quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO




Você sabia que no Aché nós trabalhamos para melhorar a qualidade de vida das pessoas? 

Desenvolver medicamentos é uma das formas de aumentar nossa possibilidade de viver mais e melhor!
Mas essa não é a única maneira.
Por isso, investimos também na educação voltada à saúde, em informações que ajudem as pessoas a conhecer seus direitos e deveres, a tomar decisões e fazer escolhas.

Assim, surgiu este gibi, que é uma edição extra de um programa do Aché denominado Coleção Aché de Educação para a Saúde.
Quando a equipe do Aché começou a desenvolver um medicamento para tratar de disfunções da tireóide, entre elas o Hipotireoidismo Congênito, pensou como seria bom se todos pudessem saber mais sobre essa doença, pois, quanto mais cedo ela é detectada e tratada, maiores são as
chances de a criança crescer saudável.

O Hipotireoidismo Congênito é uma doença causada pela falta de função da glândula tireóide desde o nascimento. Os seus sintomas, muitas vezes, passam despercebidos, mas suas conseqüências não!

O Hipotireoidismo Congênito é a causa mais comum de retardo mental evitável. Sim, evitável! Com um exame muito simples (o teste do pezinho) a doença pode ser descoberta bem cedo, e, assim, é possível começar o tratamento imediatamente.

No Brasil, esse teste é obrigatório para todos os recém-nascidos em todas as maternidades. Nosso objetivo é divulgar essas informações por meio de uma história em quadrinhos, colocando à disposição dos médicos um agradável instrumento para orientar as famílias.

Acreditamos que a prevenção e o tratamento precoce de doenças começa no conhecimento e continua nas ações que cada um de nós pode realizar.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

BIBLIOTECA DE SÃO PAULO COM ITENS DE ACESSIBILIDADE


A partir de março, o Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha contará com equipamentos especiais para exames ginecológicos e de mamografia. O projeto será pioneiro no estudo da sexualidade e a saúde geral da mulher com deficiência.

biblioteca019 A rede municipal de saúde, em uma iniciativa inédita no País, vai oferecer infra-estrutura para atendimento especializado às mulheres com deficiência. A partir de março, o Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha contará com camas especiais para exames ginecológicos, um mamógrafo que permite a realização do exame sem que a paciente precise sair da cadeira de rodas, leitos que mudam de altura por comando eletrônico e lifters - espécie de guindaste para transferir a paciente para o leito.

O secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida destaca que, ao contrário do que alguns ainda podem pensar, a mulher com deficiência também exerce sua sexualidade e necessita dos mesmos cuidados para prevenir e combater problemas ginecológicos como a endometriose, câncer de mama e útero, infecções pelos vírus HPV, HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. “Mais que isso, elas têm o direito de engravidar e receber um acompanhamento médico adequado”, afirma.

O projeto tem um aporte de R$ 250 mil, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), e um de seus objetivos é ser pioneiro na geração de conhecimento em um campo de estudo ainda pouco explorado dentro e fora do país: a sexualidade e a saúde geral da mulher com deficiência.

Para o médico Diretor de Assistência do hospital, os médicos em geral ainda têm certa dificuldade na abordagem e no trato de pacientes com deficiência. “Equipamentos adequados ajudam a lidar com esse público de forma apropriada, garantindo mais conforto”, explica.

Na prática, os recursos colocados à disposição do hospital também devem beneficiar outra parte de sua clientela, composta por pacientes obesas, idosas e pacientes com mobilidade reduzida devido a problemas oncológicos.

Depois da unidade de Cachoeirinha, o projeto completo – equipamentos, manual e treinamento – será levado a outros hospitais da rede municipal.

Estima-se que 25 milhões de brasileiros tenham algum tipo de deficiência (projeções com base no Censo 2000 do IBGE). E, desse total, 27% apresentem deficiência física. Não há informações sobre o número de mulheres com deficiência.

Pesquisa
Além dos equipamentos já instalados no hospital, a SMPED vai elaborar – com apoio do corpo clínico do hospital e outros especialistas – um manual de procedimentos que será utilizado para treinar os profissionais de saúde envolvidos no atendimento.

A proposta é que esse manual aborde desde aspectos comportamentais até características morfológicas decorrentes da deficiência, encampando ainda ações capazes de prevenir a presença de algum tipo de deficiência no feto.

Etapas
- Adequação do espaço físico
- Treinamento do corpo clínico (acolhimento, aconselhamento pré-gestacional e técnicas específicas/adaptadas)
- Aquisição de equipamentos

Cronograma
•    Março 2010 - projeto em operação no HM Nova Cachoeirinha
•    Final de 2010 - projeto implantado em mais quatro hospitais
•    Até 2012 - capacitação de toda a rede municipal

Fonte: Portal da Prefeitura de São Paulo

Veja a matéria e o vídeo

SAÚDE DA MULHER COM DEFICIÊNCIA


MULHER A partir de março, o Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha contará com equipamentos especiais para exames ginecológicos e de mamografia. O projeto será pioneiro no estudo da sexualidade e a saúde geral da mulher com deficiência.

A rede municipal de saúde, em uma iniciativa inédita no País, vai oferecer infra-estrutura para atendimento especializado às mulheres com deficiência. A partir de março, o Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Cachoeirinha contará com camas especiais para exames ginecológicos, um mamógrafo que permite a realização do exame sem que a paciente precise sair da cadeira de rodas, leitos que mudam de altura por comando eletrônico e lifters - espécie de guindaste para transferir a paciente para o leito.

O secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida destaca que, ao contrário do que alguns ainda podem pensar, a mulher com deficiência também exerce sua sexualidade e necessita dos mesmos cuidados para prevenir e combater problemas ginecológicos como a endometriose, câncer de mama e útero, infecções pelos vírus HPV, HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. “Mais que isso, elas têm o direito de engravidar e receber um acompanhamento médico adequado”, afirma.

O projeto tem um aporte de R$ 250 mil, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), e um de seus objetivos é ser pioneiro na geração de conhecimento em um campo de estudo ainda pouco explorado dentro e fora do país: a sexualidade e a saúde geral da mulher com deficiência.

Para o médico Diretor de Assistência do hospital, os médicos em geral ainda têm certa dificuldade na abordagem e no trato de pacientes com deficiência. “Equipamentos adequados ajudam a lidar com esse público de forma apropriada, garantindo mais conforto”, explica.

Na prática, os recursos colocados à disposição do hospital também devem beneficiar outra parte de sua clientela, composta por pacientes obesas, idosas e pacientes com mobilidade reduzida devido a problemas oncológicos.

Depois da unidade de Cachoeirinha, o projeto completo – equipamentos, manual e treinamento – será levado a outros hospitais da rede municipal.

Estima-se que 25 milhões de brasileiros tenham algum tipo de deficiência (projeções com base no Censo 2000 do IBGE). E, desse total, 27% apresentem deficiência física. Não há informações sobre o número de mulheres com deficiência.

Pesquisa
Além dos equipamentos já instalados no hospital, a SMPED vai elaborar – com apoio do corpo clínico do hospital e outros especialistas – um manual de procedimentos que será utilizado para treinar os profissionais de saúde envolvidos no atendimento.

A proposta é que esse manual aborde desde aspectos comportamentais até características morfológicas decorrentes da deficiência, encampando ainda ações capazes de prevenir a presença de algum tipo de deficiência no feto.

Etapas
- Adequação do espaço físico
- Treinamento do corpo clínico (acolhimento, aconselhamento pré-gestacional e técnicas específicas/adaptadas)
- Aquisição de equipamentos

Cronograma
•    Março 2010 - projeto em operação no HM Nova Cachoeirinha
•    Final de 2010 - projeto implantado em mais quatro hospitais
•    Até 2012 - capacitação de toda a rede municipal


Fonte: Portal da Prefeitura de São Paulo

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

COMO AGIR QUANDO ENCONTRAR UM PESSOA COM DEFICIÊNCIA


Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.

Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.

Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela.

Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.

Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.

Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.

Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.

Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.

Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas for preciso para que sejam entendidas.

Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.

Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.


PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MENTAL

Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoas com deficiência mental.

Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.

Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa.

Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido.

Não superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.

Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais

As pessoas com deficiência mental, geralmente, são muito carinhosas. .

Deficiência mental não deve ser confundida com doença mental.
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

NOTAS DE R$50 E R$100 TERÃO NOVOS MODELOS


Notas de R$ 50 e R$ 100 terão novos modelos ainda no 1º semestre.

Cédulas terão diferentes tamanhos, para ajudar deficientes visuais.

As notas da “segunda família” do real seguirão um padrão internacional que dificultará a falsificação, afirmou nesta quarta-feira (3) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante o lançamento dos novos modelos das notas de real. Para ele, os novos modelos de notas também auxiliam na “internacionalização” da moeda brasileira.
As cédulas de R$ 50 e R$ 100 serão modificadas ainda no primeiro semestre de 2010, enquanto as demais serão substituídas até 2012, conforme as notas ficarem velhas e terem de sair de circulação. A meta é iniciar a substituição dos atuais modelos de R$ 10 e R$ 20 no primeiro semestre de 2011.

As novas notas custam de 25% a 28% a mais do que os modelos antigos, segundo o BC. Somente em 2010, a autoridade monetária estima gastar R$ 300 milhões com o processo de substituição das cédulas.


As mudanças são tecnológicas e de design, mas o BC afirmou que todos os animais representados nas notas atuais continuarão a figurar nas novas versões. “O objetivo é que sejam muito seguras. Estaremos emitindo cédulas de última geração, que são compatíveis com as cédulas mais modernas em circulação no mundo, como o euro [e] a nova família de dólares”, afirmou o ministro Mantega.


Por conta do fortalecimento da moeda brasileira, Mantega diz que o país também tem de se preparar para que o real seja mais utilizado no mercado internacional. “Já começa a haver demanda para que [a moeda brasileira] possa ser utilizada fora do país”, disse.


De acordo com o ministro, o real já é considerado uma moeda forte. “Hoje o real é uma moeda forte. Às vezes, alguns empresários reclamam que a moeda é tão forte, valorizada, mas a vida é assim. Temos de nos preparar para que o real seja uma moeda de curso [circulação] internacional. Hoje é uma moeda de curso mais limitado.”

Para guardar em casa
Segundo o presidente do BC, Henrique Meirelles, o real está se tornando cada vez mais uma moeda que uma parcela da população guarda em casa, uma vez que a inflação está sob controle. “Não haverá mudanças de aparência. Não se discutiu uma nova apresentação; foram mudanças necessãrias do ponto de vista tecnológico.”


Conforme Meirelles, foi importante inaugurar uma nova familia de cédulas por conta da evolução tecnológica. “A tecnologia de segurança evolui, como também evoluem os mecanismos de tentativa de imitação. Todos países estão trabalhando por uma modernização tecnológica de suas moedas”, disse ele.


Ele lembrou que, em 1994, quando a primeira família do real foi lançada, em consequência do plano de estabilização econômica que debelou a inflação alta, os projetos foram feitos de “forma rápida”. “Um projeto agora de consolidação e de emissão de uma moeda com característica de longo prazo é um passo natural. Isso demandou muito tempo de estudo e de trabalho.”


Tamanho da cédula aumentará conforme o valor nela representado

Tamanhos
O Banco Central informou ainda que as novas cédulas atenderão a uma demanda dos deficientes visuais, que tinham dificuldades em identificar os valores nas notas atualmente em circulação.

“Com tamanhos diferenciados e marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às atuais, a nova família de cédulas facilitará a vida dessa importante parcela da população”, informou a instituição.

Substituição gradual
Segundo o  BC, apesar de as novas notas de R$ 100 começarem a circular ainda neste semestre, as antigas continuarão a valer, devendo ser totalmente substituídas em até dois anos. “Esse é o tempo de substituição por conta do desgaste das cédulas”, explicou Anthero Meirelles, diretor do BC.

O Banco Central informou que a nova família das cédulas vem sendo desenvolvido desde 2003, em conjunto com a Casa da Moeda. De acordo com a instituição, a nova família vai manter a diferenciação por cores predominantes, de modo a facilitar a “rápida identificação dos valores” por parte da população.

A autoridade monetária informou ainda que, para produzir as novas cédulas com recursos gráficos e novos elementos de segurança, a Casa da Moeda modernizou seu parque fabril. ”Com as aquisições, [a Casa da Moeda] se equipara às empresas mais modernas do mundo no ramo da impressão de segurança”, disse o BC.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

DIA MUNDIAL DAS DOENÇAS RARAS


Caminhada em SP celebrará Dia Mundial das Doenças Raras
 
11/2/2010 12:40:00
Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos portadores de doenças raras por meio da troca de informações e experiências, será realizada no dia 28, a partir das 8h30, no Parque da Juventude, em São Paulo, uma caminhada para marcar o Dia Mundial das Doenças Raras. Haverá também diversas atividades no local até as 15 horas. Os visitantes vão poder assistir a shows musicais, participar de oficinas de pintura, palestras e colaborar com as entidades na feira de artesanato das organizações não-governamentais (ONGs).

O evento na capital paulista - que também será celebrado em mais de 25 países - está sendo organizado pelo Grupo de Estudos de Doenças Raras, com o apoio de associações que congregam pacientes e familiares envolvidos com as doenças. A ideia dos organizadores é sensibilizar os políticos e autoridades de saúde sobre a importância de tratar o assunto como uma prioridade dentro das políticas públicas do País.
 
Fonte : Agência Estado

domingo, 7 de fevereiro de 2010

ESTUDO CÉLULAS TRONCO EMBRIONÁRIAS


Brasil ganha primeiro laboratório voltado para estudo de células-tronco embrionárias


O primeiro Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias do Brasil - LaNCE, inaugurado no final do ano passado, começa 2010 em boa forma. Ele já está funcionando com a promessa de trazer inovações para o campo de estudos da terapia celular. Contando com os equipamentos mais modernos do mundo e criado com apoio de R$ 446 mil da FINEP, o LaNCE fica no Rio de Janeiro e é uma parceria da USP e da UFRJ.


A Universidade Federal do Rio de Janeiro abriga parte do laboratório em um complexo de 250 metros quadrados que fica dentro do Hospital Universitário e apresenta uma infraestrutura de ponta. A outra parte fica sediada no Instituto de Biociências da USP. O LaNCE foi uma das propostas selecionadas pelo edital voltado para a criação de Centros de Tecnologia Celular, lançado em conjunto pela FINEP e pelos Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Saúde em 2008, com R$11 milhões em recursos não reembolsáveis (que não precisam ser devolvidos). Foram aprovados oito projetos no total, em cinco estados.


A principal função do laboratório é produzir células-tronco humanas pluripotentes, ou seja, aquelas que possam se transformar em qualquer tecido do corpo humano. Serão produzidos dois tipos: as embrionárias, originadas de embriões humanos congelados que seriam descartados pelas clínicas de reprodução, e as pluripotentes induzidas, obtidas a partir de amostras de outras células comuns que recebem material genético de embriões humanos. Segundo o coordenador do laboratório, Stevens Kastrup Rehen, a expectativa para esse ano é muito boa e as pesquisas caminham bem, mas é necessário esperar seu tempo de maturação.


O LaNCE tem como objetivo distribuir essa produção a grupos brasileiros interessados em realizar pesquisas relacionadas ao tema, suprindo assim a demanda por essas células, que normalmente são importadas a altos custos. A parceria feita entre o Instituto de Biociências da USP e a UFRJ permite a divisão de tarefas do LaNCE. “Enquanto o laboratório na USP é responsável pelo isolamento da massa interna dos embriões, na UFRJ é feita a produção em grande escala para sua distribuição”, afirma Stevens.


Além disso, o laboratório deve oferecer cursos para habilitar pesquisadores a trabalhar com terapia celular. O primeiro deve acontecer no segundo semestre de 2010 e terá como objetivo ensinar técnicas de manipulação e cultivo de células-tronco embrionárias pluripotentes.


Polêmica
Vale lembrar que a utilização de células-tronco em estudos foi permitida pela Lei de Biossegurança, de 24 de março de 2005. Aprovada pelo Senado, ela permite que células-tronco de embriões obtidos por fertilização in vitro e congelados há mais de três anos possam ser utilizadas em pesquisas mediante autorização dos pais. A validade desses embriões acaba ao final de quatro anos de congelamento, quando então são descartados.

Mesmo trabalhando com um assunto polêmico, Stevens afirma que as pesquisas do LaNCE vêm sendo bem recebidas. “Nós recebemos mensagens de pacientes que querem saber mais sobre os estudos, e nós vamos informando e educando quanto ao trabalho que estamos fazendo aqui”, diz o coordenador.





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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

APARELHO IDENTIFICADOR DE CÉDULAS



Um aparelho open source portátil identificador de cores e cédulas de dinheiro de baixo custo.

Nossa solução é um aparelho portátil identificador de cores e cédulas de dinheiro de baixo custo. Esse aparelho lê a cor do objeto ou o valor da cédula de dinheiro e fala o nome em voz alta. O software do nosso identificador será de código aberto e o hardware terá seu projeto aberto.

As pessoas com deficiência visual dependem de alguém para ajudá-las no reconhecimento de cor ou compram um dispositivo similar no mercado. Há alguns identificadores vendidos no Brasil com preços variando de R$600 (somente para cores) a R$1200 (somente para cédulas). No entanto, este é um custo elevado para a maioria dos deficientes brasileiros e não há um dispositivo integrado para identificar cores e dinheiro.


Temos solicitações de ONGs parceiras sobre um produto como o AUIRE identificador de cores e dinhero. Além disso, nós desenvolvemos um protótipo e o publicamos no site da universidade. Desde então temos recebido emails com pedidos de compra do aparelho. O protótipo foi desenvolvido durante o curso de graduação. No final do projeto, nós o apresentamos numa exposição para diversas ONGs que nos deram vários feedbacks sobre a usabilidade do dispositivo. Também, as ONGs demonstraram um grande interesse em levá-lo ao mercado.

Clique aqui e saiba mais.
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sábado, 30 de janeiro de 2010

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO GRATUITA PARA DEFICIENTES



Será oferecido pelo Instituto Tecnológico Impacta e a Sonda Procwork programas de capacitação gratuita para pessoas com deficiências. Os programas são na área de tecnologia, e tem o objetivo de ajudar pessoas acima de 18 anos e que já concluíram o ensino fundamental.

Os alunos também terão ensinamentos sobre postura empresarial, as aulas incluídas são de inglês, português, matemática, introdução à informática, Word 2007, Excel 2007 e Windows Vista, Inicialmente são 20 vagas para primeira etapa, mas o programa atenderá mais pessoas posteriormente.

Os alunos com 80% de presença confirmada receberão certificado emitido pela empresa. As aulas terão seu conteúdo distribuído em 312 horas. Quem desejar se inscrever, poderá fazê-lo pelo telefone (11) 3251-1399 ou pelo e-mail j.paiva@itiimpacta.org.br. O intuito da iniciativa é que cada vez mais pessoas com deficiências ocupem postos de trabalho.

Por: Zilmara Filisbelo
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ACOMPANHANTES DE DEFICIENTES SÃO BARRADOS NO MARACANÃ

Segunda-feira, 25/01/2010

Na partida entre Fluminense e Volta Redonda, eles foram surpreendidos com a exigência de pagar ingresso. Os acompanhantes dizem que sempre entraram de graça.


PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO DO GOVERNO


27/01/2010 - 15:51
Governo tem programas na Educação para alunos diferenciados

Déficit de aprendizagem, superdotação, deficiência visual estão entre os casos atendidos

Uma das preocupações do Governo de São Paulo é atender a todo tipo de aluno nas escolas do Estado. São vários os programas voltados a estudantes superdotados, com déficit de aprendizagem, deficiência visual e outros casos. Em todos eles, a Secretaria da Educação prepara profissionais para cuidar especificamente dessas situações em sala de aula.

Um levantamento da própria Secretaria aponta que o número de alunos superdotados identificados na rede estadual de ensino continua crescendo. Em 2009, foram 1.022 casos identificados pelo projeto “Um Olhar para as Altas Habilidades”. O crescimento chega a 61% em comparação a 2008, quando os professores relataram a existência de 397 estudantes nas mesmas condições. Desde o ano do lançamento do programa, em 2007, foram capacitados 270 professores para identificar alunos que se destacassem dos demais. Leia mais sobre o estudo realizado aqui.

Comunidade GLBT

Procurando atender ainda mais e melhor essa diversidade de alunos, o projeto mais recente do Governo é voltado à comunidade GLBT. Com recursos do Estado de São Paulo e do Ministério da Cultura, a ONG E-Jovem irá abrir a primeira unidade da escola em março, na cidade de Campinas, no interior. A escola não oferecerá ensino regular, mas sim cursos gratuitos de dança, canto, TV-Web e produção de fanzines, entre outros.

Cape

O Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape) é também o órgão da Secretaria da Educação responsável por capacitar professores para a identificação de alunos com superdotação (com altas habilidades), com autismo, com déficit de atenção ou hiperatividade. Sua equipe é formada por psicólogos, fonoaudiólogos e professores especializados.Oitenta e três mil professores da rede estadual de ensino do Estado já foram capacitados para identificar, lidar e ensinar alunos com algum tipo de deficiência.

O Cape também oferece cursos de orientação de ensino de língua portuguesa para pessoas com deficiência auditiva. Em 2009, cerca de 2 mil professores também foram capacitados sobre a Linguagem Brasileira de Sinais.

Materiais Adaptados

Outro investimento na Educação é na produção de materiais adaptados às necessidades especiais dos alunos, como livros em braile. Os alunos com deficiência têm outros materiais à disposição na rede. Para os estudantes sem visão ou com visão subnormal, a Secretaria oferece o Soroban, espécie de ábaco para fazer contas; a máquina de assinatura, utilizada para aprender a assinar o nome; e estante para leitura em braile.

Além disso, os alunos com deficiência na visão acompanham as aulas com material didático específico. Os cadernos, que fazem parte da Proposta Curricular da Secretaria de Educação, estão disponíveis no formato de livro digital. Por meio de um software chamado DosVox, os estudantes conseguem ouvir o que está sendo mostrado no computador. Por meio desse software também é possível navegar na internet e fazer trabalhos da escola.

Além das salas de recursos, a Secretaria da Educação apoia entidades assistenciais que educam pessoas com deficiência mental e isso beneficiou cerca de 33 mil crianças em 2009.

Fonte:  Portal do Governo do Estado
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=207396
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INDENIZAÇÃO PARA MULHERES QUE USARAM TALIDOMIDA



4/01/2010 - 12h13
Lula sanciona lei para indenizar filhos deficientes de mulheres que usaram talidomida Publicidade

da Agência Brasil

Portadores de deficiência física decorrente do uso, pelas mães durante a gestação, da talidomida (remédio usado por grávidas na década de 50 contra enjoo) terão direito a partir de agora a uma indenização em valor único de R$ 50 mil a título de dano moral. A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e está publicada na edição desta quinta-feira do "Diário Oficial da União".

Pela legislação, 227 vítimas vão receber R$ 50 mil em indenização, valor que aumentará na medida em que a dependência resultante da deficiência física for maior. A indenização será paga pelo Tesouro e terá caráter automático, isto é, não dependerá de requisição do beneficiário.

A lei 12.190 complementa a lei 7.070, de 1982, e representa gastos de aproximadamente R$ 34,5 milhões. A norma classifica o valor como pensão especial, mensal, vitalícia e intransferível, aos portadores da deficiência física conhecida como 'Síndrome da Talidomida'.

No valor a ser pago não incidirá qualquer cobrança de Imposto de Renda Pessoa Física. A pensão, ressalvado o direito de opção, não poderá ser cumulativa com qualquer rendimento ou indenização recebida pelo beneficiário.

14/01/2010 - 14h41
Governo britânico pede desculpas às vítimas da talidomida
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da France Presse, em Londres

O governo britânico pediu desculpas nesta quinta-feira às vítimas da talidomida, um medicamento que provocou má-formação em vários bebês nos anos 50 e 60, e confirmou a liberação de uma verba de 22 milhões de euros (cerca de R$ 56 milhões).

O secretário de Estado para a Saúde, Mike O'Brien, expressou o "sincero pesar e a profunda simpatia" do governo às vítimas da talidomida.

"Reconhecemos, ao mesmo tempo, o sofrimento físico e os problemas emocionais que afetaram as crianças atingidas e suas famílias", acrescentou O'Brien.

O ministro também confirmou o anúncio feito em dezembro da liberação de uma verba de 22 milhões de euros para o Talidomida Trust, uma associação que reúne 466 vítimas.

O dinheiro permitirá às vítimas adaptarem suas casas às necessidades de seus problemas físicos. O governo espera que a medida contribua para diminuir o custo para o sistema de saúde público.

Destinada a lutar contra os enjoos das mulheres grávidas, a talidomida foi vendida em mais de 40 países até sua retirada das farmácias, em 1961, após a revelação da existência de dramáticos efeitos colaterais.

Cerca de 10 mil bebês em todo o mundo nasceram sem braços ou sem pernas, ou com mãos e pés atrofiados, porque a mãe deles tinha ingerido o medicamento durante a gravidez.

Notícias extraídas da Folha Online.


Talidomida ou "Amida Nftálica do Ácido Glutâmico".

Trata-se de um medicamento desenvolvido na Alemanha, em 1954, inicialmente como sedativo. Contudo, a partir de sua comercialização, em 1957, gerou milhares de casos de Focomelia, que é uma síndrome caracterizada pela aproximação ou encurtamento dos membros junto ao tronco do feto - tornando-os semelhantes aos de uma foca - devido a ultrapassar a barreira placentária e interferir na sua formação. Utilizado durante a gravidez também pode provocar graves defeitos visuais, auditivos, da coluna vertebral e, em casos mais raros, do tubo digestivo e problemas cardíacos.

A ingestão de um único comprimido nos três primeiros meses de gestação ocasiona a Focomelia, efeito descoberto em 1961, que provocou a sua retirada imediata do mercado mundial. No entanto, em 1965 foi descoberto o seu efeito benéfico no tratamento de estados reacionais em Hanseníase (antigamente conhecida como lepra), e não para tratar a doença propriamente dita, o que gerou a sua reintrodução no mercado brasileiro com essa finalidade específica.

A partir daí foram descobertas inúmeras utilizações para a droga no tratamento de AIDS, LUPUS, DOENÇAS CRÔNICO-DEGENERATIVAs - Câncer e Transplante de Medula.

Ainda não existem pesquisas sobre o período seguro para eliminação da droga pelo organismo. Recomendamos o prazo de no mínimo 1 ano após o tratamento para a gravidez.

Tratamento nas Mulheres:

A Talidomida, por força da Portaria nº 354, de 15 de agosto de 1997, é proibida para mulheres em idade fértil em todo o território nacional.

Apesar da proibição, em casos especiais, médicos receitam as droga. Entretanto são previstas sanções legais, cabendo observar que mesmo com a assinatura de Termo de Esclarecimento aos Pacientes e Termo de Responsabilidade Médica, ambos podem ser responsabilizados pelo mau uso da droga.

Tem sido demonstrado que apenas o uso de anticoncepcionais por mulheres em idade fértil não é suficiente para prevenir a ocorrência de nascimentos de crianças com síndrome da Talidomida, pois a droga inibe o efeito dos anticoncepcionais. Portanto, deve-se usar o máximo de métodos contraceptivos para maior segurança. Além disso, é de extrema importância que todos os exames disponíveis de gravidez sejam utilizados (ex: urina, BHCG,etc).

Tratamento nos Homens:

Conforme a Resolução n° RDC 140/2003 da ANVISA, a bula do medicamento informa que “os homens que utilizam a Talidomida e mantém vida sexual ativa com mulheres em idade fértil, mesmo tendo sido submetidos à vasectomia, devem ser orientados a adotar o uso de preservativo durante o tratamento”  e ainda “sobre a importância dos usuários não doarem sangue ou esperma”.

Pseudo-abdomem e neuropatia periférica são efeitos colaterais que os pacientes apresentam após o uso contínuo da Talidomida. Tais efeitos geram dores insuportáveis, só aliviadas com aplicações moleculares, que têm custo elevado e, até agora, não são fornecidas aos pacientes por parte do Estado.

Histórico

1954: Alemanha desenvolve droga destinada a controlar a ansiedade, tensão e náuseas.

1957: a droga passa a ser comercializada em 146 países.

1960: descobertos os efeitos teratogênicos provocados pela droga quando consumida por gestantes: durante os 3 primeiros meses de gestação interfere na formação do feto, provocando a Focomelia (aproximação/encurtamento dos membros junto ao tronco, tornando-os semelhantes aos de focas).

1961: a droga é retirada de circulação em todos os países, à exceção do Brasil. Têm início processos indenizatórios em diversos países.

1965: Dr. Jacobo Sheskin, médico israelense, descobre efeitos benéficos da droga no tratamento da hanseníase. Com isso, volta a ser comercializada.

No Brasil:

1957: tem início a comercialização da droga.

1965: a droga é retirada de circulação, com pelo menos 4 anos de atraso. Na prática, porém, não deixou de ser consumida indiscriminadamente no tratamento de estados reacionais em Hanseníase, em função da desinformação, descontrole na distribuição, omissão governamental, automedicação e poder econômico dos laboratórios. Com a utilização da droga por gestantes portadoras de hanseníase, surge a segunda geração de vítimas da Talidomida.

1976: tem início os processos judiciais contra os laboratórios e a União.

1982: após várias manifestações que sensibilizaram a mídia, o governo brasileiro é obrigado a sancionar a Lei 7.070, de 20 de dezembro de 1982. Tal lei concede pensão alimentícia vitalícia, que varia de meio a 4 salários mínimos, de acordo com o grau de deformação, levando-se em consideração quatro itens de dificuldade: alimentação, higiene, deambulação e incapacidade para o trabalho. De 1986 a 1991: com a inflação galopante e as mudanças dos indexadores econômicos, defasam-se drasticamente os valores das pensões vitalícias.

1992: surge a ABPST - Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida para defender os direitos das vítimas da Talidomida, muitas das quais simplesmente nem recebiam as pensões a que tinham direito.

1994: é publicada a primeira Portaria 63, de 04 de julho de 1994, que proíbe o uso da Talidomida para mulheres em idade fértil.

1996: é formado o Grupo de trabalho para elaboração da 1º Portaria de Controle da Talidomida.

1997: é publicada a Portaria nº 354, de 15 de agosto de 1997, que regulamenta o registro, produção, fabricação, comercialização, prescrição e a dispensação dos produtos à base de Talidomida.

2003: é sancionada a Lei nº 10.651, de 16 de abril de 2003, dispõe sobre o controle do uso da talidomida.

2005: é publicada a Consulta Pública nº 63 para proposta de novo regulamento técnico da Talidomida.

2005: a publicação da Resolução nº 356, de 10 de outubro de 2005, suspende a realização da Consulta Pública n° 63.

2006: é realizado Painel de Utilização Terapêutica da Talidomida, promovido pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

2007: é realizada nova reunião na ANVISA – Agência Nacional de vigilância Sanitária visando a flexibilização do uso da Talidomida.

Décadas 1990 e 2000: a diversificação e a continuidade do uso da droga no tratamento de Lupus, Câncer, Leucemia, Vitiligo, Aftas, Tuberculose, etc. geraram o nascimento de dezenas de novos casos de crianças vitimadas pela droga (2º e 3º Geração); principalmente em função da desinformação, inclusive de profissionais da área da saúde e pela AUTOMEDICAÇÃO, uma prática constante no Brasil.

Para mais informações acesse: http://www.talidomida.org.br/
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CARTILHA DE ACESSIBILIDADE - UBERABA MG



Garantir a acessibilidade proporcionando acesso e desfrute universal aos espaços públicos e privados é uma das diretrizes das políticas públicas de inclusão social fundamentais ao exercício da cidadania com equiparação de oportunidades e o respeito aos seus direitos constitucionais.

Tão importante quanto adequar os espaços para garantir a circulação dessas pessoas,  eliminando-se as barreiras existentes, é evitar que se criem novas dificuldades. Trata-se de um processo em que a sociedade se adequa para receber em seus sistemas sociais as pessoas com deficiências ou com mobilidade reduzida e estas, por sua vez, passam a assumir seus devidos papéis na sociedade.
 
A Prefeitura Municipal de Uberaba, reconhece e estimula ações que promovam a inclusão social da população, incentivando a cidadania de forma permanente e contínua, para atender aos diversos segmentos da sociedade.

Este material foi elaborado pela SecretariaMunicipal de Infra-Estrutura de Uberaba, com base na NBR-9050/2004 da ABNT - Associação Brasileira de NormasTécnicas.

PROJETO PRAIA PARA TODOS



Deficientes ganham esteira de acesso à praia e cadeira flutuante para o mar Projeto 'Praia para Todos' começou na Barra e vai ser itinerante.
Iniciativa é da ONG Espaço Novo Ser e funciona aos domingos, no Rio.

Carolina Lauriano Do G1, no Rio

Cadeirantes mergulham com a ajuda da cadeira anfíbia (Foto: Carolina Lauriano / G1)


O projeto 'Praia para todos' inclui esteira de acesso à areia (Foto: Carolina Lauriano / G1)
A praia é conhecida pelos cariocas como o local mais democrático da cidade. Mas até hoje os deficientes físicos, principalmente os cadeirantes, não tinham acesso facilitado à areia nem ao mar. Neste domingo (24) foi dado o primeiro passo para essa inclusão social: o projeto “Praia para todos”, pioneiro no Brasil, foi lançado no Posto 3 da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, com diversas atividades adaptadas.

 A principal transformação – uma iniciativa da ONG Espaço Novo Ser, com apoio da subprefeitura da Barra e de patrocinadores - é uma esteira especial, de 30 metros, feita de fibra de plástico, que vai do calçadão às tendas na areia, o que permite a passagem da cadeira de rodas. Além disso, a chamada “cadeira anfíbia” leva o deficiente ao mar e ainda flutua na água. Nas duas tendas montadas, trabalham cerca de 30 profissionais, entre professores de educação física, fisioterapeutas, estagiários e voluntários. O Praia para Todos funciona somente aos domingos, das 9h às 14h.

O idealizador do projeto é o biólogo Ricardo Gonzalez Rocha Souza, que é cadeirante. Ele sofreu um acidente de carro em 1997 e contou que desde então busca novidades em acessibilidade no mundo. “Eu frequentava exatamente essa praia, pegava onda aqui. Depois do acidente, eu vinha à praia, mas só no calçadão. A praia adaptada é um sonho virando realidade”, disse.


Deficiente usa cadeira adaptada para chegar ao mar (Foto: Carolina Lauriano / G1)
Infra-estrutura

Prancha de surfe adaptada pelo surfista Rico de Souza, mais vagas de estacionamento reservadas, rampas de acesso nas vias, sinalização sonora e até piso tátil para os deficientes visuais fazem parte da infra-estrutura montada pelo projeto. Quando chegam à tenda, os deficientes têm disponíveis atividades como surfe, vôlei sentado, frescobol, peteca e o banho de piscina assistido, planejado para as crianças.
 

“O cara chega aqui, tem a cadeira anfíbia. Cansou, vai jogar vôlei; enjoou, vai surfar, vai jogar frescobol, o cara tem diversão toda hora”, destacou o cadeirante Fábio Fernandes, um dos organizadores do Praia para Todos e estudante de Direito. Em 1999, aos 23 anos, voltando de um show de uma banda a qual ele era o produtor, Fábio bateu de carro e ficou paraplégico.

“Antes a gente só descia do calçadão se fosse no colo. Hoje podemos falar que a praia é realmente para todos. Isso aqui vai se tornar um remédio para essas pessoas. Remédio para a depressão, para tudo”, exaltou ele, que tomou banho de mar e também pegou onda com a prancha adaptada.



Nínive Ferreira e o filho João Pedro: 'É um projeto brilhante' (Foto: Carolina Lauriano/G1)
O pequeno João Pedro, de 2 anos e 10 meses, tem uma doença rara, a leucodistrofia, que afeta o sistema nervoso central. A mãe dele, a dona-de-casa Nínive Oliveira Ferreira, contou que veio de Realengo e agora pode aproveitar a praia tranquila. João Pedro não queria sair da piscina, onde ficou com uma profissional.

“Para quem vive o problema, a gente sabe o tamanho da importância desse projeto. Antes eu só vinha do calçadão pra cima, eu não tinha como levar ele no mar ou na areia. É um projeto brilhante, espero que tenham outras iniciativas, porque o acesso é muito pouco”, disse.

Objetivo é ter posto fixo

O subprefeito da Barra da Tijuca, Tiago Mohamed, afirmou que está aberto a fazer as mesmas mudanças no Recreio. “O que a gente fez aqui é pouco perto do benefício que isso traz para eles. Os deficientes sempre estiveram excluídos desse espaço”, declarou ele.

O projeto é itinerante. Na Barra, vai ficar até o dia 28 de março. Depois, segue para Copacabana, na Zona Sul, e fica até o dia 25 de abril. Em seguida vai para a praia de Ipanema, do dia 2 ao dia 16 de maio. Por fim, o “Praia para Todos” vai para o Piscinão de Ramos, no subúrbio do Rio, do dia 23 ao dia 3 de maio.

A intenção dos organizadores é entregar um relatório de toda a estrutura para a Prefeitura do Rio, com o objetivo de que seja montado pelo menos um posto adaptado em cada praia da cidade e que ele seja fixo.

Fonte:G1

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

DEFICIENTES GANHAM ACESSO À PRAIA - RJ



Atenção, prefeitos de cidades que têm praia. Os senhores vão receber uma sugestão de obra importantíssima e baratíssima. A ideia é de uma ONG do Rio de Janeiro.



Na Praia do Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, jovens pegam onda no mar. Na areia, muletas e perna mecânica. Diferente? No trecho de praia já é comum. A dona de casa Ana Paula Cândido teve uma das pernas amputada depois de um acidente.

“Antes, eu tinha vergonha até mesmo de sair de casa e de fazer as coisas. Hoje não”, contou.

Para quem usa cadeira de rodas, a areia é um grande obstáculo. “Não adianta vir à praia para a gente ficar olhando, porque só dá inveja”, comenta um jovem.

A costa brasileira é quase toda cheia de praia. Chega quem quer, é um lugar democrático. Mas, para os portadores de deficiência física, muitas vezes o lazer termina no calçadão. São raras as praias que tem a placa de acesso a quem precisa.

No Rio, só há duas esteiras próprias para portadores de necessidades especiais. Henrique, que usa muletas, não se contentou só com o calçadão. Junto com amigos, criou a ONG AdaptSurf. A prefeitura forneceu alguns equipamentos, e o resto foi a boa vontade do jovem.

“A gente faz uma avaliação inicial e, a partir daí, a gente vai saber o tipo de aula que a gente vai desenvolver. É aberta a qualquer tipo de deficiência, não tem restrição alguma e totalmente gratuito”, explicou a coordenadora da ONG, Luana Nobre.

Iuri nasceu surdo. O surfe ajuda no equilíbrio e na vida. O irmão dele é o tradutor. “Eu gosto demais do surfe, porque o inseriu na sociedade. Conseguir surfar, para ele, tem sido muito bom”, comentou o irmão.

“É muito gratificante ver que a gente está prestando esse serviço e está podendo ajudar alguém. Eu já senti na pele e sei que é muito bom. Não tem preço”, disse o fundador da ONG, Henrique Saraiva.

Cenas como essas poderiam ser muito mais comuns em todo o Brasil, mas não existe lei federal que obrigue a criação desses acessos na praia. É só descer uma onda para ver como esse direito faz bem à vida.

“É maravilhoso, uma sensação que não tem como explicar. Vou aprender a surfar, com certeza“, comemorou uma portadora de necessidades especiais.

26/12/09 - 20h32 - Atualizado em 26/12/09 - 21h07
RJ: portadores de deficiência ganham acesso à praia
Fonte: Globo.com
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SUPERANDO LIMITES


Um projeto da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais, a Apae, oferece aulas de surfe a pessoas com necessidades especiais, em Búzios, na Região dos Lagos. O desempenho dos alunos tem sido tão bom que os professores planejam um campeonato.

Em uma piscina, alunos portadores de necessidades especiais se divertem na água e aprendem algumas noções do surfe. Da piscina, todos saem de prancha para a praia, que fica a menos de 100 metros da associação. Em frente ao mar, o professor reforça os ensinamentos: como levantar na prancha e como flexionar as pernas.

“O meu sonho é também ser um surfista”, conta um aluno.

As aulas acontecem duas vezes por semana com 15 alunos, na Praia Rasa, em Búzios. Muitos já aprenderam a surfar, o próximo passo agora é criar uma competição oficial só com os surfistas especiais.

“Na realidade, pode chegar a ter uma competição especial a partir do momento em que as crianças estejam todas preparadas para isso. Essa é a idéia do projeto: prepará-las para que venha a ter uma competição entre elas”, explica o diretor de projetos, Anderson Chaves.

“Eles estão bastante felizes, muito responsáveis. Eles estão se sentindo muito importantes. Isso não tem preço que pague”, afirma a assistente social Heloísa Dias.

Uma aula onde todos aprendem – os alunos, a direção da Apae e também os professores que ficaram surpresos com o resultado.

“Para minha satisfação, eles tiveram um desenvolvimento muito superior ao aluno convencional. Eles demonstraram ter facilidade de pegar as instruções, tiveram bastante atenção, e isso acarretou  um desenvolvimento mais fácil do aprendizado”, comenta o professor Gustavo Zampier.

Fonte: Bom dia Rio 24/08/2006

CURSO DE CAPACITAÇÃO SOBRE EMPREENDEDORISMO PARA DEFICIENTES



Deficientes ganham independência com cursos de capacitação sobre empreendedorismo

Por Francis França

Os mecanismos de inclusão social que beneficiam pessoas portadoras de necessidades especiais vão além da busca pela carteira de trabalho assinada. Eles agora também levam o empreendedorismo para a vida desses cidadãos e de suas famílias.

Dados do Censo 2000 mostram que eles representam 14,5% da população, mas apenas 9 milhões trabalham. E, dessa parcela, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apenas 348,8 mil possuíam vínculo empregatício formal em 2007 – menos de 1% do total de trabalhadores contratados no País. A conclusão é que, embora haja uma lei de cotas vigente desde 1991 que garanta de 2% a 5% das vagas em médias e grandes empresas para esses trabalhadores, a grande maioria ainda trabalha como autônomo e na informalidade.

Rafael Bastos, 33 anos, conseguiu emprego em um banco há três meses. Casado e com um filho de dois anos, ele tem apenas 20% da visão, por um problema no nervo ótico, desenvolvido no período da gestação. “A gente sabe que tem que se superar a cada dia e provar que pode tanto quanto qualquer outra pessoa”, diz ele, que está em fase de treinamento no novo emprego. A carteira assinada trouxe estabilidade à vida de Bastos, mas sua verdadeira vocação é a arte. Pintor desde os 13 anos de idade, ele chegou a montar um ateliê, mas o ganho incerto o fez procurar uma vaga no mercado formal.

Ele já trabalhou como arte-finalista em gráficas e chegou a fazer ilustrações para um jornal. Por intermédio da esposa, conheceu um artista plástico com quem passou a trabalhar para entender como funcionava o mercado da arte. “Comecei a vender os trabalhos dele para saber se era o que eu queria para mim. Percebi as dificuldades, mas como é o que gosto de fazer, comecei a pintar profissionalmente”, conta. Começou em casa, depois montou um ateliê para dar aulas de pintura, e, com a ajuda de um apresentador de televisão, conseguiu vender seus quadros em leilões. Até que a crise financeira internacional chegou ao bolso de seus clientes, e ele precisou procurar alternativas.

Bastos faz parte da parcela de portadores de necessidades especiais que conseguiu romper a barreira mais difícil, que é acreditar em si mesmo e não confundir limitação com incapacidade. “Com a lei de cotas podemos mostrar que somos capazes de fazer qualquer coisa, desde que seja uma atividade adaptada para a pessoa, que ofereça meios para ela crescer”, afirma.

Durante um curso de serviços administrativos que fez no Senac, teve a prova disso. Em uma dinâmica de grupo em que havia cadeirantes, deficientes auditivos e visuais, o grupo recebeu a tarefa de montar um quadrado com uma série de triângulos. O problema, que tradicionalmente demora uma hora para ser resolvido, foi solucionado em 15 minutos. “Nossa instrutora ficou emocionada. Acho que o resultado é porque ali as pessoas estavam mais dispostas a se compreender e a trabalhar juntas”, diz.

Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do MTE, 50,28% dos trabalhadores com necessidades especiais têm limitações físicas, 28,16% auditivas, 2,95% visuais, 2,41% mentais e 1,67% são portadores de deficiências múltiplas. Foram declarados 14,02% empregados na situação de reabilitados. Os homens têm maior representatividade em todos os tipos de deficiência, com participação média de 62,76%, e a maior parcela de trabalhadores (31,5%) está no setor de serviços ou são vendedores no comércio.

Incubadora

Para estimular essas pessoas a não apenas procurar emprego, mas a montarem negócios próprios, a Universidade Livre para a Eficiência Humana (Unilehu), de Curitiba, estruturou um programa de capacitação em parceria com a incubadora do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getulio Vargas (Isae/FGV). As entidades desenvolveram uma metodologia já experimentada em oito turmas, com cerca de 240 alunos, para ensinar as disciplinas de empreendedorismo, plano de negócios e planejamento estratégico.

O curso da Unilehu oferece módulos de capacitação e inclusão social. Em parceria com agências de emprego, são mapeados os segmentos ou empresas que mais contratam em determinado momento. Também são identificadas oportunidades para novos negócios. “Capacitamos muito para a área de produção, que geralmente é a porta de entrada da indústria, e também para o setor administrativo”, diz. Há cursos de auxiliar administrativo, auxiliar de mecânica básica, técnico em manipulação de alimentos, treinamento em call center, entre outros.

A iniciativa deu resultados. Do programa já surgiram negócios como locadoras de vídeo, lanchonetes e artesanato. Evandro Marcondes tem uma agência de viagens. Com apenas 5% da visão, ele é guia de turismo, especialmente em excursões para Aparecida do Norte (SP). “Quando levo as pessoas para um lugar que eu não conheço, vou antes, faço um levantamento técnico do lugar, verifico as dificuldades, questões de segurança”, diz Marcondes, mais conhecido como Tito, que deve concluir em julho o curso de guia de turismo regional.

Para Yvy Bustamante, a lei de cotas ainda é vista com preconceito por muitos empregadores. “Parte-se do princípio de que eu terei que engolir uma lei e aceitar uma pessoa incapaz. Muita gente ainda não entendeu que essas pessoas têm limitações, sim, para algumas coisas, mas não para tudo. O conceito de deficiência é que está errado”, afirma. Segundo ela, as pessoas com necessidades especiais têm comportamento igual a todas as outras. “Não podemos dizer que o resultado será 100% positivo, até porque não se tem como garantir isso com pessoas que não tenham deficiência, mas a grande maioria vai fazer bem para as empresas, inclusive no ambiente de trabalho, porque seu esforço acaba motivando toda a equipe”, diz Yvy.

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem cerca de 650 milhões de pessoas em todo o mundo com algum tipo de necessidade especial, cujos direitos são protegidos por leis nacionais e internacionais. Exemplos como Tito e Rafael Bastos, e entidades como a Unilehu e o Isae/FGV trabalham para que não precise haver leis.

A Lei 8.213/1991 determina que as empresas que têm entre 100 e 200 colaboradores reservem 2% das vagas para portadores de necessidades especiais. De 201 a 500 trabalhadores, a cota é de 3%. De 501 a 1 mil funcionários, 4%. E de 1.001 em diante, 5%.

Data: 20/04/2009
Fonte: Portal Empreendedor
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PORTAL ODM


Uma nova ferramenta para acompanhar a situação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Os ODM são metas pactuadas pelo Brasil e por outros 190 países membros das Nações Unidas para melhorar indicadores sociais, ambientais e econômicos. Trata-se do Portal ODM que apresenta dados relacionados a essas metas em relação a cada um dos 5.564 municípios brasileiros.

O objetivo da ferramenta é permitir que cada cidadão possa acompanhar a realidade de seu município e envolvê-lo no processo de implementação de políticas públicas. Ao mesmo tempo, as empresas poderão contar com um instrumento importante na definição de suas ações de responsabilidade social corporativa em nível municipal.

O portal foi desenvolvido pelo Observatório de Indicadores de Sustentabilidade (Orbis), programa Sesi do Paraná, Sistema Fiep e Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Movimento Nós Podemos Paraná, Núcleo de Apoio a Políticas Públicas (NAPP), Ministério do Planejamento e Secretaria Geral da Presidência da República.
Conteúdo

Nele você encontra os indicadores de forma organizada e em linguagem de fácil compreensão. As informações, atualizadas em tempo real de acordo com a disponibilidade dos dados oficiais, podem ser consultadas em relatórios dinâmicos que incluem números, gráficos e comparativos com as metas, além de um sofisticado sistema de informação da ONU, o DevInfo. Por meio dele você gera relatórios próprios, cruza diferentes indicadores e compara dados entre cidades, estados e regiões do país.

O Portal disponibiliza ainda uma biblioteca multimídia com publicações, relatórios, imagens e vídeos sobre os ODM, que podem ser atualizados pelos próprios usuários. Como fonte de informação, o site trará canal de notícias, banco de boas práticas e uma agenda com eventos e capacitações importantes. Tudo on-line, de forma prática e interativa!
Participe!

Inúmeras localidades e organizações têm trabalhado visando alcançar os ODM, surpreendendo-se com a grande força mobilizadora que atingem quando abordam a temática dos objetivos do milênio. Seja através de planejamento estratégico, plano de governo, gestão de pessoas, ou projetos temáticos de responsabilidade social basta articular as pessoas e permitir que sua criatividade e capacidade de ação apareçam. É o que está acontecendo em vários municípios do Brasil. E pode acontecer no seu também. Este Portal será importante aliado, pois cria espaço para busca de informações, troca de experiências, e articulação de parcerias.

Contém informações sobre sua cidade; as quais, com certeza, irão ajudá-lo no seu trabalho. Certifique-se de que seu município irá alcançar os ODM até 2015. Mobilize-se. A palavra de ordem é AÇÃO.

http://www.portalodm.com.br
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