial, como transmitirá, em média, uma hora a mais que o mínimo inicial estipulado, podendo chegar, neste primeiro momento, a pelo menos três horas de programação semanal.

A exemplo do que, segundo a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), as companhias privadas vêm fazendo, a TV Brasil também repassará a terceiros a adaptação do texto, que deverá ser disponibilizado por meio da função SAP (do inglês Programa Secundário de Áudio).

Fonte: Agência Brasil

NOVO CAMPO PROFISSIONAL - AUDIODESCRIÇÃO

Audiodescrição abre novo campo profissional

Sábado, 11/06/2011 - 11:41

Brasília - O estudante do curso  de Letras da Universidade de Brasília (UnB) Tomás Verdi Pereira tinha 11 anos quando foi pela primeira vez a um cinema. Cego de nascença, ele diz que até conhecer, nos Estados Unidos, a audiodescrição, não tinha vontade de acompanhar sequer os programas exibidos na televisão brasileira, mesmo que seus pais se esforçassem para ajudá-lo a compreender o que se passava na tela.

"Muito raramente eu via um desenho com os meus pais. Eles iam me falando tudo o que acontecia, mas, lógicamente, faziam isso sem qualquer modelo", comentou. Hoje com 19 anos, Pereira faz parte do grupo de estudos sobre audiodescrição da UnB, no qual atua como uma espécie de assessor, acompanhando a adaptação de filmes para as pessoas com alguma deficiência visual.

"As obras adaptadas não só me estimulam a assistir a um filme como me ajudam a compreender melhor o conteúdo. Sem a audiodescrição faltam informações para que os deficientes visuais possam entender o que está acontecendo", explicou Tomás. Para ele, que ainda não sabe se fará da experiência acadêmica sua profissão, a audiodescrição é um campo promissor.

Embora a atividade ainda não tenha sido regulamentada, especialistas responsáveis pela formação dos primeiros profissionais também demonstram otimismo. Para eles, a procura por mão de obra qualificada crescerá com a obrigatoriedade de as emissoras de TV digital passarem a apresentar ao menos duas horas semanais de produções adaptadas para o público com alguma deficiência visual ou intelectual.

De acordo com a professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Livia Maria Motta, a atividade tem atraído interessados com as mais diversas formações profissionais, mas principalmente os estudantes de letras e de comunicação social. Autora do primeiro livro brasileiro sobre o tema (disponível gratuitamente no site www.vercompalavras.com.br), Livia garante que já há no país o necessário número de audiodescritores para atender as necessidades iniciais das emissoras de TV.

"Mas esta é uma uma nova área profissional e sabemos que, a partir do momento em que a transmissão televisiva [audiodescrita] entrar em vigor, a demanda pelos profissionais aumentará bastante", comentou a professora. "E este é um serviço minucioso que exige muita preparação. Não basta assistir a um programa uma única vez e sair inserindo a audiodescrição. O serviço exige um mergulho no tema”.

A professora e cordenadora do grupo de estudos sobre audiodescrição da UnB, Soraia Ferreira, destaca que o país, além de formar mão de obra especializada, tem avançado na pesquisa. A universidade deve abrir um curso de extensão em audiodescrição no próximo semestre.

Conforme a Agência Brasil apurou com audiodescritores e especialistas, o trabalho de adaptação de um filme normalmente é feito por uma equipe de quatro pessoas, sendo uma delas um deficiente visual. Os valores recebido pelo trabalho variam muito, mas são pagos entre R$ 2 mil e R$ 4 mil por um serviço que exija 40 horas de dedicação.

Para Tomás Verdi Pereira, quem se dispõe a trabalhar como audiodescritor deve ser, antes de tudo, um observador atento. E saber o que de fato é relevante para que um cego compreenda uma história. Segundo o estudante, a descrição nem pode ser tão detalhista que se torne enfadonha, nem tão suscinta que não permita a visualização do que acontece, silenciosamente, na tela.

Fonte: Jornal da Mídia

PROGRAMAS DE TV ADAPTADOS PARA DEFICIENTES VISUAIS

Hoje às 10h57 - Atualizada hoje às 11h02

Emissoras de TV terão que exibir programas adaptados para deficientes visuais

Alex Rodrigues

Brasília - O filme começa e na tela da tv ou do cinema surge a imagem de um casal entrando de mãos dadas e em silêncio em um hotel. Embora fundamental para a compreensão da história, a cena não pode ser acompanhada por milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência visual porque não contém qualquer diálogo ou descrição sonora.

Para suprir essa lacuna que impede que parte da população acompanhe e entenda perfeitamente um filme, telenovela e quase todos os programas televisivos, as emissoras de TV já licenciadas para transmitir com o sinal digital terão que passar a apresentar pelo menos duas horas semanais de produções adaptadas para o público com alguma deficiência visual ou intelectual.

A obrigatoriedade entra em vigor no próximo dia 1º de julho, em cumprimento a uma portaria publicada pelo Ministério das Comunicações em 2006, estabelecendo que as empresas geradoras (as chamadas cabeças de rede) terão que veicular o mínimo exigido de programas com o recurso da audiodescrição. O prazo para que as emissoras se adaptem e cumpram a determinação já foi prorrogado duas vezes pelo próprio ministério, que, desta vez, garante que não haverá novos adiamentos.

A narração descrevendo os sons, elementos visuais e quaisquer informações necessárias para que um deficiente visual consiga compreender o que se passa na tela terá que estar disponível por meio da função SAP (do inglês Programa Secundário de Áudio). Além da audiodescrição, programas transmitidos em outros idiomas, como filmes estrangeiros, terão que ser integralmente adaptados, com a dublagem das conversas ou da voz do narrador. As legendas ocultas, que já são usadas para permitir que deficientes auditivos acompanhem os programas, continuarão sendo obrigatórias.

Logotipo do site Ver com PalavrasSegundo a professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Lívia Maria Motta, uma das organizadoras do primeiro livro brasileiro sobre o tema (Audiodescrição: Transformando Imagens em Palavras, disponível gratuitamente no site www.vercompalavras.com.br, o recurso, que já é comum em vários países, vai garantir que uma parcela significativa da população compreenda integralmente um programa de TV. Além disso, a técnica também já vem sendo utilizada em espetáculos teatrais, cinemas, óperas, exposições e em eventos esportivos como as duas últimas Copas do Mundo de Futebol. No Brasil, um bom exemplo é o festival bienal de filmes sobre deficiência Assim Vivemos, que, desde 2003, só exibe produções que contem com o recurso adicional.

Após dois adiamentos do prazo para o início das transmissões, a diretora do Departamento de Acompanhamento e Avaliação de Serviços de Comunicação Eletrônica do ministério, Patrícia Brito de Ávila, garante que a data-limite será cumprida. Ainda assim, ela admite que, no primeiro momento, nem toda a população será beneficiada pela medida, já que o sinal digital ainda não está disponível em todas as cidades brasileiras.

“Infelizmente, as emissoras têm prazo até 2016 para migrar para a tecnologia digital. Então, por enquanto, só vai ser atendido quem já recebe em sua cidade o sinal de TV digital", afirmou Patrícia à Agência Brasil, alegando que foi justamente a falta de condições tecnológicas por parte das emissoras que levou o ministério a prorrogar os prazos anteriores.

Pela portaria atualmente em vigor, o prazo de 12 meses para que as empresas ainda não licenciadas para transmitir com tecnologia digital passem a apresentar os programas adaptados só começa a ser contado a partir da expedição da nova licença de transmissão.

“Temos uma demanda grande das associações que representam pessoas com deficiência para que os prazos sejam cumpridos”, justificou-se Patrícia, “mas o ministério, como regulador, tem que conciliar a demanda dessas organizações que pedem que a exigência mínima [do tempo de programas adaptados] seja ampliada e os prazos cumpridos, com a das associações de rádio e TV que queriam negociar prazos maiores para que tivessem meios de cumprir a portaria”.

Diante da pressão das emissoras, a Portaria Ministerial n° 188, de março de 2010, não apenas estendeu os prazos anterirmente fixados na Portaria n° 310, de junho de 2006, como reduziu a carga mínima de programas audiodescritos que as tevês terão que apresentar. Pelo texto de 2006, a esta altura, os programas audiodescritos deveriam totalizar oito horas diárias, em vez das duas horas semanais estipuladas na última portaria. Somente depois de dois anos, a carga horária será ampliada para quatro horas semanais.

Segundo o diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Rodolfo Machado Moura, apesar de ainda terem muitas dúvidas sobre o recurso, as empresas de TV vão cumprir o prazo inicial. O problema, para ele, serão as próximas etapas, já que a meta do governo é que, em dez anos, todas as emissoras geradoras e retransmissoras de radiodifusão em sinal digital do Brasil exibam, no mínimo, 20 horas semanais de programas audiodescritos.

“Estamos trabalhando para cumprir o que a legislação determina. Agora, me parece que a portaria ministerial de 2006 foi produzida muito de supetão, sem o devido diálogo e sem os devidos esclarecimentos, pois não é possível, por exemplo, fazer isso [audiodescrição] com alguns tipos de programas”, comentou Moura.

O presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Moisés Bauer Luiz, que também preside a Organização Nacional de Cegos do Brasil, assegura que a portaria também não satisfez os movimentos sociais, tendo ficado aquém das expectativas de quem lutava pela aprovação da obrigatoriedade.

“A carga de programação a ser audiodescrita é muito pequena. Não estamos satisfeitos e queremos aumentá-la, mas isso ficará para outro momento. É um absurdo, mas cinco anos após a publicação da portaria original, vamos considerar uma vitória garantir a transmissão de ao menos duas horas semanais", disse Luiz.

Fonte: Jornal do Brasil

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CAMINHADA DA ACESSIBILIDADE EM TERESINA (11/06/11)

Caminhada da Acessibilidade acontece neste sábado (11/06)

O evento reunirá cerca de 2 mil pessoas, entidades organizadas pela causa da pessoa com deficiência

0A V Caminhada da Acessibilidade acontecerá neste sábado (11) às 7h30 com saída da Avenida Frei Serafim, no cruzamento da Rua Coelho de Resende (em frente ao Supermercado Bom Preço) marcará o fim das comemorações pela semana da acessibilidade.

O evento reunirá cerca de 2 mil pessoas, entidades organizadas pela causa da pessoa com deficiência, Governador do Estado, Wilson Martins, Prefeito de Teresina, Elmano Férrer ,Secretario Estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência, Hélder Jacobina, Deputado Federal, Assis Carvalho, Deputadas Estaduais, Rejane Dias e Flora Isabel. O percurso da caminhada será feito nas principais ruas do centro de Teresina até a Praça Rio Branco.

Todas as entidades que lutam pelos direitos da pessoa com deficiência estarão presentes no evento, para juntos firmarem parcerias pela causa. O presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Teresina (ADEFT), Alexandre Almeida relata que a caminhada tenta repassar a sociedade e aos nossos gestores a importância de trabalhar uma verdadeira acessibilidade, pois não é só uma rampa nas ruas que contribui para o público da pessoa com deficiência, é necessário o intérprete de libras, pisos antiderrapantes, maior largura de portas e corredores e outras adaptações.

“As festividades pela semana da Pessoa com deficiência conseguiram muitos adeptos, a sociedade, os deputados federais e estaduais, governador, prefeito, senadores, muitas pessoas nos apoiaram, agora o mais importante será realizar efetivamente trabalhos na área da pessoa com deficiência. Nós como entidades, sentimos as limitações do nosso público, é importante estar mais próximo do deficiente e conhecer as reais necessidades”, afirma Alexandre Almeida.

Para finalizar as festividades, a premiação da Paraolimpíada acontecerá ao final da V Caminhada pela acessibilidade, na Praça Rio Branco. Os atletas serão homenageados e em seguida receberão suas medalhas e troféus pela participação na Paraolimpíada. Todos os participantes serão homenageados de alguma forma, ninguém sairá sem ter o devido reconhecimento pela superação que enfrenta todos os dias, enfatiza os coordenadores técnicos da I Paraolimpíada Edson Araújo e Claude Girão.

A Paraolimpíada Estadual foi um sucesso, afirma o Secretário da SEID, Hélder Jacobina, “nossas metas foram superados, o sucesso do evento estava estampado no rosto dos paratletas, a paraolimpíada deixa sua marca, pois deixou claro que os paratletas piauienses têm garra e empenho para competir em qualquer competição”, conclui Jacobina.

DEFICIENTE VISUAL DE CATANDUVA RECEBE CÃO GUIA

10/06/2011 19:24

A caixa de Pandora de Camilla

Deficiente visual de Catanduva é a primeira pessoa a receber cão guia como doação de ONG no estado

Gabriella Moura 
Agência BOM DIA

Foto: Augusto Pires/Agência BOM DIA
Estudante do quinto ano de psicologia, 27 anos de idade, olhos claros, tem namorado, amigos e família. Tudo dentro da rotina normal de um
universitário. Mas, o que torna Camilla Corrêa Fernandes especial é o fato de ela fazer todas suas atividades enfrentando a deficiência visual. Aos 20 anos, em razão de um estado avançado de diabetes, ela perdeu a visão. “Tive de parar o curso de engenharia química em Ribeirão Preto, estava no terceiro ano”.

Desde que ficou com deficiência visual, readaptação é a palavra que a jovem mais vive atualmente. E mais uma vez Camilla irá se readaptar em seu cotidiano. Ela é a primeira pessoa a receber a doação de um cão-guia no estado.

Camila brinca com Pandora, cadela que será guia da estudante
daqui para frente

Com o cão, uma fêmea da raça labrador, será a primeira vez que ela sairá sozinha pelas ruas. Camilla só anda acompanhada de familiares, amigos ou o namorado, mas, tem de contar com a disposição de tempo de cada um. “Minha mãe, meu irmão e meu namorado trabalham e nem sempre posso contar com meus amigos”, diz. "Quero muito essa liberdade".

A única vez que a jovem saiu de casa sozinha foi com uma bengala, tradicional no uso para cegos. “Eu quis sair sozinha para dar uma volta. Estava chovendo. Quando percebi, minha avó estava atrás de mim para me proteger. Não uso bengala porque tenho medo. Com o cachorro me acompanhando isso vai melhorar”.

O labrador vai acompanhar a estudante em todos os estabelecimentos e lugares de Catanduva. O coordenador de inclusão social, Francisco Rodrigues Neto, que tinha Camilla no projeto Incorporando as Diferenças, já preparou psicologicamente a estudante. “O cão será novidade na cidade e muitas pessoas irão comentar. Já falei pra ela para não ficar chateada, caso algum estabelecimento não aceite a entrada dela com o animal. Até a população se acostumar vai levar um tempo”, fala.

O coordenador diz que ficou sabendo do cão através de um e-mail do comandante Helio Montane Carlos da Guarda Civil Municipal sobre a doação. "Entrei em contato com a ONG Vida de Bicho, em São Paulo, e o pessoal de lá achou fascinante a história dela".

Com o intesse pelo caso de Camilla, apresentado por Neto, foi a hora de a ONG entrar na história. “A Camilla sempre teve muita vontade de ter um cão-guia e a mãe dela era empenhada em achar um”, diz Neto. O coordenador teve de entrar em negociação com Dantas para receber a cachorra e atender os requisitos necessários. Um dos fatores para a vinda é a contratação de um adestrador. 

Nervosa, a estudante conta que está preparada para viver com o auxilio da cachorra. “Pretendo colocar o nome dela de Pandora”. O nome tem um significado especial para Camilla. “De acordo com a história, quando você abre a caixa de Pandora, todos os sentimentos negativos pulam e o último e único bom que sobra é a esperança. Para mim, ela será a minha esperança”.

terça-feira, 17 de maio de 2011

ALTOS E BAIXOS DE UMA VIDA BIPOLAR

image“Sei exatamente como é querer morrer, como dói sorrir, como você tenta se ajustar e não consegue, como você se fere por fora tentando matar o que tem dentro”. A frase, proferida por Winona Ryder no filme “Garota Interrompida”, reflete com exatidão os sentimentos de um portador de uma doença crônica e sem cura: o transtorno bipolar.

O transtorno afetivo bipolar do humor (TAB) é caracterizado pela variação brusca e extrema de temperamento, na qual uma hora a pessoa está eufórica, feliz e satisfeita, e, no momento seguinte, em depressão profunda. Muito se engana quem acha que o distúrbio é relativamente recente. Segundo o psiquiatra José Alberto Del Porto, professor titular da Unifesp, os primeiros relatos referentes à doença bipolar remontam há muitos séculos. “Na realidade, há descrições sobre a doença desde o século I d.C., feitos por Araeteus da Capadócia, sobre a unidade da doença maníaco depressiva”.

A bipolaridade é caracterizada pela ocorrência das fases maníacas, depressivas e pelos estados mistos (sintomas de mania e depressão ao mesmo tempo). As classificações oficiais incluem o transtorno bipolar do tipo I (mania plena e depressão maior) e o transtorno bipolar do tipo II (depressão maior alternada com hipomania – pequena mania -, ou mania mitigada, de menor intensidade e duração). O transtorno bipolar do tipo II é o mais prevalente na população geral, porém ainda pouco diagnosticado.

Fases do Transtorno Bipolar

  • Humor excessivamente animado, exaltado, eufórico, alegria exagerada e duradoura;
  • Extrema irritabilidade, impaciência ou “pavio muito curto”;
  • Aumento de energia, da atividade, começando muitas coisas ao mesmo tempo sem conseguir terminá-las;
  • Otimismo e confiança exageradas;
  • Pouca capacidade de julgamento, incapacidade de discernir;
  • Crenças irreais sobre as próprias capacidades, acreditando possuir muitos dons ou poderes especiais;
  • Comportamento inadequado, provocador, intrometido, agressivo ou de risco;
  • Aumento do impulso sexual;
  • Insônia e pouca necessidade de sono;
  • Uso de drogas, em especial cocaína, álcool e soníferos. Humor melancólico, depressivo;
  • Perda de interesse ou prazer em atividades habitualmente interessantes;
  • Sentimentos de tristeza, vazio, ou aparência chorosa/melancólica;
  • Inquietação ou irritabilidade;
  • Perda ou aumento de apetite/peso, mesmo sem estar de dieta;
  • Excesso de sono ou incapacidade de dormir;
  • Sentir-se ou estar agitado demais ou excessivamente devagar (lentidão);
  • Fadiga ou perda de energia;
  • Sentimentos de falta de esperança, culpa excessiva ou pessimismo;
  • Dificuldade de concentração, de se lembrar das coisas ou de tomar decisões;
  • Pensamentos de morte ou suicídio, planejamento ou tentativas de suicídio.

De acordo com Del Porto, a prevalência do transtorno bipolar, em suas formas típicas (I e II), chega a 1,4% da população geral (Dados baseados em estudos epidemiológicos realizados nos Estados Unidos, por Kessler). “No entanto, ao incluir nas estatísticas as formas mais brandas da doença – o chamado ‘espectro bipolar’-, a prevalência chega a 4,5% da população geral, o que faz do transtorno bipolar um verdadeiro problema de saúde pública”, alerta.

Possuidora de uma carga genética amplamente reconhecida, a doença pode ocorrer não só na fase adulta, mas em qualquer fase na vida. “Embora se inicie geralmente no adulto jovem, o TAB pode começar também na infância e na adolescência. Nessa faixa etária, os episódios podem apresentar oscilações muito rápidas do humor, entre depressão e mania, muitas vezes no mesmo dia”. Nesses casos, o diagnóstico deve ser realizado por psiquiatras em conjunto com psicopedagogos. “A enfermidade também acomete os idosos, motivada, na maioria das vezes, por causas orgânicas como as várias formas de demência comuns com o avanço da idade”.

A detecção do transtorno bipolar exige tempo, investigação cuidadosa e, muitas vezes, entrevistas com os familiares do paciente. O diagnóstico precoce é importante, pois pode prevenir recorrências futuras e deterioração da qualidade de vida. “O diagnóstico não pode ser feito de forma ampla. É preciso levar em consideração uma série de critérios, como a duração dos sintomas, alteração no funcionamento do organismo, mudanças no relacionamento social, entre outros. Apesar de não ter cura, é possível prevenir os episódios com o tratamento adequado, que inclui medicamentos estabilizadores do humor e acompanhamento psicoterápico”, orienta Del Porto.

Atualmente, existem no mercado opções de tratamento do transtorno bipolar capazes de reduzir os efeitos colaterais normalmente causados por este tipo de medicamentos. Incluem-se entre elas o Geodon (cloridrato de ziprasidona), que teve uma nova indicação para o controle da mania bipolar aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. Indicado também para controle da fase aguda, prevenção de recorrência em pacientes bipolares e para portadores de esquizofrenia, o produto tem a vantagem de não apresentar alguns dos efeitos adversos associados aos demais antipsicóticos atípicos, como ganho de peso excessivo e indução à síndrome metabólica (aumento do colesterol, triglicérides e da glicemia).

Aprender a viver com uma condição crônica não é impossível. O psiquiatra ressalta a importância da adoção de alguns hábitos que os portadores de transtorno afetivo bipolar podem adotar no seu cotidiano para ajudá-los a conviver com a doença. “É muito importante a educação do paciente e de seus familiares quanto à necessidade da adesão ao tratamento. Dormir e acordar em horários regulares e evitar os trabalhos em turnos é recomendável, uma vez que o bipolar costuma trocar o dia pela noite. Também é indicado evitar o consumo de álcool, cafeína, cigarros e drogas, como maconha e cocaína, que podem precipitar crises. Outra sugestão é participar de grupos de psicoeducação, que auxiliam e ensinam o paciente a lidar com a doença e prevenir suas recorrências”, orienta Del Porto.

CARRO NACIONAL PARA DEFICIENTES FÍSICOS

Pratyko

Quando se tornou deficiente físico, aos dois anos de idade, o técnico em informática Márcio David sequer imaginava que no futuro poderia ajudar milhares de pessoas como ele. Junto com três amigos, David desenvolveu o Pratyko, o primeiro carro nacional para portadores de deficiência física. "Tudo começou em uma reunião de colegas há oito anos, quando me perguntaram quais eram minhas dificuldades", conta Márcio.

Segundo ele, o maior problema do deficiente que dirige é a transferência da cadeira para o carro, o que não pode ser feita apenas pelo cadeirante. Nascia então um automóvel específico para eles, a partir de um chassi de aço tubular. O Pratyko tem fácil acesso por meio de uma única porta traseira, equipada com elevador que suporta até 200 kg. Esse primeiro protótipo tem motor 250 cm3 de moto, mas Márcio promete novidades no carro de produção. "Virá com câmbio automático CVT e motor de 600 cm3", conta.

O grupo busca incentivos do governo para baratear o carrinho de 2,6 m de comprimento por 1,6 m de largura, que estará à venda em 2013. "Queremos vendê-lo entre R$ 22 mil e R$ 29 mil." Mais de 50 pessoas demonstraram interesse em adquirir o Pratyko por meio do site oficial (www.pratyko.com.br). "É um sonho que vai virar realidade e beneficiar muita gente", finaliza Márcio.

GRANDES CAUSAS

 

ALBINISMO NO CINEMA

"Analuz": novo filme de Guilherme Motta trará protagonista albino

O ator Flávio André vive um catador de material reciclável.

Foto

O longa é baseado em fatos ocorridos na cidade de São Paulo, em 2008

O novo filme do diretor e roteirista Guilherme Motta, “Andaluz”, é o primeiro da história do cinema a ter um protagonista albino, o ator Flávio André. O longa é baseado em fatos ocorridos na cidade de São Paulo, em 2008. No elenco, estão os atores: Luciana Vendramini e João Signorelli.

A história fala de Andaluz (Flávio André), um carroceiro catador de material reciclável, albino, e solitário. Ele testemunha acontecimentos assombrosos no Mosteiro da Luz, quando uma parede interna do Museu de Arte Sacra é demolida para uma descoberta surpreendente.
Perturbado com sua descoberta, faz de tudo para desvendar o mistério, mas ninguém acredita em um simples morador de rua. O único que pode ajudá-lo é Marino (João Signorelli), misto de artista e jornalista, que compra de corpo de alma a briga do catador de materiais recicláveis.
Enquanto luta para desvendar o mistério do Mosteiro, ele mergulha em dúvidas e pesadelos que o fazem perceber que há uma verdade ainda maior que ele terá de enfrentar: a história de suas próprias origens, de sua própria vida.

Albinismo no cinema

Até onde foi possível pesquisar, nunca um albino foi protagonista de um filme. Em “Andaluz”, abre-se a possibilidade para a discussão das dificuldades especiais desse grupo, como visão subnormal e a necessidade de uso de filtro solar, deixando-os altamente propensos a problemas de pele. Tramita inclusive no Congresso lei que obriga o Estado a distribuição gratuita de filtro solar entre os portadores de albinismo.
Outro aspecto decorrente da doença é que muitos são afro-descendentes, o que cria um duplo preconceito, no lar e na sociedade, pois é comum o fato de rejeição paterna ao nascimento de um portador.

O Diretor

Guilherme Motta é formado em Comunicação Social, tendo atuado como editor de jornais e revistas e também como locutor. Tem em seu currículo participações nos longas metragens “Bahia de Corpo e Alma” e “Revoada”. Atua hoje como roteirista, diretor e editor e atualmente está montando o documentário “Sambenê”, produzindo a série “Aubiografia Digital” e escrevendo diversos roteiros para cinema e televisão.

Explicitando característica multimídia, tem ainda envolvimento com teatro e composição musical.

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