terça-feira, 15 de março de 2011

SÍNDROME DE MUNCHAUSEN

14/03/2011 – 18h32

Internet favorece invenções de portadores de distúrbio 

A internet favorece os portadores da síndrome de Münchhausen, segundo Marc Feldman, professor de psiquiatria na Universidade do Alabama e responsável por cunhar o termo "Münchausen pela internet".

Pacientes com síndrome inventam doenças para receber cuidados

"Com a rede é possível atingir até milhares de pessoas, enquanto que na forma tradicional da síndrome são poucos os ludibriados", disse à Folha, por e-mail.

Feldman, que escreveu o livro sobre o transtorno "Playing Sick" (não traduzido), afirma que o anonimato na rede seduz o paciente.

"Se a mentira for descoberta, a pessoa pode rapidamente se 'deslogar' e continuar em outra comunidade virtual, com uma nova história sobre alguma doença."

O psiquiatra afirma que os portadores têm à disposição diversos grupos online como fóruns de saúde e redes sociais nos quais encontram o tempo e a atenção desejados.

Para o psicólogo Cristiano Nabuco, coordenador do programa de dependentes de internet do Instituto de Psiquiatria do HC, a rede social Orkut pode ser um terreno fértil para essas pessoas.

"Dá para garantir o anonimato e exagerar os sintomas, despertando a piedade."

A internet ajuda o portador a mentir também fora do ambiente virtual.

"Com a internet fica fácil descobrir sintomas e enganar o médico", diz a psiquiatra Ana Gabriela Hounie.

A síndrome

A síndrome de Munchausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, sem que haja uma vantagem óbvia para tal atitude que não seja a de obter cuidados médicos e de enfermagem.

A síndrome de Munchausen "by proxi" (por procuração) ocorre quando um parente, quase sempre a mãe (85 a 95%), de forma persistentemente ou intermitentemente produz (fabrica, simula, inventa), de forma intencional, sintomas em seu filho, fazendo que este seja considerado doente, ou provocando ativamente a doença, colocando-a em risco e numa situação que requeira investigação e tratamento.

Às vezes existe por parte da mãe o objetivo de obter alguma vantagem para ela, por exemplo, conseguir atenção do marido para ela e a criança ou se afastar de uma casa conturbada pela violência. Nas formas clássicas, entretanto, a atitude de simular/produzir a doença não tem nenhum objetivo lógico, parecendo ser uma necessidade intrínseca ou compulsiva de assumir o papel de doente (no by self) ou da pessoa que cuida de um doente (by proxy). O comportamento é considerado como compulsivos, no sentido de que a pessoa é incapaz de abster-se desse comportamento mesmo quando conhecedora ou advertida de seus riscos. Apesar de compulsivos os atos são voluntários, conscientes, intencionais e premeditados. O comportamento que é voluntário seria utilizado para se conseguir um objetivo que é involuntário e compulsivo. A doença é considerada uma grave perturbação da personalidade, de tratamento difícil e prognóstico reservado. Estes atos são descritos nos tratados de psiquiatria como distúrbios factícios.

A síndrome de Münchausen por procuração é uma forma de abuso infantil. Além da forma clássica em que uma ou mais doenças são simuladas, existem duas outras formas de Munchausen: as formas toxicológicas e as por asfixia em que o filho é repetidamente intoxicado com alguma substância (medicamentos, plantas etc) ou asfixiado até quase a morte.

Frequentemente, quando o caso é diagnosticado ou suspeitado, descobre-se que havia uma história com anos de evolução e os eventos, apesar de grosseiros, não foram considerados quanto a possibilidade de abuso infantil. Quando existem outros filhos, em 42% dos casos um outro filho também já sofreu o abuso (McCLURE et al, 1996). É importante não confundir simulação (como a doença simulada para se obter afastamento do trabalho, aposentar-se por invalidez, receber um seguro ou não se engajar no serviço militar). Alguns adolescentes apresentam quadro de Munchausen by self muito similares aos apresentados por adultos.

A doença pode ser considerada uma forma de abuso infantil e pode haver superposição com outras formas de abuso infantil. À medida que a criança se torna maior há uma tendência de que ela passe a participar da fraude e a partir da adolescência se tornarem portadores da síndrome de Münchausen clássica típica em que os sintomas são inventados, simulados ou produzidos nela mesma. Ao contrário do abuso e violência clássica contra crianças as mães portadoras da síndrome de Münchausen by proxy não são violentas nem negligentes com os filhos.

O problema, descrito a primeira vez por Meadow em 1977, é pouco conhecido pelos médicos e sua abordagem é complexa e deve envolver o médico e enfermagem, especialistas na doença simulada, psiquiatras/psicólogos, assistentes sociais e, mais tarde, advogado e diretor clínico do hospital e profissionais de proteção da criança agredida (Conselhos Tutelares e juízes da infância).

Texto de: Reynaldo Gomes de Oliveira

Saiba mais: http://www.munchausen.com.br/asindrome.html

 

domingo, 13 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN

Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março

O diagnóstico, em geral, é feito pelo pediatra ou médico que recebe a criança logo após o parto.

No próximo dia 21, comemora-se o Dia Internacional da Síndrome de Down. Estima-se que no Brasil existam 300 mil pessoas com Down, 30 mil em São Paulo. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, atenta ao assunto, lançou o Programa Complementar de Imunizações para Pessoas com Síndrome de Down. Iniciativa inédita do Governo do Estado, o programa inclui pessoas com a síndrome no calendário especial de vacinação do Crie - Centro Regulador de Imunizações Especiais.  O Crie vacina pessoas com baixa imunológica sistemática - portadores de imunodeficiências em geral, anemia falciforme, câncer e AIDS - contra catapora, viroses causadoras de pneumonias, otites, sinusites, meningite, osteomielite e hepatites A e B.

As doenças infecciosas são a segunda maior causa de óbito entre a população de brasileiros com Down, pois 90% deles apresentam baixa imunidade. Com a vacina, o índice de morbidade e mortalidade a partir dessas doenças teria redução superior a 80%.
Síndrome de Down:

A Síndrome de Down foi descrita em 1866 por John Langdon Down. Este médico inglês descreveu as características da Síndrome, que acabou sendo batizada com o seu nome. Popularmente é conhecida como mongolismo. Hoje sabemos que esta denominação é inadequada, devido à conotação preconceituosa que a cerca. Campanhas têm sido realizadas para a divulgação do nome Síndrome de Down ou Trossomia do 21. Em 1959, Jerôme Lejeune descobriu que a causa da Síndrome de Down era genética, pois até então a literatura relatava apenas as características que indicavam a Síndrome.

É impossível diagnosticar a Síndrome de Down logo ao nascimento. O diagnóstico, em geral, é feito pelo pediatra ou médico que recebe a criança logo após o parto, considerando as características fenotípicas peculiares à Síndrome. A confirmação é dada pelo exame do cariótipo (análise citogenética).
As características são: chatamento da parte de trás da cabeça, inclinação das fendas palpebrais, pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos, língua proeminente, ponte nasal achatada, orelhas ligeiramente menores, boca pequena, tônus muscular diminuído, ligamentos soltos, mãos e pés pequenos, pele na nuca em excesso.

A probabilidade de um indivíduo ter Síndrome de Down é de 1.600 nascidos vivos. O nascimento de uma criança com Síndrome de Down é mais frequente conforme aumenta a idade materna. Porém, qualquer pessoa está sujeita a ter um filho com esta Síndrome que ocorre ao acaso, sem distinção de raça ou sexo.

Entenda:
A Síndrome de Down é um acidente genético, que ocorre ao acaso durante a divisão celular do embrião. Na célula normal da espécie humana existem 46 cromossomos divididos em 23 pares. O indivíduo com Síndrome de Down possui 47 cromossomos, sendo o cromossomo extra ligado ao par 21. Esta alteração genética pode ser apresentar de 3 formas:

Trissomia 21 padrão
- Cariótipo: 47XX ou 47XY (+21)
- Indivíduo apresenta 47 cromossomos em todas as duas células, tendo no par 21 três cromossomos. Ocorre em aproximadamente 95% dos casos.

Trissomia por translocação

- Cariótipo: 46XX (t 14;21) ou 46XY (t 14;21)
- O indivíduo apresenta 46 cromossomos e o cromossomo 21 extra está aderido a um outro par, em geral o 14. Ocorre em aproximadamente 3% dos casos.

Mosaico
- Cariótipo: 46XX/47XX ou 46XY/47XY (+21)
- O indivíduo apresenta uma mistura de células normais (46 cromossomos) e células trissômicas (47 cromossomos). Ocorre em aproximadamente 2% dos casos.

Fonte:

http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=242&c=31

http://www.fsdown.org.br/site/pasta_116_0__o-que-e-sindrome-de-down-.html

TRANSPORTE GRATUITO

Deficiente auditivo tem direito ao transporte gratuito

Relator do processo considerou que a não concessão do benefício contribuiria para agravar ainda mais o quadro patológico do enfermo

O juiz convocado José Cícero Alves da Silva, integrante da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), determinou que o Município de Maceió forneça o cartão de passageiro especial a Luciano Silva de Aquino, deficiente auditivo. O relator do processo considerou que a não concessão do benefício garantindo gratuidade no transporte coletivo contribuiria para agravar ainda mais o quadro patológico do enfermo, uma vez que o mesmo necessita do transporte público para conseguir realizar o tratamento médico.

“Sabe-se que a realização dos direitos sociais depende, em grande medida, de vínculo financeiro subordinado às possibilidades orçamentárias do Estado. Porém, não se mostra razoável ao Poder Público, em tal hipótese, criar obstáculo que revele - a partir de indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa - o censurável propósito de frustrar e de inviabilizar a preservação da saúde dos cidadãos, sem oferecer-lhes condições materiais mínimas de sobrevivência”, argumentou.

Luciano da Silva Aquino é deficiente auditivo e precisa se deslocar diariamente para ser submetido a tratamento médico. Pleiteou junto à Justiça o fornecimento do cartão de passageiro especial ou outro meio que possibilite o acesso ao tratamento a que vem sendo submetido, uma vez que não possui condições financeiras de arcar com o transporte.

Ao entender que tal patologia não se enquadrava na Lei Municipal Nº4.635/97 que garante gratuidade do transporte público para deficientes físicos, o magistrado de primeiro grau negou o pedido. Inconformado, Luciano Aquino entrou com recurso. A decisão foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) desta quinta-feira (10).

Fonte: Gazeta Web

quinta-feira, 10 de março de 2011

ROBÔ AJUDA CRIANÇAS COM AUTISMO

09/03/2011 - 12h25

Robô ajuda crianças inglesas com autismo a identificar emoções

Eden Sawczenko se retraía quando outras meninas seguravam sua mão e ficava imóvel quando a abraçavam.

Neste ano, Eden, de quatro anos, que sofre de autismo, começou a brincar com um robô que ensina sobre emoções e contato físico.

Alastair Grant/AP

Eden Sawczenko, 4, que tem autismo, reage ao robô Kaspar, em escola ao norte de Londres

Eden Sawczenko, 4, que tem autismo, reage ao robô Kaspar, em escola ao norte de Londres

"Ela está mais afetuosa com seus amigos e, agora, até toma a iniciativa de abraçar", afirma Claire Sawczenko, mãe da menina.

Eden frequenta uma pré-escola para crianças autistas em Stevenage, ao norte de Londres, onde pesquisadores levam um robô com feições humanas do tamanho de uma criança uma vez por semana para uma sessão supervisionada.

As crianças, cujos níveis de autismo variam de leve a severo, brincam com o robô por dez minutos, enquanto um cientista controla o aparelho por controle remoto.

O robô, chamado Kaspar, é programado para sorrir, franzir, rir, piscar e balançar os braços. Foi construído por cientistas da Universidade de Hertfordshire a um custo de 1.300 libras (R$ 3.475).

Kaspar ainda está em fase experimental, e os pesquisadores esperam que ele possa ser produzido em massa por um preço menor.

INTERAÇÃO

O robô faz poucos truques, como dizer: "Olá, meu nome é Kaspar. Vamos brincar". Ele ri quando encostam em suas laterais ou nos seus pés, levanta os braços e, se leva um tapa, põe as mãos no rosto e grita: "Ai, isso dói".

"Crianças com autismo não reagem bem às pessoas porque elas não entendem as expressões faciais", diz Ben Robis, pesquisador de ciências da computação na Universidade de Hertfordshire e especialista em autismo.

"Robôs são mais seguros para elas porque há menos a interpretar, eles são bem previsíveis", afirma.

Há projetos similares no Canadá, no Japão e nos EUA, mas a pesquisa inglesa é uma das mais avançadas. Até agora, cerca de 300 crianças com autismo já brincaram com Kaspar naquele país.

Especialistas sem ligação com o projeto afirmam que a ideia é promissora.

Para Abigael San, representante da Sociedade Britânica de Psicologia, é possível que as crianças transfiram o que aprenderam com o robô para suas casas.

Mas ela alerta que especialistas e pais não podem depender tanto assim de robôs.

"Não queremos que crianças com autismo fiquem muito acostumadas aos robôs. Elas precisam aprender a se relacionar com pessoas."

Kerstin Dautenhahn, pesquisadora da Universidade de Hertfordshire e responsável pelo projeto, diz que o robô também pode ser usado para crianças com síndrome de Down e outros problemas.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

PALESTRA

Desafios no mercado de trabalho para pessoas com deficiência será tema de palestra

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Legenda: João Ribas coordena Programa de Empregabilidade

de Pessoas com Deficiência

Crédito da foto: Instituto ETHOS

O tema “Desafios e soluções para empregabilidade de pessoas com deficiência no Brasil”, será apresentado no dia 15 de março de 2011, na Fundacentro, em São Paulo.

Em uma única palestra, o antropólogo João Batista Ribas, doutor em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), falará sobre legislação, definição de deficiência de acordo com a OMS, lógica e razão capitalista, entre outros temas de relevância.

No âmbito da segurança e saúde do trabalhador, o palestrante vai discorrer sobre as diferenças entre doença e deficiência, limite e alcance, incapacidade e capacidade. Vai abordar ainda o exame médico admissional, a segurança das pessoas com deficiência no ambiente de trabalho e o plano de abandono das edificações em caso de sinistro.

Ribas é autor de livros e artigos sobre inclusão profissional e social de pessoas com deficiência. Já foi professor universitário, e atualmente é consultor da Secretaria de Educação Especial e da  Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico do Ministério da Educação, do Departamento Nacional do SENAI e da Fundação Banco do Brasil. Também coordena o Programa de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência da empresa Serasa Experian.

Para a coordenadora do evento Eliane Vainer Loeff, servidora da área de Educação da Fundacentro, o tema é de fundamental importância por abrir espaço para a discussão da temática segurança e saúde junto a esses profissionais. “Os agentes multiplicadores são os principais responsáveis por levar para dentro das empresas informações que atualizem e despertem esses trabalhadores para a prevenção”, diz Eliane.

A palestra, com entrada franca, é dirigida a psicólogos, médicos, engenheiros e facilitadores. O horário será das 10h às 12h.

A Fundacentro está situada à rua Capote Valente, 710, Pinheiros.

Clique aqui para se inscrever.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

LAZER E TURISMO

Alguns materiais para download:

Roteiros turisticos para pessoas com necessidades especiais.

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Clique aqui para ler online ou baixar para seu computador

Áreas públicas acessíveis para portadores de deficiencia visual – Parques e praças

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Clique aqui para ler online ou baixaClique aqui para ler online ou para baixar para seu computadorr para seu computador

 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

RETINA ARTIFICIAL

14/02/2011 - 19h21

Retina artificial pode ajudar alguns cegos a enxergar

DA ASSOCIATED PRESS

Por duas décadas, Eric Selby não enxergava e dependia de um cão-guia para se locomover. Mas depois de receber o implante de uma retina artificial em seu olho direito, ele pode detectar coisas normais, como o meio-fio e a calçada enquanto caminha pela rua.

"Basicamente, são flashes de luz que você tem que traduzir em seu cérebro, mas é incrível que eu possa ver alguma coisa", disse Selby, um engenheiro aposentado de Coventry, na região central da Inglaterra.

Martin Cleaver/AP

Eric Selby, 68, recebeu o implante de retina artificial chamado de Argus 2

Eric Selby, 68, recebeu o implante de retina artificial chamado de Argus 2

Há mais de um ano, o homem de 68 anos recebeu um implante artificial chamado de Argus 2, feito pela empresa norte-americana Second Sight, inserido cirurgicamente em seu olho direito. Reguladores holandeses são esperados nas próximas semanas para decidir sobre o pedido da empresa para comercializar o aparelho na União Europeia. Se a reposta for positiva, o implante será a primeira retina artificial disponível para venda.

Ele funciona com uma câmera de vídeo minúscula e um transmissor, instalados em um par de óculos e um pequeno computador wireless.

O computador processa as cenas captadas pela câmera e as converte em informações visuais na forma de um sinal eletrônico que é enviado ao implante. O dispositivo estimula as células sadias que restam na retina, fazendo com que elas retransmitam os dados para o nervo óptico.

Em seguida, a informação visual move-se para o cérebro, onde é traduzida em padrões de luz que podem se transformar na forma do contorno de um objeto. Os pacientes precisam aprender a interpretar os flashes de luz. Por exemplo, eles podem decodificar três pontos brilhantes como os três pontos de um triângulo.

O implante é indicado apenas para pessoas com um tipo específico de problema de retina, hereditário, quando as pessoas ainda têm algumas células funcionais. Elas devem ter sido capazes de enxergar no passado e seus nervos ópticos devem estar a funcionando. Cerca de uma em 3.000 pessoas são cegas devido a um deste grupo de doenças hereditárias, chamada retinite pigmentosa, e podem se tornar potenciais beneficiárias pela retina artificial.

O dispositivo custa um preço muito alto --cerca de US$ 100.000. Na Inglaterra, o serviço nacional de saúde, por vezes, paga caro por novas tecnologias para um pequeno número de pacientes, segundo Lyndon da Cruz, um dos médicos que testou a retina artificial, do Moorfields Eye Hospital, em Londres.

Ele disse que se a retina artificial permite que os pacientes sejam mais auto-suficientes, o implante pode sair mais barato do que os gastos com saúde dos governos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/875617-retina-artificial-pode-ajudar-alguns-cegos-a-enxergar.shtml 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

INDENIZAÇÃO

Banco terá que indenizar deficiente visual por falha na prestação do serviço

Rio - O juiz Flavio Citro, do 23º Juizado Especial Cível da Capital, condenou o Banco Itaú a pagar R$ 5 mil de indenização, a título de dano moral, a uma deficiente visual por não prestar serviços adequados que possibilitem sua autonomia, conforme determinação legal.

De acordo com o Tribunal de Justiça, a instituição financeira também terá que emitir para Kátia de Sousa Lima cartão bancário, extratos, faturas e comprovantes de transações, entre outros documentos, em linguagem em braile. Além disso, o banco terá que efetuar as adaptações necessárias nos caixas eletrônicos, ao menos na agência da autora, e disponibilizar fones de ouvido para fornecimento de informações necessárias à prestação dos serviços.

De acordo com o magistrado, de nada adianta o acesso físico ao serviço se não é dada autonomia e segurança ao portador de necessidades especiais para que possa utilizá-lo. “É notória a grandiosidade empresarial da parte ré no mercado financeiro, não sendo admissível que ainda não tenha disposto os meios corretos e necessários para atender aos portadores de necessidades especiais”, destacou.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MULHER COM PARALISIA INFANTIL RECEBE MULTA POR ESTACIONAR EM VAGA EXCLUSIVA

09/02/2011 15h33

Mesmo sendo portadora de necessidades especiais, Inês Soares Martins Bittencourt, de 51 anos já recebeu duas multas por estacionar seu veículo em vagas reservadas a portadores de deficiência, em Nova Andradina.

De acordo com a reportagem do Nova News, em uma das ocasiões o agente só percebeu que Inês era portadora de necessidades especiais após aplicar uma multa de R$ 50 e prometeu cancela-lá, o que segundo a mulher não aconteceu.

O segundo caso ocorreu quando a mulher estacionou em frente a um banco da cidade, onde mais uma vez recebeu uma multa de R$ 53.

Ainda de acordo com a reportagem, Inês possui carteirinha de indentificação que fica exposta no para-brisas do veículo, o que comprova que a mesma é portadora de necessidades especiais. Ato que não foi percebido pelos agentes que acabaram gerando as multas.

Orientação

A orientação repassada pelo Departamento Municipal de Trânsito de Nova Andradina (Demtran), foi a de que as pessoas portadoras de necessidades especiais procurem o Demtran a fim de solicitar o Documento de Identificação da Pessoa com Deficiência, que deve ser fixado no para-brisas do veículo. Caso a pessoa já possua o documento e mesmo assim venha a receber multas, ela deve recorrer junto ao órgão para cancelar a multa e reaver os valores pagos indevidamente.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/mulher-com-paralisia-infantil-recebe-multa-por-estacionar-em_98848/

domingo, 6 de fevereiro de 2011

DIOGO MAINARDI ESCREVE LIVRO SOBRE PARALISIA CEREBRAL DO FILHO

04/02/2011 - 17h10

VAGUINALDO MARINHEIRO
DE VENEZA

"Sou uma excelente babá, o que os americanos chamam de 'soccer mom'. Acompanho meus filhos em todos os lugares. Levo para treinar futebol e fico lá, esperando, no frio."

Essa com certeza não é a primeira imagem que vem à mente quando alguém pensa em Diogo Mainardi, o colunista mais ácido dos anos Lula, aquele que chamava o ex-presidente, entre outras coisas, de gordinho oportunista. Mas é, segundo o próprio, a que melhor define sua vida hoje.

Mainardi, 48, mudou? Em vários aspectos, sim. 2010 foi um ano de abandonos. Abandonou o gosto de escrever sobre política nacional e de interferir no debate do país em uma coluna semanal que teve na "Veja" por quase 12 anos. Abandonou o Rio de Janeiro, onde morava desde 2003.

"Passei a dar ainda mais valor à minha introspecção familiar. Tudo tem dimensão microscópica na minha vida hoje, e meus interesses são bastante pequenos", afirma.

Voltou a morar em Veneza, num prédio construído no século 15 e que fica no Grande Canal, a principal "avenida" da cidade, se tivesse avenidas em vez de canais. De suas três janelas, observa o esplendor da arquitetura renascentista.

É com essa paisagem que trabalha no livro que escreve sobre o filho mais velho, Tito, de dez anos. Espera lançá-lo neste ano.

Ruy Teixeira

Tito, Nico e Diogo Mainardi na sala usada como local de trabalho e campo de futebol, em Veneza, na Itália

Tito, Nico e Diogo Mainardi na sala usada como local de trabalho e campo de futebol, em Veneza, na Itália

"É sobre a minha experiência de ter um filho com paralisia cerebral. Não quero parecer pretensioso, mas é um pequeno ensaio sobre a diversidade. Terá comentários sobre essa experiência fascinante e absolutamente revolucionária na minha vida. Ela mudou tudo. Colocou tudo do avesso. Todas as minhas veleidades foram para o brejo."

Tito nasceu em 2000, nessa mesma cidade, onde Mainardi morava com a mulher, Anna, uma veneziana especializada em história da arte.

"Era um sábado, pegamos uma obstetra que estava com vontade de ir embora para casa. Tentou acelerar tudo e fez uma enorme bobagem."

A bobagem foi a compressão do cordão umbilical, o que interrompeu a oxigenação. Como resultado, o menino tem problemas de locomoção e de fala. Mas é um garoto sorridente, que adora fazer amigos e brincar com computadores e celulares.

Numa coluna de 2001, chamada "Meu Pequeno Búlgaro", Mainardi contou aos leitores sobre o filho. Na época, se perguntava se o menino depois não se incomodaria de ter sido exposto publicamente.

Hoje, diz não ter mais esse medo. "Meu filho sabe que estou escrevendo sobre ele. Não o incomoda de jeito nenhum. Quando a exposição não é exibicionista, não há por que ter medo. Além disso, a paralisia cerebral é tão dele quanto minha."

Mainardi afirma não ter interesses pedagógicos com a obra. "Na época da coluna, eu tinha alguns propósitos, como quebrar o estigma contra as pessoas com paralisia. Eu não vivi essa situação com dor. Quando você vê de fora, deve imaginar que é uma tragédia, um drama para a família. Eu achava pedagógico mostrar que não era assim. Agora, é apenas especulação intelectual."

O autor diz estar se lixando para aqueles que vão enxergar no livro um processo catártico. "Estou fazendo o livro de um jeito amplo. Falo de muitas coisas, de infanticídio durante o nazismo à arquitetura veneziana."

O filho é responsável por muitas das suas mudanças. Em 2002, o menino necessitava de fisioterapia intensiva e diária.

"Aqui não tinha. O sistema de saúde público da Itália é uma porcaria e não há opção de encontrar um bom profissional privado, que atenda em casa. Descobrimos uma ótima fisioterapeuta no Rio. Ao mesmo tempo, recebi uma proposta para trabalhar no Manhattan Connection, e minha participação podia ser gravada no Rio. Juntaram as duas coisas: meu filho faria o tratamento e eu teria mais um emprego para juntar uma herança que garantisse o futuro dele."

A volta para Veneza também tem a ver com o filho. "Foram outras combinações de fatores: a fisioterapia já não faz mais diferença para ele. Além disso, o Tito, enfim, ganhou o processo contra o hospital onde ocorreu o parto, e a indenização já garante o futuro dele. Não preciso mais de um triplo emprego. E hoje posso gravar o Manhattan daqui, da minha sala."

O programa é exibido às 23h de domingo na Globo News. Fora isso, escreverá um texto por mês para a "Veja" sobre cultura.

Em 2005, Mainardi teve um outro filho, Nico, um carioca que adora futebol mas já está esquecendo o português. "Outro dia, ele disse que o prato típico do Brasil era a 'feijãozeira'."

Não se enganem aqueles que pensam que essa versão família seja uma espécie de "Dioguinho paz e amor". Provocado, ele rearma a metralhadora de adjetivos depreciativos que marcam seu estilo. Seus alvos preferenciais continuam a ser os petistas e aqueles que se identificam com a esquerda no Brasil.

Dilma é apenas uma "funcionária pública de terceiro escalão que fará um governo parecido com o de Lula, mas com menos graça, menos cor". Lula, por sua vez, "provocou uma regressão do país ao estado mais bárbaro da política". O cinema é "só bobagem, produzida para crianças".

O ex-estudante de economia (largou o curso no primeiro ano) também não vê com bons olhos a fase atual da economia brasileira: "Vivemos um novo ciclo da borracha. O Brasil vende matéria-prima, que está com preço alto. Então, vamos de cartola à ópera. Nós já passamos por isso. Sabemos como funciona. Ocorre um avanço tecnológico ou aparece um novo fornecedor, e vamos nós para um novo período de decadência."

Os anos de colunismo e a mão muitas vezes pesada ao escrever fizeram Mainardi colecionar mais de 300 processos na Justiça brasileira. A maioria por difamação.

Há casos curiosos, como o de 120 acrianos que se sentiram ofendidos por ele ter dito que devolveria o Acre à Bolívia em troca de um cavalo.

"Fui condenado a pagar algumas indenizações. Mas só me condenaram os juízes que deram a sentença sem ouvir minhas explicações. Quem me escutou, me inocentou", afirma.

Muitos dos seus críticos o acusam do mesmo mal: ser irresponsável e publicar acusações sem ouvir a versão dos envolvidos.

Ele, claro, discorda, com o uso de argumentos que não seriam abonados por manuais de jornalismo. "Eu não sou repórter, não tenho que ouvir lado nenhum. Dou o meu lado."

Entre aqueles que o processaram estão o ex-ministro Franklin Martins e o jornalista Paulo Henrique Amorim.

Martins era comentarista político da Rede Globo quando Mainardi o acusou de "promiscuidade com o poder", uma vez que sua mulher era assessora da liderança do governo no Senado, e seu irmão, diretor da Agência Nacional do Petróleo.

A Justiça condenou o colunista a pagar R$ 35 mil de indenização por dano moral. Houve recurso, e a condenação foi anulada.

Amorim foi acusado de receber do PT para defender o partido e o governo na internet. Desta vez, a Justiça determinou indenização de R$ 285 mil. Houve novo recurso, e agora caberá ao Supremo Tribunal Federal definir se mantém a condenação.

Mainardi diz que nunca foi condenado por ter mentido, mas por ter feito piada. "Minha intenção sempre foi a ironia. Todos os meus processos são pela frase a mais, a frase de efeito. Eu sempre tentei caricaturar o outro. É quase a charge, em que se exagera no tom, mas tratando de fatos reais."

Então o colunista exagerado e agressivo é apenas um personagem forjado para agradar a alguns? "Sei que fui muito violento na coluna. Não há dúvidas de que não fui um doce. Mas não é um personagem. Esse já era meu estilo como romancista."

Muitos de seus inimigos e detratores estão felizes que a coluna se foi. Ele, mais uma vez, diz estar se lixando.

Vai em busca da aprovação de um outro público, que está mais perto e tem outros critérios de julgamento. "Filho, de zero a dez, que nota você dá para mim como pai?", pergunta a Tito. "Dez", responde o garoto.

Como uma "soccer mom", ele se emociona. Como babá, ganhou o dia.

"Esta é minha cidade, me sinto em casa"

Veneza já é pequena, mas a de Diogo Mainardi é menor ainda. Sua vida se resume a poucas ruelas perto de sua casa, no bairro de Dorsoduro.

Após sete anos no Rio de Janeiro, ele voltou para o mesmo apartamento em que vivia antes, no palácio Bárbaro, uma construção do século 15.

São 190 metros quadrados, com dois quartos e uma sala grande, em L, onde trabalha e brinca com os filhos. Há poucos móveis. Apesar de se dizer ateu, uma das poucas peças de decoração de sua sala é um oratório de madeira com a imagem de São Francisco. "É brasileiro, presente da minha mãe."

Ao lado de sua residência fica o museu Peggy Guggenheim, onde o filho mais novo vai às vezes brincar. A pouco mais de 300 metros fica seu museu preferido, Accademia, onde se encontra o que considera um quinteto fantástico: Bellini, Ticiano, Veronese, Giorgione e Tintoretto.

Um pouco mais ao longe está o que qualifica como o conjunto arquitetônico mais bonito do mundo: as construções da piazza de San Marco. A cúpula da igreja ele consegue ver de sua janela.

Quando sai de seu micromundo, vai até o mercado de Rialto, comprar peixes e verduras, à doceria Rosa Salva, ou ao restaurante Da Fiore, gastar um pouco mais. No verão, a família pega sua pequena lancha para ir à praia, no Lido.

domingo, 30 de janeiro de 2011

CENTRAL TELEFÔNICA PARA DEFICIENTES AUDITIVOS

GRU lança central telefônica para deficientes auditivos

Para realizar atendimento de chamadas para pessoas com deficiência auditiva, o Aeroporto Internacional de Guarulhos instalou um terminal telefônico especial. O sistema é composto por um aparelho telefônico com teclado e uma tela, que permitem a comunicação entre as pessoas pela digitação de mensagens. Os dois usuários precisam usar o mesmo aparelho para se comunicarem.

A Infraero, em parceria com a Telefônica, realizou um treinamento dos operadores da central, que é composta por 17 telefonistas que atendem diferentes demandas tanto do público interno quanto externo, como das informações sobre chegadas e saídas de voos, telefones de empresas instaladas no terminal aeroportuário e localização de lojas e serviços do aeroporto, entre outros. A central funciona por 24 horas e recebe, em média, 45 mil telefonemas diários.

O superintendente da Infraero no local, Antônio Montano, ressalta a importância desse serviço nos aeroportos e afirma que os próximos serão de Congonhas e Campinas. “A instalação da nova central reforça o compromisso da Infraero e do Aeroporto de Guarulhos com a acessibilidade”, destaca ele.

O telefone de contato do Aeroporto de Guarulhos para deficientes auditivos é (11) 2445-2323.

Fonte:http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/aviacao/gru-lanca-central-telefonica-para-deficientes-auditivos_64599.html

SENSOR ULTRASSÔNICO PARA DEFICIENTES VISUAIS

Sensor Ultrassônico para Deficientes Visuais é considerado o melhor projeto entre todos os Institutos Federais

Qua, 19 de Janeiro de 2011 13:13

O projeto campeão do Prêmio IFMT de Inovação Tecnológica, “Sensor Ultrassônico para Deficientes Visuais” conquistou a primeira colocação no resultado do Concurso Pró-Inovação Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia organizado pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológicos da Universidade de Brasília (CDT/UnB), apoiado pelo Ministério de Educação (MEC). O resultado foi divulgado no dia 20 de dezembro de 2010. O projeto receberá assessoria para redação de um pedido de patente.

A Agência de Inovação do IFMT já registrou o software responsável pelo funcionamento do equipamento, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), a próxima etapa será a redação do pedido de Patente do “Sensor Ultrassônico para Deficientes Visuais” que será elaborado por uma empresa especializada.

O projeto é de autoria do técnico-administrativo, Edivaldo Amaral Gonçalves que foi auxiliado pelo também técnico-administrativo do Campus Cuiabá Evilázio Ferreira Lopes Junior e o aluno Jonathan de Arruda Rodrigues. O “Sensor Ultrassônico para Deficientes Visuais” é um circuito eletrônico equipado com dois sensores ultrassônicos que mede a distância de objetos. Os dois sensores irão acionar um vibrador quando um objeto for detectado. Quanto mais próximo foi o objeto, mais rápida será a freqüência do vibrador. Possibilitando assim que o usuário perceba a aproximação do objeto enquanto caminhar.

O objetivo do Concurso Pró-Inovação Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia é promover a inovação no país, valorizar a pesquisa desenvolvida em todas as áreas do conhecimento nos 38 Institutos Federais do Brasil com o intuito de apoiar sua transferência para o setor produtivo, para que ocorra o desenvolvimento tecnológico brasileiro. O projeto foi indicado pelo Núcleo de Inovação Tecnológica do IFMT para representá-lo no Concurso.

Entenda o Concurso Pró Inova
Para participar do concurso o proponente deveria encaminhar uma proposta que apresentasse soluções tecnológicas, com potencial de inserção no mercado, e que tenha alta relevância social. O projeto teria que ser formado por um professor ou técnico-administrativo, que pertencesse ao quadro efetivo dos Institutos Federais sediados em território Nacional.

A proposta que cada proponente deveria apresentar teria que ser passível de proteção ou possuir depósito de pedido de proteção, de acordo com a Legislação Brasileira que disciplina a proteção da propriedade intelectual, além possuir relevância e capacidade de contribuição para desenvolvimento econômico-social do país, e possuir potencial de mercado, ou impacto social. A Agência de Inovação do IFMT já registrou o software responsável pelo funcionamento do equipamento, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial, a próxima etapa será a redação do pedido de Patente do “Sensor Ultrassônico para Deficientes Visuais” que será elaborado pela UnB.

Os projetos submetidos ao Concurso foram avaliados por uma Comissão Avaliadora Multidisciplinar nomeada pelo diretor do CDT/UnB, professor Luis Afonso Bermudez, que desde 2008 apóia as atividades relacionadas à Inovação no IFMT. A Comissão nomeada não tem vínculo com os proponentes e com as empresas parceiras.
Para a coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do IFMT, Fernanda Caldeira, o projeto tem grande importância tecnológica e social para o Brasil. “Mostramos que o estado de Mato Grosso também desenvolve tecnologia de ponta, para isso basta investirmos cada vez mais na pesquisa e qualificação de nosso pessoal”, destaca.

Segundo Fernanda Caldeira, a proteção é apenas o primeiro passo nesses casos, após o depósito do Pedido de Patente, essa tecnologia estará disponível para a sociedade e empresas que se interessem em financiar o aprimoramento da tecnologia ou a produção do aparelho.

“O IFMT não está aquém das grandes universidades do país quando o assunto é inovação, o que ainda é tímido em nossa instituição é o desenvolvimento de protótipos e a proteção. Precisamos cada dia incentivar nossos pesquisadores para tirar seus projetos do papel, construí-los na bancada e transferi-los para o balcão. Trazendo assim benefícios para a sociedade”, diz Fernanda.

“Os inventores desse projeto estão de parabéns, pois o “Sensor Ultrassônico para Deficientes Visuais” poderá se tornar um grande destaque de nosso catálogo de tecnologias. A equipe que elaborou conquistou o primeiro lugar no Prêmio IFMT de Inovação Tecnológica e recebeu cada um dos participantes um Netbook. Agora teremos um dos melhores escritórios especializados do país para redigir essa patente,” finaliza Fernanda Caldeira.

Assessoria de Comunicação
Reitoria – IFMT

Fonte: http://www.planetauniversitario.com/index.php?option=com_content&view=article&id=19675:sensor-ultrassonico-para-deficientes-visuais-e-considerado-o-melhor-projeto-entre-todos-os-institutos-federais&catid=56:ciia-e-tecnologia&Itemid=75

VAGAS PREFERENCIAIS – MOGI DAS CRUZES

Campanha pede respeito para as vagas preferenciais

Daniel Carvalho

Engepark ampliou a fiscalização e melhorou a sinalização de solo

O Mogi Shopping lançou uma campanha de conscientização dos clientes para que respeitem as vagas no estacionamento destinadas a idosos e deficientes físicos. O direito a estas vagas é garantido por lei, que determina 5% do total de espaços sejam para idosos e 2% para deficientes. Foram afixados displays nas cancelas de entrada do centro comercial e adesivos nos terminais de emissão de tíquetes do estacionamento.

Edmar Oliveira, supervisor da Engepark, empresa que administra o estacionamento do Mogi Shopping, disse que o número de reclamações de pessoas que utilizam as vagas preferenciais aumentou nos últimos meses. Segundo ele, idosos e deficientes relatam que não encontram vagas porque outros motoristas estão usando o espaço indevidamente.

O shopping destina 45 vagas para idosos e 18 para os deficientes físicos. Além dos avisos pedindo respeito às vagas especiais, a Engepark ampliou a fiscalização em horários de pico e fez melhorias na sinalização de solo. A campanha traz duas mensagens principais: "Esperto é quem respeita a sinalização" e "Seja educado, não estacione nas vagas especiais".

A medida adotada pelo shopping foi aprovada pela presidente do Conselho Municipal do Idoso, Juraci Fernandes de Almeida, e pela coordenadora do Trabalho de Apoio ao Deficiente (Tradef), Rita Ferreira.

Juraci disse que vai encaminhar um ofício parabenizando à direção do centro de compras pela iniciativa: "O shopping está fazendo uma ação que não é comum nos estacionamentos privados. A fiscalização é importantíssima, porque muitos motoristas só vão respeitar a lei a partir disso e também com a aplicação de multas, caso contrário o desrespeito vai continuar".

A coordenadora do Tradef reforçou a necessidade de que campanhas como essas sejam permanentes, pois, em sua opinião, ainda faltam conscientização e respeito da maioria dos motoristas sobre o tema. Ela também defende a aplicação de multas para disciplinar de vez o assunto.

Fonte:http://www.moginews.com.br/materias/?ided=1096&idedito=83&idmat=83972 

INDENIZAÇÃO POR DISCRIMINAÇÃO

27/01/11, 20:31

Empresa no Piauí paga indenização por discriminar deficiente

Pessoas com deficiência visual e auditiva foram as vítimas. Um deles teve uísque servido em copo de plástico.

A Promotoria da Pessoa com Deficiência e do Idoso penalizou um restaurante de Teresina por discriminar um grupo de deficientes. Após acordo com o empresário, o Ministério Público Estadual determinou o pagamento de 300 cestas básicas em punição pelo crime, ocorrido este mês.

Seis pessoas com deficiência visual e auditiva foram jantar no restaurante e se sentiram discriminados no atendimento. Segundo a denúncia, os garçons não respondiam aos chamados dos clientes, que teriam sido tratados como pedintes.

O fato mais marcante da denúncia foi o atendimento diferenciado. Um dos deficientes teve uísque servido em copo descartável, de plástico, enquanto os clientes das outras mesas tinham copos de vidro.

O nome da empresa, que reconheceu o erro dos garçons e chegou ao acordo, não foi divulgado pela Promotoria.

A pena será paga em 100 cestas para a Associação dos Deficientes Físicos de Teresina e 200 para o Conselho Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência.

Yala Sena (flash)

Fábio Lima (da Redação)

redacao@cidadeverde.com

Fonte:http://www.cidadeverde.com/empresa-no-piaui-paga-indenizacao-por-discriminar-deficiente-72146

TRICICLO ADAPTADO

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 20:30

Triciclo adaptado é opção para deficientes físicos

Marília Montich
Do Diário OnLine

Na onda da acessibilidade, a Sol Metal, empresa situada em Diadema, disponibiliza no mercado uma nova opção de transporte para os deficientes físicos: um triciclo adaptado.

Trata-se de uma adaptação de uma Burgman 125cc, da Suzuki. Nos triciclos convencionais, a rodagem dupla é traseira. Já no Sun Trike, como é chamado, as duas rodas estão localizadas na parte da frente, o que proporciona mais agilidade e estabilidade, segundo um dos idealizadores do produto, o mecânico Cleber Chamelet.

A ideia surgiu após um dos irmãos de Chamelet sofrer um acidente de parapente, em 2003, que o deixou paraplégico. "Ele era meu companheiro de motocross e, depois do acidente, sentiu vontade de andar de moto de novo. Por isso, elaboramos esse modelo adaptado, que passou a atrair a atenção de muitas outras pessoas", conta.

Hoje, a Sol Metal é responsável pela comercialização do triciclo. "Atualmente, somos a única indústria no Brasil a fazer esse trabalho", afirma o sócio-gerente da empresa Armando Ciccone. "É um conceito novo no Brasil. Trata-se de um transporte urbano pequeno, versátil e ágil, que pode servir tanto para cadeirantes como para qualquer outra pessoa", explica.

Além da adaptação da dupla rodagem dianteira, foi feita a diminuição da altura do centro de gravidade. O banco original também foi trocado por um assento mais anatômico e ao mesmo nível da cadeira de rodas, a fim de facilitar a transferência do deficiente, que pode fazê-la sozinho, de forma simples e segura.
Segundo Ciccone, o valor da adaptação, que pode ser feita tanto em uma moto usada quanto em uma 0km, gira em torno de R$ 5 mil.

O Sun Trike já foi aprovado pelo Inmetro e pelo Denatran e, desde abril de 2010, possui código do Renavan. Até agora, treze unidades já foram vendidas. Nenhum morador do Grande ABC, no entanto, fez a aquisição.

"A sensação de liberdade não tem preço. Com o triciclo, você não depende de ninguém pra te proporcionar o prazer de pilotar uma moto e, além disso, é uma opção de transporte diário", afirma Ciccone.

Quem adquiriu o produto, diz não se arrepender. É o caso do aposentado Márcio Silva do Rosário, 35 anos. Cadeirante desde 2002, ele usa o meio de locomoção há cerca de oito meses e garante ter feito um ótimo negócio. "Ganhei mais mobilidade e independência. Agora posso passear, ir à beira da praia... é um ‘brinquedinho'' bem legal."

Fonte:http://www.dgabc.com.br/News/5853646/triciclo-adaptado-e-opcao-para-deficientes-fisicos.aspx#

FALSIFICAÇÃO DE LAUDO PARA COTAS NA UESB

Quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 – 08h55
Preso homem que falsificou laudo médico para entrar na UESB por cotas

Da BandNews FM Salvador

cidades@eband.com.br

A polícia prendeu em flagrante, em Jequié, um homem que tentava se matricular na UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) com um laudo médico falso.

De acordo com a Delegacia de Furtos e Roubos da cidade, Bruno Willian Moreno da Silva tentou se inscrever no curso de medicina na cota para deficientes, afirmando ter problemas auditivos.Ele tem passagens pela polícia por fraude e falsidade ideológica.


Falso médico

O acusado, inclusive, atuava como falso médico em Bocaiúva, em Minas Gerais, com o registro de um outro profissional.
O rapaz já foi preso seis vezes.

Fonte:http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=100000393626

EDUCAÇÃO FÍSICA E INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA

Olá, a cada dia me surpreendo com a quantidade de assuntos que um único tema pode derivar, conseguimos uma quantidade razoável de materiais e estarei postando na medida do impossível! (risos)

Mas este grupo de materiais é bem interessante embora seja específico a uma área, espero que seja de grande proveito, e peço que divulguem para quem possa ser interessante.

Aqui disponibilizamos três materiais (retirados da internet) que falam sobre a disciplina de educação física nas escolas ou mesmo de atividades físicas para o lazer, para pessoas deficientes.

CapturadoManual de orientação para professores de Educação Física

Handbol adaptado e a possibilidade da inclusão

Educação Física e inclusão dos alunos com deficiência

Todos os materiais são em extensão .pdf e em português, é só clicar para ler online ou baixar para seu computador.

Até a próxima.

domingo, 23 de janeiro de 2011

DELEGADO BATE EM CADEIRANTE

Delegado bate em cadeirante em briga por vaga especial em São José dos Campos (SP)

FÁBIO AMATO
DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Um advogado cadeirante apanhou de um delegado em São José dos Campos (91 km de São Paulo), em briga por estacionamento em vaga pública reservada para pessoas com deficiência.

O advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, 35, diz que foi agredido com coronhadas.

Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress

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Advogado Anatole Morandini, que foi agredido por delegado em briga por vaga em estacionamento no interior de SP

Já o delegado Damasio Marino, por meio de seu advogado, afirma que não o bateu com arma de fogo, mas que lhe deu "dois tapas".

A briga começou quando Morandini flagrou o delegado, que não tem deficiência, estacionado na vaga especial, em frente a um cartório na região central de São José, e foi tomar satisfações.

"Ele [delegado] me chamou de aleijado filho da puta. Eu fiquei enojado, e a única coisa que consegui fazer foi cuspir no carro dele, porque me senti desrespeitado."

Ainda segundo Morandini, o delegado do 6º Distrito Policial da cidade, além de lhe dar coronhadas, também bateu em seu rosto com a ponta da arma.

Ele mostrou à reportagem uma camiseta com manchas de sangue, que diz ser consequência da agressão. Uma funcionária do cartório também diz que viu Morandini sangrando após a briga.

"Ele apontou a arma, fez mira. A única coisa que eu fiz foi virar o rosto devido ao trauma que já tenho", contou o advogado, referindo-se ao tiro que levou durante um assalto, aos 17 anos, e que o deixou paraplégico.

Já o defensor do delegado diz que ele é que foi intimidado e que estava parado na vaga especial porque sua mulher está grávida.

A corregedoria da Polícia Civil abriu inquérito para apurar a suspeita de lesão corporal dolosa (quando há intenção ou se assume o risco de cometer o crime).

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Delegado bate em cadeirante em briga por vaga especial em São José dos Campos, no interior de São Paulo

OUTRO LADO

O advogado Luiz Antonio Lourenço da Silva, que representa o delegado Damasio Marino, negou que seu cliente tenha agredido com coronhadas o também advogado e cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini.

Silva diz que Damasio deu "dois tapas" em Morandini, mas só depois de ser xingado e receber uma cusparada. Para Silva, "esse cadeirante procurou o confronto."

O advogado também negou que Damasio tenha xingado Morandini ao ser repreendido. Segundo Silva, o delegado reagiu após Morandini cuspir em sua cara.

"Ele [delegado] não entendeu o que estava acontecendo. Desceu do carro e o cara veio com a cadeira de rodas para cima dele. [Morandini] cuspiu de novo e o xingou, então ele [delegado] pegou e deu dois tapas no cara."

CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL PARA DEFICIENTES

21/01/2011 – 13h06

Febraban inscreve para 444 vagas no programa de capacitação profissional para deficientes

Em São PauloA Febraban (Federação Brasileira de Bancos) recebe inscrições para o programa de capacitação profissional que visa incluir 444 pessoas com deficiência no setor bancário.

Os profissionais irão atuar em uma das agências dos bancos participantes no Estado de São Paulo: BANIF, Bicbanco, Bradesco, Citibank, Cruzeiro do Sul, Carrefour Soluções Financeiras, HSBC, Itaú Unibanco, Safra, Santander e Votorantim.

Podem participar pessoas com todo tipo de deficiência (física, visual, auditiva, intelectual e múltipla), que atendam aos critérios do Decreto 5.296/04, sejam maiores de 18 anos e tenham o ensino médio completo.

Os selecionados serão contratados como auxiliares bancários e participarão de um programa de capacitação profissional de 640 horas, com duração de seis meses. Nas atividades de formação, os participantes terão aulas sobre língua portuguesa, matemática financeira, etiqueta empresarial, informática, negócios bancários, negociação e vendas.

Os profissionais cumprirão jornada de 4h diárias - de segunda a sexta - e receberão salário inicial de R$ 760,09. Após 90 dias, a remuneração passa a ser de R$ 833,33. Entre os benefícios estão vale-refeição, cesta-alimentação, participação nos lucros e resultados, vale-transporte, seguro de vida e plano de saúde.

As inscrições podem ser feitas, até o dia 28 de fevereiro, no site da Febraban.  É possível encaminhar currículos para o e-mail oportunidade@avape.org.br ou se cadastrar em uma das unidades do CAT (Centro de Apoio ao Trabalhador):

- Avenida Interlagos, 6122 - Interlagos
- Rua Barão do Rio Branco, 864 - Santo Amaro
- Rua Gregório Ramalho, 12 - Itaquera
- Rua Catão, 312 – Lapa
- Rua Voluntários da Pátria, 1553 - Santana
- Rua Galvão Bueno, 782 - Liberdade
- Rua Prestes Maia, 913 - Centro

As atividades terão início a partir do mês de abril.

Serviço
Programa Febraban de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência
Central de Atendimento: (11) 4362-9368

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